São Paulo recebe primeira Casa da Mulher Brasileira

O espaço fica aberto 24 horas por dia para atender mulheres em situação de violência

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em inauguração Foto: MMFDH

O espaço fica aberto 24 horas por dia para atender mulheres em situação de violência

primeira Casa da Mulher Brasileira em São Paulo foi inaugurada, nesta segunda-feira (11), pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em parceria com a prefeitura e o governo do estado. O espaço estará aberto 24 horas por dia para atender mulheres em situação de violência. O Governo Federal investiu R$ 10,3 milhões na unidade.

No local, as mulheres terão acolhimento humanizado e serão atendidas por uma equipe multidisciplinar facilitando o acesso a serviços especializados para garantir o enfrentamento da violência. Também serão oferecidos cursos para permitir que as mulheres tenham autonomia financeira. Em São Paulo, a Casa terá capacidade para atender a mulheres surdas por meio de Libras.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, destacou a importância da união entre os poderes públicos, a sociedade civil e a iniciativa privada. “A violência contra a mulher precisa ser enfrentada nessa Nação. Chega. É a hora de darmos um basta”, afirmou

E completou: “queremos zero de feminicídio, zero de violência contra a mulher. Queremos um País onde todas as mulheres sejam protegidas. Um País seguro para todas as mulheres e estamos trabalhando muito para isso”.

Damares disse aos presentes na cerimônia que o Ministério tem a proposta de abrir unidades menores da Casa da Mulher Brasileira para que seja possível ampliar o número de unidades no Brasil. Essa foi a sétima Casa da Mulher Brasileira inaugurada no País.

A secretária nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto, afirmou que o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de países que mais matam mulheres no mundo, e que as vítimas estão principalmente na faixa etária de 20 a 39 anos.

Segundo a secretária, a Casa da Mulher Brasileira é um dos instrumentos para enfrentar o problema. “A importância dessa Casa aqui em São Paulo é dizer: contem conosco. Aqui vamos cuidar da sua saúde mental; aqui vamos oferecer espaço para que você possa desenvolver sua autonomia econômica e possa se livrar do agressor. É um espaço que reúne o acolhimento, a assistência jurídica e toda a eficiência par tirar a mulher do ciclo da violência”, afirmou.

Atendimento na Casa da Mulher Brasileira

Ao procurar a unidade em São Paulo, a mulher recebe acolhimento especializado por psicólogos e assistentes sociais e é encaminhada para atendimento no próprio local ou na rede de serviços externa.

A estrutura reúne o atendimento de órgãos como Delegacia de Defesa da Mulher, com ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica; Ministério Público, com atuação na ação penal dos crimes de violência, e Defensoria Pública, com orientação às mulheres sobre seus direitos e assistência jurídica. No local há ainda um alojamento de acolhimento provisório para os casos de iminência de morte.

A delegada titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, Giovanna Valente Clemente, explicou que integrar em um mesmo local órgãos que fazem o atendimento à mulher vítima de agressão agiliza o trabalho e o acolhimento. “Assim que a mulher chega, ela tem uma psicóloga, uma assistente social, tem a delegacia para pedir medida protetiva. Isso traz melhoria e agilidade. Já poder conversar com o juiz, com a promotora num caso mais diferenciado faz toda a diferença”, observou a delegada.

A Casa da Mulher Brasileira integra um dos eixos do programa “Mulher, Viver sem Violência”, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres.

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