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	<title>Ciências |</title>
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		<title>Estudantes de Ipiaú criam inseticida à base de pimenta malagueta e alho para combater pragas agrícolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 29/06/2026 &#8211; 11h20 Por&#160;Redação Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Médio Rio das Contas, em&#160;Ipiaú, desenvolveram um inseticida ecológico à base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum) como alternativa sustentável para o controle de pragas agrícolas. A iniciativa foi criada pelos alunos Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda-feira, 29/06/2026 &#8211; 11h20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Médio Rio das Contas, em&nbsp;<a href="https://www.bahianoticias.com.br/tags/ipiau" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Ipiaú</strong></a>, desenvolveram um inseticida ecológico à base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum) como alternativa sustentável para o controle de pragas agrícolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa foi criada pelos alunos Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, sob orientação dos professores Lucas Santos e Francisca Jucá. De acordo com dados da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], a infestação de pragas pode reduzir em até 40% a produtividade das lavouras brasileiras, com prejuízo estimado em até R$ 60 bilhões por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os estudantes, a escolha da pimenta malagueta e do alho ocorreu devido às propriedades inseticidas e fungicidas naturais dessas matérias-primas, além do baixo custo e da facilidade de acesso. &#8220;Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos&#8221;, explicam os integrantes da equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto surgiu a partir da observação dos impactos causados pelo uso de agrotóxicos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. Conforme os pesquisadores, o produto apresenta como principais diferenciais o caráter ecológico, o baixo custo de produção e a utilização de ingredientes de fácil obtenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros testes indicaram resultados positivos no controle da cochonilha, reforçando o potencial de aplicação do inseticida no campo. A próxima etapa da pesquisa prevê a ampliação dos estudos para o combate a outras pragas e doenças que afetam as lavouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia&#8221;, afirmou o professor Lucas Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Divulgação / Secti Bahia</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudantes-de-ipiau-criam-inseticida-a-base-de-pimenta-malagueta-e-alho-para-combater-pragas-agricolas/">Estudantes de Ipiaú criam inseticida à base de pimenta malagueta e alho para combater pragas agrícolas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama avançado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 21:16:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Terça-feira, 23/06/2026 &#8211; 21h00 Por&#160;Redação A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (22), o registro do medicamento Inluriyo (tosilato de inlunestranto). O produto é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia, ou metastático (quando a doença já se espalhou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça-feira, 23/06/2026 &#8211; 21h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (22), o registro do medicamento Inluriyo (tosilato de inlunestranto). O produto é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia, ou metastático (quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as diretrizes de aprovação, o fármaco é indicado para pacientes que já passaram por uma terapia endócrina anterior. O tratamento é destinado a tumores que são positivos para o receptor de estrogênio (ER+), negativos para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e que apresentam mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="537" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/image-153.png" alt="" class="wp-image-179097" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/image-153.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/image-153-300x157.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/image-153-768x403.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: José Cruz / Agência Brasil</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo fármaco é administrado por via oral e indicado para uso como monoterapia (sem associação com outros medicamentos). O câncer de mama é a neoplasia maligna de maior incidência entre as mulheres no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) referentes ao período de 2023 a 2025, foram registrados 73.610 casos da doença no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão que autoriza a comercialização e o uso do medicamento no país consta na Resolução RE nº 2.465/2026, publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Reprodução / Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="500" height="500" data-id="179038" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png" alt="" class="wp-image-179038" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png 500w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-300x300.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/anvisa-aprova-novo-medicamento-oral-para-tratamento-de-cancer-de-mama-avancado/">Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama avançado</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Governo cria comitê para reduzir mortalidade materna, fetal e infantil entre povos indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 20:26:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quarta-feira, 24/06/2026 &#8211; 13h40 Por&#160;Redação O Governo Federal criou o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena (CRMMFII), com o objetivo de fortalecer ações de cuidado à saúde de mulheres e crianças indígenas em todo o país. A medida foi&#160;publicada nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União. O colegiado será vinculado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quarta-feira, 24/06/2026 &#8211; 13h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo Federal criou o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena (CRMMFII), com o objetivo de fortalecer ações de cuidado à saúde de mulheres e crianças indígenas em todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida foi&nbsp;publicada nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União. O colegiado será vinculado à Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, e terá caráter consultivo, deliberativo e permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atribuições do comitê estão o acompanhamento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco, investigação das causas de mortes e avaliação das ações voltadas à atenção materna, fetal e infantil nos territórios indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo também deverá atuar na articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas, especialistas das medicinas indígenas e representantes do controle social da saúde indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das medidas previstas é a elaboração do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do monitoramento da implementação das ações pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) espalhados pelo país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comitê também terá atuação específica junto aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (PIIRC). Nesses casos, deverá propor protocolos diferenciados de atenção à saúde e recomendar medidas de prevenção a riscos epidemiológicos, respeitando a autonomia, a cultura e os territórios desses povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Arquivo / MDS</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="500" height="500" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png" alt="" class="wp-image-179038" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png 500w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-300x300.