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	<title>Brasileiro |</title>
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	<title>Brasileiro |</title>
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		<title>Tenista de 17 anos se torna campeão juvenil do Roland Garros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:16:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Luiz Augusto Queiroz Miguel, ou Guto, é o primeiro brasileiro a realizar o feito Por Metro 1 &#8211; Domingo, 7 de junho de 2026 O brasileiro Luiz Augusto Queiroz Miguel, de apenas 17 anos, se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis no Roland Garros, um dos quatro Grand Slam, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Augusto Queiroz Miguel, ou Guto, é o primeiro brasileiro a realizar o feito</p>



<p>Por Metro 1  &#8211; Domingo, 7 de junho de 2026</p>



<p>O brasileiro Luiz Augusto Queiroz Miguel, de apenas 17 anos, se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis no Roland Garros, um dos quatro Grand Slam, neste sábado (6), e marcou história em Paris.&nbsp;</p>



<p>Guto, como ele é conhecido, superou o norte-americano Michael Antonius na decisão, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4. Tendo iniciado o torneio na quarta posição do ranking mundial de juvenis, ele deve assumir a primeira colocação da lista na Federação Internacional de Tênis (ITF) entre atletas de até 18 anos.</p>



<p>Além dele, outros três brasileiros conquistaram títulos de Grand Slam na categoria juvenil em simples: Tiago Fernandes, no Aberto da Austrália, em 2010; Thiago Wild, no US Open, em 2018 e João Fonseca, no US Open em 2023. Sendo assim, ele é o quarto a realizar o feito.</p>



<p>&#8220;Sei que é um torneio juvenil, sei o que é ser o número um do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando&#8221;, disse Guto.</p>



<p>Foto: <strong>Reprodução/ Instagram</strong></p>



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<iframe title="Programa Resenha FC" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/unGR3A4flG0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 00:12:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20 Por&#160;Ana Bottallo &#124; Folhapress Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos. O animal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20</p>



<p>Por&nbsp;Ana Bottallo | Folhapress</p>



<p>Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos.</p>



<p>O animal nasceu em 24 de março. Está saudável e em uma fazenda em Piracicaba (a 160 km da capital paulista), segundo Ernesto Goulart, pesquisador do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) do Instituto de Biociências da USP.</p>



<p>A equipe responsável pelo feito diz ser o primeiro caso de clonagem da espécie na América Latina.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;São pouquíssimos grupos no mundo que conseguiram a clonagem animal e, entre os animais, o porco é o mais difícil de ser clonado. Como nosso grupo nunca havia trabalhado com esse procedimento, consideramos um sucesso essa etapa&#8221;, afirma Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>O leitão não tem as modificações genéticas necessárias para a captação de órgãos, porém é um primeiro passo. A equipe pretende agora implantar embriões geneticamente modificados para xenotransplante no futuro.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Essa ideia de produzir suínos geneticamente modificados para um transplante em humanos é um sonho bem antigo da medicina, mas ele tinha muitas limitações, porque sempre tem a rejeição hiperaguda&#8221;, afirma o pesquisador. A rejeição ocorre porque os humanos carregam anticorpos anti-suínos no sangue. &#8220;Em questão de horas, o corpo atacava aquele órgão, e não existiam ferramentas para lidar com isso.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>Com o advento das técnicas de edição gênica, sobretudo a partir de 2012, como o Crispr-Cas 9 (ferramenta para edição molecular descoberta pelas cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna, que rendeu às duas o Nobel em Química em 2020), a modificação genética tornou-se mais fácil e também mais acessível a diversos laboratórios.<br>&nbsp;</p>



<p>E representou um novo passo para o transplante de órgãos suínos em humanos.<br>&nbsp;</p>



<p>Até agora, foram realizados quatro xenotransplantes, todos nos Estados Unidos.<br>&nbsp;</p>



<p>O primeiro paciente foi David Bennett, transplantado com um coração suíno em 2022. Ele faleceu 60 dias depois em decorrência de uma rejeição tardia. No ano seguinte, houve o caso de Lawrence Faucette, também paciente cardiológico. Ele morreu seis semanas após o procedimento, mas a causa da morte não foi atribuída ao xenotransplante.<br>&nbsp;</p>



<p>Dois outros pacientes americanos, um homem e uma mulher, receberam rins suínos, sendo que no caso mais recente, ainda sob investigação, o órgão foi retirado alguns dias após a cirurgia, pois o rim do paciente voltou a funcionar.<br>&nbsp;</p>



<p>Outro país que estuda órgãos suínos modificados para xenotransplante é a China. Diante desse cenário, o médico brasileiro Silvano Raia levou uma provocação a seus colegas da USP: ou o Brasil liderava um projeto para criação de animais para xenotransplante, ou se tornaria dependente de órgãos estrangeiros, elevando ainda mais os custos ao SUS (Sistema Único de Saúde).<br>&nbsp;</p>



<p>Foi assim que, sob sua coordenação, nasceu o Centro de Ciência para Desenvolvimento em Xenotransplante, dentro do CEGH-CEL. Integram a equipe o imunologista Jorge Kalil, do InCor (Instituto do Coração da USP), a geneticista Mayana Zatz, do CEGH-CEL, e os pesquisadores Ernesto Goulart, Luiz Caires e Luciano Abreu Brito, também do centro.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;O professor Silvano sabia do meu trabalho com genoma, aqui no centro da USP, e me perguntou: &#8216;Olha, sei que é uma ideia futurística, mas e se a gente usar suínos como doadores de órgãos?&#8217;. E ele indagou se era possível modificar os genes para reduzir a rejeição. Eu respondi que conversaria com a minha equipe&#8221;, conta Zatz.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Nós estamos desenvolvendo uma tecnologia 100% brasileira para levar ao SUS e não depender de órgãos do exterior&#8221;, acrescenta a geneticista. Hoje, ela lidera o grupo.<br>&nbsp;</p>



<p>Raia, 96, acompanha as reuniões, mas decidiu deixar a direção geral no fim do ano passado por questões de saúde. O médico é responsável pelo primeiro transplante de fígado no Brasil e pelo primeiro transplante de fígado intervivos no mundo.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8216;Ato de coragem&#8217;<br>&nbsp;</p>



<p>Os desafios começaram logo após a concepção do projeto. Em um primeiro momento, os cientistas perceberam que inexistia laboratório com os controles sanitários necessários para captação dos órgãos suínos. Era preciso começar a estrutura laboratorial do zero.<br>&nbsp;</p>



<p>O investimento inicial partiu da iniciativa privada (a farmacêutica EMS), mas também da reitoria da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Em menos de três anos, o espaço físico estava construído.<br>&nbsp;</p>



