Mecânica Quântica, Mjolnir e a Natureza

Devemos sempre observar coisas e eventos que acontecem em nosso entorno

Duplo Expresso

 

Por Geuvar Oliveira, para o Duplo Expresso

Devemos sempre observar coisas e eventos que acontecem em nosso entorno, com a gente mesmo e dentro de nós, pois tudo se trata de conteúdo para nos informar a respeito do mundo. Somos parte da natureza deste mundo e nem sempre o que vemos é realmente o que é, ou sendo mais ousado, nada é o que aparenta ser diante de nossa retina, conforme alguns físicos.

Dois grandes fatos ocorreram comigo, quando criança: som de batidas na mesa, sem ter ninguém batendo e um objeto que desapareceu, estando ao meu lado, evaporou-se, desmaterializou-se. Não vou entrar em detalhes, porque esse assunto foi relatado em textos publicados anteriores. Isso ficou arquivado em minha memória, vindo à tona com veemência quando comecei a ler sobre Mecânica Quântica. Não esqueci do assunto, apenas surgiram outros que me faziam esquecer por algum tempo esses fatos. Participei de vários tipos de religiões e os observei em busca de respostas: Umbanda, Catolicismo, Protestantismo, (Presbiterianas), de todos. O que achei mais interessante foi o Espiritismo Kardecista, que passei a frequentar a partir de 1996. Depois, dei um tempo em busca de uma segunda opinião e foi aí que encontrei pessoas falando sobre Mecânica Quântica, que não é religião, mas ciência. Antes disso, estudei uma temporada de filosofia, durante o meu curso de teatro, na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Foi legal, e o que mais me interessou e abriu os olhos foi a Metafísica. Entretanto, tudo seguiu submerso até que encontrei os conhecimentos quânticos cujas teorias observei, assim como os estudos realizados por físicos em relação à partícula. Algo ainda faltava. Quando então, entrou a Teoria da Onda e percebi que, além dos físicos, havia outros grupos de pessoas falando sobre o assunto Mecânica Quântica, e com um viés um pouco diferente, um pouco mais além, mais ousado, o que me chamou a atenção. Para saber os segredos da natureza, do universo macro ou micro, para procurar entender os segredos do universo em si é necessário investigar todas as sensações que o meu corpo e o “eu” sente ao interagir com este mundo sensível. Sei que tudo que existe aqui na terra faz parte do universo estelar, tudo que existe aqui veio do espaço. Nós, seres humanos, as pedras, árvores, água, somos parte ou resíduos das estrelas. Assim, sou parte de uma estrela que sumiu há milhares e milhares de anos e, quando eu deixar este corpo, ele voltará a ser poeira cósmica no seio da terra e voltarei ao seio do supremo, Deus, Tupã, Javé, Vácuo Quântico, ou qual nome preferir. O fato é que sei que não deixarei de existir, continuarei experienciando a existência infinitamente e evoluindo. Para isso não posso renegar esse ou aquele conhecimento, todos são muito bem-vindos. Há dezenas de anos, físicos decidiram que iriam estudar os átomos apenas como fenômenos naturais, fechando a porta para outros estudos, agindo como a igreja Católica em tempos remotos. Contudo, alguns físicos, sem a noção de corporativismo científico, resolveram dizer “não” e passaram a ir onde nenhum outro pajé físico quis ir, ultrapassar as cortinas do materialismo científico, deixando a ideia de estudar a Física Quântica autorizada, permitindo que suas consciências busquem o que realmente lhes interessa, a verdade por trás da cortina. Não apenas usar as descobertas da Física Quântica para fazer tralhas de satisfação do ego, como celular, TV, armas a laser, carros, foguetes, bombas atômicas, chip para controle das pessoas. Tudo isso é importante, a transmissão de informação é importante, mas não é tudo e nenhum grupo de indivíduos é proprietário do conhecimento.

