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	<title>Ciências |</title>
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	<title>Ciências |</title>
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		<title>Estudo da polilaminina mostra que ainda não há conclusões sobre eficácia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 01:17:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quarta-feira, 05/08/2026 &#8211; 22h00 Por&#160;Jairo Marques &#124; Folhapress A revista Spinal Cord, publicação da Nature especializada em lesões e doenças da medula espinhal, publicou nesta terça-feira (4) o estudo piloto que testou a polilaminina em oito pacientes em hospitais do Rio de Janeiro e Niterói, de 2016 a 2021. O artigo, assinado por pesquisadores liderados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quarta-feira, 05/08/2026 &#8211; 22h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Jairo Marques | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revista Spinal Cord, publicação da Nature especializada em lesões e doenças da medula espinhal, publicou nesta terça-feira (4) o estudo piloto que testou a polilaminina em oito pacientes em hospitais do Rio de Janeiro e Niterói, de 2016 a 2021. O artigo, assinado por pesquisadores liderados pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), relata que a aplicação da polilaminina mostra melhora no quadro dos voluntários, mas afirma que ainda não há conclusões sobre eficácia da substância.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com lesão medular grave (AIS A) se submeteram à aplicação da substância durante o estudo piloto. Seis deles tiveram regressão do quadro para AIS C ou D (menos graves), com retomada de movimentos e melhorias nas funções fisiológicas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o processo, três dos oito voluntários morreram por causas que, de acordo com o comitê de ética que acompanhou o experimento, não tinham relação com a aplicação (problemas cardíacos, sepse e pneumonia). Os óbitos foram analisados pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e por um consultor clínico externo, não sendo considerados relacionados à intervenção.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo publicado nesta terça conclui que a aplicação da substância durante o estudo piloto transcorreu sem intercorrências e demonstrou ser segura nesse grupo pequeno de oito pessoas e com lesões provocadas por diferentes tipos de acidentes.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ressalta que o estudo não permite conclusões sobre a eficácia da polilaminina, mas fornece uma prova de conceito para essa abordagem terapêutica e justifica avaliações adicionais em estudos clínicos controlados.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ENTENDA O PROCESSO DA APRESENTAÇÃO DA POLILAMININA À PUBLICAÇÃO DO NOVO ARTIGO<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A polilaminina foi apresentada em setembro do ano passado em um evento da farmacêutica Cristália, parceria comercial do estudo, com a expectativa de ser uma substância capaz de restabelecer a medula espinhal em pessoas que sofreram lesões e perderam movimentos do corpo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o artigo pré-print apresentado (sem revisão de outros pesquisadores), publicado em fevereiro de 2024 na plataforma MedRxiv, havia sido rejeitado por revistas científicas por conter erros e imprecisões.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março deste ano, Tatiana afirmou que o texto passaria por uma revisão geral com correções técnicas, ajustes na apresentação dos dados e mudança nas explicações sobre os resultados.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos questionados por especialistas sobre o artigo pré-print era que o texto não trazia informações sobre se os pacientes tratados com polilaminina passaram por exames para descartar o diagnóstico de choque medular antes da aplicação da substância.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro de choque medular, comum em pacientes que sofrem trauma na medula, leva a perda temporária de reflexos e atividade motora, que podem ser recuperadas posteriormente. A falta de confirmação poderia levar a um erro na classificação da lesão e na interpretação dos resultados.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo publicado na Spinal Cord, os autores detalharam que &#8220;todos os exames foram conduzidos com os participantes totalmente alertas, orientados e sem o uso de medicamentos sedativos. No momento da administração do tratamento, o reflexo bulbocavernoso ou o sinal de Babinski estava presente em todos os participantes, indicando a resolução do choque medular&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa informação, os pesquisadores afirmam que há um baixo risco de classificação equivocada por choque medular, o que dá mais credibilidade à ação da polilaminina na melhora do quadro dos pacientes.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A administração intramedular de laminina polimerizada transcorreu sem intercorrências e demonstrou ser segura nesta coorte pequena e heterogênea. Embora o desenho do estudo não permita conclusões sobre a eficácia, ele fornece uma prova de conceito para essa abordagem terapêutica e justifica avaliações adicionais em estudos clínicos controlados&#8221;, afirmam os autores sobre a conclusão do estudo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COMO ESTÃO OS TESTES CLÍNICOS NA ANVISA<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou que a farmacêutica Cristália desenvolvesse o estudo clínico regulatório da polilaminina.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cinco voluntários com lesões medulares torácicas (com menos comprometimentos de funções motoras) devem receber a aplicação no Hospital das Clínicas de São Paulo. O comitê de ética da instituição aprovou recentemente o procedimento. Esta é a fase 1 da pesquisa clínica, que avalia a segurança da substância.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhos devem começar nas próximas semanas. Segundo a equipe de Tatiana, na semana que vem neurocirurgiões passarão por treinamento para a aplicação da injeção.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso a substância se revele segura, a pesquisa deve avançar para a fase 2, que vai analisar a eficácia.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">APLICAÇÕES DA POLILAMININA FORA DOS ESTUDOS<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde dezembro do ano passado, 105 pessoas fizeram aplicações compassivas da polilaminina no Brasil, por força judicial e com autorização da Anvisa. A Cristália, que faz o monitoramento dos casos, afirma que não houve registro de efeitos colaterais nos pacientes e que os seis óbitos registrados nesse período não têm relação com a substância, mas com implicações da própria lesão medular.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aplicações estão sendo permitidas, de forma compassiva, em pessoas com lesões medulares completas —quando há rompimento total da medula— e ocorridas em até três dias. Pacientes, médicos e fisioterapeutas têm divulgado evolução no quadro de paraplegia e tetraplegia após as aplicações. Alguns já ficam em pé e afirmam ter retomado funções fisiológicas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados, porém, não podem ser analisados como estudo clínico. Segundo Tatiana, após seis meses da aplicação, os pacientes estão sendo reavaliados pelo grupo de pesquisa e tendo suas informações tabuladas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Podemos estudar esses indicadores e tratá-los como uma série de casos analisados retrospectivamente. Isso expande os resultados. A pergunta, nesse caso, não é mais se a aplicação de polilaminina é factível e segura, o que também será mostrado pelo estudo clínico regulatório, mas se as observações se estendem para uma amostra não selecionada, sendo amostra da vida real&#8221;, afirmou Tatiana.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento padrão ouro para lesões medulares foca o atendimento emergencial, em geral, nas primeiras 72 horas (imobilização, estabilização da coluna e descompressão medular cirúrgica), seguido de reabilitação intensiva (fisioterapia e terapia ocupacional).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:Bahia Noticias / Foto: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="500" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/08/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png" alt="" class="wp-image-181917" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/08/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf.png 500w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/08/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-300x300.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/08/logo-credito-forte-pdf-1-2.pdf-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-da-polilaminina-mostra-que-ainda-nao-ha-conclusoes-sobre-eficacia/">Estudo da polilaminina mostra que ainda não há conclusões sobre eficácia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Família de Darino Sena pede empatia e privacidade após crise de saúde do jornalista no Centro Histórico de Salvador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 22:26:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 03/08/2026 &#8211; 18h50 Por&#160;Redação Nesta segunda-feira (3), familiares e amigos do jornalista Darino Sena divulgaram uma nota oficial informando que ele já se encontra sob cuidados médicos e recebendo o suporte necessário para sua recuperação. O comunicado surge após um&#160;episódio de saúde ocorrido no último sábado (1), no Centro Histórico de Salvador. A nota [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda-feira, 03/08/2026 &#8211; 18h50</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira (3), familiares e amigos do jornalista Darino Sena divulgaram uma nota oficial informando que ele já se encontra sob cuidados médicos e recebendo o suporte necessário para sua recuperação. O comunicado surge após um&nbsp;<a href="https://www.bahianoticias.com.br/noticia/319586-ex-apresentador-da-tv-bahia-darino-sena-e-contido-apos-surto-no-centro-historico-de-salvador" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>episódio de saúde ocorrido no último sábado (1), no Centro Histórico de Salvador.