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	<title>2ª Guerra |</title>
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	<title>2ª Guerra |</title>
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		<title>A incrível história do &#8216;maior roubo de livros na Europa desde a 2ª Guerra&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 18:19:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[2ª Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[incrível história]]></category>
		<category><![CDATA[roubo de livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em abril de 2022, duas pessoas entraram na biblioteca da Universidade de Tartu, na Estônia, e pediram acesso a oito livros de dois célebres autores do século 19: Alexander Pushkin, poeta e dramaturgo russo, e Nikolai Gogol, escritor russo de origem ucraniana. Os homens falavam russo e explicaram a um funcionário da biblioteca que o mais jovem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em abril de 2022, duas pessoas entraram na biblioteca da Universidade de Tartu, na Estônia, e pediram acesso a oito livros de dois célebres autores do século 19: Alexander Pushkin, poeta e dramaturgo russo, e Nikolai Gogol, escritor russo de origem ucraniana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens falavam russo e explicaram a um funcionário da biblioteca que o mais jovem está fazendo uma pesquisa com o objetivo de estudar nos Estados Unidos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Três meses depois, a equipe percebeu que dois dos livros foram trocados por falsificações. Os registros da biblioteca mostram que os volumes em questão haviam sido consultados pela última vez pelos mesmos dois homens, em abril daquele ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os bibliotecários correram para verificar as outras seis edições dos clássicos russos. Depois de uma apuração minuciosa, descobriram que todas as seis edições são cópias habilmente realizadas, que parecem idênticas porque têm carimbos e números de inventário da biblioteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biblioteca de Tartu não foi a única a ser alvo. Semanas depois, dez livros raros da biblioteca da Universidade de Tallinn, na capital da Estônia, também desapareceram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 18 meses, diversas edições de clássicos russos e&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-41479149">outras publicações antigas em russo foram roubadas</a>&nbsp;de uma dúzia de bibliotecas europeias, dos países bálticos e da Finlândia até a Suíça e a França.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, os originais são substituídos por cópias. Em outros, os livros são simplesmente retirados da biblioteca e nunca devolvidos. Em resposta, a Europol — a agência de cooperação policial da União Europeia — abriu uma investigação chamada Operação Pushkin. Mais de 100 policiais fizeram buscas em vários imóveis em diferentes países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, nove suspeitos já foram identificados e presos. Todos são cidadãos da Geórgia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/f94f/live/7d11bfe0-6e11-11f0-8dbd-f3d32ebd3327.png.webp" alt="Colagem com imagens do escritor russo Nikolai Gogol e do condenado Beka Tsirekidze"/><figcaption class="wp-element-caption">O ladrão de livros condenado Beka Tsirekidze — à direita, em uma montagem ao lado de Nikolai Gogol — disse à BBC que se sentia como um &#8216;feiticeiro&#8217; com os livros<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-feiticeiro-dos-livros">&#8216;O feiticeiro dos livros&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro a ser preso foi Beqa Tsirekidze, 48. Ele foi julgado e condenado por três crimes em dois países ao mesmo tempo — Letônia e Estônia —, incluindo os furtos nas bibliotecas de Tartu e Tallinn.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, Tsirekidze cumpre pena de três anos e três meses na Estônia, onde presos podem falar com jornalistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De lá, disse à BBC que decidiu se envolver com livros antigos — comprando, restaurando e revendendo — em 2008 para sustentar a família. Questionado sobre sua formação como restaurador, afirmou que aprendeu tudo na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sou como um feiticeiro dos livros. Posso segurar um exemplar nas mãos e imediatamente dizer quanto vale e quanto pode render em leilão&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro encontro de Tsirekidze com a Justiça foi em 2016, quando foi condenado na Geórgia por roubar livros antigos do Museu de História de Tbilisi. Na época, admitiu o crime e acabou com a pena suspensa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9aa8/live/2ae039d0-6e12-11f0-af20-030418be2ca5.png.webp" alt="Imagem mostra um policial de costas e, ao fundo, a Biblioteca Nacional da Letônia."