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	<title>Ciências |</title>
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	<title>Ciências |</title>
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		<title>Pesquisa revela que 55% dos partos são cesariana e maioria das mães baianas são jovens em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 04:45:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 09/05/2026 Por&#160;Redação Um estudo detalhado sobre os indicadores demográficos e de saúde materna no estado em 2025 feito pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) revela que mais da metade das mulheres baianas que deram à luz no ano passado (55,3%) passaram por partos cesáreos. De acordo com os dados, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 09/05/2026 </p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>Um estudo detalhado sobre os indicadores demográficos e de saúde materna no estado em 2025 feito pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) revela que mais da metade das mulheres baianas que deram à luz no ano passado (55,3%) passaram por partos cesáreos.</p>



<p>De acordo com os dados, a Bahia conta com uma população de 4,5 milhões de mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos), o que representa um terço da população total do estado e 58,7% da população feminina baiana. Desse grupo, 165,4 mil mulheres tornaram-se mães ao longo de 2025.</p>



<p>O relatório indica que a maioria das novas mães é jovem: 49,2% possuem entre 20 e 29 anos, enquanto 33,7% estão na faixa dos 30 aos 39 anos. O estudo acende um alerta para a maternidade precoce, revelando que 12,8% das mulheres tornaram-se mães entre os 10 e 19 anos. Em números absolutos, o estado registrou mil casos de crianças e adolescentes com menos de 14 anos que deram à luz no período.</p>



<p>Quanto ao sexo dos recém-nascidos, houve uma predominância de meninos. A razão de sexos registrada foi de 104,5, o que significa o nascimento de aproximadamente 104 meninos para cada 100 meninas.</p>



<p>O perfil também traz dados sensíveis sobre a saúde pública, registrando 102 óbitos maternos no estado em 2025. O período do puerpério (pós-parto) foi o mais crítico, concentrando 49% das mortes. Outros 16,7% ocorreram durante a gravidez, parto ou aborto, e 11,8% no pós-puerpério.</p>



<p>Entre as principais causas de morte materna identificadas pela SEI estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Complicações de doenças pré-existentes: 30,4%</li>



<li>Hemorragia pós-parto: 12,7%</li>



<li>Eclâmpsia: 11,8%</li>



<li>Hipertensão gestacional: 3,9%</li>
</ul>



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		<title>Na saúde, a falta de integração e a fragmentação dos sistemas geram filas no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 04:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outro problema refere-se ao número de vagas autorizadas em cursos de medicina, que mais do que dobrou nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que as vagas em residências médicas tiveram um aumento tímido Por Davi Milani* &#8211; Domingo, 3 de maio de 2026 A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, realizada no dia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Outro problema refere-se ao número de vagas autorizadas em cursos de medicina, que mais do que dobrou nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que as vagas em residências médicas tiveram um aumento tímido</p>



<p>Por <a href="https://jornal.usp.br/author/davi-milani/">Davi Milani*</a> &#8211; Domingo, 3 de maio de 2026</p>



<p>A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, realizada no dia 17 de abril, reuniu representantes de sociedades e conselhos médicos que foram unânimes ao apontar a valorização da clínica médica como “eixo integrador” para tornar o Sistema Único de Saúde (SUS) menos oneroso e mais eficiente.</p>



<p>Isso faz parte de um projeto do SUS que aposta na Atenção Primária à Saúde (APS), primeiro nível de atenção e a principal porta de entrada do sistema, para melhorar o problema de filas e longa espera. “O clínico é o melhor caminho para influenciarmos as decisões políticas e evitarmos que o Estado gaste com exames que, muitas vezes, não resolvem o problema na ponta”, afirmou o deputado Luiz Ovando, ao defender a estratégia de ênfase em especialidades clínicas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_408689"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/04/20210426_Mario_Scheffer-300x300.png" alt="" class="wp-image-408689" style="width:142px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Mário Scheffer – Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p>Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo, aponta que a atenção primária, se mais resolutiva e assertiva, pode ajudar a solucionar problemas que hoje demandam desnecessariamente especialistas, mas que é também só uma parte do problema. “O sistema de saúde e as necessidades da população dependem também da atenção especializada, que não será resolvida na atenção primária. Você tem muitos problemas de saúde que são diagnosticados até na atenção primária, mas eles não serão resolvidos por essas equipes, por mais organizadas e mais qualificadas que elas sejam.”</p>



<p>O professor também reconhece a importância da discussão, explicando que esse primeiro nível de tratamento ajuda a evitar o agravamento de situações de saúde, o diagnóstico precoce de doenças e que, se ela não estiver ao alcance da população ou não for resolutiva, essas situações podem piorar, doenças podem se agravar e casos que poderiam ter sido resolvidos precocemente começam a demandar especialistas. Mas também reforça que muitos dos problemas não podem ser resolvidos no primeiro nível de atendimento.</p>



<p>“Tem muitos problemas de saúde que são diagnosticados até na atenção primária, mas eles não serão resolvidos por essas equipes, por mais organizadas e mais qualificadas que elas sejam. A fila do SUS, em parte, você pode atribuir a falhas na atenção primária, mas nós estamos falando de filas de situações de saúde que precisam de atenção especializada, que precisam de cirurgias, que o paciente já diagnosticado de câncer precisa de quimioterapia e radioterapia, de cirurgia. O paciente já diagnosticado com problema cardiovascular demanda cirurgia. Grande parte desses pacientes não tem a ver com a atenção primária, tem a ver com essas necessidades de saúde.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_590968"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/12/20221206_Marilia-Cristina-Prado-Louvison-300x300.png" alt="" class="wp-image-590968" style="width:147px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Marília Cristina Prado Louvison – Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p>Para Marília Louvison, médica sanitarista e professora do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, os sistemas de saúde como um todo se beneficiam quando há uma prioridade nos cuidados comunitário e clínico. “O SUS tem uma aposta na Atenção Primária à Saúde, além do médico clínico. É um cuidado comunitário, para além da clínica médica, que cuida no território, que é interprofissional, multiprofissional, intersetorial e que produz cuidado nos territórios, na necessidade de cada usuário. É muito complexo realizar a atenção primária. Produzir cuidado, acesso e saúde não é simples, mas a aposta do SUS é muito poderosa.”</p>



<p>A professora ainda destacou que, caso esse primeiro nível de atendimento seja frágil e descomprometido, não temos mais um médico da família ou um clínico, mas um triagista que encaminha todas as situações de saúde. “A clínica precisa melhorar, precisa ser qualificada, precisamos apostar nela e no médico da família. O SUS sempre fez essa aposta. E quando há necessidade de um especialista, também precisamos tê-lo disponível.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Filas em volta do mundo</h2>



<p>O problema das filas nos sistemas públicos de saúde não é exclusivo do Brasil. “Qualquer sistema de saúde no mundo vai ter filas. A necessidade de especialistas surge e a disponibilidade não está em todo lugar e a qualquer momento. É constitutivo dos sistemas de saúde esse gargalo especialista”, aponta a professora.</p>



<p>Para lidar com essa realidade, Marília defende a necessidade de fluxos assistenciais para o médico especialista em outras regiões, como o serviço de atenção primária próximo a população. Isso envolve pensar, por exemplo, no deslocamento das pessoas para receber um atendimento.</p>



<p>A partir disso, a necessidade por um atendimento especializado pode surgir, e a tendência é que os médicos especialistas estejam mais concentrados. Isso, segundo a professora, não é o maior problema para o sistema de saúde. “No mundo inteiro fala-se sobre a gestão das listas de espera. Entender se o paciente realmente precisa de um especialista e entender porque o clínico não consegue cuidar dele, se é um problema na formação, insegurança, falta de apoio, falta de material, falta de exame. Caso esse trabalho seja feito de forma não resolutiva, sem acesso aos exames, aos medicamentos, acabamos por empurrar mais casos para os especialistas.”</p>