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/06/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.bahianoticias.com.br/folha/noticia/398002-ira-tera-inspecoes-nucleares-mas-faltam-detalhes-diz-onu"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-cria-comite-para-reduzir-mortalidade-materna-fetal-e-infantil-entre-povos-indigenas/">Governo cria comitê para reduzir mortalidade materna, fetal e infantil entre povos indígenas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 00:11:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira, 18/06/2026 &#8211; 21h00 Por&#160;Redação O bem-estar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar é uma das principais preocupações das famílias. Contudo, é fundamental ressaltar que a inclusão e o respeito às adaptações necessárias não são favores, mas direitos fundamentais previstos na legislação brasileira. A inclusão é uma obrigação prevista em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quinta-feira, 18/06/2026 &#8211; 21h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bem-estar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar é uma das principais preocupações das famílias. Contudo, é fundamental ressaltar que a inclusão e o respeito às adaptações necessárias não são favores, mas direitos fundamentais previstos na legislação brasileira. A inclusão é uma obrigação prevista em lei, não uma escolha da escola ou um favor prestado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como esta quinta-feira&nbsp;(18), Dia do Orgulho Autista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação brasileira protege o acesso e a permanência de crianças e adolescentes com TEA no sistema regular de ensino. Entre os principais pontos garantidos por lei, destacam-se:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>&nbsp;Matrícula garantida: É proibida a recusa de matrícula ou a imposição de barreiras ao acesso de alunos com TEA em escolas públicas ou privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proibição de taxas extras: Escolas privadas não podem cobrar valores adicionais ou repassar aos pais custos com mediadores escolares, auxiliares, adaptações pedagógicas ou materiais específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhante especializado:&nbsp;Quando comprovada a necessidade, o aluno tem direito a um profissional de apoio para auxiliar em suas atividades diárias, sem qualquer custo extra para a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adaptação curricular:&nbsp;A instituição deve adequar seu currículo, materiais didáticos e métodos de avaliação à realidade do aluno por meio do Plano Individualizado de Ensino (PEI).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMO DENUNCIAR VIOLAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O descumprimento dessas normas é ilegal. Famílias que enfrentarem obstáculos para a efetivação desses direitos podem buscar auxílio e formalizar denúncias na Defensoria Pública ou Ministério Público, Delegacias especializadas e Conselhos Tutelares (no caso de crianças e adolescentes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O surgimento da Igreja Assembléia de Deus no Brasil" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/14pUrdqor3U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dia-do-orgulho-autista-saiba-os-direitos-dos-alunos-na-escola/">Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Levantamento inédito da população em situação de rua pelo IBGE ajudará na adoção de políticas públicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 22:18:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gabriel Albuquerque* &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026 O IBGE anunciou no final do mês passado a criação do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, que pode servir de base para políticas públicas mais eficientes Nos dias 27, 28 e 30 de abril, o IBGE anunciou a criação do 1º Censo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://jornal.usp.br/author/gabriel-albuquerque/">Gabriel Albuquerque*</a> &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBGE anunciou no final do mês passado a criação do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, que pode servir de base para políticas públicas mais eficientes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias 27, 28 e 30 de abril, o IBGE anunciou a criação do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, focado em mapear a situação dessa população pelo País, identificar as regiões com a maior ocorrência de pessoas em vulnerabilidade e em encontrar soluções para diminuir a parcela das pessoas que vivem nas ruas, com previsão para ser realizado em 2028. Fraya Frehse, professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, explica que esse Censo pode revelar muitas informações inéditas sobre a população em situação de rua.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_386720"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/02/20210201_frayafrehse-300x300.png" alt="" class="wp-image-386720" style="width:131px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Fraya Frehse – Foto: FFLCH-USP</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Os itens que o Censo indica logo de cara incluem a distribuição territorial, o perfil sociodemográfico e as condições de vida da população em situação de rua, mas nós temos algumas informações que são, no mínimo, únicas, e que fogem do que está escrito aí. A gente vai conseguir entender melhor como essa população se espacializa nos diversos lugares por onde ela circula e existe no Brasil. Nós, que não estamos em situação de rua, não imaginamos exatamente como essa vida ocorre, para essa população existir em uma cidade ela precisa ocupar os espaços e dar um jeito de se virar. Existe todo um cuidado metodológico justamente em lidar com essa questão territorial, que é a grande dificuldade, porque, no fundo, o censo demográfico em geral que a gente tem, e não apenas no Brasil e em outros países, lida com uma unidade de pesquisa que é o domicílio. O domicílio é definido como um ambiente estruturado para a moradia e aqui a gente tem outras maneiras de estruturar a moradia.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós vamos ter mais capacidade de entender essas especificidades da maneira como ela se relaciona com o mundo, essa diversidade vai coexistir, pela primeira vez na história do Brasil, com levantamento nacional. Ou seja, a gente vai ver como essas diversidades se estruturam nacionalmente. A gente sabe que o Brasil é diferente, mas a gente tem cidades com localizações absolutamente diferentes, temos cidades que estão em florestas ou em zonas rurais, por exemplo. A gente vai conseguir dar essa perícia e entender essa diversidade de uma maneira conjunta, e isso é fundamental”, explica Fraya.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Demora na criação do Censo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Renata Bichir, professora do curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, explica as possíveis razões para a demora dos órgãos responsáveis para criar esse censo. “Existem desafios orçamentários e metodológicos, a dimensão orçamentária é importante porque se trata de uma pesquisa relativamente custosa — ainda que o IBGE não tenha divulgado estimativas, o próprio diretor do IBGE, responsável pela pesquisa, menciona isso. Infelizmente, o IBGE vem passando por uma crise de desfinanciamento e, por questões técnicas, a gente quase não teve a realização do Censo de 2020, que aconteceu com um atraso e depois de muita pressão do poder da opinião pública e dos acadêmicos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os desafios metodológicos são importantes, uma contagem de população em situação de rua demanda abordagem presencial em locais que não são necessariamente de fácil acesso, um treinamento específico de equipe, é uma pesquisa que geralmente acontece de manhã e de noite, porque durante o dia essa população está em fluxo. Temos uma série de desafios metodológicos e orçamentários e, se o orçamento é sempre escasso, a gente define prioridades, mas durante muito tempo esse tipo de público não foi necessariamente prioritário nas políticas públicas, o Estado só coloca a lupa e só tenta enxergar aquilo que ele quer abordar”, comenta Renata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fraya ressalta que a relação da sociedade com populações vulneráveis também deve ser levada em consideração. “É fundamental ter em conta que não existem Censos nacionais no planeta Terra em relação à população de rua. Há que se dizer que o Brasil está sendo inovador, pela primeira vez um país está fazendo o Censo Nacional da População de Rua. Existem desafios que são metodológicos, históricos, políticos, que transcendem as próprias fronteiras nacionais e que, evidentemente, têm a ver com toda a questão do preconceito, da