/><figcaption class="wp-element-caption">Livros antigos e valiosos tendem a sumir de bibliotecas universitárias porque os ladrões presumem que só serão notados meses depois<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-maior-roubo-desde-a-Segunda-Guerra">&#8216;O maior roubo desde a Segunda Guerra&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 2023, um jovem casal se sentou na sala de leitura da biblioteca da Universidade de Varsóvia, na Polônia: um homem de boné preto e uma mulher ruiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles folheavam livros antigos e, em certo momento, o homem beijou a companheira na bochecha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo é registrado por uma câmera de vigilância da biblioteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jovem é Mate, filho de Tsirekidze, e a mulher é sua esposa, Ana Gogoladze. Os dois seriam presos depois, acusados — e posteriormente condenados — de roubar livros avaliados em quase US$ 100 mil (cerca de R$ 541 mil) da biblioteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A universidade tem uma coleção valiosa de livros publicados antes e depois do período soviético. Parte das obras sobreviveu milagrosamente ao Levante de Varsóvia, em 1944, quando o prédio foi incendiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Somos a geração que entendeu perfeitamente que alguém, no passado, salvou esses livros para nós&#8221;, disse à BBC o professor Hieronim Grala, da Universidade de Varsóvia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, em menos de um ano, 73 exemplares raros, avaliados em quase US$ 600 mil (cerca de R$ 3,25 milhões), foram levados da biblioteca. Parte dos responsáveis ainda não foi capturada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O maior roubo desde a Segunda Guerra&#8221;, disse o professor Grala à imprensa, ao descrever a dimensão dos crimes. &#8220;É como arrancar as joias de uma coroa.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/be9f/live/89bc8c20-6e11-11f0-89ea-4d6f9851f623.png.webp" alt="Imagem de um casal jovem em uma mesa de biblioteca, um carro de polícia e, ao fundo, os prédios da Biblioteca da Universidade de Varsóvia."/><figcaption class="wp-element-caption">Mate Tsirekidze e Ana Gogoladze tiveram como alvo a Biblioteca da Universidade de Varsóvia<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os funcionários da biblioteca não perceberam de imediato as substituições dos originais por cópias. &#8220;Há um código, há um livro do mesmo tamanho, não há lacuna na estante&#8221;, disse Grala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não há dúvida de que o grupo de ladrões que chegou no início [tinha como alvo livros específicos] e estava bem preparado. Ao que tudo indica, tinham produzido réplicas de alta qualidade&#8221;, afirmou Grala à BBC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, reformas recentes na biblioteca também podem ter contribuído para o aumento dos furtos, em especial a flexibilização das regras que permitiam um uso menos vigiado de livros raros e antigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida, originalmente, buscava ampliar o acesso dos leitores.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Um-pequeno-carimbo">&#8216;Um pequeno carimbo&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tradicionalmente, todas as bibliotecas do mundo marcam os livros com carimbos. O tamanho varia conforme o país e a instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Rússia é caracterizada pelo &#8216;carimbo forte'&#8221;, disse o especialista e colecionador de livros raros Pyotr Druzhnin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em teoria, é possível identificar um livro roubado pelo carimbo, afirmam especialistas. Mas nem sempre é o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas situações, bibliotecas vendem exemplares como duplicatas — como ocorreu no período soviético, por exemplo, por falta de espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou a biblioteca pode ter sido desativada e fechada — como aconteceu com muitas bibliotecas durante o período da Perestroika, entre 1985 e 1991.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode ser difícil determinar a origem de livros com carimbos do século 19 ou mesmo antes disso, segundo Druzhinin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se o carimbo é do século 18 ou 19, não sabemos o que aconteceu com o livro. Sim, o exemplar vem dali [da biblioteca]. Como saiu, ninguém sabe.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os carimbos também podem ser removidos quimicamente, ou páginas antigas de um livro podem ser substituídas por novas impressas em papel antigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vestígios dessas manipulações muitas vezes só são percebidos por colecionadores ou especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos raros, um livro antigo em uma biblioteca não tem carimbo porque entrou na coleção antes do início da prática de marcar todos os exemplares.