<p>Além dos laboratórios de clonagem e modificação genética, o projeto previa duas unidades para criação dos plantéis suínos: uma no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), com capacidade para até 30 animais, e outra no Instituto de Biociências, para até dez animais.<br>&nbsp;</p>



<p>Em seguida, era preciso dominar as técnicas de clonagem. &#8220;Fomos atrás de desenvolver do zero, tivemos esse ato de coragem. Foram diversas tentativas até conseguir fazer nascer o primeiro animal&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>Para a clonagem, Goulart explica que são utilizadas células de fibroblasto (pele) com uma sequência genética conhecida (doador).<br>&nbsp;</p>



<p>Os óvulos da porca têm seu núcleo removido com o auxílio de um microscópio acoplado de um micromanipulador, uma estrutura com um sensor que faz movimentos muito finos e com uma agulha na ponta menor que um fio de cabelo.<br>&nbsp;</p>



<p>Em seguida, é feita a transferência do fibroblasto para o interior do óvulo. Uma máquina realiza um &#8220;choque&#8221; na célula, dando início ao processo de embriogênese (formação do embrião), com características idênticas ao do doador. O embrião é, então, implantado na porca para a gestação do filhote clonado.<br>&nbsp;</p>



<p>Outros protocolos já foram mapeados, entre os quais o de modificação genética (são conhecidos hoje três genes suínos que precisam ser desativados para evitar a rejeição pelo receptor humano) e o de controle sanitário (até a ração utilizada para alimentar os porcos deve ser controlada).<br>&nbsp;</p>



<p>Este último, conhecido como SPF (sigla em inglês para livres de patógenos específicos, uma lista de vírus e bactérias potencialmente perigosos que podem contaminar os órgãos), visa garantir que o transplante, quando ocorrer, seja livre de potenciais riscos biológicos.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Esse foi outro desafio, porque não existia nenhum centro de criação suíno com o nível de controle necessário no hemisfério Sul &#8211;a Nova Zelândia tinha um mas fechou. Fomos até a Dinamarca atender essa demanda&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p>Resta, ainda, conseguir a clonagem dos organismos a partir de embriões geneticamente modificados, etapa que os cientistas esperam realizar em breve. Se tudo der certo, os animais clonados vão crescer nas duas unidades do projeto, que também contam com protocolos para captação e transporte dos órgãos.<br>&nbsp;</p>



<p>Demanda<br>&nbsp;</p>



<p>Segundo dados do painel do Sistema Nacional de Transplantes, ligado ao Ministério da Saúde, existem hoje no país 48.773 pessoas na fila aguardando por um transplante de órgão sólido (excluídos pele e córneas). Mais de 90% desses pacientes são para um rim, o órgão que deve ser também o primeiro a ser captado para xenotransplante no projeto.<br>&nbsp;</p>



<p>Embora não arrisque prazos de quando os primeiros órgãos suínos podem ser transplantados em humanos, Goulart diz sentir o peso nos seus ombros. &#8220;Queremos atender à demanda, cada um desses pacientes pode ser receptor potencial desses órgãos.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p>O maior desafio, agora, é dar continuidade ao projeto e buscar mais recursos. &#8220;Os EUA injetam bilhões de dólares na pesquisa com xenotransplante, enquanto nossos recursos aqui são bem mais limitados. Mas o Ministério [da Saúde] e o governo estadual, via Fapesp, entenderam a importância do projeto e estão nos apoiando&#8221;, diz Kalil.</p>



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<iframe title="A HISTÓRIA DA TECHNET FIBRA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iALoRhgfty4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>Compositores brasileiros entram na Justiça contra Shakira por plágio de música gravada por Léo Santana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 20:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[Leo Santana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 31/01/2026 &#8211; 16h40 Por&#160;Bianca Andrade Às vésperas do Carnaval de Salvador, uma “agonia” longe da folia chama a atenção na Justiça envolvendo a cantora colombiana&#160;Shakira e a cantora e compositora baiana Luana Matos, junto a Ruan Prado, Patrick Graue, Calizto Afiune e Rodrigo Lisboa. Enquanto uma parte do grupo está em festa por ver [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 31/01/2026 &#8211; 16h40</p>



<p>Por&nbsp;Bianca Andrade</p>



<p><strong>Às vésperas do Carnaval de Salvador, uma “agonia” longe da folia chama a atenção na Justiça envolvendo a cantora colombiana&nbsp;<a href="https://www.bahianoticias.com.br/holofote/noticia/77654-compositora-baiana-luana-matos-explica-acusacao-de-plagio-contra-shakira">Shakira e a cantora e compositora baiana Luana Matos</a>, junto a Ruan Prado, Patrick Graue, Calizto Afiune e Rodrigo Lisboa.</strong></p>



<p><strong>Enquanto uma parte do grupo está em festa por ver suas canções interpretadas por grandes nomes da música baiana nos circuitos do Carnaval e Brasil afora, a outra busca justiça em uma acusação de plágio contra a intérprete de ‘Waka Waka’ na faixa ‘Shakira: BZRP Music Sessions, vol 54’.</strong></p>



<p><strong>A acusação, que se tornou pública em 2025, ganhou um novo tom com a ação movida contra a Sony e Shakira por violação de direitos autorais, reivindicação de coautoria e indenização por danos morais e materiais, que foi distribuída no dia 10 de janeiro de 2026 na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.</strong></p>



<p><strong>A canção que teria sido plagiada, como revelada em 2025, foi a ‘Tu Tu Tu’, gravada por Mariana Fagundes e Léo Santana em 2020.</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mariana Fagundes feat. Léo Santana - TU TU TU - DVD Ah! Mar" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/zoQEVapBEmI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>O Bahia Notícias teve acesso à petição inicial, na qual os advogados do grupo apresentam evidências técnicas do suposto plágio, como: centralidade do refrão e dos precedentes de plágio musical; elementos musicais e poéticos da obra originária a exemplo dos motivos melódicos idênticos ou substancialmente similares.</strong></p>



<p><strong>O valor atribuído à causa dos compositores brasileiros na petição é de R$ 100 mil, quantia que corresponde ao somatório das indenizações por danos morais pretendidas e serve para fins fiscais.</strong></p>



<p><strong>Inicialmente, um representante da Sony Music Publishing chegou a reconhecer a ocorrência de plágio em conversas telefônicas, admitindo que o refrão de Shakira teria sido &#8220;derivado&#8221; do brasileiro, e até teria proposto um acordo financeiro e de coautoria. No entanto, a matriz em Nova York ordenou o recuo imediato dessas tratativas ainda em 2025.</strong></p>



<p><strong>A defesa dos compositores também solicita perícia multidisciplinar em Direito Autoral multimodal, por junta de peritos, desdobrada em quatro núcleos periciais complementares:</strong></p>



