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	<title>Ádria Santos |</title>
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	<title>Ádria Santos |</title>
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		<title>Atleta cega conta como superou barreiras e conquistou 650 medalhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 11:28:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filha do Vento, Ádria Santos participou de 6 Jogos Paralímpicos Conhecida como Filha do Vento, Ádria Santos, a maior medalhista mulher do país, reúne feitos impressionantes. Tetracampeã paralímpica, ela tem 73 medalhas conquistadas em competições internacionais e outras 583 em provas nacionais, ao longo de 27 anos de carreira esportiva. Entre essas conquistas, estão as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Filha do Vento, Ádria Santos participou de 6 Jogos Paralímpicos</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" width="838" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 838px) 100vw, 838px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecida como Filha do Vento, Ádria Santos, a maior medalhista mulher do país, reúne feitos impressionantes. Tetracampeã paralímpica, ela tem 73 medalhas conquistadas em competições internacionais e outras 583 em provas nacionais, ao longo de 27 anos de carreira esportiva. Entre essas conquistas, estão as 13 medalhas em seis Jogos Paralímpicos: Seul, Barcelona, Atlanta, Sydney, Atenas e Pequim.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1514589&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1514589&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista exclusiva para a&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, a atleta de 48 anos conta sua trajetória de destaque no esporte e as perspectivas para o futuro, em uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/QKeilbaz-9ftE-Hj4Egn1O-4o_w=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/06_-_adria_paralimpiada_pequim_2008.jpg?itok=VOuKi9aV" alt="ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Adria Santos na Paralimpíada PEQUIM 2008.  Foto: Arquivo Pessoal" title="Arquivo pessoal"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Ádria Santos na Paralimpíada de Pequim, em 2008&nbsp;<strong>Arquivo pessoal/direitos reservados</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Ádria nasceu em Nanuque, no interior de Minas Gerais, em agosto de 1974, com retinose pigmentar, uma doença degenerativa nos olhos, e ficou completamente cega aos 18 anos – quando já havia se mudado com a família para Belo Horizonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atleta chegou a fazer transplante de córnea para amenizar fortes dores nos olhos, mas não voltou a enxergar. A cegueira, no entanto, não foi obstáculo. Auxiliada por um corredor chamado &#8220;guia&#8221;, se mantém ativa até hoje. Sem patrocínio no começo da carreira, Ádria buscou outros meios para se manter no esporte e sustentar a filha.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma pessoa com deficiência sempre encontra muitos desafios. Para as pessoas que têm capacidade de trazer resultados [nos esportes] como eu tinha quando comecei, não havia nenhum tipo de patrocínio. O esporte paralímpico não era divulgado como é hoje. Quando comecei havia essa dificuldade de ter material [de corrida] adequado, por exemplo&#8221;, afirma.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nas palavras de Ádria, o auge de sua carreira foram as Paralimpíadas de Sydney, em 2000. Na ocasião, ela conquistou duas medalhas de ouro, nos 100 metros (m) e 200m rasos. Esta última prova garantiu à velocista um recorde por 11 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com quatorze anos fiz a minha primeira participação em jogos paralímpicos, já voltando com duas medalhas de prata de Barcelona&#8221;, relembra. &#8220;Mas em Sydney foi o meu melhor momento. Eu estava muito bem fisicamente e o psicológico muito, muito trabalhado. A confiança na hora da prova foi muito importante em um momento que considero histórico para mim&#8221;, diz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Superação</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/_52yVppNro-KzGNYZqHR8NJTskk=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/00_-_adria_e_gerson_no_bloco_paralimpiada_sydney_2000.jpg?itok=AUe0t6YU" alt="ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Adria Santos Paralimpíada SYDNEY 2000.  