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	<title>CITY RURAL |</title>
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	<title>CITY RURAL |</title>
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		<title>De inseticida a remédio, poluentes sintéticos contaminam praticamente todo o oceano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 03:24:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo em regiões muito distantes da costa, poluentes ainda são encontrados – especialmente compostos industriais, por apresentarem maior resistência Texto: Yasmin Constante* Arte: Livia Bortoletto** Domingo, 10 de maio de 2026 De venenos para matar insetos até fármacos, os produtos químicos têm chegado a pontos cada vez mais distantes nos ecossistemas marinhos. Um&#160;estudo&#160;publicado na revista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Mesmo em regiões muito distantes da costa, poluentes ainda são encontrados – especialmente compostos industriais, por apresentarem maior resistência</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Yasmin Constante*</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Livia Bortoletto**</h2>



<p>Domingo, 10 de maio de 2026</p>



<p>De venenos para matar insetos até fármacos, os produtos químicos têm chegado a pontos cada vez mais distantes nos ecossistemas marinhos. Um&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-01928-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>&nbsp;publicado na revista científica&nbsp;<em>Nature Geoscience</em>&nbsp;avaliou a distribuição de compostos químicos de origem humana nestes espaços e demonstrou que eles estão presentes em praticamente todo o oceano.</p>



<p>Poluentes comuns, como pesticidas e produtos farmacêuticos, foram detectados predominantemente em estuários e áreas costeiras, mas diminuíram com a distância da costa, enquanto substâncias químicas e aditivos industriais, incluindo polialquilenoglicóis, ftalatos e organofosforados, foram amplamente distribuídos pelos ecossistemas marinhos.</p>



<p>O trabalho consistiu em uma metanálise, técnica estatística utilizada para integrar resultados de outras pesquisas. No total, 21 conjuntos de dados (incluindo 2315 amostras de água do mar de três bacias oceânicas e ambientes costeiros) foram avaliados. As análises mostraram que os compostos químicos estão ainda mais disseminados do que era esperado. Porém, a maior surpresa está na distância que podem atingir, chegando a quilômetros da costa.</p>



<p>“Praticamente não há lugar no oceano onde não exista a ‘mão’ humana, que não tenha um sinal químico de origem xenobiótica”, explica Bruno Costa, pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Biociências (IB) da USP e coautor do trabalho.</p>



<p>Os compostos estudados foram divididos em três categorias: industriais, fármacos e pesticidas. Entre eles, os mais encontrados foram os com características xenobióticas industriais, que em sua maioria são derivadas de produtos petroquímicos e associados a materiais plásticos. Apesar de os poluentes serem amplamente disseminados, a maior parte ainda está nas proximidades de costas e estuários – pontos em que o rio e mar se encontram. Segundo Bruno Costa, a maior presença pode ser explicada pelo tratamento inadequado da água e pela alta disseminação desses produtos entre a sociedade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/04/20260423_bruno-300x300.jpg" alt="A imagem contém um homem, ele tem cabelo e barba escuros e usa jaleco" class="wp-image-1000212" style="width:166px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruno Ruiz Brandão da Costa &#8211; Foto: Lattes</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Impacto nos seres vivos</h2>



<p>Além da análise oferecer um panorama amplo da presença de compostos antropogênicos em ambientes marinhos, ela demonstra também como eles podem impactar a matéria orgânica dissolvida (MOD), que é o conjunto de restos de seres vivos em corpos d’água.</p>



<p>Bruno Costa compara a MOD com blocos construtores, explica seu caráter fundamental para os ecossistemas, servindo, por exemplo, de alimento para microrganismos. “Observamos que há uma contribuição considerável desses compostos de origem humana e a consequência ecológica disso nós ainda não sabemos.”</p>



<p>As substâncias químicas, ao contrário de grandes detritos plásticos que flutuam, são dificilmente visualizadas. Esta lacuna pode ser preenchida pelo que é considerado um dos diferenciais da pesquisa: seu método de análise. Chamada de metabolômica não-alvo, a técnica é capaz de identificar todo o conjunto de moléculas de uma amostra sem um direcionamento específico, o que permite que diversos compostos sejam detectados. Bruno Costa aprendeu a realizar este tipo de abordagem durante doutorado-sanduíche realizado na University of California, Riverside (UCR).</p>



<p>Para garantir a avaliação adequada das amostras, era necessário que o processo de coleta ocorresse de forma uniforme. Por esse motivo, os pesquisadores utilizaram dados provenientes de laboratórios parceiros. A metodologia adotada permaneceu padronizada em todas as etapas, desde a extração — quando a água é purificada e os compostos de interesse são concentrados — até o procedimento empregado na análise inicial.</p>



<p>Feita em diferentes distâncias e profundidades, as coletas foram divididas por conjuntos, sendo eles: costeiro temperado, recife de coral e oceano aberto.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/04/20260423_mapa.jpg" alt="A imagem contém um mapa com os locais pesquisados" class="wp-image-1000217"/><figcaption class="wp-element-caption">Imagem apresenta os locais investigados e as suas classificações &#8211; Foto: Reprodução do artigo</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Principais tendências</h2>



<p>Assim como os pesquisadores esperavam, quanto maior a distância da costa, menores são os sinais químicos de compostos de origem humana. Porém, mesmo em regiões muito distantes, eles ainda são encontrados, fato que causa preocupação. Costa explica que os compostos industriais foram os mais encontrados por apresentarem maior resistência e “navegarem” para locais mais distantes.</p>



<p>As avaliações indicam que, entre os sinais analíticos de mar aberto, a mediana de contribuição de origem humana na matéria orgânica dissolvida foi entre 0,5% e 4%. O número pode parecer baixo, mas é ele que indica que praticamente todo o oceano tem uma “pegada” humana, como se, em cada dia de vida do oceano, quase uma hora inteira fosse composta exclusivamente de vestígios da ação antrópica.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/04/20260423_veneno.jpg" alt="A imagem contém uma ilustração de um veneno para insetos" class="wp-image-1000219"/><figcaption class="wp-element-caption">Quase 250 compostos de origem humana foram encontrados &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/ciencias/de-inseticida-a-remedio-poluentes-sinteticos-contaminam-praticamente-todo-o-oceano/----url----">Freepik</a></figcaption></figure>



<p>A mediana em clima costeiro temperado ficou entre 0,5% e 9%, com valores mais altos para África do Sul e San Diego. Os dados para recifes de coral foram os que mais variaram. Tiveram, em alguns casos, medianas mais baixas, entre 2% e 8% e, em outros, medianas mais altas de até 20%, como foi o caso de Porto Rico. A maior mediana foi encontrada em regiões de estuários, em que o valor pode ultrapassar os 60% de carga química.</p>



<p>No total, 248 compostos de origem humana foram encontrados, o que representa 2% de todos os materiais detectados.</p>



<p>Bruno Costa explica que esses valores não são as concentrações das substâncias. Para essa medição seria necessários procedimentos específicos para cada composto e não um método de análise não-alvo, como foi feita a pesquisa. “Por exemplo, 60% da contribuição dos sinais analíticos observados correspondiam à origem humana. Não é dizer que 60% da água do mar corresponde a esses compostos xenobióticos.”</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A mensagem continua sendo a mesma: há uma grande contribuição desses compostos de origem humana na matéria orgânica dissolvida no mar”</p>
</blockquote>



<p>O pesquisador destaca que o artigo acende um sinal de alerta para a necessidade de novos monitoramentos. Além disso, demonstra a necessidade de maior fiscalização para crimes ambientais.</p>



<p>O artigo&nbsp;<em>Widespread presence of anthropogenic compounds in marine dissolved organic matter</em>&nbsp;está disponível neste&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-01928-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p>Mais informações: e-mail bruno.ruiz.costa@usp.br, com Bruno Costa</p>



<p>*<em>Estagiária sob orientação de Fabiana Mariz</em></p>



<p><em>**Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / O tratamento inadequado e a alta disseminação de produtos químicos podem explicar a poluição marinha – Foto: <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/seascape-fantastico-com-ondulacoes_977674.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=4&amp;uuid=131601b0-1023-4b26-b67c-43a8a582f276&amp;query=oceano">Freepik</a><br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="População cobra mais uma vez uma solução relacionado ao alagamento crônico da rua Riachuelo" width="540" height="960" src="https://www.youtube.com/embed/hyZ-fSvRM2s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Desequilíbrio energético do planeta já garante impactos para as próximas décadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 04:10:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ações imediatas podem amenizar os problemas causados pelo acúmulo de calor, que já afeta a agricultura, o clima e a geração de energia no País Por Luis Martins* &#8211; Domingo, 3 de maio de 2026 Aúltima década, já considerada a mais quente registrada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revela mais que o aumento das temperaturas globais. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ações imediatas podem amenizar os problemas causados pelo acúmulo de calor, que já afeta a agricultura, o clima e a geração de energia no País</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/DESGASTE-ENERGETICO-PLANETA-LUIS-MARTINS.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p>Por <a href="https://jornal.usp.br/author/luismartins/">Luis Martins*</a> &#8211; Domingo, 3 de maio de 2026</p>



