Sinais de desastre espacial são encontrados na Antártica, avisam pesquisadores

Cientistas da Universidade Nacional Australiana encontraram poeira interestelar na neve da Antártica contendo um isótopo radioativo raro de ferro.

CC BY 2.0 / Alexander Gerst / Antártica

Cientistas da Universidade Nacional Australiana encontraram poeira interestelar na neve da Antártica contendo um isótopo radioativo raro de ferro.

A presença de um raro isótopo de ferro indica que a poeira apareceu recentemente como resultado de explosões de estrelas, de acordo com a revista Science Alert.

Como indica publicação, Antártica é “um ótimo lugar para procurar essa poeira, pois é uma das regiões mais preservadas da Terra, tornando mais fácil encontrar isótopos que não se originaram em nosso próprio planeta”.

Trata-se do raro isótopo ferro-60, que é uma das muitas variantes radioativas do ferro. Anteriormente, a presença de ferro-60 em depósitos de águas profundas e em restos fossilizados de bactérias sugeriu que uma ou mais supernovas explodiram nas proximidades da Terra entre 3,2 milhões e 1,7 milhão de anos atrás.

Formação de supernovas

“Eu pessoalmente me surpreendi muito, porque era apenas uma hipótese de que poderia haver ferro-60 e era ainda mais incerto que o sinal é forte o suficiente para ser detectado”, revelou o físico nuclear Dominik Koll, da Universidade Nacional da Austrália, à Science Alert, adicionando que “foi um momento muito satisfatório quando eu vi a primeira contagem de ferro-60 aparecer nos dados, porque isso significa que o nosso quadro astrofísico pode não estar muito errado”.

Atualmente, o Sistema Solar passa através da Nuvem Interstelar Local – uma acumulação esparsa de pó com um comprimento de 30 anos-luz.

A presença de um isótopo de ferro nesta nuvem permite-nos confirmar a hipótese de que a composição do meio nas proximidades do Sistema Solar foi formada por supernovas.

“Quanto mais soubermos sobre o momento e a localização das explosões da supernova na nossa vizinhança cósmica, melhor poderemos compreender o Universo que nos rodeia – e as pegadas que ele deixou para trás na Terra”, conclui estudo.

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