estigmatização dessas pessoas, que é uma coisa que não é, de jeito nenhum, específica do Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Políticas públicas para a população de rua</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_463969"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/10/renata_bichir-300x300.png" alt="" class="wp-image-463969" style="width:132px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Renata Bichir – Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Renata comenta a situação atual das políticas públicas voltadas à população em situação de rua no Brasil, sendo necessário que as medidas entendam os diferentes perfis das pessoas. “Nós temos políticas, mas elas são insuficientes e fragmentadas, acredito que se trata de várias etapas. A gente tem várias abordagens possíveis, você tem uma rede de serviços socioassistenciais voltados para essa população, equipamentos de assistência, abrigos específicos para pessoas em situação de rua, restaurantes populares, consultório na rua, entre outros. Essa é uma população em que você precisa pensar a lógica da busca ativa, não é a população que necessariamente se desloca para ir até os equipamentos públicos, é necessário pensar em uma lógica inversa e em uma capilaridade da política pública no território.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Existe uma disputa de abordagens, cada vez mais discutida no debate acadêmico, se você deveria focar primeiro em moradia, que é a ideia do Housing First, ou se você deveria focar em uma série de serviços. Quem está na rua tem uma série de demandas, o público não é homogêneo, isso é bem importante destacar. Tem vários motivos que levam a ida para a rua, tem trabalhos que vão fazer essa diferença também entre o ser e estar na rua. Têm casos que são transitórios, têm casos que são de longa duração, têm casos vinculados a uso abusivo de álcool e outras drogas e, a partir disso, a gente tem políticas específicas para isso, mas elas estão existindo tanto na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) quanto na questão das comunidades terapêuticas, mas nem toda a população de rua tem demandas ligadas à saúde mental”, explica Renata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sobre a demografia nas ruas, depois da pandemia houve um aumento do número de pessoas em situação de rua e uma diversificação destas. Se a gente não conhece a demografia e não cria circuitos de integração entre as políticas, certamente se trata de uma rede que é insuficiente. A ideia de política pública é ter continuidade, previsibilidade, orçamento e integração. É muito nobre e louvável que a gente tenha ações pontuais de terceiro setor e de voluntários, mas a gente precisa de uma peia integrada de notação, que certamente ainda é insuficiente”, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<em>Sob supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / A relação da sociedade com populações vulneráveis deve ser levada em consideração – Foto: <a href="https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mendigos-deitados-ao-lado-da-rua-com-roupas-sujas_8351866.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=0&amp;uuid=9ae211d1-9be5-48da-92e6-7088a792661f&amp;query=moradores+de+rua">jcomp/Magnific</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Exercício físico atua na regulação genética para proteger coração infartado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 22:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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		<category><![CDATA[regulacao genetica]]></category>
		<category><![CDATA[RNA]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resultados fornecem evidências inéditas do envolvimento dos circRNAs como chaves reguladoras na resposta do coração ao exercício aeróbico após o infarto Texto: Guilherme Ike* Arte: Livia Bortoletto** Sábado, 6 de junho de 2026 Uma pesquisa inédita da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP descobriu que o treinamento físico aeróbico age diretamente na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Resultados fornecem evidências inéditas do envolvimento dos circRNAs como chaves reguladoras na resposta do coração ao exercício aeróbico após o infarto</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Guilherme Ike* Arte: Livia Bortoletto**</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa inédita da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP descobriu que o treinamento físico aeróbico age diretamente na regulação genética do coração para ajudar em sua recuperação após um infarto. O estudo identificou que a prática de exercícios modifica o comportamento dos RNAs circulares, demonstrando seus efeitos no nível molecular — ou seja, dentro das células do coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os RNAs circulares (conhecidos como circRNAs) são um tipo especial de material genético: diferente dos RNAs comuns, que possuem um formato linear de fita, os circRNAs fecham-se em um anel. Esse formato circular traz alta estabilidade, fazendo com que durem mais tempo no organismo, além da capacidade de modificar a expressão de outros genes, funcionando como verdadeiros “interruptores” celulares.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260527_noemy-300x300.jpg" alt="Mulher de cabelos longos, presos em rabo de cavalo, usando roupa esportiva, no alto de uma montanha" class="wp-image-1013710" style="width:135px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Noemy Pinto Pereira é pesquisadora da Escola de Educação Física e Esporte da USP &#8211; Foto:&nbsp;<a href="https://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do;jsessionid=418D5C3DA65DBD34D3FC6C270A652D16.buscatextual_0">Currículo Lattes</a></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A descoberta traz novas respostas para o combate às doenças cardiovasculares, que permanecem como as principais causas de morte no mundo. Entre elas, o infarto do miocárdio — popularmente conhecido como ataque cardíaco — destaca-se tanto pela gravidade imediata quanto pelas sequelas que se estendem muito além do atendimento de emergência. Apesar dos avanços médicos atuais, a ciência ainda enfrentava lacunas para compreender como o coração tenta se recuperar após a lesão e quais gatilhos biológicos poderiam ser estimulados para uma reparação mais eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora caminhadas e corridas sejam recomendadas há décadas no tratamento pós-infarto, os seus efeitos dentro das células cardíacas ainda não são completamente compreendidos. “Nós mostramos que o treinamento físico aeróbio muda a expressão de alguns RNAs circulares após o infarto e isso melhora a função do coração, reduz a hipertrofia cardíaca [o aumento prejudicial do tamanho do órgão] e a fibrose [a formação de cicatrizes rígidas que endurecem o músculo] e ainda ativa algumas vias cardioprotetoras. Ou seja, o exercício físico não atua somente no músculo esquelético, mas também diretamente na regulação dos genes do coração, e entender isso pode abrir portas para novas terapias baseadas no RNA”, explica a pesquisadora Noemy Pinto Pereira, que desenvolveu a investigação durante seu doutorado na USP sob orientação da professora Edilamar Menezes de Oliveira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos do exercício no coração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa utilizou um modelo experimental com ratos da linhagem Wistar submetidos à indução de infarto do miocárdio e, posteriormente, a um protocolo estruturado de treinamento aeróbico. Antes de iniciar as análises moleculares, o estudo verificou os efeitos clássicos do treinamento físico aeróbico, como a diminuição da frequência cardíaca de repouso e o aumento da capacidade oxidativa, que é a habilidade dos músculos de usar o oxigênio para gerar energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os animais já divididos entre grupos saudáveis e infartados, treinados e sedentários, o estudo passou a investigar as alterações estruturais e funcionais no coração. Técnicas como a ecocardiografia (o chamado ultrassom do coração) e análises histológicas (exames dos tecidos ao microscópio) permitiram observar mudanças no tamanho das câmaras cardíacas, na espessura das paredes e na presença de fibrose, características fundamentais para entender como o coração reage à lesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, foi realizado um sequenciamento abrangente de RNAs para mapear a expressão de circRNAs, microRNAs e mRNAs nas regiões remota (área saudável do coração) e de borda do infarto (zona de transição colada à lesão). Essa abordagem permitiu identificar moléculas que sofrem alterações, tanto pela lesão quanto pela prática de exercício, fornecendo uma visão ampla das redes de regulação envolvidas no remodelamento cardíaco — o processo de transformação na forma e na função do órgão após um trauma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esses resultados, a pesquisadora selecionou RNAs circulares com potencial de atuar como reguladores importantes — especialmente aqueles capazes de interagir com microRNAs relacionados à fibrose, à hipertrofia e à apoptose (processo de morte celular programada). Para ampliar a compreensão funcional dessas moléculas, foram conduzidos ensaios em células cardíacas e em modelos animais que receberam vetores virais do tipo AAV9. Esses vetores são vírus modificados em laboratório, totalmente inofensivos, usados como veículos para superexpressar circRNAs específicos. Essa etapa permitiu avaliar se a modulação direcionada dessas moléculas poderia reproduzir ou complementar os efeitos benéficos observados com o treinamento aeróbico.