<p>Aúltima década, já considerada a mais quente registrada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), revela mais que o aumento das temperaturas globais. Evidencia um constante e crescente desequilíbrio energético do planeta, fenômeno que ocorre quando há uma diferença entre a quantidade de energia solar que a Terra recebe e a que consegue devolver ao espaço, fazendo com que o sistema climático passe a acumular calor. É o que explica o professor Tomas Domingues, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, ao detalhar o funcionamento do desequilíbrio energético e os fatores que contribuem para o aumento desse processo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_998739"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/04/20260416_tomas-domingues-300x300.jpg" alt="Homem de aparência adulta, com cabelo curto e escuro levemente grisalho nas laterais, pele clara, sobrancelhas marcadas e expressão neutra." class="wp-image-998739" style="width:148px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Tomas Domingues – Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>“O desequilíbrio energético significa que parte da energia que chega do Sol à Terra não retorna ao espaço, causando acúmulo de calor e tornando o planeta mais quente. Esse desequilíbrio está ligado ao aumento do efeito estufa provocado pelas atividades humanas, como a queima de combustíveis e a conversão de áreas florestadas em pastagens e agricultura.”</p>



<p>Dados da OMM deste ano indicam que o planeta atingiu cerca de 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris. No Brasil, esse desequilíbrio já se reflete em mudanças perceptíveis no clima. Segundo Domingues, o aumento de energia acumulada no sistema climático tem provocado elevação gradual das temperaturas médias e alterações nos padrões climáticos observados historicamente, impactos que podem perdurar por várias décadas e até centenas de anos. Entre eles estão o aumento contínuo das temperaturas em praticamente todas as regiões do País e mudanças no comportamento das chuvas e dos eventos extremos. “No Brasil, esse desequilíbrio não foge do que acontece no resto do mundo e causa um aumento das temperaturas médias, tanto de dia quanto de noite. Com mais energia no sistema climático esses padrões passam a fugir da média histórica e eventos extremos, como ondas de calor, secas e enchentes passam a ocorrer com mais frequência.”</p>



<p>Esse cenário não preocupa somente em relação ao clima, mas também sobre a geração de energia e a segurança hídrica no Brasil. Dependente majoritariamente de usinas hidrelétricas, o País pode enfrentar maior instabilidade no abastecimento energético à medida que mudanças no regime de chuvas e períodos prolongados de seca afetam o volume de água nos reservatórios. Grande parte da eletricidade brasileira é produzida a partir de água armazenada em lagos artificiais, que permitem regular a vazão dos rios e garantir a geração de energia ao longo do tempo.&nbsp;No entanto, a diminuição das chuvas e o envelhecimento dessas estruturas podem diminuir sua capacidade de armazenamento, já que muitos reservatórios acumulam sedimentos ao longo das décadas. “Com a mudança nos padrões climáticos, vêm ocorrendo estiagens ou secas prolongadas, o que diminui a reposição de água nos reservatórios criados para armazenar esse recurso. Isso torna mais difícil o planejamento de como utilizar essa água para gerar energia elétrica”, explica Domingues.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agricultura</strong></h2>



<p>Os impactos das mudanças no sistema climático não afetam somente a geração de energia e a segurança hídrica, um dos mais afetados é a agricultura. A produção agrícola do País é fortemente baseada em&nbsp;<em>commodities</em>&nbsp;como soja e milho, dependendo de condições climáticas relativamente estáveis para manter seus ciclos produtivos. De acordo com Domingues, as lavouras são especialmente vulneráveis às alterações no regime de chuvas e às secas cada vez mais frequentes.</p>



<p>“As plantas são muito sensíveis às condições climáticas e vulneráveis às secas extremas que vêm acontecendo. Na região central do Brasil, que concentra grande parte da produção de soja e milho, o período de crescimento dessas culturas coincide com a estação chuvosa. Se esse período de chuvas ficar mais curto, isso cria uma incerteza muito grande para a produção agrícola”, explica.&nbsp;</p>



<p>O professor acrescenta que uma possível redução na duração da estação chuvosa pode obrigar produtores a rever o modelo de plantio adotado atualmente. “Hoje muitos agricultores conseguem plantar soja e depois milho na mesma área, em sequência. Mas, com menos disponibilidade de água, alguns produtores podem ter que escolher apenas uma das culturas.” Essa escolha pode trazer impactos econômicos para o setor, já que o sistema de duas safras permite maior aproveitamento da terra e aumento da produtividade. A diminuição da produção pode resultar em prejuízos para os produtores e afetar a cadeia do agronegócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Papel da sociedade</strong></h2>



<p>A situação climática atual é motivo de preocupação. A comunidade científica já aponta o consenso de que o agravamento das mudanças climáticas e de seus impactos pode se estender por gerações. Ainda assim, Domingues afirma que, embora parte dos impactos já esteja em curso e possa se estender por décadas, ou até séculos, ações imediatas são essenciais para reduzir os danos e evitar que o cenário se agrave.</p>



<p>“Ações agora são fundamentais para diminuir esse impacto negativo. Alguns impactos já são inevitáveis, mas precisamos adaptar nossas ações a um futuro mais incerto, o que exige planejamento e investimento. Não podemos manter a impressão de que já está tudo perdido.” Enfrentar esse desequilíbrio exige ações coordenadas entre governos, empresas e sociedade, diante dos impactos que já afetam setores como energia, agricultura, disponibilidade de água e até a saúde da população.</p>



<p><em>*Estagiário sob supervisão de Ferraz Junior e Gabriel Soares</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / <em>Com aquecimento de 1,43 °C, mudanças climáticas já alteram regime de chuvas, elevam temperaturas e pressionam setores estratégicos no País Foto: </em><a href="https://pixabay.com/pt/illustrations/economize-energia-economia-de-energia-7382275/">Rosy / Bad Homburg / Germany – Pixabay</a></p>



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		<title>Gás carbônico é transformado em energia limpa com o uso de luz solar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 03:52:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Equipamento usa luz solar para ativar reações químicas que convertem o CO₂ em combustíveis como metanol e etanol, além de gerar eletricidade Domingo, 3 de maio de 2026 Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete mudar a forma como lidamos com um dos maiores desafios ambientais da atualidade: o excesso de gás carbônico (CO₂) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Equipamento usa luz solar para ativar reações químicas que convertem o CO₂ em combustíveis como metanol e etanol, além de gerar eletricidade</h2>



<p>Domingo, 3 de maio de 2026</p>



<p>Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete mudar a forma como lidamos com um dos maiores desafios ambientais da atualidade: o excesso de gás carbônico (CO₂) na atmosfera. O novo sistema é capaz de transformar esse poluente em energia elétrica e em combustíveis renováveis usando apenas a luz do sol.</p>



<p>A pesquisa é descrita em&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsaem.5c03695" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;publicado na revista cientifica internacional&nbsp;<em>Applied Energy Materials</em>. Na prática, o equipamento funciona como uma “usina solar inteligente”. Ao ser exposto à luz, ele ativa reações químicas que convertem o CO₂ em substâncias úteis, como etanol e metanol, combustíveis que podem ser utilizados no dia a dia. Ao mesmo tempo, o processo também gera eletricidade.</p>



<p>“Esta tecnologia representa um avanço importante na forma como pensamos a energia e o meio ambiente. Estamos mostrando que é possível transformar um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global em produtos úteis, como combustíveis e eletricidade, usando apenas a luz solar”, afirma o professor Renato Vitalino Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, um dos autores do trabalho. “Além disso, um dos principais avanços da pesquisa está na simplificação do sistema, que dispensa o uso de membranas e opera nas condições do ambiente, o que reduz custos e facilita futuras aplicações.”</p>



<p>“Foi possível integrar, em um único dispositivo, a conversão do&nbsp;CO₂&nbsp;e a geração de energia elétrica, demonstrando uma abordagem eficiente e mais próxima de soluções tecnológicas viáveis”, relata o professor. “Esse tipo de desenvolvimento é fundamental para transformar conhecimento científico em aplicações reais, com potencial de impacto na transição energética.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Natureza como inspiração</h2>



<p>“O que desenvolvemos é, essencialmente, uma tecnologia inspirada na natureza”, destaca o professor Heberton Wender, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que também é autor do estudo. Ele acrescenta que, assim como a fotossíntese natural utiliza a luz do sol para converter&nbsp;CO₂&nbsp;em compostos energéticos, o sistema desenvolvido também aproveita a energia solar para transformar esse gás em combustíveis renováveis e, ao mesmo tempo, gerar eletricidade. “A diferença é que fazemos isso de forma artificial e direcionada, produzindo moléculas de interesse energético, como etanol e metanol.”</p>



<p>“A tecnologia desenvolvida tem um paralelo importante com as células solares convencionais. Enquanto os painéis fotovoltaicos convertem a luz do sol diretamente em eletricidade, o nosso dispositivo vai além: ele combina essa geração elétrica com a conversão química do&nbsp;CO₂&nbsp;, armazenando energia na forma de combustíveis”, destaca o professor da UFMS. “Isso amplia o uso da energia solar, permitindo gerar eletricidade e produzir combustíveis limpos, contribuindo diretamente para mitigação das mudanças climáticas.”</p>



