Desordem e Fezes

A crise orçamentária do setor público é uma crise da educação, da saúde, das políticas de combate à desigualdade, da segurança, do orçamento que é destinado a maioria da população

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DESORDEM E FEZES!

 A crise orçamentária do setor público é uma crise da educação, da saúde, das políticas de combate à desigualdade, da segurança, do orçamento que é destinado a maioria da população. No mesmo período em que assistimos o governo fazer uma série de “ajustes” nas contas públicas com reformas como a da previdência e a possível tributária, além da já aprovadas PEC do Congelamento, que limita orçamento para áreas sociais como Educação e Saúde, a gente vê os lucros dos Bancos subirem absurdos, ultrapassando uma marca de 21,3%, atingindo 20,4 bilhões somados os 4 maiores bancos do país (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil). Para termos ideia, a Reforma do Ensino Médio aprovada pelo governo Temer e alvo de várias críticas de educadores não tem orçamento liberado para introdução, assim como vários cortes atingiram a área como um todo, o que justifica o movimento nacional puxado para a próxima terça-feira (13).

Mas, a opinião pública, a grande formadora do pensamento político do país, tem se empenhado em tratar as polêmicas saídas do bueiro do governo,   ou também chamada boca do presidente, como o ápice de questionamentos e do absurdo. A surpresa está em onde essa mesma opinião pública esteve em pelo menos últimos 4 anos quando Bolsonaro apareceu mais nas mídias, dando caldo, óbvio. No mesmo dia em que o presidente brasileiro indicou que se “defecasse menos para poluir menos o meio ambiente”, a articulação econômica do governo se debruçava em duas propostas: 1) Reforma Tributária e 2) Emenda Constitucional de Capitalização para Previdência Social. Ora, ora, parece que enquanto o presidente solicitava menos cagadas da população brasileira, ele defecava duas vezes em nossas cabeças e, garanto, essas duas são como meteoros.

A Reforma Tributária de Guedes esvazia orçamento de municípios, atingindo, por exemplo, o IPTU e até mesmo os estados, vide a articulação do Nordeste em consórcios como forma de defesa. Os mesmos municípios que já tem e terão mais ainda orçamentos de áreas sociais reduzidos, vale lembrar sempre da PEC do Congelamento. No que chamam de pagamento de impostos progressivos, e não “intensivos”, ou sejam pagamentos por toda movimentação financeira, a conta fica mais cara para quem paga e mais lucro para quem sempre lucra. Não existe nesse caso taxação de grandes fortunas e heranças, o que existe é justamente intensivo de pagamento de impostos pela maior parte da população, a trabalhadora, e que tem menos recursos econômicos. Sobre a Capitalização, o que considero o pior ponto de uma provável Reforma Previdenciária, é a marca da destruição do futuro trabalhador aposentado (ou jamais será) e a injeção de ânimo (realmente) para o mercado financeiro, que não tenhamos dúvidas investe pesado em Guedes para que ele faça suas movimentações e a aprove, se aprovar ou não o ministro certamente entrará de férias eternas do governo com boas boladas no bolso.

Se no Brasil em toda a história e em todos os governos a equação básica é “pobre paga mais impostos e ricos menos”, na Era Bolsonaro ela se acentua ainda mais. O mercado financeiro neoliberal em alta com um viés totalitário “O MERCADO ACIMA DE TUDO E TODOS”, mesmo que precise sacrificar um peão chamado presidente, expondo-o com a opinião pública de classe média branca, enquanto sua equipe faz as movimentações necessárias. Sobre nós…. Nós continuamos caindo em memes e fazendo do virtual a maior bolha do mundo.

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