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		<title>Com Afrosinfônica no Grammy, maestro fala em &#8216;fortalecimento de uma orquestra negra&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Oct 2021 15:49:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 02 de Outubro de 2021 &#8211; 00:00 por Jamile Amine Estado cuja capital foi reconhecida pela Unesco como Cidade da Música e recentemente inaugurou um museu dedicado aos artistas da terra, a Bahia mostrou mais uma vez que tem “régua e compasso” ao abocanhar dez indicações no Grammy Latino (saiba mais). Dentre os baianos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/com-afrosinfonica-no-grammy-maestro-fala-em-fortalecimento-de-uma-orquestra-negra/">Com Afrosinfônica no Grammy, maestro fala em ‘fortalecimento de uma orquestra negra’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 02 de Outubro de 2021 &#8211; 00:00</p>



<p class="wp-block-paragraph">por Jamile Amine</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estado cuja capital foi reconhecida pela Unesco como Cidade da Música e recentemente inaugurou um museu dedicado aos artistas da terra, a Bahia mostrou mais uma vez que tem “régua e compasso” ao abocanhar dez indicações no Grammy Latino (<a href="https://www.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/41761-caetano-ivete-baianasystem-luedji-e-baroes-da-pisadinha-sao-indicados-ao-grammy-latino.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saiba mais</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os baianos que figuram na lista das melhores produções da indústria fonográfica latino-americana este ano está a Orquestra Afrosinfônica, que concorre na categoria de “Melhor Álbum de Música de Raízes” com “Orin a Língua dos Anjos” (2021), ao lado dos conterrâneos Luiz Caldas e Ivete Sangalo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem ligação com qualquer instituição mantenedora ou apoio de órgãos governamentais, segundo o maestro e diretor artístico Ubiratan Marques, a orquestra vive pela atitude e o amor dos integrantes. Mas para quem os obstáculos são regra e não exceção, estar entre os indicados em um prêmio internacional representa mais do que o reconhecimento bem-vindo, é também uma forma de resistir e ocupar espaços aparentemente inalcançáveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Todo mundo sabe que somos uma orquestra afro, de homens negros e mulheres negras. Então, essa dificuldade já começa a partir daí, porque geralmente todas as orquestras já têm um perfil que é aquela ideia do eurocentrismo, então você fazer um trabalho como esse, de uma certa forma, já é difícil”, comenta o maestro, que está à frente da Afrosinfônica há uma década, e entende que o maior prêmio é conseguir produzir, reafirmar a ancestralidade e “colocar pra fora” o que precisa ser dito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando você recebe uma indicação como essa, claro que a gente fica muito feliz, porque é um reconhecimento de tudo isso, de todo esse amor. É o fortalecimento de uma orquestra negra, e isso gera uma visibilidade pra muitos deles que estão ali falar ‘opa, tá vendo como é possível?’”, pontua o artista, que rechaça, no entanto, a rivalidade no mundo artístico. “Eu não vejo assim como uma competição, nunca achei que houvesse essa competição em música”, defende Ubiratan, citando o filósofo Plotino para reafirmar que “o maior objetivo da arte é despertar a alma do ser humano”. “A questão do prêmio, essas expectativas, eu confesso que eu não tenho muito nesse sentido. O prêmio é esse reconhecimento. Isso, não é só pra mim, mas pra Afrosinfônica e toda comunidade negra”, acrescenta. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.bahianoticias.com.br/fotos/entretenimento_noticias/41796/mg/maestroubiratan.jpg"><br>&#8220;<em>É o fortalecimento de uma orquestra negra, e isso gera uma visibilidade pra muitos deles que estão ali falar ‘opa, tá vendo como é possível?’&#8221;, diz o maestro Ubiratan Marques sobre a indicação ao Grammy Latino</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">UM DISCO EM MEIO À PANDEMIA<br>Agora indicado ao Grammy Latino, o álbum “Orin a Língua dos Anjos”, que nasceu do olhar sobre a ancestralidade e conversas de Ubiratan Marques com Mateus Aleluia sobre espiritualidade, parece ter contado com muito axé para se materializar no tempo certo. “Nós conseguimos ter esse álbum porque a gente gravou ali em 2019, começamos a mixar em 2020 e veio a pandemia. Então, 2020 foi um trabalho de pós e a gente conseguiu lançar”, lembra o maestro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título do disco, por sua vez, é uma exaltação à própria arte, pois a palavra “Orin” significa “canção”, no Iorubá. O conceito casa perfeitamente com o que prega a orquestra, já que, segundo o maestro, “a música, de uma certa forma, é a grande protagonista em torno da Afrosinfônica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“E essa música que a gente faz é completamente afrobrasileira, uma música brasileira. O Ildásio Tavares sempre disse isso pra mim ‘oh, maestro, Beethoven fazia música alemã, Gershwin fazia música americana, Debussy fazia música francesa, não é?’