<p>Esse processo é chamado de estratificação de risco, que é a classificação dos pacientes em grupos de maior ou menor complexidade de resolução, de forma a garantir uma maior equidade. “O sistema de regulação que tem sido construído no Brasil, com uma nova Política Nacional de Regulação do SUS, tenta garantir e melhorar esse processo. Novos critérios, protocolos, saúde digital, telessaúde, mecanismos de gestão do cuidado e da clínica para facilitar o acesso entre a atenção primária e a atenção especializada”, acrescentou Marília.</p>



<p>“É possível haver tempos mais oportunos de espera. Todo mundo talvez ainda espere alguma coisa, a fila sempre existirá, é uma falácia dizer que vão zerar a fila. Mas o importante é saber o risco de esperar para cada um dos pacientes, inclusive com a transparência de saberem quanto tempo vão esperar. Isso garante maior protagonismo para o usuário tomar uma decisão e torna o cuidado mais centrado no indivíduo, de forma a melhorar as relações e diminuir as filas. É fundamental que não naturalizemos o tempo de espera. Precisamos conseguir priorizar, agilizar, saber quem e onde passar na frente”, defende a professora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vagas em residência não atendem à demanda</h2>



<p>A Demografia Médica no Brasil 2025, elaborada em parceria entre o Ministério da Saúde, a FM e a Associação Médica Brasileira (AMB) mostrou que o número de vagas autorizadas em cursos de medicina mais do que dobrou nos últimos dez anos, de 23,5 mil em 2014 para 48,4 mil em 2024. Enquanto isso, as vagas em residências médicas tiveram um aumento tímido nos últimos anos, de 22,1 mil em 2018 para 24,2 mil em 2024. Segundo a professora Marília, esse descompasso é preocupante.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_1002512"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/04/20260429_grafico.jpg" alt="" class="wp-image-1002512"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto:&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/demografia_medica_brasil_2025.pdf">bvsms.saude.gov.br</a></figcaption></figure>



<p>“Estamos formando cada vez mais médicos, precisamos ampliar as vagas de residências. Ampliamos a formação médica no Brasil, que era fundamental acontecer, mas muito fortemente pelo mercado. É preciso regulação pública para formar no SUS, para o SUS. Precisamos criar materialidade, porque se um dia você for no posto de saúde para fazer uma consulta com seu médico da família ou clínico e só conseguir realizá-la um, dois, seis meses depois, cria-se um problema de fila na atenção primária. Se o SUS tiver um problema de fila no primeiro nível de atendimento, estamos falando de falta de acesso”, destacou.</p>



<p>Marília explica também que, ao criar essa barreira de acesso à atenção primária, a população acaba sendo lançada ao setor privado, principalmente nas cidades com mais mercado para isso. “Apesar do nosso sistema ser público, ele é subfinanciado, tem uma hegemonia do privado e tem uma baixa regulação público-privada, que permite que os convênios disputem a venda de planos. Se eu não garanto o acesso para o clínico geral, para a APS, temos um grande prejuízo.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aguarde sua vez</h2>



<p>As filas, que são o grande problema do sistema de saúde brasileiro para a professora Marília, surgem em função da grande fragmentação do sistema na relação entre os serviços, informações e os profissionais de saúde. “O problema dos sistemas de saúde públicos universais é a fragmentação. Se ele é fragmentado, eu tenho desperdício, repetição e não tenho cuidado. Muitas vezes nem acesso a ele”, pontuou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/falta-de-estrutura-compromete-atencao-basica/">Falta de estrutura compromete atenção básica na saúde</a></h2>



<p>Para Marília, o elemento fundamental para melhorar esses fluxos da comunicação clínica é a saúde digital. Uma interconectividade entre os setores que garantam a troca eficiente de informações, como exames, laudos, prescrições e até mesmo de datas das consultas e retornos. “As orientações e recomendações podem ser conversas feitas e organizadas por meio de um sistema, uma telessaúde, um sistema de referência e contrarreferência. Pode ser muita coisa.”</p>



<p>“Precisamos de mecanismos de comunicação clínica para que a atenção básica e a atenção especializada dialoguem. Também precisamos formar médicos melhores, precisamos de informações de qualidade, mas a gente precisa criar mecanismos gerenciais de comunicação, regulação e articulação entre os níveis de atenção, para conseguir um cuidado mais integral e racional, pensando principalmente no envelhecimento e nas condições crônicas”, enfatizou.</p>



<p>*<em>Sob supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / O problema das filas nos sistemas públicos de saúde não é exclusivo do Brasil – Foto:<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/04/18/sus-pode-ter-que-divulgar-fila-de-espera-para-consultas-e-cirurgias">Pedro França/Agência Senado</a></p>



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		<title>Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 00:12:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20 Por&#160;Ana Bottallo &#124; Folhapress Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos. O animal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20</p>



<p>Por&nbsp;Ana Bottallo | Folhapress</p>



<p>Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos.</p>



<p>O animal nasceu em 24 de março. Está saudável e em uma fazenda em Piracicaba (a 160 km da capital paulista), segundo Ernesto Goulart, pesquisador do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) do Instituto de Biociências da USP.</p>



<p>A equipe responsável pelo feito diz ser o primeiro caso de clonagem da espécie na América Latina.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;São pouquíssimos grupos no mundo que conseguiram a clonagem animal e, entre os animais, o porco é o mais difícil de ser clonado. Como nosso grupo nunca havia trabalhado com esse procedimento, consideramos um sucesso essa etapa&#8221;, afirma Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>O leitão não tem as modificações genéticas necessárias para a captação de órgãos, porém é um primeiro passo. A equipe pretende agora implantar embriões geneticamente modificados para xenotransplante no futuro.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Essa ideia de produzir suínos geneticamente modificados para um transplante em humanos é um sonho bem antigo da medicina, mas ele tinha muitas limitações, porque sempre tem a rejeição hiperaguda&#8221;, afirma o pesquisador. A rejeição ocorre porque os humanos carregam anticorpos anti-suínos no sangue. &#8220;Em questão de horas, o corpo atacava aquele órgão, e não existiam ferramentas para lidar com isso.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Com o advento das técnicas de edição gênica, sobretudo a partir de 2012, como o Crispr-Cas 9 (ferramenta para edição molecular descoberta pelas cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna, que rendeu às duas o Nobel em Química em 2020), a modificação genética tornou-se mais fácil e também mais acessível a diversos laboratórios.<br>&nbsp;</p>



<p>E representou um novo passo para o transplante de órgãos suínos em humanos.<br>&nbsp;</p>



<p>Até agora, foram realizados quatro xenotransplantes, todos nos Estados Unidos.<br>&nbsp;</p>



<p>O primeiro paciente foi David Bennett, transplantado com um coração suíno em 2022. Ele faleceu 60 dias depois em decorrência de uma rejeição tardia. No ano seguinte, houve o caso de Lawrence Faucette, também paciente cardiológico. Ele morreu seis semanas após o procedimento, mas a causa da morte não foi atribuída ao xenotransplante.<br>&nbsp;</p>



<p>Dois outros pacientes americanos, um homem e uma mulher, receberam rins suínos, sendo que no caso mais recente, ainda sob investigação, o órgão foi retirado alguns dias após a cirurgia, pois o rim do paciente voltou a funcionar.<br>&nbsp;</p>



<p>Outro país que estuda órgãos suínos modificados para xenotransplante é a China. Diante desse cenário, o médico brasileiro Silvano Raia levou uma provocação a seus colegas da USP: ou o Brasil liderava um projeto para criação de animais para xenotransplante, ou se tornaria dependente de órgãos estrangeiros, elevando ainda mais os custos ao SUS (Sistema Único de Saúde).<br>&nbsp;</p>