Recentemente, pessoas vieram me questionar por causa do último texto que publiquei aqui. Foram extremamente deselegantes, quase que me proibindo de falar sobre Mecânica Quântica, como se eu tivesse pedido autorização a alguém. Um disse que era professor de física; outra, dando-me uma carteirada, disse ser doutora e que eu estava errado por misturar assuntos diferentes e teve um até que me chamou de “Olavete” – acho que era aluno – e respondi que sou lulista, petista raiz. Mas, isso não vem ao caso. Lembrei-me de uma história que o professor Hélio Couto contou sobre duas amebas brigando na barriga de um ser. Imaginem essas pessoas brigando por teorias, doutores que foram proibidos a não ultrapassar a linha por causa do paradigma newtoniano? Tudo tem que ficar como está. Parece a elite brasileira entregando tudo aos Estados Unidos só para ganhar uma propinazinha e pousar de grande na Europa. Isso porque resolvi explicar as minhas sensações particulares do mundo sensível, usando estudos quânticos. Imaginem aqueles físicos que resolveram estudar o que era proibido por determinados indivíduos? Na verdade, tudo é questionável, até Deus, e eu duvido muito que Deus vá se incomodar com uma ameba ateia o questionando. Porque, na medida em que a ameba acredita que ele não exista, ela já está entrando em contradição, pois para ela acreditar que ele não exista, logo ela acredita em algo. Todo mundo tem o direito de ir onde sua consciência pede, onde sua frequência permite. Ainda sobre os ataques dos entendidos em Física Quântica, chamaram-me de “ingênuo”, tentando me desqualificar. Quero lembrar que existe uma gama considerada de físico quântico que tem o pensamento parecido com o meu e pararam de estudar apenas o lado material para entender a realidade de uma forma mais abrangente. Um dos que eu mais me identifico é com um moço chamado Amit Goswami, que desenvolve um estudo sobre a Consciência Única. Ou seja, nós não estamos separados, somos uma coisa só, apenas individualizados, mas uma coisa só. Não falarei mais muito sobre ele, prefiro que vocês tenham a curiosidade de procurá-lo. Por que vocês acham que pessoas de pontos muito distantes na terra se encontram? Será que é só coincidência, casualidade? Portanto, aos meus irmãos que entraram em rota de colisão comigo, por causa de bairrismo científico, não existe um eu, nem um tu. Existe o nós, nós somos um, queira ou não queira, a ONDA é uma só. A questão é: como usar um sentimento de cooperação em um mundo altamente individualista e ganancioso? Sempre vou estar receptivo ao conhecimento, não importa de onde venha. Se for para me levar mais e mais para o alto, que venha. E quanto a Deus, não me incomodo nem um pouco se tenho amigos ateus, para mim é ótimo conviver com pessoas diferentes. O que me incomoda um pouco é saber que determinadas igrejas adotaram um Deus ao gosto do freguês, um Deus à imagem e semelhança da banca. Imagino que a ideia que se entende sobre Deus busca mais ao homem, que a Deus. Recentemente uma ala das igrejas, que O adora, pegou em armas para definir espaços divinos.

É muito estranho que determinados indivíduos reivindiquem exclusividade de algo que ainda não sabem o que é e para quê? Para ficar fazendo parafernálias. Uma das questões principais da Mecânica Quântica, partícula/onda, já está sendo estudada por pessoas que querem ir além da cortina de fumaça do materialismo, porque ela ainda é um grande mistério para as pessoas que não entendem nada do assunto e para as que entendem também.

Hollywood agora se manifestou sobre o assunto quântico e, se os leigos não entendiam nada sobre o assunto de Mecânica Quântica, agora saberão menos ainda. Pois, a indústria do entretenimento voltou-se para o assunto de vez e com muita vontade de sabotá-lo. Qual a forma mais eficaz de desqualificar um assunto, se não aquela em que o transforma em uma piada ou numa peça cênica? Dessa forma eles poderão se aproveitar ao máximo do salto de conhecimento que a Mecânica Quântica pode oferecer, enquanto o resto do mundo se diverte com seus filmes “cirandeiros”. No entanto, a China também está no caminho quântico e busca entendê-lo e leva muito a sério suas conquistas com as teorias quânticas.

