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	<title>alimentos ultraprocessados |</title>
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	<title>alimentos ultraprocessados |</title>
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		<title>As indústrias que matam 2,7 milhões por ano na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2024 16:28:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo OMS, indústrias do álcool, tabaco, alimentos ultraprocessados e de combustíveis fósseis causam 7 mil mortes por dia somente na Europa. Quarta, 12 de junho de 2024 A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira (12/06) que as indústrias do álcool, tabaco,&#160;alimentos ultraprocessados&#160;e de combustíveis fósseis causam 2,7 milhões mortes na Europa por ano.&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segundo OMS, indústrias do álcool, tabaco, alimentos ultraprocessados e de combustíveis fósseis causam 7 mil mortes por dia somente na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quarta, 12 de junho de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.dw.com/pt-br/organiza%C3%A7%C3%A3o-mundial-da-sa%C3%BAde/t-19570721">OMS</a>) afirmou nesta quarta-feira (12/06) que as indústrias do álcool, tabaco,&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/98-dos-ultraprocessados-no-brasil-t%C3%AAm-ingredientes-nocivos/a-66669635">alimentos ultraprocessados</a>&nbsp;e de combustíveis fósseis causam 2,7 milhões mortes na Europa por ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essas quatro indústrias matam pelo menos 7.000 pessoas em nossa região todos os dias&#8221;, destacou Hans Kluge, diretor do escritório europeu da OMS, em um comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a OMS, cerca de 1,15 milhão de mortes por ano na Europa são causadas pelo tabagismo, 426.857 pelo álcool, 117.290 por dietas ricas em carnes processadas e 252.187 por dietas ricas em sal. Outros 578.908 óbitos são causados pela poluição gerada por combustíveis fósseis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses números não incluem as mortes causadas por obesidade, pressão alta, alto nível de açúcar no sangue ou alto nível de colesterol – todas ligadas a dietas não saudáveis, segundo a agência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agência da ONU acusou esses quatro setores de obstruírem as políticas públicas que poderiam prejudicar os seus lucros, acrescentando que as táticas do setor incluem estratégias de marketing, desinformação, promoções nos meios de comunicações e &#8220;subversão da ciência&#8221; através, por exemplo, do financiamento de pesquisas que promovem seus objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essas táticas ameaçam os avanços de saúde pública do século passado e impedem que os países atinjam suas metas de saúde&#8221;, disse a OMS. O relatório da agência ressalta que o lobby da indústria estava prejudicando os esforços para o combate de doenças não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes..</p>



<h2 class="wp-block-heading">Legislação mais rígida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS destacou que o &#8220;interesse primário de todas as grandes corporações é o lucro&#8221;, e ter uma grande participação no mercado &#8220;muitas vezes também se traduz em poder político&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 60% dos adultos e um terço das crianças na Europa estão com sobrepeso ou são&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/a-cada-sete-crian%C3%A7as-uma-%C3%A9-obesa-no-brasil/a-68438855">obesos</a>, de acordo com a OMS. Os dados mais recentes, de 2017, mostraram que uma em cada cinco mortes atribuídas a doenças cardiovasculares e câncer na Europa foi resultado de hábitos alimentares pouco saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS pede que os países apliquem&nbsp;regulamentações mais rigorosas para a comercialização de produtos não saudáveis, e contra práticas monopolistas e lobby. &#8220;As pessoas sempre devem ser prioridade&#8221;, afirma Kluge.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">lr/cn (AFP, dpa, EFE) / Cigarro causa 1,15 milhão de mortes por ano na Europa, segundo a OMS<small>Foto: Christin Klose/dpa/picture alliance</small></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Doenças gordurosa do fígado" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ukiOYzWwzrU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Fórum Econômico Mundial acende alerta vermelho contra os alimentos ultraprocessados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 06:45:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ricardo Abramovay afirma que a prioridade hoje está na diversificação dos produtos agrícolas, mas que os interesses consolidados dificultam essa mudança Terça, 23 de janeiro de 2024 O Fórum Econômico Mundial (FEM) de 2024 ocorre em Davos, na Suíça, e diferentes líderes políticos e empresariais discutem as questões mais importantes da atualidade. Nesta semana, durante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Ricardo Abramovay afirma que a prioridade hoje está na diversificação dos produtos agrícolas, mas que os interesses consolidados dificultam essa mudança</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Terça, 23 de janeiro de 2024</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/ULTRAPROCESSADOS-DAVOS_PROFo_RICARDO-ABROMOVAY_EDITADA.