<p><strong>A) Perícia Musicológica Comparativa (Melodia e Harmonia)<br>B) Perícia Perceptiva Comparativa de Recepção Musical e Audiovisual<br>C) Perícia Literomusical / Linguística Poética (Discurso Poético), de natureza híbrida<br>D) Perícia Audiovisual Comparativa (Videoclipes), de natureza técnica audiovisual</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Plágio - &quot;Tu Tu Tu&quot; e &quot;BZRP: Music S. v. 53&quot; - Sobreposição das melodias sobre a base de &#039;BZRP&#039;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/fZi5foE440w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>O valor pedido pelos cinco autores é de R$ 20 mil para cada. &#8220;O valor postulado não visa enriquecimento indevido, mas tão somente o reconhecimento jurídico da ofensa moral autoral, permanecendo os danos materiais como núcleo indenizatório principal da presente demanda&#8221;, afirma a defesa.</strong></p>



<p><strong>Outro pedido a atribuição imediata da coautoria da obra nos créditos autorais oficiais; nos registros fonográficos e editoriais; nos meta dados de plataformas digitais e de streaming; junto às entidades de gestão coletiva, nacionais e estrangeiras.</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SHAKIRA || BZRP Music Sessions #53/66" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CocEMWdc7Ck?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Pedem também a retificação integral da autoria da obra infratora em todos os meios em que tenha sido publicada ou explorada, e que ela não seja econômica ou artisticamente sem a prévia, expressa e formal autorização dos Autores.&nbsp;</strong></p>



<p><strong>A defesa de Shakira e dos demais réus do processo&nbsp;se manifestou formalmente através de uma contranotificação extrajudicial, na qual nega qualquer ocorrência de plágio.</strong></p>



<p><strong>Ao rebater a acusação, a equipe da artista sustenta que as semelhanças apontadas são, na verdade, meras coincidências decorrentes da utilização de elementos comuns e &#8220;clichês&#8221; da linguagem musical.</strong></p>



<p><strong>Alegam ainda falta de originalidade e que outras canções poderiam ter servido de inspiração para a faixa, além de afirmarem que não tiveram contato ou acesso à obra original brasileira (&#8220;Tu Tu Tu&#8221;) antes da criação da música de Shakira.</strong></p>



<p>Fonte: Bahia Noticias. / Foto: YouTube</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇOES 2026: BRASILEIROS VOLTAM ÀS URNAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/xOoVNSno86I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/compositores-brasileiros-entram-na-justica-contra-shakira-por-plagio-de-musica-gravada-por-leo-santana/">Compositores brasileiros entram na Justiça contra Shakira por plágio de música gravada por Léo Santana</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisa aponta que apenas 53,2% dos brasileiros sabem definir o Holocausto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 03:10:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sexta-feira, 23/01/2026 Por&#160;Redação Uma parcela de 59,3% dos brasileiros afirma ter algum conhecimento sobre o Holocausto. No entanto, apenas 53,2% conseguem defini-lo corretamente como “o extermínio sistemático de seis milhões de judeus pelo regime nazista”. Outros 31,1% dizem não saber o que foi o genocídio perpetrado contra a população judaica no contexto da Segunda Guerra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 23/01/2026 </p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>Uma parcela de 59,3% dos brasileiros afirma ter algum conhecimento sobre o Holocausto. No entanto, apenas 53,2% conseguem defini-lo corretamente como “o extermínio sistemático de seis milhões de judeus pelo regime nazista”. Outros 31,1% dizem não saber o que foi o genocídio perpetrado contra a população judaica no contexto da Segunda Guerra Mundial. Já 9% da população descrevem o Holocausto como um “conflito militar com 50 milhões de vítimas”, enquanto 3% acreditam que tenha sido um “movimento cultural”. Além disso, 2,9% afirmam que o Holocausto foi um “episódio isolado de violência não comprovada”.</p>



<p>Os dados são da pesquisa “O conhecimento do Holocausto no Brasil”, realizada pelo Grupo ISPO a pedido da Confederação Israelita do Brasil (Conib), do Memorial do Holocausto de São Paulo, do Museu do Holocausto de Curitiba e da ONG StandWithUs Brasil. O levantamento foi apresentado na manhã desta quinta-feira (22), no Memorial do Holocausto de São Paulo.</p>



<p>Realizada em um contexto de crescimento do antissemitismo e da desinformação, a pesquisa teve como objetivo mapear o nível de conhecimento dos brasileiros sobre o Holocausto, identificar lacunas educacionais, apontar as principais fontes de informação utilizadas pela população e avaliar a percepção social sobre a importância do ensino do tema nas escolas e em espaços de memória. O estudo também busca oferecer subsídios para a formulação de políticas educacionais voltadas à promoção dos direitos humanos, da memória e da democracia.</p>



<p>De acordo com a pesquisa, a escolaridade é o fator mais determinante para o nível de conhecimento sobre o Holocausto. Entre os entrevistados com pós-graduação, 86,2% acertaram a definição. Em contrapartida, apenas 27,2% dos respondentes com ensino médio completo sabiam o que foi o Holocausto. O mesmo padrão se repete em relação à renda familiar: somente 42,6% das pessoas com renda de até dois salários mínimos conheciam a definição correta, contra 87,1% entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos. Outro dado relevante aponta que 38,5% da população não sabem que Auschwitz foi um campo de extermínio.</p>



<p>Entre as fontes de informação citadas pelos entrevistados, a escola aparece como a principal (30,9%), seguida por filmes e livros (18,6%). Museus e casas de memória foram mencionados por apenas 1,7% dos participantes. Apesar do conhecimento limitado sobre o tema, 64,4% dos entrevistados afirmaram que o ensino do Holocausto nas escolas é fundamental. Ainda assim, 87,3% declararam nunca ter participado de atividades educacionais ou visitas a museus voltadas à preservação da memória do Holocausto.</p>



<p>Fonte: Bahia Noticias / Foto: Reprodução/Museu Memorial do Holocausto<br></p>



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<iframe title="INÍCIO DO ANO LETIVO E AS NOVAS DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/W7vlJj7w2Sg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Jorge Jesus não perdoa e pune brasileiro por excesso de peso no Al Nassr</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 12:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O brasileiro Wesley regressou ao Al Nassr com uns quilinhos a mais da seleção e foi colocado em um programa intensivo de forma a recuperar a aptidão física do atacante Jorge Jesus é conhecido pela sua rigidez com os hábitos profissionais de um atleta de futebol e não escondeu a sua frustração com Wesley, por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O brasileiro Wesley regressou ao Al Nassr com uns quilinhos a mais da seleção e foi colocado em um programa intensivo de forma a recuperar a aptidão física do atacante</p>



<p><strong>J</strong>orge Jesus é conhecido pela sua rigidez com os hábitos profissionais de um atleta de futebol e não escondeu a sua frustração com Wesley, por ter regressa da seleção sub-20 brasileira com excesso de peso.</p>