<p>Foi assim que, sob sua coordenação, nasceu o Centro de Ciência para Desenvolvimento em Xenotransplante, dentro do CEGH-CEL. Integram a equipe o imunologista Jorge Kalil, do InCor (Instituto do Coração da USP), a geneticista Mayana Zatz, do CEGH-CEL, e os pesquisadores Ernesto Goulart, Luiz Caires e Luciano Abreu Brito, também do centro.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;O professor Silvano sabia do meu trabalho com genoma, aqui no centro da USP, e me perguntou: &#8216;Olha, sei que é uma ideia futurística, mas e se a gente usar suínos como doadores de órgãos?&#8217;. E ele indagou se era possível modificar os genes para reduzir a rejeição. Eu respondi que conversaria com a minha equipe&#8221;, conta Zatz.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Nós estamos desenvolvendo uma tecnologia 100% brasileira para levar ao SUS e não depender de órgãos do exterior&#8221;, acrescenta a geneticista. Hoje, ela lidera o grupo.<br>&nbsp;</p>



<p>Raia, 96, acompanha as reuniões, mas decidiu deixar a direção geral no fim do ano passado por questões de saúde. O médico é responsável pelo primeiro transplante de fígado no Brasil e pelo primeiro transplante de fígado intervivos no mundo.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8216;Ato de coragem&#8217;<br>&nbsp;</p>



<p>Os desafios começaram logo após a concepção do projeto. Em um primeiro momento, os cientistas perceberam que inexistia laboratório com os controles sanitários necessários para captação dos órgãos suínos. Era preciso começar a estrutura laboratorial do zero.<br>&nbsp;</p>



<p>O investimento inicial partiu da iniciativa privada (a farmacêutica EMS), mas também da reitoria da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Em menos de três anos, o espaço físico estava construído.<br>&nbsp;</p>



<p>Além dos laboratórios de clonagem e modificação genética, o projeto previa duas unidades para criação dos plantéis suínos: uma no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), com capacidade para até 30 animais, e outra no Instituto de Biociências, para até dez animais.<br>&nbsp;</p>



<p>Em seguida, era preciso dominar as técnicas de clonagem. &#8220;Fomos atrás de desenvolver do zero, tivemos esse ato de coragem. Foram diversas tentativas até conseguir fazer nascer o primeiro animal&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>Para a clonagem, Goulart explica que são utilizadas células de fibroblasto (pele) com uma sequência genética conhecida (doador).<br>&nbsp;</p>



<p>Os óvulos da porca têm seu núcleo removido com o auxílio de um microscópio acoplado de um micromanipulador, uma estrutura com um sensor que faz movimentos muito finos e com uma agulha na ponta menor que um fio de cabelo.<br>&nbsp;</p>



<p>Em seguida, é feita a transferência do fibroblasto para o interior do óvulo. Uma máquina realiza um &#8220;choque&#8221; na célula, dando início ao processo de embriogênese (formação do embrião), com características idênticas ao do doador. O embrião é, então, implantado na porca para a gestação do filhote clonado.<br>&nbsp;</p>



<p>Outros protocolos já foram mapeados, entre os quais o de modificação genética (são conhecidos hoje três genes suínos que precisam ser desativados para evitar a rejeição pelo receptor humano) e o de controle sanitário (até a ração utilizada para alimentar os porcos deve ser controlada).<br>&nbsp;</p>



<p>Este último, conhecido como SPF (sigla em inglês para livres de patógenos específicos, uma lista de vírus e bactérias potencialmente perigosos que podem contaminar os órgãos), visa garantir que o transplante, quando ocorrer, seja livre de potenciais riscos biológicos.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Esse foi outro desafio, porque não existia nenhum centro de criação suíno com o nível de controle necessário no hemisfério Sul &#8211;a Nova Zelândia tinha um mas fechou. Fomos até a Dinamarca atender essa demanda&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>Resta, ainda, conseguir a clonagem dos organismos a partir de embriões geneticamente modificados, etapa que os cientistas esperam realizar em breve. Se tudo der certo, os animais clonados vão crescer nas duas unidades do projeto, que também contam com protocolos para captação e transporte dos órgãos.<br>&nbsp;</p>



<p>Demanda<br>&nbsp;</p>



<p>Segundo dados do painel do Sistema Nacional de Transplantes, ligado ao Ministério da Saúde, existem hoje no país 48.773 pessoas na fila aguardando por um transplante de órgão sólido (excluídos pele e córneas). Mais de 90% desses pacientes são para um rim, o órgão que deve ser também o primeiro a ser captado para xenotransplante no projeto.<br>&nbsp;</p>



<p>Embora não arrisque prazos de quando os primeiros órgãos suínos podem ser transplantados em humanos, Goulart diz sentir o peso nos seus ombros. &#8220;Queremos atender à demanda, cada um desses pacientes pode ser receptor potencial desses órgãos.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>O maior desafio, agora, é dar continuidade ao projeto e buscar mais recursos. &#8220;Os EUA injetam bilhões de dólares na pesquisa com xenotransplante, enquanto nossos recursos aqui são bem mais limitados. Mas o Ministério [da Saúde] e o governo estadual, via Fapesp, entenderam a importância do projeto e estão nos apoiando&#8221;, diz Kalil.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A HISTÓRIA DA TECHNET FIBRA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iALoRhgfty4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/">Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Posto de saúde chega a área isolada do AM e encurta viagens que duravam dias por atendimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 18:51:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 18/04/2026 &#8211; 12h20 Por&#160;Cláudia Collucci &#124; Folhapress Na semana em que o mundo celebrava uma missão histórica ao redor da Lua, moradores de uma das regiões mais isoladas do país, no sudoeste do Amazonas, comemoravam algo ainda mais importante para as suas vidas: a inauguração do primeiro posto de saúde. Até então, para ter [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 18/04/2026 &#8211; 12h20</p>



<p>Por&nbsp;Cláudia Collucci | Folhapress</p>



<p>Na semana em que o mundo celebrava uma missão histórica ao redor da Lua, moradores de uma das regiões mais isoladas do país, no sudoeste do Amazonas, comemoravam algo ainda mais importante para as suas vidas: a inauguração do primeiro posto de saúde.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-74-1024x538.png" alt="" class="wp-image-174578" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-74-1024x538.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-74-300x158.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-74-768x403.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-74.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Até então, para ter qualquer tipo de atendimento, precisavam viajar de barco (rabeta) em trajetos que variam de três a seis dias, dependendo da época do ano e da embarcação. A dificuldade de acesso já resultou em mortes e amputações, como em casos de picadas de cobra.<br>&nbsp;</p>



<p>O ponto de apoio (nome técnico do posto) está localizado na comunidade do Ubim, dentro da reserva extrativista do rio Gregório, no município de Eirunepé, distante 2.417 km de Manaus por via fluvial. Atenderá 242 famílias de 17 comunidades ribeirinhas criadas a partir do segundo ciclo da borracha, na década de 1940, e que nunca tiveram uma unidade de saúde por perto.<br>&nbsp;</p>



<p>A iniciativa integra o projeto SUS na Floresta, voltado ao fortalecimento da atenção primária à saúde em áreas remotas da Amazônia Legal e tem parceria com a Prefeitura de Eirunepé. É executada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com o BNDES, o Fundo Vale &#8211;sob gestão do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) dentro do programa Juntos pela Saúde.<br>&nbsp;</p>



<p>Outras cinco unidades de saúde estão em construção e devem beneficiar mais de 6.000 pessoas nas reservas de Carauari, Itapiranga, Novo Aripuanã e Uarini, todas no Amazonas. Envolve diferentes prefeituras e parceiros, como a Umane.<br>&nbsp;</p>



<p>A reportagem acompanhou uma expedição até o local. Foram necessários dois voos -de Manaus a Tabatinga e outro fretado até Eirunepé- e, depois, 13 horas em uma lancha pelos rios Juruá e Gregório para percorrer um percurso de 1.160 km.<br>&nbsp;</p>



<p>O modelo de atendimento combina presença periódica de equipes de saúde e telemedicina, viabilizada pela chegada da internet via Starlink. A cada dois meses, médicos, enfermeiros e dentistas permanecerão cerca de 15 dias na comunidade.<br>&nbsp;</p>



<p>Nos intervalos, uma técnica de enfermagem ficará no local, com apoio de uma agente comunitária de saúde e orientação médica à distância, segundo a secretaria municipal de Saúde de Eirunepé, Nataly Rodrigues.<br>&nbsp;</p>