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260529_monitor.jpg" alt="Monitor multiparamétrico hospitalar apoiado sobre um carrinho metálico preto, medindo sinais vitais, com gráficos de batimentos cardíacos e números em destaque" class="wp-image-1014686"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utilizou técnicas de imagem, análises histológicas e sequenciamento de RNAs – Foto:&nbsp;<a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/hospital-remedio-medicacao-cuidados-de-saude-5875565/">Dalila Dalprat/Pexels</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Recuperação cardíaca</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram que o infarto provoca alterações significativas no perfil de circRNAs no coração, mas que o treinamento aeróbico é capaz de reverter ou modular parte dessas mudanças. Alguns desses RNAs apresentaram um padrão de comportamento mais semelhante ao de corações saudáveis após o exercício, indicando um possível papel nos efeitos protetores da atividade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento aeróbico também demonstrou reduzir marcadores de fibrose e atenuar sinais de hipertrofia patológica, enquanto preservava a função ventricular (capacidade de bombeamento de sangue do coração). Essas melhorias estruturais e funcionais reforçam que as alterações moleculares observadas têm impacto direto sobre a saúde do tecido cardíaco. Os resultados mostram que os benefícios já conhecidos do exercício envolvem mecanismos muito mais específicos e sofisticados do que se imaginava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos ensaios celulares, a superprodução dos circRNAs selecionados reduziu a morte celular e regulou genes associados ao remodelamento, sugerindo caminhos promissores para investigações futuras. Nos modelos animais, o uso dos vetores virais mostrou efeitos compatíveis com uma resposta protetora, ainda que variáveis dependendo da molécula estudada.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Entender esses mecanismos é essencial para transformar o exercício em uma estratégia cada vez mais precisa, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença” – Noemy Pinto Pereira</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa reconhece limitações, como a necessidade de avaliar essas moléculas em estágios mais avançados do remodelamento cardíaco, explorar interações com proteínas reguladoras e expandir os testes para modelos ainda mais próximos aos da fisiologia humana. Apesar disso, o trabalho oferece uma base sólida para estudos que buscam desenvolver terapias inovadoras inspiradas nos efeitos benéficos do exercício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esses achados, o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre como o treinamento aeróbico influencia o coração após um evento isquêmico, e destaca o potencial dos RNAs circulares como novos alvos para medicamentos. As descobertas fortalecem a ponte entre a ciência básica de laboratório e as aplicações clínicas futuras que possam melhorar a recuperação de pacientes que sofreram infarto.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tese de doutorado intitulada&nbsp;<em>Papel do treinamento físico e RNAs circulares como efeito terapêutico no infarto do miocárdio</em>&nbsp;estará disponível em breve na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<em>Estagiário sob supervisão de Paula Bassi, da Seção de Relações Institucionais e Comunicação da EEFE. Adaptado para o&nbsp;</em><strong>Jornal da USP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">**<em>Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Treinamento físico aeróbico é benéfico para recuperação de doenças cardiovasculares, principal causa de mortes no mundo –<a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-corrida-jogging-esporte-5036905/"> Foto: Ketut Subiyanto – Pexels</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/exercicio-fisico-atua-na-regulacao-genetica-para-proteger-coracao-infartado/">Exercício físico atua na regulação genética para proteger coração infartado</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Risco de morte é maior após tratamento de arritmia grave em pacientes com doença de Chagas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:53:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa reforça importância do acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outros problemas relacionados em portadores da doença Texto: Redação* &#8211; Arte: Livia Bortoletto** Sábado, 6 de junho de 2026 Um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) faz um alerta sobre o tratamento de pacientes com doença de Chagas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Pesquisa reforça importância do acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outros problemas relacionados em portadores da doença</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Redação* &#8211; Arte: Livia Bortoletto**</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) faz um alerta sobre o tratamento de pacientes com doença de Chagas que sofrem de arritmias graves. A pesquisa, publicada em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.lana.2026.101394" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;na revista&nbsp;<em>The Lancet</em>&nbsp;<em>Regional Health</em>&nbsp;–&nbsp;<em>Americas</em>, demonstra que essas pessoas apresentam um risco mais elevado de mortalidade por causas diversas após a ablação por cateter quando comparado a pacientes com outras doenças cardíacas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, a mortalidade por fatores não cardíacos de pacientes chagásicos submetidos à ablação por cateter foi 2,41 vezes maior do que entre pacientes com cardiomiopatia isquêmica e cardiomiopatia dilatada idiopática, doenças que também podem ocasionar taquicardia ventricular. A ablação por cateter consiste em “cauterizar” os pontos do coração que geram o “curto-circuito”. Por meio de um procedimento minimamente invasivo, os cateteres são inseridos na virilha e guiados até o coração, eliminando focos elétricos anormais que causam arritmias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em Cardiologia pela FMUSP.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estratégia meticulosa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela que, na doença de Chagas, o procedimento é tecnicamente mais complexo. Uma das principais diferenças encontradas foi a necessidade de acesso ao epicárdio, a camada externa do coração, observada em 78% dos casos de pacientes chagásicos, índice significativamente superior aos 15% registrados em pacientes com cardiopatia isquêmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores do estudo, a cardiomiopatia chagásica apresenta cicatriz predominante na região externa do coração, o que exige uma estratégia mais meticulosa. A pesquisa aponta que as complicações durante o procedimento e a instabilidade clínica são os principais fatores de risco para os pacientes com a doença de Chagas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o estudo trouxe um dado alentador. A taxa de recorrência da arritmia não apresentou diferença estatística significativa entre as diferentes doenças cardíacas, o que demonstra que a técnica de ablação é eficaz em controlar o “curto-circuito” elétrico do coração, embora o prognóstico geral de sobrevivência do paciente com Chagas demande cuidados adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utilizou dados de 378 procedimentos realizados em 288 pacientes em tratamento no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP entre 2011 e 2020. Para os pesquisadores, os achados reforçam que o tratamento da arritmia na doença de Chagas não termina na sala de cirurgia. É fundamental um acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar. O artigo completo está disponível na&nbsp;<em>The Lancet Regional Health – Americas</em>, neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.lana.2026.101394" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Da Assessoria de Imprensa da FMUSP, adaptado para o&nbsp;</em><strong>Jornal da USP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>**Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / O tratamento da arritmia na doença de Chagas não termina na sala de cirurgia, apontam pesquisadores, sendo necessário um acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e distúrbios relacionados após a alta hospitalar – Foto: <a href="https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/monitor-na-enfermaria-do-hospital-mostrando-bmp-do-paciente_16974844.