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	<title>cultura |</title>
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	<title>cultura |</title>
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		<title>A tristeza ficou bonita demais nas redes sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 16:28:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cena muda um pouco, mas chega sempre com a mesma temperatura. Um quarto baixo de luz. A cama sem arrumar. Um copo parado perto do notebook. A janela com chuva, ou só com a cidade borrada atrás do vidro. Um banco de carro à noite. Faróis esticados no para-brisa. Um corredor de metrô. Um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cena muda um pouco, mas chega sempre com a mesma temperatura. Um quarto baixo de luz. A cama sem arrumar. Um copo parado perto do notebook. A janela com chuva, ou só com a cidade borrada atrás do vidro. Um banco de carro à noite. Faróis esticados no para-brisa. Um corredor de metrô. Um rosto pela metade, cortado de propósito, para que a pessoa pareça menos alguém e mais uma sensação. A música vem antes da frase. Baixa, lenta, já conhecida. No meio da tela, poucas palavras sobre cansaço, abandono, saudade, domingo, vontade de sumir por um tempo. Não há enredo. Não há começo. Não há motivo. Mesmo assim, a imagem é lida sem esforço.</p>



<p>A tristeza ganhou desenho. Tem horário, luz, objeto, ritmo. A madrugada ajuda. A chuva ajuda. O café frio ajuda. O livro aberto ajuda. O fone de ouvido ajuda. A janela de ônibus ajuda. O espelho sujo ajuda. Tudo ali parece recolhido da vida comum, mas já não funciona do mesmo jeito. A janela não serve para ver a rua. Serve para marcar distância. O café não serve para acordar. Serve para dizer que a noite passou em claro. O fone não toca só música. Levanta uma parede. O livro aberto talvez nem esteja sendo lido. Basta estar ali, perto da mão, emprestando peso ao silêncio.</p>



<p>Essa gramática não foi decretada. Apareceu pela repetição. Vídeos curtos, fotos salvas, capas de playlist, montagens de filmes, restos de Tumblr, murais de Pinterest, legendas de Instagram, cortes de TikTok. Aos poucos, a tristeza deixou de circular como confissão e passou a circular como clima. A pessoa não precisa contar o que houve. Coloca uma música, escolhe uma imagem, deixa uma frase curta e espera que o conjunto faça o trabalho. Muitas vezes faz.</p>



<p>A dor, desse jeito, não fica necessariamente falsa. Falso é uma palavra limpa demais para uma coisa tão embolada. O que acontece é mais incômodo. Antes de aparecer, a tristeza se arruma. Passa por uma luz, por uma fonte, por uma música, por uma escolha de enquadramento. O sofrimento bruto, aquele que chega sem educação, com corpo pesado e frase ruim, ganha roupa para sair. E sai.https://www.revistabula.com/159653-a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/</p>



<p>Pessoas tristes sempre procuraram forma para a tristeza. Antes das redes, havia carta, diário, fita gravada, bilhete dobrado, telefonema comprido depois da meia-noite, poema copiado na última página do caderno, verso escrito na carteira da escola. Havia também o silêncio, às vezes mais eloquente que qualquer frase. O que mudou foi a vitrine. Hoje, a tristeza pode ser preparada, publicada, medida, salva, republicada, transformada em prova de sensibilidade. Ela entra no mesmo circuito da comida bonita, do corpo treinado, da viagem, da indignação, do amor, da leitura. Tudo precisa encontrar uma superfície. A melancolia encontrou a sua.</p>



<p>A internet não inventou a vontade de sofrer com estilo. Essa vontade é antiga, humana, um pouco ridícula, um pouco comovente. Em “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, Goethe já mostrava um rapaz incapaz de separar a ruína da linguagem. Werther sofre, mas sofre escrevendo. A ferida vem com frase, ritmo, pose, intensidade. O amor infeliz vira forma de ocupar o mundo. A dor dá ao personagem uma imagem de si mesmo mais forte do que a vida comum poderia dar. Séculos depois, a carta virou legenda. O leitor distante virou seguidor. A espera virou visualização. O dedo toca a tela e a dor encontra gente.</p>



<p>A literatura cuidou dessa região com outra demora. Em “O Livro do Desassossego”, Fernando Pessoa não deixa o tédio bonito demais. Ele mexe nele como quem abre uma gaveta velha e encontra papéis, recibos, pó, cartas nunca enviadas. O desconforto não aparece como ornamento. Aparece como casa. Em “Tabacaria”, Álvaro de Campos olha o próprio fracasso até que a lucidez comece a ferir. A tristeza não entra como cenário. Ela pensa, se contradiz, se humilha, se engrandece, tropeça em si mesma.</p>



<p>Quando uma frase dessas se solta do corpo do poema e vai parar sobre uma fotografia escura, há perda. A voz fica menor. O atrito desaparece. O autor vira carimbo emocional. Mas nem toda perda termina em vazio. Uma legenda ruim pode levar alguém a um livro bom. Um corte sentimental pode empurrar alguém para um filme inteiro. Uma música usada como fundo de vídeo pode abrir a porta de um álbum. A cultura digital estraga muita coisa pelo excesso de uso. Também espalha coisas que ficariam presas em prateleiras nobres demais, longe de quem chega cansado, distraído, tarde da noite, com o celular na mão.</p>



<p>O leitor apressado nem sempre é vazio. Às vezes está só exausto. Lê em pedaços. Escuta em pedaços. Trabalha, responde mensagem, dorme mal, tenta manter a atenção em pé enquanto tudo ao redor a puxa pelo tornozelo. A frase destacada, a cena recortada, a faixa isolada não substituem a obra. Muitas vezes a traem. Mas podem guardar uma fagulha. O perigo começa quando a fagulha passa a bastar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-o-filme-vira-atalho">Quando o filme vira atalho</h2>



<p>O cinema ensinou boa parte do vocabulário visual dessa tristeza. Não a tristeza berrada, com rosto molhado e explicação no diálogo. A outra, mais fácil de imitar e mais difícil de viver. A tristeza de uma pessoa sentada numa cama de hotel sem saber o que fazer com a própria vida. A tristeza de duas pessoas que se desejam e não se tocam. A tristeza de uma lembrança feliz voltando torta, cheia de sol, música e falhas. “Encontros e Desencontros”, “In the Mood for Love” e “Aftersun” circulam tanto porque entregam imagens em que a dor não precisa levantar a voz. Ela fica numa nuca, numa luz de corredor, numa dança meio deslocada, num silêncio depois da frase.https://www.revistabula.com/159653-a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/</p>



<p>Nas redes, essa demora se quebra. O que num filme pede tempo, no feed vira reconhecimento rápido. Um quarto. Uma música. Um elevador. Um trem passando. Um cigarro que talvez nem seja aceso. Uma cidade com neon. O cinema vira banco de gestos. A cena já nasce pronta para ser retirada de onde estava e usada de novo, em outro corpo, com outra legenda. O sentimento chega em cápsula. Não é preciso atravessar o filme. Basta reconhecer a temperatura.</p>



<p>Um filme lento obriga a pessoa a ficar. Aguentar o intervalo. Suportar a impaciência. Esperar que a imagem trabalhe sem explicar tudo. Um vídeo triste de poucos segundos entrega o sinal e vai embora. Diz que aquilo é solidão, que aquilo é saudade, que aquilo é fim. Se pega, será salvo. Se pega muito, será imitado. A travessia vira marcação. A tristeza vira um gesto que todo mundo sabe repetir.</p>



<p>A música chega por outro caminho, mais direto. Uma canção altera o ar de um quarto antes que alguém encontre a frase. Algumas vozes parecem sair de dentro de uma ressaca que não é só de bebida. “Blue”, de Joni Mitchell, não põe moldura confortável na tristeza. O disco parece pele sem casaco. “Carrie &amp; Lowell”, de Sufjan Stevens, chega perto do luto com passos domésticos, quase sem levantar poeira. “Punisher”, de Phoebe Bridgers, entende uma vulnerabilidade que já se observa enquanto sangra, com ironia, vergonha e desejo de ser vista.</p>



<p>Nas plataformas, esses estados aparecem em prateleiras. Músicas para chorar. Músicas para dirigir à noite. Músicas para lembrar de alguém. Músicas para estudar com vontade de desaparecer. Músicas para quando nada faz sentido. O nome da playlist já diz ao corpo o que ele deve procurar ali. Quem clica talvez não esteja fabricando uma identidade. Pode estar procurando uma sala escura onde o peso do dia não pareça tão esquisito. Uma canção segura alguém por três minutos. Às vezes, três minutos são muito.</p>



<p>O problema começa quando a plataforma entende o choro como hábito. A pessoa pede abrigo e recebe repetição. Pede linguagem e recebe catálogo. Fica mais um pouco, e a sequência continua. O sistema aprende que aquele estado prende atenção. Não pergunta se a tristeza precisa de silêncio, conversa, sono, sol, ajuda. Pergunta se ela retém. A melancolia passa a funcionar também como preferência de consumo.</p>



<p>Nas imagens, a seleção é ainda mais visível. Entra a solidão perto da janela. Entra o café numa mesa pequena. Entra o livro sublinhado. Entra o quarto escuro. Entra a rua depois da chuva. Entra o rosto bonito cansado de existir. Fica fora a tristeza com louça acumulada, atraso de boleto, cabelo oleoso, quarto abafado, raiva sem elegância, mensagem ignorada, corpo difícil, impaciência com quem só queria ajudar. A dor real raramente chega tão bem iluminada. Repete roupa. Perde prazo. Fala grosso. Come mal. Dorme demais ou não dorme. Às vezes, não rende imagem nenhuma.</p>



<p>A tristeza bonita cobra pedágio. Escolhe o que pode ser olhado sem muita repulsa. Fica com a névoa, não com o cheiro fechado do quarto. Fica com a frase, não com a fala pobre de uma madrugada ruim. Fica com a solidão na cidade, não com a pessoa insuportável dentro de casa. Isso não transforma tudo em mentira. Só muda o peso. A melancolia que circula melhor já vem penteada. A que não sabe posar continua dando trabalho para a própria pessoa, para os amigos, para a família, para o corpo, para a manhã seguinte.</p>



<p>Chamar tudo de encenação seria confortável. Também seria falso. Há sofrimento verdadeiro dentro da pose. E há pose em quase tudo que fazemos diante dos outros. A roupa escolhida para parecer casual. A foto apagada porque revelava demais. A piada feita para esconder carência. A opinião endurecida para não soar frágil. A vida social sempre teve edição. A diferença é que agora a edição entrou em regiões que pareciam protegidas. A dor entrou no guarda-roupa. A solidão ganhou luz. A vulnerabilidade aprendeu a posar sem deixar de ser vulnerável.</p>



<p>A tristeza sem forma assusta. Chega bagunçada, sem argumento, sem utilidade. Numa cultura que cobra melhora, desempenho, resposta rápida, autocuidado, reação, produtividade e bom humor funcional, uma dor que apenas existe parece inconveniente. Então a pessoa transforma aquilo em alguma coisa. Foto, música, frase, vídeo curto. Não cura. Arruma a mesa. Não explica. Permite apontar. Não pede ajuda de modo direto. Deixa um sinal aceso. Às vezes é vaidade. Às vezes é desespero educado.</p>



