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	<title>Anti-inflamatorio |</title>
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	<title>Anti-inflamatorio |</title>
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		<title>Cientistas atestam efeito anti-inflamatório da proteína klotho em neurônios de animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 05:36:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho em laboratório mostra potencial terapêutico da molécula em doenças que possuem componente neuroinflamatório Texto: Ivan Conterno &#8211; Segunda, 9 de janeiro de 2023 Uma pesquisa do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP demonstrou, pela primeira vez, o efeito anti-inflamatório e neuroprotetor da proteína klotho em neurônios de camundongos recém-nascidos. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Trabalho em laboratório mostra potencial terapêutico da molécula em doenças que possuem componente neuroinflamatório</p>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Ivan Conterno &#8211; Segunda, 9 de janeiro de 2023</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP demonstrou, pela primeira vez, o efeito anti-inflamatório e neuroprotetor da proteína klotho em neurônios de camundongos recém-nascidos. Essa molécula age tanto no conjunto de células que protegem os neurônios, reduzindo a toxicidade do meio, quanto inibindo a atuação das substâncias inflamatórias liberadas.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">É difícil avaliar como todos esses agentes atuam em um animal vivo, mas são correlações que sugerem um possível vínculo de causalidade. O modelo revela uma ação pontual, mas existe uma conexão muito grande entre a klotho e a prevenção de doenças neurodegenerativas. Para serem produzidos medicamentos baseados nesses estudos, entretanto, é necessário avaliar também a atuação da proteína no longo prazo e seus possíveis efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A klotho é uma molécula que pode ser encontrada tanto em volta das membranas celulares quanto em forma solúvel, como no sangue. Ela é comumente associada ao rim: os ossos liberam um hormônio cujos receptores das células do rim se juntam à proteína. Essa interação libera a vitamina D.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos mais recentes indicam também que a molécula tem um papel importante no sistema nervoso central, sendo que a falta dela está relacionada ao envelhecimento dos neurônios. A descoberta desse mecanismo foi documentada em 1997. Desde então, a função da proteína no cérebro ainda não foi totalmente compreendida, mas sabe-se que a injeção dela em animais já apresentou bons resultados. Por isso, ela é tida como uma espécie de “elixir da juventude”, na medida em que alimenta e protege os neurônios das adversidades do tempo. Caso estudos futuros confirmem o seu papel na produção de novos neurônios, ela poderá ser usada como um suporte para evitar doenças neurodegenerativas e psiquiátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A klotho se constitui numa proteína com uma perspectiva muito promissora de ter um efeito interessante em processos degenerativos ou em doenças neurológicas e neuropsiquiátricas cujo componente inflamatório é um fator que tem um papel muito importante. Hoje a gente sabe que&nbsp;<em>[a falta dela]</em>&nbsp;está envolvida na depressão, na psicose e em uma série de transtornos”, aponta ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;o professor do ICB Cristoforo Scavone, coordenador do estudo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/Cristoforo-Scavone-foto-pz9jaifjbtz75zt7e2faz9grafsjxh7optm9bx2mo4.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Cristoforo Scavone - Foto: Cecília Bastos/USP Imagens" width="-32" height="-32" title="Cristoforo-Scavone-foto"/><figcaption>Cristoforo Scavone &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">A pesquisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Autores do artigo <em><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-022-21132-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Neuroprotective action of α‑klotho against lipopolissacarídeo‑activated glia conditioned medium in primary neuronal culture</a></em>, Vinicius Nakao e Caio Henrique Mazucanti, ex-alunos da pós-graduação do ICB, inicialmente procuraram entender se a proteína realmente tinha a capacidade de proteger as células do cérebro de doenças neurodegenerativas. Para isso, as células que protegem e interagem com os neurônios, cultivadas em frascos, foram provocadas com lipopolissacarídeos na presença e na ausência da klotho. Os lipopolissacarídeos são componentes das paredes das células de bactérias gram-negativas que provocam uma rápida resposta do sistema imunológico, causando inflamação das células.