<p>O posto contará com estoque de medicamentos, incluindo soro antiofídico, e todo material para atendimentos emergenciais, acompanhamento de crianças, gestantes e de doentes crônicos. &#8220;A gente quer trabalhar a equidade, que é um dos princípios mais importantes do SUS&#8221;, afirma a secretária.<br>&nbsp;</p>



<p>No domingo de Páscoa, a reportagem acompanhou o atendimento de Francisco, 11, que cortou o pé ao pisar em um facão após pular de um açaizeiro. Ele foi atendido pela técnica de enfermagem Francisca Chaves, com orientação médica por videochamada. Apesar da necessidade de sutura, o menino não permitiu o procedimento, e foi feito apenas um curativo.<br>&nbsp;</p>



<p>O pai, o agricultor Dionilson Mota de Lima, lembra de quando sofreu um corte igualmente grave na mão e não teve acesso a atendimento de saúde. &#8220;Foi só passar as coisas da mata mesmo&#8221;, diz. Ele perdeu parte da sensibilidade dos dedos.<br>&nbsp;</p>



<p>Em situações como essa, segundo ele, os moradores costumavam recorrer a soluções caseiras, como lavar ferimentos com ervas ou aplicar substâncias naturais, como o leite da janaguba -uma solução que, segundo ele, &#8220;gruda e ajuda a melhorar&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p>Foi assim também no caso de Raí, 11, que quebrou o braço ao cair de uma árvore. Sem conseguir levá-lo à cidade, o pai, Zilmar Ferreira da Silva, improvisou uma imobilização, ajustando o braço do menino &#8220;bem encascadinho&#8221;, como descreve. &#8220;Quando a gente está apavorado, faz o que pode&#8221;, afirma. O osso se consolidou. &#8220;Deu certo&#8221;, diz ele, sobrevivente de 12 malárias.<br>&nbsp;</p>



<p>A lógica do improviso sempre foi a regra do lugar. Na seca, quando o nível dos rios baixa, a viagem se torna ainda mais difícil. &#8220;Pode demorar seis dias. A gente encalha, desce, empurra o barco, tira a carga, carrega tudo nas costas e depois coloca tudo de novo&#8221;, relata Lima.<br>&nbsp;</p>



<p>Entre agosto e outubro, há trechos em que o rio praticamente desaparece. &#8220;Fica só pedra, tem que atravessar a pé. O barco não passa.&#8221; Na época das cheias, o perigo é a forte correnteza, que carrega troncos, galhos e até árvores inteiras. Segundo os moradores, o impacto desses eventos tem se agravado.<br>&nbsp;</p>



<p>Em duas ocasiões, o barco de Lima naufragou após o impacto com troncos submersos, e ele perdeu todos os mantimentos que trazia da cidade. Mas conseguiu salvar o mais importante: a mulher e o filho primogênito, Lucas, hoje com 16 anos, que o acompanhavam na viagem.<br>&nbsp;</p>



<p>Para Virgílio Viana, superintendente geral da FAS, essas famílias enfrentam hoje um enorme desafio, que é o da Justiça climática. &#8220;Aqueles que menos contribuíram para o aquecimento global, são os mais vulneráveis porque têm menos resistência para se adaptar aos eventos climáticos extremos.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Segundo a enfermeira Maiane Araújo, que atua em Eirunepé, o cotidiano das comunidades impõe desafios que vão além do foco da atenção primária -prevenir, acompanhar e evitar o agravamento de problemas de saúde. Acidentes com ferramentas, quedas de árvores e picadas de animais peçonhentos são frequentes e podem ser fatais.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Já perdemos pessoas&#8221;, afirma José Deozeane Pinheiro de Oliveira, que atuou como agente comunitário de saúde por 16 anos. Em um caso, um homem atingido por uma árvore não resistiu à longa viagem até a cidade. Em outro, a falta de soro levou à amputação da perna de um jovem. &#8220;Se estivesse aqui, teria salvado.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Eupídio Rodrigues da Silva, 43, quase morreu de apendicite. Levou dois dias até chegar ao hospital, após ser transferido por barco e ambulancha, acionada pelo sistema de rádio. Seu pai não teve a mesma sorte: morreu após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) logo após a longa jornada para chegar à cidade. &#8220;Ter um posto aqui é a realização de um sonho.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Para Flávia Constant, diretora de investimento social da Vale, a iniciativa busca enfrentar a invisibilidade de populações que, apesar da existência do SUS, não conseguem acessar serviços básicos. &#8220;São crianças sem vacinação completa, doenças crônicas sem acompanhamento.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>A proposta é conectar essas famílias às políticas públicas, fortalecendo o sistema existente. Guilherme Sylos, do Idis, destaca que o projeto foi desenhado para deixar um legado. &#8220;Se fosse pontual, o BNDES não aprovaria. Alguém precisa garantir a continuidade.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>A prefeita de Eirunepé, Áurea Maria Ester Marques (MDB), afirma que o município assumirá a manutenção da unidade, apesar das limitações orçamentárias. &#8220;Estamos estendendo o braço até onde ele alcança.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Mickela Souza Costa, gerente do Programa Saúde na Floresta da FAS, diz que um dos maiores desafios enfrentados em ações de saúde é a descontinuidade de projetos. &#8220;A troca de governos interrompe iniciativas bem-sucedidas, prejudicando resultados e afastando investimentos.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Por isso, defende que iniciativas exitosas deixem de ser &#8220;bandeiras de gestão&#8221; para se tornarem políticas de Estado, adaptadas às realidades locais. &#8220;Por trás disso, a gente está falando de vidas&#8221;, afirma.</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/posto-de-saude-chega-a-area-isolada-do-am-e-encurta-viagens-que-duravam-dias-por-atendimento/">Posto de saúde chega a área isolada do AM e encurta viagens que duravam dias por atendimento</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A ciência por trás das modas bizarras de tratamentos de pele, de sêmen de salmão a cocô de passarinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na clínica You &#38; I em Seul, capital da&#160;Coreia do Sul, um dos tratamentos de textura da&#160;pele&#160;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&#160;salmão&#160;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas. &#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>David Cox</strong></li>



<li>Role,BBC Future</li>



<li>Segunda, 6 de abril de 2026</li>
</ul>



<p>Na clínica You &amp; I em Seul, capital da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z897prt">Coreia do Sul</a>, um dos tratamentos de textura da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq8wkkg0welo">pele</a>&nbsp;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160418_salmao_mentiras_rj_rb">salmão</a>&nbsp;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas.</p>



<p>&#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, mas incentivar ou bioestimular a pele. Isso envolve a promoção de um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/clj0wyng6g8o">ambiente dérmico mais saudável</a>&nbsp;e sua recuperação&#8221;, diz o médico especializado em estética da clínica You &amp; I, Kyu‑Ho Yi, que também é professor da Universidade Yonsei.</p>



<p>Pode parecer uma ideia bizarra, mas Yi afirma que este conceito, na verdade, tem origem no mundo da&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09546634.2024.2426626">medicina regenerativa</a>&nbsp;e na cura de feridas.</p>



<p>Neste campo, os fragmentos de DNA dos peixes chamaram atenção pelo potencial de estimular o reparo de tecidos de pessoas com cicatrizes no rosto causadas por lesões em combate.</p>



<p>Os dados científicos ainda são escassos, mas alguns&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/25/15/8224">estudos indicam</a>&nbsp;que os tratamentos usando os polinucleotídeos purificados do esperma de salmão podem ajudar a reduzir o surgimento de linhas de expressão.</p>



<p>Demonstrou-se que eles &#8220;ajudam a melhorar a hidratação, a gordura, a textura e as rugas da pele&#8221;, segundo o professor de dermatologia Joshua Zeichner, do Hospital Mount Sinai, nos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>.</p>



