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	<title>Ciências |</title>
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	<title>Ciências |</title>
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		<title>A ciência por trás das modas bizarras de tratamentos de pele, de sêmen de salmão a cocô de passarinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na clínica You &#38; I em Seul, capital da&#160;Coreia do Sul, um dos tratamentos de textura da&#160;pele&#160;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&#160;salmão&#160;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas. &#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>David Cox</strong></li>



<li>Role,BBC Future</li>



<li>Segunda, 6 de abril de 2026</li>
</ul>



<p>Na clínica You &amp; I em Seul, capital da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z897prt">Coreia do Sul</a>, um dos tratamentos de textura da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq8wkkg0welo">pele</a>&nbsp;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160418_salmao_mentiras_rj_rb">salmão</a>&nbsp;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas.</p>



<p>&#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, mas incentivar ou bioestimular a pele. Isso envolve a promoção de um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/clj0wyng6g8o">ambiente dérmico mais saudável</a>&nbsp;e sua recuperação&#8221;, diz o médico especializado em estética da clínica You &amp; I, Kyu‑Ho Yi, que também é professor da Universidade Yonsei.</p>



<p>Pode parecer uma ideia bizarra, mas Yi afirma que este conceito, na verdade, tem origem no mundo da&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09546634.2024.2426626">medicina regenerativa</a>&nbsp;e na cura de feridas.</p>



<p>Neste campo, os fragmentos de DNA dos peixes chamaram atenção pelo potencial de estimular o reparo de tecidos de pessoas com cicatrizes no rosto causadas por lesões em combate.</p>



<p>Os dados científicos ainda são escassos, mas alguns&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/25/15/8224">estudos indicam</a>&nbsp;que os tratamentos usando os polinucleotídeos purificados do esperma de salmão podem ajudar a reduzir o surgimento de linhas de expressão.</p>



<p>Demonstrou-se que eles &#8220;ajudam a melhorar a hidratação, a gordura, a textura e as rugas da pele&#8221;, segundo o professor de dermatologia Joshua Zeichner, do Hospital Mount Sinai, nos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>.</p>



<p>Zeichner também trabalhou como consultor de empresas especializadas em cuidados com a pele. &#8220;Não se sabe ao certo como alguém teve a ideia de experimentar isso como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g5r08v45lo">tratamento da pele</a>, mas fato é que está sendo usado.&#8221;</p>



<p>Como a Coreia do Sul agora é considerada criadora de tendência no setor de estética, fenômeno conhecido em inglês como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45932271"><em>K-Beauty</em></a>, os supostos benefícios das injeções de esperma de salmão e outros peixes se espalharam pelo mundo. Eles foram promovidos por inúmeras celebridades, como a cantora Charli XCX e a atriz&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63571228">Jennifer Aniston</a>.</p>



<p>Sua popularidade cresceu ao lado de uma série de outros tratamentos considerados estranhos, incluindo máscaras faciais feitas de cocô de passarinho e tratamentos faciais vampíricos, que sugam o sangue dos pacientes.</p>



<p>Esses tratamentos incomuns estão na moda, mas será que realmente funcionam?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Beleza-ancestral">Beleza ancestral</h2>



<p>Uma folheada nos livros de história mostra que o cuidado com a pele tem um longo histórico de práticas aparentemente estranhas.</p>



<p>Afirma-se, por exemplo, que a rainha&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62481085">Cleópatra</a>&nbsp;(69 a.C.—30 a.C.) se banhava em leite de burra azedo.</p>



<p>Em Mianmar, há séculos as mulheres&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0738081X18300427">aplicam ao rosto</a>&nbsp;uma pasta conhecida como&nbsp;<em>thanaka</em>. Ela é feita de casca de árvore moída e serve como prática decorativa, além de proteger a pele contra lesões causadas pelo sol.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.jstor.org/stable/3290598?mag=recipe-for-an-ancient-roman-glow-up&amp;seq=4">remédio romano para manchas</a>&nbsp;incluía o intestino moído de crocodilos filhotes.</p>



<p>Algumas dessas&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61272524">terapias de beleza ancestrais</a>&nbsp;resistiram ao tempo. Ingredientes como&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ptr.5640">cúrcuma</a>,&nbsp;<a href="https://imperialbiosciencereview.wordpress.com/2020/10/09/tiger-grass-the-next-rising-star-of-skincare-or-folklore/"><em>Centella asiatica</em></a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1660-3397/17/12/688?utm_campaign=HI_avis-angellift">algas marinhas</a>&nbsp;estão presentes em produtos modernos graças às suas propriedades hidratantes e anti-inflamatórias.</p>



<p>Em 2022, um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10087853/">estudo</a>&nbsp;examinou diversos produtos de tratamento de pele usados na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94y3126dt">Itália</a>&nbsp;do século 12. Eles foram mencionados nos escritos de uma médica medieval chamada Trota de Salerno.</p>



<p>Os pesquisadores observaram que muitos dos ingredientes indicados, como&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14786419.2018.1550758">vinagre</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0926669017305368">feijão-fava</a>, são até hoje eficazes para a higiene facial, a exfoliação e o tratamento de pele ressecada.</p>



<p>Um extrato de óleo de tártaro conhecido como ácido tartárico, por exemplo, é um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6017965/">ingrediente comum</a>&nbsp;no tratamento de pele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/6a41/live/3fd72c40-2db6-11f1-b692-3b8b8cac9c96.jpg.webp" alt="Uma mão segura um pote de creme, enquanto o conteúdo é retirado com o dedo de outra mão."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Algumas rotinas de tratamento de pele atuais têm mais fundamentos científicos do que outras</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Os-tratamentos-faciais-das-gueixas-e-as-máscaras-menstruais">Os tratamentos faciais das gueixas e as máscaras menstruais</h2>



<p>Não se trata apenas de plantas, ervas e minerais encontrados na natureza.</p>



<p>O chamado &#8220;tratamento facial das gueixas&#8221; envolve a coleta de excrementos de rouxinóis, sua sanitização com a poderosa luz ultravioleta, a mistura com outras substâncias, como exfoliantes e um branqueador, e a aplicação em máscaras.</p>



<p>Essa técnica escatológica tem origem em uma&nbsp;<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/article-abstract/2527533">descoberta japonesa feita séculos atrás</a>, a de que o cocô do rouxinol-bravo-japonês pode ser empregado em tecidos como removedor de tinta. Isso levou ao uso dos excrementos para clarear a pele e remover a maquiagem usada para entretenimento.</p>



<p>O tratamento é popular em diversas clínicas do mundo, para branquear a pele — e, novamente, a ciência talvez confirme sua eficácia.</p>



<p>Zeichner afirma que os rouxinóis deixam concentrações particularmente altas de ureia nos seus excrementos. Essa substância pode&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/dth.12690">suavizar a pele</a>&nbsp;e é incorporada a umectantes.</p>



<p>O cocô dessas aves também contém altas concentrações do aminoácido guanina. &#8220;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocd.14544">Já se demonstrou</a>&nbsp;que eles possuem efeitos hidratantes e branqueadores&#8221;, diz Zeichner.</p>