<p>Os especialistas ressaltam que, com mais investimentos e aprimoramentos, soluções como esta podem desempenhar um papel fundamental no combate às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promovem desenvolvimento econômico e melhor qualidade de vida para a população.&nbsp;</p>



<p>Um dos principais benefícios será a redução da poluição do ar. Ao reaproveitar o gás carbônico, a tecnologia ajuda a diminuir a concentração de gases que contribuem para o aquecimento global. Outro ponto importante é a produção de energia limpa e renovável.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Impacto econômico</h2>



<p>Ao transformar um poluente em produtos úteis, a tecnologia abre espaço para a criação de novos mercados e oportunidades de negócios em energia e sustentabilidade. Além disso, sistemas mais simples, que dispensam componentes caros, podem facilitar a adoção em países em desenvolvimento.</p>



<p>Outro benefício é a possibilidade de geração descentralizada de energia. Em vez de depender apenas de grandes usinas, comunidades, empresas e até residências poderiam, no futuro, produzir sua própria energia e combustíveis, utilizando o sol e o CO₂ disponível no ambiente.</p>



<p>O sistema também se destaca por funcionar em condições comuns, sem necessidade de altas temperaturas ou pressões, o que reduz custos e torna sua aplicação mais viável. Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, a tecnologia representa um passo importante ao unir geração elétrica e reaproveitamento de poluentes, apontando para um futuro em que resíduos podem se tornar recursos.</p>



<p>Assinam este&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsaem.5c03695" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>&nbsp;os pesquisadores: Bárbara Sá e Márcio Pereira, do Instituto de Ciências, Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal do Vale de Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Luiz Felipe Plaça, Maximiliano Zapata e Cauê Martins, do Instituto de Física (IF) e Glaucia Alcantara, do Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); André Luís de Jesus Pereira, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos; Mohammed Bajiri, Niqab Khan e Renato Vitalino Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP; e Heberton Wender, do Instituto de Física (IF) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Esta pesquisa contou com os apoios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNpQ) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).</p>



<p><em>*Texto: Rui Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC. Adaptado para o&nbsp;</em><strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;<em>por&nbsp;Júlio Bernardes</em></p>



<p><em>**Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Inspirado na fotossíntese, que usa a luz do sol para converter CO₂ em compostos energéticos, sistema aproveita a energia solar para transformar o gás em combustíveis renováveis e eletricidade – Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mighty_Sun_(51777832).jpeg">Rakshit Pandey/Wikimedia Commons</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/gas-carbonico-e-transformado-em-energia-limpa-com-o-uso-de-luz-solar/">Gás carbônico é transformado em energia limpa com o uso de luz solar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Governo investe R$ 132 milhões em regularização fundiária na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 01:37:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo levará assistência técnica e extensão rural a 48 municípios Luciano Nascimento &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Segunda, 6 de abril de 2026 O governo federal e a&#160;Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) formalizaram contratos para desenvolver ações de regularização fundiária e assistência técnica para atender mais de sete mil famílias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo levará assistência técnica e extensão rural a 48 municípios</p>



<p><strong>Luciano Nascimento &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong> &#8211; Segunda, 6 de abril de 2026</p>



<p><strong>O governo federal e a&nbsp;Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) formalizaram contratos para desenvolver ações de regularização fundiária e assistência técnica para atender mais de sete mil famílias e auxiliar no controle do desmatamento na Amazônia Legal.&nbsp;</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1684939&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1684939&amp;o=node"></p>



<p>Com a assinatura de&nbsp;14 entidades prestadoras de serviços, os contratos&nbsp;somam aproximadamente R$ 132 milhões e&nbsp;fazem parte do Programa União com Municípios,</p>



<p>O programa é dividido em três ciclos,&nbsp;coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Anater.</p>



<p><strong>O projeto prioriza pequenas propriedades rurais – imóveis com até quatro módulos fiscais – localizadas em assentamentos ou áreas de glebas públicas federais sem destinação.&nbsp;</strong></p>



<p><strong>A primeira etapa será realizada nos 48 pontos prioritários para controle do desmatamento nos estados do Amazonas, Acre, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Roraima e prevê a regularização de 2,3 milhões de hectares</strong>, para&nbsp;<strong>atender as cerca de 7,3 mil famílias de agricultores familiares, ocupantes de terras públicas federais ainda sem destinação ou assentados do Incra.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Edital</h2>



<p>Pelo cronograma, em abril começa o processo de formação das equipes, a assinatura das ordens de serviço com cada uma das 14 entidades vencedoras. Entre as ações iniciais estão a identificação e visita aos agricultores familiares para iniciar a regularização fundiária e ambiental em terras previamente selecionadas em diálogo entre os parceiros.&nbsp;</p>



<p>Em seguida o início do trabalho de campo com as famílias que serão atendidas. As equipes apoiarão os agricultores na implementação de práticas agroecológicas e de sistemas agroflorestais.&nbsp;</p>



<p>A iniciativa mira na garantia da propriedade da terra e na inclusão produtiva na Amazônia. Além da regularização ambiental e fundiária, o programa também foca no apoio à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).</p>



<p>Segundo o edital do projeto, também será oferecida assistência técnica, fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável, para que os agricultores aprimorem sua renda de forma sustentável, mantendo a floresta em pé.&nbsp;</p>



<p>“Essa região, marcada por uma multiplicidade de atores, incluindo comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores familiares, assentamentos da reforma agrária, médios e grandes empreendimentos agropecuários e unidades de conservação, demanda estratégias de atuação que considerem as especificidades locais, os conflitos pelo uso do solo, a regularização fundiária e as diferentes formas de apropriação e valorização dos recursos naturais”, diz o edital do programa.&nbsp;</p>



<p><strong>Ao final do terceiro ciclo, a expectativa é que o processo de regularização fundiária alcance 9,5 milhões de hectares, uma área equivale ao estado de Santa Catarina. A meta é fazer a regularização completa de cerca de 30 mil famílias.</strong></p>



<p>Criado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro de 2023, o Programa União com Municípios definiu, com base em dados oficiais, 81 municípios prioritários para o controle do desmatamento e da degradação florestal na Amazônia. Desses, 70 aderiram ao programa.</p>



<p>Para o desenvolvimento das ações, estão previstos investimentos de cerca de R$ 815 milhões, provenientes do Fundo Amazônia/BNDES, do Projeto Floresta+ Amazônia — implementado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) —, além de recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF), do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA/MMA) e do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (FDD/MJSP).</p>



<p>Fonte: Agencia Brasil / © Marcelo Camargo/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÕES BRASILEIRA 2026" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/DOOb1GDs5sY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-investe-r-132-milhoes-em-regularizacao-fundiaria-na-amazonia/">Governo investe R$ 132 milhões em regularização fundiária na Amazônia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Experimentos indicam que agrotóxicos e fertilizantes desequilibram ecossistemas aquáticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 18:12:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contaminantes provocaram desaparecimento de predadores e interferiram em papeis ecológicos de organismos aquáticos Texto: Ivanir FerreiraArte: Leonor T. Shiroma Domingo, 5 de abril de 2026 Em meio à expansão do setor sucroenergético brasileiro que demanda uso intensivo de defensivos agrícolas, pesquisa da USP alerta para os impactos desses contaminantes na base da cadeia alimentar aquática, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/experimentos-indicam-que-agrotoxicos-e-fertilizantes-desequilibram-ecossistemas-aquaticos/">Experimentos indicam que agrotóxicos e fertilizantes desequilibram ecossistemas aquáticos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Contaminantes provocaram desaparecimento de predadores e interferiram em papeis ecológicos de organismos aquáticos</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Ivanir Ferreira<br>Arte: Leonor T. Shiroma</h2>



<p>Domingo, 5 de abril de 2026</p>



<p>Em meio à expansão do setor sucroenergético brasileiro que demanda uso intensivo de defensivos agrícolas, pesquisa da USP alerta para os impactos desses contaminantes na base da cadeia alimentar aquática, com efeitos indiretos sobre peixes e outros predadores. O estudo mostra que os macroinvertebrados bentônicos — como larvas de insetos, moluscos e minhocas — estão entre os organismos mais sensíveis às substâncias. A aplicação isolada ou combinada do inseticida fipronil e do herbicida 2,4-D (herbicida), além da vinhaça — resíduo líquido da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar —, levou ao desaparecimento de predadores e a desequilíbrios ecossistêmicos. A contaminação comprometeu funções essenciais desempenhadas por esses organismos, como a decomposição da matéria orgânica, a ciclagem de nutrientes e o controle populacional de espécies.</p>



<p>A coleta e a análise das amostras de água, assim como o monitoramento dos macroinvertebrados, foram realizados em tanques experimentais (mesocosmos) instalados a céu aberto, próximos a áreas agrícolas no município de Itirapina (SP), onde a cana-de-açúcar é a principal atividade econômica. As observações ocorreram 7, 14, 28, 75 e 150 dias após a exposição aos contaminantes.</p>



<p>Os resultados foram publicados no artigo científico<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0166445X26000202?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Impacts of pesticides and vinasse on the composition and functional diversity of aquatic macroinvertebrates exposed in a mesocosm system</a>, assinado, entre outros autores, pela professora Raquel Aparecida Moreira, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, e pelo pesquisador Thandy Junio da Silva Pinto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260312-Mesocosmo-montagem.jpg" alt="Montagem de imagens de tanque de água turva e poluida, contendo insetos, caramujos e invertebrados boiando na superfícei." class="wp-image-986027"/></figure>