<p>Zeichner também trabalhou como consultor de empresas especializadas em cuidados com a pele. &#8220;Não se sabe ao certo como alguém teve a ideia de experimentar isso como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g5r08v45lo">tratamento da pele</a>, mas fato é que está sendo usado.&#8221;</p>



<p>Como a Coreia do Sul agora é considerada criadora de tendência no setor de estética, fenômeno conhecido em inglês como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45932271"><em>K-Beauty</em></a>, os supostos benefícios das injeções de esperma de salmão e outros peixes se espalharam pelo mundo. Eles foram promovidos por inúmeras celebridades, como a cantora Charli XCX e a atriz&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63571228">Jennifer Aniston</a>.</p>



<p>Sua popularidade cresceu ao lado de uma série de outros tratamentos considerados estranhos, incluindo máscaras faciais feitas de cocô de passarinho e tratamentos faciais vampíricos, que sugam o sangue dos pacientes.</p>



<p>Esses tratamentos incomuns estão na moda, mas será que realmente funcionam?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Beleza-ancestral">Beleza ancestral</h2>



<p>Uma folheada nos livros de história mostra que o cuidado com a pele tem um longo histórico de práticas aparentemente estranhas.</p>



<p>Afirma-se, por exemplo, que a rainha&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62481085">Cleópatra</a>&nbsp;(69 a.C.—30 a.C.) se banhava em leite de burra azedo.</p>



<p>Em Mianmar, há séculos as mulheres&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0738081X18300427">aplicam ao rosto</a>&nbsp;uma pasta conhecida como&nbsp;<em>thanaka</em>. Ela é feita de casca de árvore moída e serve como prática decorativa, além de proteger a pele contra lesões causadas pelo sol.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.jstor.org/stable/3290598?mag=recipe-for-an-ancient-roman-glow-up&amp;seq=4">remédio romano para manchas</a>&nbsp;incluía o intestino moído de crocodilos filhotes.</p>



<p>Algumas dessas&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61272524">terapias de beleza ancestrais</a>&nbsp;resistiram ao tempo. Ingredientes como&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ptr.5640">cúrcuma</a>,&nbsp;<a href="https://imperialbiosciencereview.wordpress.com/2020/10/09/tiger-grass-the-next-rising-star-of-skincare-or-folklore/"><em>Centella asiatica</em></a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1660-3397/17/12/688?utm_campaign=HI_avis-angellift">algas marinhas</a>&nbsp;estão presentes em produtos modernos graças às suas propriedades hidratantes e anti-inflamatórias.</p>



<p>Em 2022, um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10087853/">estudo</a>&nbsp;examinou diversos produtos de tratamento de pele usados na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94y3126dt">Itália</a>&nbsp;do século 12. Eles foram mencionados nos escritos de uma médica medieval chamada Trota de Salerno.</p>



<p>Os pesquisadores observaram que muitos dos ingredientes indicados, como&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14786419.2018.1550758">vinagre</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0926669017305368">feijão-fava</a>, são até hoje eficazes para a higiene facial, a exfoliação e o tratamento de pele ressecada.</p>



<p>Um extrato de óleo de tártaro conhecido como ácido tartárico, por exemplo, é um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6017965/">ingrediente comum</a>&nbsp;no tratamento de pele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/6a41/live/3fd72c40-2db6-11f1-b692-3b8b8cac9c96.jpg.webp" alt="Uma mão segura um pote de creme, enquanto o conteúdo é retirado com o dedo de outra mão."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Algumas rotinas de tratamento de pele atuais têm mais fundamentos científicos do que outras</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Os-tratamentos-faciais-das-gueixas-e-as-máscaras-menstruais">Os tratamentos faciais das gueixas e as máscaras menstruais</h2>



<p>Não se trata apenas de plantas, ervas e minerais encontrados na natureza.</p>



<p>O chamado &#8220;tratamento facial das gueixas&#8221; envolve a coleta de excrementos de rouxinóis, sua sanitização com a poderosa luz ultravioleta, a mistura com outras substâncias, como exfoliantes e um branqueador, e a aplicação em máscaras.</p>



<p>Essa técnica escatológica tem origem em uma&nbsp;<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/article-abstract/2527533">descoberta japonesa feita séculos atrás</a>, a de que o cocô do rouxinol-bravo-japonês pode ser empregado em tecidos como removedor de tinta. Isso levou ao uso dos excrementos para clarear a pele e remover a maquiagem usada para entretenimento.</p>



<p>O tratamento é popular em diversas clínicas do mundo, para branquear a pele — e, novamente, a ciência talvez confirme sua eficácia.</p>



<p>Zeichner afirma que os rouxinóis deixam concentrações particularmente altas de ureia nos seus excrementos. Essa substância pode&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/dth.12690">suavizar a pele</a>&nbsp;e é incorporada a umectantes.</p>



<p>O cocô dessas aves também contém altas concentrações do aminoácido guanina. &#8220;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocd.14544">Já se demonstrou</a>&nbsp;que eles possuem efeitos hidratantes e branqueadores&#8221;, diz Zeichner.</p>



<p>&#8220;Mas é importante ressaltar que esses tratamentos usam excremento de rouxinol purificado e modificado. Você não deve simplesmente recolher o cocô de passarinhos na rua e esfregar no rosto.&#8221;</p>



<p>Outro ponto importante a ser observado é que muitos estudos sobre esses tratamentos foram financiados pela indústria da beleza ou realizados por cientistas empregados pelas empresas envolvidas na sua produção.</p>



<p>Mas os pesquisadores estão menos entusiasmados com outro suposto tratamento da pele que vem aparecendo no TikTok: a máscara menstrual, que são máscaras faciais do sangue da menstruação.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://faseb.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1096/fj.201800086R">estudo de 2018</a>&nbsp;indicou que o plasma derivado do fluido menstrual pode ser capaz de curar feridas melhor que o plasma sanguíneo comum. Mas a pesquisadora Beibei Du-Harpur, do King&#8217;s College de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56rdg522t">Londres</a>, não se convenceu.</p>



<p>&#8220;Nenhum clínico recomendaria isso&#8221;, ela diz. &#8220;Acho que é apenas uma daquelas tendências do TikTok que surgem devido ao choque e às pessoas que querem obter visualizações no TikTok.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Tratamentos-faciais-vampíricos-e-plasma-rico-em-plaquetas">Tratamentos faciais vampíricos e plasma rico em plaquetas</h2>



<p>Du-Harpur é mais otimista em relação ao potencial de injeções de plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP e às vezes chamado de &#8220;tratamento facial vampírico&#8221; (<em>vampire facial</em>, em inglês), voltado ao rejuvenescimento da pele.</p>



<p>O procedimento envolve retirar o sangue do próprio paciente e colocá-lo em uma centrífuga para separá-lo em frações.</p>



<p>O processo ajuda a concentrar no plasma os diversos fatores de crescimento, um grupo especial de proteínas que levam ao crescimento, à divisão e à reparação das células. O sangue então é injetado de volta no rosto, através de microagulhas.</p>



<p>O uso dos fatores de crescimento do próprio corpo de forma regenerativa é objeto de interesse em várias áreas da medicina, desde o tratamento da&nbsp;<a href="https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2040622319825567">osteoartrite</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1517/14712598.2012.632765">outros problemas das juntas</a>&nbsp;até a&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jocd.12331">alopecia</a>&nbsp;e a&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2844688/">cura de feridas</a>.</p>



<p>As evidências em relação à saúde da pele&nbsp;<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00403-019-01999-6">permanecem incertas</a>, mas alguns&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11035968/">estudos concluíram</a>&nbsp;que essa terapia aumentou a elasticidade da pele de pessoas na casa dos 50 e 60 anos e diminuiu as rugas e a pigmentação.</p>



<p>&#8220;Existe muita variabilidade no grau de sucesso do PRP entre as pessoas&#8221;, afirma Du-Harpur, explicando que isso se deve a diferenças nas máquinas usadas no processo de centrifugação e às pessoas terem maiores ou menores concentrações de fatores de crescimento. Ou ainda diferentes tipos&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/26/21/10804">concentrados naturalmente</a>&nbsp;no sangue.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-futuro-do-tratamento-de-pele">O futuro do tratamento de pele</h2>