<p>&#8220;Mas é importante ressaltar que esses tratamentos usam excremento de rouxinol purificado e modificado. Você não deve simplesmente recolher o cocô de passarinhos na rua e esfregar no rosto.&#8221;</p>



<p>Outro ponto importante a ser observado é que muitos estudos sobre esses tratamentos foram financiados pela indústria da beleza ou realizados por cientistas empregados pelas empresas envolvidas na sua produção.</p>



<p>Mas os pesquisadores estão menos entusiasmados com outro suposto tratamento da pele que vem aparecendo no TikTok: a máscara menstrual, que são máscaras faciais do sangue da menstruação.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://faseb.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1096/fj.201800086R">estudo de 2018</a>&nbsp;indicou que o plasma derivado do fluido menstrual pode ser capaz de curar feridas melhor que o plasma sanguíneo comum. Mas a pesquisadora Beibei Du-Harpur, do King&#8217;s College de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56rdg522t">Londres</a>, não se convenceu.</p>



<p>&#8220;Nenhum clínico recomendaria isso&#8221;, ela diz. &#8220;Acho que é apenas uma daquelas tendências do TikTok que surgem devido ao choque e às pessoas que querem obter visualizações no TikTok.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Tratamentos-faciais-vampíricos-e-plasma-rico-em-plaquetas">Tratamentos faciais vampíricos e plasma rico em plaquetas</h2>



<p>Du-Harpur é mais otimista em relação ao potencial de injeções de plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP e às vezes chamado de &#8220;tratamento facial vampírico&#8221; (<em>vampire facial</em>, em inglês), voltado ao rejuvenescimento da pele.</p>



<p>O procedimento envolve retirar o sangue do próprio paciente e colocá-lo em uma centrífuga para separá-lo em frações.</p>



<p>O processo ajuda a concentrar no plasma os diversos fatores de crescimento, um grupo especial de proteínas que levam ao crescimento, à divisão e à reparação das células. O sangue então é injetado de volta no rosto, através de microagulhas.</p>



<p>O uso dos fatores de crescimento do próprio corpo de forma regenerativa é objeto de interesse em várias áreas da medicina, desde o tratamento da&nbsp;<a href="https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2040622319825567">osteoartrite</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1517/14712598.2012.632765">outros problemas das juntas</a>&nbsp;até a&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jocd.12331">alopecia</a>&nbsp;e a&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2844688/">cura de feridas</a>.</p>



<p>As evidências em relação à saúde da pele&nbsp;<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00403-019-01999-6">permanecem incertas</a>, mas alguns&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11035968/">estudos concluíram</a>&nbsp;que essa terapia aumentou a elasticidade da pele de pessoas na casa dos 50 e 60 anos e diminuiu as rugas e a pigmentação.</p>



<p>&#8220;Existe muita variabilidade no grau de sucesso do PRP entre as pessoas&#8221;, afirma Du-Harpur, explicando que isso se deve a diferenças nas máquinas usadas no processo de centrifugação e às pessoas terem maiores ou menores concentrações de fatores de crescimento. Ou ainda diferentes tipos&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/26/21/10804">concentrados naturalmente</a>&nbsp;no sangue.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-futuro-do-tratamento-de-pele">O futuro do tratamento de pele</h2>



<p>Mesmo as mais bizarras rotinas de tratamento de pele podem ter algum respaldo científico. Mas os cientistas acreditam que as opções para a próxima geração de terapias envolverão novas formas de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo">suplementação de colágeno</a>.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41514-025-00280-7">estudo recente</a>, financiado pelo setor dermocosmético, usou aminoácidos criados especialmente para essa suplementação. Em seis meses, eles trouxeram não só melhorias de textura, hidratação e elasticidade da pele como também a redução de sua idade biológica em quase um ano e meio, segundo testes de DNA feitos a partir da coleta de saliva dos pacientes.</p>



<p>Os pesquisadores concluíram que suplementos de colágeno contendo esse equilíbrio específico de aminoácidos poderão não só recuperar a pele, mas também melhorar outros aspectos da saúde.</p>



<p>Essas descobertas reafirmam o resultado de&nbsp;<a href="https://www.dovepress.com/skin-care-supports-overall-well-being-peer-reviewed-fulltext-article-CCID">pesquisas que demonstram</a>&nbsp;que a pele desempenha um papel, até então pouco reconhecido, na saúde geral do corpo, ao controlar, por exemplo, as inflamações. Mas o estudo também concluiu que são necessárias mais pesquisas sobre todos esses processos envolvidos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4081/live/2f70db30-f62a-11f0-9839-696c6fabb3b3.jpg.webp" alt="Uma jovem de cabelos escuros se olha no espelho, tocando a pele ao redor dos olhos."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Muitas das pesquisas na área são financiadas pelo setor dermocosmético</figcaption></figure>



<p>Outras terapias recentes exploram formas inovadoras de manipular o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o">microbioma da pele</a>&nbsp;— a população de micróbios invisíveis que mora no nosso rosto e contribui fortemente para as inflamações na pele.</p>



<p>Os tratamentos em potencial incluem prebióticos projetados para nutrir as bactérias e os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63517728">posbióticos</a>, substâncias produzidas naturalmente pelas próprias bactérias, que sejam úteis, segundo Zeichner.</p>



<p>No ano passado, pesquisadores sul-coreanos&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.jnatprod.4c01354">publicaram a descoberta</a>&nbsp;de uma bactéria encontrada no sangue que produz posbióticos capazes de reduzir as inflamações, o estresse oxidativo e os danos ao colágeno nas células da pele.</p>



<p>Mas isso apenas em laboratório. Para se tornar um tratamento efetivo, Zeichner destaca que qualquer processo deve ter comprovada sua eficácia maior do que qualquer uma das soluções disponíveis comercialmente há décadas.</p>



<p>&#8220;A questão ainda é se os tratamentos da moda realmente oferecem benefícios maiores do que os produtos tradicionais que temos no mercado&#8221;, diz ele.</p>



<p>Em vez de gastar US$ 500 (cerca de R$ 2,6 mil) em um tratamento facial para obter uma única melhoria em termos de hidratação e brilho, Zeichner preferiria que as pessoas mantivessem uma rotina consistente, usando filtro solar pela manhã para proteger a pele contra as lesões ambientais, e hidratação e reparo à noite, com um hidratante noturno e um ingrediente estimulante do colágeno, como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-61451971">retinol</a>.</p>



<p><em>Leia a&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/future/article/20260327-the-bizarre-skincare-rituals-that-might-actually-work"><em>versão original desta reportagem</em></a><em>&nbsp;(em inglês) no site&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/health"><em>BBC Health</em></a><em>.</em></p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Getty ImagesLegenda da foto,Mulher recebe aplicação de máscara facial</p>



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		<title>Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 03:44:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Município está em situação de emergência devido ao número de casos Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026 O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&#160;o cenário&#160;de Dourados (MS), município&#160;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&#160; “Quando se trata de saúde, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Município está em situação de emergência devido ao número de casos</p>



<p><strong>Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong> &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026</p>



<p><strong>O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&nbsp;o cenário&nbsp;de Dourados (MS), município&nbsp;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&nbsp;</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1684798&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1684798&amp;o=node"></p>