</strong></a></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cdn.bahianoticias.com.br/fotos/holofote_noticias/85172/mg/WhatsApp%20Image%202026-08-03%20at%2017.57.58.1.jpg" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A nota enfatiza que uma crise de saúde mental não deve ser motivo de &#8220;espetacularização&#8221; e lamenta o uso de registros de momentos difíceis como conteúdo de notícias ou especulações. &#8220;Darino encontra-se sob cuidados médicos e recebendo o suporte necessário para sua plena recuperação. Problemas de saúde mental podem afetar qualquer ser humano, e é em nome desta humanidade que pedimos a devida seriedade, acolhimento e empatia de todos, seja dos colegas jornalistas, seja das pessoas que acompanham a sua carreira de mais de 20 anos na imprensa&#8221;, diz a nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio que motivou a nota ocorreu por volta das 23h de sábado (1), nas proximidades do monumento Cruz Caída. A Polícia Militar foi acionada para conter um homem em &#8220;aparente surto psicológico&#8221; que ameaçava se lançar do local e agredir transeuntes. Darino foi contido em uma operação conjunta entre a PM e o SAMU<strong>,</strong>&nbsp;sendo encaminhado para a Central de Regulação para receber atendimento especializado. Vídeos do jornalista em trajes íntimos e em estado de alteração circularam em grupos de mensagens antes do posicionamento oficial da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Darino Sena é uma figura pública amplamente conhecida na Bahia, com mais de 20 anos de carreira na imprensa. Ele ganhou destaque como apresentador e comentarista na TV Bahia, afiliada da Rede Globo, onde atuou principalmente nas áreas de esportes e entretenimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Divulgação</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/familia-de-darino-sena-pede-empatia-e-privacidade-apos-crise-de-saude-do-jornalista-no-centro-historico-de-salvador/">Família de Darino Sena pede empatia e privacidade após crise de saúde do jornalista no Centro Histórico de Salvador</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Farmacêutica recusa oferta do Brasil por injeção semestral contra HIV, e governo aguarda contraproposta</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 17:07:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 01/08/2026 &#8211; 08h20 Por&#160;Bruno Lucca &#124; Folhapress A farmacêutica Gilead Sciences não aceitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro para a compra do lenacapavir, medicamento injetável de aplicação semestral apontado como a principal inovação recente na prevenção do HIV. Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), o Ministério da Saúde ofereceu pagar até US$ 400 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 01/08/2026 &#8211; 08h20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Bruno Lucca | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">A farmacêutica Gilead Sciences não aceitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro para a compra do lenacapavir, medicamento injetável de aplicação semestral apontado como a principal inovação recente na prevenção do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), o Ministério da Saúde ofereceu pagar até US$ 400 por tratamento (cerca de R$ 2.037), valor até dez vezes superior ao praticado em países de perfil econômico semelhante, como Indonésia, Tailândia e África do Sul, segundo a pasta. Com a recusa, o ministério agora aguarda uma contraproposta da empresa.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o governo afirma que as tratativas envolvem tanto a redução do preço como a possível transferência de tecnologia para o Brasil, com potencial de produção do medicamento para abastecer também outros países da América Latina.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As negociações incluem o uso do lenacapavir para profilaxia pré-exposição (PrEP) e para tratamento de pessoas vivendo com HIV.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a Gilead confirmou a reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas não comentou a proposta financeira apresentada pelo governo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa afirmou que permanece &#8220;comprometida em trabalhar de forma colaborativa&#8221; para ampliar o acesso ao medicamento no Brasil e disse continuar discutindo alternativas sustentáveis de longo prazo para o país, que ficou fora dos acordos de licenciamento voluntário firmados pela companhia com outros mercados de renda média e baixa.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A farmacêutica também destacou que assinou um memorando de entendimento com a Fiocruz para avaliar oportunidades de transferência de tecnologia e produção regional do medicamento.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A negociação ocorre paralelamente ao processo de definição do preço máximo de comercialização do lenacapavir no Brasil. Após a aprovação do medicamento pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) iniciou a análise do pedido de precificação, mas a Gilead entrou com recurso em 30 de junho.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Anvisa, o processo deve ser concluído até 28 de setembro. Os pareceres técnicos só serão divulgados após o encerramento da fase de recurso.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição do preço pela CMED, porém, é diferente da negociação conduzida pelo Ministério da Saúde. Enquanto a Câmara estabelece o preço-teto para comercialização do medicamento no país, a pasta negocia o valor que poderá pagar para incorporá-lo ao SUS (Sistema Único de Saúde).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impasse ocorre em um momento em que o governo tenta ampliar o acesso a novas tecnologias para prevenção do HIV. Nesta semana, o ministério anunciou um acordo para aquisição do cabotegravir, da GSK/ViiV Healthcare, primeira PrEP injetável de longa duração que poderá ser ofertada gratuitamente.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pasta também firmou um acordo com a farmacêutica MSD para acompanhar o desenvolvimento do MK-8527, comprimido de uso mensal para prevenção ao HIV que ainda está em estudos clínicos e poderá ser produzido no país futuramente.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses avanços, o lenacapavir é considerado hoje o principal medicamento na prevenção da infecção por combinar alta eficácia com apenas duas aplicações por ano, o que pode aumentar a adesão à PrEP entre pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário dos medicamentos disponíveis atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Divulgação / SES-DF</p>



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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/farmaceutica-recusa-oferta-do-brasil-por-injecao-semestral-contra-hiv-e-governo-aguarda-contraproposta/">Farmacêutica recusa oferta do Brasil por injeção semestral contra HIV, e governo aguarda contraproposta</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Médicos se dividem entre acompanhar ou não pacientes que usam canetas emagrecedoras paraguaias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 17:01:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 01/08/2026 &#8211; 13h40 Por&#160;Vitor Hugo Batista &#124; Folhapress Quando decidiu trocar o Mounjaro por uma versão paraguaia da tirzepatida, a advogada Andreza Botan, 47, já sabia que seria difícil encontrar um médico disposto a acompanhar seu tratamento. Só não esperava ouvir durante a consulta que o profissional cogitava chamar a polícia quando ela disse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 01/08/2026 &#8211; 13h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Vitor Hugo Batista | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando decidiu trocar o Mounjaro por uma versão paraguaia da tirzepatida, a advogada Andreza Botan, 47, já sabia que seria difícil encontrar um médico disposto a acompanhar seu tratamento. Só não esperava ouvir durante a consulta que o profissional cogitava chamar a polícia quando ela disse que usava uma caneta do Paraguai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ele olhou para mim e falou: &#8216;Não imaginava você, uma advogada, usando substância proibida. O que a gente faz? Eu ligo para o 190 agora?'&#8221;, relata Andreza.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, o endocrinologista disse que não acompanhava pacientes que usam medicamentos comprados no Paraguai e encerrou a consulta após avaliar rapidamente seus exames.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de Andreza ilustra um impasse que vem se tornando frequente nos consultórios à medida que cresce o uso de canetas emagrecedoras adquiridas ilegalmente no Paraguai. Afinal, o médico deve continuar acompanhando um paciente que optou por um medicamento sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou pode recusar esse atendimento?<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conselhos de medicina ouvidos pela reportagem afirmam que ambas as condutas são eticamente aceitáveis.