<p>Mesmo as mais bizarras rotinas de tratamento de pele podem ter algum respaldo científico. Mas os cientistas acreditam que as opções para a próxima geração de terapias envolverão novas formas de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo">suplementação de colágeno</a>.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41514-025-00280-7">estudo recente</a>, financiado pelo setor dermocosmético, usou aminoácidos criados especialmente para essa suplementação. Em seis meses, eles trouxeram não só melhorias de textura, hidratação e elasticidade da pele como também a redução de sua idade biológica em quase um ano e meio, segundo testes de DNA feitos a partir da coleta de saliva dos pacientes.</p>



<p>Os pesquisadores concluíram que suplementos de colágeno contendo esse equilíbrio específico de aminoácidos poderão não só recuperar a pele, mas também melhorar outros aspectos da saúde.</p>



<p>Essas descobertas reafirmam o resultado de&nbsp;<a href="https://www.dovepress.com/skin-care-supports-overall-well-being-peer-reviewed-fulltext-article-CCID">pesquisas que demonstram</a>&nbsp;que a pele desempenha um papel, até então pouco reconhecido, na saúde geral do corpo, ao controlar, por exemplo, as inflamações. Mas o estudo também concluiu que são necessárias mais pesquisas sobre todos esses processos envolvidos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4081/live/2f70db30-f62a-11f0-9839-696c6fabb3b3.jpg.webp" alt="Uma jovem de cabelos escuros se olha no espelho, tocando a pele ao redor dos olhos."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Muitas das pesquisas na área são financiadas pelo setor dermocosmético</figcaption></figure>



<p>Outras terapias recentes exploram formas inovadoras de manipular o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o">microbioma da pele</a>&nbsp;— a população de micróbios invisíveis que mora no nosso rosto e contribui fortemente para as inflamações na pele.</p>



<p>Os tratamentos em potencial incluem prebióticos projetados para nutrir as bactérias e os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63517728">posbióticos</a>, substâncias produzidas naturalmente pelas próprias bactérias, que sejam úteis, segundo Zeichner.</p>



<p>No ano passado, pesquisadores sul-coreanos&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.jnatprod.4c01354">publicaram a descoberta</a>&nbsp;de uma bactéria encontrada no sangue que produz posbióticos capazes de reduzir as inflamações, o estresse oxidativo e os danos ao colágeno nas células da pele.</p>



<p>Mas isso apenas em laboratório. Para se tornar um tratamento efetivo, Zeichner destaca que qualquer processo deve ter comprovada sua eficácia maior do que qualquer uma das soluções disponíveis comercialmente há décadas.</p>



<p>&#8220;A questão ainda é se os tratamentos da moda realmente oferecem benefícios maiores do que os produtos tradicionais que temos no mercado&#8221;, diz ele.</p>



<p>Em vez de gastar US$ 500 (cerca de R$ 2,6 mil) em um tratamento facial para obter uma única melhoria em termos de hidratação e brilho, Zeichner preferiria que as pessoas mantivessem uma rotina consistente, usando filtro solar pela manhã para proteger a pele contra as lesões ambientais, e hidratação e reparo à noite, com um hidratante noturno e um ingrediente estimulante do colágeno, como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-61451971">retinol</a>.</p>



<p><em>Leia a&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/future/article/20260327-the-bizarre-skincare-rituals-that-might-actually-work"><em>versão original desta reportagem</em></a><em>&nbsp;(em inglês) no site&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/health"><em>BBC Health</em></a><em>.</em></p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Getty ImagesLegenda da foto,Mulher recebe aplicação de máscara facial</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÕES 2026: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/KKAQKL43pC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-ciencia-por-tras-das-modas-bizarras-de-tratamentos-de-pele-de-semen-de-salmao-a-coco-de-passarinho/">A ciência por trás das modas bizarras de tratamentos de pele, de sêmen de salmão a cocô de passarinho</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 03:44:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Município está em situação de emergência devido ao número de casos Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026 O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&#160;o cenário&#160;de Dourados (MS), município&#160;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&#160; “Quando se trata de saúde, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Município está em situação de emergência devido ao número de casos</p>



<p><strong>Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong> &#8211; Sábado, 4 de abril de 2026</p>



<p><strong>O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico&nbsp;o cenário&nbsp;de Dourados (MS), município&nbsp;que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya.&nbsp;</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1684798&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1684798&amp;o=node"></p>



<p>“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).</p>



<p><strong>Segundo o governo de&nbsp;Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da&nbsp;<a href="https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Boletim-Epidemiologico-Chikungunya-SE-12-2026.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença no estado chegava a 1.764</a>, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.</strong></p>



<p>Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.</p>



<p><strong>Dos sete óbitos&nbsp;registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois&nbsp;tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Combate ao vetor</h2>



<p>O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/chikungunya-uniao-reconhece-situacao-de-emergencia-em-dourados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">situação de emergência na cidade</a>, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.</p>



<p>O avanço da chikungunya em Dourados&nbsp;motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes.&nbsp;<strong>A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.</strong></p>



<p>O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.</p>



<p>Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>



<p>Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.</p>



<p>Do&nbsp;total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contratações</h2>



<p>Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.</p>



<p>Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4).&nbsp;</p>



<p>Junto&nbsp;com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.</p>
</blockquote>



<p>Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.</p>



<p>“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lixo</h2>



<p>Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.</p>



<p>“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a&nbsp;coleta de lixo” nas comunidades indígenas.</p>



<p>Fonte: Agencia Brasil / © Secretaria de Saúde MS/Divulgação<br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A CÂMARA COMO A VOZ DA POPULAÇÃO !" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/qVe4792Zsys?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/chikungunya-ministro-classifica-como-critica-situacao-em-dourados/">Chikungunya: ministro classifica como crítica situação em Dourados</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Combinação inédita em terapia fotodinâmica pode tratar infecção grave nos olhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 21:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em testes laboratoriais, uso de corante e de luz verde inibiu o crescimento de fungos isolados da ceratite infecciosa, doença grave que afeta a córnea Texto: Redação*Arte: Thiago Quadros Sexta, 3 de abril de 2026 Uma técnica desenvolvida por cientistas brasileiros combinou um corante especial à luz verde para ajudar a combater a ceratite, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Em testes laboratoriais, uso de corante e de luz verde inibiu o crescimento de fungos isolados da ceratite infecciosa, doença grave que afeta a córnea</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Redação*<br>Arte: Thiago Quadros </h2>



<p><br>Sexta, 3 de abril de 2026</p>



<p>Uma técnica desenvolvida por cientistas brasileiros combinou um corante especial à luz verde para ajudar a combater a ceratite, um tipo grave de infecção fúngica que atinge a córnea, camada externa e transparente dos olhos. A doença pode surgir após traumas no olho, uso inadequado de lentes de contato ou contato com água e objetos contaminados. Em situações mais graves, a ceratite pode provocar cicatrizes na córnea, dor intensa e até cegueira.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="538" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-1024x538.png" alt="" class="wp-image-173499" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-1024x538.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-300x158.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5-768x403.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/04/image-5.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>No&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/corneajrnl/fulltext/2026/01000/in_vitro_evaluation_of_photoactivated_rose_bengal.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho</a>, os pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP aplicaram o corante sintético rosa bengala na terapia fotodinâmica com luz verde. O método mostrou resultados promissores contra cinco de oito tipos de fungos mais comuns encontrados em casos de ceratite infecciosa. Além disso, esse é o primeiro estudo a testar a atividade da combinação em fungos dematiáceos – microfungos com pigmentação escura e altamente resistentes a pressões ambientais.</p>