<p>“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).</p>



<p><strong>Segundo o governo de&nbsp;Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da&nbsp;<a href="https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Boletim-Epidemiologico-Chikungunya-SE-12-2026.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença no estado chegava a 1.764</a>, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.</strong></p>



<p>Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.</p>



<p><strong>Dos sete óbitos&nbsp;registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois&nbsp;tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Combate ao vetor</h2>



<p>O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/chikungunya-uniao-reconhece-situacao-de-emergencia-em-dourados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">situação de emergência na cidade</a>, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.</p>



<p>O avanço da chikungunya em Dourados&nbsp;motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes.&nbsp;<strong>A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.</strong></p>



<p>O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.</p>



<p>Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>



<p>Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.</p>



<p>Do&nbsp;total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contratações</h2>



<p>Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.</p>



<p>Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4).&nbsp;</p>



<p>Junto&nbsp;com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.</p>
</blockquote>



<p>Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.</p>



<p>“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lixo</h2>



<p>Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.</p>



<p>“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a&nbsp;coleta de lixo” nas comunidades indígenas.</p>



<p>Fonte: Agencia Brasil / © Secretaria de Saúde MS/Divulgação<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A CÂMARA COMO A VOZ DA POPULAÇÃO !" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/qVe4792Zsys?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Combinação inédita em terapia fotodinâmica pode tratar infecção grave nos olhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 21:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em testes laboratoriais, uso de corante e de luz verde inibiu o crescimento de fungos isolados da ceratite infecciosa, doença grave que afeta a córnea Texto: Redação*Arte: Thiago Quadros Sexta, 3 de abril de 2026 Uma técnica desenvolvida por cientistas brasileiros combinou um corante especial à luz verde para ajudar a combater a ceratite, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Em testes laboratoriais, uso de corante e de luz verde inibiu o crescimento de fungos isolados da ceratite infecciosa, doença grave que afeta a córnea</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Redação*<br>Arte: Thiago Quadros </h2>



<p><br>Sexta, 3 de abril de 2026</p>



<p>Uma técnica desenvolvida por cientistas brasileiros combinou um corante especial à luz verde para ajudar a combater a ceratite, um tipo grave de infecção fúngica que atinge a córnea, camada externa e transparente dos olhos. A doença pode surgir após traumas no olho, uso inadequado de lentes de contato ou contato com água e objetos contaminados. Em situações mais graves, a ceratite pode provocar cicatrizes na córnea, dor intensa e até cegueira.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-1024x538.png" alt="" class="wp-image-173499" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-1024x538.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-300x158.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-768x403.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>No&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/corneajrnl/fulltext/2026/01000/in_vitro_evaluation_of_photoactivated_rose_bengal.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho</a>, os pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP aplicaram o corante sintético rosa bengala na terapia fotodinâmica com luz verde. O método mostrou resultados promissores contra cinco de oito tipos de fungos mais comuns encontrados em casos de ceratite infecciosa. Além disso, esse é o primeiro estudo a testar a atividade da combinação em fungos dematiáceos – microfungos com pigmentação escura e altamente resistentes a pressões ambientais.</p>



<p>O procedimento funciona de maneira relativamente simples: primeiro o corante entra em contato com o microrganismo – no caso, os fungos isolados de ceratite infecciosa. Depois de potencializado pela luz verde, o corante age como um fotossensibilizador e danifica as células dos fungos, impedindo sua multiplicação. Esse processo é conhecido como terapia fotodinâmica, uma forma não invasiva de tratamento que permite destruição seletiva de células afetadas por bactérias, lesões, fungos ou células cancerígenas.</p>



<p>Para realizar o experimento, os cientistas desenvolveram um equipamento personalizado que emite luz verde e aplicaram a técnica em amostras de fungos isolados de pacientes com infecções na córnea. Os resultados indicaram que a combinação entre o corante e a luz conseguiu inibir o crescimento do complexo&nbsp;<em>F. solani</em>,&nbsp;<em>P. lilacinum</em>,&nbsp;<em>C. albicans</em>, complexo&nbsp;<em>C. parapsilosis</em>&nbsp;e&nbsp;<em>E. oligosperma</em>, mas não foi capaz de agir na inibição de&nbsp;<em>S. apiospermum</em>, do complexo&nbsp;<em>A. niger</em>&nbsp;e de&nbsp;<em>C. geniculata</em>, mesmo quando combinada ao antibiótico antifúngico Anfotericina B (Amphobactina).</p>



<p>“O tratamento padrão para ceratite fúngica infecciosa geralmente é desafiador, pois esses microrganismos podem ser resistentes aos agentes convencionais”, informam os pesquisadores no artigo. “Mesmo combinando ambos os tratamentos&nbsp;<em>in vitro</em>, não houve inibição do crescimento nessas amostras. Felizmente, a concentração de Anfotericina B usada na clínica é muito maior do que a usada em nosso experimento”, comentam.</p>



<p>Por isso, ainda serão necessários novos estudos para entender quais casos podem se beneficiar mais dessa abordagem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260326_ceratite-microbiana-2.jpg" alt="" class="wp-image-991261"/><figcaption class="wp-element-caption">Avaliação da terapia fotodinâmica com rosa bengala para a inibição do crescimento de isolados de fungos causadores de ceratite. Para cada placa, uma zona central foi selecionada para medição (círculo vermelho). Os resultados mostraram inibição do crescimento no tratamento com rosa bengala a 0,1%/luz verde para o complexo Fusarium solani , Purpureocillium lilacinum, Candida albicans, complexo Candida parapsilosis e Exophiala oligosperma (grupo IV) – Imagem: Extraída do artigo</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Um caminho para novos tratamentos</h2>



<p>Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os resultados reforçam o potencial da terapia baseada em luz como uma nova ferramenta no tratamento de doenças oculares infecciosas. Se pesquisas futuras confirmarem sua eficácia em pacientes, a técnica poderá ajudar a reduzir complicações graves, evitar cirurgias e preservar a visão de pessoas afetadas por infecções na córnea. Especialistas destacam que, em doenças oculares, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais para evitar danos permanentes à visão. Assim, novas alternativas terapêuticas podem representar um avanço importante para a oftalmologia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260326_jarbas-caiado-neto-300x300.jpg" alt="" class="wp-image-991280" style="width:149px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Jarbas Caiado Neto é professor e pesquisador do Instituto de Física da USP em São Carlos – Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>Para o docente e pesquisador da USP Jarbas Caiado Neto, esta pesquisa tem potencial para ajudar a visão de milhares de brasileiros. “O nosso laboratório no IFSC vem perseguindo técnicas ópticas para curar doenças na córnea antes não curadas. No passado, desenvolvemos de forma inédita a técnica de&nbsp;CrossLink&nbsp;para curar problemas de bioelasticidade da córnea, que resulta na doença do ceratocone. A técnica que desenvolvemos tornou-se padrão mundial nesse tipo de tratamento”, afirma o professor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Essa técnica com rosa bengala, que agora estamos desenvolvendo, também tem potencial para se tornar um padrão mundial no tratamento de ceratites, doença essa que facilmente leva à cegueira” – Jarbas Caiado Neto</p>
</blockquote>



<p>A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço dos estudos clínicos, tecnologias semelhantes possam integrar o arsenal de tratamentos disponíveis para combater infecções oculares que hoje ainda representam um grande desafio para a medicina.</p>