<p>Byung-Chul Han, em “A Sociedade do Cansaço”, escreveu sobre um sujeito esmagado menos por proibições do que pela cobrança permanente de rendimento. A tristeza de hoje passa por esse cansaço, mas não cabe inteira nele. O esgotamento virou também visual. O rosto cansado. O quarto escuro. A xícara ao lado do computador. A frase sobre não aguentar. A pausa vira imagem dentro de uma máquina que sabe transformar pausa em movimento.</p>



<p>Nessa máquina, a literatura empresta peso. Uma frase de romance ou poema faz a tristeza parecer menos banal. Em vez de escrever “estou mal”, alguém posta um trecho que parece ter atravessado décadas para dizer aquilo com mais autoridade. Pode ser bonito. Pode ser preguiçoso. Pode ser as duas coisas no mesmo minuto. Há frases atribuídas a Clarice Lispector, Camus, Barthes ou Pessoa que circulam quase sem corpo, longe de livro, edição, contexto, às vezes até de autoria. Viram moeda emocional. Não provam leitura. Vestem uma sensação.</p>



<p>O risco é começar a sentir por meio de moldes prontos. Uma decepção amorosa chama uma música específica. Uma crise de domingo chama um vídeo escuro. Uma tristeza sem nome chama um autor francês, uma poeta suicida, um filme em que ninguém parece dormir direito. A cultura dá linguagem para a dor. Isso importa. Sem repertório, muita coisa fica muda. Mas repertório também vira figurino. A pessoa reconhece a própria tristeza quando ela se parece com uma tristeza que já viu.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-a-dor-espera-resposta">Quando a dor espera resposta</h2>



<p>Há diferença entre encontrar linguagem e ficar preso nela. A arte costuma pedir permanência diante do incômodo. O poema não entrega tudo na primeira olhada. O filme lento exige que o espectador aguente a própria inquietação. Um álbum triste pede repetição, escuta, às vezes um tipo de silêncio que não cabe bem no dia. A rede prefere o sinal. Quer que a tristeza seja identificável. Quer que o dedo pare. Quer que alguém salve, curta, mande para outro alguém com a frase “sou muito isso”.</p>



<p>Muita gente é. A estética triste não teria se espalhado se não encontrasse matéria viva. Há solidão demais por trás dessas imagens. Há ansiedade, luto, desejo de sumir, amores mal fechados, famílias quebradas, cansaço de trabalhar, cansaço de parecer bem, cansaço de explicar o próprio cansaço. A moldura pode ser repetida. O peso dentro dela nem sempre é pequeno. Uma imagem bonita demais pode carregar alguém que não sabe pedir outra coisa.</p>



<p>A crítica precisa segurar a vontade de superioridade. É fácil rir da foto da chuva, da playlist de madrugada, da frase triste sobre fundo preto, da garota que parece saída de um mural de Pinterest, do rapaz que transforma qualquer decepção em cinema independente. Mais difícil é admitir que quase todo mundo faz alguma versão disso. Cada época tem sua pose de dor. O poeta tuberculoso. O dândi entediado. O existencialista de cigarro. O roqueiro autodestrutivo. O adolescente do Tumblr. A menina triste do TikTok. O adulto que posta ironia porque não consegue postar fragilidade. Mudam os objetos. A vontade de ser visto permanece.</p>



<p>A rede acrescenta o retorno imediato. A tristeza publicada recebe resposta, ou não. As duas coisas mexem no corpo. Uma postagem triste com muitas curtidas parece confirmar que a dor achou forma. Uma postagem triste ignorada parece dizer que nem a dor foi suficiente. A pessoa entrega um pedaço vulnerável, mesmo editado, e espera um sinal de que alguém viu. Quando vem, alivia. Quando não vem, a solidão ganha recibo.</p>



<p>A melancolia bonita encosta no consumo com facilidade. Vende roupa, livro, café, filme, cidade, luminária, fone de ouvido, vinil, assinatura, decoração, identidade. O quarto triste pode ser montado. A playlist pode ser seguida. O livro pode aparecer na foto antes de ser lido. A tristeza deixa de ser só sentimento e vira ambiente. Dá para comprar os objetos que fazem o mal-estar parecer interessante. A dor não desaparece. Ganha cenário.</p>



<p>Mesmo assim, alguma coisa escapa. A tristeza verdadeira nunca cabe inteira na imagem. Fica sempre um resto fora do quadro. Um cheiro de quarto fechado. Uma conversa adiada. Uma vergonha. Uma noite em que a música não ajuda. Um dia claro demais para a dor parecer bonita. Esse resto impede que a vida seja totalmente absorvida pela estética. Nele, a tristeza deixa de ser clima e volta a ser coisa sem acabamento.</p>



<p>A internet tornou pública uma fome antiga: a vontade de que a dor tenha forma e testemunha. A arte já fazia isso com demora, risco, atrito. A rede troca boa parte da demora por reconhecimento. Um poema pede que a pessoa se perca um pouco. Um filme pede tempo. Uma canção pede corpo. Uma postagem pede reação. Nenhuma dessas formas é pura. Nenhuma salva por si. Mas a velocidade muda a experiência. O sentimento chega já procurando seu formato de saída.</p>



<p>A tristeza ficou bonita demais porque a tristeza feia é difícil de encarar. É mais suportável vê-la com chuva no vidro, música baixa, frase boa, luz mínima. A beleza nem sempre mente. Às vezes cobre uma ferida para que ela não fique exposta ao ar. Às vezes disfarça. Às vezes permite que a dor não fique completamente muda. Mas curativo também gruda na pele. Uma imagem repetida demais começa a ensinar como alguém deve sofrer para ser entendido.</p>



<p>A cena, no fim, continua pequena. Alguém sozinho, tarde da noite, com o celular na mão. A música toca no fone. A mesma, ou parecida, toca para milhares de pessoas isoladas naquele instante, cada uma no seu quarto, cada uma acreditando que sua tristeza é particular demais para ser dita. A pessoa escolhe uma foto escura. Escreve uma frase. Apaga. Escreve outra. Apaga de novo. Por alguns segundos, antes de publicar, a dor ainda não virou conteúdo. Não tem filtro, legenda, público, beleza suficiente para atravessar a tela. Está ali, crua, meio sem postura. Depois o dedo toca em publicar. A tristeza encontra uma forma. A solidão, por um instante, parece menos sozinha do que era.</p>



<p>Fonte: Bula Conteúdo / Foto: Reprodução</p>



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		<title>A geração de escritoras brasileiras que tomou o centro da literatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:49:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mesa de livraria, daquelas perto da entrada, muda de rosto toda semana. Às vezes diz, sem querer, o que os relatórios só confirmam depois. Não a mesa dos clássicos, com os mortos em capa nova, nem a pilha de romances estrangeiros recém-chegados, empurrados para a frente da loja enquanto ainda têm cheiro de lançamento. A mesa misturada. Lançamentos, reedições, livros que o TikTok puxou antes dos jornais, romances que ganharam nova vida depois de um clube de leitura, vídeos de booktokers mostrando capa, trecho marcado, pilha ao lado da cama, poesia fina, prêmio literário, boca a boca, insistência de professora, presente de aniversário, exemplar que alguém emprestou e não viu mais. Basta olhar um pouco. Boa parte dos nomes ali são de mulheres.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-centro-mudou-a-rotina-nem-tanto">O centro mudou, a rotina nem tanto</h2>



<p>Em Goiânia, Marcela Dantés estava na programação de um evento literário. Havia um almoço marcado. Ela não foi. Precisava trabalhar. O livro já saiu para o mundo, o nome aparece no cartaz, alguém reserva a mesa, mas as contas não esperam o fim do evento. A autora convidada para falar de literatura trocou o almoço por algumas horas de trabalho.</p>



<p>Natalia Timerman mostra outra face do mesmo problema. Uma das escritoras mais respeitadas de sua geração, autora de “Desterros”, “Rachaduras” e “Copo Vazio”, continuou trabalhando como médica. O livro encontra leitores, ganha respeito, vira conversa, mas raramente resolve a sobrevivência do mês. A escrita entra onde dá, entre consulta, aula, prazo e cansaço.</p>



<p>O lugar simbólico mudou. A rotina, nem tanto. Essas autoras aparecem em vitrines, prêmios, cursos, listas, clubes de leitura. Ainda assim, muitas escrevem no intervalo, no fim do dia, na hora que sobra do trabalho pago, do cuidado, da viagem, da consulta, do almoço recusado. De perto, esse lugar é menos brilhante. Tem contas no fim do mês e tempo escasso.</p>



<p>A literatura brasileira foi contada por muito tempo como uma história organizada em torno de homens, é claro, embora algumas mulheres tenham ficado grandes demais para desaparecer. Clarice Lispector causou assombro, uma estrangeira instalada dentro do português. Lygia Fagundes Telles trouxe uma inteligência capaz de ferir sem levantar a voz. Hilda Hilst trouxe o corpo, a blasfêmia e o excesso. Carolina Maria de Jesus, hoje redescoberta, atravessou a sala com “Quarto de Despejo”, trazendo fome, lixo, moedas contadas, cansaço, uma vida que a literatura de salão preferiu transformar em cenário olimpiano, distante e inalcançável. Cecília Meireles, Rachel de Queiroz, Henriqueta Lisboa e outras sempre estiveram lá. O problema é a lógica quase perversa. A escritora podia ser enorme, desde que parecesse exceção. A exceção não derrubava a regra.</p>



<p>Agora a sala está mais difícil de arrumar. Mariana Salomão Carrara, Giovana Madalosso, Andréa del Fuego, Carla Madeira, Adriana Lisboa, Ana Martins Marques, Tatiana Salem Levy, Natalia Timerman, Marcela Dantés e Cíntia Moscovich não formam escola. Não escrevem com a mesma temperatura, não têm o mesmo público, não lidam com o texto do mesmo jeito. Umas chegam a muitos leitores. Outras avançam por caminhos mais lentos, em cursos, prêmios, leituras críticas, revistas, canais do YouTube, clubes de leitura. Há romance, conto, poesia, memória, fábula, deslocamento, escuta clínica, drama doméstico, erotismo, infância roubada, velhice, exílio.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-casa-como-territorio-literario">A casa como território literário</h2>



<p>A divisão começa pelos assuntos. Guerra parecia grande. Estado parecia grande. Crime, dinheiro, rua, poder, história nacional, violência pública. Isso recebia mais depressa o selo de literatura séria. Casa, maternidade, casamento, corpo, cuidado, doença, velhice, desejo, abandono e luto ficavam numa gaveta menor, com nomes que pareciam elogio e funcionavam como diminuição. Íntimo, sensível, psicológico, ou seja, feminino. Como se o quarto não fosse político. Como se a cozinha não precisasse de dinheiro. Como se a porta de serviço não explicasse o país melhor do que os discursos.</p>



