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	<title>Atenção Primária |</title>
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	<title>Atenção Primária |</title>
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		<title>Programa Mais Médicos cresce 99% e amplia acesso à Atenção Primária em 4,5 mil municípios brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 12:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de profissionais passou de 13,7 mil para 27,3 mil entre 2023 e 2025 e alcança todos os Distritos Indígenas, com ações de gestão alinhadas às recomendações dos órgãos de controle O Ministério da Saúde ampliou em 99% o número de profissionais do&#160;Programa Mais Médicos&#160;nos últimos três anos, passando de 13,7 mil para 27,3 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O número de profissionais passou de 13,7 mil para 27,3 mil entre 2023 e 2025 e alcança todos os Distritos Indígenas, com ações de gestão alinhadas às recomendações dos órgãos de controle</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde ampliou em 99% o número de profissionais do&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sgtes/mais-medicos" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Programa Mais Médicos&nbsp;</a>nos últimos três anos, passando de 13,7 mil para 27,3 mil médicos em atuação. Esse fortalecimento permitiu ao&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/sus" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Sistema Único de Saúde (SUS)&nbsp;</a>ampliar a cobertura e qualificar a assistência na&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Atenção Primária&nbsp;</a>à Saúde, contribuindo para a redução de agravos à saúde e de internações evitáveis em 4,5 mil municípios brasileiros. Nesses territórios, 60% dos médicos que atuam em municípios de alta vulnerabilidade fazem parte do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação do programa tem impacto direto na garantia de acesso equitativo ao cuidado em saúde para cerca de 67 milhões de brasileiros. Entre 2022 e 2025, o número de atendimentos na Atenção Primária — porta de entrada do SUS — cresceu 30%, passando de 23,9 milhões para mais de 31 milhões de atendimentos anuais. Esse avanço foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento dos atendimentos realizados por médicos que integram as atuais 60,4 mil equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas áreas indígenas, o avanço é ainda mais expressivo. O número de médicos atuando nos&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai/estrutura/dsei" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI)&nbsp;</a>mais que dobrou, passando de 325 profissionais em 2022 para 706 médicos em 2025, ampliando o acesso à atenção básica em territórios historicamente desassistidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Redução de internações e óbitos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa contribuiu para a melhoria dos indicadores de saúde nos municípios mais vulneráveis, com redução das internações por condições sensíveis à Atenção Primária à Saúde (ICSAP), como insuficiência cardíaca, gastroenterite e asma. Estudos apontam queda de 2,3% nas internações evitáveis entre pessoas de 0 a 64 anos, com reduções mais acentuadas entre crianças de 0 a 4 anos (–3,7%) e adultos de 20 a 64 anos (3,1%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Municípios com maior presença de médicos do Mais Médicos registraram as maiores reduções, evidenciando o impacto do programa na qualificação do cuidado, no fortalecimento do pré-natal e na redução da mortalidade infantil.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fixação de profissionais nos territórios</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Mais Médicos também tem desempenhado papel fundamental na fixação de médicos em municípios de pequeno porte, áreas rurais, periferias urbanas e territórios de maior vulnerabilidade social. Em 2024, o programa apresentou médias de permanência dos profissionais superiores em todas as regiões do Brasil, chegando a pelo menos nove meses na Região Norte, em contraste com os cinco meses observados entre médicos que não atuam pelo Mais Médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao articular provimento contínuo, incentivos à permanência e estratégias de formação vinculadas à prática na Atenção Primária à Saúde, o programa reduz a rotatividade de profissionais e fortalece os vínculos entre médicos, equipes de saúde e a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, a rotatividade dos profissionais que não atuavam pelo Mais Médicos chegou a 118,6%, indicando que, ao longo de um ano, o número de desligamentos se tornou um problema relevante para os gestores locais. Já entre os médicos do programa, as taxas foram sistematicamente menores, variando entre 75,2% e 91,1%, a depender da região.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Transparência e acompanhamento do Mais Médicos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2023, o Ministério da Saúde vem atuando, com os gestores locais, no aprimoramento do programa Mais Médicos, com a implementação de ações alinhadas às recomendações de órgãos federais que atuam no controle e fiscalização dos recursos públicos, como a Controladoria-Geral da União (CGU). Nesse contexto, a pasta lançou o Painel de Monitoramento do Mais Médicos, ferramenta pública que amplia a transparência e permite o acompanhamento sistemático de informações sobre alocação de profissionais, cobertura assistencial e permanência nos territórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ‘Relatório de Avaliação do Programa Mais Médicos &#8211; Exercício 2024’, que analisa o programa, a instituição reconhece avanços, melhorias de gestão e objetivos alcançados pelo Mais Médicos. Entre as iniciativas, destacam-se