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/3b57/live/f325b740-6e11-11f0-af20-030418be2ca5.jpg.webp" alt="Na imagem, um livro está sendo escondido no casaco, com o prédio da biblioteca da Universidade Estatal de Moscou ao fundo."/><figcaption class="wp-element-caption">Às vezes, ladrões retiravam livros das bibliotecas e simplesmente não os devolviam<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Milhares-de-dólares">Milhares de dólares</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Meio quilo de ouro, no valor de US$ 60 mil (quase R$ 324,6 mil), é guardado por 22 homens armados. Dois livros, também avaliados em US$ 60 mil (quase R$ 324,6 mil), ficam em alguma biblioteca da Europa e são vigiados por uma senhora idosa. Muitas vezes nem há câmeras de segurança&#8221;, disse Tsirekidze à BBC, de uma prisão na Estônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que explica a alta nos preços, que no caso dos clássicos russos do século 19 vêm subindo de forma constante nos últimos anos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Druzhinin, o mercado de livros raros russos teve um salto entre 2022 e 2024, período em que a onda de crimes na Europa estava no auge.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os especialistas deveriam saber que não se tratava de uma coleção privada sendo vendida&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Druzhinin sugeriu que o círculo restrito de compradores de livros caros possivelmente via as aquisições como um ato patriótico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um momento de retorno histórico de livros significativos à pátria&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo é o do georgiano Mikhail Zamtaradze, condenado em junho por roubar e vender livros valiosos da biblioteca da Universidade de Vilnius, na Lituânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zamtaradze se registrou na biblioteca com documentos falsos e encomendou 17 edições raras, a maioria com carimbos. Ele trocou 12 livros por cópias e levou outros cinco, que simplesmente não devolveu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor dos livros roubados foi estimado em quase US$ 700 mil (cerca de R$ 3,79 milhões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tribunal, Zamtaradze afirmou que roubou os exemplares sob encomenda de alguém em Moscou, embalou e enviou por ônibus para Belarus, e recebeu US$ 30 mil (R$ 162,3 mil) em criptomoedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele disse que as cópias e os documentos falsos foram enviados de Moscou. Segundo Zamtaradze, seu cliente era um alto funcionário de uma casa de leilões na cidade.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/70a3/live/b23e6ba0-6e11-11f0-8dbd-f3d32ebd3327.png.webp" alt="Um carimbo de livros roubados da biblioteca de Vilnius."/><figcaption class="wp-element-caption">Especialistas ressaltam que o fato de um livro ter um carimbo antigo não significa, necessariamente, que ele foi roubado de uma biblioteca<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não é a primeira vez que casas de leilão entram na mira. Pelo menos quatro publicações da biblioteca da Universidade de Varsóvia foram vendidas pela casa de leilões LitFund, em Moscou, no fim de 2022 e em 2023, segundo o professor Grala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC obteve com Grala capturas de tela do site do leilão com os livros em questão, supostamente pertencentes à coleção da Universidade de Varsóvia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos títulos era&nbsp;<em>Os Contos</em>&nbsp;de Ivan Belkin, de Pushkin, com um carimbo do século 19 visível nas fotos da edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro lote do mesmo leilão reunia quatro volumes de Poemas, de Pushkin. Nas imagens publicadas no site da casa — já retiradas do ar —, também aparecia o carimbo da Universidade de Varsóvia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor da LitFund, Sergei Burmistrov, afirmou que a casa atua dentro da legislação da Federação Russa e não aceita vender livros com carimbos de bibliotecas públicas em atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, os proprietários assinam contrato para confirmar a origem legal de qualquer obra aceita para leilão. Cada exemplar é analisado por um especialista da LitFund para garantir que não tenha carimbos ou marcas de bibliotecas em funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carimbos antigos, no entanto, nem sempre levantam suspeitas. &#8220;Nos anos pós-revolucionários, um grande número de livros das bibliotecas imperiais russas foi distribuído pelo mundo e acabou em coleções públicas e privadas. Por isso, exemplares desse tipo que hoje