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	<title>Abelha |</title>
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	<title>Abelha |</title>
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		<title>Mais calor e menos polinização: o impacto das mudanças climáticas sobre as abelhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 03:24:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta, 15 de janeiro de 2026 Estudo orientado pelo pesquisador Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, apresentado na 49a&#160;Apimondia alerta: a polinização do maracujá pelas abelhas Mamangavas já está sendo prejudicada pelo aquecimento global Com uma produção anual em torno de 700 mil toneladas ao ano, o Brasil é o maior produtor e consumidor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quinta, 15 de janeiro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estudo orientado pelo pesquisador Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, apresentado na 49</em><em>a</em><em>&nbsp;Apimondia alerta: a polinização do maracujá pelas abelhas Mamangavas já está sendo prejudicada pelo aquecimento global</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma produção anual em torno de 700 mil toneladas ao ano, o Brasil é o maior produtor e consumidor de maracujá do mundo. Parte significativa dessa produção se encontra no estado do Ceará, onde pesquisadores desenvolveram um estudo que observou a diminuição do forrageamento das abelhas Mamangavas sobre duas espécies de maracujá, provocada pelo aumento das temperaturas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo&nbsp;<em>“Climate change may disrupt crop pollination in the Neotropics: rising temperatures lead carpenter bees to avoid pollinating passion fruit flowers”</em>&nbsp;(Mudanças climáticas podem prejudicar polinização das culturas nos Neotrópicos: aumento das temperaturas leva abelhas Mamangavas a evitar a polinização das flores do maracujá), que&nbsp; contribui para compreender o impacto das mudanças climáticas sobre o comportamento das abelhas, será apresentado na 49a&nbsp;edição da Apimondia, em Copenhague, na Dinamarca. A pesquisa foi orientada pelo engenheiro agrônomo, doutor em Abelhas e&nbsp;Polinização&nbsp;e professor da Universidade Federal do Ceará, Breno Freitas, no município de Maranguape.&nbsp; O assunto foi tema da dissertação de Mestrado de Letícia Ferreira Paiva, defendida em 2023.&nbsp;Também participaram do estudo os pesquisadores Epifânia Emanuela Macedo Rocha, Felipe Jackson de Farias-Silva, Vitória Inna Mary de Sousa Muniz, Larysson Feitosa dos Santos, Luciano Pinheiro da Silva, todos do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aquecimento global e polinização</strong></p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_18887"><img decoding="async" src="https://abelha.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Breno-Freitas-1-300x200.jpeg" alt="Breno Freitas 1" class="wp-image-18887" title="Mais calor e menos polinização: o impacto das mudanças climáticas sobre as abelhas 1"/><figcaption class="wp-element-caption">O pesquisador Breno Freitas, professor da Universidade Federal do Ceará. Crédito: Arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados sugerem que o aquecimento global pode comprometer o serviço ecossistêmico de polinização das abelhas, afetando a produtividade, o peso do fruto, da polpa e o número de sementes. Os pesquisadores observaram que as abelhas mamangavas (<em>Xylocopa frontalis</em>) evitaram forragear flores de duas espécies de maracujá (<em>Passiflora edulis and P. cincinnata</em>), pois com o aumento da temperatura ambiente há também um aumento elevado da temperatura corporal ao longo do dia, chegando a valores que a abelha não suporta e para de trabalhar para evitar o superaquecimento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Forrageando cada vez menos à medida que a temperatura aumenta, elas terão menos acesso a alimentos, produzirão menos crias e, ao longo do tempo, suas populações poderão se tornar menores e menores, até não ser mais possível sobreviver naquele local. As altas temperaturas estão influenciando o forragear dessas espécies de abelhas e isso pode ter consequências futuras como a extinção local delas e a impossibilidade de polinizar o maracujá e outras espécies”, explica Freitas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores verificaram uma redução na frequência e na duração das visitas das abelhas às flores nas