Ativistas jogam tinta na embaixada do Brasil em Londres

Grupo Extinction Rebellion picha fachada da representação brasileira na capital britânica, em protesto contra as políticas ambientais de Bolsonaro e em defesa do clima e dos indígenas. Manifestantes são detidos no local.

Pichações no prédio trazem frases como "Sem mais sangue indígena"

Grupo Extinction Rebellion picha fachada da representação brasileira na capital britânica, em protesto contra as políticas ambientais de Bolsonaro e em defesa do clima e dos indígenas. Manifestantes são detidos no local.

Ambientalistas protestaram contra as políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro nesta terça-feira (13/08) em Londres, jogando tinta vermelha na fachada da embaixada brasileira.

Ativistas do grupo Extinction Rebellion subiram sobre uma cobertura de vidro na entrada do edifício, enquanto outros colaram cartazes com frases em protesto à morte de indígenas no Brasil. “Chega de sangue indígena”, dizia uma das faixas, denunciando a violência contra esses povos.

Marcas de mãos e rajadas de tinta vermelha cobriram a fachada. Os manifestantes denunciaram ainda a política ambiental do governo de Jair Bolsonaro.

O Extinction Rebellion, que se descreve como um “movimento internacional de desobediência civil não violenta”, disse que o ato visa chamar atenção para os “abusos aos direitos humanos sancionados pelo estado e o ecocídio”. Os manifestantes foram detidos no local.

O grupo afirmou que programou o protesto para essa data para coincidir com a chamada Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília. Segundo eles, manifestações similares estão previstas nas embaixadas brasileiras no Chile, Portugal, França, Suíça e Espanha.

O ato em Londres ocorre num momento em que o governo de Bolsonaro vem sendo pressionado por países europeus em relação às suas políticas ambientais. Dados oficiais mostram que o desmatamento na Floresta Amazônica subiu exponencialmente nos últimos meses.

No fim de semana, a Alemanha anunciou que vai congelar investimentos de 35 milhões de euros que seriam destinados a diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil. “Não podemos ficar simplesmente dando dinheiro enquanto continuam desmatando”, afirmou a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, à DW.

RC/rtr/dw

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