<p>De acordo com a publicação Al-Youm, citado pelo<a href="https://www.kooora.com/%D9%83%D8%B1%D8%A9-%D9%82%D8%AF%D9%85/%D8%A3%D8%AE%D8%A8%D8%A7%D8%B1/%D8%B2%D9%8A%D8%A7%D8%AF%D8%A9-%D9%88%D8%B2%D9%86-%D9%84%D8%A7%D8%B9%D8%A8-%D8%A7%D9%84%D9%86%D8%B5%D8%B1-%D8%AA%D9%81%D8%AC%D8%B1-%D8%BA%D8%B6%D8%A8-%D8%AC%D9%8A%D8%B3%D9%88%D8%B3/blt26df3d5e985cd78b#google_vignette" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;kooora,</a>&nbsp;o jovem atacante, de 20 anos, tirou um período de férias após os dois compromissos ao serviço da sua seleção e &#8216;descuidou-se&#8217;, algo que teria provocado uma ira no técnico português, que puniu o seu pupilo com um programa intensivo de forma a recuperar a aptidão física.</p>



<p>Na atual temporada, o ex-Corinthians está há quatro jogos realizados sem qualquer gol ou assistência. O jogador ficou sempre fora da lista de convocados para as partidas do campeonato. Na sua posição, vale lembrar, estão nomes como Sadio Mané, ex-Liverpool, ou Kingsley Coman, ex-Bayern Munique.</p>



<p>Ao fim de quatro rodadas, o Al Nassr lidera de forma isolada com 12 pontos.&nbsp;<a href="https://www.noticiasaominuto.com/desporto/2870324/sergio-conceicao-vai-fervendo-as-portas-da-estreia-na-arabia-saudita"></a>O clube, de Cristiano Ronaldo e João Félix, regressa à competição no sábado no encontro com o Al-Fateh, para a quinta rodada do campeonato.</p>



<p>Depois de perder a Supertaça, o clube de Riade irá procurar alcançar a sétima vitória consecutiva englobando todas as competições, reforçando assim o status de um dos principais candidatos aos troféus nacionais e também internacionais, já que participa da Liga dos Campeões asiática 2.</p>



<p>Jorge Jesus, vale lembrar, já assumiu que este desafio é o maior da &#8220;sua carreira profissional&#8221;. O técnico tem a missão de devolver o Al Nassr aos títulos, algo que ainda não aconteceu desde a chegada de Cristiano Ronaldo em dezembro de 2022.</p>



<p>Desde esse período, a hegemonia do futebol saudita tem sido repartida entre o Al Ittihad, duas vezes campeão, e o Al Hilal, de Jorge Jesus, que quebrou vários recordes. Um deles foi o registro de 28 vitórias consecutivas, entrando para o Guinness Book.</p>



<p>Este recorde pertencia ao The New Saints, do País de Gales, que conseguiu somar 27 vitórias.</p>



<p>Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © Al Nassr FC</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O DESMATAMENTO DESENFREADO, E OS CASOS DE INTOXICAÇÃO DE PESSOAS, ANIMAIS E PLANTAS, PELO USO..." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/f5v-ZYA9Ufk?start=2&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/jorge-jesus-nao-perdoa-e-pune-brasileiro-por-excesso-de-peso-no-al-nassr/">Jorge Jesus não perdoa e pune brasileiro por excesso de peso no Al Nassr</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisa mostra que economia passa violência e chega ao topo das preocupações do brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 12:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A piora de percepção sobre a economia nacional fez os brasileiros levarem o tópico ao topo da lista dos principais problemas do país, de acordo com pesquisa feita pelo Datafolha neste mês. O tema agora é mais citado do que a violência. A economia já havia avançado na preocupação dos entrevistados no levantamento anterior, de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A piora de percepção sobre a economia nacional fez os brasileiros levarem o tópico ao topo da lista dos principais problemas do país, de acordo com pesquisa feita pelo Datafolha neste mês. O tema agora é mais citado do que a violência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>A economia já havia avançado na preocupação dos entrevistados no levantamento anterior, de dezembro. Mas desde então escalou dez pontos percentuais e agora é apontada por 22% dos entrevistados como o principal empecilho do Brasil, dividindo com a saúde o primeiro lugar entre os temas mais citados.</p>



<p>Na pesquisa, o entrevistado ouve a pergunta: “Considerando as áreas que são de responsabilidade do governo federal, na sua opinião qual é o principal problema do país hoje?”.</p>



<p>A resposta é espontânea e única. Entram no campo da economia afirmações correlatas dos entrevistados, como “crise econômica”, “inflação”, “preço elevado dos alimentos” e “aumento da cesta básica”.</p>



<p>Lula (PT) tem demonstrado preocupação especial com o impacto gerado pela escalada do preço dos alimentos em sua popularidade, citando o tema em discursos e chegando a dizer que busca o “pilantra” responsável pelo encarecimento dos ovos.</p>



<p>Em meio à pressão da inflação, o presidente viu sua aprovação atingir no começo do ano o pior patamar de todos os seus mandatos, embora na pesquisa Datafolha deste mês tenha conseguido uma leve melhora na proporção dos que avaliam sua gestão como ótima ou boa.</p>



<p>Para tentar limitar a aceleração dos preços nos mercados, o governo zerou em março o imposto de importação para diferentes produtos. A lista inclui carne, café, milho, óleo de girassol, óleo de palma, azeite, sardinha e açúcar.</p>



<p>Lula tem prometido que os valores vão recuar. “A carne vai baixar. O [vice-presidente Geraldo] Alckmin tem feito muita reunião. Com o pessoal da soja, que produz o óleo, com o pessoal do milho, que produz o óleo, com o pessoal que produz carne. Queremos encontrar uma solução”, disse o presidente em meados de março.</p>



<p>A pesquisa foi feita entre 1º e 3 de abril de 2025 —três semanas após a divulgação de que o país registrou uma inflação de 1,31% em fevereiro, um recorde para o mês. Foram realizadas 3.054 entrevistas, distribuídas em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>



<p>No caso da saúde, o governo Lula afirma que o teto de gastos anterior prejudicou políticas públicas –o que exigiu uma tarefa de reconstrução nos últimos anos. No entanto, o tema continua no topo das preocupações dos brasileiros, sendo ainda mais citado percentualmente agora do que em dezembro.</p>



<p>Depois de economia e saúde, a maior preocupação dos entrevistados é com a violência —em que estão incluídas também respostas como “segurança”, “polícia” e “criminalidade”. Do total de entrevistados, 11% citam o tema.</p>