<p>O artigo&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/corneajrnl/fulltext/2026/01000/in_vitro_evaluation_of_photoactivated_rose_bengal.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>In Vitro Evaluation of Photoactivated Rose Bengal for Growth Inhibition of Fungi Isolated From Keratitis</em></a>&nbsp;foi publicado na revista internacional&nbsp;<em>The Journal of Cornea and External Disease</em>.</p>



<p><em>* Por Rui Jorge Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC.&nbsp;</em><em>Adaptado por Tabita Said</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / A ceratite microbiana é uma das principais causas de cegueira em países desenvolvidos e em desenvolvimento – Foto: <a href="https://www.flickr.com/photos/kevharb/3920410202">Kevin Harber/Flickr</a></p>



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<iframe title="Ipirá em transformação ?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TSVYGld10ig?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Governo anuncia isenção de componentes de canetas emagrecedoras no Brasil; entenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 18:02:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 29/03/2026 &#8211; 14h40 Por&#160;Marcos Hermanson e Mateus Vargas &#124; Folhapress O governo federal anunciou na última quinta-feira (26) a isenção do imposto de importação 58 milhões de componentes usados na fabricação de canetas emagrecedoras. A decisão atende a um pleito da farmacêutica nacional EMS, que aguarda autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 29/03/2026 &#8211; 14h40</p>



<p>Por&nbsp;Marcos Hermanson e Mateus Vargas | Folhapress</p>



<p>O governo federal anunciou na última quinta-feira (26) a isenção do imposto de importação 58 milhões de componentes usados na fabricação de canetas emagrecedoras. A decisão atende a um pleito da farmacêutica nacional EMS, que aguarda autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para lançar um produto rival ao Ozempic.</p>



<p>A isenção decidida pelo Comitê-Executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior) tem validade de 365 dias. Com isso, fica renovado benefício já concedido à EMS em agosto do ano passado, mas para um número bem menor de componentes –9,9 milhões. Antes, a tarifa era de 14,4%.</p>



<p>Estão incluídos na decisão componentes como vidro, tampa e corpo da caneta, mas não o medicamento em si. Dentre estes componentes, EMS solicitou a isenção para 7,4 milhões de corpos de caneta de semaglutida (mesmo princípio ativo do Ozempic), o que dá uma ideia do número de canetas que a empresa pretende produzir.</p>



<p>Procurado, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) disse que a Camex levou em consideração as projeções de crescimento do mercado de canetas e destacou que o medicamento não tem produção nacional. A pasta também destacou que a medida vale para todas as importações, e não apenas para aquelas realizadas pela EMS.</p>



<p>A EMS afirmou que o pleito pela isenção da tarifa foi apresentado com base na inexistência de produção nacional dos insumos. &#8220;Trata-se de um instrumento legítimo, previsto na regulação brasileira, e amplamente utilizado pela indústria para garantir competitividade e viabilizar a produção local&#8221;, disse a farmacêutica.</p>



<p>O laboratório nacional afirmou que os componentes das canetas são essenciais para a &#8220;futura fabricação nacional&#8221;, &#8220;reforçando o compromisso da EMS com a ampliação do acesso e a internalização da produção&#8221;.</p>



<p>A empresa comercializa desde 2025 as canetas Lirux e Olire, de liraglutida, primeiras versões nacionais de emagrecedores injetáveis e concorrentes do Saxenda e Victoza, marcas da dinamarquesa Novo Nordisk.</p>



<p>A farmacêutica brasileira pretende lançar neste ano concorrentes do Ozempic e Wegovy, as canetas que também são fabricadas pela Novo Nordisk. A semaglutida, princípio ativo dos medicamentos, perdeu a patente em 20 de março, mas ainda não há novos produtos aprovados pela Anvisa.</p>



<p>A EMS é uma das empresas nacionais em melhor posição no mercado dos emagrecedores. A farmacêutica investiu mais de R$ 1 bilhão para montar uma fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia (SP), tecnologia aplicada na produção das canetas.</p>



<p>A empresa também recebeu créditos de R$ 736 milhões desde 2020 do BNDES relacionados à planta.</p>



<p>A Anvisa afirma que a análise dos novos produtos é um desafio técnico, pois os produtos &#8220;compartilham características&#8221; de medicamentos sintéticos e biológicos.</p>



<p>&#8220;A avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e EUA, registrou análogos sintéticos da semaglutida&#8221;, diz a Anvisa em nota.</p>



<p>As canetas são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano e que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. As principais marcas no mercado são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk) e tirzepatida (Mounjaro, da Lilly), que também atua no receptor do hormônio GIP e tem patente até 2036.</p>



<p>Existe forte pressão de consumidores, de parte da indústria e do mundo político para ampliar a oferta e baixar custos dos emagrecedores. O aumento do consumo para fins estéticos ou fora da bula, além da popularização de versões manipuladas desses medicamentos, porém, são pontos que preocupam associações e sociedades médicas.</p>



<p>A nota técnica da Camex que embasou a decisão desta quinta-feira recomenda o deferimento parcial do pedido da EMS, feito em novembro passado.</p>



<p>Os técnicos do órgão entederam que a inexistência temporária de fabricação do produto e a função social que ele exerce justificavam a isenção de tarifas, mas consideraram excessiva a cota de 58 milhões proposta pela EMS.</p>



<p>&#8220;A quota originalmente solicitada de 58,2 milhões unidades não se mostrou aderente ao consumo informado pela própria pleiteante, tampouco à efetiva utilização da quota atualmente vigente&#8221;, disseram os técnicos do órgão. Com isso, propuseram uma cota de 30 milhões de unidades, o que, segundo eles, já teria impacto fiscal superior a US$ 1 milhão, valor de referência para pleitos do tipo.</p>



<p>Mesmo assim, a Camex manteve os 58 milhões de componentes solicitados pela EMS, por sugestão do Comitê de Alterações Tarifárias. O Mdic não explicou os motivos de ter discordado da recomendação que consta da nota técnica.</p>



<p>A Anvisa tem oito pedidos de registros de produtos contendo semaglutida em análise, sendo sete sintéticos, incluindo o da EMS, e outro biológico. Nenhum dos casos é enquadrado como genérico, categoria em que o preço deve ser ao menos 35% inferior ao do produto de referência. Ainda assim, o mercado avalia que a concorrência deve baratear as canetas.</p>



<p>No ano passado, a disputa pelo mercado dos emagrecedores ganhou novo rumo com atuação direta do governo Lula (PT). A Anvisa atendeu a um pedido do Ministério da Saúde e passou na frente da sua fila de análise 20 pedidos de remédios emagrecedores contendo liraglutida ou semaglutida.</p>



<p>O movimento do governo se deu dias após o ministro Alexandre Padilha (PT) fazer uma espécie de propaganda dos emagrecedores de liraglutida que a EMS havia lançado.</p>



<p>&#8220;Aquelas canetinhas que o pessoal está usando direto por aí, mais um produto na área, baixando o preço para a população&#8221;, disse o ministro em vídeo gravado após evento da farmacêutica.</p>



<p>O plano de passar à frente a análise das canetas foi criticado pela Interfarma e o Sindusfarma, que apontaram risco de insegurança jurídica e de atraso em outras avaliações.</p>