<p>Macroinvertebrados – Larvas, insetos, moluscos e minhocas afetados pelos poluentes – Foto: Allan Pretti Ogura</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vinhaça</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260312-Raquel-Moreira.jpg" alt="Imagem de uma mulher branca de cabelos pretos e longos. Sorri e veste uma blusa branca. Fundo, campo de flores." class="wp-image-986031" style="width:146px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Raquel Aparecida Moreira, FZEA/ USP &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>A professora Raquel destaca que os resultados confirmaram a toxicidade da vinhaça e seu elevado potencial de impacto ambiental, especialmente quando aplicada em conjunto com agrotóxicos, prática comum na agricultura brasileira. Segundo a pesquisadora, a vinhaça é um resíduo líquido da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e é utilizada como fertilizante, por [td1.1]fertirrigação. O produto apresenta altas concentrações de nutrientes, como potássio, magnésio, fósforo e nitrogênio.</p>



<p>“É justamente a elevada carga de nutrientes e de matéria orgânica que compromete o ecossistema aquático”, relata. A vinhaça analisada apresentou Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 46.500 miligramas por litro e Demanda Química de Oxigênio (DQO) de 107.000 miligramas por litro — indicadores de grande quantidade de matéria orgânica e alto consumo de oxigênio na água.</p>



<p>“A redução do oxigênio pode ter consequências graves. Se os níveis caem muito, peixes e outros organismos aquáticos podem morrer por asfixia. Por isso, a DBO é um dos principais parâmetros para medir a qualidade da água e o grau de poluição de rios e lagoas”, explica Raquel.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260312_mesocosmo6.jpg" alt="Imagem de vários tanques de águas instalados em uma área rural para monitoramento da qualidade da água e dos macroinvertebrados que vivem no ambiente aquático" class="wp-image-986914"/></figure>



<p>Visão geral dos mesocosmos instalados próximos a áreas agrícolas – Foto: Allan Pretti Ogura</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contaminação por fertilizantes e agrotóxicos potencializa efeitos</h2>



<p>Thandy da Silva Pinto- afirma que, nas amostras em que a vinhaça foi aplicada junto aos agrotóxicos, houve prolongamento da permanência do fipronil na água e aceleração da degradação do 2,4-D em subprodutos (metabólitos) que, segundo o pesquisador podem ser tão ou mais tóxicos que a molécula original.</p>



<p>De acordo com o pesquisador, essas alterações químicas tiveram impacto direto sobre a fauna aquática. “Na prática, o ecossistema deixa de funcionar de forma equilibrada, mesmo que nem todas as espécies desapareçam”, diz. Nos tanques contaminados com 2,4-D, foi registrado aumento de organismos conhecidos como coletores-catadores — que se alimentam de partículas orgânicas — e redução acentuada de raspadores, grupo essencial no controle de algas, sobretudo na amostragem realizada aos 75 dias.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260312-Thandy-300x300.jpg" alt="Homem branco, cabelos e olhos castanhos, usa jaleco branco e camiseta azul." class="wp-image-986032" style="width:148px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Thandy Junio da Silva Pinto, Unicamp &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>O fipronil foi o contaminante mais tóxico. Nas amostras contaminadas com inseticida, os pesquisadores observaram ausência total de predadores após a exposição. O mesmo ocorreu quando os dois agrotóxicos foram aplicados em conjunto.</p>



<p>Já nos ambientes com aplicação exclusiva de vinhaça, houve predominância de predadores e redução de coletores-catadores. Quando a vinhaça e os agrotóxicoss foram utilizados simultaneamente, os coletores-catadores permaneceram até o sétimo dia, mas posteriormente foram registradas mudanças significativas na composição dos grupos funcionais, evidenciando o efeito combinado dos poluentes.</p>



<p>Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e de critérios mais rigorosos para o uso combinado de agrotóxicos e fertilizantes em áreas próximas a corpos d’água. Segundo eles, a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis é fundamental para reduzir os riscos de contaminação e evitar impactos duradouros sobre a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.</p>



<p>Mais informações: Raquel Aparecida Moreira, raquelmoreira@usp.br e Thandy Junio da Silva Pinto, thandyjuniosilva@gmail.com</p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="INÍCIO DOS TRABALHOS LEGISLATIVO E ELEIÇÃO 2026" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/c7rOGVfkUpg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/experimentos-indicam-que-agrotoxicos-e-fertilizantes-desequilibram-ecossistemas-aquaticos/">Experimentos indicam que agrotóxicos e fertilizantes desequilibram ecossistemas aquáticos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Ajustar iluminação de plantas em cultivos pode fortalecer camada protetora de frutos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 04:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia]]></category>
		<category><![CDATA[frutos]]></category>
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		<category><![CDATA[tomate]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo descreve os mecanismos fisiológicos que usam a luz para estimular a formação da cutícula, camada de proteção que envolve frutos carnosos como o tomate e a maçã Texto: Júlio BernardesArte: Leonor T. Shiroma Domingo, 5 de abril de 2026 Em frutos carnosos, como a maçã e o tomate, a cutícula é uma camada impermeável [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Estudo descreve os mecanismos fisiológicos que usam a luz para estimular a formação da cutícula, camada de proteção que envolve frutos carnosos como o tomate e a maçã</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Júlio Bernardes<br>Arte: Leonor T. Shiroma</h2>



<p>Domingo, 5 de abril de 2026</p>



<p>Em frutos carnosos, como a maçã e o tomate, a cutícula é uma camada impermeável que serve de barreira à perda de água, protegendo contra fungos e bactérias e contribuindo com o brilho, a firmeza, a resistência e o maior tempo de prateleira. Pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP, por meio de experimentos com plantas de tomateiro, verificaram que as condições de iluminação durante o cultivo influenciam diretamente a espessura e a funcionalidade da cutícula.</p>



<p>O estudo descreve os mecanismos fisiológicos que conectam a captação de luz à regulação do desenvolvimento da cutícula, e foi publicado em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1093/jxb/erag053" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;na revista científica&nbsp;<em>Journal of Experimental Botany</em>. Os resultados mostram que atributos de qualidade em frutos carnosos são influenciados pela qualidade luminosa, que pode ser alterada por meio de práticas simples, como podas, ajuste do espaçamento das plantas e o uso de plásticos ou telas que modulam a luz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260316-Luciano-Freschi-249x300.jpg" alt="Luciano Freschi - Homem de cabelos pretos e olhos escuros, usando camiseta preta, tendo ao fundo arbustos com folhas verdes" class="wp-image-987060" style="width:179px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Luciano Freschi – Foto: Reprodução/IB</figcaption></figure>
</div>


<p>“Frutos carnosos são aqueles que, ao amadurecerem, apresentam uma parte interna suculenta e macia, como tomate, maçã, manga e uva. Em termos biológicos, têm como função principal proteger e favorecer a dispersão das sementes, geralmente ao atrair animais que consomem sua polpa”, explica ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;o professor Luciano Freschi, do IB. “Eles são extremamente importantes do ponto de vista econômico porque fazem parte da base da alimentação humana, fornecendo vitaminas, fibras, minerais e compostos antioxidantes essenciais à saúde, além de movimentarem cadeias produtivas que abrangem o cultivo, a colheita, o transporte, o processamento e a comercialização. Dentre eles, o tomate está entre os principais frutos produzidos e comercializados, movimentando bilhões de dólares em mercados internos e internacionais, incluindo o consumo&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;e o processamento industrial, em polpa, molho, extratos e conservas.”</p>



<p>De acordo com Freschi, a cutícula é uma camada protetora fina e impermeável que recobre a parte externa dos órgãos aéreos das plantas, incluindo folhas e frutos, sendo formada principalmente por cutina (um polímero lipídico) e ceras.&nbsp; “Nos frutos carnosos, a cutícula funciona como uma barreira física e química, que reduz a perda de água, protege contra a entrada de microrganismos, como fungos e bactérias, e ajuda a evitar danos mecânicos”, relata. “Além disso, ela influencia características importantes, como brilho, firmeza, resistência ao transporte e tempo de prateleira.”</p>



<p>Em frutos como o tomate e a maçã, a espessura e a composição da cutícula podem determinar a suscetibilidade a rachaduras, desidratação e infecções, impactando diretamente a qualidade e o valor comercial do produto, observa o professor. “Depois de colhidos, os frutos carnosos deixam de receber água e nutrientes da planta, e a taxa de desidratação passa a depender quase exclusivamente da integridade e das propriedades da cutícula”, ressalta. “Quando essa camada é espessa, contínua e rica em ceras, a transpiração é reduzida, preservando a massa, a firmeza e a aparência comercial. Por outro lado, cutículas mais finas ou com microfissuras facilitam a perda de água, levando ao murchamento, ao enrugamento da superfície e à redução do tempo de prateleira”, diz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260316-Bruna-orsi-300x300.jpg" alt="Bruna Orsi - Mulher de cabelos loiros compridos, olhos azuis, usando óculos de aros redondos, blusa preta e colar com pingente no pescoço, tendo ao fundo uma estante com livros e objetos decorativos" class="wp-image-987050" style="width:174px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruna Orsi – Foto: Reprodução/Research Gate</figcaption></figure>
</div>