. E eu falava ‘é’. Então, é isso que a gente faz, a gente faz música brasileira”, destaca o diretor artístico. “Tem uma fala de Paulo César Pinheiro, ‘O Brasil não conhece o Brasil’, então é mais ou menos isso, a gente precisa valorizar e reconhecer cada vez mais a nossa cultura, que é tão bela”, avalia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produzido por André Magalhães e co-produzido por Ubiratan, o projeto tem 12 faixas e conta com participações de Mateus Aleluia, Baiana System, Gerônimo e do angolano Dodo Miranda. A capa é assinada pelo artista plástico Vik Muniz, que fez uma intervenção sobre o registro fotográfico de ensaios da Orquestra Afrosinfônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.bahianoticias.com.br/fotos/entretenimento_noticias/41796/mg/orquestraafrocapa.jpg"><br><em>Capa do disco é assinada por VIk Muniz</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AMULETO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a vida &#8211; e também a música &#8211; podem ser cheios de coincidências, uma das faixas do “Orin a Língua dos Anjos”, “Água”, abriu o disco “O Futuro Não Demora”, que rendeu o Grammy Latino ao BaianaSystem, na categoria de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa. Falta saber agora se a canção vai se firmar como um amuleto e ajudar a Orquestra Afrosinfônica a conquistar o prêmio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Olhe, eu gosto muito de ‘Água’ sim, eu acho uma música muito bonita. Essa coisa de amuleto (risos), basta dizer que a Bahia é tão mística… Mas eu acho que realmente é um amuleto no sentido de abrir caminho, porque a água na verdade é exatamente isso”, disse Ubiratan Marques, que é um dos autores da canção, junto com o grupo. “Inclusive, tem um ditado de um indiano que usa a água pra poder descrever a música. Porque lá na Índia dizem que são 22 duas notas no sul e no norte são 21. Então perguntaram a esse grande mestre qual é o lugar que está certo, no sul ou no norte, e aí ele fala: ‘Olha, a música é como a água, ela não tem divisão’. E a água tem isso, ela sempre está caminhando, ela passa por obstáculos, então isso é uma maravilha”, conta o maestro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ouça a música &#8220;Àgua&#8221;, uma das faixas do disco indicado ao Grammy Latino:</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br>FUTURO<br>Durante os quase dois anos de trabalhos comprometidos por causa da pandemia, a Afrosinfônica não parou e tem tentado se adaptar ao virtual, mas o Ubiratan diz que as dificuldades são imensas. “Todas as atividades da orquestra são feitas na Casa da Ponte, assim como nossa escola, que é o Núcleo Moderno de Música, assim como quase tudo está lá, mas por causa da pandemia nós fechamos o espaço”, relata o maestro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Driblando os obstáculos, a orquestra tem realizado uma série de concertos com grupos afro da Bahia e de fora. “A gente fez lá com o maracatu pernambucano Nação Estrela Brilhante, em Recife; fizemos aqui com Malê Debalê, com o Ilê; iremos fazer ainda em Minas Gerais com o congado Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, e participação de Sérgio Pererê”, conta o artista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros projetos, entretanto, aguardam o sinal verde para uma retomada mais robusta dos espetáculos presenciais. “O que a gente conseguir fazer no audiovisual, por exemplo, esses concertos afro, acredito que a gente deva dar continuidade no virtual. Mas tem outros que, infelizmente, são concertos mesmo, discos, outras coisas que a gente tem. Tem um concerto que a gente está pra estrear, se chama ‘Colina das Sombras’, que é do nosso terceiro álbum, a partir de um poema contra o racismo. Esse é um projeto que a gente está com ele pronto, mas precisa ensaiar. Não dá pra ensaiar virtualmente”, revela Ubiratan. “Temos muitas coisas, mas a gente precisa, realmente, que as coisas voltem ao normal”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Notícias/Foto:Reprodução / Facebook</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/com-afrosinfonica-no-grammy-maestro-fala-em-fortalecimento-de-uma-orquestra-negra/">Com Afrosinfônica no Grammy, maestro fala em ‘fortalecimento de uma orquestra negra’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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