estão em acervos particulares circulam livremente no mercado internacional&#8221;, disse Burmistrov à BBC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Grala disse à BBC que a questão dos carimbos antigos é complicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se há um carimbo histórico da biblioteca da Universidade de Varsóvia e o código original é preservado, isso já é considerado um artefato em si. [Ninguém vai] colocar um novo carimbo ou código. Esses livros viveram com esses carimbos por 200 anos e não são recarimbados por respeito&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, a Operação Pushkin está longe de terminar. Pelo menos um suspeito aguarda julgamento na França por roubo de livros em bibliotecas locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E as autoridades acreditam que muitos criminosos ainda estão foragidos — assim como alguns dos livros mais valiosos da Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Reprodução BBC Brasil</p>



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		<title>80 anos do Dia D: 9 coisas que você provavelmente não sabia sobre dia histórico da 2ª Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 13:54:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[2ª Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 6 de junho de 1944, tropas do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá&#160;invadiram o litoral da Normandia, no norte da&#160;França. O desembarque foi a primeira etapa da Operação Overlord — a invasão da Europa ocupada pelos nazistas. Seu objetivo era pôr fim à&#160;Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Cerca de 156 mil soldados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No dia 6 de junho de 1944, tropas do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-48526108">invadiram o litoral da Normandia</a>, no norte da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cz74k7145qrt">França</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembarque foi a primeira etapa da Operação Overlord — a invasão da Europa ocupada pelos nazistas. Seu objetivo era pôr fim à&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/czpzkp950gwt">Segunda Guerra Mundial (1939-1945)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 156 mil soldados aliados haviam chegado naquela noite à Normandia, apesar do mau tempo e da brutal defesa alemã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final do chamado Dia D — que completará 80 anos — os aliados conseguiram firmar sua posição na França, dando início à derrota final da Alemanha nazista. A guerra terminaria 11 meses depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existem nove detalhes sobre esta imensa operação militar que talvez você não conheça.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="1-A-participação-da-BBC">1. A participação da BBC</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1942, a BBC transmitiu uma conclamação em seus programas de rádio pedindo aos ouvintes que enviassem fotografias e cartões-postais do litoral da Europa, da Noruega até os Pireneus, entre a França e a Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, aquela foi uma forma de coletar informações sobre as praias mais adequadas para o desembarque dos aliados. E logo se decidiu que seria na Normandia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milhões de fotografias foram enviadas para o Escritório da Guerra do Reino Unido. E, com a ajuda da Resistência Francesa e o reconhecimento aéreo, o comando militar conseguiu analisar quais seriam os melhores locais de desembarque para o Dia D.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="2-Exército-fantasma">2. Exército fantasma</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os aliados se empenharam muito para fazer os alemães acreditarem que a invasão começaria em outra localidade no norte da França — Calais — e não na Normandia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, eles simularam uma presença de tropas de infantaria baseadas no Condado inglês de Kent, situado no extremo sudeste do Reino Unido, bem em frente a Calais. Era a chamada Operação Fortaleza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para enganar os alemães, foram construídos equipamentos falsos, como tanques infláveis e bonecos com paraquedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os aliados também utilizaram agentes duplos e lançaram informações erradas de forma controlada. Tudo isso levou os alemães a acreditar que os aliados invadiriam a Europa através de Calais e da Noruega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os nazistas morderam a isca — tanto que, mesmo depois do Dia D, eles mantiveram muitas das suas melhores tropas na região de Calais, à espera de uma segunda onda de invasão.