<p>“Além disso, a cutícula atua como primeira linha de defesa contra fungos e outros microrganismos oportunistas que exploram rachaduras ou áreas fragilizadas para penetrar no tecido. Alterações estruturais que ocorrem durante o amadurecimento, como mudanças na composição de ceras e na reorganização da cutina, também podem afetar a resistência mecânica e a suscetibilidade a danos durante o transporte e o armazenamento”, enfatiza a pesquisadora de pós-doutorado, Bruna Orsi, uma das primeiras autoras do artigo. “Portanto, a qualidade e a integridade da cutícula são determinantes diretos das perdas pós-colheita no tomate e em outros frutos carnosos, influenciando a desidratação, a incidência de doenças, a resistência a danos físicos e, consequentemente, o valor econômico do fruto.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sinalização luminosa</h2>



<p>Inicialmente, os pesquisadores cultivaram plantas de tomateiro sob condições de luz controlada, nas quais houve alteração na proporção entre luz vermelha e luz vermelho-distante, um sinal ambiental que indica a ocorrência e o nível de severidade do sombreamento sobre a lavoura, causado por plantas da mesma ou de outra espécies. “Esse sinal ambiental é percebido na planta principalmente por um grupo específico de fotorreceptores, denominados fitocromos”, relata Freschi.</p>



<p>“Nesse sentido, numa segunda etapa do trabalho, linhagens de tomateiro com modificações genéticas que alteram a atividade desses sensores, bem como como de outros componentes dessas cascatas de sinalização luminosa, foram cultivados sob condições naturais de iluminação, em casa de vegetação”, descreve o professor. “Os frutos maduros foram analisados quanto à espessura e à composição química da cutícula, por meio de métodos que medem a camada de cutina e de ceras depositada, a expressão dos genes envolvidos na biossíntese da cutícula e as respostas fisiológicas dos frutos, como perda de água e suscetibilidade a patógenos.”</p>



<p>Segundo Freschi, também foram realizados ensaios moleculares para entender como os diferentes componentes dessas cascatas de sinalização luminosa, incluindo os fotorreceptores e os fatores de transcrição, interagem no interior das células vegetais para controlar a expressão de genes que codificam proteínas envolvidas na formação da cutícula nos frutos de tomateiro. “Nossos resultados mostraram que a sinalização induzida pela luz vermelha, mediada pelos fitocromos, leva à formação de frutos com cutícula mais fina e menor deposição de ceras e de cutina. Como consequência, esses frutos apresentam maior murchamento e maior suscetibilidade a fungos patogênicos”, destaca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260316-cuticula-traduzido-1-rklj3a6m14gv8croomyp66u6jv3f0j3qvnzkvbhocg.jpg" alt="Esquema gráfico demonstrando os efeitos de diferentes quantidades de luz na sinalização dos genes responsáveis pela espessura da camada superficial de frutos, menor ou maior conforme a intensidade luminosa" title="20260316-cuticula traduzido 1"/><figcaption class="wp-element-caption">Em ambientes sombreados, com maior proporção de luz vermelho-distante (no gráfico à direita), a sinalização luminosa leva à formação de frutos de cutícula mais espessa e maior deposição de ceras, que apresentam menor murchamento e suscetibilidade a fungos &#8211; Imagem: Cedida pelos pesquisadores</figcaption></figure>
</div>


<p>“Enquanto as condições de luz plena estão associadas a uma proporção semelhante de luz vermelha e vermelho-distante, os ambientes sombreados apresentam um enriquecimento na faixa de luz vermelho-distante. Dessa forma, em termos práticos, ajustes na qualidade luminosa durante a produção de frutos carnosos podem ser uma estratégia viável para estimular o desenvolvimento de uma cutícula mais espessa”, aponta Bruna Orsi. “Essas condições podem ser alcançadas por práticas simples de manejo, como o controle da arquitetura da planta por meio de podas e do ajuste do espaçamento entre plantas. Em cultivos protegidos também é possível utilizar plásticos ou telas que modulam o espectro de luz, uma tecnologia já empregada para controlar o crescimento e o florescimento e que pode, potencialmente, impactar também características relacionadas à conservação do fruto.”</p>



<p>O professor Freschi comenta que, além do manejo agrícola, compreender as vias reguladas pelos fitocromos abre caminho para o desenvolvimento de linhagens mais adaptadas a diferentes condições luminosas. “No entanto, é importante ressaltar que a luz é essencial para o desenvolvimento das plantas e, nos frutos, desempenha papel fundamental no acúmulo de nutrientes. Em nosso estudo não observamos prejuízo no acúmulo de nutrientes importantes, mesmo com alterações na via luminosa”, afirma.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“É necessário compreender melhor em quais condições uma cutícula mais espessa é realmente vantajosa. Em frutos carnosos, ela oferece uma via sustentável para reduzir o uso de agrotóxicos contra fungos, diminuir as perdas pós-colheita e garantir que o alimento chegue com qualidade à mesa da população” – Luciano Freschi</p>
</blockquote>



<p>“Já em folhas, estudos adicionais serão necessários para avaliar se os benefícios oriundos de uma barreira mais espessa, tais como a redução na perda de água e na infecção por fungos, não seriam contrabalanceados por impactos negativos em termos de gastos energéticos para a produção de uma cutícula mais espessas, em prejuízos na dissipação de calor ou outras consequências imprevistas”, conclui Freschi. “Esse equilíbrio entre proteção e troca com o ambiente ainda precisa ser mais bem explorado e tem potencial para contribuir significativamente para o uso mais racional dos recursos ambientais, permitindo a produção de frutos nutritivos e mais protegidos durante o armazenamento.”</p>



<p>A pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho foi conduzido por uma equipe do Departamento de Botânica do IB que estuda as cascatas de sinalização responsáveis pela modulação do desenvolvimento e do metabolismo das plantas em resposta a sinais ambientais. A doutoranda Letícia Fernandes e a pesquisadora de pós-doutorado Bruna Orsi dividem a primeira autoria do trabalho, sendo responsáveis por conduzir a maior parte dos experimentos e por redigir o artigo, sob supervisão do professor Luciano Freschi. O estudo também contou com a participação de outros pesquisadores do IB, incluindo Juliene Moreira, de pós-doutorado, da mestranda Jessica Ueda, do aluno de Iniciação Científica Pedro Oliveira e dos professores Magdalena Rossi e Diego Demarco, além da colaboração do pesquisador Christophe Rothan do Instituto Nacional Francês de Pesquisa para a Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (Inrae).</p>



<p>O artigo<em>&nbsp;Shedding light on cuticle formation: phytochrome B and downstream signaling events controlling cuticle deposition in tomato fruits</em>, publicado na revista científica&nbsp;<em>Journal of Experimental Botany</em>, pode ser lido neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1093/jxb/erag053" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p>Mais informações: e-mail freschi@usp.br, com o professor Luciano Freschi</p>



<p>Fonte: Jornal USP / No tomate e em outros frutos carnosos, qualidade e a integridade da cutícula são determinantes diretos das perdas pós-colheita, influenciando a desidratação, incidência de doenças, resistência a danos físicos e o valor econômico do fruto – Foto: Luigi Chiesa / Wikimedia Commons</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANÁLISE DO CENÁRIO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES 2026" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/HMt8wG92U18?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ajustar-iluminacao-de-plantas-em-cultivos-pode-fortalecer-camada-protetora-de-frutos/">Ajustar iluminação de plantas em cultivos pode fortalecer camada protetora de frutos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Compostos da própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 21:59:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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		<category><![CDATA[doencas neurodegenerativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Caroline Castro &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Em testes de laboratório e computacionais, o Artepelin C e a Bacarina conseguiram proteger e regenerar neurônios O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>por Caroline Castro &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</p>



<h2 class="wp-block-heading">Em testes de laboratório e computacionais, o Artepelin C e a Bacarina conseguiram proteger e regenerar neurônios</h2>



<p>O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano. Esses atributos medicinais da própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.</p>



<p>A própolis verde é produzida a partir da resina coletada do alecrim-do-campo (<em>Baccharis dracunculifolia</em>&nbsp;– planta nativa do Brasil, presente no Cerrado e na Mata Atlântica) que as abelhas misturam à saliva e cera. Ao separar e analisar os compostos principais dessa própolis – o Artepelin C e a Bacarina -, os pesquisadores observaram a capacidade de induzir diferenciação neuronal (transformação de neurônios especializados em outras células do sistema nervoso), de aumentar a capacidade de conexão entre neurônios e de promover ações antiapoptóticas (diminuição da morte celular).</p>



<p>Os resultados foram obtidos em estudos&nbsp;<em>in vitro</em>&nbsp;(cultura de células) realizados durante a pesquisa para o doutorado do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, sob orientação do professor Jairo Kenupp Bastos da FCFRP. O pesquisador diz que os achados representam uma linha promissora, especialmente na prevenção e controle de doenças do sistema nervoso, “que pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico da própolis verde”.</p>