Recentemente, quando fui assistir aos Vingadores e ao Homem Formiga, os longas tinham como argumento de base a Física Quântica. Enquanto assistia atentamente, observava as pessoas no cinema, alheias ao conteúdo, apenas se divertindo com os efeitos, as cores e a brutalidade da ação. Quando o Capitão América empunhou o Mjolnir, outrora algo impensado para qualquer humano nos quadrinhos, houve grande alarido dos expectadores incautos no cinema. Eles não sabiam que ninguém de má índole poderia empunhar aquele martelo, apenas Thor, ou outro ser puro, não um humano mesquinho e ganancioso, como o estadunidense. Mas, aquelas pessoas tinham sido subjugadas por um argumento meloso e romântico, elas não conhecem a história real. Na ocasião, lembrei-me de algo parecido quando as pessoas, embebidas pelo antipetismo criado pela imprensa, votaram no “mito” por estarem envolvidas em um argumento fantasioso e sem conhecimento da história real do partido e pularam como porcos endemoniados no mar profundo e sombrio do discurso fascista. O diretor precisava de um argumento para dar destaque à bandeira dos Estados Unidos no filme e quem melhor do que um cara vestido na bandeira do país, erguendo uma arma divina e surrando um inimigo impossível de ser vencido? É isso que vai ficar nas cabeças das pessoas: enquanto a criatura mais poderosa do planeta, Hulk, acovardou-se, o herói estadunidense foi lá vencer o vilão imbatível.

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Então, é isso que faz o diversionismo estadunidense: entretenimento com lavagem cerebral. Mas, é muito fácil trabalhar a cabeça de uma gente pacificada e que não se preocupa com a sua própria história. Os heróis da Marvel e da DC trabalham gatilhos neurais nas mentes, enquanto as pessoas divertem-se comendo pipoca e tomando refrigerante, um belo sono no paraíso, ao mesmo tempo em que os agentes infiltrados no país debulham as riquezas da própria nação, entregando-as por pequenas fortunas, que vão garantir que a manutenção das coisas fique como estão, principalmente a miséria do povo. É exatamente isso que o conhecimento consentido faz, doutores físicos, professores teóricos, físicos dispostos a aceitar um conhecimento consentido até um certo limite e quem passar desse limite, quem passar das fronteiras das partículas é taxado de louco ou está repetindo a ideia do cinema. Foi exatamente isso que deixou claro o Homem de Ferro, o Homem Formiga e o Bruce Banner ao dizerem, durante a história, que a Física Quântica só funciona no cinema e citam vários filmes para poderem entrar no assunto. Mas, temos físicos que não se deixam autorizar pelos caciques físicos e buscam outros caminhos onde os grandes cientistas do passado e do presente negaram ir. A guerra egocêntrica, entre a religião e a ciência, um dia vai acabar e com a junção de ambas e, nesse dia, a medicina do futuro será a Mecânica Quântica. Nesse tempo, não mais existirão agulhas, nem bisturis, apenas o poder da energia, a cura pela energia, a energia existente em cada um de nós. Não tem como fugir disso, é o percurso a ser seguido. A natureza dita as regras e só resta que as pessoas sigam o caminho, aprendendo com os seus ou com os erros alheios. Para aqueles que acreditam no criador não adianta olhar para cima, ele não está lá, ele está pertinho, dentro de cada um de nós, mas não é fácil encontrá-lo por um único motivo: passamos tempo demais sendo mesquinhos, individualistas, egoísta. Estamos espalhados por todo este planeta acreditando numa coisa, no “EU”, eu sou, eu tenho, eu posso, é meu, me chamo tal, eu sou diferente. Dificilmente ou nunca paramos para pensar que só existe um único ser? Um único indivíduo: o NÓS? Quando nos dividimos, há problemas e, quando estamos juntos, nos alegramos? Não apenas juntos, mas vibrando na mesma frequência. Por que guerras só são possíveis quando estamos divididos? Todos nós estamos interligados, apesar dessa individualidade aparente. Estamos ligados por uma energia maior, primordial, uma ONDA, que alcança dos confins do universo à terra. Mas, a terra não está nos confins do universo? Onde são os confins do universo?