horas mais quentes do dia. A redução na frequência e duração das visitas às flores&nbsp; também foi constatada na comparação entre as estações seca e chuvosa. Essa mudança no comportamento das abelhas prejudica sua eficiência como polinizador e é especialmente preocupante para a espécie de maracujá&nbsp;<em>P. edulis&nbsp;</em>(maracujá amarelo), cujas flores abrem ao meio-dia e têm apenas algumas horas da tarde para serem polinizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidados para o futuro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da velocidade das mudanças climáticas – em oposição à morosidade para combatê-las – pesquisadores têm empreendido esforços para identificar as espécies de abelhas mais ameaçadas e as áreas que serão adequadas para as abelhas e cultivos no futuro. A partir daí, eles têm trabalhado para manter as condições dessas áreas estáveis. “Outra possível solução é&nbsp; recuperar áreas degradadas, preferencialmente próximas aos cultivos para permitir corredores ecológicos que fornecerão abelhas para esses cultivos quando florescerem. Além disso, o desenvolvimento de técnicas de criatório e manejo para as diversas espécies de abelhas brasileiras, seja em condições naturais ou em criatório racional, dependendo de cada espécie e estratégia mais adequada” relata Breno Freitas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, a A.B.E.L.H.A. está sendo representada por três pesquisadores que integram o Comitê Científico da Associação na 49a&nbsp;Apimondia, o maior evento global de apicultura e meliponicultura, entre os dias 23 e 27 de setembro. São eles: o engenheiro agrônomo, doutor em Abelhas e&nbsp;Polinização&nbsp;e professor da Universidade Federal do Ceará, Breno Freitas; o biólogo, doutor em Entomologia e pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Cristiano Menezes, e o engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni. Com o lema “Unity and knowledge sharing” (União e partilha de conhecimento), a Apimondia ressalta o objetivo de promover o intercâmbio global de informações e práticas da apicultura e meliponicultura.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_18888"><img decoding="async" src="https://abelha.org.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-12.45.12.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025 09 25 at 12.45.12" class="wp-image-18888" title="Mais calor e menos polinização: o impacto das mudanças climáticas sobre as abelhas 2"/><figcaption class="wp-element-caption">Membro do Comitê Científico da A.B.E.L.H.A., Breno Freitas participa da 49a Apimondia. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Abelha.org / Mamangava nativa do Brasil polinizando flor de maracujá. Crédito: anju (CC BY-NC)/ Arquivo A.B.E.L.H.A.<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ATIVIDADES DO CONSELHO TUTELAR" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/E4B1OIER-XI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Pesquisadores debatem sobre a chegada de Bombus terrestris ao Brasil no XIV Encontro sobre Abelhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 03:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta, 15 de janeiro de 2026 A espécie é nativa da Europa e polinizadora de diversas culturas agrícolas, mas pode competir com espécies brasileiras e disseminar doenças Bombus transversalis, espécie nativa da Bacia Amazônica. Crédito: Marcelo CavalcanteEm 2015, a tese de doutorado intitulada “Bombus terrestris&#160;chegará ao Brasil? Um estudo preditivo sobre uma invasão em potencial”, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quinta, 15 de janeiro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A espécie é nativa da Europa e polinizadora de diversas culturas agrícolas, mas pode competir com espécies brasileiras e disseminar doenças</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bombus transversalis, espécie nativa da Bacia Amazônica. Crédito: Marcelo CavalcanteEm 2015, a tese de doutorado intitulada “<em>Bombus terrestris</em>&nbsp;chegará ao Brasil? Um estudo preditivo sobre uma invasão em potencial”, do pesquisador André Luis Acosta, apresentada ao Instituto de Biociências da USP, antecipou a preocupação sobre a chegada dessa espécie ao país. Embora seja uma ótima polinizadora agrícola, que movimenta uma indústria milionária de produção, aluguel e venda de colmeias para diversos países do mundo, a potencial invasão da mamangava europeia preocupa a comunidade científica e impulsiona ações de monitoramento e novos estudos sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Simpósio&nbsp;<strong>“<em>Bombus</em>&nbsp;e sua potencial dispersão na América do Sul”</strong>, realizado durante o XIV Encontro sobre Abelhas, em novembro de 2025, em Ribeirão Preto (SP), reuniu especialistas, estudos e iniciativas voltados ao aprofundamento do conhecimento científico sobre o gênero&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;e suas implicações ecológicas, produtivas e regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O simpósio foi coordenado pela Profa. Dra. Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca e pelo Prof. Dr. Carlos A. Garofalo, e contou com a participação dos pesquisadores Profa. Dra. Favízia Freitas de Oliveira, Dra. Patrícia Nunes-Silva, Dra. Sidia Witter e Prof. Dr. Breno Freitas.&nbsp; A realização do simpósio teve o apoio da A.B.E.L.H.A., contribuindo para qualificar o debate técnico e subsidiar futuras decisões no campo sobre conservação e manejo de polinizadores.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_19100"><img decoding="async" src="https://abelha.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Foto-Bombus-simposio-300x178.jpg" alt="Foto Bombus simposio" class="wp-image-19100" title="Pesquisadores debatem sobre a chegada de <span class=&quot;nome-cientifico&quot;&gt;Bombus terrestris</span&gt; ao Brasil no XIV Encontro sobre Abelhas 1"/><figcaption class="wp-element-caption">Da esquerda para a direita: Dra. Patrícia Nunes-Silva, Profa. Dra. Favízia Freitas de Oliveira, Profa. Dra. Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Dra. Sidia Witter e Prof. Dr. Breno Freitas. Crédito: Cinthia Gomes/A.B.E.L.H.A.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Monitoramento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto “Status das espécies de mamangavas nativas (<em>Bombus</em>) em áreas suscetíveis à invasão de&nbsp;<em>Bombus terrestris</em>&nbsp;na fronteira Brasil-Uruguai” foi iniciado este ano no Rio Grande do Sul, estado por onde a espécie deve alcançar o território brasileiro. O monitoramento está sendo realizado por pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do RS e busca dar continuidade à pesquisa de 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo é estudar e monitorar populações de Bombus nativos na fronteira Brasil-Uruguai antes da chegada de&nbsp;<em>Bombus terrestris</em>, para subsidiar políticas públicas. Para isso, vamos avaliar a ocorrência, dados de abundância de espécies de&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;nativos e plantas visitadas, caracterizar os tipos florais preferenciais pelas espécies de&nbsp;<em>Bombus</em>, identificar as plantas usadas como recursos alimentares, etc.”, afirma a Dra. Sidia Witter, coordenadora do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de 2015 identificou oito municípios gaúchos por onde pode se dar a invasão: Aceguá, Bagé, Chuí, Dom Pedrito, Herval, Jaguarão, Pedras Altas e Santa Vitória do Palmar. Todos fazem fronteira com o Uruguai, onde o monitoramento também já ocorre. Após a entrada em território brasileiro, a invasão pode se estender por corredores ecológicos pelos estados de Santa Catarina, Paraná e chegar até São Paulo. A pesquisa também mapeou 20 cultivos agrícolas com os quais&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;interage, como abacate, batata, cebola, pepino, maçã, melancia e morango.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ameaça</strong></p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_3660"><img decoding="async" src="https://abelha.org.br/wp-content/uploads/2015/08/Bumblebee-Bombus-terrestris-By-Alvesgaspar-300x226.jpg" alt="Bumblebee Bombus terrestris By Alvesgaspar" class="wp-image-3660" title="Pesquisadores debatem sobre a chegada de <span class=&quot;nome-cientifico&quot;&gt;Bombus terrestris</span&gt; ao Brasil no XIV Encontro sobre Abelhas 2"/><figcaption class="wp-element-caption">Bombus terrestris deve chegar ao Brasil pela fronteira com o Uruguai. Crédito: Wikimedia Commons By Alvesgaspar</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nativa da Europa, a&nbsp;<em>Bombus terrestris</em>&nbsp;foi introduzida no Chile em 1997 e a área de distribuição se expandiu mais de 2 mil km e já chegou até a Argentina. E estima-se que elas devam chegar ao Brasil em pouco tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Dra. Patrícia Nunes-Silva, da UNISINOS, a