Diário de Enrico

O que mesmo não desaponta é um livro, um filme, uma paisagem deslumbrante, uma comida gostosa, as coisas, os objetos; enfim: as pessoas desafinam, desencantam, ficam frias.

Foto: nuevovintage.com

Diário de Enrico.

Por Leonardo Gusmão Dultra

O que mesmo não desaponta é um livro, um filme, uma paisagem deslumbrante, uma comida gostosa, as coisas, os objetos; enfim: as pessoas desafinam, desencantam, ficam frias.
Satisfatório é ter grana para fazer cruzeiros, viajar e conhecer prostitutas panicats.
Quando vazio estiver, pago um terapeuta, vou para academia, tenho um bom plano de saúde e o mais importante lembrar: barganhado de simpatia monetária, ganharei o mundo encantado dos hotéis fazendas, vendo garças no lago. Ah, que bala: tomarei bons cafés da manhã.
No tempo em que for destinado ao trabalho, debruçarei ao serviço, até a exaustão, assim tenho paz de Espírito, nunca roubei ninguém.
Eu não acredito nos homens, todos eles estão em disputas acirradas com o ego, vaidosos, mesquinhos, invejosos. Prefiro as coisas, eu pertenço a tudo que atenho, mastigo a carne com vontade em finais de semana, abro minha longneck e devaneio: tenho amigos por conveniência, o que sobra de meus vazios, tenho meu santuário, meus anjos, minhas proteções.

 

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