<p>Para além de significativas informações para a saúde, Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso prioritariamente nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científico, econômico e social.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260126_Gabriel-Rocha-Caldas-ri8n0s4wqrq3zex16lmgdkl1jq47x5y7wkcfd96r7o.jpg" alt="Homem jovem, branco e de barba, sorrindo, trajando um smoking preto, tendo ao fundo uma folhagem verde" title="20260126_Gabriel-Rocha-Caldas"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Gabriel Rocha Caldas &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</h2>



<p>Os resultados integram a tese que conferiu o título de doutor a Caldas:&nbsp;<em>Investigação do Potencial de Artepelin C e de Bacarina da Própolis Verde e Artepelin C Acetilado na Indução da Neuritogênese</em>, apresentada à FCFRP no ano passado. Parte desses resultados também podem ser conferidos em&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cbdv.202301294?utm_medium=article&amp;utm_source=researchgate.net" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado</a>&nbsp;na edição de novembro de 2023 da revista&nbsp;<em>Chemistry &amp; Biodiversity</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Função de compostos em ambiente neuronal</h2>



<p>O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir da própolis verde utilizando uma sequência de técnicas cromatográficas (métodos de separação). “O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.</p>



<p>A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 – células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios.</p>



<p>Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal). “Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.</p>



<p>Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, utilizaram o processo de acetilação, uma modificação química que tornou a molécula mais lipofílica – com mais afinidade por gorduras, óleos e solventes não polares (moléculas com carga elétrica homogênea). Esta abordagem foi escolhida com base nos estudos computacionais que confirmaram a maior facilidade do Artepelin C acetilado atravessar a barreira hematoencefálica.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/01/20260126_artepelin-C.jpg" alt="" class="wp-image-973095"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Artepelin C, extraída da própolis verde (destaque), induziu diferenciação neuronal e aumentou conexão entre neurônios &#8211; Foto: Cedida pelo pesquisador</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Regeneração de neurônios</h2>



<p>Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais. “Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador.&nbsp;</p>



<p>Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões. Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/01/20260126_propolis-verde_alecrim-do-campo.jpg" alt="" class="wp-image-973109"/></figure>



<p>Própolis verde, foto cedida pelo pesquisador sobre imagem de Alecrim do Campo, de&nbsp;<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Flickr_-_Jo%C3%A3o_de_Deus_Medeiros_-_Baccharis_dracunculifolia.jpg">João Medeiros/Flickr/Wikimedia</a>/<a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en">CC BY 2.0</a></p>



<p>Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas.&nbsp;</p>



<p>O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular.&nbsp;Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.</p>



<p>O artigo&nbsp;<em>Brazilian Green Propolis’ Artepillin C and Its Acetylated Derivative Activate the NGF-Signaling Pathways and Induce Neurite Outgrowth in NGF-Deprived PC12 Cells</em>&nbsp;está disponível&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cbdv.202301294?utm_medium=article&amp;utm_source=researchgate.net" target="_blank" rel="noreferrer noopener">on-line</a>.</p>



<p>Mais informações:&nbsp;<a href="mailto:caldasrgabriel@gmail.com">caldasrgabriel@gmail.com</a>, com Gabriel Rocha Caldas</p>



<p><em>*Estagiária sob supervisão de Rita Stella</em></p>



<p>Segue entrevista da repórter Susana Oliveira com o pesquisador Gabriel Rocha Caldas, que foi ao ar no Jornal da USP no Ar – Edição Regional, no áudio a seguir:</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/02/PROPOLIS-VERDE-459-SUSANA-OLIVEIRA.mp3"></audio></figure>



<p>Radio USP</p>



<p>Fonte: Jornal USP /Abelha operária (<em>Apis mellifera</em>) coletando resina de alecrim-do-campo (<em>Baccharis dracunculifolia)</em> que ao entrar em contato com enzimas de sua saliva torna-se própolis verde – Foto: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Abelha_coletando_resina_do_alecrim-do-campo.jpg">Michel Stórquio Belmiro/Wikimedia Commons</a>/<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt">CC BY-SA 3.0</a><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="COMO FAZER UMA BOA INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/i-kywYY-vZw?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/compostos-da-propolis-verde-mostram-potencial-contra-doencas-neurodegenerativas/">Compostos da própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisa confirma tamanho da maior boca de caverna do Brasil e investiga ondas de enchentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 21:07:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tecnologia de precisão mensurou altura do pórtico da Casa de Pedra em 197 metros; análises pluviométricas indicam risco de inundação no interior da caverna Texto: Tabita Said Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Uma pesquisa em andamento no Instituto de Geociências (IGc) da USP conseguiu confirmar a medida exata do pórtico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia de precisão mensurou altura do pórtico da Casa de Pedra em 197 metros; análises pluviométricas indicam risco de inundação no interior da caverna</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Tabita Said</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</h2>



<p>Uma pesquisa em andamento no Instituto de Geociências (IGc) da USP conseguiu confirmar a medida exata do pórtico da Casa de Pedra, caverna com abertura monumental localizada no município de Iporanga, dentro do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), no Vale do Ribeira, em São Paulo. A medição foi feita utilizando Lidar aerotransportado – um sistema de sensoriamento remoto que realiza o escaneamento a laser pulsado, emitido de um drone. A tecnologia de alta precisão, capaz de coletar milhões de pontos por segundo, realizou o mapeamento 3D e mensurou a altura da boca da caverna da Casa de Pedra em 197 metros, podendo alcançar medidas ainda maiores considerando o topo.&nbsp;</p>



<p>Dados ainda em processamento pelos pesquisadores e obtidos pelo&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;confirmam que episódios de chuva com duração de uma hora aumentaram o nível de água em mais de dois metros na saída da gruta, um fator de risco em atividades de exploração. O levantamento pode ser útil para auxiliar no planejamento de visitas e manejo da caverna, que tem cerca de três quilômetros de extensão.&nbsp;</p>



<p>Alvo de imprecisões e controvérsias, a caverna Casa de Pedra está fechada para visitação desde 2003, quando um grupo de turistas e um guia foram atingidos por uma tromba d’água. Um dos turistas e o guia que acompanhava o grupo morreram afogados. Atualmente o local só é acessado por pesquisadores autorizados e integrantes da Defesa Civil.&nbsp;</p>



<p>“A caverna, por exemplo, nunca foi para o&nbsp;<em>Guinness [Book]</em>. A gente nem sabia exatamente a medida, até então”, explica Nicolás Strikis, professor do IGc da USP e um dos pesquisadores envolvidos na medição. Segundo ele, o patrimônio caiu no esquecimento e sumiu do imaginário das pessoas após seu fechamento. “É como se o Estado de São Paulo tivesse uma Baía de Guanabara, um grande ativo não só turístico, mas ambiental, estético e natural, simplesmente ignorado”, disse ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>.</p>



<p>Após o levantamento, foi possível afirmar que a Casa de Pedra tem mesmo a maior abertura de caverna do Brasil e, muito provavelmente, do mundo. “Com essas configurações de elemento paisagístico, é o maior pórtico que nós temos até hoje medido no mundo”, destaca Strikis.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Nós temos em São Paulo um patrimônio que sempre foi meio relegado, que é a caverna Casa de Pedra, porque é um dos mais belos portais de caverna do Brasil e do mundo. É realmente muito bonito: você tem uma Mata Atlântica ombrófila densa [ombrófilo significa, literalmente, ‘amigo da chuva’]. Um rio que percorre um desfiladeiro estreito e, de repente, você se depara com o que nós chamamos de sumidouro – que é quando o rio se mete para debaixo da montanha” – Nicolás Strikis</em></p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_gruta-casa-de-pedra-1.jpg" alt="" class="wp-image-975135"/><figcaption class="wp-element-caption">Guia Silnei Florindo da Silva e pesquisadora da USP Vanessa Bohrer durante deslocamento no interior da Caverna Casa de Pedra &#8211; Foto: Melissa Medina</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_vista-sumidouro-1.jpg" alt="" class="wp-image-975136"/><figcaption class="wp-element-caption">Vista do sumidouro da Caverna Casa de Pedra, com rio Maximiano fluindo para dentro da caverna &#8211; Foto: Paulo Natanael Messias dos Santos</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Medo da chuva</h2>



<p>O mapeamento 3D da Casa de Pedra surgiu no meio da pesquisa de mestrado de Vanessa Faria Bohrer, no IGc, do qual Strikis é orientador. No trabalho, Vanessa realiza a medição da vazão da nascente do rio que passa por dentro da caverna, monitorando as ondas de enchente da Casa de Pedra.&nbsp;</p>



<p>“Já havia um plano de manejo espeleológico desde 2010 nessa caverna, mas faltava o monitoramento hidrológico para o parque avaliar uma possível reabertura”, conta a mestranda que publica periodicamente as movimentações de coleta de dados na página do&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/projeto_casa_de_pedra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram Projeto Casa de Pedra</a>. Vanessa lembra das dificuldades envolvidas na pesquisa, cujas coletas são realizadas bimestralmente à base de muito planejamento, já que os riscos de enchentes e inundações são iminentes.&nbsp;</p>