<p>O procedimento funciona de maneira relativamente simples: primeiro o corante entra em contato com o microrganismo – no caso, os fungos isolados de ceratite infecciosa. Depois de potencializado pela luz verde, o corante age como um fotossensibilizador e danifica as células dos fungos, impedindo sua multiplicação. Esse processo é conhecido como terapia fotodinâmica, uma forma não invasiva de tratamento que permite destruição seletiva de células afetadas por bactérias, lesões, fungos ou células cancerígenas.</p>



<p>Para realizar o experimento, os cientistas desenvolveram um equipamento personalizado que emite luz verde e aplicaram a técnica em amostras de fungos isolados de pacientes com infecções na córnea. Os resultados indicaram que a combinação entre o corante e a luz conseguiu inibir o crescimento do complexo&nbsp;<em>F. solani</em>,&nbsp;<em>P. lilacinum</em>,&nbsp;<em>C. albicans</em>, complexo&nbsp;<em>C. parapsilosis</em>&nbsp;e&nbsp;<em>E. oligosperma</em>, mas não foi capaz de agir na inibição de&nbsp;<em>S. apiospermum</em>, do complexo&nbsp;<em>A. niger</em>&nbsp;e de&nbsp;<em>C. geniculata</em>, mesmo quando combinada ao antibiótico antifúngico Anfotericina B (Amphobactina).</p>



<p>“O tratamento padrão para ceratite fúngica infecciosa geralmente é desafiador, pois esses microrganismos podem ser resistentes aos agentes convencionais”, informam os pesquisadores no artigo. “Mesmo combinando ambos os tratamentos&nbsp;<em>in vitro</em>, não houve inibição do crescimento nessas amostras. Felizmente, a concentração de Anfotericina B usada na clínica é muito maior do que a usada em nosso experimento”, comentam.</p>



<p>Por isso, ainda serão necessários novos estudos para entender quais casos podem se beneficiar mais dessa abordagem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260326_ceratite-microbiana-2.jpg" alt="" class="wp-image-991261"/><figcaption class="wp-element-caption">Avaliação da terapia fotodinâmica com rosa bengala para a inibição do crescimento de isolados de fungos causadores de ceratite. Para cada placa, uma zona central foi selecionada para medição (círculo vermelho). Os resultados mostraram inibição do crescimento no tratamento com rosa bengala a 0,1%/luz verde para o complexo Fusarium solani , Purpureocillium lilacinum, Candida albicans, complexo Candida parapsilosis e Exophiala oligosperma (grupo IV) – Imagem: Extraída do artigo</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Um caminho para novos tratamentos</h2>



<p>Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os resultados reforçam o potencial da terapia baseada em luz como uma nova ferramenta no tratamento de doenças oculares infecciosas. Se pesquisas futuras confirmarem sua eficácia em pacientes, a técnica poderá ajudar a reduzir complicações graves, evitar cirurgias e preservar a visão de pessoas afetadas por infecções na córnea. Especialistas destacam que, em doenças oculares, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais para evitar danos permanentes à visão. Assim, novas alternativas terapêuticas podem representar um avanço importante para a oftalmologia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/20260326_jarbas-caiado-neto-300x300.jpg" alt="" class="wp-image-991280" style="width:149px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Jarbas Caiado Neto é professor e pesquisador do Instituto de Física da USP em São Carlos – Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>Para o docente e pesquisador da USP Jarbas Caiado Neto, esta pesquisa tem potencial para ajudar a visão de milhares de brasileiros. “O nosso laboratório no IFSC vem perseguindo técnicas ópticas para curar doenças na córnea antes não curadas. No passado, desenvolvemos de forma inédita a técnica de&nbsp;CrossLink&nbsp;para curar problemas de bioelasticidade da córnea, que resulta na doença do ceratocone. A técnica que desenvolvemos tornou-se padrão mundial nesse tipo de tratamento”, afirma o professor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Essa técnica com rosa bengala, que agora estamos desenvolvendo, também tem potencial para se tornar um padrão mundial no tratamento de ceratites, doença essa que facilmente leva à cegueira” – Jarbas Caiado Neto</p>
</blockquote>



<p>A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço dos estudos clínicos, tecnologias semelhantes possam integrar o arsenal de tratamentos disponíveis para combater infecções oculares que hoje ainda representam um grande desafio para a medicina.</p>



<p>O artigo&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/corneajrnl/fulltext/2026/01000/in_vitro_evaluation_of_photoactivated_rose_bengal.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>In Vitro Evaluation of Photoactivated Rose Bengal for Growth Inhibition of Fungi Isolated From Keratitis</em></a>&nbsp;foi publicado na revista internacional&nbsp;<em>The Journal of Cornea and External Disease</em>.</p>



<p><em>* Por Rui Jorge Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC.&nbsp;</em><em>Adaptado por Tabita Said</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / A ceratite microbiana é uma das principais causas de cegueira em países desenvolvidos e em desenvolvimento – Foto: <a href="https://www.flickr.com/photos/kevharb/3920410202">Kevin Harber/Flickr</a></p>



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		<title>Governo anuncia isenção de componentes de canetas emagrecedoras no Brasil; entenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 18:02:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 29/03/2026 &#8211; 14h40 Por&#160;Marcos Hermanson e Mateus Vargas &#124; Folhapress O governo federal anunciou na última quinta-feira (26) a isenção do imposto de importação 58 milhões de componentes usados na fabricação de canetas emagrecedoras. A decisão atende a um pleito da farmacêutica nacional EMS, que aguarda autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 29/03/2026 &#8211; 14h40</p>



<p>Por&nbsp;Marcos Hermanson e Mateus Vargas | Folhapress</p>



<p>O governo federal anunciou na última quinta-feira (26) a isenção do imposto de importação 58 milhões de componentes usados na fabricação de canetas emagrecedoras. A decisão atende a um pleito da farmacêutica nacional EMS, que aguarda autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para lançar um produto rival ao Ozempic.</p>



<p>A isenção decidida pelo Comitê-Executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior) tem validade de 365 dias. Com isso, fica renovado benefício já concedido à EMS em agosto do ano passado, mas para um número bem menor de componentes –9,9 milhões. Antes, a tarifa era de 14,4%.</p>



<p>Estão incluídos na decisão componentes como vidro, tampa e corpo da caneta, mas não o medicamento em si. Dentre estes componentes, EMS solicitou a isenção para 7,4 milhões de corpos de caneta de semaglutida (mesmo princípio ativo do Ozempic), o que dá uma ideia do número de canetas que a empresa pretende produzir.</p>



<p>Procurado, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) disse que a Camex levou em consideração as projeções de crescimento do mercado de canetas e destacou que o medicamento não tem produção nacional. A pasta também destacou que a medida vale para todas as importações, e não apenas para aquelas realizadas pela EMS.</p>



<p>A EMS afirmou que o pleito pela isenção da tarifa foi apresentado com base na inexistência de produção nacional dos insumos. &#8220;Trata-se de um instrumento legítimo, previsto na regulação brasileira, e amplamente utilizado pela indústria para garantir competitividade e viabilizar a produção local&#8221;, disse a farmacêutica.</p>



<p>O laboratório nacional afirmou que os componentes das canetas são essenciais para a &#8220;futura fabricação nacional&#8221;, &#8220;reforçando o compromisso da EMS com a ampliação do acesso e a internalização da produção&#8221;.</p>



<p>A empresa comercializa desde 2025 as canetas Lirux e Olire, de liraglutida, primeiras versões nacionais de emagrecedores injetáveis e concorrentes do Saxenda e Victoza, marcas da dinamarquesa Novo Nordisk.</p>



<p>A farmacêutica brasileira pretende lançar neste ano concorrentes do Ozempic e Wegovy, as canetas que também são fabricadas pela Novo Nordisk. A semaglutida, princípio ativo dos medicamentos, perdeu a patente em 20 de março, mas ainda não há novos produtos aprovados pela Anvisa.</p>



<p>A EMS é uma das empresas nacionais em melhor posição no mercado dos emagrecedores. A farmacêutica investiu mais de R$ 1 bilhão para montar uma fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia (SP), tecnologia aplicada na produção das canetas.</p>