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=3&amp;uuid=99ee08b7-a2ec-4bd7-b72e-059f250c1fcd&amp;query=Abla%C3%A7%C3%A3o">DC Studio/Magnific</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/risco-de-morte-e-maior-apos-tratamento-de-arritmia-grave-em-pacientes-com-doenca-de-chagas/">Risco de morte é maior após tratamento de arritmia grave em pacientes com doença de Chagas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Nova estratégia é promissora contra leucemia mieloide aguda resistente à quimioterapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:45:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos pré-clínicos apontam que fármacos podem ressensibilizar as células tumorais, permitindo a retomada do tratamento Texto: Eduarda Antunes Moreira* Arte: Heloisa Falaschi** Sábado, 6 de junho de 2026 Pesquisadores brasileiros propõem uma nova conduta que pode aprimorar o tratamento de leucemia mieloide aguda (LMA), subtipo agressivo e de rápida progressão do câncer que atinge as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Estudos pré-clínicos apontam que fármacos podem ressensibilizar as células tumorais, permitindo a retomada do tratamento</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Eduarda Antunes Moreira* Arte: Heloisa Falaschi**</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores brasileiros propõem uma nova conduta que pode aprimorar o tratamento de leucemia mieloide aguda (LMA), subtipo agressivo e de rápida progressão do câncer que atinge as células sanguíneas. O uso clínico do quimioterápico mais moderno disponível atualmente para a doença, o venetoclax, tem demonstrado uma tendência: após cerca de dois anos, muitos pacientes desenvolvem resistência e param de responder ao tratamento. Observando os resultados de diferentes estudos desenvolvidos de forma independente em diferentes países, além de suas próprias pesquisas, os cientistas perceberam que essa resistência pode ser revertida, o que tornaria os pacientes novamente sensíveis ao medicamento e permitiria a retomada do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este achado foi publicado recentemente na forma de um&nbsp;<a href="https://tcr.amegroups.org/article/view/116716/html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">editorial científico</a>&nbsp;que ganhou destaque na capa da edição de abril da revista científica&nbsp;<em>Translational Cancer Research</em>. O artigo aponta que a resistência desenvolvida pelas células tumorais é consequência de reprogramação metabólica, e que este processo pode ser revertido com o uso de fármacos inibidores de uma enzima específica, a nicotinamida fosforibosiltransferase (Nampt), que age em mais de um mecanismo de produção de energia, sendo essencial para a sobrevivência das células de câncer. Um exemplo bastante conhecido de fármaco que impede a produção de energia celular através de um desses mecanismos é a metformina, medicamento amplamente utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o pesquisador João Agostinho Machado Neto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e responsável pela publicação, o editorial tem como principal objetivo informar aos pesquisadores da área que existe um novo paradigma científico sendo construído. A afirmação é baseada em estudos desenvolvidos por cientistas da USP, no Brasil, de Groningen, na Holanda, e do Texas, nos Estado Unidos, que chegaram a conclusões semelhantes mesmo trabalhando de maneira independente. “O artigo teve o intuito de mostrar que estamos convergindo para um conhecimento que merece um olhar mais cuidadoso e crítico, porque pode ter aplicação clínica em breve”, ressalta o pesquisador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260529_joaoagostinhomachadoneto-ro6ecwtmy19ebnq35wlnsa8m208nuvurpwvh22fwzc.jpg" alt="Homem adulto de pele clara, cabelo curto e escuro, barba e bigode também escuros. Usa óculos de armação escura e sorri para a câmera. Veste camisa social de padrão quadriculado em tons claros." style="width:129px;height:auto" title="20260529_joãoagostinhomachadoneto"/><figcaption class="wp-element-caption">João Agostinho Machado Neto – Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O estudo desenvolvido na USP mostra que tanto a metformina quanto um fármaco inibidor de Nampt, chamado de KPT-9274, foram capazes de reverter a resistência adquirida, ou seja, desencadeada em laboratório, de células tumorais contra o quimioterápico venetoclax. Enquanto isso, os pesquisadores de Groningen trabalharam com linhagens celulares tumorais com resistência intrínseca, desenvolvida naturalmente, e concluíram que as células foram ressensibilizadas ao venetoclax diante do tratamento com metformina, além de observarem um efeito ainda mais intenso com a administração combinada ao KPT-9274. Por fim, o grupo de pesquisadores do Texas utilizou células resistentes à quimioterapia padrão, que utiliza o medicamento citarabina, e observou que a administração do fármaco inibidor de Nampt também ressensibilizou as células tumorais ao tratamento quimioterápico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os pesquisadores, a questão fundamental agora é definir a melhor forma de converter esses resultados pré-clínicos em estratégias clinicamente viáveis. O professor João Agostinho Machado Neto conta que um grupo de pesquisa no Brasil já deu início a um estudo clínico com o uso de metformina em pacientes de leucemia mieloide aguda que desenvolvem resistência à quimioterapia. “A metformina pode ter aplicação imediata, porque ela já é aprovada, bastante conhecida e usada há mais de 50 anos na clínica. Mas certamente esses novos fármacos inibidores de Nampt têm potencial de serem ainda mais eficientes”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*&nbsp;<em>Bolsista Mídia Ciência – Jornalismo Científico/Fapesp no LarFarMar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">**<em>Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Estudos em laboratório fundamentam proposta de uso clínico de medicamentos que podem reverter resistência a quimioterápicos &#8211; Foto: <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/segurando-holding-laboratorio-remedio-8940509/">Thirdman/Pexels</a><br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>HC de Ribeirão Preto chega aos 70 anos entre a tradição e a saúde do futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:31:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS) Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026 O passado e o futuro caminharam lado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial, cirurgia robótica e formação de profissionais especializados reforçam o papel do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP como referência em alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Texto: Rose Talamone &#8211; Sábado, 6 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">O passado e o futuro caminharam lado a lado nos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP). Referência nacional em assistência de alta complexidade, ensino e pesquisa, a instituição realizou quase 27 mil cirurgias e 297 transplantes em 2025, números que ajudam a dimensionar seu papel dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, aposta em novas fronteiras da saúde, como a inteligência artificial e a cirurgia robótica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As