parcerias com universidades federais para o desenvolvimento de indicadores, simulações de impacto e algoritmos de priorização territorial, com o objetivo de avançar na fixação de profissionais em áreas de maior vulnerabilidade e melhorar os resultados em saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde segue acompanhando a execução do programa e desenvolvendo novas ações para aprimorar sua gestão e ampliar seus resultados nos territórios, com base em evidências, avaliações contínuas e no diálogo com estados e municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2013, o programa também tem papel estratégico ao promover maior equidade na distribuição de profissionais e ampliar o acesso aos serviços de saúde em regiões historicamente desassistidas. Além do provimento emergencial de médicos, o Mais Médicos contribui para a formação e a qualificação profissional, ao integrar ensino, serviço e comunidade. Essa abordagem favorece a melhoria contínua da qualidade do cuidado, o fortalecimento das equipes de saúde da família e a sustentabilidade do SUS, com impactos positivos nos indicadores de saúde e na redução das desigualdades regionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Victor Almeida<br>Ministério da Saúde</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/dezembro/programa-mais-medicos-cresce-99-e-amplia-acesso-a-atencao-primaria-em-4-5-mil-municipios-brasileiros" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/dezembro/programa-mais-medicos-cresce-99-e-amplia-acesso-a-atencao-primaria-em-4-5-mil-municipios-brasileiros</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A SAÚDE PÚBLICA NEGLIGENCIADA E A MEDICINA VETERINÁRIA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/IinadPgsw-8?start=16&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Atenção Primária: o presente e o futuro do SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 14:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ataque do governo estadunidense ao programa brasileiro Mais Médicos, por meio do cancelamento de vistos de pessoas envolvidas com sua criação, são exemplos práticos de como cada país entende saúde e democracia. É o que afirmou&#160;Lígia Giovanella, em entrevista ao&#160;Outra Saúde&#160;na qual tratou da Atenção Básica e sua importância para o futuro do SUS. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O ataque do governo estadunidense ao programa brasileiro Mais Médicos, por meio do cancelamento de vistos de pessoas envolvidas com sua criação, são exemplos práticos de como cada país entende saúde e democracia. É o que afirmou<strong>&nbsp;Lígia Giovanella</strong>, em entrevista ao<em>&nbsp;<strong>Outra Saúde</strong></em>&nbsp;na qual tratou da Atenção Básica e sua importância para o futuro do SUS. “É todo o contraste do sistema de saúde dos Estados Unidos, o país com maiores gastos no setor do mundo (17% do PIB), e que mesmo assim deixa uma parte da população descoberta”, refletiu.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é uma das sínteses que se extrai da entrevista que compõe a série&nbsp;<strong><a href="https://outraspalavras.net/sus35anos/">35 anos do SUS</a></strong>, que culminará em um seminário na Fundação Escola de Sociologia e Política nos dias 18 e 19 de setembro. Ao refletir sobre o presente, Giovanella analisou o SUS após três décadas e meia de sua criação, em especial na Atenção Primária à Saúde, área onde tem larga experiência como pesquisadora. Ela participou do grupo coordenador do&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/censo-das-ubs-traz-raio-x-inedito-do-sus/">Censo Nacional das Unidades Básicas de Saúde (UBS)</a>, foco central da entrevista concedida à série.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“[O Censo] mostrou os avanços, fragilidades e desafios, com as diversidades e desigualdades regionais. Outro aspecto muito importante é a integração das Unidades Básicas com a atenção especializada e o fato de 90% das unidades já terem seus prontuários digitalizados”, analisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre outros números, a pesquisa mostrou avanços na quantidade de médicos pelo país e, principalmente, do crescimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), presente em 67% das unidades. Considerada essencial para a realização dos princípios do SUS, não só oferece o atendimento clínico como também leva sua ação para dentro das próprias comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São muitos os estudos que mostram os efeitos positivos do aumento da cobertura&nbsp;sustentada na Estratégia Saúde da Família, com impactos e efeitos positivos na saúde da população. Está demonstrado que diminui a mortalidade infantil, que há efeitos sinérgicos para populações muito vulnerabilizadas, no acesso ao Bolsa Família…”, enumerou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua visão, o governo Lula conseguiu retomar padrões mínimos de investimento em saúde e os resultados são palpáveis. Mas destaca que ainda há fragilidades profundas nas UBSs, como a carência de equipamentos essenciais para uma atenção resolutiva e as gritantes desigualdades regionais na estrutura e organização das UBS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois desafios críticos foram postos em evidência: a integração do sistema e a participação social. Apesar da ampla adoção de prontuários eletrônicos (90%), a integração desses registros com a rede especializada é muito baixa, inferior a 20%, o que dificulta a continuidade do cuidado. Paralelamente, a participação social, pilar do SUS, mostra-se frágil: apenas 36% das UBS possuem um conselho local de saúde. Ela também menciona preocupações com as condições de trabalho (haverá um Censo de trabalhadores da saúde) e com o financiamento estatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não