<p>A casa sempre soube demais. Nela, a classe social vive seu universo íntimo e particular. A violência aprende a baixar o volume. A culpa atravessa gerações. O corpo recebe ordens antes de aprender a recusá-las. O amor, tantas vezes, aparece misturado à logística. Remédio, escola, salário, silêncio, comida, dívida, sexo, espera. Quando essas escritoras levam a casa para a página, o mundo aparece ali dentro, de forma crua.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Carla-Madeira-e-Giovana-Madalosso-1036x594-1778003485.webp" alt="Carla Madeira e Giovana Madalosso" class="wp-image-159850"/><figcaption class="wp-element-caption">Entre a casa urbana e o drama popular, Carla Madeira e Giovana Madalosso mostram que maternidade, desejo, culpa e classe também organizam a vida brasileira</figcaption></figure>



<p>Giovana Madalosso parte de um arranjo conhecido em “Suíte Tóquio”. Uma mãe, uma filha, uma babá, um apartamento, trabalho, trânsito, ausência. Maju é contratada para cuidar de Cora, filha de uma executiva de televisão. O que parecia doméstico fica econômico, afetivo, urbano. Ao falar do romance, Madalosso disse que queria “colocar uma lupa no ambiente doméstico”. A frase serve porque diz o essencial. A casa não fica fora do mundo. Muitas vezes, é ali que ele aparece, sem disfarces.</p>



<p>A maternidade, em “Suíte Tóquio”, não paga tributo à devoção nem à culpa, embora as duas estejam ali. Passa por dinheiro, cansaço, ressentimento e desejo de sumir, ainda que por alguns dias, horas, minutos. Quem cuida? Quem pode desaparecer por algumas horas? Quem recebe pelo cuidado? Quem se apega à criança? Quem tem direito à fuga? Quando a edição em inglês do romance entrou na lista dos cem livros notáveis de 2025 do “The New York Times”, a notícia saiu como vitória de exportação literária. A informação importa porque uma autora brasileira atravessou a fronteira. Um apartamento brasileiro, com babá, mãe exausta, criança e diferença de classe, pôde ser lido fora daqui.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-emocao-venda-e-legitimidade">Emoção, venda e legitimidade</h2>



<p>Carla Madeira chega por outro caminho, mais popular e mais ruidoso. “Tudo é Rio” não tem vergonha de drama. Paixão, culpa, ciúme, sexo, violência, perdão, queda, reconciliação. O romance não baixa a temperatura até a última página e causou frisson e filas em várias cidades brasileiras. Isso incomoda parte da crítica, que aprendeu a tratar emoção legível como suspeita, sobretudo quando muita gente lê. O livro, publicado originalmente em 2014 e relançado pela Record, tornou-se fenômeno de venda, e Carla era apresentada como uma das autoras mais lidas do país.</p>



<p>Um livro não fica bom porque vende. Também não fica pior por isso. A questão é mais ampla e menos preguiçosa. Envolve o direito de um livro vender muito sem que isso o descredibilize. Carla não foge do sentimento. Pode-se discutir forma, linguagem, escolhas, exageros. Deve-se discutir. Mas há uma força evidente no modo como tantos leitores encontraram ali uma forma de passar por culpa, desejo, vergonha e perdão sem pedir desculpa por isso. Em entrevista ao “Le Monde Diplomatique Brasil”, Carla resumiu parte de sua matéria literária numa frase sem verniz: “as tragédias são atravessadas e influenciadas pelo amor”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-exilio-memoria-e-corpo">Exílio, memória e corpo</h2>



<p>Adriana Lisboa escreve em outro tom. Seus livros chegam aos poucos e também se revelam aos poucos. Em “Azul-Corvo” e “Sinfonia em Branco”, deslocar-se não significa apenas mudar de país, cidade ou idioma. Significa descobrir que a origem viaja no corpo e na memória. Ela reaparece em nomes, fotografias, sotaques que mudam de cor e significado quando atravessam outra língua. “Sinfonia em Branco” venceu o Prêmio José Saramago, e os livros de Adriana foram traduzidos em mais de vinte países. Nos romances dela, deslocar-se também é forma. Sair de um lugar nunca significa sair inteiro.</p>



<p>Adriana escreve o Brasil de longe sem transformar a distância em imagem bonita da perda. O país, em sua obra, às vezes se mostra justamente pelo que falta. “Sinfonia em Branco” carrega uma violência que não precisa de gritos. Ela se deposita na memória familiar, no corpo, no modo como uma lembrança se recusa a calar. Adriana escreve o que permanece depois do acontecimento. Não o trauma ou pequenas alegrias, mas seus resíduos. Aquilo que muda a postura de alguém, o modo de olhar, a maneira de entrar num quarto. Os livros dela ficam nesse vão. O corpo está num lugar, a memória em outro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Tatiana-Salem-Levy-e-Adriana-Lisboa-1036x594-1778003419.webp" alt="Tatiana Salem Levy e Adriana Lisboa" class="wp-image-159849"/><figcaption class="wp-element-caption">Tatiana Salem Levy e Adriana Lisboa escrevem sobre deslocamento, herança, corpo e memória familiar sem transformar a experiência privada em assunto menor</figcaption></figure>



<p>Tatiana Salem Levy escreve a partir de heranças que não ficam quietas. Em “A Chave de Casa”, o objeto do título promete retorno, origem e alguma explicação. Mas a chave não simplifica nada. Abre uma casa e, junto com ela, uma rede de exílio, judaísmo, corpo, doença, desejo. O romance de estreia venceu o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi traduzido para vários idiomas. Uma casa herdada pode ser também um corpo herdado, uma língua herdada, uma ferida herdada.</p>



<p>Em “Vista Chinesa”, a violência contra o corpo não vira símbolo da fragilidade domesticada. Fica exposta, difícil, sem aquela organização narrativa que transforma sofrimento em mensagem. Tatiana escreve perto do ponto em que a vida privada já foi invadida pela brutalidade pública, e a separação entre as duas coisas se torna impossível. A literatura, ali, não repara a violência. Recusa, mas se recusa a deixá-la limpa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-escuta-morte-e-assombro">Escuta, morte e assombro</h2>



<p>Natalia Timerman escreve a partir da escuta. Médica psiquiatra, traz para a escrita uma atenção aos lugares onde a fala não dá conta, mas sua literatura não pode ser reduzida à profissão. “Desterros” nasceu de sua experiência no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário de São Paulo. “Rachaduras” foi finalista do Jabuti. “Copo Vazio” se aproxima do abandono amoroso sem transformá-lo em lição.</p>



<p>A dor, em Natalia, não se penteia para o leitor. Não recebe um nome rápido, não vira conteúdo, não oferece saída limpa ou agradável. O mundo em que vivemos aprendeu a legendar qualquer angústia. Tudo pede categoria, diagnóstico, post no Instagram, vocabulário terapêutico de bolso. Natalia não deixa o sofrimento claro demais. Algumas feridas não têm manual e, de alguma forma, parecem fazer parte do processo de existir. Algumas não melhoram porque foram narradas. Algumas apenas ficam no corpo, sem obedecer à explicação. Em entrevista ao “Rascunho”, ela disse que se propõe a anotar “quase ideias, pedaços de frases, palavras soltas”. A frase serve também para entender a sua literatura. O sofrimento não chega inteiro. Chega em cacos, picado, retalhado.</p>



<p>Marcela Dantés escreve baixo. Como se sussurrasse apenas. Mas não escreve assim por suavidade. “Nem Sinal de Asas”, seu primeiro romance, foi finalista de prêmios importantes e já trazia morte, família, estranhamento e desconexão. A literatura de Dantés parece querer deixar a porta encostada. Um objeto sobre a mesa, uma ausência, um parentesco, um cômodo que parece igual ao de ontem e de repente já não parece.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Natalia-Timerman-e-Marcela-Dantes-1-1036x594-1778003641.webp" alt="Natalia Timerman e Marcela Dantés" class="wp-image-159852"/><figcaption class="wp-element-caption">Natalia Timerman e Marcela Dantés se aproximam da dor, da ausência e da morte por caminhos contidos, atentos ao que nem sempre cabe em explicação</figcaption></figure>



<p>Marcela continuou trabalhando esse território em “João Maria Matilde” e “Vento Vazio”. Suas famílias não são feitas apenas de amor e trauma, palavras enormes que hoje servem para cobrir quase tudo. São feitas de pequenas omissões. Coisas que ninguém diz porque todos reconheceriam. A morte, em Marcela, não precisa entrar com capa preta. Ela fica no ambiente, à espreita. Perto da mobília, da sala, do ar parado, da frase que alguém deixa pela metade. A cena de Goiânia não destoa dessa obra: alguém falta ao almoço para conseguir trabalhar.</p>



<p>Andréa del Fuego mexe no real por dentro. Em “Os Malaquias”, há família, morte, infância, campo, superstição, desastre. Mas o romance não se comporta como narrativa rural das escolas literárias brasileiras. O estranho nasce dentro da própria genealogia. Vem da história repetida até perder a forma, do pressentimento, da tragédia que vira relato, do relato que vira lenda, da lenda que continua interferindo nos vivos. O assombro como cena do cotidiano.</p>



<p>A vida familiar, em Andréa, não precisa abandonar a realidade para ficar assombrada. Basta que alguém conte uma história mais uma vez. Basta que o passado não aceite morrer direito. Em texto sobre os bastidores de “Os Malaquias”, a autora usou a imagem do andaime e da parede para falar do processo de escrita. A imagem serve também para seus livros. Escrever é descobrir o que sustenta e o que apenas ajudou a erguer.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conto-poesia-e-infancia">Conto, poesia e infância</h2>



<p>Cíntia Moscovich leva o texto para o conto. Não como apêndice do romance. Como forma própria. Em “Essa Coisa Brilhante que É a Chuva”, ela escreve sobre famílias, comida, ciúme, doença, velhice, humor, morte e memória judaica sem transformar o cotidiano em miniatura delicada. O conto, com ela, depende de corte e subtexto. Uma refeição carrega ressentimento. Uma visita muda de temperatura. Uma frase chega tarde e estraga a sala. Além dos livros, Cíntia tem outro peso no campo literário. Formou e orientou escritores em oficinas de criação, como a “Oficina do Subtexto”, voltada à escrita ficcional e ao conto moderno. Parte de sua importância está aí também, nesse trabalho menos visível de formar olhar, ouvido e paciência para a narrativa.</p>



