<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>batalha da praça da Sé |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/batalha-da-praca-da-se/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 07 Oct 2024 17:56:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>batalha da praça da Sé |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A &#8216;batalha da praça da Sé&#8217;, que opôs fascistas e antifascistas há 90 anos no centro de SP</title>
		<link>https://ipiracity.com/a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp</link>
					<comments>https://ipiracity.com/a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 17:56:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[batalha da praça da Sé]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=134142</guid>

					<description><![CDATA[<p>Era um clima de forte polarização política aquele de&#160;São Paulo&#160;de 90 anos atrás. De um lado, os militantes do&#160;integralismo, a releitura brasileira do&#160;fascismo. De outro, os antifascistas, uma frente que arregimentou socialistas,&#160;comunistas, anarquistas e defensores de outras correntes de esquerda. As faíscas e atritos se tornaram guerra em 7 de outubro de 1934 no centro [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp/">A ‘batalha da praça da Sé’, que opôs fascistas e antifascistas há 90 anos no centro de SP</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Edison Veiga</strong></li>



<li><strong>De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Era um clima de forte polarização política aquele de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c2dwqdkxj8yt">São Paulo</a>&nbsp;de 90 anos atrás. De um lado, os militantes do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58205709">integralismo</a>, a releitura brasileira do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62520995">fascismo</a>. De outro, os antifascistas, uma frente que arregimentou socialistas,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62520992">comunistas</a>, anarquistas e defensores de outras correntes de esquerda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As faíscas e atritos se tornaram guerra em 7 de outubro de 1934 no centro da cidade. Com sete mortos e cerca de 30 feridos, o episódio entrou para a história como &#8220;a batalha da Praça da Sé&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou, sarcasticamente, a &#8220;revoada dos galinhas verdes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O ocorrido refletiu o clima político polarizado do Brasil, que acompanhava as tensões ideológicas do período pré-<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/czpzkp950gwt">Segunda Guerra</a>, com o crescimento, na Europa, de regimes totalitários como o fascismo e o comunismo. Essa polarização também se manifestava no Brasil&#8221;, avalia à BBC News Brasil o historiador Vitor Soares, criador do podcast&nbsp;<em>História em Meia Hora</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ação Integralista Brasileira (AIB), grupo político brasileiro ultranacionalista, tradicionalista, <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c5qvpqywpwjt">católico</a> e de extrema-direita, inspirado no fascismo italiano, havia marcado para aquele dia um comício na praça paulistana para celebrar os dois anos de sua fundação — em 7 de outubro de 1932, o escritor e jornalista Plínio Salgado (1895-1975) publicou o Manifesto Integralista, com as bases do movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, como eles costumavam usar uniformes verdes, seus detratores passaram a apelidá-los de &#8220;galinhas verdes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os antifascistas souberam do evento e passaram a organizar uma contramanifestação. Ao menos oficialmente, não houve uma coordenação centralizada. Mas o objetivo dos esquerdistas era estragar a celebração integralista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A organização e, sobretudo, o êxito [da contramanifestação], são reivindicados por diferentes indivíduos, agremiações e siglas políticas. Esta disputa é indicativa de que a decisão se tornou pouco relevante pois a aderência social transbordou, em muito, o alcance das lideranças políticas, então, presentes na cidade de São Paulo&#8221;, avalia à BBC News Brasil o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O núcleo detonador da convocação foi um pequeno grupo de militantes dissidentes ou insatisfeitos com a linha política do movimento comunista na capital&#8221;, completa o historiador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os nomes estavam os jornalistas e ativistas Mário Pedrosa (1900-1981), Lívio Xavier (1900-1988) e Fúlvio Abramo (1909-1993).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Sindicato dos Gráficos de São Paulo patrocinou a logística de propaganda e de aglutinação&#8221;, conta Martinez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Naquele tempo, o sindicato dos trabalhadores gráficos tinha base social numerosa, reunindo tanto trabalhadores das oficinas de composição, impressão e distribuição, quanto revisores e jornalistas. Ou seja, uma composição de consciência social e elaboração política, aglutinada em torno da comunicação de massa.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Contexto">Contexto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A semente do conflito estava plantada pelo menos 10 anos antes. Embora nos anos 1920 o integralismo ainda não tivesse sido plenamente organizado, rusgas entre fascistas brasileiros e militantes de esquerda já eram recorrentes desde aquela década. O Partido Comunista do Brasil (PCB) havia sido fundado em 1922.