Foto: Arquivo Pessoal" title="Arquivo pessoal"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Atleta compete na Paralimpíada de Sydney, em 2000-&nbsp;<strong>Arquivo pessoal/direitos reservados</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ádria, seu maior desafio foi deixar a carreira. A aposentadoria chegou dois anos após uma contusão no joelho em 2012, que a deixou de fora das Paralimpíadas de Londres. Ela conta que entrou em depressão e chegou a trancar todas as suas medalhas e prêmios em um quarto para que não pudesse vê-los.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Eu não tinha nem vontade de ver as minhas conquistas, aquilo para mim era como se tivesse acabado. Então chegou o momento que percebi que precisava de ajuda. Procurei um psicólogo e tive que tomar medicamentos e só saí disso voltando paras corridas”, diz.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Foi um momento bem ruim que eu passei. Esse sentimento é bem comum com atletas de alto rendimento, porque a gente vive intensamente, é muita adrenalina. A minha vida era só treinar, treinar, treinar. Era de segunda à sábado, treinava de manhã, de tarde e eu sempre fui muito focada, muito determinada. Sempre me coloquei metas. Eu vivi muitos anos assim, quando eu entrava numa pista tinha aquela sensação de fazer o meu melhor, sempre respeitando os adversários. Então, quando eu me vi fora, foi bem difícil&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A corrida voltou para a vida Ádria para resgatá-la do sofrimento, mas em vez de pistas de corrida em estádios, o palco eram as ruas. Antes, fez dança de salão, pole dance, pilates e chegou até o paraciclismo, em 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Comecei a praticar corrida [de rua], correr cinco quilômetros e fui colocando algumas metas e assim comecei a participar novamente de competições. As pessoas me reconheciam, me cumprimentavam: &#8216;que legal você estar aqui&#8217;. Mas elas não sabiam que eu estava precisando de ajuda, mas acabaram me ajudando a superar. Teve um momento em que eu não conseguia nem entrar em pista de atletismo, me dava ansiedade, pânico&#8221;, acrescenta.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/FdSJgywEf_YCx9p5VAXkwzLSztc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/07_-_adria_e_rafael_e_carlao_tocha_do_pan_2007.jpg?itok=3l9xKCuO" alt="ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Adria Santos no PAN 2007.  Foto: Arquivo Pessoal" title="Arquivo pessoal"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">No Brasil, durante os Panamericanos de 2007 &#8211;&nbsp;<strong>Arquivo pessoal/direitos reservados</strong></h6>



<h2 class="wp-block-heading">Dedicação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a atleta comanda o Instituto Ádria Santos, que oferece aulas gratuitas de atletismo para crianças de 6 a 12 anos, com ou sem deficiência, em Joinville, Santa Catarina. Com sua história de vida, Ádria busca incentivar os jovens a se dedicar ao esporte.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sempre tento mostrar não a minha deficiência, mas sim a capacidade que eu tenho de fazer algo que gosto. O atletismo é a minha paixão. Quando eu estou correndo, o sentimento é de liberdade e, para mim, isso é maravilhoso&#8221;, conta a atleta.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ádria, mostrar a importância da inclusão na formação dos pequenos: “brincando elas vão aprendendo as técnicas do atletismo e a convivência com a criança que tem uma deficiência ou mesmo comigo é muito importante. Eles vão vendo como é natural brincar comigo, mostrar as coisas para mim de algo que elas estão vendo&#8221;, descreve.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu digo que esse projeto é mais um troféu para mim. É o troféu mais importante, pois é o que estou vivendo hoje&#8221;, acrescenta.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conta que estimula as crianças atendidas pelo projeto a encontrar um esporte que realmente gostem para se dedicar, mas sem esquecer que nem todos serão recordistas ou medalhistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É o que eu falo paras minhas crianças: primeiro, nós temos que gostar da modalidade, ter coragem. Quando a gente faz algo que gosta, o resultado vem – sendo um atleta ou não. Nós sabemos que muitas pessoas praticam, mas poucos conseguem chegar a uma Olimpíada ou Paralimpíada. Eu digo que elas têm que fazer o melhor, pois a maior medalha e a que podemos ganhar em tudo é aquilo que fazemos com amor&#8221;, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Denise Griesinger</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil </p>



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