<p>Se Cíntia Moscovich lembra que o romance não manda sozinho, Ana Martins Marques leva essa ideia um pouco adiante. A poesia também participa dessa tomada de centro, embora faça menos barulho. Em livros como “O Livro das Semelhanças” e “Risque Esta Palavra”, ela parte de objetos comuns: uma carta, uma mala, uma xícara, um quarto, uma viagem, uma ausência. Nada aparece como enfeite. O poema olha de novo para aquilo que parecia pequeno. O pensamento não vem depois da imagem. Está ali, no objeto, na palavra deslocada, no intervalo entre duas pessoas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Cintia-Moscovich-e-Andrea-del-Fuego-1036x594-1778003730.webp" alt="Andréa del Fuego e Cíntia Moscovich" class="wp-image-159853"/><figcaption class="wp-element-caption">Andréa del Fuego e Cíntia Moscovich ampliam o campo da ficção ao trabalhar família, assombro, conto, subtexto e memória sem reduzir o cotidiano a delicadeza</figcaption></figure>



<p>O cotidiano não é pobre. Às vezes só foi olhado depressa demais. Há livros que precisam provar que existem. Os poemas de Ana Martins Marques fazem outro percurso. Diminuem o volume até que o leitor escute melhor.</p>



<p>Mariana Salomão Carrara escreve de perto a infância, o abandono e a vulnerabilidade. Seus livros se aproximam de crianças, velhos, famílias quebradas, instituições e desamparos sem transformar a fragilidade em cartaz. A infância, ali, não é jardim perdido. É o lugar onde o mundo adulto deixa marcas antes que exista vocabulário para entendê-las. Há uma violência específica em depender de quem não sabe cuidar. Em esperar uma ordem que não virá. Em ser atingido por decisões tomadas acima da própria cabeça.</p>



<p>Mariana escreve perto desse desamparo, mas não o transforma em vitrine moral. Suas crianças não aparecem para facilitar a comoção. Existem num mundo que já falhou antes de lhes oferecer explicação. Em “A Árvore Mais Sozinha do Mundo”, a vida no campo, o trabalho com a terra e a convivência familiar entram sem cartão-postal. O campo não é o descanso da cidade. É outra forma de pressão e existência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-une-trajetorias-tao-diferentes">O que une trajetórias tão diferentes</h2>



<p>O risco de qualquer recorte é parecer definitivo. “Geração de escritoras” é uma expressão útil, mas junta trajetórias muito diferentes. Cíntia Moscovich e Adriana Lisboa vêm de percursos mais longos. Carla Madeira encontrou um público de outra escala. Ana Martins Marques trabalha numa zona mais silenciosa. Natalia Timerman escreve perto da medicina, das instituições e do sofrimento psíquico. Tatiana Salem Levy traz exílio, corpo e memória familiar. Giovana Madalosso lê a casa urbana pelo trabalho e pela maternidade. Andréa del Fuego torce o real pela fábula. Marcela Dantés escreve a morte em voz baixa. Mariana Salomão Carrara se aproxima dos vulneráveis sem transformá-los em símbolo. A força do conjunto está justamente no que ele não consegue uniformizar.</p>



<p>Há ausências. Dez nomes não dão conta da literatura brasileira escrita por mulheres. Ficam de fora autoras negras, indígenas, periféricas, poetas da cena oral, contistas de editoras pequenas, escritoras que chegam com mais dificuldade às livrarias caras, nomes que não aparecem nos suplementos culturais com a mesma frequência, vozes que publicam sem a proteção dos grandes catálogos. Dizer que escritoras tomaram o centro não significa dizer que esse espaço ficou justo. Ele continua filtrando raça, sotaque, endereço, editora, rede de contato, dinheiro, tempo livre. Ainda se chama de universal, com mais facilidade, o que vem de certos endereços.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Mariana-Salomao-Carrara-e-Ana-Martins-Marques--1036x594-1778003791.webp" alt="Mariana Salomão Carrara e Ana Martins Marques " class="wp-image-159854"/><figcaption class="wp-element-caption">Mariana Salomão Carrara e Ana Martins Marques olham para objetos, infância, abandono e vulnerabilidade, fazendo do pequeno uma forma de revelar o mundo</figcaption></figure>



<p>O mercado aprende rápido. Quando percebe que escritoras vendem, também aprende a empacotá-las. “Literatura de mulheres” pode ajudar uma leitora a encontrar um livro, mas pode jogar autoras muito diferentes na mesma prateleira mental. A cultura digital faz parecido. Um romance vira clima. Um poema vira card. Uma escritora vira nome bonito no feed. Ainda assim, não dá para desprezar esse caminho. Um leitor pode chegar à Adriana Lisboa por uma frase fotografada, à Natalia Timerman por um vídeo apressado, à Ana Martins Marques por um poema solto. O começo pode ser pobre. A leitura, quando acontece, não precisa ser.</p>



<p>Quem despreza as redes costuma esquecer que leitor apressado nem sempre é leitor frívolo. Às vezes é só alguém sem tempo. Gente que lê no ônibus, no intervalo, antes de dormir, com o celular ao lado e a casa chamando. Uma recomendação ruim não arruína necessariamente a leitura. O problema começa quando o livro vira enfeite de identidade, senha de pertencimento, prova pública de sensibilidade. E isso não nasceu na internet. A universidade também sabe transformar livro em território cercado. Há autores com donos, obras com porteiro, interpretações autorizadas antes da leitura. A crítica importa, o estudo importa, a sala de aula importa. Mas a literatura não pode depender de carimbo para existir. Quando um livro só pode ser lido do jeito certo, por gente certa, no vocabulário certo, alguma coisa ali já foi domesticada e catequizada.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-brasil-visto-de-perto">O Brasil visto de perto</h2>



<p>O que essas escritoras têm em comum não é uma pauta. É o modo como forçam a literatura a olhar para lugares que ela sempre tratou como menores. A desigualdade aparece entre patroa e babá. A história se mostra num sobrenome, numa chave, numa língua herdada. A política aparece no cuidado. A violência atravessa o quarto. A morte ocupa uma cadeira vazia no almoço. O exílio cabe na pronúncia de uma palavra. A poesia começa num objeto banal e termina mexendo na respiração de quem lê.</p>



<p>A literatura brasileira se acostumou a reconhecer o Brasil quando ele vinha com sinais grandes: território, povo, violência pública, miséria visível, épico, história nacional. Essas autoras não abandonam essas matérias. Puxam tudo para mais perto da pele. O Brasil aparece na cama do casal, na criança que depende de adultos instáveis, no hospital, na cozinha, no apartamento, na cidade estrangeira, no corpo violentado, na mãe que imagina outra vida, na velha história de família, no poema que olha para uma mesa e percebe que nenhuma mesa é apenas mesa.</p>



<p>Clarice Lispector já havia feito de uma cozinha, em “A Paixão Segundo G.H.”, um lugar de vertigem. Lygia Fagundes Telles, em “As Meninas”, aproximou juventude, política e desejo sem transformar nenhum deles em tese. Carolina Maria de Jesus fez do diário uma forma de presença. Essas obras não estavam à margem. O que mudou foi a maneira de ler o conjunto. Hoje parece mais difícil tratar escritoras brasileiras como aparições isoladas.</p>



<p>Em “O Leopardo”, Lampedusa pôs na boca de Tancredi a frase que atravessou o século: “Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude.” A literatura brasileira mudou bastante para que a cena de Goiânia ainda pareça familiar. As mulheres passaram a ocupar a parte mais viva da conversa. Ainda assim, uma escritora reconhecida pode precisar trocar o almoço por trabalho. A obra anda. A conta chega.</p>



<p>A mesa da livraria continua sem solenidade. Alguém ajeita uma pilha para que os livros não caiam. Uma capa fica escondida atrás de outra. Um volume vai para a vitrine, depois volta para a estante, depois some. Há etiqueta de preço, poeira fina, luz branca, sacola de papel, dedos abrindo páginas sem compromisso. Uma leitora pega um livro, devolve, pega outro. Um romance vai para casa e talvez não volte de um empréstimo. Um poema é copiado num caderno. Uma frase passa de uma pessoa a outra, já um pouco deformada. A literatura brasileira contemporânea não esperou que lhe concedessem um centro novo. Foi empurrando o peso dos livros, um por um, entre almoços recusados e páginas escritas na marra, até que a sala antiga já não desse conta de tanta coisa fora do lugar.</p>



<p>Fonte: Bula Conteúdo </p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/">A geração de escritoras brasileiras que tomou o centro da literatura</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Juliette vem a Salvador para participar de concerto de São João da OSBA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:34:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cantora&#160;Juliette Freire&#160;será uma das atrações do&#160;São João Sinfônico da OSBA, concerto especial da orquestra que celebra as festas juninas. Marcado para o&#160;dia 6 de junho, às 19h, na&#160;Concha Acústica do TCA, o espetáculo terá regência do maestro&#160;Carlos Prazeres. Conforme apuração do&#160;Alô Alô Bahia, a expectativa é que a participação da cantora seja confirmada oficialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cantora&nbsp;<strong>Juliette Freire</strong>&nbsp;será uma das atrações do&nbsp;<strong>São João Sinfônico da OSBA</strong>, concerto especial da orquestra que celebra as festas juninas. Marcado para o&nbsp;<strong>dia 6 de junho</strong>, às 19h, na&nbsp;<strong>Concha Acústica do TCA</strong>, o espetáculo terá regência do maestro&nbsp;<strong>Carlos Prazeres</strong>.</p>



<p>Conforme apuração do&nbsp;<strong>Alô Alô Bahia</strong>, a expectativa é que a participação da cantora seja confirmada oficialmente em breve pela OSBA, que ainda deve divulgar outras atrações do tradicional concerto junino.</p>



<p>A participação da artista acontece semanas após Juliette gravar um especial de São João no programa Altas Horas, da TV Globo, onde&nbsp;<strong>se apresentou ao lado de uma orquestra</strong>&nbsp;e interpretou uma versão do clássico<strong>&nbsp;“Ai Que Saudade d’Ocê”</strong>, eternizado na voz de&nbsp;<strong>Elba Ramalho</strong>.</p>



<p>A novidade também surge meses após Juliette anunciar uma pausa na carreira musical, motivada por se sentir pressionada pelo mercado.&nbsp;<strong>“Eu amo música. Tenho uma paixão por música. Ela me traduz muito. Mas a música estava virando obrigação e não amor”</strong>, afirmou na ocasião.</p>



<p>Fonte: Alô alô Bahia /  Foto: Reprodução/Instagram</p>



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<iframe title="OS EFEITOS DA MUDANÇA CLIMÁTICA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/b_CiIReHsQk?start=5522&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>“A Menina Que Roubava Lixo” retorna ao Teatro Módulo com fantasia, música e reflexão sobre meio ambiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[“A Menina Que Roubava Lixo”]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espetáculo infantil mistura imaginação e consciência ambiental em três sessões especiais no mês de maio Uma menina-boneca que ganha vida, personagens fantásticos, músicas envolventes e uma importante reflexão sobre o cuidado com o planeta. Essa é a proposta do espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”, que retorna ao Teatro Módulo para curta temporada, nos dias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Espetáculo infantil mistura imaginação e consciência ambiental em três sessões especiais no mês de maio</em></p>



<p>Uma menina-boneca que ganha vida, personagens fantásticos, músicas envolventes e uma importante reflexão sobre o cuidado com o planeta. Essa é a proposta do espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”, que retorna ao Teatro Módulo para curta temporada, nos dias 17, 24 e 31 de maio, sempre aos domingos, às 11h.</p>