<p>A pauta da segurança pública é explorada principalmente pela base bolsonarista, que busca apontar deficiências do governo na área. O item chegou a figurar no topo das preocupações dos brasileiros no primeiro ano da atual gestão, e o governo tentou reagir ao propor uma PEC (proposta de emenda à Constituição) voltada a combater o crime. O texto ainda não foi enviado ao Congresso.</p>



<p>A preocupação do brasileiro com o tema caiu no fim do primeiro ano da gestão Lula 3 e, desde então, vem oscilando dentro da margem de erro.</p>



<p>Completam a lista de problemas mais citados pelos entrevistados educação (9%), corrupção (7%), desemprego (5%), fome (4%), desigualdade social (2%), má administração (2%) e política (1%).</p>



<p>Desemprego, fome e desigualdade social são os itens com queda mais relevante na lista das preocupações (na comparação com a pesquisa de dezembro), sendo os únicos a recuarem além da margem de erro.</p>



<p><em>Fábio Pupo/Folhapress</em> / Foto: Fernando Gomes</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>&#8216;Commodities do agronegócio brasileiro poderão ser taxadas pelos EUA&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 04:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegocios]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Commodities]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Thiago Dantas &#8211; Quarta, 5 de fevereiro de 2025 A opinião é do presidente da FPA, Pedro Lupion, que considera provável a imposição de tarifas pelos americanos sobre produtos do agro O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), vê provável imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Dantas &#8211; Quarta, 5 de fevereiro de 2025</p>



<p>A opinião é do presidente da FPA, Pedro Lupion, que considera provável a imposição de tarifas pelos americanos sobre produtos do agro</p>



<p>O presidente da <strong><a href="https://www.canalrural.com.br/tag/fpa/">Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)</a></strong>, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), vê provável<strong><a href="https://www.canalrural.com.br/internacional/trump-espera-conversar-com-china-em-breve-mas-ameaca-elevar-tarifas/"> imposição de tarifas pelos Estados Unidos </a></strong>sobre produtos agropecuários brasileiros, como o governo Donald Trump vem adotando com outros países.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="141760" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-141760"/></figure>
</figure>



<p>“Acho que terá tarifas. Não é nada imprevisível, pois já tivemos problemas comerciais com os Estados Unidos em vários momentos, como os casos emblemáticos do algodão, camarão, do suco de laranja”, afirmou o presidente da bancada agropecuária a jornalistas após sair de uma reunião com o <strong><a href="https://www.canalrural.com.br/tag/mapa/">ministro da Agricultura, Carlos Fávaro</a></strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Precisamos estar muito atentos a essa questão, mas não imagino que não haja algum tipo de represália dos Estados Unidos”, avaliou.</p>



<p>O presidente da FPA citou a disputa antiga entre Brasil e Estados Unidos em relação ao açúcar e ao etanol. O Brasil quer ampliar a cota de açúcar isento de imposto que pode ser exportado aos Estados Unidos, enquanto os norte-americanos pleiteiam há anos a redução do imposto de etanol exportado ao Brasil, hoje de 18%. “É uma briga antiguíssima. Não há previsão nenhuma de que se reverta, lembrando que é perfil dos americanos o protecionismo sobre o seu mercado”, pontuou.</p>



<p>Lupion disse torcer para que o Itamaraty esteja preparado para esse tipo de negociação com os Estados Unidos. Questionado se há condições de o presidente Lula e o Palácio do Planalto negociarem com o presidente Donald Trump, Lupion respondeu que não há opção. “Ele (Trump) está lá e o Lula está aqui. Não há previsão disso mudar tão logo. Então, eles vão ter que sentar e negociar”, afirmou Lupion. “São duas potências produtivas. São grandes países que têm protagonismo nas Américas e eles precisam sentar e negociar. É uma questão de mercado e uma negociação bilateral terá que acontecer”, observou, citando desafios em comuns entre os países como alimentos baratos e geração de emprego.</p>



<p>Para o presidente da bancada do agro, demandas brasileiras como o aumento da cota de carne bovina exportada aos Estados Unidos sem imposto, hoje de 65 mil toneladas, e até mesmo uma maior cota de açúcar isento de tarifas de exportação poderão ser negociadas em contrapartidas.</p>



<p>“Do mesmo jeito que a gente pede, eles também pedem, então pode ser que aconteçam coisas de necessidade dos americanos aqui no Brasil que nos deem oportunidades lá. Há oportunidades e ameaças em cada uma das negociações”, avaliou.</p>



<p>Lupion destacou que o perfil de Trump, como mandatário, e o governo com visão mais protecionista terão impactos nessas tratativas, citando uma postura combativa de Trump.</p>



<p>“Mas eles não vão querer romper todas as relações ou criar problemas comerciais com todos os países que são potenciais aliados dos americanos, independente da questão ideológica do presidente. Eles também precisam da gente, sendo, portanto, uma questão de se adaptar ao mercado e conseguir se organizar”, disse, mencionando a presença de inúmeras empresas brasileiras na produção de carne nos Estados Unidos.</p>



<p>Fonte: Canal Rural / Foto: FPA</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="INÍCIO DOS TRABALHOS DO LEGISLATIVO IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/rC7EkFQHipo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
</blockquote>



<p></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/commodities-do-agronegocio-brasileiro-poderao-ser-taxadas-pelos-eua/">‘Commodities do agronegócio brasileiro poderão ser taxadas pelos EUA’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Nov 2024 20:46:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas&#160;negras escravizadas no Brasil&#160;dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Julia Braun</strong></li>



<li>Role,<strong>Da BBC Brasil em Londres</strong></li>



<li><a href="https://twitter.com/juliatbraun">Twitter,<strong>@juliatbraun</strong></a></li>



<li>Sábado, 23 de novembro de 2024</li>
</ul>



<p>Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c1gdqgkx4z9t">negras escravizadas no Brasil</a>&nbsp;dos séculos 16 a 19.</p>



<p>Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94yx9p2qt">África.</a></p>



<p>A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário.</p>



<p>A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c06gq6yxx8dt">Angola</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cvjp2jwxn4vt">República Democrática do Congo</a>, e posteriormente,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/ckdxnd314dyt">Moçambique</a>.</p>



<p>No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.</p>



<p>Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia.</p>



<p>Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="‘Grande-mãe-ancestral-dos-brasileiros">‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’</h2>



<p>Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia.</p>



<p>Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.</p>



<p>Em seu livro&nbsp;<em>Camões com Dendé</em>, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/305c/live/a7c06190-a72b-11ef-bdf5-b7cb2fa86e10.jpg.webp" alt="Gravura do século 19 sobre o trabalho escravo no Brasil"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Gravura do século 19 sobre o trabalho escravo no Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p>Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir.</p>



<p>A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.</p>



<p>Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio.</p>



<p>“No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.</p>



<p>Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica.</p>



<p>“Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra!.”</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Exemplos-de-expressões-de-origem-banta">Exemplos de expressões de origem banta</h2>