invasão da nova espécie traz diversos riscos. “Pode haver hibridização com espécies invasoras, competição por recursos florais e locais de nidificação, alterações nas interações planta-polinizador, além de introdução e espalhamento de patógenos e parasitas. Por isso, precisamos de mais informações e monitoramento mais frequente para proteger as abelhas nativas”, explica Nunes-Silva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem cerca de 300 espécies descritas de abelhas do gênero&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;ao redor do mundo, sendo somente oito delas presentes em território brasileiro (<em>Bombus applanatus, B. bahiensis, B. bellicosus, B. brasiliensis, B. brevivillus, B. pauloensis, B. transversals</em>). “O raio de forrageamento de&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;chega a 27 km. Elas são abundantes em habitats alpinos e de alta altitude da zona temperada do Hemisfério Norte, mas possuem ampla distribuição, que vai da Groenlândia à Bacia Amazônica, incluindo outras florestas tropicais”, destaca a Profa. Dra. Favízia Freitas de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO), espécies exóticas invasoras estão entre as principais causas diretas de perda de biodiversidade e extinção de espécies. “Não se constrói cerca nem muro, temos que pensar em estratégias de controle. Não vejo pontos positivos numa invasão biológica, ainda que seja uma espécie polinizadora, mas coloca em risco os nossos polinizadores, como aconteceu no Chile e na Argentina. O que seria interessante é começar a tratar da criação das nossas&nbsp;<em>Bombus</em>, que podem até vir a ser uma barreira natural para a entrada da&nbsp;<em>Bombus terrestris</em>”, afirma o analista ambiental Carlos Henrique Jung Dias, do IBAMA. Ele é o responsável por desenvolver um protocolo específico, a partir da legislação existente, para o caso de invasão biológica por&nbsp;<em>Bombus terrestris</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E por que não criamos as&nbsp;<em>Bombus</em>&nbsp;brasileiras?</strong></p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_4773"><img decoding="async" src="https://abelha.org.br/wp-content/uploads/2016/06/Bombus-transversalis-Cr%C3%A9dito-Marcelo-Cavalcante-300x225.jpg" alt="Bombus transversalis Crédito Marcelo Cavalcante" class="wp-image-4773" title="Pesquisadores debatem sobre a chegada de <span class=&quot;nome-cientifico&quot;&gt;Bombus terrestris</span&gt; ao Brasil no XIV Encontro sobre Abelhas 3"/><figcaption class="wp-element-caption">Bombus transversalis, espécie nativa da Bacia Amazônica. Crédito: Marcelo Cavalcante</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa foi a pergunta que o Prof. Dr. Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, procurou responder durante o Simpósio. “São abelhas estudadas no mundo todo, mas no Brasil elas são negligenciadas. Talvez pela agressividade dessas abelhas, que causa medo até nos pesquisadores, mas principalmente na população, que acaba destruindo os ninhos dessas abelhas. Quase não temos estudos sobre essas abelhas no Brasil e temos observado uma redução no número de colônias”, elucida Freitas, que já pesquisa sobre a polinização feita pelas mamangavas brasileiras há anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora do projeto gaúcho de monitoramento de&nbsp;<em>Bombus</em>, Sidia Witter, conta que ninhos foram encontrados no solo, grama alta e próximos às raízes de oliveiras, mas que acabam sendo destruídos quando os produtores utilizam as máquinas agrícolas. “Essas abelhas polinizam trevo, alfafa e ervilhaca, que auxiliam no desenvolvimento de outras culturas, na cobertura do solo e fixação de Nitrogênio”, ressalta Witter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coordenadora do Simpósio, Profa. Dra. Vera Imperatriz-Fonseca, é preciso fazer um trabalho educativo com os agricultores. “Essas abelhas também são grandes polinizadoras, o valor econômico é enorme. Mamangavas são muito importantes no mundo inteiro. Temos que conversar com os produtores. O Rio Grande do Sul está produzindo azeite de muito boa qualidade. Se as oliveiras são um bom lugar para&nbsp;<em>Bombus</em>, vamos trabalhar com os produtores de oliva, abrir novas frentes de diálogo”, enfatiza Imperatriz-Fonseca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Bombus terrestris</em>&nbsp;é a espécie de abelha mais comercializada no mundo, com mais de 850 mil colônias exportadas ao ano a partir da Europa para mais de 60 países.