<p>Voltada para crianças, jovens e adultos, a montagem aposta em uma narrativa lúdica, para tratar, de forma leve e sensível, a relação das pessoas com o lixo e com o meio ambiente. A peça acompanha Luna, uma menina-boneca que é reaproveitada e restaurada por um catador de latas. Ao ganhar vida, ela passa a observar a cidade com curiosidade e estranhamento, tentando entender por que há tanto lixo espalhado pelas ruas.</p>



<p><strong>Espetáculo-fantasia</strong></p>



<p>Com texto e direção de Tobé Velloso, encenador e diretor do Polo de Atores &amp; Dramaturgia, o espetáculo une fantasia, ciência e educação ambiental em uma experiência teatral que dialoga com toda a família. Entre florestas encantadas, árvores falantes, criaturas mágicas e personagens curiosos, a trama constrói uma jornada marcada pela imaginação e pela conscientização.</p>



<p>No palco, a jovem atriz Sophia Santos interpreta Luna, protagonista da estória. Em sua caminhada, ela encontra figuras marcantes como Ícaro Sol, poeta e vendedor de jornais; Sêu Zela, o varredor de ruas; Zé D’Água e a promoção “40 Graus”; além da própria Amazônia, que surge como personagem trazendo ensinamentos importantes sobre preservação ambiental.</p>



<p>Mas nem tudo é encanto. Do outro lado da história aparece a temida Xabrú, acompanhada de seu fiel ajudante Espalha-Lixo, responsável por espalhar sujeira e provocar confusão. Entre o bem e o mal, o espetáculo conduz o público a um desfecho surpreendente e emocionante. Participações especiais de Levi Teixeira e Isabela Reis.</p>



<p>Para reforçar o vibrante elenco, vem o notável e premiado ator Renato Lima, como Xabrú, trazendo uma atuação marcante, no papel da vilã e a jovem estreante, de apenas 11 anos, Maria Roza Gok, estreando os palcos profissionais, como o divertido Corvito. Nomes que vêm para engrandecer um elenco tarimbado e dinâmico.</p>



<p>Com linguagem acessível, humor, música e elementos visuais que estimulam a imaginação, “A Menina Que Roubava Lixo” transforma o teatro em um convite à reflexão sobre sustentabilidade, cidadania e responsabilidade coletiva.</p>



<p><strong><em>Ficha Técnica</em></strong></p>



<p><strong>Elenco</strong>: Sophia Santos, Renato Lima, Heverton Cavalcante, Ilana Melo, Maria Roza Gok e Sebastian Hasselmann</p>



<p><strong>Texto e direção</strong>: Tobé Velloso</p>



<p><strong>Iluminação</strong>: Murilo Ramos</p>



<p><strong>Figurino e maquiagem</strong>: Maria Figueiredo e Vilma Leal</p>



<p><strong>Cenário</strong>: César Filho</p>



<p><strong>Trilha sonora</strong>: Rogério Grillo</p>



<p><strong><u>SERVIÇO</u></strong></p>



<p><strong>O Quê</strong>: espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”</p>



<p><strong>Quando</strong>: 17, 24 e 31 de maio, aos domingos, às 11h</p>



<p><strong>Onde</strong>: Teatro Módulo, anexo ao Colégio Módulo, na Pituba</p>



<p><strong>Quanto</strong>: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)</p>



<p>Classificação: Livre</p>



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<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/">“A Menina Que Roubava Lixo” retorna ao Teatro Módulo com fantasia, música e reflexão sobre meio ambiente</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Cristão pode fazer terapia? Por que relação entre fé evangélica e a psicologia é tão polêmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 18:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[fé evangélica]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um vídeo com milhares de visualizações no YouTube, o pastor Rodrigo Mocellin diz que a&#160;psicologia&#160;está &#8220;contra o&#160;cristianismo&#8220;, e não ao lado. &#8220;Estão no mesmo campo de batalha, mas batalhando um contra o outro&#8221;, argumenta o líder da Igreja Resgatar, que tem quase 640 mil seguidores na plataforma de vídeos. &#8220;É óbvio que a fé [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li>Edison Veiga</li>



<li>De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil</li>
</ul>



<p>Em um vídeo com milhares de visualizações no YouTube, o pastor Rodrigo Mocellin diz que a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c95y3544238t">psicologia</a>&nbsp;está &#8220;contra o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c5qvpqyw7p7t">cristianismo</a>&#8220;, e não ao lado.</p>



<p>&#8220;Estão no mesmo campo de batalha, mas batalhando um contra o outro&#8221;, argumenta o líder da Igreja Resgatar, que tem quase 640 mil seguidores na plataforma de vídeos.</p>



<p>&#8220;É óbvio que a fé cristã não pode ter parceria com a psicologia. São como água e óleo. Não tem como andar junto.&#8221;</p>



<p>Em outro vídeo, César Augusto, pastor da Igreja Apostólica Fonte da Vida, diz que as pessoas &#8220;podem frequentar psicólogo ou seja lá o que for&#8221;.</p>



<p>Mas recomenda aos quase 200 mil seguidores ali: &#8220;Já experimentou ter o momento de uma consulta com o maior psicólogo do mundo, que é Jesus?&#8221;.</p>



<p>Em post publicado em seu canal, o bispo Walter McAlister, da Igreja Cristã Nova Vida, até reconhece que&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0xjp95vqzyo">&#8220;a psicologia tem ajudado muito o ser humano</a>&#8220;. Mas faz uma ressalva.</p>



<p>&#8220;Recomendaria que [o cristão] consultasse um psicólogo que também fosse cristão. Porque esses conflitos não resolvidos não podem ser fundamentados apenas em comportamento, traumas de infância ou desejos enrustidos. Alguns são de ordem espiritual.&#8221;</p>



<p>Pastor evangélico, o senador Magno Malta (PL-ES) é autor de uma proposta, atualmente em consulta pública, para instituir no Senado uma Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos.</p>



<p>Um dos pontos de seu projeto é que seja instaurada uma mobilização para que sejam combatidas o que ele chama de &#8220;medidas normativas que imponham restrições desproporcionais ao exercício profissional em razão de convicções religiosas&#8221;.</p>



<p>O Conselho Federal de Psicologia diz que acompanha os debates sobre fé e a prática profissional e afirma ter um compromisso com o respeito à diversidade de crenças e convicções.</p>



<p>Mas ressalta que nenhum profissional da área deve se apresentar como &#8220;psicólogo cristão&#8221; para não &#8220;levar à crença equivocada de que a prática é exclusivista ou baseada em dogmas, o que contraria a universalidade e a laicidade da ciência psicológica&#8221;.</p>



<p>A&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce3nxwk95l3o">relação entre cristianismo e psicologia</a>&nbsp;sempre teve suas arestas. Para especialistas, a dificuldade desse diálogo nasce justamente da concorrência do objeto tratado por ambas as searas: a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-55507302">psiquê ou a alma humana</a>.</p>



<p>O título do vídeo do pastor Mocellin é emblemático: &#8220;Psicologia e fé cristã: irreconciliáveis&#8221;. Ele é taxativo. Diz que a psicologia é &#8220;o homem dizendo que não precisamos da Bíblia&#8221; e que essa ciência não passa de &#8220;doutrina de demônios&#8221;.</p>



<p>&#8220;A Bíblia diz que ansiedade é pecado. A psicologia diz que é transtorno&#8221;, argumenta.</p>



<p>&#8220;Só a Bíblia pode desnudar a alma humana. [O pai da psicanálise, Sigmund] Freud se considerava aquele sujeito que veio para desvendar a alma humana.&#8221;</p>



<p>Autor do recém-lançado livro&nbsp;<em>Cristianismo Leve</em>&nbsp;e pastor na Igreja Batista Filadélfia, o teólogo Pedro Pamplona entende que terapias psicológica ou psicanalítica podem ser complementares ao&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxe3pgjzj3no">trabalho espiritual</a>&nbsp;no cuidado com a mente humana.</p>



<p>Mas, para ele, essa interface tem limites. Ele vê &#8220;incompatibilidades&#8221; entre a atuação do terapeuta e o aconselhamento religioso. &#8220;A Bíblia tem uma antropologia própria, que chamamos de antropologia cristã.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Maneira-própria">Maneira própria</h2>



<p>Pamplona defende que sua religião tem uma forma de entender o ser humano e suas questões que foi dada por uma revelação de Deus.</p>



<p>&#8220;Essa antropologia cristã influencia o modo como cuidamos das pessoas, como entendemos seus propósitos de vida, o efeito do pecado em suas vidas e como lidamos com a diversidade de seus pensamentos, emoções e questões&#8221;, explica o pastor.</p>



<p>As diferentes psicoterapias abordam o ser humano a partir de uma perspectiva conflitante com o que determina sua fé, diz ele.</p>



<p>&#8220;Essas antropologias podem ser bem distintas da antropologia cristã e, por isso, a abordagem clínica pode ser tornar incompatível com a fé cristã&#8221;, pondera.</p>



<p>&#8220;Visões diferentes nas antropologias geram fundamentos éticos e valores de vida diferentes. O psicólogo não deve fazer proselitismo religioso em seu ambiente de trabalho, mas, mesmo sem essa prática, ele pode ir contra o padrão de vida que a Bíblia orienta para seus seguidores.&#8221;</p>



<p>É uma questão permeada por valores. O pastor lembra que muitas vezes aquilo que é &#8220;normal ou natural&#8221; para a psicologia, é &#8220;pecado&#8221; para os religiosos.</p>



<p>Então, ele argumenta que o profissional da psicologia pode acabar &#8220;incentivando&#8221; o paciente &#8220;a fazer coisas que a Bíblia proíbe&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e17c/live/1a832130-489e-11f1-9d2b-c9f441ed383e.jpg.webp" alt="Pessoa rezando"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>Para a psicóloga e psicanalista Beatriz Breves, autora do livro&nbsp;<em>Eu Fractal &#8211; Conheça-te a Ti Mesmo</em>, não deveria haver motivos para essa dificuldade de conciliação.</p>



<p>&#8220;A psicoterapia é um processo de ampliação de autoconhecimento. Quando a pessoa está segura em sua fé religiosa, não há incompatibilidade, ou seja, a psicoterapia não interfere na fé, nem a fé impede o processo terapêutico&#8221;, diz Breves.</p>



<p>&#8220;A verdadeira incompatibilidade surge quando a pessoa não dispõe de abertura para se implicar no próprio processo, o que não tem relação com religião, mas com a disponibilidade interna necessária para que a terapia aconteça.&#8221;</p>



<p>Embora o processo terapêutico leve a pessoa a confrontar seus valores, isso não cria incompatibilidade, defende a psicóloga.</p>



<p>&#8220;A fé não impede o questionamento, pelo contrário. Quando alguém pode interrogar a própria fé e, ainda assim, reconhecer que ela permanece, a fé se fortalece&#8221;, diz Breves.</p>