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption">Radio USP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum Econômico Mundial (FEM) de 2024 ocorre em Davos, na Suíça, e diferentes líderes políticos e empresariais discutem as questões mais importantes da atualidade. Nesta semana, durante a reunião, um&nbsp;<a href="https://www.weforum.org/publications/transforming-the-global-food-system-for-human-health-and-resilience/">estudo do fórum</a>&nbsp;defende a transformação profunda na qualidade da alimentação, visando especialmente aos alimentos ultraprocessados, e alerta para o descompromisso das gigantes do setor agropecuário com as promessas de práticas regenerativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Ricardo Abramovay, titular da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo, desenvolve sobre mudanças no sistema agropecuário atual que promovam mudanças significativas na alimentação da sociedade por meio da diminuição dos ultraprocessados e outros feitos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Debate no fórum</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Abramovay destaca a importância do FEM em ligar o sinal vermelho para esse tema, o qual, até dez anos atrás, era objeto de um gradualismo, quase sem repercussão nas práticas cotidianas. Ele expõe que isso ocorria devido à revolução verde, ocorrida a partir dos anos de 1960, que tinha o objetivo de combater a fome que assolava mais da metade da população mundial e se traduziu na concentração da produção — 75% das calorias consumidas globalmente estão divididas em seis tipos de alimentos: arroz, trigo, milho, soja, batata e cana-de-açúcar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized" id="attachment_507490"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/04/20220411_ricardo_abramovay.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-507490" style="width:144px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Abramovay – Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O docente afirma que esse cenário acabou: “Esse método funcionou durante 30 anos, só que a crise climática se materializou em eventos extremos cada vez mais recorrentes, como a seca na Argentina, no Cerrado até o Sul do Brasil ou nas grandes planícies europeias. Isso está mostrando a inviabilidade daquilo que foi o método pelo qual a humanidade conseguiu combater a fome, temos que encontrar outro método”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Consequência para a saúde</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o especialista, o Brasil é pioneiro na pesquisa científica na área de Nutrição, com destaque para os professores da Faculdade de Saúde Pública da USP, e tem seu trabalho reconhecido internacionalmente como revolucionário. “Até então, todo o raciocínio se concentrava nos nutrientes da alimentação, o que essa equipe da FSP fez nos últimos 20 anos foi mostrar que mais importante do que o conteúdo de nutrientes e micronutrientes é a maneira como o alimento é transformado”, discorre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que existem quatro tipos de alimentos: naturais, minimamente processados, industrializados e, por último, os ultraprocessados — um conjunto que mal pode ser chamado de alimento, visto que são totalmente arranjados artificialmente pela indústria para ter sabor, textura, aroma, cor e aparência. Por exemplo, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, 60% das calorias consumidas pelos indivíduos correspondem a esse tipo de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o professor ressalta que isso não é especificidade das nações mais ricas, destacando que 62% da população que sofre de obesidade no mundo estão nos países em desenvolvimento. Isso ocorre por conta do alto custo para manutenção de uma dieta saudável, que obriga 42% das pessoas no mundo a recorrerem a esses produtos com deficiência nutricional, diante dos quais o corpo humano não está preparado evolutivamente para ingerir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a esse cenário, mais de 2 bilhões de indivíduos estão em situação de obesidade, ou sobrepeso, em conjunto a carências nutricionais em ferro, zinco e outros. Além disso, o Fórum Econômico Mundial aponta que esses alimentos ultraprocessados estão na origem das doenças que mais matam no globo, inclusive mais do que a fome, como as cardiovasculares e diferentes tipos de câncer:&nbsp;“A conclusão do FEM é que precisamos urgentemente diversificar o sistema agroalimentar, não só a alimentação, tem que diversificar o conjunto do sistema, inclusive no que se refere à oferta de produtos animais”, elucida o docente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mudanças no sistema</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, regente do G20 desde dezembro de 2023, por meio do seu presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfatizou a luta contra a pobreza e a desigualdade, clima e governança global. Nesse sentido, o sistema agroalimentar é responsável por um terço das emissões de gases do efeito estufa, assim sendo, sua transformação é premissa para o avanço contra as desigualdades e a fome no mundo, afirma o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abramovay comenta que o número de famintos no planeta aumentou em torno de 150 milhões de indivíduos, portanto, a conferência do G20 marcada para setembro deste ano no Brasil, deve focar nessa temática. Por fim, ele destaca uma reunião que acontecerá em fevereiro, entre os ministros das Finanças dos países do G20: “A USP, por meio de várias unidades, vai ter participação diversa no encontro e, em particular, vamos insistir nesse tema da urgência de superar a monotonia do sistema agroalimentar global como uma premissa para que a gente possa avançar na luta contra a fome e as desigualdades, pelo bem-estar animal e pelo desenvolvimento sustentável”.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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