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="3-Soldados-de-12-países">3. Soldados de 12 países</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1944, mais de dois milhões de soldados de mais de 12 países estavam no Reino Unido, preparando-se para a invasão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Dia D, as forças aliadas eram formadas principalmente por tropas americanas, britânicas e canadenses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas elas contavam com o apoio por terra, mar e ar de forças de Austrália, Bélgica, Checoslováquia (hoje, dividida em Eslováquia e República Checa), França, Grécia, Holanda, Noruega, Nova Zelândia, Polônia e Rodésia (atual Zimbábue).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="4-Noite-de-lua-cheia">4. Noite de lua cheia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os oficiais que organizaram a operação foram bastante meticulosos a respeito do momento em que deveria ocorrer o desembarque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles escolheram uma noite de lua cheia com maré de primavera. Assim, seria possível desembarcar ao amanhecer, quando a maré estivesse quase na metade do caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, na prática, eram poucos os dias que atendiam a todas essas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A data escolhida foi 5 de junho, mas o desembarque acabou atrasando em 24 horas devido ao mau tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="5-Os-sapatos-de-Rommel">5. Os sapatos de Rommel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A previsão do tempo, de fato, era muito ruim. O próprio comandante alemão destacado na Normandia, Erwin Rommel (1891-1944), tinha tanta certeza de que não haveria invasão naquele dia que voltou para casa, para dar à sua esposa um par de sapatos de presente pelo seu 50º aniversário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi por isso que, quando as primeiras notícias sobre a invasão começaram a chegar, Rommel estava na Alemanha.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="6-Hitler-estava-dormindo">6. Hitler estava dormindo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as forças do Dia D atingiram terra firme, o líder nazista Adolf Hitler (1889-1945) estava dormindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum dos seus generais se atreveu a ordenar o envio de tropas de reforço sem a sua permissão — e ninguém se atreveu a acordá-lo. Com isso, os alemães perderam horas cruciais para defender suas posições na Normandia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Hitler finalmente acordou, perto das 10 horas da manhã, ele pensou que a Alemanha derrotaria os aliados com facilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="7-Omaha-sangrenta">7. Omaha sangrenta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cinco praias foram escolhidas para a operação, com nomes em código.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De leste para oeste, foram elas: Sword, Juno, Gold, Omaha e Utah. E o número de baixas entre as tropas variou enormemente entre cada uma das praias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na &#8220;Omaha sangrenta&#8221;, cerca de 4 mil homens foram mortos ou feridos. Uma unidade americana que chegou na primeira onda de soldados perdeu 90% dos seus homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na praia Gold, o índice de mortos foi muito mais baixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Batalha da Normandia, que se seguiu ao Dia D, foi tão sangrenta quanto as lutas de trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, os números foram levemente superiores a um dia típico da Batalha do Somme, ocorrida em 1916.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="8-Banheiros-destruídos">8. Banheiros destruídos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A vibração das armas disparadas pelo navio britânico HMS Belfast durante o Dia D foi tão poderosa que destruiu os banheiros das acomodações da tripulação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="9-O-teste-do-bar">9. O teste do bar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de receber as ordens sobre a missão altamente secreta de atacar a Bateria de Merville, na França, durante o Dia D, o oficial do exército britânico Terence Otway (1914-2006) precisava ter certeza de que não havia agentes infiltrados entre seus homens, antes do dia 6 de junho de 1944.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, ele destacou 30 das integrantes mais bonitas da Força Aérea Auxiliar de Mulheres, com roupas civis, para visitar os bares das aldeias próximas do local de treinamento dos soldados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Otway pediu a elas que fizessem todo o possível para descobrir qual era a missão daqueles homens. Ninguém revelou nenhuma informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / GETTY IMAGES</p>



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