<p>&#8220;O questionamento não a enfraquece, a torna mais consciente. E é justamente nesse movimento que o equilíbrio se torna possível.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Cristão-pode-fazer-terapia">Cristão pode fazer terapia?</h2>



<p>Para o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a dificuldade de conciliação entre psicologia e religião está em uma suposta concorrência entre ambos.</p>



<p>&#8220;Os líderes religiosos que querem combater a psicanálise e a Psicologia estão lutando por uma reserva de mercado. Eles querem ter o direito de ser os conselheiros espirituais dessas pessoas. Para isso, demonizam a psicologia.&#8221;</p>



<p>Moraes pontua que essa leitura é comum a segmentos teológicos fundamentalistas, quando o pastor tende a orientar que a solução para qualquer problema &#8220;está na Bíblia&#8221;.</p>



<p>&#8220;Eles transformaram a Bíblia em um livro mágico. E a Bíblia não é isso. Mas isso funciona no campo subjetivo para eles&#8221;, critica o teólogo.</p>



<p>&#8220;Há esferas de atuação. Padres e pastores podem continuar orientando seus fiéis, mas isso é em aliança, sem nenhuma incompatibilidade com outras formas de tratamento. Deve se desejar a melhora do fiel.&#8221;</p>



<p>O pastor Pamplona não concorda com religiosos que dizem que &#8220;cristão não deve fazer terapia&#8221;, embora reconheça que seja uma visão que esteja &#8220;ganhando adeptos&#8221; ultimamente.</p>



<p>Para ele, esse tipo de pregação revela &#8220;ignorância geral sobre o tema da saúde mental&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/3d1d/live/21725650-489e-11f1-9d2b-c9f441ed383e.jpg.webp" alt="Dedo de pessoa em cima de trecho da Bíblia"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>O religioso explica que a confusão se dá por conta de uma doutrina cristã chamada de &#8220;suficiência das Escrituras&#8221;.</p>



<p>Tal entendimento advoga que a Bíblia seria suficiente para lidar com tudo o que tange ao ser humano.</p>



<p>Pamplona acredita que a interpretação correta é que o livro sagrado resolve tudo o que é &#8220;suficiente para a salvação&#8221; do ser humano, mas não os problemas desses em sua totalidade.</p>



<p>&#8220;É claro que a Bíblia tem princípios que norteiam toda nossa vida, mas, quando precisamos de ajuda profissional especializada, procuramos por médicos, dentistas, psicólogos ou qualquer outro profissional&#8221;, diz o pastor.</p>



<p>&#8220;Portanto, fazer uso da psicologia ou da medicina não significa ser contra a suficiência das escrituras, pois a Bíblia nunca se propôs a ser um manual médico ou de psicologia. Novamente, essas coisas podem se complementar.&#8221;</p>



<p>Há um efeito colateral desse entendimento restritivo, afirma o pastor. Muitos cristãos que precisam recorrer a tratamentos psicoterapêuticos acabam se sentindo culpados por fazerem isto. De certa forma, isso deixa seu fardo ainda maior.</p>



<p>A escritora Magali Leoto, integrante da associação Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, diz que a crença de quem professa essa fé não pode fazer terapia é compartilhada por alguns grupos religiosos.</p>



<p>&#8220;Mas é importante entender que psicologia é uma ciência e tem critérios técnicos para embasar suas práticas e conclusões&#8221;, afirma Leoto, que é missionária na Igreja Batista de Água Branca e na Igreja Batista Memorial de Alphaville.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Terapeutas-cristãos">Terapeutas cristãos</h2>



<p>Na psicologia, há um vasto campo daqueles que são assumidamente cristãos.</p>



<p>Professor na Faculdade São Basílio Magno, o psicólogo Pierre Patrick Pires é fundador da empresa Atos 20, uma consultoria de psicologia especializada em tratar saúde mental em contextos religiosos, especialmente no meio católico.</p>



<p>Para ele, psicologia e fé precisam ser compreendidas &#8220;como campos distintos, mas não opostos&#8221;. A primeira seria uma ciência voltada a um compromisso ético e ao cuidado da saúde mental. Já a outra está interessada no sentido da vida e na espiritualidade.</p>



<p>&#8220;A psicologia não precisa negar a fé para ser científica. Nem a fé precisa negar a psicologia para ser autêntica&#8221;, resume Pires.</p>



<p>Na visão dele, a psicoterapia precisa &#8220;acolher&#8221; a religiosidade do paciente &#8220;como parte de sua história e identidade&#8221;. Sem induzi-la. Aí reside um &#8220;diálogo ético no processo clínico&#8221;.</p>



<p>&#8220;As incompatibilidades surgem quando há confusão das funções. A psicologia deixa de ser ética quando ela tenta substituir a religião e impor valores morais e doutrinários&#8221;, diz Pires.</p>



<p>&#8220;Da mesma forma, a fé se fragiliza quando tenta negar a subjetividade humana, o sofrimento psíquico, os processos mentais, e substituir o cuidado psicológico com respostas exclusivamente espirituais.&#8221;</p>



<p>O psicólogo diz que um discurso que demoniza a psicologia &#8220;é preocupante&#8221;, porque pode &#8220;gerar culpa, silenciamento no sofrimento psíquico e atraso para buscar uma ajuda profissional diante da necessidade&#8221;.</p>



<p>Por conta disso, muitos acabam encarando o sofrimento psicológico como &#8220;fracasso espiritual&#8221;, explica Pires.</p>



<p>Em sua dissertação de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a psicóloga Andréia Aparecida de Melo Coliath concluiu que, em geral, pessoas cristãs preferem profissionais de psicologia também cristãos.</p>



<p>Compartilhar do mesmo universo de referências conferiria uma maior garantia de respeito por suas experiências religiosas, suas crenças e os significados que isso tudo tem para sua existência.</p>



<p>Pires não acha relevante que um cristão procure um profissional que seja necessariamente também cristão.</p>



<p>&#8220;O critério deve ser a formação, a competência técnica e o compromisso ético desse profissional. Sendo cristão ou não, um psicólogo tem o compromisso de respeitar a singularidade de cada paciente.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/45e9/live/2d7a79f0-489e-11f1-9d2b-c9f441ed383e.jpg.webp" alt="Padres rezando "/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>O pastor Mérlinton de Oliveira é psicólogo e teólogo e tem visão semelhante. &#8220;Se um cristão encontra um profissional assim, ético, mesmo não sendo também um cristão como ele, será bem acolhido em sua pessoalidade&#8221;, analisa Oliveira.</p>



<p>Para Oliveira, a terapia &#8220;é compatível com as experiências espirituais e religiosas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Uma condição psicoemocional saudável e equilibrada é essencial para a devida experiência religiosa saudável, bem como uma experiência saudável é uma prática que colabora com um bem-estar psicoemocional&#8221;, diz Oliveira, que é professor na Faculdade Adventista do Paraná,</p>



<p>Cada prática tem seus próprios métodos, ressalta o pastor. &#8220;Enquanto a prática religiosa é exercida sob a perspectiva da fé, dos ritos sacros, da relação transcendental, do uso de escritos sagrados, entre outras, a prática terapêutica se dá sob a perspectiva das técnicas científicas, do uso de instrumentos elaborados e validados humanamente, de elaborações teóricas desenvolvidas ao longo do tempo, entre outras.&#8221;</p>



<p>Ele defende que a psicologia e a fé são complementares. &#8220;Contudo, é necessário ter prudência para que uma prática não diminua a importância da outra, afinal, embora possam ter metodologias próprias, ao final ambas atuam visando a um objeto em comum, o ser humano&#8221;, afirma Oliveira.</p>



<p>Ele lembra que, em um encontro terapêutico, se houver formas distintas de ver a vida e o mundo, o código de ética da profissão ensina que &#8220;o terapeuta deve respeitar a realidade do seu cliente&#8221;. Para ele, isso &#8220;deveria tranquilizar um cristão ao buscar esse profissional&#8221;.</p>



<p>A psicóloga e missionária Leoto afirma que ela e seus colegas &#8220;têm enfrentado&#8221; dificuldades dentro da sua profissão. Ela comenta que a relação com o Conselho Federal de Psicologia e os profissionais cristãos é de &#8220;um equilíbrio institucional&#8221;.</p>



<p>&#8220;Mas algumas controvérsias têm acontecido. Em alguns momentos, as normas dos conselho podem ser interpretadas como limitadoras&#8221;, diz Leoto.</p>



<p>Por exemplo, temos como regra que não podemos manifestar publicamente nossa fé em redes sociais. Se eu mostrar que sou uma psicóloga cristã, alguém pode me denunciar.&#8221;</p>



<p>Mas, na prática, ela vê mais convergência do que divergência entre uma coisa e outra.</p>



<p>&#8220;Tanto a psicologia quanto a fé bíblica se encontram em alguns sentidos e alguns movimentos e algumas interfaces&#8221;, argumenta Leoto.</p>



<p>Para ela, se a psicologia &#8220;está em busca do sentido e da compreensão do ser humano&#8221; e &#8220;Deus é quem criou o ser humano e conhece todo o potencial do ser humano&#8221;, esta intersecção é inevitável. &#8220;A psicologia não descobriu a roda&#8221;, comenta.</p>



<p>&#8220;Muito do que eu aprendi na faculdade, muitos conceitos, já estavam na Bíblia. E aparecem no meu dia a dia, na prática da terapia&#8221;, diz ela, pontuando que tanto a Psicologia quanto a fé &#8220;trazem esperança e caminhos, inclusive metodológicos, para a restauração e a ressignificação de conflitos e problemas&#8221;.</p>



<p>Ela defende ser preciso cuidado para que o atendimento não seja enviesado. &#8220;Ética bíblica e ética psicológica se complementam, mas não podem se confundir&#8221;, afirma.</p>



<p>A psicóloga e missionária Leoto entende que, na hora de lidar com um paciente angustiado, por exemplo, a abordagem precisa entendê-lo &#8220;como um ser espiritual&#8221;. Este é seu ponto de partida.</p>



<p>Ela recorre a um conceito conhecido como metanoia para exemplificar isso. O termo, de origem grega, significa uma mudança radical de mentalidade. Leoto lembra que é uma questão bíblica — no sentido de conversão, de arrependimento, etc. — e também um processo abordado na terapia, quando se promove a reorganização e a ressignificação.</p>



<p>&#8220;O próprio evangelho já é uma metanoia&#8221;, afirma ela, frisando que Jesus trouxe, a quem acredita, uma nova narrativa de salvação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="De-cristão-para-cristão">De cristão para cristão</h2>



<p>A recomendação do bispo Walter McAlister de que um cristão procure um terapeuta cristão é muito comum.</p>



<p>Pamplona, por exemplo, diz que &#8220;entende esse conselho&#8221; e gosta dele. &#8220;O cristão se sente mais seguro em ter outro cristão como terapeuta por acreditar que será mais fácil ter o mesmo tipo de antropologia e de não ouvir ideias e orientações contrárias à sua fé&#8221;, argumenta.</p>