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), diz que acompanhar pacientes que utilizam canetas paraguaias pode transmitir a impressão de que o tratamento é respaldado pelo médico, além de expor o profissional a riscos éticos e legais.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu não acompanho pacientes que estejam usando medicamentos sem registro na Anvisa. Se essa for a escolha do paciente, peço que procure outro médico. Não me sinto confortável em assumir o acompanhamento de um tratamento com um produto cuja segurança não é garantida. Se houver alguma complicação, existe a responsabilidade médica sobre essa conduta&#8221;, afirma.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posição semelhante é adotada pelo nutrólogo Alfio Borghi Neto. Segundo ele, o problema não está apenas na ausência de registro sanitário, mas também na impossibilidade de verificar a origem do princípio ativo, a concentração da substância e as condições em que o medicamento foi transportado.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu com certeza não seguiria acompanhando esse paciente porque é como se eu estivesse sendo conivente com aquilo e legitimando um produto irregular&#8221;, afirma. &#8220;Não tem como eu me sentir seguro como médico se eu não sei o que realmente existe ali dentro. É como se você desse um tiro no escuro. É algo muito arriscado&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O endocrinologista Clayton Macedo, diretor da SBEM, afirma que numa situação assim buscaria alternativas com registro sanitário no Brasil compatíveis com a realidade financeira do paciente, caso não consiga arcar com o custo do Mounjaro &#8211;medicamento da farmacêutica Eli Lilly, que detém a patente da tirzepatida no Brasil. O preço do Mounjaro varia entre R$ 1.422 para a dose de 2,5 mg e R$ 3.499 para a de 15 mg.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu nunca vou deixar um paciente sem tratamento, mas também não vou deixar ele com um tratamento que não é seguro. A primeira coisa que eu tenho que prezar é pela segurança dele&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu prescreveria semaglutida. A gente consegue oferecer um tratamento adequado com uma versão segura, regulada e cuja origem é conhecida.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A patente da semaglutida, que pertencia a Novo Nordisk, com as canetas Ozempic e Wegovy (cujos preços partem de R$ 1.314,38, sem desconto), caiu em março deste ano. Depois disso, outros medicamentos com a substância receberam o aval da Anvisa para serem comercializados, como Ozivy, Extensior e Poviztra, com preços que vão de R$ 465 a R$ 1.000.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última quarta-feira (29), a Anvisa aprovou cinco novas canetas de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. A CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão vinculado à Anvisa, deve definir em breve os valores máximos. Só depois disso elas estarão disponíveis nas prateleiras.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros profissionais avaliam que deixar de acompanhar pacientes que usam canetas paraguaias pode aumentar os riscos à saúde e tornar o tratamento ainda mais inseguro.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Um médico que acompanha alguém com dependência química não vai prescrever a droga, mas isso não significa que ele vai deixar de acompanhar o paciente. O meu papel é oferecer alternativas para aquela demanda, não simplesmente apontar o problema e deixar que ele resolva sozinho&#8221;, diz o endocrinologista Júlio Américo Batatinha.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Antes do uso havia uma demanda e, possivelmente, um sofrimento. A primeira coisa é acolher esse paciente, entender por que ele quis usar uma caneta paraguaia e qual objetivo ele busca.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, Batatinha tenta sensibilizar o paciente sobre os riscos que a caneta paraguaia pode trazer e os benefícios de trocar para uma medicação mais segura. Ele diz encontrar diferentes perfis de pacientes. Alguns aceitam migrar para medicamentos aprovados pela Anvisa. Outros optam por tratamentos alternativos. Há ainda aqueles que, mesmo orientados sobre os riscos, decidem permanecer com a versão paraguaia.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nesses casos, eu não vou prescrever essas canetas, mas continuo acompanhando o paciente, fazendo as melhores orientações possíveis e monitorando para identificar qualquer complicação&#8221;, afirma Batatinha.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endocrinologista Carolina Janovsky, professora associada da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), tem posição semelhante. Ela afirma que o problema não é o país de origem do medicamento, mas a ausência de garantias sobre o produto.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu não acompanho a caneta irregular, eu acompanho o paciente. Se ele já chega usando uma caneta paraguaia, eu tenho que continuar acompanhando. Eu vejo isso como uma estratégia de redução de danos. Acho que interromper esse acompanhamento só aumentaria os riscos&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo José Hiran Gallo, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), um médico pode recusar acompanhar um paciente caso veja que o medicamento que ele usa traz riscos à saúde.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gallo orienta que sejam prescritos apenas medicamentos autorizados pela Anvisa e alerta que produtos contrabandeados não oferecem garantias sobre seu conteúdo ou condições de fabricação e transporte.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) diz que o médico não é obrigado a acompanhar pacientes que usam produtos sem registro na Anvisa. O Código de Ética Médica garante autonomia profissional para atuar de acordo com a consciência, as evidências científicas e as normas sanitárias. Mas caso o profissional decida interromper o acompanhamento, deve fazer de forma ética, sem abandonar o paciente, garantindo a continuidade da assistência e orientando sobre os riscos envolvidos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o médico que decide acompanhar o paciente deve fazê-lo com o objetivo de reduzir danos, desde que deixe claro que não está validando o uso do produto irregular, registre essa orientação em prontuário e não participe da prescrição nem incentive a continuidade do tratamento, diz o Cremesp.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o conselho, eventuais responsabilizações éticas, civis ou penais dependerão das circunstâncias específicas de cada caso. Um profissional que prescreveu um produto sem registro, por exemplo, responde pelos próprios atos nas esferas ética, civil e penal.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico que apenas passa a acompanhar um paciente que iniciou esse tratamento por decisão própria ou por indicação de outro profissional não assume automaticamente responsabilidade pela prescrição original, segundo o Cremesp.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na interpretação do advogado Eduardo Tomasevicius Filho, professor de Direito da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em bioética, ainda que o médico não tenha vendido ou fornecido a caneta, o simples fato de acompanhar o paciente enquanto ele utiliza um medicamento sem registro pode ser suficiente para gerar responsabilização caso ocorra algum evento adverso.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Você não forneceu a caneta, mas deu uma recomendação ou uma anuência. Disse: &#8216;Pode usar que eu vou acompanhar&#8217;. De alguma forma, você está dentro dessa relação de consumo&#8221;, afirma, com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o episódio com o médico que ameaçou chamar a polícia, Andreza encontrou uma endocrinologista que aceitou acompanhar seu tratamento com canetas paraguaias, mas que a orientou a tomar cuidado com o manejo, transporte e armazenamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Reprodução / Freepik</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A IMPORTÂNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO PERÍODO ELEITORAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pRwNByTWbUI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>A morfologia cerebral do TOC: estudo inédito aponta mecanismos do cérebro ligados à origem da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 16:28:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[origem da doenca]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisa sobre Transtorno Obsessivo-Compulsivo foi conduzida com 4,5 mil pessoas, pelo cientista brasileiro Leonardo Saraiva, premiado internacionalmente, e envolveu um consórcio científico integrado por pesquisadores de diversos países Texto: Redação* Arte: Livia Bortoletto** Domingo, 26 de julho de 2026 Alterações na curvatura cortical e na similaridade entre estruturas cerebrais refletem processos essenciais para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">A pesquisa sobre Transtorno Obsessivo-Compulsivo foi conduzida com 4,5 mil pessoas, pelo cientista brasileiro Leonardo Saraiva, premiado internacionalmente, e envolveu um consórcio científico integrado por pesquisadores de diversos países</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Redação*</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Livia Bortoletto**</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alterações na curvatura cortical e na similaridade entre estruturas cerebrais refletem processos essenciais para o desenvolvimento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). É o que revela um&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74153-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">grande estudo</a>&nbsp;que, de forma pioneira, examinou