<p>“É um campo cansativo: são três horas de trilha até o pórtico, mas é superprazeroso. Nós sempre acreditamos no impacto desse projeto para a sociedade, tanto para o turismo local, quanto nacional e internacionalmente”, diz. Além de contarem com a ajudinha da previsão do tempo, Vanessa e Strikis recebem apoio de hidrólogos do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e integrantes da Defesa Civil de Iporanga durante o processo de coleta. Ao todo, são quatro dias de dedicação: o primeiro para deslocamento até Iporanga; no segundo, o grupo planeja a ida até a chamada ressurgência – local de reaparecimento das águas submersas do rio Maximiliano caverna adentro. No terceiro dia, a coleta de dados é realizada no pórtico e, por fim, o quarto dia é destinado à coleta de registros de precipitação na cabeceira do rio no Núcleo Caboclos, no centro do parque.&nbsp;</p>



<p>De acordo com Strikis, a Casa de Pedra é um importante patrimônio para o qual não há nenhum histórico de medição. “Além de um produto científico inédito, o trabalho também poderia apoiar a gestão de políticas públicas no local”, afirma. Apesar da possibilidade de reabertura da caverna para visitação, o pesquisador destaca que o local é de alta dificuldade, exigindo muita experiência em ambientes subterrâneos. “É como se você estivesse andando dentro de um monte de ruínas desmoronadas, com o rio passando e vários segmentos sem área de escape. É uma coisa técnica, mas ela não é um turismo qualquer. Isso eu não recomendaria”, pondera.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Dados da pesquisa ainda em processamento indicam o registro de episódios de enchente com um aumento importante do nível da água na área de reaparecimento do rio dentro da caverna. Uma chuva de 60 milímetros/hora (mm/h) resultou no aumento de 2,17 metros no início do ano passado; já registros de dezembro mostraram que uma chuva de 50 mm/h fez com que o nível d’água chegasse a 1,90 metros no mesmo salão. Chuvas menos intensas, com 10 mm/h, também foram suficientes para o rio chegar a 1 metro na área de ressurgência.</p>



<p>“O intervalo de tempo entre o pico da chuva e o pico do nível da água foi cerca de uma hora e meia. Ou seja, foi bastante rápido, mas não o tempo de uma pessoa evacuar a caverna”, comenta Vanessa. Ela reforça que os dados ainda estão sendo analisados com diferentes métodos para chegar a respostas como o tempo médio de aumento no nível da água em diferentes intensidades de chuvas, além do tempo médio de recessão – tempo de o rio voltar ao nível considerado normal.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_cristo-caverna.jpg"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_cristo-caverna.jpg" alt="" class="wp-image-975018"/></a><figcaption class="wp-element-caption">O grupo comparou o tamanho da entrada a cinco estátuas do Cristo Redentor empilhadas &#8211; Crédito: Reprodução / Gestão Engenharia&nbsp;</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_casa-de-pedra.jpg"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/20260203_casa-de-pedra.jpg" alt="" class="wp-image-975017"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Mapeamento de alta precisão gerou um modelo 3D da caverna, revelando a magnitude da abertura em rocha calcária &#8211; Crédito: Reprodução / Gestão Engenharia</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Colaboração e pertencimento</h2>



<p>O trabalho de mapeamento 3D da boca da caverna da Casa de Pedra foi feito numa parceria entre a USP, a Fundação Florestal, a Gestão Engenharia, patrocinadora do projeto, e pelo espeleólogo mineiro independente Thiago Ferreira Lima. O levantamento confirmou o tamanho monumental do pórtico – cinco estátuas do Cristo Redentor empilhadas não chegariam ao topo da entrada da caverna – e também resultou em um conjunto massivo de imagens que servirão para a compreensão de seu processo evolutivo.</p>



<p>“A gente pode entender melhor a morfologia dela, porque é difícil: o leito vai descendo e você nunca tem uma imagem que mostra a caverna inteira, da base até o teto. O 3D consegue nos dar isso”, explica Nicolás Strikis. Ele conta que o grupo de pesquisa também está trabalhando no processo de criação de uma maquete, que deverá permanecer junto à comunidade local.</p>



<p>Devido à alta resolução das imagens geradas pela tecnologia do Lidar, o grupo gerou um “gêmeo digital” – modelo virtual preservando os aspectos métricos da nuvem de pontos que tem, originalmente, milhões de dados. O material ainda será trabalhado em uma futura publicação científica.</p>



<p>Mais informações: strikis@usp.br, com Nicolas Misailidis Strikis&nbsp;</p>



<p>Fonte: Jornal USP / Patrimônio natural do Estado de São Paulo tem a maior abertura de caverna já medida do mundo – Foto: <a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/03/Parque_Estadual_Tur%C3%ADstico_do_Alto_Ribeira_Thomas-Fuhrmann_%2802%29.jpg">Thomas Fuhrmann/Wikimedia</a><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="COMO FAZER UMA BOA INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/i-kywYY-vZw?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/pesquisa-confirma-tamanho-da-maior-boca-de-caverna-do-brasil-e-investiga-ondas-de-enchentes/">Pesquisa confirma tamanho da maior boca de caverna do Brasil e investiga ondas de enchentes</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Práticas domésticas de segurança dos alimentos têm falhas persistentes no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:35:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo avalia práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros, indicando a necessidade urgente de ações educativas Texto: Alicia Nascimento Aguiar* &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Dados epidemiológicos de diversos países indicam que a maioria dos surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) ocorre dentro das residências, porém há pouca informação [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/praticas-domesticas-de-seguranca-dos-alimentos-tem-falhas-persistentes-no-brasil/">Práticas domésticas de segurança dos alimentos têm falhas persistentes no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo avalia práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros, indicando a necessidade urgente de ações educativas</p>



<p>Texto: Alicia Nascimento Aguiar* &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</p>



<p>Dados epidemiológicos de diversos países indicam que a maioria dos surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) ocorre dentro das residências, porém há pouca informação sobre práticas domésticas de higiene e manipulação de alimentos.&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um estudo</a>&nbsp;realizado em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP avaliou práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros e revelou dados preocupantes.</p>



<p>Para estabelecer um paralelo entre as falhas de higiene identificadas no Brasil e no mundo, o estudo revelou que as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) ocorrem em todas as regiões do mundo e estão frequentemente associadas a falhas de higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 600 milhões de pessoas, ou seja, quase um em cada dez indivíduos no mundo adoece todos os anos após consumir alimentos contaminados.</p>



<p>Em território brasileiro, dados do Ministério da Saúde no Brasil revelam que, entre 2014 e 2023, foram notificados 6.874 surtos de DTHA, resultando em 110.614 casos de doença e 121 óbitos. As bactérias&nbsp;<em>Escherichia coli</em>&nbsp;(34,8%),&nbsp;<em>Staphylococcus aureus</em>&nbsp;(9,7%) e&nbsp;<em>Salmonella</em>&nbsp;(9,6%) foram as mais prevalentes. Já o principal local de ocorrência foram as residências (34%), quase o dobro do observado em restaurantes e padarias, que aparecem em seguida com 14,6%, evidenciando o papel do ambiente doméstico na ocorrência de DTHA no País.</p>



<p>Para compilar os dados, um estudo foi conduzido por pesquisadores brasileiros, com participação da professora Daniele Maffei, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, e&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a>&nbsp;recentemente na revista&nbsp;<em>Food and Humanity,</em>&nbsp;da Elsevier. Por meio de um questionário on-line aplicado a 5 mil pessoas em todo o País, os pesquisadores buscaram as práticas de higiene, manipulação e armazenação de alimentos em domicílios brasileiros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_971803"><a class="no-lightbox" href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-agrarias/praticas-domesticas-de-seguranca-dos-alimentos-tem-falhas-persistentes-no-brasil/attachment/20260122_daniele-maffei/"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/01/20260122_Daniele-Maffei.jpg" alt="Mulher branca de cabelos pretos compridos, blusa de mangas curtas preta. Sorri para a foto" class="wp-image-971803" style="width:169px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Daniele Maffei – Foto:&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/profile/Daniele-Maffei-2">ResearchGate GmbH</a></figcaption></figure>
</div>


<p>O estudo registrou temperaturas de 216 refrigeradores domésticos, sendo que, destes, 91% estavam dentro da faixa recomendada (0 a 10°C), além de mostrar que a maioria dos participantes (81%) não utiliza bolsas ou sacolas térmicas para transportar alimentos refrigerados ou congelados do mercado até suas casas. “O transporte sem bolsa térmica permite que alimentos refrigerados fiquem em temperatura favorável ao desenvolvimento microbiano”, alerta Daniele Maffei. Muitos também relataram descongelar alimentos à temperatura ambiente (39,5%) ou em um recipiente com água (18,3%). “Descongelar fora da refrigeração também favorece a multiplicação de microrganismos na superfície dos alimentos”, adverte a pesquisadora.</p>



<p>Apenas 38% dos participantes higienizam corretamente frutas e verduras; 46,3% relataram ter o hábito de lavar carnes na pia da cozinha; 24% consomem carnes malcozidas; e 17% consomem ovos crus ou malcozidos. A renda familiar mensal influenciou diretamente as práticas de higiene, manipulação e consumo de produtos de origem animal, indicando diferenças nos padrões sanitários entre faixas de renda.</p>



