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	<title>abuso infantil |</title>
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		<title>Filme que conta história de contorcionista debate abuso infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 18:46:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Documentário está disponível em cinco plataformas de streaming Está disponível em cinco plataformas de streaming (NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play e iTunes) o documentário nacional &#8220;Apesar de&#8221;, que aborda a temática da violência sexual contra meninas. O filme narra a história da contorcionista Georgia Bergamim, abusada sexualmente pelo padrasto dos 8 aos 11 anos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Documentário está disponível em cinco plataformas de streaming</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está disponível em cinco plataformas de streaming (NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play e iTunes) o documentário nacional <a href="https://youtu.be/vcaxFn83800?si=6BHOk54i72w3PJVe">&#8220;Apesar de&#8221;</a>, que aborda a temática da violência sexual contra meninas. O filme narra a história da contorcionista Georgia Bergamim, abusada sexualmente pelo padrasto dos 8 aos 11 anos de idade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br>O título do longa é inspirado no trecho da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” de Clarice Lispector. No livro, a autora discorre sobre a necessidade de seguir em frente. “Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente”.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1630584&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1630584&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Georgia, hoje com 33 anos, conta que reconheceu sua condição de vítima de violência após escutar um relato compartilhado em uma roda de conversa, dez anos atrás. &#8220;Nunca me sentia por inteiro nos lugares, com as pessoas. Sempre sentia aquela coisa, um silêncio mesmo, que era um peso gigante&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa roda, me veio um gatilho muito forte e decidi que tinha que cavoucar aquilo para cicatrizar.&nbsp; Não queria mais ficar escondendo debaixo do tapete&#8221;, explica.<br><br>A sensação de deslocamento constante acabou sendo amainada à medida em que ela foi narrando as próprias experiências. Primeiro, para pessoas mais próximas, até chegar ao compartilhamento público, na internet. No filme, ela destaca que a&nbsp;arte circense mudou a relação dela com o mundo. &#8220;Eu vejo a contorção como o auge do controle do corpo&#8221;.<br><br>Uma das cenas de &#8220;Apesar de&#8221;, mostra a contorcionista gravando um vídeo para as redes sociais no qual ela questiona: “A cada hora, duas crianças com menos de 13 anos são abusadas sexualmente no Brasil. O que que a gente vai fazer com isso?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aceite do convite para rodar o filme teve relação com o modo como Georgia entende que deve reagir. &#8220;É como se sentisse que posso colaborar um pouco com o combate, a luta e ser um tipo de inspiração para as pessoas quebrarem o silêncio.&#8221;<br><br>A diretora Beatriz Prates lembra que conheceu Georgia por meio da produtora executiva do filme, Luciana Festi. Como matéria-prima do documentário, Beatriz reuniu diversas fotos, vídeos e escritos de Georgia, que, segundo ela, deixam transparecer como a violência a que foi reiteradamente submetida mudou até mesmo sua expressão no rosto. &#8220;Tem vários vídeos de aniversários, dos 8 aos 11 anos. Dá para você sentir, vendo o documentário, como o abuso vai mudando a vida daquela criança, o jeitinho de falar. É muito visual, você consegue perceber&#8221;, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a diretora, é necessário haver o comprometimento de todos na educação e proteção de crianças e adolescentes, o que inclui orientá-los sobre violências sexuais, para que consigam ser capazes de discernir sobre abusos e de denunciá-lo caso se vejam diante de alguém que tenta praticá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção foi realizada com o apoio da Cinemateca Brasileira. As fontes de financiamento são o Instituto Beja e o escritório Daniel Law. O documentário contou também com o apoio institucional de organizações como Childhood Brasil, Instituto Liberta e a Coalizão pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que, ao se analisar o período de 2019 a 2022, o último ano examinado foi o que registrou mais casos de estupro de vulnerável, foram quase 49 mil. Segundo o Código Penal, a pena prevista, para quem tiver conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menores de 14 anos é de 8 a 15 anos de reclusão.&nbsp;<br><br>&#8220;Apesar de&#8221; já foi selecionado para a 8ª Edição do Festival Internacional de Documentários mujerDOC, que ocorrerá na cidade de Sória, na Espanha, a partir de 9 de março, antes mesmo de estrear no Brasil. O festival, promovido pela ONG Mulheres do Mundo, destaca produções que abordam questões de gênero e o papel da mulher na sociedade. O documentário também foi exibido nos festivais&nbsp; &#8220;Bread and Roses&#8221;, nos Estados Unidos, e o CineFem, no Uruguai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil / Foto: © Maria Sem vergonha/Divulgação</p>



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