comemorações já começaram e continuam nesta quinta-feira, 4 de junho, com o Concerto HC 70 Anos e a abertura da exposição&nbsp;<em>Memórias do HCFMRP-USP</em>. Ao longo do ano, a programação inclui exposição itinerante, corrida comemorativa, lançamento de livro histórico, inauguração de espaços de memória e homenagens aos profissionais que ajudaram a construir a trajetória da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 1956 para servir de hospital-escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o HC acompanhou a expansão da Universidade e da própria medicina brasileira. Inicialmente instalado na região central da cidade, consolidou-se ao longo das décadas como referência para casos de alta complexidade vindos de todo o interior paulista, além de participar de avanços que marcaram a medicina brasileira, como transplantes, reprodução assistida e cirurgia para tratamento da epilepsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o superintendente do hospital, o professor Ricardo Cavalli, a história da instituição pode ser compreendida a partir de três grandes momentos. O primeiro foi a instalação da unidade original na região central de Ribeirão Preto. O segundo ocorreu em 1978, com a transferência para o campus da USP. O terceiro, segundo ele, está sendo construído agora. “Temos agora uma nova Unidade de Emergência. É um novo cenário. Quase uma tríade hospitalar ao longo desses 70 anos”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em construção, a nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas. A&nbsp;estrutura ampliará significativamente a capacidade de atendimento do complexo hospitalar, com novos leitos, centros cirúrgicos e unidades especializadas, fortalecendo sua posição como referência para casos de alta complexidade no interior paulista.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo-rof7m59uiwmw9ub74nkdpvbe6i73litbk5xat2iamc.jpg" alt="Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC - Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:146px;height:auto" title="20260603_Ricardo_Cavalli_HCFMRP_circulo"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Cavalli, professor da FMRP e superintendente do HC &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Para Cavalli, no entanto, a nova fase do hospital não se resume ao crescimento físico. Ela também está associada à incorporação de tecnologias capazes de transformar a assistência, a pesquisa e a formação de profissionais de saúde. “Temos tecnologias de ponta em diversas áreas ligadas à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. São estruturas de excelência reconhecidas no Estado de São Paulo, no Brasil e até internacionalmente”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, segundo o superintendente, é incorporar inovação em um hospital que atende exclusivamente pelo SUS. “Muitas vezes a tecnologia parece cara no momento da aquisição. Mas, quando reduz complicações, tempo de internação e intercorrências, ela passa a ter custo-efetividade no médio prazo”, avalia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP2.jpg" alt="" class="wp-image-1016555"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP1.jpg" alt="" class="wp-image-1016554"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016556"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_unidade_emergencia_FMRP4.jpg" alt="" class="wp-image-1016557"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Nova Unidade de Emergência representa o maior projeto de expansão do HC nas últimas décadas &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial e SUS</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial costuma aparecer associada a promessas futuristas. No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, porém, ela já começa a ser incorporada à rotina de trabalho de médicos, pesquisadores e gestores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado recentemente, o Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) representa uma das apostas mais ambiciosas do hospital para os próximos anos. A proposta vai além da adoção de softwares comerciais:&nbsp;a ideia é construir capacidade própria para desenvolver, treinar e validar sistemas de inteligência artificial voltados às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “O objetivo não é simplesmente comprar tecnologia pronta, mas criar uma estrutura capaz de identificar problemas reais da rotina hospitalar, desenvolver ou adaptar soluções, validar essas ferramentas com segurança e incorporá-las de forma responsável ao cuidado, à pesquisa e à gestão”, afirma o coordenador do núcleo, o médico radiologista Julio Cesar Nather Junior.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_Julio_Nader_coordenador-do_Nucleo_IA_HCFMRP-rof7m4c0c2lly8cka55r5djxl4bqdtpl819tbsjosk.jpg" alt="Foto: Divulgação/HCFMRP" style="width:143px;height:auto" title="20260603_Julio_Nader_coordenador do_Nucleo_IA_HCFMRP"/><figcaption class="wp-element-caption">Julio Cesar Nather Junior, médico radiologista e coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O projeto nasce de uma matéria-prima valiosa: os dados produzidos diariamente pelo próprio hospital. Somente em 2025, o HC realizou mais de 800 mil consultas e procedimentos, mais de 1 milhão de atendimentos multidisciplinares e mais de 4 milhões de exames laboratoriais. Somados a décadas de registros médicos, exames de imagem, laudos e prontuários, esses dados formam uma das maiores bases de informações clínicas do País. Transformar esse volume de informação em conhecimento útil para a assistência, a pesquisa e a gestão é um dos principais objetivos do Núcleo de Inteligência Artificial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nather, o núcleo já atua em projetos que utilizam inteligência artificial para triagem de tomografias de crânio com suspeita de hemorragia, identificação de alterações em ressonâncias magnéticas, detecção de novas lesões em pacientes com esclerose múltipla e análise de radiografias de tórax, abdômen e membros inferiores. “Em vez de substituir especialistas, os sistemas funcionam como uma camada adicional de apoio. Exames potencialmente graves podem ser sinalizados mais rapidamente, permitindo que casos urgentes recebam prioridade.”&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_dia_a_dia_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016330"/><figcaption class="wp-element-caption">Uso da inteligência artificial pode ajudar na agilidade do atendimento no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outra frente de trabalho busca atacar um dos maiores gargalos da medicina contemporânea: a burocracia. Projetos em desenvolvimento permitem que a inteligência artificial transforme automaticamente consultas gravadas em textos estruturados para prontuários eletrônicos. Em outra aplicação, sistemas analisam informações já registradas e produzem versões preliminares de relatórios médicos, reduzindo o tempo gasto com tarefas repetitivas. “Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente“, afirma Nather.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que os primeiros impactos apareçam justamente nas áreas que concentram grandes volumes de informação. “Diagnóstico por imagem e gestão hospitalar tendem a ser os setores com ganhos mais rápidos. A inteligência artificial pode ajudar a organizar filas, prever demanda, otimizar agendas, apoiar a regulação de leitos e reduzir retrabalho”, explica.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando a inteligência artificial ajuda a recuperar informações do prontuário, apoiar codificação hospitalar, organizar filas ou priorizar exames, ela libera tempo para que os profissionais possam se dedicar ao que realmente importa: o atendimento ao paciente&#8221;</a></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cotidiano_HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016329"/><figcaption class="wp-element-caption">HC de Ribeirão Preto busca ser referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha de desenvolver essas soluções dentro de um hospital universitário também tem uma dimensão estratégica.