<p><em>1. Babá</em></p>



<p>Tem origem na língua quimbundo e vem do verbo ‘kubaba’, que significa ‘acalentar ou embalar uma criança para adormecer’.</p>



<p><em>2. Cafuné</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e vem da palavra ‘kafa’, que se refere à ação de bater, estalar com os dedos</p>



<p><em>3. Cochilo</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e vem da palavra ‘kukoshila’.</p>



<p><em>4. Dengo</em></p>



<p>Tem origem no quicongo e, na língua original, quer dizer um pedido de aconchego.</p>



<p><em>5. Caçula</em></p>



<p>Vem de &#8216;kasule&#8217;, do quimbundo, que significa &#8216;último filho&#8217;.</p>



<p><em>6. Moleque</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e vem da forma ‘muleke’, associado com &#8216;menino&#8217;.</p>



<p><em>7. Xingar</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e na palavra ‘kukoshinga’.</p>



<p><em>8. Moringa</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e vem da palavra ‘mudingi’.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/daa3/live/b965a260-a72c-11ef-8ab9-9192db313061.jpg.webp" alt="Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil
"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p><em>9. Caçamba</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e vem da palavra ‘kasambu’ que significa cesto.</p>



<p><em>10. Capenga</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e na palavra ‘kiapenga’.</p>



<p><em>11. Dendê</em></p>



<p>Do quimbundo ‘ndende’, o dendê, ou óleo de palma, é popular nas culinárias africana e brasileira.</p>



<p><em>12. Marimbondo</em></p>



<p>Do quimbundo, vem de ‘madimbindo’, palavra usada para vespa.</p>



<p><em>13. Lenga-lenga</em></p>



<p>Tem origem no quimbundo e em ‘ku langa’, que significa enganar alguém.</p>



<p><em>14. Beleléu</em></p>



<p>Do quimbundo, vem de ‘mbelele’, palavra usada para se referir à morte.</p>



<p><em>15. Bunda</em></p>



<p>Do quimbundo, vem de ‘mbunda’, palavra usada para se referir a nádegas ou ânus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="As-línguas-bantas-e-o-português">As línguas bantas e o português</h2>



<p>Fundamental para a construção do Brasil e para o movimento abolicionista, a cultura banto reverbera até hoje não só no vocabulário do português brasileiro, mas também na entonação, pronúncia e sintaxe.</p>



<p>‘Bantu’ é a forma como a língua é referida nos próprios idiomas locais. No Brasil, porém, os linguistas tendem a falar em línguas bantas para se referir ao conjunto de línguas.</p>



<p>Margarida Petter, linguista e professora aposentada do Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo (USP), explica que a denominação foi adotada por linguistas a partir da percepção de uma característica comum entre muitas das línguas: a palavra ‘pessoa’ tem sempre o uso da raiz ‘-ntu’, que no plural recebe o prefixo ‘ba-’. Daí surgiu bantu.</p>



<p>“Alguns africanos que foram transplantados para o Brasil já falavam alguma coisa de português por conta do contato com os colonizadores na região no entorno do Reino do Congo”, diz.</p>



<p>Ao mesmo tempo, diz a especialista, ao aprender a língua estrangeira, essas populações impuseram algo da gramática, da sonoridade e do vocabulário de suas línguas nativas. “Eles trouxeram para o português palavras e estruturas de suas línguas bantas”, explica Petter.</p>



<p>Construções como &#8220;algumas lojas estão caindo preço&#8221; ou &#8220;as ruas do centro não estão passando ônibus&#8221;, que são consideradas gramaticalmente incorretas na língua culta pelo uso equivocado do sujeito, são exemplos dessa influência na língua falada, diz a linguista.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9a96/live/2b52d4a0-a747-11ef-8ab9-9192db313061.png.webp" alt="Mapa das línguas da família banta"/></figure>
</div>


<p>“Outra influência é a tendência na língua falada de dizer coisas como ‘as menina bonita’”, diz Margarida Petter. “Nas línguas bantas, o plural não é indicado com a letra ‘s’ no final das palavras, como no português, mas sim com o uso de um prefixo.”</p>



<p>“Para o falante da língua banta, apenas colocar o primeiro elemento no plural já seria suficiente para entender o sentido completo — colocar o ‘s’ no final do substantivo seria uma redundância.”</p>



<p>A influência banta no Brasil também está nas religiões, nas músicas e na dança. Os escravizados traficados para o país deixaram seu legado, por exemplo, na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira.</p>



<p>Para Yeda Pessoa de Castro, a cantiga popular&nbsp;<em>Escravos de Jó</em>&nbsp;também seria mais uma marca dos bantos — e das mulheres que cantavam e ensinavam jogos para os filhos dos colonizadores.</p>



<p>Segundo a pesquisadora, a palavra ‘jó’ poderia ter origem na língua quimbundo e na palavra ‘njo’, que significa ‘casa’. Já o ‘caxangá’ era um jogo de tabuleiro, diz.</p>



<p>De acordo com Castro, as denominações candomblé, macumba e catimbó são também de origem banto e representam provavelmente as mais antigas manifestações de religiosidade afro-brasileira nascidas na escravidão, como consequência do contato de orientações religiosas ameríndias e africanas com o catolicismo nos primórdios da colonização.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9b0e/live/37311d60-a72c-11ef-a4fe-a3e9a6c5d640.jpg.webp" alt="Pintura do século 19 mostra escravizadas trabalhando
"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Pintura do século 19 mostra escravizadas trabalhando</figcaption></figure>
</div>


<p>Na África colonizada por Portugal, os governos de países como Angola, Moçambique e Cabo Verde adotaram o português como língua oficial após sua independência na década de 1970.</p>



<p>“Havia uma diversidade linguística muito grande, então decidiu-se adotar o português também para evitar contendas tribais”, explica Alexandre António Timbane, professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.</p>



<p>As línguas locais, porém, continuaram a ser usadas em contextos informais e no seio das famílias.</p>



<p>“As pessoas começaram a aprender o português para conseguir emprego, resolver questões burocráticas em órgãos do governo. Mas as línguas locais continuaram a ser faladas em contextos informais, nas famílias, nas canções e na educação local também”, diz Timbane.</p>



<p>O pesquisador moçambicano, porém, lamenta que ainda exista preconceito fora da África em relação às variedades do português africano, especialmente na área do ensino.</p>



<p>“A minha variedade, o meu sotaque, são influências da minha língua materna, da minha história”, diz. “Temos que considerar e tolerar sem preconceito linguístico todas as variedades e incentivar estudos e pesquisas sobre elas, porque elas são úteis.”</p>