características específicas do cérebro em sua relação com o TOC. As descobertas demonstram a importância de uma abordagem abrangente para a caracterização da morfologia cerebral para maior compreensão sobre a origem e o tratamento do transtorno de saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa acaba de ser publicada na&nbsp;<em>Nature Communications</em>,&nbsp; fruto de uma intensa produção científica iniciada pelo cientista brasileiro Leonardo Saraiva ainda durante doutorado no Programa de Pós-graduação em Psiquiatria na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Atualmente, Saraiva é pós-doutorando em psiquiatria pela Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e pesquisador do grupo Gen_TOC, projeto de pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC), da FMUSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação envolveu extensa análise de dados de forma completa e contou com o auxílio de&nbsp;<em>machine learning</em>&nbsp;– modelos estatísticos que ajudaram a explorar associações entre cérebro e comportamento. Ao final das análises, os cientistas apresentaram uma caracterização morfológica abrangente do TOC em uma grande amostra formada por 4.519 participantes – 2.255 pacientes com TOC e 2.264 “controles”, ou seja, sem o transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar à caracterização, os pesquisadores avaliaram nove características corticais (fenótipos) e quatro subcorticais, incluindo várias que nunca tinham sido examinadas anteriormente no TOC e raramente em outros transtornos. Além disso, analisaram um novo fenótipo de rede de similaridade estrutural subcortical – diferentes regiões do cérebro que se parecem entre si em termos de características estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises foram feitas a partir da verificação de exames de neuroimagem e observação da expressão gênica, ou seja, a atividade dos genes, o chamado RNA, em tecido cerebral coletado em participantes durante neurocirurgia de Estimulação Cerebral Profunda, inclusive em pacientes que tinham o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo envolve forte colaboração internacional a partir do consórcio científico Enigma-OCD&nbsp;<em>(Enhancing NeuroImaging Genetics through Meta-Analysis – Obsessive-Compulsive Disorder</em>), o maior consórcio de pesquisa em neuroimagem sobre TOC, que reúne dezenas de centros de pesquisa no mundo todo. Mais de 100 cientistas, brasileiros e estrangeiros, assinam o artigo final publicado no periódico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 47 conjuntos de dados de 26 centros internacionais participantes do Enigma-OCD. Cada conjunto continha dados demográficos, clínicos e de neuroimagem estrutural de pacientes com TOC e neurotípicos. Em relação aos pacientes brasileiros, alguns integram a Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC) –&nbsp;<em>Brazilian High Risk Cohort</em>&nbsp;– um dos maiores estudos do mundo sobre o desenvolvimento do cérebro, ligado ao Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Pesquisa envolve a FMUSP, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), o Centro Universitário Max Planck (UniMAX – Indaiatuba) e é patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Banco Industrial do Brasil (BIB).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Necessidade de uma análise abrangente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sobre a forma, estrutura e organização do cérebro em doenças mentais geralmente se concentram em algumas características observadas em exames de neuroimagem. O diferencial da atual pesquisa é que ela foi além nos fenótipos observados e conseguiu chegar a uma caracterização mais abrangente em relação ao transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TOC foi um dos primeiros transtornos mentais associados a alterações em regiões específicas do cérebro. Quatro décadas de pesquisa em neuroimagem do transtorno fomentaram modelos de circuitos neurais da doença e apoiaram intervenções neurocirúrgicas em casos resistentes ao tratamento. Entretanto, o TOC ainda é definido apenas por critérios subjetivos, ou seja, não existem mecanismos neurobiológicos ou biomarcadores (medidas) estabelecidos para definir a ocorrência da doença. Para Saraiva, este fato ressalta a necessidade de novas estratégias para analisar dados de neuroimagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A arquitetura do cérebro é complexa e qualquer uma das inúmeras características cerebrais pode ser afetada por patologias. No entanto, estudos de neuroimagem sobre TOC, e a maioria dos estudos em outros transtornos, têm se concentrado somente em alguns fenótipos estruturais, o que captura apenas uma fração da complexidade”, aponta o pesquisador. “Uma mudança em direção a uma análise de neuroimagem multi-fenótipo poderia aprimorar nossa compreensão da disfunção cerebral, integrando insights complementares de fenótipos com fundamentos neurobiológicos distintos”, acrescenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As descobertas do estudo</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/07/20260723grafico2.jpg" alt="Desenho de cérebros em branco com marcações em vermelho e azul indicando diferenças na região cortical e subcortical" class="wp-image-1033412"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura mostra alterações em características cerebrais visualizadas em neuroimagem e diferenças entre participantes com e sem TOC – Foto: Reprodução do artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cientista Saraiva explica que alterações em diferentes partes do cérebro, localizadas em regiões distintas, foram notadas quando os pesquisadores analisaram características estruturais. “Observamos alterações na curvatura cortical localizadas em regiões constituintes da rede frontoparietal, aumento do grau dos nós da rede de similaridade estrutural em regiões sensório-motoras, e alterações localizadas no formato de estruturas subcorticais subcortical”, explica o cientista especialista em TOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores desenvolveram uma nova medida de similaridade estrutural entre regiões subcorticais. Os fenótipos revelaram padrões distintos de alterações regionais – curvatura cortical, profundidade dos sulcos e redes de similaridade estrutural – mostrando associações mais específicas com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de examinarem as características a partir de neuroimagem, os cientistas também realizaram uma análise de expressão gênica (de atividade dos genes) – RNA – em tecido do córtex pré-frontal dorsolateral coletado em pacientes durante neurocirurgia de Estimulação Cerebral Profunda. A análise revelou que os genes com atividade reduzida estavam relacionados às alterações observadas no córtex cerebral, implicando desregulação de neurônios excitatórios (aqueles que estimulam outros neurônios).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Genes com expressão diferencial previamente relatados em tecido cerebral post-mortem de pacientes com TOC também contribuíram para as alterações notadas no córtex. Essas descobertas reforçam a importância de uma abordagem abrangente e multifenotípica para a caracterização da morfologia cerebral e sugerem que alterações na curvatura cortical e na similaridade estrutural refletem processos fisiopatológicos essenciais no TOC. Tudo isso pode impulsionar a descoberta dos mecanismos neurais que estão por trás das doenças mentais, apoiando sua adoção para melhor caracterizar os transtornos e os traços comportamentais de forma mais ampla”, enfatiza o pesquisador principal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pesquisa colaborativa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi supervisionado por grandes cientistas de renome internacional quando o assunto é TOC, entre eles a professora Carolina Cappi, da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, o Professor Christopher Pittenger, da Universidade de Yale (EUA), e o professor Euripedes Constantino Miguel, coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), orientador do doutorado de Saraiva e chefe do Departamento de Psiquiatria da FMUSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Euripedes destaca a forte colaboração internacional, envolvendo inúmeras instituições, que possibilitou a realização do estudo. “O projeto está inserido nas linhas de atuação do CISM e do Protoc, ambos com forte compromisso na construção de uma ciência verdadeiramente colaborativa. Trata-se de um estudo que reúne&nbsp;<em>hard science</em>, métodos rigorosos, experimentos controlados e uma análise de dados extremamente abrangente, com demanda de grande capacidade computacional, permitindo levantar hipóteses heurísticas sobre os mecanismos envolvidos na origem do TOC”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo conta o professor, esse avanço só foi possível graças a uma articulação internacional ampla, envolvendo inúmeros centros ao redor do mundo, no âmbito do consórcio Enigma-OCD. “Destaco, em particular, a colaboração com a Universidade de Yale, que disponibilizou um cluster de computadores essencial para viabilizar análises dessa magnitude e complexidade”, afirma. “No centro desse esforço está o talento e a dedicação do Leonardo Saraiva, cujo trabalho foi decisivo para transformar essa possibilidade em realidade. O reconhecimento desse talento o levou a ser incorporado como pós-doutorando em Yale, o que é motivo de grande orgulho para todos nós.