<p>&#8220;Preciso dizer que hoje em dia há muitos psicólogos anticristãos, que falam contra a fé e até mesmo colocam a culpa da falta de saúde mental na religião&#8221;, critica ele.</p>



<p>&#8220;Há muitas ideias estranhas e não profissionais circulando em ambientes da psicoterapia. Eu mesmo gostaria de ter um psicólogo evangélico. Me sentiria mais seguro para tratar da minha vida e de coisas íntimas da minha vida.&#8221;</p>



<p>Mas ele acredita que um bom psicólogo, mesmo não sendo cristão ou evangélico, saberá criar um ambiente seguro e guiar a terapia de forma equilibrada com um paciente cristão.</p>



<p>&#8220;Por isso meu conselho principal não é o psicólogo cristão, mas sim um bom psicólogo de confiança. Se ele for cristão, acho melhor, mas não como uma regra que não pode ser quebrada.&#8221;</p>



<p>Leoto entende que o tema &#8220;merece análise cuidadosa&#8221;, embora &#8220;limite a escolha&#8221;. &#8220;A crença religiosa não é necessária para o processo de terapia&#8221;, diz ela.</p>



<p>&#8220;Um terapeuta que não é cristão vai respeitar e integrar a fé do paciente em suas sessões, assim como quem é cristão precisa respeitar quem não é.&#8221;</p>



<p>Por outro lado, a psicóloga e missionária entende que uma base religiosa comum seja aliada na hora de debater os &#8220;pilares morais, éticos e valores pessoais no contexto de um set terapêutico&#8221;.</p>



<p>&#8220;A psicoterapia é espaço seguro para que o paciente possa explorar suas crenças, fazer reflexões e reavaliar suas posições sobre temas que o façam sofrer, que são desafiadores. Por exemplo, o aborto.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/cbe3/live/3adf6e70-489e-11f1-9d2b-c9f441ed383e.jpg.webp" alt="Psicóloga com paciente"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br><br></figcaption></figure>



<p>Ela explica que um paciente que &#8220;vem para a terapia&#8221; com sentimentos conflitantes sobre tal tema, em geral parte dos valores e crenças religiosas.</p>



<p>&#8220;A psicoterapia também ajuda o paciente a refletir e discutir como as doutrinas religiosas influenciam suas opiniões e decisões&#8221;, acrescenta.</p>



<p>Conciliar religião e psicologia é uma seara que parece tênue, uma vez que, em um ambiente terapêutico em geral, o paciente se confronta com seus pilares morais, éticos e valores que muitas vezes se misturam com fé.</p>



<p>&#8220;Por isso, a relação entre a fé cristã e as psicoterapias não é tão simples&#8221;, comenta.</p>



<p>&#8220;É por isso que nossa resposta não pode ser &#8216;não pode&#8217; ou &#8216;pode tudo&#8217;. Por outro lado, equilibrar é possível. Todo cristão precisa aprender os fundamentos de sua fé.&#8221;</p>



<p>Ele defende que os evangélicos tenham um &#8220;filtro bíblico&#8221; na hora de escolher terapia e terapeuta.</p>



<p>&#8220;E esse filtro vem pelo conhecimento que temos da Bíblia. Como a Bíblia entende o homem, sua condição de pecado, seu propósito de vida, sua salvação, sua esperança, seu chamado para ser como Jesus. Como a Bíblia fala da mente? Quais valores guiam a vida cristã?&#8221;, afirma.</p>



<p>&#8220;Quando o cristão conhece a sua própria fé, ele está mais apto para procurar por ajuda psicológica de maneira mais equilibrada.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Conselho-de-Psicologia-não-reconhece-o-termo-psicólogo-cristão">Conselho de Psicologia não reconhece o termo &#8216;psicólogo cristão&#8217;</h2>



<p>A proposta de uma frente parlamentar no Senado para defender que psicólogos possam exercer sua religiosidade no âmbito profissional argumenta que isso é uma proteção à &#8220;liberdade de consciência, de crença e de manifestação religiosa&#8221;.</p>



<p>Segundo o texto em consulta pública, tal frente parlamentar deveria &#8220;promover o reconhecimento de que a religiosidade constitui dimensão integrante da identidade do indivíduo&#8221;.</p>



<p>A argumentação coloca conselhos profissionais e órgãos reguladores na posição daqueles que restringem &#8220;indevidamente direitos fundamentais&#8221;.</p>



<p>O senador Magno Malta diz no texto da proposta que &#8220;há registros concretos de psicólogos cristãos que vêm sendo notificados por Conselhos Regionais de Psicologia, submetidos à assinatura de termos de ajustamento de conduta e respondendo a processos ético-disciplinares simplesmente por manifestarem sua fé em ambientes pessoais ou de comunicação pública, como redes sociais, biografias profissionais ou participação em atividades religiosas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Em diversos casos, tais procedimentos não decorrem de condutas técnicas inadequadas no exercício da profissão, mas exclusivamente da identificação do profissional como cristão, da exposição de símbolos religiosos ou da expressão de valores pessoais&#8221;, prossegue o senador.</p>



<p>&#8220;Isso evidencia um preocupante desvio de finalidade no uso do poder regulamentar e um cenário de constrangimento institucional que afeta diretamente o livre exercício profissional.&#8221;</p>



<p>O Conselho Federal de Psicologia diz que &#8220;tem acompanhado com atenção os debates públicos que emergem nas redes sociais e em outros meios de comunicação&#8221; que &#8220;tangenciam a relação entre religiosidade, fé e a prática profissional da Psicologia&#8221;.</p>



<p>Sobre os conteúdos que propagam a ideia de que cristãos não deveriam fazer terapia ou não deveriam ter um terapeuta que também não fosse cristão, o conselho diz que &#8220;reitera o compromisso da ciência psicológica com a laicidade do Estado&#8221;.</p>



<p>Além disso, frisa que tem &#8220;compromisso com a promoção de uma prática psicológica que respeite a diversidade de crenças e convicções individuais&#8221;.</p>



<p>Segundo a instituição, o psicólogo deve, em sua atuação &#8220;empregar exclusivamente princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional&#8221;. E, ao fazê-lo, &#8220;devem considerar a laicidade como pressuposto&#8221;.</p>



<p>&#8220;A Psicologia reconhece que a religião e a fé são fenômenos presentes na cultura e que participam da constituição da dimensão subjetiva de cada um. A relação das pessoas com o &#8216;sagrado&#8217; pode e deve ser objeto de escuta e acolhimento pelo profissional, mas, e isso é crucial, nunca imposto aos pacientes&#8221;, argumenta o conselho.</p>



<p>Por fim, afirma que misturar fé com terapia &#8220;revela um desconhecimento sobre a natureza da prática psicológica ética e científica&#8221; e que, por meio de resolução de 2023, são vedadas &#8220;práticas que misturam fé e ciência de forma indevida&#8221;.</p>



<p>Por exemplo, nenhum psicólogo pode se apresentar como &#8220;psicólogo cristão&#8221;, salienta o órgão — que destaca reconhecer especialidades, mas que &#8220;Psicologia cristã não é uma delas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Associar o título profissional a uma vertente religiosa pode levar à crença equivocada de que a prática é exclusivista ou baseada em dogmas, o que contraria a universalidade e a laicidade da ciência psicológica.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Getty Images</p>



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<iframe title="PNAB CICLO 2 E PERSPECTIVA DA CULTURA NO CAMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YCl593o_j0M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cristao-pode-fazer-terapia-por-que-relacao-entre-fe-evangelica-e-a-psicologia-e-tao-polemica/">Cristão pode fazer terapia? Por que relação entre fé evangélica e a psicologia é tão polêmica</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Novos capítulos para autores independentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[autores independentes]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Raiz Livraria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cena literária&#160;baiana ganha novo&#160;capítulo com a parceria entre a&#160;Raiz Livraria&#160;e a Livraria&#160;Escariz, em Salvador. O coletivo de autores independentes passa a promover encontros mensais&#160;na Livraria&#160;Escariz&#160;com a proposta de reunir&#160;escritores e leitores em torno da celebração da literatura, fortalecendo o diálogo e a circulação de obras produzidas na Bahia.&#160;O evento de&#160;estreiaacontece no&#160;próximo dia&#160;05 de maio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cena literária&nbsp;baiana ganha novo&nbsp;capítulo com a parceria entre a&nbsp;<a href="https://raizlivraria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Raiz Livraria</strong></a>&nbsp;e a Livraria&nbsp;Escariz, em Salvador. O coletivo de autores independentes passa a promover encontros mensais&nbsp;na Livraria&nbsp;Escariz&nbsp;com a proposta de reunir&nbsp;escritores e leitores em torno da celebração da literatura, fortalecendo o diálogo e a circulação de obras produzidas na Bahia.&nbsp;O evento de&nbsp;estreiaacontece no&nbsp;próximo dia&nbsp;<strong>05 de maio</strong>, às&nbsp;<strong>18h</strong>, na&nbsp;<strong>Livraria&nbsp;</strong><strong>Escariz</strong><strong>,</strong>&nbsp;Shopping&nbsp;Barra</p>



<p>A proposta inova ao ocupar o térreo da livraria, na chamada Alameda dos Autores Baianos — um espaço dedicado a obras de escritores da terra, aproximando ainda mais o público da produção local e criando uma experiência imersiva no universo literário baiano.&nbsp;“Queremos criar pontes reais entre quem escreve e quem lê.&nbsp;Promover&nbsp;encontros&nbsp;na&nbsp;livraria, especialmente em um espaço que valoriza&nbsp;escritores&nbsp;baianos, é uma forma de reafirmar que a literatura local é viva, potente e merece ser celebrada continuamente”, destaca a idealizadora da Raiz Livraria,&nbsp;Katiana&nbsp;Rigaud.&nbsp;</p>



<p>Hoje mais de cem escritores participam das ações literárias promovidas pela Raiz Livraria.&nbsp;O&nbsp;primeiro&nbsp;evento&nbsp;fruto da parceria com a Livraria&nbsp;Escariz&nbsp;contará com o relançamento do livro&nbsp;<em>A História por trás da História</em>, obra apresentada ao público pela primeira vez no ano passado, na varanda do Teatro&nbsp;Sesi, e que agora retorna em um novo contexto, ampliando seu alcance junto aos leitores.</p>



<p>Fonte: Aldeia Nagô </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÕES 2026:A POLARIZAÇÃO NA POLÍTICA BRASILEIRA CONFIRMADA…." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/oJYguq8dtM8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Balé Teatro Castro Alves lança convocatória pública para pesquisar memórias dos 45 anos da companhia </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Balé]]></category>
		<category><![CDATA[convocatória pública]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Castro Alves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Iniciativa selecionará três artistas-pesquisadores para investigar a trajetória do&#160;BTCA;&#160;Inscrições&#160;vão&#160;até 25 de maio&#160; O Balé Teatro Castro Alves (BTCA) lança o projeto&#160;“Memórias em Movimento”, iniciativa&#160;que se junta às ações&#160;estratégicas&#160;em&#160;comemoração&#160;aos 45 anos da companhia.&#160;O projeto abre&#160;convocatória pública para a seleção de três artistas-pesquisadores(as) interessados em mergulhar&#160;na&#160;história do corpo artístico&#160;do TCA. As inscrições devem ser realizadas através do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Iniciativa selecionará três artistas-pesquisadores para investigar a trajetória do&nbsp;BTCA;&nbsp;Inscrições&nbsp;vão&nbsp;até 25 de maio</em>&nbsp;</p>