<p>Fonte BBC / Fine Art Images/Heritage Images via Getty Images</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DO FUNDO DO POÇO AOS PALCOS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/rEtCTzWw9rk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Flamengo recebe Grêmio no Maracanã mirando a ponta do Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 13:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Maracanã recebe, a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), o confronto entre Flamengo e Grêmio, que é válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro da Gávea entra em campo com o objetivo de retomar a liderança da competição, enquanto o Tricolor Gaúcho, com dois jogos a menos por conta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Maracanã recebe, a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), o confronto entre Flamengo e Grêmio, que é válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro da Gávea entra em campo com o objetivo de retomar a liderança da competição, enquanto o Tricolor Gaúcho, com dois jogos a menos por conta das enchentes no Rio Grande do Sul, luta para se afastar da zona do rebaixamento. </p>



<p>O Flamengo chega embalado após golear o Vasco por 6 a 1, o que o levou aos 14 pontos em sete jogos. Caso vença no Maracanã, a equipe carioca ultrapassa o atual líder Botafogo, que chegou aos 16 pontos após derrotar o Fluminense por 1 a 0 nesta rodada.</p>



<p>Porém, o técnico Tite tem cinco desfalques para o jogo com o Grêmio por causa das convocações para a Copa América: o chileno Erick Pulgar e os uruguaios Giorgian De Arrascaeta, Nico de La Cruz, Viña e Varela.</p>



<p>Além dos convocados, Ayrton Lucas e Allan estão machucados. Diante desse quadro, o zagueiro Léo Pereira deve ser escalado como lateral-esquerdo. Outro improvisado deve ser o zagueiro Léo Ortiz, que pode atuar como volante.</p>



<p>Assim, a provável formação do Flamengo é: Rossi; Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz e Léo Pereira; Léo Ortiz, Igor Jesus e Lorran; Gerson, Everton Cebolinha e Pedro.</p>



<p>O Grêmio também chega com ausências causadas pela Copa América: o paraguaio Villasanti e o venezuelano Soteldo. Com uma grave lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o centroavante Diego Costa também está fora, assim como o suspenso Gustavo Nunes.</p>



<p>Desta forma, o técnico Renato Portaluppi deve mandar a campo: Rafael Cabral; João Pedro, Geromel, Kannemann e Reinaldo; Dodi, Pepê e Cristaldo; Pavon, Nathan Fernandes e JP Galvão.<br>Na classificação, o Grêmio soma 6 pontos após cinco partidas disputadas e ocupa no momento a 13ª posição do Brasileirão.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: © Lucas Uebel/Gremio FBPA/Direitos Reservados</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pesquisas e Planejamentos de Campanha Eleitoral" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/50C-TvPwm78?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>A curiosa e desconhecida história de Alves Ribeiro, o 1º médico brasileiro formado em Harvard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 02:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Harvard]]></category>
		<category><![CDATA[Medico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando nos deparamos com um personagem que acumulou feitos notáveis durante a vida, costumamos dizer que &#8220;esteve à frente de seu tempo&#8221;. Mas, para o historiador Eduardo Vasconcelos, professor da Universidade Estadual de Goiás, não parece adequado usar essa frase para definir a trajetória de Joaquim Antonio Alves Ribeiro, o primeiro brasileiro a se formar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>André Biernath</strong></li>



<li>Role,<strong>Da BBC News Brasil em Londres</strong></li>



<li><a href="https://twitter.com/andre_biernath">Twitter,<strong>@andre_biernath</strong></a></li>



<li>8 abril 2024</li>
</ul>



<p>Quando nos deparamos com um personagem que acumulou feitos notáveis durante a vida, costumamos dizer que &#8220;esteve à frente de seu tempo&#8221;.</p>



<p>Mas, para o historiador Eduardo Vasconcelos, professor da Universidade Estadual de Goiás, não parece adequado usar essa frase para definir a trajetória de Joaquim Antonio Alves Ribeiro, o primeiro brasileiro a se formar em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94y3jj2kt">medicina</a>&nbsp;na prestigiada&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gy0kk5d4zo">Universidade Harvard</a>, nos EUA, no ano de 1853.</p>



<p>Na avaliação dele, Alves Ribeiro foi precisamente &#8220;um homem de seu tempo&#8221;.</p>



<p>Depois de formar-se nos <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>, ele voltou para a terra natal, onde virou &#8220;médico da pobreza&#8221;, foi o primeiro profissional contratado pela Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, ajudou a lidar com problemas de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q430z4vt">saúde pública</a> e trouxe <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c404v027pd4t">inovações tecnológicas</a> ao Brasil.</p>



<p>O dr. Alves Ribeiro também publicou um livro para auxiliar <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c510djjg8y2o">o trabalho das parteiras</a> e criou uma das primeiras publicações médico-científicas do país — batizada de &#8220;A Lancêta&#8221;, numa provável alusão ao tradicional periódico científico inglês The Lancet.</p>



<p>E mais: o médico ainda fundou o primeiro museu do Ceará, a partir de uma coleção de objetos de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/aprenda-ingles-53851696">história natural</a>&nbsp;(fósseis, penas, pedras…) que reuniu durante a vida.</p>



<p>Apesar desses feitos, a trajetória de Alves Ribeiro passou praticamente sem chamar a atenção de quase ninguém por mais de um século e meio — por fatos e contextos que, em diferentes níveis, afetaram (e ainda afetam) o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c5qvpqyq38jt">Ceará</a>, o Brasil e o mundo.</p>



<p>Mas, como você vai conhecer ao longo desta reportagem, o trabalho de pesquisa de Vasconcelos ajudou a desenterrar a história.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="De-Icó-a-Cambridge">De Icó a Cambridge</h2>



<p>Vasconcelos ouviu falar no dr. Alves Ribeiro pela primeira vez quando ainda estava fazendo a graduação em história na Universidade Federal do Ceará.</p>



<p>&#8220;Lembro de ler um boletim que mencionava o fato de o primeiro museu do Ceará ter sido fundado pelo &#8216;saudoso médico Joaquim Antonio Ribeiro'&#8221;, destaca ele.</p>



<p>&#8220;Isso acendeu uma luz na minha cabeça. Queria saber quem foi esse cidadão e por que ninguém falava dele.&#8221;</p>



<p>&#8220;Após alguma pesquisa, não encontrei muitas informações sobre Alves Ribeiro nem em publicações locais, regionais, nacionais ou internacionais. Havia um silêncio, uma obliteração com relação a esse cidadão&#8221;, constata Vasconcelos.</p>



<p>Após concluir o mestrado em história da ciência pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Rio de Janeiro, o pesquisador decidiu dedicar seu doutorado, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a desvendar quem de fato foi esse médico cearense que viveu no século 19.</p>