<p>Já a PróGenéricos disse que havia aumento exponencial da procura pelos fármacos e que a medida tem &#8220;razões excepcionais de interesse público&#8221;.</p>



<p>Em documentos internos revelados pela Folha de s.Paulo, técnicos da Anvisa afirmam que a prioridade dada aos emagrecedores pode atrasar o lançamento de terapias mais importantes, incluindo para doenças graves, como câncer, epilepsia, Parkinson avançado e AME (Atrofia Muscular Espinhal).</p>



<p>A Anvisa diz que definiu um limite de processos acelerados para que não haja prejuízo a outras terapias. Ainda afirma que havia risco de desabastecimento das canetas. A decisão da Anvisa ainda prioriza produtos com etapas de fabricação nacional.</p>



<p>Integrantes do governo ainda dizem que existe o plano de levar o tratamento ao SUS. Nas primeiras análises, a incorporação foi barrada por causa do custo bilionário. Uma das frentes abertas para levar o produto à rede pública é a parceria firmada entre a EMS e a Fiocruz para transferir à fundação a tecnologia de produção das canetas.</p>



<p>Foto: Alana Dias / Bahia Notícias<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÕES 2026: UM PANORAMA REAL NO CENÁRIO POLÍTICO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/AudYU1cuGaA?start=27&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-anuncia-isencao-de-componentes-de-canetas-emagrecedoras-no-brasil-entenda/">Governo anuncia isenção de componentes de canetas emagrecedoras no Brasil; entenda</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:13:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025 Por Luis Eduardo de Sousa (Folhapress) — A&#160;Anvisa&#160;(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de&#160;canetas&#160;emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S. Paulo. As mortes, segundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025</p>



<p><strong>Por Luis Eduardo de Sousa</strong></p>



<p>(Folhapress) — A&nbsp;<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anvisa</a>&nbsp;(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/carnaval-alcool-canetas-emagrecedoras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canetas</a>&nbsp;emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S. Paulo.</p>



<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Conforme noticiou a Folha, seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.</p>



<p>Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida, esta última princípio ativo do Mounjaro.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_87809"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2025/08/7-mitos-e-verdades-sobre-o-uso-de-ozempic-e-mounjaro-675x450-1-960x540-1.webp" alt="canetasSobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa" class="wp-image-87809"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa</em></figcaption></figure>



<p>“A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos”, disse a agência em nota.</p>



<p>Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.</p>



<p>As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.</p>



<p>No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.</p>



<p>A Eli Lilly disse, na ocasião, que a bula do Mounjaro (tirzepatida) aponta a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como uma reação adversa incomum. A empresa orienta que os pacientes conversem com um médico para saber mais sobre os sintomas e, em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, informem o profissional de saúde e interrompam o uso do medicamento.</p>



<p>A Novo Nordisk, que comercializa os medicamentos Ozempic, Wegovy e Saxenda, afirmou em comunicado que “embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança”.</p>



<p>Fonte: ICL Noticias. / </p>



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<iframe title="ESPORTE, GESTÃO PÚBLICA E ELEIÇÕES 2026" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/tDCyfK6X3dk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Sesab confirma casos de Mpox em Salvador e Vitória da Conquista e investiga mais casos suspeitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 00:57:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira, 19/02/2026 &#8211; 21h40 Por&#160;Redação A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que duas pessoas foram diagnosticadas com Mpox em território baiano, conforme informações divulgadas pela pasta nesta quinta-feira (19). Um dos casos foi registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, enquanto o outro se trata de um turista de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 19/02/2026 &#8211; 21h40</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que duas pessoas foram diagnosticadas com Mpox em território baiano, conforme informações divulgadas pela pasta nesta quinta-feira (19). Um dos casos foi registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, enquanto o outro se trata de um turista de São Paulo que está em observação em Salvador.</p>



<p>De acordo com as informações, a paciente de Conquista não reside no município do sudoeste e buscou atendimento no Hospital Geral (HGVC). Ela apresenta uma boa recuperação e segue em isolamento. </p>



<p>O turista diagnosticado é natural da cidade de Osasco e foi atendido em uma unidade de saúde da capital baiana.</p>



<p>Além dessas confirmações, a Sesab ainda analisa outros dois casos suspeitos, enquanto três notificações já foram descartadas após a realização de exames. Vale ressaltar que nenhum desses registros tem relação com o período do carnaval. </p>



<p>A MPOX<br>A Mpox é uma doença viral da mesma família da varíola e o contágio acontece, principalmente, pelo toque direto na pele de alguém infectado, especialmente se houver feridas. O compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas, ou o contato com secreções também são formas de transmissão.</p>



<p>Os sintomas costumam incluir febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço e o aparecimento de ínguas. </p>



<p>O sinal mais característico são as lesões na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham para as mãos e os pés. Como ainda não existe um remédio específico para combater o vírus, o tratamento foca em aliviar as dores e evitar que as feridas inflamem. </p>



<p>O paciente precisa se manter isolado até que todas as crostas das feridas caiam e a pele cicatrize, o que costuma levar entre duas e quatro semanas.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias / Foto: Mpox / Getty Images / Reprodução Ministério da Saúde</p>



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		<title>Anvisa expande uso da Cannabis medicinal e deve aprovar cultivo no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 17:13:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quarta-feira, 28/01/2026 &#8211; 13h40 Por&#160;Mateus Vargas &#124; Folhapress A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que expande as formas de uso das terapias à base da Cannabis. O texto também autoriza a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação. A nova regra permite a comercialização de medicamentos usados [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/anvisa-expande-uso-da-cannabis-medicinal-e-deve-aprovar-cultivo-no-brasil/">Anvisa expande uso da Cannabis medicinal e deve aprovar cultivo no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira, 28/01/2026 &#8211; 13h40</p>



<p>Por&nbsp;Mateus Vargas | Folhapress</p>



<p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que expande as formas de uso das terapias à base da Cannabis. O texto também autoriza a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação.</p>



<p>A nova regra permite a comercialização de medicamentos usados por via bucal, sublingual e dermatológica. Antes, apenas fármacos para uso oral e inalatório poderiam ser registrados pela agência. Na mesma reunião de diretoria, a Anvisa ainda deu aval para importação da planta ou do extrato da Cannabis para a fabricação de medicamentos.</p>



<p>O órgão regulatório também deve votar nesta quarta a autorização para cultivar a Cannabis no Brasil para a produção de medicamentos e pesquisas. A Anvisa discute ainda a &#8220;testagem controlada&#8221; do plantio em pequena escala, voltada principalmente a entidades menores, como associações de pacientes.</p>



<p>A resolução aprovada pela agência permite uso de produtos com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2% para o tratamento de pacientes portadores de doenças debilitantes graves. A regra anterior restringia essas terapias a pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais.</p>



<p>A alteração pode beneficiar, por exemplo, pacientes com dor neuropática crônica, segundo análises da Anvisa.</p>



<p>As novas regras da Anvisa impactam principalmente o mercado dos produtos registrados no Brasil. Em dezembro, a agência informou que havia 33 produtos de canabidiol, além de 16 extratos de Cannabis autorizados para venda.</p>