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes consultadas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ACOSTA, André Luis. Bombus terrestris chegará ao Brasil? Um estudo preditivo sobre uma invasão em potencial. Tese de Doutorado. Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Acesso em 25 de novembro de 2025. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-22092015-080256/publico/AndreLuis_Acosta_CORRIG.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-22092015-080256/publico/AndreLuis_Acosta_CORRIG.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">IBAMA. Resolução 7, de 29 de maio de 2018 (Dispõe sobre a Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras). Acesso em 27 de novembro de 2025. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.ibama.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&amp;legislacao=138909" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ibama.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&amp;legislacao=138909</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SEAPI. Espécie de abelha invasora começa a ser monitorada na fronteira do RS. Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. Acesso em 27 de novembro de 2025. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.agricultura.rs.gov.br/especie-de-abelha-invasora-comeca-a-ser-monitorada-na-fronteira-do-rs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.agricultura.rs.gov.br/especie-de-abelha-invasora-comeca-a-ser-monitorada-na-fronteira-do-rs</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Abelha.org / </p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/pesquisadores-debatem-sobre-a-chegada-de-bombus-terrestris-ao-brasil-no-xiv-encontro-sobre-abelhas/">Pesquisadores debatem sobre a chegada de Bombus terrestris ao Brasil no XIV Encontro sobre Abelhas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Prefeitura de Boa Vista do Tupim investe na criação de abelha para comercialização de mel, cera e geleia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Mar 2023 18:19:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Abelha]]></category>
		<category><![CDATA[Boa vista do Tupim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por estagiário ( Jornal da Chapada) &#8211; Domingo, 26 de março de 2023 A gestão do prefeito Helder Lopes Campos, o popular &#8216;Dinho&#8217; (PSDB), por meio da Secretaria de Agricultura, tem ofertado aos agricultores capacitações frequentes. Após se tornar uma fonte de renda lucrativa, a prefeitura de Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, resolveu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão do prefeito Helder Lopes Campos, o popular &#8216;Dinho&#8217; (PSDB), por meio da Secretaria de Agricultura, tem ofertado aos agricultores capacitações frequentes.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Após se tornar uma fonte de renda lucrativa, a prefeitura de Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, resolveu investir em apicultura com a criação de abelhas e a comercialização de seus produtos (mel, cera e geleia real). A atividade tem ganhado grande proporção e lugar de importância na vida do homem do campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão do prefeito Helder Lopes Campos, o popular ‘Dinho’ (PSDB), por meio da Secretaria de Agricultura, tem ofertado aos agricultores capacitações frequentes que contam desde a melhora no manejo apícola, melhora genética, produção de rainhas, cuidados e boas práticas no manejo da cera e do mel.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Os apicultores chapadeiros também têm acesso a tecnologias disponíveis, entre outros temas considerados importantes para a capacitação dos associados na apicultura. “Precisamos destacar que a profissionalização dos apicultores é fundamental para melhorar a produtividade e qualidade dos produtos que apresentam baixo investimento de implantação, custo e rápido retorno financeiro”, salienta a gestão municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo de Dinho, foi entendido que o mel vem registrando crescimento expressivo de consumo em todo o país por ser mais saudável. “Assim, aproveitando esse estopim que a atividade atravessa, consideramos a apicultura um verdadeiro trampolim para a diversificação da economia na região”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>Jornal da Chapada</strong></p>



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