&nbsp;Enquanto boa parte dos algoritmos disponíveis no mercado internacional é treinada com populações e sistemas de saúde muito diferentes da realidade brasileira, o NIA pretende construir modelos baseados em dados produzidos no próprio SUS. “Muda muito a lógica. Quando a inteligência artificial é desenvolvida a partir das necessidades do SUS, a prioridade não é apenas criar um produto comercial, mas resolver problemas de acesso, filas, tempo de atendimento, segurança do paciente e uso eficiente dos recursos públicos”, afirma o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a equipe procura estabelecer salvaguardas para questões éticas e de privacidade. Os projetos passam por processos de governança, anonimização de dados, controle de&nbsp;acesso e avaliação ética antes de serem incorporados às rotinas assistenciais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde&#8221;</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nather acredita que a inteligência artificial transformará profundamente a saúde pública brasileira nos próximos anos, mas faz uma ressalva:&nbsp;os algoritmos não substituirão médicos, enfermeiros ou outros profissionais. “O algoritmo pode indicar um achado, sugerir uma prioridade ou chamar atenção para um risco. Mas quem interpreta o conjunto do caso, conversa com o paciente e decide a conduta continua sendo a equipe de saúde“, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ambição é grande. O objetivo declarado do núcleo é transformar o HC de Ribeirão Preto em uma referência nacional em inteligência artificial aplicada ao SUS, produzindo inovação desenvolvida dentro do sistema público e voltada para os desafios da saúde pública brasileira.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_HCFMRP_cirurgia_robotica.jpg" alt="" class="wp-image-1016332"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgias robóticas já acontecem no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Robôs já integram a rotina cirúrgica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a inteligência artificial representa uma aposta para os próximos anos, a cirurgia robótica já é uma realidade consolidada dentro do HC. A tecnologia vem sendo incorporada em diferentes especialidades e tem produzido resultados semelhantes em diversas áreas, como redução do tempo de internação, menor sangramento durante os procedimentos, recuperação mais rápida dos pacientes, maior precisão cirúrgica e menor índice de complicações. Os avanços observados pelas equipes reforçam uma tendência que vem transformando a prática cirúrgica em hospitais de referência no Brasil e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do nome, a cirurgia robótica não significa que os procedimentos sejam realizados de forma autônoma. “O robô depende integralmente do planejamento e da atuação do cirurgião. Ele funciona como uma ferramenta de altíssima precisão, capaz de auxiliar principalmente em procedimentos complexos”, explica o professor Ricardo Santos de Oliveira, coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HCFMRP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história da cirurgia robótica no Hospital das Clínicas começou em 2019, quando a Divisão de Urologia realizou os primeiros procedimentos utilizando a tecnologia. Desde então, mais de 300 cirurgias robóticas foram realizadas apenas pela especialidade. “A urologia foi a pioneira na realização de cirurgia robótica no Hospital das Clínicas. Tivemos um grande ganho para os pacientes, com menor sangramento, internações mais curtas e recuperação mais rápida das funções urinária e sexual”, afirma o professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC,&nbsp;Rodolfo Borges dos Reis.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20220905_dr-ricardosantosdeoliveira-piof2giotaffvuiwxkmg5nswm77k3rkbydtt2b0nyc.png" alt="Ricardo Santos de Oliveira - Foto: Arquivo pessoal" title="20220905_dr-ricardosantosdeoliveira"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Santos de Oliveira, professor da FMRP e coordenador do Laboratório de Técnica Cirúrgica do HC &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas&#8221;</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além das cirurgias para câncer de próstata, a tecnologia é utilizada em procedimentos para retirada da bexiga e tratamento de tumores renais. “Vejo o futuro da cirurgia robótica como algo sem volta. Cada vez mais áreas vão ampliar sua atuação, trazendo benefícios dos procedimentos minimamente invasivos para pacientes e instituições”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da tecnologia alcançou também a ginecologia. Atualmente, o HC realiza procedimentos robóticos para tratamento da endometriose, especialmente nos casos mais complexos da doença.&nbsp;Segundo o professor&nbsp;Julio Rosa e Silva, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, o potencial das plataformas robóticas cresce à medida que aumenta a complexidade dos procedimentos.&nbsp;“Quanto mais complexa a cirurgia, maior o benefício que podemos atingir com as plataformas robóticas”, destaca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Julio_Rosa_e_Silva_rodolfo_borges_reis_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016456"/></figure>
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<h2 class="wp-block-heading">Julio Rosa e Silva, professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, e Rodolfo Borges dos Reis, professor da FMRP e chefe da Divisão de Urologia do HC &#8211; Fotos: Arquivo pessoal e Jornal FMRPUSP</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na ortopedia e na neurocirurgia, o destaque é o robô Mazor, incorporado ao HC em junho de 2024. Desde então, cerca de 100 pacientes já foram submetidos a procedimentos utilizando a tecnologia. Segundo o professor Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP, as principais indicações envolvem deformidades vertebrais, tumores, doenças degenerativas e infecções que exigem a colocação de implantes. “O sistema robótico permite a colocação precisa dos implantes, reduzindo complicações relacionadas ao mau posicionamento e possibilitando abordagens menos invasivas”, afirma.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_Robo_Mazor_HCFMRP3.jpg" alt="" class="wp-image-1016530"/><figcaption class="wp-element-caption">Robô Mazor, utilizado no HCFMRP &#8211; Foto: Divulgação/FMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_com_robo_-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016325"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_cirurgia_utilizando_robo_no-HCFMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016327"/><figcaption class="wp-element-caption">Cirurgia realizada no HCFMRP com ajuda de robô &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/08/aspaspng_rosa_50px.png" alt="" class="wp-image-265569"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="http://lorem%20ipsum%20dolor%20sit%20amet,%20con/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos&#8221;</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Ricardo Oliveira destaca também que o HC ocupa posição pioneira nessa área. “O robô Mazor foi o primeiro sistema deste tipo utilizado em um hospital público da América Latina”, afirma. Segundo ele, a principal contribuição da tecnologia está na colocação de implantes e parafusos na coluna vertebral. “Conseguimos maior precisão e acurácia na colocação dos implantes, aumentando a segurança do procedimento para o paciente.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor&nbsp;José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP, a cirurgia robótica representa mais um capítulo de uma transformação iniciada há décadas. “Essa é uma luta que vem sendo construída há cerca de 30 anos”, afirma.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_helton_delfino_jose_sebastiao_dos_santos_FMRP.jpg" alt="" class="wp-image-1016464"/></figure>