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1920, o PCB comandou o chamado Comitê Antiguerreiro, Na mesma linha de frente atuavam o Comitê Antifascista, que arregimentava a Federação Operária de São Paulo, a Frente Única Antifascista, a Liga Comunista, entre outras organizações de esquerda, inclusive alguns sindicatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os atritos não se limitavam às ruas. Ganhavam páginas na imprensa e eram correntes os debates em rodas de conversa de intelectuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventos públicos, de conferências a comícios, vinham ocorrendo com frequência, com objetivo de conquistar adeptos e ganhar a atenção das massas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existia a tentativa tanto de um grupo como de outro de dominarem o movimento operário. Os integralistas, que eram os fascistas brasileiras, resolveram atuar exatamente onde os comunistas buscavam maior apoio, ou seja, na classe trabalhadora&#8221;, explica à BBC News Brasil o filósofo e sociólogo Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia de São Paulo (FESPSP) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos desde 1933 há registros de denúncias de agressões de parte a parte, sobretudo em eventos. A partir de abril de 1934, integralistas passaram a realizar desfiles cívicos no Rio e em São Paulo, com o objetivo de demonstrarem sua força.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 3 de outubro, quatro dias antes do comício paulistano, um desfile integralista em Bauru, no interior, com uma chamada &#8220;palestra doutrinária&#8221; do próprio Salgado, acabou em briga, deixando um morto e ao menos quatro feridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este era o clima daquele 7 de outubro, portanto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ramirez, a tensão era consequência do fato de que os dois grupos diametralmente opostos haviam anunciado &#8220;uma manifestação para divulgar suas ideologias&#8221;, com maciça convocação de apoiadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupos de esquerda haviam realizado assembleias entre seus membros e deliberado, em conjunto, que seria feita uma contramanifestação para acabar com a festa dos fascistas brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi armada uma operação logística, que incluiu distribuição de armamentos aos líderes dessas agremiações. Entre eles, estava o militar e bacharel em direito João Cabanas (1895-1974), um dos principais nomes do movimento tenentista. Ele foi encarregado de tratar o plano estratégico da ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros nomes fortes da esquerda que participaram da batalha foram o dirigente comunista Joaquim Câmara Ferreira (1913-1970) e o jornalista e militante trotskista Hermínio Sacchetta (1909-1982).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o historiador Victor Missiato, integrante de grupo de pesquisa da Unesp e professor no Colégio Mackenzie Tamboré, dentro do movimento integralista &#8220;também havia pessoas armadas&#8221;. &#8220;Era uma polarização muito grande. E uma polarização armada voltada para o confronto, na perspectiva de uma insurreição armada&#8221;, comenta ele, à BBC News Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a7fd/live/d3c70540-83f0-11ef-8702-79eb224b4a35.jpg.webp" alt="Fuga dos integralistas na Praça da Sé, em foto de autor desconhecido"/><figcaption class="wp-element-caption">Wikimedia Commons/ Domínio Público<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-confronto-do-dia-7-de-outubro">O confronto do dia 7 de outubro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a manhã do dia 7, os contramanifestantes já se posicionavam em pontos estratégicos do centro de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir das 14h, quando os integralistas já estavam em bom número na praça, gritos provocativos de &#8220;fora galinhas verdes&#8221; e &#8220;morra o integralismo&#8221; podiam ser ouvidos. Houve reação dos extremistas de direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, desencadeou-se um tumulto, com socos, bengaladas e agressões de toda parte. A intervenção policial ocorreu e tiros foram ouvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A praça estava sob forte vigilância, com centenas de policiais armados tentando controlar a multidão&#8221;, diz Soares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento começou mesmo assim, com um desfile dos integralistas nas escadarias da catedral da Sé e o hino do grupo sendo entoado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo os manifestantes de esquerda buscaram interromper a celebração. Uma metralhadora foi disparada e três guardas civis foram atingidos, com a morte de um deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dali a situação saiu completamente de controle e o que era para ser um comício se transformou em uma batalha em praça pública. No total, acabaram mortos três integralistas, três policiais e um militante comunista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existem diversos relatos diferentes. Alguns dizem que a frente antifascista começou atirando, outros dizem que [o conflito] já era algo planejado por conta do que havia acontecido dias antes [em Bauru], alguns relatam que o primeiro tiro foi da polícia que, em princípio, estava aceitando duas manifestações simultâneas no centro de São Paulo&#8221;, pontua Missiato. &#8220;Varia muito conforme o relato.