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Euripedes explica que o próximo passo, e talvez o mais estratégico, é criar no Brasil a infraestrutura necessária para que pesquisadores como Saraiva possam retornar e continuar desenvolvendo estudos competitivos em nível internacional, “fortalecendo de forma sustentável a ciência no nosso país”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem é Leonardo Saraiva</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Graduado pela FMUSP em 2020, Leonardo Cardoso Saraiva concluiu doutorado direto em um programa de psiquiatria da FMUSP, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os estudos iniciados no doutorado, com orientação dos professores Euripedes e Carolina Cappi, levaram o jovem cientista a ser selecionado para o pós-doutorado em Yale.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, Saraiva recebeu um dos mais prestigiados prêmios da área de saúde mental: o Michael A. Jenike Young Investigator Award, concedido pela International OCD Foundations (IOCDF), a maior organização do mundo dedicada ao TOC. Ele foi premiado por propor uma abordagem inovadora para entender as bases biológicas do transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi publicado no periódico&nbsp;<em>Nature Communications</em>. Além do Professor Euripedes, conta com outros pesquisadores do CISM entre os autores: Marcelo Q. Hoexter e Maria Alice de Mathis. Disponível&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74153-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/07/20260724_leonardosaraiva.jpg" alt="" class="wp-image-1033588" style="width:182px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Brasileiro, Leonardo Saraiva formou-se na USP e agora realiza pesquisas em Yale &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Da Assessoria de Imprensa e Comunicação do CISM.&nbsp;Adaptado para o<strong>&nbsp;Jornal da USP</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: e-mail leonardo.saraiva@yale.edu</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Pesquisadores avaliaram características corticais (fenótipos) e subcorticais, incluindo várias que nunca tinham sido examinadas anteriormente no TOC – Foto: <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/mao-medico-doutor-apontando-4226264/">Anna Shvets/Pexels</a><br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SAIBA MAIS SOBRE AS HEPATITES VIRAIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hFr_td-dTJs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Teste rápido de baixo custo identifica “superbactérias” em intestino e otimiza isolamento na UTI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 16:10:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conjunto de estudos demonstra como inovação reduz tempo de diagnóstico laboratorial em até 60 horas Domingo, 26 de julho de 2026 Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP desenvolveram e validaram uma estratégia inovadora e de baixo custo capaz de detectar a presença de “superbactérias” no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Conjunto de estudos demonstra como inovação reduz tempo de diagnóstico laboratorial em até 60 horas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP desenvolveram e validaram uma estratégia inovadora e de baixo custo capaz de detectar a presença de “superbactérias” no intestino de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem utiliza um teste rápido semelhante aos testes de farmácia (como os de covid-19 ou gravidez), chamado teste imunocromatográfico (ICT). Os resultados mostram que a nova técnica consegue identificar os pacientes carregando esses microrganismos em apenas seis horas, reduzindo o tempo de diagnóstico tradicional em até 60 horas e gerando grande economia aos cofres públicos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_688745"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/09/20230928_Matias-Salomao-300x300.png" alt="" class="wp-image-688745" style="width:115px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Matias Salomão – Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Segundo o professor colaborador da FMUSP Matias Chiarastelli Salomão, um dos autores dos estudos, o teste rápido validado pelo grupo funciona como uma ferramenta democrática de controle de infecção. “Ele oferece a velocidade de um teste molecular caro, mas por uma fração do preço e sem necessidade de máquinas complexas. Isso abre as portas para que qualquer hospital público ou laboratório com recursos limitados no Brasil e no mundo consiga identificar pacientes portadores de forma precoce, economize recursos retirando isolamentos desnecessários e proteja os pacientes internados”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o teste rápido melhore o fluxo dos hospitais e reduza gastos com isolamentos desnecessários, os pesquisadores alertam que o controle definitivo dessas superbactérias em ambientes de alta prevalência exige um cuidado contínuo que vai além do isolamento. Medidas como o uso correto e controlado de antibióticos por parte dos médicos e os cuidados rígidos com a higiene são fundamentais para conter o avanço do problema.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Método convencional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O grande problema atual é que o método convencional, baseado no cultivo das bactérias em laboratório (cultura), demora de dois a três dias para liberar o resultado. Enquanto esperam, os pacientes precisam ficar em isolamento preventivo individual, utilizando aventais e luvas descartáveis para evitar o contágio. Isso gera um desperdício massivo de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sobrecarrega as equipes de enfermagem e estressa o paciente isolado sem real necessidade. Testes genéticos moleculares (como o PCR) são rápidos e precisos, mas são caros e exigem equipamentos complexos, o que os torna inviáveis para a maioria dos hospitais públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para resolver esse impasse, o grupo de pesquisadores validou e aplicou uma rotina na qual a amostra do paciente (coletada via&nbsp;<em>swab</em>&nbsp;retal) é colocada em um caldo nutritivo por apenas seis horas e depois aplicada diretamente no teste rápido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Superbactérias</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As chamadas Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC) são classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das ameaças globais mais críticas à saúde humana. Trata-se de bactérias intestinais comuns que desenvolveram resistência aos antibióticos mais potentes do mercado (os carbapenêmicos), principalmente pela produção de enzimas destruidoras de remédios (as carbapenemases). No Brasil, infecções generalizadas (sepse) causadas por ERC chegam a registrar uma taxa de mortalidade de até 63,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos pacientes carregam essas bactérias no intestino sem apresentar nenhum sintoma – o que a medicina chama de “colonização”. No entanto, eles podem transmiti-las silenciosamente para outros pacientes vulneráveis dentro do ambiente hospitalar ou desenvolver infecções graves posteriormente. Por isso, os hospitais realizam exames de triagem na admissão das UTIs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os artigos&nbsp;<em><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S019567012600112X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Admission status is not destiny: serial surveillance reveals ecologic and in-hospital drivers of carbapenem-resistant Enterobacterales colonization in critical care</a></em>&nbsp;e&nbsp;<em><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195670126000423?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Impact of rapid carbapenemase detection using immunochromatographic testing and polymerase chain reaction on carbapenem-resistant enterobacterales acquisition and infection control in two intensive care units&nbsp;</a></em>foram publicados no&nbsp;<em>Journal of Hospital Infection</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><a href="https://journals.asm.org/doi/10.1128/spectrum.01313-25" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rapid screening for carbapenemase-producing carbapenem-resistant Enterobacterales: clinical implementation of an immunochromatographic test using broth-enriched rectal swab&nbsp;</a></em>está no periódico&nbsp;<em>Microbiology Spectrum</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E&nbsp;<em><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867025000601?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Validation of immunochromatographic test in broth-enriched rectal swab specimens</a></em>&nbsp;pode ser acessado no&nbsp;<em>Brazilian Journal of Infectious Diseases</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Da Assessoria de Imprensa da FMUSP. Adaptado para o&nbsp;</em><strong>Jornal da USP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: JOrnal USP /O teste rápido é semelhante aos de farmácia e detecta as superbactérias em apenas seis horas &#8211; Foto: <a href="https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/mulher-que-sofre-de-dor-de-barriga_4333133.