defendo que todas as pessoas que trabalham no SUS devam ser servidores públicos de carreira, mas todos devem ter relações de trabalho decentes. Sou estudiosa das reformas da saúde na América Latina e nenhum país tem resultados mais positivos que o Brasil”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, Giovanella acredita haver subsídios suficientes para prosseguir na “utopia de construir um sistema público universal de saúde, com financiamento predominantemente público, orientado por uma Atenção Primária abrangente, integral, no modelo da saúde da família, que é territorial, comunitária, bem integrada à rede de serviços de boa qualidade. E temos riqueza suficiente para duplicar os nossos investimentos de 4% para 7% ou 8% PIB, nível aplicado por outros países que têm sistemas universais de saúde”, conclui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mais Médicos e o ataque de Trump</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa com Giovanella tratou, ainda, de recuperar a memória do programa Mais Médicos, na época em que se valeu de um convênio de serviços médicos com o Estado cubano. Neste sentido, cabe destacar o que realmente interessa para a população: o Mais Médicos ampliou o SUS no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Precisa ter clareza de que os cubanos nunca ocuparam o lugar de um médico brasileiro. De forma geral, principalmente nas primeiras levas, eram generalistas com muita experiência em outras missões do exterior, o que permitiu a criação de uma relação totalmente diferenciada com a população”, contextualizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giovanella representa uma memória viva da história da saúde brasileira, inclusive antes de o país criar o sistema público gratuito e universal. Sua experiência pessoal, retratada no documentário&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W6pPZ4rd7Zg&amp;ab_channel=VEMVERBRASILTET%C3%8AMORAES"><em>Lages, a força do povo</em>,</a>&nbsp;é um belo registro das sementes plantadas na sociedade que fizeram germinar o atual sistema de saúde brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em 1980, nós tínhamos um programa de saúde comunitária que era realmente ‘postinhos de saúde’, iniciativa da prefeitura em colaboração com a Associação de Moradores. Havia uma atendente de enfermagem, o médico ia uma vez por semana… Nós somos de um tempo em que, antes do SUS, quem não tinha carteira assinada era tratado como indigente”, rememora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Créditos da foto: Moradores do Pacuí receberam atendimentos das equipes do Estratégia Saúde da Família | Foto: Maison Brito/Prefeitura Municipal de Macapá/AP</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/mesmo-proibido-o-amianto-ainda-faz-vitimas/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/mesmo-proibido-o-amianto-ainda-faz-vitimas/"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/atencao-primaria-o-presente-e-o-futuro-do-sus/">Atenção Primária: o presente e o futuro do SUS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Plataforma usa IA para diagnóstico de transtorno mental na atenção primária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 14:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental é selecionado para execução em programa de inovação do Ministério da Saúde O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) anunciou o desenvolvimento de um novo projeto, o “e-Saúde Mental no SUS”, uma plataforma com aplicativo de celular e inteligência artificial (IA) para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Projeto do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental é selecionado para execução em programa de inovação do Ministério da Saúde<br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) anunciou o desenvolvimento de um novo projeto, o “e-Saúde Mental no SUS”, uma plataforma com aplicativo de celular e inteligência artificial (IA) para o diagnóstico e o tratamento de transtornos mentais na atenção primária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CISM é uma iniciativa conjunta do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e da Fapesp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção concorreu com outras propostas tecnológicas de saúde digital e ficou entre as selecionadas pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) do Ministério da Saúde. Serão investidos aproximadamente R$ 12 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PDIL tem como objetivo fomentar inovação tecnológica, impulsionar a economia regional e fortalecer a articulação entre pesquisa, setor produtivo e governo, contribuindo para acelerar o lançamento de novos medicamentos no país, com distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto “e-Saúde Mental no SUS” foi apresentado pelo Hospital das Clínicas da FM-USP e concebido pelo CISM, que também coordenará sua execução. Ele vai integrar o Módulo III, focado na ciência da implementação a partir do desenvolvimento de intervenções e transferência de tecnologia à sociedade. O responsável será o professor Paulo Rossi Menezes, diretor científico do CISM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ferramenta vai reunir um conjunto de soluções para o diagnóstico, suporte ao tratamento e monitoramento da saúde mental de pacientes do SUS. As intervenções serão baseadas em evidências científicas, com efetividade comprovada por rigorosos ensaios clínicos randomizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma busca também melhorar o conhecimento da população sobre&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/saude-mental-afastamentos-dobram-em-dez-anos-e-chegam-a-440-mil/">saúde mental</a>&nbsp;e reduzir o estigma, contribuindo para a adesão aos cuidados nessa área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O “e-Saúde Mental no SUS” integra, em uma única plataforma, três níveis de acesso: paciente, profissional da Atenção Primária e gestores do SUS. Compatível com os sistemas Android e iOS, a plataforma será desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, de Campinas, que possui estrutura produtiva focada em inovação tecnológica, incluindo produtos digitais, criação de softwares e serviços relacionados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como funciona</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao entrarem no app, os usuários realizarão um “Check-in Digital&#8221;, que permitirá o cadastro e o acesso ao protocolo de tratamento. Outra funcionalidade é a “Avaliação de Sintomas”, realizada a partir de questionários digitais, cientificamente validados, para a identificação de casos de&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/veja-tres-exercicios-que-podem-te-ajudar-na-luta-contra-a-insonia/">insônia</a>, ansiedade e&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/produtivo-mas-deprimido-entenda-o-que-e-depressao-de-alto-funcionamento/">depressão</a>, entre outros, tendo os resultados integrados ao prontuário eletrônico do paciente. Existe, ainda, a função de “Identificação de risco”, na qual o sistema percebe situações e emite alertas às equipes de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O “e-Saúde Mental no SUS” oferecerá aos usuários psicoeducação sobre transtornos mentais e técnicas autoaplicáveis de regulação emocional e ativação comportamental para a melhora dos sintomas. A ferramenta será capaz de simplificar e otimizar o acerto do diagnóstico pelos profissionais, levando a um aumento das taxas de identificação precoce. Com isso, vai reduzir o tempo entre a apresentação dos sintomas, o diagnóstico e o início do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, haverá algoritmos para orientar o profissional da atenção primária sobre o resultado das avaliações às quais os usuários serão submetidos, o diagnóstico provável e as condutas indicadas de acordo com o caso, que poderão ser desde terapias farmacológicas ou não até a necessidade de encaminhamento para serviços especializados. O aplicativo avalia também o avanço clínico do paciente ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em relação ao uso para gestão pública, o “e-Saúde Mental no SUS” permitirá que as informações reunidas sejam disponibilizadas para a identificação de padrões, tendências e particularidades sobre saúde mental em diferentes regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova plataforma levará cerca de um ano e meio para ser desenvolvida. O conhecimento da tecnologia será transferido aos profissionais do SUS por meio de capacitação para a utilização da ferramenta de forma eficaz e autônoma. Isso será feito por meio de cursos de treinamento, manuais de operação e suporte técnico contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Com informações do CISM</em> / Via CNN Brasil / Foto: Alvaro Medina Jurado/GettyImages</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A IMPORTÂNCIA DA CAMPANHA JUNHO VERDE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YA_Vqas1UHk?start=3070&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/plataforma-usa-ia-para-diagnostico-de-transtorno-mental-na-atencao-primaria/">Plataforma usa IA para diagnóstico de transtorno mental na atenção primária</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ministério da Saúde apresenta novos indicadores de boas práticas para Atenção Primária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Primária]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;Ministério da Saúde&#160;lançou&#160;os novos indicadores do componente de qualidade do cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS) do&#160;SUS. Esses indicadores servirão como referência para o monitoramento das ações ofertadas pelas equipes nos territórios e fazem parte do incentivo financeiro de melhoria contínua do cuidado. Ao todo, são 15 indicadores, organizados em três blocos: Equipes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a></strong>&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lançou</a>&nbsp;os novos indicadores do componente de qualidade do cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/atencao-primaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">APS</a></strong>) do&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/sus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUS</a></strong>. Esses indicadores servirão como referência para o monitoramento das ações ofertadas pelas equipes nos territórios e fazem parte do incentivo financeiro de melhoria contínua do cuidado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, são 15 indicadores, organizados em três blocos: Equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP); Equipes Multiprofissionais (eMulti); e Equipes de Saúde Bucal (eSB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores integram o componente de qualidade, um dos pilares da nova metodologia de cofinanciamento federal da APS, instituída em 2024. O modelo considera o desempenho das equipes e a oferta efetiva de ações e serviços como critérios para a definição do valor mensal repassado aos municípios. A mensuração levará em conta os resultados alcançados em cada indicador, envolvendo todos os membros da equipe na oferta do cuidado integral à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a transmissão ao vivo, realizada em parceria com o Conasems e o Conass, a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, apresentou os novos indicadores e explicou como será feita a avaliação do desempenho das boas práticas pelas equipes. São eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ações interprofissionais realizadas pela eMulti</li>