<p>A empresa também recebeu créditos de R$ 736 milhões desde 2020 do BNDES relacionados à planta.</p>



<p>A Anvisa afirma que a análise dos novos produtos é um desafio técnico, pois os produtos &#8220;compartilham características&#8221; de medicamentos sintéticos e biológicos.</p>



<p>&#8220;A avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e EUA, registrou análogos sintéticos da semaglutida&#8221;, diz a Anvisa em nota.</p>



<p>As canetas são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano e que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. As principais marcas no mercado são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk) e tirzepatida (Mounjaro, da Lilly), que também atua no receptor do hormônio GIP e tem patente até 2036.</p>



<p>Existe forte pressão de consumidores, de parte da indústria e do mundo político para ampliar a oferta e baixar custos dos emagrecedores. O aumento do consumo para fins estéticos ou fora da bula, além da popularização de versões manipuladas desses medicamentos, porém, são pontos que preocupam associações e sociedades médicas.</p>



<p>A nota técnica da Camex que embasou a decisão desta quinta-feira recomenda o deferimento parcial do pedido da EMS, feito em novembro passado.</p>



<p>Os técnicos do órgão entederam que a inexistência temporária de fabricação do produto e a função social que ele exerce justificavam a isenção de tarifas, mas consideraram excessiva a cota de 58 milhões proposta pela EMS.</p>



<p>&#8220;A quota originalmente solicitada de 58,2 milhões unidades não se mostrou aderente ao consumo informado pela própria pleiteante, tampouco à efetiva utilização da quota atualmente vigente&#8221;, disseram os técnicos do órgão. Com isso, propuseram uma cota de 30 milhões de unidades, o que, segundo eles, já teria impacto fiscal superior a US$ 1 milhão, valor de referência para pleitos do tipo.</p>



<p>Mesmo assim, a Camex manteve os 58 milhões de componentes solicitados pela EMS, por sugestão do Comitê de Alterações Tarifárias. O Mdic não explicou os motivos de ter discordado da recomendação que consta da nota técnica.</p>



<p>A Anvisa tem oito pedidos de registros de produtos contendo semaglutida em análise, sendo sete sintéticos, incluindo o da EMS, e outro biológico. Nenhum dos casos é enquadrado como genérico, categoria em que o preço deve ser ao menos 35% inferior ao do produto de referência. Ainda assim, o mercado avalia que a concorrência deve baratear as canetas.</p>



<p>No ano passado, a disputa pelo mercado dos emagrecedores ganhou novo rumo com atuação direta do governo Lula (PT). A Anvisa atendeu a um pedido do Ministério da Saúde e passou na frente da sua fila de análise 20 pedidos de remédios emagrecedores contendo liraglutida ou semaglutida.</p>



<p>O movimento do governo se deu dias após o ministro Alexandre Padilha (PT) fazer uma espécie de propaganda dos emagrecedores de liraglutida que a EMS havia lançado.</p>



<p>&#8220;Aquelas canetinhas que o pessoal está usando direto por aí, mais um produto na área, baixando o preço para a população&#8221;, disse o ministro em vídeo gravado após evento da farmacêutica.</p>



<p>O plano de passar à frente a análise das canetas foi criticado pela Interfarma e o Sindusfarma, que apontaram risco de insegurança jurídica e de atraso em outras avaliações.</p>



<p>Já a PróGenéricos disse que havia aumento exponencial da procura pelos fármacos e que a medida tem &#8220;razões excepcionais de interesse público&#8221;.</p>



<p>Em documentos internos revelados pela Folha de s.Paulo, técnicos da Anvisa afirmam que a prioridade dada aos emagrecedores pode atrasar o lançamento de terapias mais importantes, incluindo para doenças graves, como câncer, epilepsia, Parkinson avançado e AME (Atrofia Muscular Espinhal).</p>



<p>A Anvisa diz que definiu um limite de processos acelerados para que não haja prejuízo a outras terapias. Ainda afirma que havia risco de desabastecimento das canetas. A decisão da Anvisa ainda prioriza produtos com etapas de fabricação nacional.</p>



<p>Integrantes do governo ainda dizem que existe o plano de levar o tratamento ao SUS. Nas primeiras análises, a incorporação foi barrada por causa do custo bilionário. Uma das frentes abertas para levar o produto à rede pública é a parceria firmada entre a EMS e a Fiocruz para transferir à fundação a tecnologia de produção das canetas.</p>



<p>Foto: Alana Dias / Bahia Notícias<br><br></p>



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		<title>Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:13:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025 Por Luis Eduardo de Sousa (Folhapress) — A&#160;Anvisa&#160;(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de&#160;canetas&#160;emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S. Paulo. As mortes, segundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025</p>



<p><strong>Por Luis Eduardo de Sousa</strong></p>



<p>(Folhapress) — A&nbsp;<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anvisa</a>&nbsp;(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/carnaval-alcool-canetas-emagrecedoras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canetas</a>&nbsp;emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S. Paulo.</p>



<p>As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Conforme noticiou a Folha, seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.</p>



<p>Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida, esta última princípio ativo do Mounjaro.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_87809"><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/app/uploads/2025/08/7-mitos-e-verdades-sobre-o-uso-de-ozempic-e-mounjaro-675x450-1-960x540-1.webp" alt="canetasSobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa" class="wp-image-87809"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa</em></figcaption></figure>



<p>“A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos”, disse a agência em nota.</p>



<p>Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.</p>



<p>As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.</p>



<p>No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.</p>



<p>A Eli Lilly disse, na ocasião, que a bula do Mounjaro (tirzepatida) aponta a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como uma reação adversa incomum. A empresa orienta que os pacientes conversem com um médico para saber mais sobre os sintomas e, em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, informem o profissional de saúde e interrompam o uso do medicamento.</p>



<p>A Novo Nordisk, que comercializa os medicamentos Ozempic, Wegovy e Saxenda, afirmou em comunicado que “embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança”.</p>



<p>Fonte: ICL Noticias. / </p>



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		<title>Sesab confirma casos de Mpox em Salvador e Vitória da Conquista e investiga mais casos suspeitos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 00:57:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira, 19/02/2026 &#8211; 21h40 Por&#160;Redação A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que duas pessoas foram diagnosticadas com Mpox em território baiano, conforme informações divulgadas pela pasta nesta quinta-feira (19). Um dos casos foi registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, enquanto o outro se trata de um turista de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 19/02/2026 &#8211; 21h40</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que duas pessoas foram diagnosticadas com Mpox em território baiano, conforme informações divulgadas pela pasta nesta quinta-feira (19). Um dos casos foi registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, enquanto o outro se trata de um turista de São Paulo que está em observação em Salvador.</p>



<p>De acordo com as informações, a paciente de Conquista não reside no município do sudoeste e buscou atendimento no Hospital Geral (HGVC). Ela apresenta uma boa recuperação e segue em isolamento. </p>



<p>O turista diagnosticado é natural da cidade de Osasco e foi atendido em uma unidade de saúde da capital baiana.</p>



<p>Além dessas confirmações, a Sesab ainda analisa outros dois casos suspeitos, enquanto três notificações já foram descartadas após a realização de exames. Vale ressaltar que nenhum desses registros tem relação com o período do carnaval. </p>



<p>A MPOX<br>A Mpox é uma doença viral da mesma família da varíola e o contágio acontece, principalmente, pelo toque direto na pele de alguém infectado, especialmente se houver feridas. O compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas, ou o contato com secreções também são formas de transmissão.</p>



<p>Os sintomas costumam incluir febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço e o aparecimento de ínguas. </p>



<p>O sinal mais característico são as lesões na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham para as mãos e os pés. Como ainda não existe um remédio específico para combater o vírus, o tratamento foca em aliviar as dores e evitar que as feridas inflamem. </p>



<p>O paciente precisa se manter isolado até que todas as crostas das feridas caiam e a pele cicatrize, o que costuma levar entre duas e quatro semanas.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias / Foto: Mpox / Getty Images / Reprodução Ministério da Saúde</p>



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