<p>Esses resultados indicam que pequenas atitudes do dia a dia podem favorecer a contaminação e, consequentemente, o adoecimento, quando a higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos não é adequada. “Falhas significativas persistem nas práticas domésticas de segurança dos alimentos no Brasil, indicando a necessidade urgente de ações educativas e estratégias de comunicação voltadas à prevenção das Doenças Transmitidas por Alimentos no ambiente domiciliar. Isso reforça a importância de ações educativas para melhorar a segurança dos alimentos, algo que buscamos sempre disseminar por meio das atividades de extensão”, concluiu Daniele Maffei.</p>



<p>O artigo pode ser&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessado neste link</a>.</p>



<p><em>*Da Divisão de Comunicação da Esalq</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Pequenas atitudes do dia a dia, como não descongelar alimentos fora da refrigeração, podem prevenir contaminação – Foto: Gerhard Waller/Esalq<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Análise mostra caminho para Brasil reduzir “dívida de carbono” dos solos agrícolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas Texto: Redação* Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Texto: Redação*</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</h3>



<p>Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela conversão da vegetação nativa em áreas agrícolas em cada bioma do País. Ao revelar a “dívida de carbono” do Brasil, o estudo mostra que o manejo sustentável pode diminuir emissões e repor de modo significativo as perdas do solo, honrando compromissos climáticos internacionais e avançando na produção de alimentos, sem novos desmatamentos.</p>



<p>O trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da USP (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e da Embrapa Agricultura Digital. As conclusões do estudo são apresentadas em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;publicado no site&nbsp;<em>Nature Communications.</em></p>



<p>“A principal contribuição deste trabalho foi a estimativa da dívida de carbono no solo, interpretada como o potencial teórico de recarbonização dos solos agrícolas e como um indicativo do potencial para o mercado de carbono”, conta João Marcos Villela, primeiro autor do artigo elaborado durante estudo de pós-doutorado na Esalq, com bolsa da Fapesp. “Além disso, foi feito o estabelecimento da linha de base dos estoques de carbono orgânico em áreas nativas e agrícolas.”</p>



<p>“Com base na elaboração de um banco de dados inédito sobre carbono orgânico no solo nos biomas brasileiros, o trabalho também evidenciou o potencial de práticas conservacionistas na recomposição do carbono perdido”, relata Villela. “Espera-se que esses resultados subsidiem a formulação de políticas públicas de mitigação climática no Brasil e orientem ações do setor privado, contribuindo para o direcionamento de estratégias de intervenção adaptadas às realidades regionais e para o cumprimento das metas climáticas do setor agropecuário.”</p>



<p>O estudo é baseado em uma metanálise que reuniu 4.290 registros sobre estoques de carbono orgânico do solo nos seis biomas brasileiros. O trabalho estima que a conversão de áreas naturais para a agricultura provocou uma perda acumulada de 1,40 ± 0,1 petagrama de carbono (Pg C) na camada de 0 a 30 centímetros do solo. A massa de um petagrama equivale a 1.015 gramas. Esse valor expressa a chamada dívida de carbono, ou seja, a quantidade de carbono que deixou de ser armazenada no solo após a substituição da vegetação nativa.</p>



<p>Para chegar a essa estimativa os pesquisadores compararam áreas agrícolas e remanescentes de vegetação natural nos biomas do Brasil. A análise também levou em conta como diferentes sistemas de manejo, as características de formação dos solos e as condições climáticas regionais influenciam a perda, a manutenção ou a recuperação dos estoques de carbono ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“Dívida de carbono”</h2>



<p>Um dos pontos centrais da pesquisa é a explicação de como a “dívida de carbono” se acumula. O estudo destaca que o clima e as características pedogenéticas (da formação dos solos) são fatores determinantes. Solos que possuem naturalmente maiores estoques de carbono — geralmente localizados em regiões mais frias, úmidas ou com alta presença de argila e minerais que protegem a matéria orgânica — são os que sofrem as maiores perdas quando convertidos.</p>



<p>Isso ocorre quando práticas de manejo que envolvem o revolvimento mecânico (como a aragem e a gradagem) quebram os agregados do solo que protegiam o carbono. Com a ruptura dessas estruturas, o oxigênio penetra nas camadas internas e acelera a oxidação da matéria orgânica por microrganismos.</p>



<p>O resultado é a rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera. O tempo desde a conversão é uma variável crítica. Os primeiros 15 anos após a substituição da vegetação nativa pela agricultura são os mais graves. É nesse período que ocorre a perda mais drástica e acelerada de carbono.</p>



<p>Segundo os pesquisadores, o trabalho fez uma avaliação individualizada por biomas, o que permitiu revelar que a dívida de carbono no solo não se distribui de maneira homogênea pelo território brasileiro, refletindo a grande diversidade de solos, climas e formações vegetais do País. Biomas como a Mata Atlântica, por exemplo, apresentam elevado aporte de matéria orgânica ao solo, resultado da alta produtividade vegetal, e grande parte desse carbono é estocado. Ao contrário da Amazônia, que mesmo com o grande aporte de matéria orgânica, o clima favorece a decomposição, reduzindo a capacidade de estocagem. Já em outros biomas, como o Cerrado ou a Caatinga, a dinâmica do carbono no solo responde a combinações distintas de clima, textura do solo e histórico de uso da terra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Potencial de recarbonização</h2>



<p>Os resultados indicam que a área agrícola brasileira concentra um elevado potencial de recarbonização do solo. De acordo com um&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1007/s10113-022-01945-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;de 2022 citado no estudo, a recuperação de pastagens degradadas, por exemplo, apresenta potencial para recompor entre 14% e 23% dos estoques de carbono orgânico perdidos. Já sistemas mais diversificados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), além do uso de plantas de cobertura e do plantio direto, mostraram-se capazes de reproduzir parte da dinâmica dos ecossistemas naturais, aumentando o aporte de resíduos vegetais e favorecendo o acúmulo de carbono no solo.</p>



<p>De acordo com as estimativas do estudo, a recarbonização de cerca de um terço do potencial total identificado seria suficiente para que o Brasil atingisse a meta de redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, estabelecida em sua nova&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mda/pt-br/noticias/2024/10/brasil-entrega-a-onu-nova-ndc-alinhada-ao-acordo-de-paris" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC)</a>. Na prática, esse objetivo poderia ser alcançado ao se aproveitar aproximadamente 40% a 45% do potencial de recuperação da Mata Atlântica e do Cerrado, estimado em 3,8 Pg de CO₂ equivalente.</p>



<p>“A principal contribuição do estudo foi revelar a oportunidade que existe na agricultura”, diz Maurício Cherubin, diretor de pesquisa do CCARBON da USP. “Ao quantificar a dívida de carbono dos solos, conseguimos enxergar com mais clareza o potencial de recarbonização dos biomas brasileiros e as possibilidades reais de recuperação de áreas degradadas, mostrando que práticas sustentáveis podem transformar o solo em um aliado da produção e da mitigação climática.”</p>



<p>Esses resultados ganham ainda mais relevância quando consideramos a área total agrícola do País. Segundo dados do&nbsp;<a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2023/10/FACT_MapBiomas_Agropecuaria_04.10_v2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MapBiomas,</a>&nbsp;cerca de 282,5 milhões de hectares – aproximadamente um terço do território nacional – são, atualmente, destinados à agricultura e à pecuária. O estudo mostra que, ao adotar práticas de manejo sustentável nessas áreas já convertidas, o Brasil pode avançar simultaneamente na produção de alimentos, na recuperação dos solos e no cumprimento de seus compromissos climáticos internacionais, sem necessidade de novos desmatamentos.</p>



<p>Para o diretor do CCARBON, professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, os resultados reforçam o papel da pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas. “Quando a gente mapeia a lacuna de carbono no solo, fica mais fácil fortalecer programas como o ABC+, hoje RenovAgro”, enfatiza. “A informação ajuda a dar mais credibilidade aos créditos de carbono baseados no solo e identificar onde estão as melhores oportunidades de sequestro e restauração. Isso conecta a ciência às políticas públicas e ao mercado, e coloca o solo no centro da ação climática.”</p>



<p>Nesse cenário, o estudo reforça que não é necessário avançar sobre novas áreas de vegetação nativa para aumentar a produção agropecuária. O caminho apontado pelos pesquisadores é a intensificação das áreas já convertidas, por meio de práticas de manejo que recuperem o carbono do solo, aumentem a eficiência produtiva e ampliem a resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas. O artigo&nbsp;<em>Soil carbon debt from land use change in Brazil</em>&nbsp;está disponível neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p>Mais informações: cepcerri@usp.br, com o professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri</p>



<p><em>* Escrito pela equipe de Disseminação Científica do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da USP. Revisado por Júlio Bernardes</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Manejo quebra agregados do solo que protegiam o carbono, fazendo o oxigênio penetrar nas camadas internas e acelerar oxidação da matéria orgânica por microrganismos, levando à rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera – Foto: George Campos / USP Imagens<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="COMO FAZER UMA BOA INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/i-kywYY-vZw?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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