<li>Média de atendimentos por pessoa assistida pela eMulti</li>



<li>Mais acesso à APS</li>



<li>Cuidado da pessoa com diabetes</li>



<li>Cuidado da pessoa com hipertensão</li>



<li>Cuidado da gestante e do puerpério</li>



<li>Cuidado da mulher na prevenção do câncer</li>



<li>Cuidado da pessoa idosa</li>



<li>Cuidado no desenvolvimento infantil</li>



<li>Escovação dentária supervisionada em faixa etária escolar</li>



<li>Primeira consulta odontológica programada</li>



<li>Tratamento odontológico concluído</li>



<li>Tratamento restaurador atraumático</li>



<li>Procedimentos odontológicos preventivos</li>



<li>Taxa de exodontias realizadas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“Os indicadores vão apoiar e orientar profissionais e gestores na ponta a compreender melhor o padrão esperado do cuidado a ser ofertado pelas equipes. O componente de qualidade permite identificar melhor as lacunas nas ações ofertadas e avançar no planejamento e na qualificação dos serviços prestados nos territórios”, afirmou a secretária Ana Luiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Composição do financiamento</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Além do componente de qualidade, o cofinanciamento federal da APS inclui outros dois componentes:</li>



<li>Fixo, baseado na classificação do município segundo o Índice de Equidade e Dimensionamento (IED);</li>