<p>Outros tratamentos são obtidos por meio da importação excepcional de medicamentos e óleos, nos casos em que o paciente recebe a prescrição médica e compra drogas do exterior que não foram avaliadas pela Anvisa.</p>



<p>Ainda existem casos em que a Justiça permite que pessoas ou associações plantem a maconha com fins medicinais.</p>



<p>Em dezembro de 2025, o ex-diretor da Anvisa Rômison Mota apresentou voto que ampliava formas de uso dos fármacos, mas impedia a venda dos medicamentos em farmácias de manipulação. Ainda limitava a importação excepcional dos produtos aos casos em que não houvesse terapia registrada no Brasil para a mesma doença.</p>



<p>A limitação da importação excepcional foi defendida por parte da indústria, que busca ampliar a venda dos produtos registrados no Brasil, mas se tornou alvo de críticas de associações de pacientes.</p>



<p>O diretor Thiago Campos pediu vista e suspendeu a votação em dezembro. Nesta quarta-feira (28), ele apresentou voto permitindo a venda em farmácias de manipulação. O texto aprovado ainda retirou a limitação para a importação excepcional, tema que será debatido pelos diretores em novo processo.</p>



<p>A Anvisa ainda deve avaliar na mesma reunião três resoluções que permitem o plantio da maconha no Brasil para a produção de medicamentos e pesquisa. Os textos estabelecem que a planta deverá apresentar teor de THC menor ou igual a 0,3% e só poderá crescer em local controlado, com coordenadas georreferenciadas, estimativa de produção e plano para evitar o desvio do produto.</p>



<p>No caso das atividades de pesquisa, não há limite de THC, mas o plantio deve ser feito em local monitorado por câmeras e forte controle de acesso.</p>



<p>As três novas resoluções foram apresentadas para cumprir determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de que a Anvisa e outros órgãos da União devem apresentar até o fim de março um regulamento sobre o plantio para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos. A agência já permitiu, em novembro de 2025, que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realize pesquisas com a planta.</p>



<p>Desde 2015, a Anvisa autoriza a importação excepcional de produtos à base de Cannabis. Em 2019, a agência aprovou um marco regulatório -texto alterado pela votação desta quarta (28)- permitindo o registro de terapias para a venda em farmácias.</p>



<p>Foto: PF<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NO BRASIL: O SUS COMO REFERÊNCIA MUNDIAL NA PROTEÇÃO COLETIVA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-cdJU2tXx4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Anvisa aprova primeira injeção semestral contra o HIV, com eficácia de quase 100%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 02:01:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indicação do lenacapavir é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos para prevenção do HIV Por Alana Gandra – Agência Brasil &#8211; Segunda, 11 de janeiro de 2026 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1,&#160;como profilaxia pré-exposição (PrEP). [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Indicação do lenacapavir é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos para prevenção do HIV</p>



<p><strong>Por Alana Gandra – Agência Brasil</strong> &#8211; Segunda, 11 de janeiro de 2026</p>



<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anvisa</a>) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1,&nbsp;como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral,&nbsp;está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser&nbsp;administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão.</p>



<p>A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus.&nbsp;Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.</p>



<p>Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária.</p>



<p>O regime de injeções semestrais&nbsp;mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários,<a href="https://iclnoticias.com.br/anvisa-manda-recolher-quatro-lotes-de-panetones-com-fungo/">&nbsp;informou a Anvisa</a>, por meio de sua assessoria de imprensa.</p>



<p>De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.</p>



<p>Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar.</p>



<p>A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).</p>



<p>Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prevenção</h2>



<p>A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. Ela envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão sob risco de contrair a doença, reduzindo significativamente as chances de transmissão.</p>



<p>A PrEP faz parte da chamada “prevenção combinada”, que inclui outras medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas, esclareceu a Agência.</p>



<p>O lenacapavir passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2025 como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, recurso que ainda não está disponível no caso da prevenção do HIV.</p>



<p>Fonte: ICL Noticias / </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="COPA MASTER: DIREITO DE RESPOSTA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/XFn7ut0c0gM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Estudo mapeia impactos da miscigenação no DNA e na saúde da população brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 01:40:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa liderada por cientistas da USP analisou o genoma de 2,7 mil pessoas, de todas as regiões do País; resultados foram publicados na revista&#160;Science Texto: Herton Escobar &#8211; Terca, 6 de janeiro de 2026 A diversidade é uma das características mais marcantes da população brasileira contemporânea; resultado de uma grande mistura de populações indígenas, europeias, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Pesquisa liderada por cientistas da USP analisou o genoma de 2,7 mil pessoas, de todas as regiões do País; resultados foram publicados na revista<em>&nbsp;Science</em></h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Herton Escobar &#8211; Terca, 6 de janeiro de 2026</h2>



<p>A diversidade é uma das características mais marcantes da população brasileira contemporânea; resultado de uma grande mistura de populações indígenas, europeias, africanas e asiáticas. O aspecto mais visível dessa miscigenação histórica é a imensa variedade de características físicas que podem ser encontradas entre brasileiros e brasileiras, de norte a sul do País. Mas existe também uma variedade mais profunda, de características genéticas ainda pouco conhecidas em função da escassez de estudos mais abrangentes sobre o DNA da população brasileira. Essa é a lacuna que uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de São Paulo busca preencher, com uma&nbsp;<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adl3564" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicação</a>&nbsp;na revista&nbsp;<em>Science</em>.</p>



<p>O estudo apresenta uma análise detalhada do DNA de 2.723 brasileiros e brasileiras, representantes de diversas etnias e regiões geográficas, que tiveram seus genomas sequenciados em alta definição nos últimos anos. Os resultados incluem a detecção de quase nove milhões de variantes genéticas inéditas, nunca antes identificadas em nenhuma outra população do mundo, que podem ser de interesse para pesquisas biomédicas e farmacêuticas “customizadas” para a população brasileira. Também jogam luz sobre a herança genética de eventos traumáticos da história nacional, como a escravidão (que trouxe milhões de negros africanos à força para o Brasil) e o extermínio de povos originários (que tiveram sua população reduzida em mais de 80% desde o início da colonização europeia).</p>



<p>“Nossas descobertas ressaltam a influência perceptível de diferentes origens ancestrais na saúde e na constituição genética de indivíduos miscigenados brasileiros. Demonstramos que esse panorama genético tem suas raízes na história evolutiva das comunidades indígenas brasileiras e na complexa interação demográfica resultante tanto da imigração histórica forçada quanto voluntária para o Brasil”, escrevem os pesquisadores, no resumo do trabalho na&nbsp;<em>Science</em>. O estudo tem 24 autores, 22 deles brasileiros e 11 vinculados à USP (incluindo todos os autores principais).</p>



<p>“A história da formação da nossa população a gente já conhece — a extinção de populações indígenas, a vinda dos africanos escravizados, a violência imposta a esses dois povos pelos europeus”, diz a geneticista Lygia Pereira, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP e uma das coordenadoras da pesquisa. “O que a gente enxerga agora, nesse estudo, são as consequências biológicas dessa história.” &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/05/20250515_info-1024x503.png" alt="infografia mostra o mapa do brasil colorido em azul e vermelho e uma linha do tempo desde 1500" class="wp-image-888277"/><figcaption class="wp-element-caption">A linha do tempo representa os diversos pulsos de miscigenação que moldaram o genoma da população brasileira desde o ano 1500 até o presente. O mapa ilustra as contribuições ancestrais predominantes em cada região do País, com base nos genomas de 2.723 pessoas que foram analisados no estudo &#8211; Fonte: Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health (Science, 2025)</figcaption></figure>