<p>O Balé Teatro Castro Alves (BTCA) lança o projeto&nbsp;“Memórias em Movimento”, iniciativa&nbsp;que se junta às ações&nbsp;estratégicas&nbsp;em&nbsp;comemoração&nbsp;aos 45 anos da companhia.&nbsp;O projeto abre&nbsp;convocatória pública para a seleção de três artistas-pesquisadores(as) interessados em mergulhar&nbsp;na&nbsp;história do corpo artístico&nbsp;do TCA. As inscrições devem ser realizadas através do site oficial da Fundação Cultural do Estado da Bahia (<a href="http://www.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.ba.gov.br/</a>fundacaocultural),&nbsp;entre os dias 04 e 25 de maio de 2026.&nbsp;</p>



<p>O projeto surge da necessidade de consolidar as memórias da companhia pública de dança da Bahia&nbsp;por meio de pesquisas artísticas orientadas pelo próprio elenco&nbsp;do BTCA</p>



<p>Durante quatro meses, os selecionados se dedicarão a investigar os processos criativos, as obras, os coreógrafos e os agentes técnicos que construíram a identidade da companhia ao longo de mais de quatro décadas. A seleção será conduzida por uma comissão organizadora, baseada em critérios de originalidade, relevância e impacto das propostas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O projeto “Memórias em Movimento” vai além da catalogação histórica.&nbsp;O objetivo fundamental é que as investigações&nbsp;reverberam na&nbsp;produção artística, gerando&nbsp;coreografias, trabalhos em audiovisual e outras possibilidades. Ao articular criação, formação e difusão cultural, o projeto busca fortalecer a identidade da companhia e ampliar o acesso do público a esse patrimônio imaterial.&nbsp;</p>



<p>Além da convocatória, o projeto prevê o desdobramento das pesquisas em ações futuras, como a criação de espetáculos inéditos inspirados nas memórias coletadas e a elaboração de um catálogo detalhado com todas as obras da companhia. A iniciativa reafirma o papel do BTCA, corpo artístico do Governo do Estado da Bahia, como um agente fundamental na manutenção da excelência artística e na valorização da cultura regional.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Balé Teatro Castro Alves (BTCA)</strong>&nbsp;– Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) é um corpo artístico do Teatro Castro Alves (TCA), vinculado à Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e à Secretaria de Cultura do Governo da Bahia (SecultBA). O BTCA é a primeira companhia pública de dança do Norte-Nordeste e a quinta companhia de dança no Brasil. Referência na dança moderna e contemporânea, o Balé reúne em seu portfólio mais de 100 montagens de importantes coreógrafos.&nbsp;</p>



<p><strong>SERVIÇO:</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>CONVOCATÓRIA PÚBLICA BTCA –&nbsp;MEMÓRIAS EM MOVIMENTO</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>Prazo</strong>:&nbsp;inscrições&nbsp;de 04 a 25 de maio<strong>&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>Inscrições</strong>:&nbsp;Através do site da Fundação Cultural do Estado da Bahia&nbsp;(<a href="http://www.ba.gov.br/fundacaocultural" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.ba.gov.br/fundacaocultural</a>)&nbsp;</p>



<p><strong>Público-alvo</strong>:&nbsp;artistas-pesquisadores&nbsp;<br><strong>Realização:&nbsp;</strong>Balé Teatro Castro Alves (BTCA), Teatro Castro Alves, Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Secretaria de Cultura e Governo do Estado da Bahia.&nbsp;</p>



<p>Fonte: Aldeia Nagô </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PNAB CICLO 2 E PERSPECTIVA DA CULTURA NO CAMPO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YCl593o_j0M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Alpha Blondy é anunciado como atração da República do Reggae 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 21:13:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alpha Blondy]]></category>
		<category><![CDATA[republica do reggae]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/05/2026 &#8211; 17h10 Por&#160;Redação A organização da República do Reggae anunciou o cantor marfinense Alpha Blondy como o segundo nome confirmado para a edição de 2026 do festival, que acontece no dia 28 de novembro, em Salvador. Ícone mundial do gênero, o artista retorna ao evento após participações marcantes. Com mais de quatro décadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/05/2026 &#8211; 17h10</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>A organização da República do Reggae anunciou o cantor marfinense Alpha Blondy como o segundo nome confirmado para a edição de 2026 do festival, que acontece no dia 28 de novembro, em Salvador. Ícone mundial do gênero, o artista retorna ao evento após participações marcantes.</p>



<p>Com mais de quatro décadas de carreira, Alpha Blondy é considerado um dos maiores nomes do reggae internacional, com repertório que atravessa gerações e inclui clássicos como “Jerusalém” e “Cocody Rock”, além de releituras e canções mais recentes. Reconhecido por letras que abordam paz, espiritualidade e questões sociais, o cantor mantém relevância no cenário musical e segue em atividade, com apresentações enérgicas aos mais de 70 anos.</p>



<p>A relação do artista com Salvador é destacada pela própria organização do festival, que aponta a cidade como uma das favoritas do cantor. A edição deste ano promete ainda outras atrações a serem anunciadas, enquanto a venda do primeiro lote de ingressos está prevista para começar no dia 11 de maio, data em que se celebra o Dia Nacional do Reggae.</p>



<p>Siga o<strong>&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/bnhall_/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@bnhall_</a>&nbsp;</strong>no Instagram e fique de olho nas principais notícias.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias/Foto: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/alpha-blondy-e-anunciado-como-atracao-da-republica-do-reggae-2026/">Alpha Blondy é anunciado como atração da República do Reggae 2026</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Wesley Safadão se defende de críticas por cachê alto no São João: &#8220;Ninguém está cometendo um crime&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 21:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cachê]]></category>
		<category><![CDATA[cantor]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[ribeiro preto]]></category>
		<category><![CDATA[Sao Joao]]></category>
		<category><![CDATA[Wesley Safadao]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/05/2026 &#8211; 10h00 Por&#160;Redação Dono do maior cachê do São João da Bahia em 2025, o cantor Wesley Safadão se defendeu das críticas que vem recebendo nas redes sociais pelo valor cobrado para se apresentar nos municípios do Nordeste. Em entrevista ao g1 após um show em Ribeirão Preto, o cantor afirmou que está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/05/2026 &#8211; 10h00</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>Dono do maior cachê do São João da Bahia em 2025, o cantor Wesley Safadão se defendeu das críticas que vem recebendo nas redes sociais pelo valor cobrado para se apresentar nos municípios do Nordeste.</p>



<p>Em entrevista ao g1 após um show em Ribeirão Preto, o cantor afirmou que está apenas fazendo o trabalho dele. &#8220;Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho&#8221;, disse. </p>



<p>Toda situação teve início após o pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmar que Safadão lidera um “esquema bizarro”, envolvendo contratações de shows por prefeituras do Nordeste com valores milionários e sem licitação.</p>



<p>O artista moveu uma ação cível contra o político por calúnia, difamação e injúria.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.bahianoticias.com.br/fotos/holofote_noticias/84211/mg/safadao%2022.png" alt=""/></figure>



<p>No São João de 2025, o artista recebeu R$ 5.500.000,00 por cinco apresentações na Bahia. O cantor se apresentou em Cruz das Almas, Jequié, Serrinha, oliveira dos Brejinhos e Bom Jesus da Lapa.</p>



<p>Para 2026, caso o cachê de Safadão continue R$ 1.100.000,00, <a href="https://www.bahianoticias.com.br/municipios/noticia/49648-teto-de-rdollar-700-mil-em-contrato-pode-cortar-safadao-e-grandes-nomes-do-sao-joao-de-cruz-das-almas-entenda">o artista não poderá se apresentar em Cruz das Almas</a>, por exemplo, já que o município determinou um teto de R$ 700 mil em contrato para os shows do São João.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias / Foto: Instagram</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/wesley-safadao-se-defende-de-criticas-por-cache-alto-no-sao-joao-ninguem-esta-cometendo-um-crime/">Wesley Safadão se defende de críticas por cachê alto no São João: “Ninguém está cometendo um crime”</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Grupo Òfá celebra o sagrado feminino em espetáculo gratuito no MAC_BAHIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 19:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Òfá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;Museu de Arte Contemporânea da Bahia, localizado em Salvador, será palco do&#160;espetáculo “ÌYÁ ÀGBÀ (Mãe Ancestral)”, do grupo Òfá, que exalta a força, a sabedoria e o poder do feminino como elementos estruturantes da cultura afro-brasileira. A apresentação é gratuita e acontece no dia 9 de maio, a partir das 17h. O repertório reúne canções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O&nbsp;<strong>Museu de Arte Contemporânea da Bahia</strong>, localizado em Salvador, será palco do&nbsp;<strong>espetáculo “ÌYÁ ÀGBÀ (Mãe Ancestral)”, do grupo Òfá</strong>, que exalta a força, a sabedoria e o poder do feminino como elementos estruturantes da cultura afro-brasileira. A apresentação é gratuita e acontece no dia 9 de maio, a partir das 17h.</p>



<p><strong>O repertório reúne canções do álbum “Ìyá Àgbà Ṣiré – O Poder do Sagrado Feminino”, trabalho mais recente do grupo, que reforça o compromisso com a valorização do feminino sagrado dentro da cosmovisão do candomblé.</strong>&nbsp;A apresentação conta com direção musical de Iuri Passos, direção artística de Luciana Baraúna e produção de José Maurício Bittencourt.</p>



<p><strong>Sobre o grupo</strong></p>



<p>Originário do Terreiro do Gantois (Ilé Iyá Omi Àṣẹ Iyamasé), uma das mais tradicionais casas de candomblé do país, o Grupo Òfá atua na preservação e difusão de um repertório sacro reconhecido como patrimônio imaterial da cultura brasileira. Formado por integrantes da própria comunidade do terreiro, o coletivo estabelece uma relação direta entre origem e expressão, mantendo viva uma tradição transmitida por meio da oralidade, do ritmo e do corpo.</p>



<p>Com uma trajetória marcada por trabalhos como “Odum Orim” (2000) e “Obatalá – Uma homenagem a Mãe Carmem” (2019), indicado ao Grammy Latino, o grupo se consolida como referência na valorização da música de matriz afro-brasileira.</p>



<p>Fonte: Alô alô Bahia </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?start=3875&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/grupo-ofa-celebra-o-sagrado-feminino-em-espetaculo-gratuito-no-mac_bahia/">Grupo Òfá celebra o sagrado feminino em espetáculo gratuito no MAC_BAHIA</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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