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=25&amp;uuid=005e349f-42de-4671-9d6e-f793374cac3a&amp;query=c%C3%A2ncer+de+intestino">katemangostar/Magnific</a><br><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SAIBA MAIS SOBRE AS HEPATITES VIRAIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hFr_td-dTJs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Veneno de serpentes quebra resistência do parasita da esquistossomose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 16:05:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em testes de laboratório, venenos diminuíram capacidade de reprodução e viabilidade do parasita, que tem desenvolvido resistência crescente a antibiótico Texto: Júlio Bernardes Arte: Livia Bortoletto* Domingo, 26 de julho de 2026 Pesquisadores da USP e do Instituto Butantan testaram em laboratório o efeito de venenos de serpentes do gênero&#160;Bothrops, que inclui a jararaca, sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Em testes de laboratório, venenos diminuíram capacidade de reprodução e viabilidade do parasita, que tem desenvolvido resistência crescente a antibiótico</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Júlio Bernardes</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Livia Bortoletto*</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da USP e do Instituto Butantan testaram em laboratório o efeito de venenos de serpentes do gênero&nbsp;<em>Bothrops</em>, que inclui a jararaca, sobre a expressão gênica, reprodução e viabilidade do&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>, um dos parasitas causadores da esquistossomose. Nos experimentos, alguns venenos conseguiram reduzir a locomoção, a fixação e a viabilidade dos vermes, além de interromper a postura de ovos.&nbsp;O estudo poderá servir de base para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da doença. Os resultados são descritos em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.3390/ijms27115027" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;publicado no&nbsp;<em>International Journal of Molecular Sciences.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A esquistossomose é a segunda doença tropical que mais afeta pessoas no mundo, cerca de 200 milhões de pessoas, depois da malária.&nbsp;“A doença possui formas agudas e crônicas, e é causada por vermes trematódeos do gênero&nbsp;<em>Schistosoma</em>”, afirma ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;Murilo Sena Amaral, líder do estudo, pesquisador do Instituto Butantan, entidade associada à USP em atividades de ensino, pesquisa e extensão. “A forma visceral da doença, popularmente conhecida como ‘barriga d’água’, é causada na América Latina e África Subsaariana pelo verme&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>, objeto desta pesquisa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Atualmente, o praziquantel é o único medicamento disponível para o tratamento da doença, usado preventivamente em regiões endêmicas”, aponta o pesquisador. “Esse uso em larga escala pode atuar como uma pressão seletiva para o verme, selecionando, ao longo do tempo, linhagens do verme parasita que sejam menos sensíveis ou até resistentes à terapia medicamentosa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Amaral, a suscetibilidade reduzida do&nbsp;<em>S. mansoni</em>&nbsp;ao praziquantel já é observada em linhagens de laboratório e, em algumas populações, já há grupos de pessoas que precisam de doses maiores do medicamento para se curarem da doença, indicando que, nesses casos, os vermes podem estar menos sensíveis à terapia. “Por isso, dizemos que o risco de linhagens de&nbsp;<em>S. mansoni</em>&nbsp;desenvolverem resistência ao praziquantel em populações reais é alto e que, portanto, a busca por novas terapias para a doença é urgente”, destaca.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Testes com venenos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para esse estudo, foram obtidos venenos de oito espécies de serpentes brasileiras, todas do gênero&nbsp;<em>Bothrops</em>: jararaca (<em>Bothrops jararaca</em>), caiçaca ou jararaca-do-cerrado (<em>Bothrops moojeni</em>), jararacuçu (<em>Bothrops jararacussu</em>), jararaca-do-norte (<em>Bothrops atrox</em>), jararaca-vermelha (<em>Bothrops brazili</em>), cotiara (<em>Bothrops cotiara</em>), jararaca-de-rabo-branco (<em>Bothrops leucurus</em>) e jararaca-pintada (<em>Bothrops neuwiedi</em>). “Esses venenos contêm em sua composição uma rica variedade de moléculas com potencial atividade biológica, e por isso foram escolhidas”, enfatiza o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo específico do trabalho foi entender quais processos vitais do parasita podem ser afetados por esses venenos e quais RNAs longos não codificadores de proteínas estão envolvidos nelas. “Esses RNAs não codificam proteínas, mas têm papéis regulatórios no verme, estando envolvidos em processos de reprodução e homeostase [equilíbrio fisiológico]”, observa. “Por isso, podem ser mais estudados no futuro como alvos em novas estratégias terapêuticas contra a esquistossomose.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, casais de vermes adultos foram colocados em contato com doses baixas de cada um dos oito venenos, em paralelo, por 24 horas. “O veneno de&nbsp;<em>B. moojeni</em>&nbsp;foi o mais impactante, reduzindo a locomoção, a capacidade de fixação e a viabilidade dos vermes, além de interromper quase totalmente a postura de ovos pelos parasitas”, observa Amaral, “enquanto o veneno de&nbsp;<em>B. jararacussu</em>&nbsp;reduziu significativamente a postura de ovos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador afirma que foram sequenciados os genes expressos pelos vermes machos e fêmeas, separados, após a incubação com esses dois venenos. “Observando os resultados do sequenciamento, vemos um colapso sistêmico nos vermes machos, que apresentaram um número muito maior de genes afetados pelos venenos do que as fêmeas”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além disso, os genes afetados em machos estão envolvidos em processos essenciais, como divisão celular e transmissão de impulsos nervosos, enquanto as fêmeas apresentaram diferença de expressão em genes envolvidos em processos mais específicos, como reprodução”, descreve o pesquisador. “Por isso, sugerimos que os machos sejam mais sensíveis ao mecanismo de ação desses venenos, talvez por estarem fisicamente mais expostos ao meio externo, pois são maiores e mais expostos do que fêmeas quando formam casais; ou por alguma diferença na composição do seu tegumento em relação às fêmeas.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Novos alvos terapêuticos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo é uma etapa de pesquisa básica, que busca apontar novos potenciais alvos terapêuticos contra a esquistossomose, ainda a serem explorados em estudos futuros. “As próximas etapas serão compreender mais a fundo a função desses RNAs na biologia do parasita. Depois, é preciso desenhar moléculas sintéticas para alvejar esses RNAs e, assim, ‘desligar’ suas funções essenciais”, relata. “Uma vez que obtivermos moléculas que funcionem bem em laboratório para desativar esses alvos, esses novos potenciais fármacos ainda precisariam passar por testes funcionais para confirmar sua eficácia em organismos vivos e, posteriormente, por rigorosos ensaios clínicos em humanos antes de chegar à população.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Zenga Carrenho e Agatha Fischer Carvalho, primeiras autoras do artigo publicado, são estudantes de graduação do Instituto de Biociências (IB) da USP, enquanto Murilo Sena Amaral, líder do estudo, é pesquisador no Instituto Butantan. O estudo também envolveu outros pesquisadores, como Sergio Verjovski Almeida, professor sênior do Instituto de Química (IQ) da USP e pesquisador no Laboratório de Ciclo Celular do Instituto Butantan, e Solange Serrano, pesquisadora do CeTICS (Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular) do Instituto Butantan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: e-mail murilo.amaral@butantan.gov.br, com Murilo Sena Amaral</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Serpentes do gênero <em>Bothrops</em> foram pesquisadas devido ao veneno, que apresenta em sua composição uma grande variedade de moléculas com potencial atividade biológica – Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bothrops_atrox_32277740.jpg">Kristof Zyskowski / Wikimedia Commons</a></p>



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		<title>Sintomas menstruais impactam rendimento físico, não oscilações hormonais em si</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 15:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com variações individuais, ciclo menstrual não é determinante em desempenho físico de mulheres ativas; sintomas como cólicas intensas afetam mais o rendimento do que as variações hormonais Texto: Ivanir Ferreira Arte: Simone Gomes Domingo, 26 de julho de 2026 A participação feminina em atividades físicas e competições esportivas ainda contrasta com a escassez de pesquisas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Com variações individuais, ciclo menstrual não é determinante em desempenho físico de mulheres ativas; sintomas como cólicas intensas afetam mais o rendimento do que as variações hormonais</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Ivanir Ferreira</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação feminina em atividades físicas e competições esportivas ainda contrasta com a escassez de pesquisas voltadas à fisiologia da mulher. Uma&nbsp;<a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-30032026-094536/pt-br.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tese</a>&nbsp;de doutorado defendida na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP ajuda a preencher essa lacuna ao mostrar que as variações hormonais naturais do ciclo menstrual não afetam diretamente o desempenho físico máximo de mulheres fisicamente ativas. No entanto, sintomas como cólicas menstruais intensas podem comprometer o rendimento durante os exercícios. A pesquisa também revelou que, durante o período menstrual, as mulheres tendem a apresentar menor disposição para a prática de exercícios, sobretudo quando sentem mais desconfortos físicos e emocionais, porém essa percepção diminui após o início da atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Raul Cosme Ramos do Prado, autor do trabalho, “durante décadas, a maior parte dos estudos na área de fisiologia do exercício foi realizada com homens. As mulheres frequentemente ficavam de fora dessas pesquisas devido à complexidade das variações hormonais associadas ao ciclo menstrual”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob orientação da professora Monica Yuri Takito e coorientação do professor Anthony Hackney, da Universidade da Flórida, o trabalho amplia o conhecimento sobre as respostas das mulheres ao exercício físico</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Os resultados ajudam a desfazer a ideia de que o desempenho físico feminino é necessariamente prejudicado em determinadas fases do ciclo menstrual. Não existe uma regra única para todas as mulheres. O impacto do ciclo depende muito mais da experiência individual e dos sintomas apresentados do que das variações hormonais em si”, observa a orientadora.