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70023" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Feito isso, as substâncias liberadas foram recolhidas e adicionadas aos frascos que continham somente neurônios. Neste experimento, os cientistas constataram que foram liberadas mais moléculas inflamatórias que provocam a morte de neurônios quando as demais células do sistema nervoso não eram tratadas com a klotho. Isso é importante porque a presença de uma inflamação crônica é justamente a resposta imunológica exagerada responsável pela degeneração dos neurônios. Sem a inflamação, há menor chance de desenvolver doenças como Alzheimer e Parkinson, que ocorrem em geral em idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda etapa, tentou-se verificar se esse resultado ocorria por conta da interação da proteína com as células que revestem os neurônios ou se a molécula estudada também interagia diretamente com o meio produzido. Para isso, foram coletadas as substâncias inflamatórias na ausência da klotho e adicionadas aos neurônios. A molécula, dessa vez, foi adicionada somente nessa fase, ao mesmo tempo em que deixava de ser adicionada em um outro recipiente idêntico para que fossem comparados. Com isso, concluiu-se que a klotho também protegia os neurônios da toxicidade produzida pelo meio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que os exercícios físicos e a boa alimentação estimulam a produção de neurônios, fortalecendo a saúde de uma maneira geral. Ocorre que, no envelhecimento, há uma inflamação sistêmica crônica e é esse fator que está associado aos déficits cognitivos e às doenças neurológicas. Por isso, quando produzida em quantidades suficientes, a klotho tem um efeito protetor contra essas doenças e alguns tipos de lesões cerebrais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/12/20221216_rat-hippocamp.jpg?fit=1024%2C651&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption>Foto: Reprodução/Wikimedia Commons</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Envelhecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante sua carreira, o professor Cristoforo Scavone, do ICB, se interessou por estudar as bases moleculares associadas às doenças neurodegenerativas, procurando entender por que essas doenças ocorrem no envelhecimento e por que algumas pessoas conseguem envelhecer de forma mais saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto à professora Regina Markus, ele estudou o envelhecimento através de marcadores observados em laboratório. Nesse percurso, notou-se que os pacientes de diálise tinham um déficit cognitivo e que havia alguns sinais característicos nas amostras de sangue dessas pessoas, como o estresse oxidativo. A partir dessa pista, ele passou a fazer testes em animais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Scavone procurou modelos que pudessem estar associados ao envelhecimento, passando a estudar a proteína klotho. Na época, fez um estudo relacionando a doença renal crônica com o desenvolvimento de déficit cognitivo associado à neuroinflamação e constatou que essa proteína estava em menor concentração nesses casos. Isso tinha correlação com o aparecimento desses déficits, como perda de memória e demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, constatou-se que o ácido glutâmico e a modulação da insulina provocam liberação de klotho do neurônio, que, por sua vez, estimula a formação de lactato astrocitário. O lactato, por sua vez, pode ser usado pelas células neuronais como substrato metabólico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns processos fisiológicos e patológicos dificultam a produção da klotho, como doenças do envelhecimento e danos renais. Ratos com hipertensão espontânea, cujo rim foi removido ou com diabete tipo 1, por exemplo, tiveram a produção da proteína diminuída, o que leva a aumentar a toxicidade no organismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Envelhecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A klotho é uma proteína antienvelhecimento que protege as células renais, inibindo a produção de citocinas inflamatórias, uma resposta imunológica nociva, e a formação de necrose tumoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências sugerem que a molécula está associada às membranas das células dos rins. As formas solúveis da proteína, porém, podem ser encontradas em fluidos como o sangue, a urina e o líquido presente no cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem estudos que mostram a ação protetora da klotho em células renais. O trabalho publicado teve como objetivo avaliar os efeitos da molécula em células cerebrais de camundongos isoladas. O meio condicionado foi usado para induzir à morte dos neurônios e avaliar se a molécula estudada poderia reverter o efeito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As células utilizadas foram colhidas de animais recém-nascidos, menos resistentes que células tumorais produzidas artificialmente, que são utilizadas em outros estudos. Por meio delas, é possível observar uma situação fisiológica normal, não alterada. Quando células tumorais são usadas, há mudanças genéticas e alterações nas respostas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento foi realizado seguindo as diretrizes&nbsp;<em>Animal Research: Reporting of In Vivo Experiments</em>&nbsp;<em>(Arrive)</em>, que se assemelham ao Princípio Ético em Pesquisa Animal adotado pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Concea) e foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal (CEEA) do ICB.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os neurônios foram mantidos por duas semanas em um suplemento de meio neurobasal. Passados quinze dias, as células foram tratadas com proteínas klotho sintetizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: e-mail criscavone@usp.br, com Cristoforo Scavone</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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