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele ressalta, contudo, que havia no grupo de esquerda &#8220;uma preocupação armada para enfrentar a manifestação dos integralistas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A mobilização foi bem-sucedida. Há que se considerar o clima político reinante na cidade. A derrota de 1932 [na Revolução Constitucionalista], a recomposição partidária da elite cafeeira paulista nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1933, a organização sindical, as reivindicações operárias, a pacificação dos ânimos entre [o presidente Getúlio] Vargas e as tradicionais lideranças paulistas, destronadas em outubro de 1930&#8221;, contextualiza o historiador Martinez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No topo ou na base da sociedade a disputa política era acirrada e conflitiva. A presença e o crescimento do integralismo em São Paulo tornava-se incômoda pela competição deste com os outros dois polos da política local: o popular e o liberal-conservador. O caráter policlassista e messiânico dos integralistas ameaçava surrupiar as bases sociais, os discursos e a hegemonia política racionalizadora e abstrata dos direitos individuais e coletivos, alardeados quer nos princípios do liberalismo conservador, quer naqueles do comunismo, do socialismo e do anarquismo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O evento ficou marcado como uma vitória simbólica dos antifascistas, pois os integralistas fugiram do local, o que levou a esquerda a chamar o episódio de ‘a revoada dos galinhas verdes’, em referência pejorativa aos uniformes verdes dos integralistas&#8221;, lembra Soares.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/23de/live/12bb3370-83f1-11ef-8702-79eb224b4a35.jpg.webp" alt="Plínio Salgado, ideólogo e fundador do integralismo"/><figcaption class="wp-element-caption">Arquivo Nacional<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Oposição-a-Vargas">Oposição a Vargas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão na Praça da Sé foi uma introdução importante à resistência aos arroubos ditatoriais do governo de Getúlio Vargas (1882-1954), que principalmente no período conhecido como Estado Novo, de 1937 a 1945, flertou com o fascismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Batalha da Praça da Sé, ocorrida em 1934, foi um marco na resistência ao governo Vargas e teve consequências profundas na articulação de forças políticas contra o autoritarismo.&#8221;, afirma historiador Soares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Embora tenha sido um embate físico entre os integralistas da Ação Integralista Brasileira e os grupos de esquerda, como a Frente Única Antifascista, o episódio deixou um legado importante na forma como a oposição ao governo de Vargas se organizou&#8221;, contextualiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O evento teve como consequência o imaginário de uma unidade que, para os comunistas e outros grupos consolidaria ali, um ano depois, a Aliança Nacional Libertadora&#8221;, lembra Missiato. &#8220;E também suscitou um aumento do número de integralistas, de outro lado.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soares avança um pouco mais, lembrando que esse movimento de resistência ao fascismo, em parte, desembocaria na chamada Intentona Comunista, &#8220;uma tentativa de insurreição liderada pelo PCB, em novembro de 1935&#8221;. Levante este que &#8220;foi rapidamente reprimido por forças governamentais&#8221;, embora tenha ecoado em cidades como Natal, Recife e Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A resposta de Vargas foi dura, aproveitando-se do fracasso da Intentona para justificar um aumento do controle autoritário&#8221;, afirma o historiador.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/a27a/live/2b85f110-83f1-11ef-ad45-893aa022fcbc.jpg.webp" alt="Foto oficial de Plínio Salgado que costumava ser afixada nas casas dos integralistas"/><figcaption class="wp-element-caption">Wikimedia Commons/ Domínio Público<br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="A-importância-da-frente-única">A importância da &#8216;frente única&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Martinez avalia que a revolta da Sé marcou &#8220;o exorcismo político, mas não ideológico&#8221; do integralismo, “sobretudo em São Paulo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O fantasma do integralismo não desapareceu, mas ficou encastelado nas instituições públicas e privadas paulistas: nos quartéis, na polícia, em escolas e cursos superiores, associações religiosas, empresariais e profissionais, clubes recreativos e imprensa&#8221;, destaca ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por um lado, houve o banimento nas ruas, mas a doutrina integralista encontrou aderência nas classes média e média alta paulista&#8221;, acrescenta Martinez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por outro lado, ocorreu em São Paulo o principal enfrentamento do fascismo e de sua versão verde-amarela pela organização de uma frente única pluripartidária e política, em defesa de direitos e liberdades, abertamente contestados e atacados pelo integralistas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Somente nos anos seguintes a estratégia da frente única seria adotada pelo movimento comunista internacional, após as perseguições políticas na Alemanha, sob o regime nazista, instalado em 1933&#8221;, compara ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Já era tarde, como comprovaram as suas experiências na França e na Espanha. Nestes países as frentes únicas revelaram-se eleitoralmente eficientes, mas foram politicamente impotentes para contrabalançar a força adquirida pelo nazifascismo e da sua propagação na Europa.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cantor Maciel Moraes no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/2QBY1kjDKDM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp/">A ‘batalha da praça da Sé’, que opôs fascistas e antifascistas há 90 anos no centro de SP</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/a-batalha-da-praca-da-se-que-opos-fascistas-e-antifascistas-ha-90-anos-no-centro-de-sp/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