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<h2 class="wp-block-heading">Helton Luiz Aparecido Defino, chefe do Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da FMRP; e José Sebastião dos Santos, chefe da Divisão de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMRP &#8211; Fotos: Divulgação / FMRP</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, a incorporação de técnicas endoscópicas, videoendoscópicas, percutâneas e robóticas modificou profundamente o processo assistencial, contribuindo para reduzir complicações, ampliar a produção cirúrgica e melhorar o acesso da população aos tratamentos pelo SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cavalli, o desafio agora é garantir que a incorporação tecnológica continue acessível dentro do sistema público. “Muitas vezes a tecnologia parece cara quando olhamos apenas o investimento inicial. Mas ela, além de reduzir complicações e tempo de internação, traz benefícios que se refletem no custo do tratamento ao longo do tempo”, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O futuro como legado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com 938 leitos e mais de 52 mil internações registradas em 2025, o HC se consolidou como uma das maiores estruturas hospitalares vinculadas ao SUS no País.&nbsp;Para o diretor da FMRP, Jorge Elias Junior, a importância do hospital vai além da assistência prestada à população. Ao longo de sete décadas, o HC tornou-se um dos principais ambientes de formação de profissionais de saúde do País, oferecendo aos estudantes contato com diferentes níveis de atenção, casos de alta complexidade e a realidade do sistema público de saúde. “A crescente adoção de tecnologias como a cirurgia robótica, a inteligência artificial e métodos avançados de diagnóstico influencia diretamente a formação de nossos estudantes e residentes. Essas ferramentas ampliam as possibilidades de diagnóstico, tratamento e gestão do cuidado, mas exigem profissionais capazes de utilizá-las de forma crítica, ética e centrada no ser humano”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o diretor, a expansão do complexo HC-FMRP-Faepa (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do HCFMRP), que hoje inclui o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, o Hospital Santa Tereza e a nova Unidade de Emergência em construção, amplia ainda mais as oportunidades de ensino, pesquisa e assistência dentro do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao refletir sobre o legado construído ao longo de sete décadas, Cavalli afirma que a principal contribuição do HC para o SUS foi consolidar um modelo de assistência altamente especializada associado ao ensino e à pesquisa. “A referência em alta complexidade salva vidas. São casos que muitas vezes só encontram solução em hospitais com esse perfil”, afirma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20260603_jorge_elias_jr_FMRP-rofhuehk28r0u3ecru2ikxwkgz3z8krjiv1jfohow4.jpg" alt="20260603_jorge_elias_jr_FMRP" title="20260603_jorge_elias_jr_FMRP"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Jorge Elias Junior, diretor da FMRP &#8211; Foto: Divulgação /FMRP</h2>



<p class="wp-block-paragraph">70 anos depois de sua criação, o hospital que ajudou a transformar Ribeirão Preto em um dos principais polos de saúde do País continua apostando na mesma estratégia que marcou sua trajetória: combinar assistência, formação de profissionais e produção de conhecimento. A diferença&nbsp;é que, agora, parte desse conhecimento também está sendo usada para ensinar algoritmos, desenvolver novas tecnologias e preparar o SUS para os desafios das próximas décadas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/06/20260603_00_complexo_HCFMRP_no_campus.jpg" alt="" class="wp-image-1016328"/><figcaption class="wp-element-caption">Vista aérea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Sete décadas de cuidado e uma agenda de celebrações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a programação das comemorações dos 70 anos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Concerto HC 70 Anos</li>



<li>Abertura da exposição <em>Memórias do HCFMRP-USP</em></li>



<li>Apresentação da USP Filarmônica Ribeirão Preto</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>26 de junho</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Jantar festivo comemorativo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16 de agosto</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Corrida HC 70 Anos: Movimento Que Cuida</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Setembro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lançamento do livro <em>Memórias HCFMRP-USP</em></li>



<li>Inauguração da Galeria dos Ex-Superintendentes</li>



<li>Inauguração do Recanto de Paz</li>



<li>Entrega da revitalização da Praça da Amizade</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>26 a 30 de outubro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Homenagem aos funcionários do complexo hospitalar</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Fachada do Hospital das Clínicas da FMRP &#8211; Foto: Divulgação/HCFMRP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador Nielson Buraem" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pYR-elUo5s8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/hc-de-ribeirao-preto-chega-aos-70-anos-entre-a-tradicao-e-a-saude-do-futuro/">HC de Ribeirão Preto chega aos 70 anos entre a tradição e a saúde do futuro</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>São Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 02:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[caso suspeito]]></category>
		<category><![CDATA[Ebola]]></category>
		<category><![CDATA[investigacao]]></category>
		<category><![CDATA[Sao Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paciente esteve na República Democrática do Congo, zona de surto Guilherme Jeronymo &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 30 de maio de 2026 Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas,&#160;na capital paulista. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Paciente esteve na República Democrática do Congo, zona de surto</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Guilherme Jeronymo &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong> &#8211; Sábado, 30 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas,&nbsp;na capital paulista. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1691816&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1691816&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações da&nbsp;Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o caso do paciente&nbsp;natural da República Democrática do Congo foi registrado nesse sábado. Ele&nbsp;viajou recentemente para o país de origem e apresentou sintomas da doença, como febre intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país passa por um&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/ebola-oms-eleva-muito-alto-risco-na-republica-democratica-do-congo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">surto da doença</a>, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.&nbsp;Não há informações sobre o itinerário ou mesmo a data da viagem do paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos&nbsp;sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais, foram adotadas as medidas previstas no Plano de Contingência Nacional, incluindo isolamento do paciente e início da investigação epidemiológica e laboratorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com nota do Ministério da Saúde, antes de ser transferido para o Emílio Ribas, o paciente foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ele chegou em estado grave&nbsp;à unidade de referência, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária&nbsp;intubação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a secretaria estadual, a análise do caso suspeito é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula ressalta que é um caso em investigação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Protocolo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados e o&nbsp;Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em nota, a secretária afirmou ainda que avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A transmissão da doença se dá somente após o início dos sintomas, que incluem&nbsp;febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. A transmissão ocorre por meio de fluidos corporais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a SES, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para essa variante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta semana, a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-05/oms-identifica-tratamentos-e-vacinas-contra-o-ebola-para-testes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OMS anunciou</a>&nbsp;que há tratamentos e vacinas em teste contra a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o&nbsp;Ministério da Saúde disse que mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico internacional e reforça a orientação aos serviços de saúde de todo o país para identificação precoce e manejo adequado de casos suspeitos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Matéria ampliada às 16h55.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agencia Brasil / © Fernando Frazão/Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Programa Resenha FC" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QrC9TKrcgWc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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