<li>Vínculo e Acompanhamento Territorial, que considera critérios como vulnerabilidade social, cadastro e acompanhamento das pessoas pelas equipes, além da satisfação dos usuários atendidos.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse as fichas técnicas,&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>clicando aqui</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Medicina S/A / Foto: Reprodução</p>



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		<title>Como age a Atenção Primária em comunidades remotas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 21:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo faz uma radiografia das políticas de saúde em municípios rurais distantes. Faltam ações que compreendam as particularidades de cada região. Mas outras medidas são essenciais, como qualificar a Enfermagem e incorporar a participação popular A complexidade brasileira pode ser observada também em seus municípios rurais mais isolados – e embora o SUS se faça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Estudo faz uma radiografia das políticas de saúde em municípios rurais distantes. Faltam ações que compreendam as particularidades de cada região. Mas outras medidas são essenciais, como qualificar a Enfermagem e incorporar a participação popular</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complexidade brasileira pode ser observada também em seus municípios rurais mais isolados – e embora o SUS se faça presente neles, faltam políticas específicas para essas regiões. Essa é uma das conclusões a que chegou&nbsp;<a href="https://apsmrr.ensp.fiocruz.br/">um estudo</a>&nbsp;realizado por um grupo de pesquisadores, professores e estudantes de programas de pós-graduação de Saúde Coletiva e gestores do SUS. A pesquisa foi coordenada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e organizou dados importantes para a compreensão de como o SUS se faz presente em municípios remotos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores caracterizaram as cidades remotas a partir da classificação do IBGE, mas foram além, agrupando-as em seis&nbsp;<em>clusters&nbsp;</em>regionais, onde encontram-se 97% delas. São eles: o&nbsp;<strong>Matopiba</strong>, que engloba certas regiões do cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e é caracterizado por uma expansão recente do agronegócio. O&nbsp;<strong>Semiárido nordestino</strong>, que abrange uma vasta área dos estados da região, e onde a seca é um problema constante e crescente. O<strong>&nbsp;norte de Minas Gerais</strong>, onde está o Vale do Jequitinhonha, cujas características sociais e geográficas fazem-no se assemelhar ao semiárido do Nordeste – inclusive com algumas das mesmas carências como a escassez hídrica. O&nbsp;<strong>vetor Centro-Oeste</strong>, outra área de intensa atividade do agronegócio. Na&nbsp;<strong>região Norte,</strong>&nbsp;os pesquisadores caracterizaram dois grupos de municípios: um que diz respeito às áreas onde o acesso se dá essencialmente pela água, e o outro de cidades que foram construídas no contexto de grandes projetos nacionais e construção de rodovias.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://opara.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/outraspalavras/uploads/2022/10/17135909/221012-remotos3.jpg" alt="" class="wp-image-3072169"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Como se intui na própria descrição de cada região, cada um desses&nbsp;<em>clusters</em>&nbsp;têm fragilidades e necessidades específicas, que estão sendo negligenciadas pelo ministério da Saúde ao enviar recursos para o SUS. “Os municípios rurais remotos dos&nbsp;<em>clusters</em>&nbsp;Norte Água e Norte Estrada são os mais populosos, mais extensos e distam milhares de quilômetros de centros urbanos, enquanto os do Norte de Minas e do Semiárido têm áreas menores com distância de cerca de 200 km. Por outro lado, os municípios rurais remotos do vetor Centro-Oeste se diferem por uma economia dinâmica, inserida no circuito econômico mundial devido à presença do agronegócio”, expõe&nbsp;<a href="https://apsmrr.ensp.fiocruz.br/wp-content/uploads/2022/08/remotouremotos.pdf">um dos estudos</a>&nbsp;apresentados pelos pesquisadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns dados organizados na pesquisa&nbsp;<a href="https://apsmrr.ensp.fiocruz.br/wp-content/uploads/2022/08/remotouremotos.pdf">corroboram</a>&nbsp;para que fique clara essa diferença entre as regiões. É no vetor Centro-Oeste – onde estão os municípios com menor densidade demográfica e maior PIB per capita –&nbsp; que a mortalidade infantil e os óbitos por causas mal definidas têm o menor índice entre os&nbsp;<em>clusters</em>. Já no Norte, tanto em municípios ligados às águas quanto às estradas, a cobertura pela Estratégia da Saúde da Família está bem abaixo das outras regiões, com menos de 80%. É ali também que&nbsp; há mais indígenas na população; que a mortalidade infantil tem os piores números – e também onde se demora mais tempo para chegar aos centros regionais onde há acesso a melhores serviços de saúde.