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	<title>alexitimia |</title>
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	<title>alexitimia |</title>
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		<title>Entenda o que é alexitimia, dificuldade de reconhecer e expressar emoções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 12:39:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores sugerem que a condição está diretamente relacionada ao contexto social do indivíduo, marcado pela competição econômica e social, empobrecimento da linguagem oral e escrita e crescente sofrimento cotidiano A dificuldade de reconhecer e expressar emoções é caracterizada como uma condição mental chamada alexitimia. Relativamente novo, o conceito da psicologia é alvo de estudos que buscam explicar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores sugerem que a condição está diretamente relacionada ao contexto social do indivíduo, marcado pela competição econômica e social, empobrecimento da linguagem oral e escrita e crescente sofrimento cotidiano</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" width="834" height="104" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 834px) 100vw, 834px" /></figure>



<p>A dificuldade de reconhecer e expressar emoções é caracterizada como uma <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/saude-mental/">condição mental</a> chamada alexitimia. Relativamente novo, o conceito da psicologia é alvo de estudos que buscam explicar a origem do problema.</p>



<p>Estudos apontam que a condição tem relação com distúrbios físicos, levando a uma classificação de doença psicossomática, agravada pelo sofrimento psicológico. Por outro lado, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) sugerem que a associação não tenha sido demonstrada na prática e pode ser, na verdade, fruto de uma construção social.</p>



<p>Em um artigo elaborado com base na revisão da&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/pesquisa-cientifica/">literatura científica</a>, professores do Instituto de Psicologia da USP sugerem que a alexitimia está diretamente relacionada ao contexto social do indivíduo, marcado pela competição econômica e social, empobrecimento da linguagem oral e escrita e crescente sofrimento cotidiano. Os resultados foram publicados na revista científica Neurociências e Comportamento.</p>



<p>Segundo descrevem os autores, o pensamento dos pacientes com&nbsp;<strong>alexitimia</strong>&nbsp;“é voltado para o exterior, de traços afetivos pobres, escasso valor simbólico e predominantemente operatório, ou seja, relações interpessoais baseadas em ligações utilitárias, carentes de afeto, com dificuldade de apreender os próprios sentimentos e os dos outros, com tendência à dependência ou à solidão”.</p>



<p>“Na década de 1980, essas teorias tentavam relacionar configurações mentais com determinadas doenças físicas, notadamente àquelas denominadas de forma extremamente equivocada de ‘doenças psicossomáticas’, e começaram a se tornar predominantes. O grande problema é que na nossa prática clínica e de pesquisa das inter-relações mente-corpo, ou seja, da psicossomática, isto não era evidenciado”, afirmam&nbsp;os professores Avelino Luiz Rodrigues e Allan Felippe Rodrigues Caetano, autores do artigo, em comunicado.</p>



<ul class="wp-block-list"></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Origens da alexitimia</h2>



<p>A alexitimia já foi considerada uma forma de funcionamento mental que seria característica das “doenças psicossomáticas”, que são aquelas causadas ou agravadas por sofrimento psicológico. A associação tinha como base uma suposta dificuldade na capacidade simbólica de representar emoções, mantendo-se assim um estado de tensão emocional que contribuiria para o surgimento de sintomas físicos.</p>



<p>“Hoje sabemos que a associação entre alexitimia e doença orgânica não tem sido evidenciada de forma consistente na literatura, sendo, portanto, questionada. Encontramos pessoas clinicamente saudáveis com características alexitímicas”, apontam os pesquisadores.</p>



<p>Os autores citam um estudo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo em parceria com o Instituto de Psicologia da USP, em 1997. A pesquisa avaliou 15 famílias com filhos assintomáticos, identificando que as mães apresentavam maiores índices de estresse e os pais maiores dificuldades na expressão do afeto.</p>



<p>“Eles concluem que a alexitimia pode ser encontrada na personalidade do tempo atual, características de um perfil socialmente esperado e ambos os achados parecem decorrentes dos papéis desenvolvidos pelo homem e pela mulher na família brasileira”, relatam.</p>



<p>Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da alexitimia e a dificuldade de expressar sentimentos na composição da sociedade em que estamos inseridos. De acordo com os especialistas da USP, há um sofrimento aflitivo crescente e cotidiano, com um aumento da competição social e econômica, além de uma exposição a um volume de informações que dificulta a elaboração cognitiva plena.</p>



<p>“O sujeito é governado pelo impulso de possuir e dominado por um pensamento operatório, uma mentalidade racionalista e racionalizante, uma razão sempre instrumental”, observam. “Afinal, há um predomínio de um pensamento concreto”.</p>



<p>Os pesquisadores destacam que o entendimento da alexitimia como resultado de uma construção social pode contribuir para a compreensão do desenvolvimento da condição.</p>



<p>“O que se oferece para discussão neste artigo é que a alexitimia e o pensamento operatório, apresentados como os mais correntes do processo de somatização, na verdade, são construções sociais, tipificações, formas emblemáticas do nosso tempo, e desde há muito sabemos que o organismo e, ainda mais, o eu, não podem ser devidamente compreendidos fora do particular contexto social em que foram formados”, pontuam.</p>



<p><em>(Com informações de Júlio Bernardes, do Jornal da USP)</em></p>



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