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Certa vez, quando menino, costumava pescar em córregos próximos à casa dos meus pais e, quando estava no córrego, pensava que tinha peixe em um dos lugares mais distantes de mim e escuro, então jogava o anzol lá. Mas, aí percebia que poderia atravessar e jogar o anzol mais de perto e daí, quando chegava do outro lado, jogava o anzol naquele lugar onde acreditava ter mais peixes. Mas, olhando para a outra margem, ficava tentado jogar lá também, então pergunto: onde são os confins, afinal? Lá ou aqui? Então, liberar Deus dentro de nós é nos diminuir? Dar espaço para ele significa acreditar que somos pequenos? Mas, como isso é possível, sermos tão pequeninos e ainda assim termos o poder de manter um ser tão poderoso encaroçado dentro de nós, como o Gênio da lâmpada de Aladim? Como chamá-lo para fora, se para isso eu preciso amar o meu próximo como a mim mesmo? Perdoar qualquer coisa que ele tenha feito a mim? Dividir minhas coisas com ele, se ele for feio, fedido, sujo, devo ignorar tudo isso? E se ele for o sapo barbudo ou aquele fascista de merda? Devo amá-lo para que aquele, que vive em mim adormecido e que vai trazer luz para a minha existência, surja? Falando em Aladim, sabe o significado desse nome? Aladim significa nobreza da fé e, com certeza, conhece o conto árabe. Mas, permita-me fazer uma leitura. Aladim libertou mesmo um poderoso gênio de dentro de uma lâmpada mágica e seu feito foi ter desejos atendidos? Ou, como sugere o significado do seu nome, nobreza da fé, ele resgatou o poder de dentro de si, libertando aquilo que existe de mais nobre no ser, o amor? E, depois de encontrar a paz, realizou seus desejos? Se observarmos bem, somos feitos de energia e a história trata de uma lâmpada que prendia um ser poderoso. Assim como o gênio vivia preso dentro da lâmpada, o criador vive dentro de nós à espera de que nós o libertemos por um ato nobre de benevolência. Se somos pura energia quântica, então somos como lâmpadas que remetem à nobreza de clarear e, ao mesmo tempo, somos Aladins.

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E quanto aos que não acreditam em Deus? Os homens disseram que Ele é uma forma única de amor. Jesus, aquele que amou o mundo de tal maneira, disse isso. Como amar ao próximo e não acreditar em Deus? E daí? Só quem se importa com quem não acredita no supremo são pessoas preocupadas em impor suas vontades. Penso que Ele não se importa se uma pessoa acredita nele ou deixa de acreditar. Não me importo que a pessoa que está ao meu lado tem essa ou aquela expressão de fé. Se formos amigos e nos respeitarmos, tudo bem. Eu tenho motivo para acreditar que Ele exista, porque vi coisas que a ciência ainda não explicou, a ciência não explica tudo e essa, talvez, possa ser a razão desse conflito: ciência x religião. Da mesma forma que respeito quem tenha o pensamento contrário, porque não viu nada que pudesse lhe persuadir. Cada um de nós tem um tempo de compreensão dos enunciados existenciais, não somos donos da razão, do tempo ou do pensamento do outro. O homem nunca será completo, não neste planeta, não nesta dimensão, da mesma forma que um estudante não é completo numa sala de aula. Peço desculpas por usar exemplos religiosos para completar meus raciocínios, mas não acredito que a maioria dos humanos consiga se esquivar dessas abordagens para explicar assuntos tão imensuráveis ainda. Sei que muita gente, por diversos motivos, faz bico para os ensinamentos bíblicos, eu também faço isso. Não são todas as interpretações que levo a sério e a bíblia deixa muita margem para isso e, com certeza, não é por acaso que um dos motivos seja, acredito já tê-los citados acima, mesquinharia, conflitos de interesses, poder individual. Tem uma passagem bem polêmica no Novo Testamento que, apesar de o autor citar claramente a ciência, os religiosos, por alguma razão, foram para outro lado. O autor disse: “(…)Ninguém pode entrar no reino de Deus se não nascer da água e do Espírito”. João 3:1-18.