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9786557111079,o-segredo-das-senhoras-americanas"><img decoding="async" src="https://opara.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/outraspalavras/uploads/2022/07/28162313/UNESP.gif" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Os serviços que chegam a essas áreas mais distantes são cuidados pontuais. Existe, nessas localidades, uma barreira geográfica muito importante para configurar o acesso, pois as pessoas precisam se deslocar para a sede [do município] para chegar aos serviços de saúde e, muitas vezes, fazem a opção de não buscar o cuidado, dadas as barreiras que enfrentam, sejam geográficas, financeiras ou de organização do próprio serviço”&nbsp;<a href="https://informe.ensp.fiocruz.br/noticias/53419">conta</a>&nbsp;Márcia Fausto, uma das coordenadoras do estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ligia Giovanella, outra pesquisadora que coordenou a pesquisa, aponta medidas que poderiam minimizar as barreiras geográficas e sociais ao sistema de saúde: aumentar e regularizar a frequência de visitas de serviços de saúde itinerantes, manter a mesma equipe que faz os atendimentos, garantir a oferta de insumos e ampliar o contato com os pacientes, seja por telessaúde ou contato por whatsapp.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://opara.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/outraspalavras/uploads/2022/10/17135305/221017-remotos1.jpg" alt="" class="wp-image-3072167"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mas os resultados da pesquisa apontam para necessidades mais amplas, para que seja garantido o acesso a serviços de saúde por moradores de municípios remotos. Um dos nós principais é a falta de médicos que queiram habitar essas regiões, e a alta rotatividade de profissionais. Programas como o Mais Médicos, desmontado por questões ideológicas dos governos Temer e Bolsonaro, buscavam diminuir esse déficit. Mas há outras saídas, e uma delas é a qualificação dos profissionais da enfermagem, mostra o estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os enfermeiros, diferente dos médicos, são profissionais que vêm dessas mesmas regiões, e por isso nutrem uma relação afetiva e familiar com esses municípios. “A ampliação das funções de enfermagem tem sido difundida e incentivada no âmbito internacional”, explica Lígia. “Enfermeiras já exercem práticas ampliadas na Estratégia Saúde da Família – por exemplo, na atenção pré-natal e puericultura, e podem ampliar o cuidado aos usuários com problemas crônicos e em ações preventivas, que necessitam de grande empatia e competência educativa. Claro que, para isso, é necessária formação, educação permanente específica.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tecnologias da Informação também podem ser grandes auxiliares ao acesso à Atenção Primária, e para isso é preciso investir em infraestrutura. Mas é possível fazer mudanças iniciais desde já: “outras coisas mais simples poderiam ser incorporadas, como marcação de consulta por telefone, para tirar dúvidas sobre sintomas ou uso de medicamento. Isso evitaria deslocamentos necessários ou adiamento de busca por serviço de saúde”, explica Márcia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há outro fator fundamental para que a Atenção Primária chegue da maneira correta às populações de áreas rurais remotas: a participação popular para a organização dos serviços. “Conselhos locais de saúde de cada UBS devem integrar lideranças comunitárias e representantes ou profissionais de outros setores de políticas públicas e serviços sociais, como escolas e assistência social que atuam no território, e fazer a interlocução com secretaria de obras, saneamento e transporte, para mediar ações intersetoriais necessárias para a disponibilidade e melhoria dos serviços públicos nos territórios”, sugere Ligia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/06/par.jpg" alt="" class="wp-image-53194"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/como-age-a-atencao-primaria-em-comunidades-remotas/">Como age a Atenção Primária em comunidades remotas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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