Presidente Macron defende reforma das pensões e sindicatos denunciam

Em França, maratona de reuniões com o primeiro ministro, Édouard Philippe a receber ministros no Palácio do governo e o Presidente Macron a reunir no Palácio do Eliseu os seus principais ministros envolvidos na reforma das pensões.

Mobilização do dia 5 de dezembro em França contra reforma das pensões REUTERS/Gonzalo Fuentes

Em França, maratona de reuniões com o primeiro ministro, Édouard Philippe a receber ministros no Palácio do governo e o Presidente Macron a reunir no Palácio do Eliseu os seus principais ministros envolvidos na reforma das pensões. Uma reforma que está a ser contestada no país pelos sindicatos que querem a sua retirada e apelam a novas moiblizações nomeadamente na terça-feira.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, recebe esta noite no Eliseu, o seu primeiro ministro, Édouard Philippe e vários ministros antes de um pequeno almoço amanhã com os dirigentes da sua maioria parlamentar.

Mas tudo começou este fim-de-semana com uma série de reuniões com o próprio primeiro ministro e várias partes envolvidas na reforma das pensões criticada e denunciada nas ruas das cidades de França e greves nos transportes nos útimos dias.

Esta “síntese política e arbitragem” do executivo francês, surge quando está marcada uma nova mobilização geral para terça-feira, com os sindicatos a exigir uma retirada da reforma de pensões e não melhorias.

Mas já se prevê mesmo para amanhã, segunda-feira, uma situação caótica nos transportes públicos paralisados há 4 dias pela greve de 5 de dezembro.

Macron quer pedagogia mas sindicatos denunciam discurso oco

O executivo francês denuncia informações falsas sobre a reforma e pretende levar a cabo uma política de pedagogia, insistindo em dizer que já escutou as críticas e que está aberto a negociar com os parceiros sociais uma melhoria da mesma.

Esta nova estratégia do Presidente Macron e do seu primeiro-ministro de que o “diálogo social com os parceiros sociais” ganhou um novo rosto, não parece convencer certas centrais sindicais que estão dispostas a continuar com as mobilizações e greves, mesmo, se há uma abertura para conversações.

É o caso do secretário-geral da confederação comunista, CGT, Philippe Martinez, que diz que o Presidente Macron está desconectado da realidade quotidiana dos franceses e que a mobilização de quinta-feira que foi um sucesso está para durar.

Uma manifestação com greves que juntou entre 800 mil e 1,5 milhão de pessoas contra a reforma da pensões e previdência. Os sindicatos querem continuar nessa onda nomeadamente com a mobilização prevista para terça-feira.

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