<p>Uma das conclusões mais surpreendentes do trabalho é que no DNA mitocondrial (que só é herdado da mãe) há uma prevalência de ancestralidade indígena e africana; enquanto que no DNA do cromossomo Y (que só é passado de pai para filho) predomina a ancestralidade europeia. Segundo os pesquisadores, isso seria reflexo do “acasalamento assimétrico” de homens europeus com mulheres indígenas e africanas, impulsionado pelo caráter violento do processo de colonização, “que provavelmente resultou em uma maior mortalidade de homens indígenas e africanos, além da violência sexual contra mulheres desses grupos”. Em outras palavras: é uma evidência genética de que homens europeus tiveram mais acesso reprodutivo a mulheres indígenas e africanas do que os homens das suas próprias etnias.</p>



<p>“Havia muitas camadas de violência. Mulheres eram dadas de presente, havia escravas reprodutoras, casamentos forçados; e claro, havia violência sexual também”, diz a geneticista Tábita Hünemeier, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB-USP e pesquisadora do Instituto de Biologia Evolutiva (CSIC/UPF) da Espanha, que também é uma das coordenadoras da pesquisa.&nbsp;</p>



<p>Outra constatação do estudo é que a miscigenação produziu uma mistura inédita de ancestralidades africanas na população brasileira, em função do cruzamento de pessoas oriundas de diferentes regiões e etnias do continente africano. “As porções africanas dos genomas brasileiros são altamente diversas e compartilham ancestrais recentes com grupos de diferentes regiões subcontinentais, especialmente da África Ocidental e Oriental, mas também do sul e do norte da África. Isso sugere que grupos dessas diferentes regiões, que talvez nunca tivessem tido contato entre si dentro da própria África, se miscigenaram no Brasil, resultando no surgimento de indivíduos brasileiros que são um mosaico de diferentes populações africanas”, escrevem os pesquisadores.</p>



<p>Estima-se que mais de 5 milhões de africanos foram trazidos como escravos para o Brasil até a abolição da escravatura, em 1888 — número igual ao de europeus que teriam migrado para o País ao longo dos últimos cinco séculos, segundo dados citados no estudo. Nos Estados Unidos, comparativamente, o número de africanos escravizados foi da ordem de 400 mil.</p>



<p>Quando Pedro Álvares Cabral “descobriu” o Brasil para os europeus, em 1500, estima-se que já havia mais de 10 milhões de indígenas vivendo em território nacional, falando mais de 1.000 línguas, com uma diversidade étnica imensa. Mais de 80% dessa população nativa foi dizimada por conflitos e doenças, mas parte da identidade genética dessas populações extintas permanece incorporada ao genoma da população brasileira, segundo os pesquisadores.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/05/20250516_populacao.jpg" alt="Protesto reunindo milhares de pessoas indígenas, usando cocares e levantando faixas" class="wp-image-889019"/><figcaption class="wp-element-caption">Indígenas de várias etnias marcham em Brasília, em defesa de seus direitos, como parte do movimento Acampamento Terra Livre &#8211; Foto: Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil (8/4/2025) &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://www.fotospublicas.com/acervo/meio-ambiente/indigenas-de-varias-etnias-participantes-do-acampamento-terra-livre-(atl)-fazem-marcha-no-eixo-monumental-de-brasilia">Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Fotos públicas</a></figcaption></figure>



<p>De uma forma geral, a ancestralidade predominante nos 2.723 genomas analisados no estudo foi a europeia (com 60% de contribuição genética), seguida da africana (27%) e indígena (13%); além de uma contribuição asiática, de menor escala e mais localizada. Esses números podem variar de acordo com a diversidade étnica dos indivíduos incluídos na amostra pesquisada. Nesse caso, os genomas foram selecionados dentre os participantes de cinco estudos de observação clínica (chamados estudos de coorte), incluindo pessoas de todas as regiões do País. Entre elas, centenas de ribeirinhos da Amazônia.&nbsp;</p>



<p>A pesquisa é realizada no âmbito do projeto DNA do Brasil,&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/cientistas-querem-desvendar-receita-genetica-do-povo-brasileiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lançado em 2019</a>, que tem outros 6 mil genomas já sequenciados e em processo de estudo para futuras publicações, com uma diversidade genética e um poder de análise estatística ainda maiores. O projeto faz parte do&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/decit/genomas-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Genomas Brasil</a>, uma iniciativa do Ministério da Saúde, lançada em 2020, que tem como meta sequenciar o genoma de 100 mil brasileiros.</p>



<p>“Nenhuma amostragem vai ser totalmente representativa, porque o Brasil é muito grande; mas acho que conseguimos uma boa cobertura”, avalia Hünemeier. Uma coisa é certa: “O Brasil tem a maior população miscigenada do mundo”, diz a pesquisadora — ressaltando que essa miscigenação está presente em todos os Estados do País, ainda que os perfis de ancestralidade variem de um lugar para outro. “É como se fosse um reembaralhamento de ancestralidades, em 500 anos, de etnias que estavam separadas há milhares de anos”, completa Hünemeier.</p>



<p>O auge dessa miscigenação, segundo os dados genéticos do estudo, teria ocorrido entre os séculos 18 e 19, quando a migração de europeus e o tráfico de africanos para o Brasil foram intensificados pelos ciclos de exploração de diamantes e ouro, e a transferência da família real portuguesa para o Brasil, além de outros fatores.</p>



<p>“A gente aprende história com o DNA também. É muito incrível isso”, completa Lygia Pereira. Ela e Hünemeier são autoras correspondentes do estudo, junto com Alexandre Pereira, do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração (Incor) — que é parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP — e do Departamento de Genética da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.&nbsp;</p>



<p>É possível que a população brasileira seja, também, “a mais miscigenada” do mundo, mas não há como afirmar isso cientificamente, segundo as pesquisadoras, pois seria necessário comparar essa diversidade genética do Brasil com a de outros países para os quais essas informações não estão disponíveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Implicações médicas</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/05/20250516_populacao_diversidade.jpg" alt="aglomeração de pessoas caminhando pelo centro histórico de São Paulo" class="wp-image-889372"/><figcaption class="wp-element-caption">Multidão caminha pelas ruas do centro de São Paulo: a miscigenação é facilmente perceptível na variedade de formas e cores da população brasileira &#8211; Foto: Pedro Bolle / USP Imagens</figcaption></figure>



<p>Em meio a toda essa diversidade genética, os pesquisadores encontraram mais de 78 milhões de variantes de nucleotídeo único (SNVs, em inglês), alterações pontuais (de uma única “letra”) que ocorrem naturalmente ao longo do genoma humano e podem influenciar tanto características físicas quanto a fisiologia e a propensão a determinadas doenças, por exemplo. Desse total, 8,7 milhões eram variantes inéditas, nunca antes registradas, que podem (ou não) ser exclusivas da população brasileira. E dentre essas variantes inéditas, 36.637 são consideradas potencialmente prejudiciais à saúde — ou seja, capazes de causar ou aumentar o risco de alguma doença.</p>