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/07/20260701_raul-300x300.jpg" alt="Homem de pele clara, cabelos curtos escuros e barba aparada. Usa óculos de armação escura e sorri para a câmera. Veste jaleco branco e camiseta preta por baixo." class="wp-image-1026050"/><figcaption class="wp-element-caption">Raul Cosme Ramos do Prado &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa avaliou mulheres saudáveis, com ciclos menstruais regulares e praticantes de atividade física. As participantes realizaram testes progressivos de ciclismo em três momentos distintos do ciclo menstrual: durante a menstruação, na fase folicular (primeira etapa do ciclo menstrual, que se inicia no primeiro dia da menstruação e vai até a ovulação) e na fase lútea (segunda metade do ciclo menstrual, que ocorre logo após a ovulação e vai até o início da próxima menstruação).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da análise dos níveis hormonais de estrogênio, progesterona e cortisol por meio de amostras de sangue, os pesquisadores monitoraram frequência cardíaca e sintomas físicos e emocionais relacionados ao ciclo menstrual. Entre eles estavam cólicas, sensação de inchaço, desconforto físico, disposição para se exercitar, alterações de humor, ansiedade e nível de excitação antes e após os testes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Hormônios do ciclo não alteram desempenho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que as alterações hormonais observadas ao longo do ciclo menstrual não se refletiram no desempenho físico máximo das participantes. Como esperado, os níveis de estrogênio e progesterona variaram de acordo com cada fase do ciclo, com concentrações mais elevadas nas fases folicular e lútea do que durante a menstruação. A progesterona também apresentou aumento após a realização dos testes físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dessas mudanças fisiológicas, não foram observadas diferenças significativas na capacidade das participantes de realizar os exercícios. “Mesmo com níveis mais altos de estrogênio e progesterona em determinadas fases do ciclo, as participantes não se mostraram mais ou menos aptas a realizar os testes físicos”, explica Prado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador, os resultados indicam que o impacto do ciclo menstrual sobre a prática de exercícios está menos relacionado às oscilações hormonais e mais à forma como cada mulher vivencia esse período. “Enquanto algumas participantes passaram pelas diferentes fases do ciclo sem prejuízo ao rendimento físico, outras apresentaram sintomas capazes de interferir na disposição, no conforto e na capacidade de sustentar esforços intensos”, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cólicas e fatores emocionais influenciam rendimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se as alterações hormonais não afetaram diretamente a performance, os sintomas físicos e emocionais mostraram ter influência importante sobre o desempenho. Mulheres que relataram cólicas menstruais mais intensas apresentaram maior percepção de esforço durante os testes e, em alguns casos, desempenho inferior em comparação às participantes com sintomas menos acentuados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também identificou mudanças na forma como as mulheres percebiam o exercício durante o período menstrual. Nessa fase, as participantes relataram menor motivação para praticar atividade física, maior sensação de retenção de líquidos e mais alterações comportamentais em comparação com a fase folicular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Prado, a queda na motivação foi mais evidente no início das sessões de exercício. “O impacto psicológico parece ser mais forte no momento de começar a atividade física, quando o desconforto e as sensações corporais estão mais presentes”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a professora Monica Takito, os resultados reforçam a importância de uma abordagem individualizada no treinamento feminino. Em vez de ajustar cargas de exercício apenas com base nas fases do ciclo menstrual, a pesquisadora defende que treinadores e profissionais de saúde considerem os sintomas relatados por cada mulher.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa estratégia permite identificar mulheres cujos sintomas podem realmente comprometer o desempenho físico, possibilitando ajustes mais precisos no treinamento, na recuperação e, quando necessário, no acompanhamento clínico”, destaca.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/07/20260701_monicca-300x300.jpg" alt="Foto de uma mulher jovem, de pele clara e cabelos castanhos escuros, lisos e na altura dos ombros." class="wp-image-1026049"/><figcaption class="wp-element-caption">Monica Yuri Takito Foto: Arrquivo pessoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tese&nbsp;<a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-30032026-094536/pt-br.html"><em>Evaluation of performance and psychophysiological responses to progressive exercise across the menstrual cycle in physically active</em></a>&nbsp;<a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-30032026-094536/pt-br.html"><em>eumenorrheic women&nbsp;</em></a>teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: Raul Cosme Ramos do Prado, e-mail pradorcr@gmail.com, e Mônica Yuri Takito, e-mail mytakito@usp.br</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / A pesquisa também revelou que, durante o período menstrual, as mulheres tendem a apresentar menor disposição para a prática de exercícios, sobretudo quando sentem mais desconfortos físicos e emocionais, porém essa percepção diminui após o início da atividade – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SAIBA MAIS SOBRE AS HEPATITES VIRAIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hFr_td-dTJs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/sintomas-menstruais-impactam-rendimento-fisico-nao-oscilacoes-hormonais-em-si/">Sintomas menstruais impactam rendimento físico, não oscilações hormonais em si</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Abeso debate futuro da farmacoterapia no combate a obesidade durante Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 15:38:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 26/07/2026 A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) marcou presença no 30º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, promovido pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD). Durante o evento, a entidade realizou um simpósio multidisciplinar focado nos desafios contemporâneos e no futuro do tratamento da obesidade. Sob a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26/07/2026 </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) marcou presença no 30º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, promovido pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD). Durante o evento, a entidade realizou um simpósio multidisciplinar focado nos desafios contemporâneos e no futuro do tratamento da obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a coordenação do endocrinologista&nbsp;<strong>Sérgio de Queiroz Braga</strong>, membro do Departamento de Obesidade Hospitalar da ABESO, o encontro promoveu debates essenciais para a atualização médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pauta do simpósio percorreu eixos centrais no combate ao excesso de peso, destacando-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Metabolismo:</strong> O impacto sistêmico do excesso de peso e o manejo adequado do paciente no período pós-tratamento.</li>



<li><strong>Novas Terapias:</strong> As perspectivas e o futuro da farmacoterapia voltada ao combate da obesidade.</li>



<li><strong>Intervenção Cirúrgica:</strong> O papel e a evolução da cirurgia bariátrica na atual era da medicina de precisão.</li>



<li><strong>Saúde Mental e Casos Graves:</strong> Abordagens sobre transtornos alimentares e uma discussão aprofundada sobre a necessidade e os critérios de internação para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) muito elevado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O evento foi marcado por uma forte adesão dos profissionais e especialistas presentes. Fazendo um balanço positivo da programação, o Dr. Sérgio Braga ressaltou o engajamento da plateia. “Houve uma ótima interação com o público, com muitas perguntas ao final de cada apresentação. O simpósio foi bem proveitoso”, concluiu o coordenador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias / Fotos: Reprodução / Redes Sociais Abeso</p>