Nessa passagem, que o autor citou, a religião Católica e as Pentecostais acreditam que a passagem está relacionada ao batismo do indivíduo, assim como o profeta João Batista fazia. Já o Espiritismo, que permeia pelos ensinamentos de Cristo e as questões científicas, acredita que a ciência e a religião foram citadas ao mesmo tempo. Quem nasce da água é qualquer criatura viva e que tenha um corpo físico. Tudo que eu conheço para nascer neste planeta precisa da água. Mas, o autor falava do ser humano e sabemos que o ser humano para nascer precisa passar por um processo de gestação, dentro de uma bolsa orgânica com um líquido formado por uma mistura de água, porcentagem maior e a outra parte, menor, de nutrientes para manter o corpo. Ou seja, para um feto, dentro da barriga da mãe sendo gerado, a água representa toda composição química para mantê-lo vivo e se desenvolvendo. O autor cita o Espírito, nas religiões diversas, e esse nome aparece, no centro de praticamente todos os discursos inerentes, como a outra metade do corpo, a metade etérea, o ser que habita a matéria, assim como o motorista e o carro ou a roupa e o corpo. Os físicos quânticos, que não obedeceram à autorização de ir com as pesquisas apenas até o átomo e os fenômenos físicos, estão em busca de algo além da matéria e relacionam os fenômenos da Mecânica Quântica a questões da espiritualidade. Há algum tempo, exatos 46 anos, ouvi batidas na mesa da cozinha de minha mãe, quem batia na mesa não estava presente fisicamente, mas o som era claro. Em outro lugar, durante uma divertida caminhada pela natureza, um saco de pedras de aproximadamente um quilo sumiu, estando ao meu lado. Simplesmente sumiu. Andei com ele mais de doze quilômetros para ele sumir como por encanto. Baseando-me na Mecânica Quântica, tenho duas suspeitas: ou o saco de pedras nunca existiu de fato, sendo apenas um objeto da minha imaginação, ou ele existe, não como coisa física e não sob a minha vontade, mas sob o domínio de outrem. Entre essas duas suspeitas, prefiro a última, já que o saco estava comigo em um instante e, no outro, não estava mais e não foi pela minha vontade que ele sumiu, porque precisava dele ali. A Mecânica Quântica é considerada por muitos estudiosos como bizarra, complicada de entender, esquisita. Muitos físicos acreditam que a realidade não existe até que possa ser medida. Entendo isso como o ser humano medindo algo que ele ainda não saiba ou não queira saber pela sua insignificância, pelo seu conhecimento limitado. As batidas na mesa podem ser medidas, mas quem batia não. O saco de pedras também poderia ser medido, mas antes de ele sumir; depois é apenas uma grande interrogação.

O físico dinamarquês Niels Bohr desenvolveu o estudo intitulado o “Princípio da Complementaridade” e, por meio desse estudo, acreditou que a realidade é constituída por duas dimensões: uma dimensão física, visível, chamada de realidade corpuscular e uma dimensão não física, chamada de realidade ondulatória. Algo próximo ou igual a dualidade Onda-Partícula ou ainda, dualidade matéria-energia. Eu não vou me estender sobre esse assunto, porque é extenso e complexo, mas aconselho quem quiser saber mais sobre como funciona o nosso macro ou o universo subatômico a que pesquise e busque o conhecimento. O conhecimento não tem mais fronteiras, é só ir aos lugares certos e onde a curiosidade permitir. Pois, um simples pensamento acerca do vento, já é motivo para grandes descobertas. Por exemplo: de onde vem o vento? Como ele se forma? Sabemos que ele existe por causa dos movimentos de rotação e translação do planeta Terra, fenômenos naturais. Há muitos séculos, os humanos se “afastaram” da natureza, construindo para si grandes cidades de concreto, mas a natureza não se afastou dos humanos, continuou ajudando, transformando água salgada em água doce, girando em torno de si mesma para que nós pudéssemos aproveitar a luz do sol da melhor forma, além de nos ensinar com a água como viver. Com seu ciclo contínuo, a água nos mostra que a vida não para, sobe, desce, serpenteia pela terra. Onde há vida, ela está lá. O ser humano nasce da água e, pela falta dela, morre. Mas, há quem diga que um simples mergulho no Rio Jordão ou em qualquer outro riacho é suficiente para chegar às portas de Deus, em algum lugar nos confins do universo ou no contínuo espaço-tempo.

Não seria mais fácil só esfregar o coração e amar ao próximo como a nós mesmos, como foi ensinado? Quantas Mil e Uma Noites ainda teremos que passar?

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