<p>Os pesquisadores já imaginavam que iriam encontrar uma quantidade grande de novas variantes, em função da genética brasileira ter sido pouco estudada em ampla escala até agora; mas o número, ainda assim, foi surpreendente. “Foi muito mais do que a gente esperava”, diz a geneticista Kelly Nunes, que participou do estudo durante seu pós-doutorado no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB-USP, entre 2022 e 2024. Ela divide a primeira autoria do trabalho na&nbsp;<em>Science</em>&nbsp;com outros três pesquisadores vinculados ao mesmo departamento: Marcos Araújo Silva, Maíra Rodrigues e Renan Lemes.</p>



<p>Os resultados são relevantes não só para a população brasileira, mas para todos os povos que contribuíram para essa miscigenação; muitos dos quais, a exemplo dos brasileiros, nunca tiveram sua diversidade genética mapeada de forma mais aprofundada. “Não necessariamente essas variantes surgiram no Brasil”, explica Nunes. “Muitas delas estão relacionadas com ancestralidades africanas e nativo-americanas, que também são sub-representadas nos bancos de dados genômicos.” Mesmo entre os países europeus, há muitas ancestralidades que também carecem de estudos mais detalhados, incluindo Portugal, Espanha e Itália, de onde vieram muitos migrantes para o Brasil.</p>



<p>“Não é porque o brasileiro é algum tipo de marciano; é porque a gente até agora só sequenciava DNA de gente branca”, destaca Lygia Pereira. De fato, a vasta maioria dos dados genômicos depositados em bancos de dados internacionais até hoje são oriundos de estudos feitos com populações majoritariamente brancas, principalmente do norte da Europa e dos Estados Unidos. “Então, basta você sequenciar alguma coisa um pouquinho diferente que começa a aparecer uma porção de novidades.”</p>



<p>Uma das prioridades de pesquisa daqui para frente será investigar a relevância biológica dessas variantes genéticas e suas possíveis implicações para a saúde humana, sejam elas benéficas ou nocivas. Há mutações que aumentam o risco de câncer, por exemplo, enquanto outras conferem resistência ao HIV.</p>



<p>“Do ponto de vista mais prático, da aplicação em medicina, é muito importante a gente conhecer quais são as variantes genéticas que existem na nossa população e em que frequência elas ocorrem”, explica Pereira. São dados fundamentais, por exemplo, para a interpretação de testes genéticos e para o desenvolvimento da “medicina de precisão”, que leva em conta as características genéticas do paciente, e da “farmacogenômica”, área da ciência que estuda a influência de características genéticas na resposta a medicamentos. “Se quisermos desenvolver isso para a nossa população, é essencial conhecer essas variantes genéticas de outras ancestralidades (não europeias)”, reforça Pereira.</p>



<p>Outro destaque do estudo é a identificação de características do “genoma brasileiro” que passaram por processos recentes de seleção natural; ou seja, que se tornaram mais frequentes na população nesses últimos cinco séculos. Elas incluem genes associados a fertilidade, imunidade e metabolismo energético — aspectos críticos da biologia humana, que podem influenciar fortemente a saúde física e reprodutiva de uma população, especialmente num contexto histórico como o do Brasil. No quesito fertilidade, foram selecionados genes favoráveis à reprodução (ligados à idade da primeira menstruação, nas mulheres, e à produção de espermatozoides, nos homens, por exemplo); enquanto na imunidade foram selecionados genes que conferem maior resistência a doenças infecciosas, por exemplo.</p>



<p>“A gente acha que hoje em dia não estamos mais suscetíveis aos processos de seleção natural; que a medicina dá conta de tudo. Mas quando a gente faz uma pesquisa básica como essa, a gente vê que não é bem assim”, afirma Nunes. “O mais surpreendente é que estamos falando de algo muito recente. Do ponto de vista evolutivo, 500 anos é ontem.”</p>



<p>O artigo&nbsp;<em>Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health&nbsp;</em>está disponível&nbsp;<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adl3564" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>Mais informações:&nbsp;<a href="mailto:lpereira@usp.br">lpereira@usp.br</a>&nbsp;com Lygia V. Pereira;&nbsp;<a href="mailto:hunemeier@usp.br">hunemeier@usp.br</a>&nbsp;com Tábita Hünemeier;&nbsp;<a href="mailto:alexandre.pereira@incor.usp.br">alexandre.pereira@incor.usp.br</a>&nbsp;com Alexandre C. Pereira e&nbsp;<a href="mailto:knunesbio@gmail.com">knunesbio@gmail.com</a>&nbsp;com Kelly Nunes&nbsp;</p>



<p>Fonte: Jornal USP / Arte: Simone Gomes / Resultados incluem a identificação de quase nove milhões de variantes genéticas nunca antes encontradas em outra população do mundo – Fotomontagem <strong>Jornal da USP</strong> com imagens de <a href="http://href=&quot;https//pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Brazil_Blank_Map.svg%22%3EFelipe%20Menegaz%20via%20Wikimedia%20Commons%3C/a%3E%20e%20%3Ca">Wikimedia</a> e <a href="https://www.freepik.com/free-ai-image/autism-day-awareness-collage-style-with-people_169053281.htm">Freepik</a></p>



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		<title>Elon Musk anuncia produção em larga escala de implantes cerebrais da Neuralink</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 21:45:31 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 02/01/2026 &#8211; 18h20</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>O empresário Elon Musk afirmou que a Neuralink, empresa voltada ao desenvolvimento de implantes cerebrais, deve iniciar a produção em larga escala de seus dispositivos a partir de 2026. Segundo o bilionário, a previsão é que o procedimento de implantação dos chips passe a ser realizado de forma simplificada e quase totalmente automatizada.</p>



<p>O anúncio foi feito na última quarta-feira (31), por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter. De acordo com Musk, a adoção do novo modelo cirúrgico é parte da estratégia para ampliar o acesso à tecnologia de interface cérebro-computador desenvolvida pela empresa.</p>



<p>A Neuralink começou a testar seus implantes em humanos em 2024, após obter autorização da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos. Os testes marcam um avanço importante no desenvolvimento da tecnologia, que vinha sendo avaliada apenas em animais.</p>



<p>O dispositivo consiste em um chip do tamanho aproximado de uma moeda, implantado diretamente no cérebro. O equipamento se conecta ao sistema nervoso por meio de fios ultrafinos capazes de captar sinais neurais. A proposta é permitir que pessoas com paralisia consigam controlar equipamentos eletrônicos apenas com o pensamento, como computadores e braços robóticos.</p>



<p>Foto: Divulgação<br></p>



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<p><a href="https://www.bahianoticias.com.br/noticia/312179-com-prisao-de-filipe-martins-veja-a-situacao-dos-23-reus-ja-condenados-da-trama-golpista"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/elon-musk-anuncia-producao-em-larga-escala-de-implantes-cerebrais-da-neuralink/">Elon Musk anuncia produção em larga escala de implantes cerebrais da Neuralink</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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