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<iframe title="SAIBA MAIS SOBRE AS HEPATITES VIRAIS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hFr_td-dTJs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/abeso-debate-futuro-da-farmacoterapia-no-combate-a-obesidade-durante-congresso-brasileiro-multidisciplinar-em-diabetes/">Abeso debate futuro da farmacoterapia no combate a obesidade durante Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Brasil discute reformulação da atenção primária em meio a sobrecarga de profissionais e falta de remédio em postos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 15:32:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 26/07/2026 &#8211; 11h20 Por&#160;Cláudia Collucci &#124; Folhapress O país discute uma reformulação da PNAB (Política Nacional de Atenção Básica), que deve ser publicada até o fim deste ano em meio a um cenário de sobrecarga das equipes, precarização dos vínculos de trabalho, falta de medicamentos e insumos e integração insuficiente com os outros níveis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 26/07/2026 &#8211; 11h20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Cláudia Collucci | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país discute uma reformulação da PNAB (Política Nacional de Atenção Básica), que deve ser publicada até o fim deste ano em meio a um cenário de sobrecarga das equipes, precarização dos vínculos de trabalho, falta de medicamentos e insumos e integração insuficiente com os outros níveis de atenção do SUS (Sistema Único de Saúde).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discussões sobre a revisão da política, que orienta o funcionamento da atenção primária em todo o país, ocorreram durante o congresso da regional Sudeste da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), encerrado neste domingo (26), no Rio de Janeiro.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em palestras e oficinas do evento, profissionais relataram que há equipes da ESF (Estratégia Saúde da Família) responsáveis por até 5.000 pessoas &#8211;mais do que o dobro do parâmetro que a entidade defende para garantir um acompanhamento adequado das famílias.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das atividades mais impactantes do congresso foi a oficina &#8220;Tem, mas tá em falta&#8221;, conduzida pelas médicas de família e comunidade Stella Pace, Isabella Almeida Anjo de Pinho e Bárbara da Costa, todas atuantes no Rio.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dinâmica, as profissionais encenaram casos reais &#8211;com nomes de pacientes alterados&#8211; de atendimentos. Um deles foi de uma diabética usuária de insulina NPH que não conseguia repor a medicação havia dias.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem o medicamento, ela evoluiu para uma descompensação grave e precisou ser socorrida por ambulância e internada. Uma semana depois, já estabilizada, continuava sem conseguir a mesma insulina, e a farmácia da UBS não tinha previsão de reposição.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A gente tem que improvisar. É a medicina baseada no que tem&#8221;, resumiu Pace, ao explicar que a intenção do exercício era mostrar que não existe resposta pronta para esses dilemas &#8211;apenas a tentativa diária de garantir algum acesso ao paciente, &#8220;seja o que for&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a médica de família Luísa Chaves Simões Silva, de Minas Gerais, não é incomum na rotina do médico de família a compra com recursos pessoais de insumos que o posto deveria fornecer. &#8220;Não é o nosso papel, mas já aconteceu de eu ter que comprar clorexidina [para limpeza de cortes e feridas], termômetro, oxímetro, porque não tinha ou porque tinha quebrado e não foi reposto&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as médicas, o problema vai além da falta pontual de um medicamento: reflete uma escassez mais ampla, que inclui também a falta de profissionais e a sobrecarga das equipes em atividade.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre a atenção primária, em especial a ESF, e outras portas de entrada do sistema de saúde está na responsabilidade continuada com o paciente e sua família &#8211;o que torna o desgaste mais difícil de mensurar.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A gente é o médico do território. A gente está na casa deles, fazendo pré-natal. Não tem como eu me desresponsabilizar dos atravessamentos da vida dele&#8221;, descreve Pinho, ao contrapor o trabalho do médico de família à lógica de um que atende no pronto-socorro, &#8220;que encerra o atendimento dele no carimbo&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa implicação com a vida dos pacientes, segundo as profissionais, gera uma sobrecarga que vai além da carga horária &#8211;o que elas chamam de angústia moral. Um exemplo citado foi o atendimento a famílias atingidas por enchentes no Rio.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma prescrição médica, a situação exigia abrigo, colchões e cobertores. &#8220;A gente sabe que se não tem saneamento, não tem esporte, não tem educação, tá tudo fadado a só girar a roda&#8221;, resumiu Pace, defendendo que os determinantes sociais da saúde precisam ocupar mais espaço nas equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médico Fabiano Guimarães, ex-presidente da SBMFC e uma das vozes envolvidas nas discussões sobre a reformulação da PNAB, a revisão é urgente porque tanto o perfil dos profissionais quanto o perfil das doenças atendidas pela atenção primária mudaram nas últimas décadas, com muitas demandas relacionadas à saúde mental, por exemplo, e a política não acompanhou essa transformação.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos citados por ele é a mudança geracional na forma como os profissionais mais jovens encaram a jornada de trabalho. Enquanto para médicos de sua geração &#8211;ele está na casa dos 50 anos&#8211; as 40 horas semanais nunca foram uma questão, para os mais jovens a redução de carga horária tem se tornado decisiva até para a permanência nas equipes, o que exige repensar escalas e cobertura, incluindo horários estendidos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guimarães observa ainda um afastamento dos agentes comunitários de saúde de seu papel original de contato direto com as famílias, hoje cada vez mais absorvidos por tarefas administrativas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem também participa das rodadas de construção da nova política é Ricardo Heinzelmann, diretor de exercício profissional da SBMFC e professor de Medicina de Família e Comunidade na Universidade Federal de Santa Maria (RS).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o eixo central da discussão é resgatar a lógica original da ESF &#8211;a noção de território, o vínculo longitudinal com as famílias, a abordagem comunitária. Entre os pontos que a SBMFC defende estão o combate à precarização dos vínculos de trabalho e o redimensionamento do número de pessoas por equipe.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Heinzelmann descreve um cenário de aumento da terceirização e o surgimento de exigências como a de &#8220;sócio-cotista&#8221; de empresas para atuação na atenção primária, o que classifica como incompatível com a lógica do trabalho em saúde.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é priorizar carreiras e vínculos protegidos &#8211;o que tem respaldo em estudos que associam maior permanência dos profissionais à redução de internações por condições sensíveis à atenção primária.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entidade defende uma referência inicial próxima de 2.000 pessoas por equipe &#8211;ainda em debate técnico&#8211;, bem abaixo da realidade observada em municípios como o Rio. Segundo Heinzelmann, nem o parâmetro atual, entre 3.000 e 4.000 pessoas, é cumprido pelos gestores, e não há mecanismo que bloqueie o cadastro de equipes acima desse limite.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, parte da urgência desse redimensionamento está na mudança do próprio perfil de demanda atendido pelas equipes. Segundo ele, questões de saúde mental aparecem hoje em praticamente todas as consultas, assim como relatos de violência, incluindo violência intradomiciliar &#8211;cenário que exige mais tempo de escuta e retorno do paciente, algo inviável diante de agendas de milhares de pessoas por equipe, hoje organizadas majoritariamente por demanda espontânea.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra reivindicação é um financiamento diferenciado para especialistas em atenção primária. Hoje a PNAB apenas recomenda &#8220;preferencialmente&#8221; a presença de médicos e enfermeiros especialistas em saúde da família, o que abre espaço para municípios priorizarem, por razão financeira, profissionais generalistas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é recriar um incentivo que já existiu no Ministério da Saúde em 2010 e foi descontinuado. O número de médicos de família formados no país cresceu de cerca de 14 mil há três anos para os atuais 19 mil, o que tornaria a medida mais viável hoje.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação de novas tecnologias na atenção primária, de modo a qualificar a capacidade diagnóstica das UBSs e reduzir encaminhamentos, é outra prioridade que já está em curso.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Saúde estão o fornecimento eletrocardiógrafos digitais (para exame de eletrocardiograma), espirômetros (que avaliam a saúde respiratória), retinógrafos (para fotografias do fundo do olho), ultrassons portáteis, desfibriladores externos automáticos e dopplers vasculares.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornalista viajou ao Rio a convite da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade)<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Rovena Rosa /Agência Brasil<br><br></p>



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<iframe title="OAB NÃO É BICHO DE 7 CABEÇAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/18efSrIlKr4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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