<p>A tese de doutorado virou o livro&nbsp;<em>A Ciência Peculiar de Joaquim Antonio Alves Ribeiro</em>, publicado recentemente pela Editora Cancioneiro. O autor&nbsp;<a href="https://alvesribeirocientista.com.br/">também criou um site</a>&nbsp;para reunir e compartilhar informações sobre o cearense.</p>



<p>&#8220;Minha pretensão não era fazer uma biografia e explicitar detalhadamente todos os aspectos da vida de Alves Ribeiro, mas, sim, iluminar algumas de suas ações e atividades científicas&#8221;, pondera o pesquisador.</p>



<p>Há pouquíssimas informações sobre os anos de juventude desse personagem: sabe-se apenas que ele nasceu em 1830 na cidade de Icó, na região sul do Ceará.</p>



<p>&#8220;Até o início da formação médica, não se conhece praticamente nada sobre ele, pois não foram identificados documentos ou informações concretas&#8221;, admite Vasconcelos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/144e/live/61f83030-ed17-11ee-860f-4b0b053e4cd0.png" alt="Capa do livro de Eduardo Vasconcelos"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,No livro recém-lançado, Vasconcelos compila toda a investigação que fez sobre a vida de Alves Ribeiro</figcaption></figure>



<p>Os fatos começam a ficar mais sólidos a partir dos anos em que ele cursou medicina em Harvard, onde obteve o diploma em 1853.</p>



<p>Vale lembrar aqui que, à época, essa universidade americana não tinha o prestígio internacional dos dias de hoje — como o próprio historiador escreve no livro, as elites brasileiras sempre preferiam mandar os filhos para estudar em instituições europeias, como as universidades de Coimbra, em Portugal, ou de Montpellier, na França.</p>



<p>Mas o que fez Alves Ribeiro optar por Harvard? Vasconcelos não tem nenhum documento que comprove os motivos da escolha, mas a pesquisa permite que ele faça algumas conjecturas.</p>



<p>&#8220;O pai de Alves Ribeiro tinha terras e criava gado para o fornecimento de couro. A família dele estava inserida no contexto da ocupação do sertão&#8221;, contextualiza o pesquisador.</p>



<p>&#8220;É possível que o pai dele tivesse contato com algum comerciante estrangeiro, em especial dos EUA ou do Reino Unido, para quem pode ter pedido sugestões sobre onde estudar fora&#8221;, especula.</p>



<p>&#8220;A partir de 1847, tivemos também uma crise econômica internacional que elevou os preços globais e valorizou as principais moedas europeias.&#8221;</p>



<p>Nesse cenário, estudar nos Estados Unidos possivelmente virou uma alternativa mais viável.</p>



<p>&#8220;As universidades americanas eram boas e mais baratas. Além disso, o processo de seleção era relativamente simples, com provas de latim, matemática e inglês&#8221;, acrescenta o historiador.</p>



<p>Especulações à parte, Alves Ribeiro de fato zarpou para os Estados Unidos e estudou medicina na Universidade Harvard — como mencionado anteriormente, ele se formou em 1853.</p>



<p>Durante as pesquisas para o doutorado, Vasconcelos avaliou listas de matrículas para se certificar que o cearense havia sido de fato o primeiro brasileiro a ingressar no curso de Medicina da instituição.</p>



<p>Ele até identificou que, nos registros de Harvard de 1833-34 e 1836-37, há menção a dois estudantes que tinham o sobrenome White. Eles são identificados como &#8220;naturais do Rio de Janeiro, Brasil&#8221;.</p>



<p>&#8220;Mas White não é um nome nada comum para o Brasil do século 19… Eu acredito que eles tinham alguma ascendência anglo-saxã, ou eram filhos de representantes comerciais ou diplomáticos dos Estados Unidos ou do Reino Unido&#8221;, avalia Vasconcelos.</p>



<p>&#8220;Com isso, à luz dos documentos pesquisados, é possível dizer que, até o presente momento, Joaquim Antonio Alves Ribeiro foi o primeiro brasileiro não descendente de estrangeiros, filho de brasileiros natos, que se formou em medicina por Harvard&#8221;, conclui ele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/5971/live/cb8277e0-ed17-11ee-890a-7f9c0a6cf42e.jpg" alt="Fachada da Harvard Medical School"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Harvard virou uma opção viável para a família de Alves Ribeiro, especula historiador</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-bom-filho-à-casa-torna">O bom filho à casa torna</h2>



<p>Após a formação, Alves Ribeiro voltou ao Brasil e precisou revalidar o diploma antes de poder atuar como médico no país. Ele cumpriu essa etapa, que é exigida até os dias de hoje, na Faculdade de Medicina da Bahia.</p>



<p>Na sequência, ele se mudou para o interior do Rio Grande do Norte, onde foi contratado para lidar com uma epidemia.</p>



<p>&#8220;Ele passou cerca de um ano lá, mas logo foi embora porque se deparou com atrasos de salários e condições ruins de trabalho&#8221;, destaca Vasconcelos.</p>



<p>Depois, ele estabeleceu um consultório particular em Recife, Pernambuco, onde permaneceu por três anos.</p>



<p>&#8220;Ele recebia pacientes brasileiros e da comunidade internacional, pois fazia atendimentos em inglês e francês&#8221;, detalha o historiador.</p>



<p>Após essa experiência, Alves Ribeiro decidiu regressar ao seu Estado natal. Desde a década de 1830, o governo do Ceará mantinha um cargo conhecido como &#8220;médico da pobreza&#8221;.</p>



<p>Curiosidade histórica: essa função foi instituída durante o governo de José Martiniano Pereira de Alencar, o pai do escritor José de Alencar, autor de clássicos como&nbsp;<em>Iracema</em>,&nbsp;<em>Senhora&nbsp;</em>e&nbsp;<em>O Guarani.</em></p>



<p>&#8220;O médico da pobreza era pago pelo governo da província para atender as pessoas com problemas de saúde que não tinham dinheiro para custear uma consulta&#8221;, resume Vasconcelos.</p>



<p>Num cenário onde não existia qualquer rascunho de saúde pública, essa era uma forma de oferecer algum tipo de atendimento a quem mais precisava.</p>



<p>O pesquisador destaca que, à época, a figura do médico não tinha o prestígio e a autoridade dos dias de hoje.</p>



<p>Até os idos de 1860, a medicina sequer sabia o que causava a maioria das doenças — bactérias, vírus e outros patógenos eram desconhecidos, e demoraria mais de meio século até que os antibióticos estivessem disponíveis.</p>



<p>&#8220;Principalmente entre as camadas mais populares, o médico disputava espaço com outros agentes de cura, como as benzedeiras, os xamãs e os raizeiros&#8221;, lista Vasconcelos.</p>



<p>Alves Ribeiro trabalhou justamente nesse universo, onde precisou lidar com epidemias, contaminações de açudes e outros males que atingiam a província.</p>



<p>&#8220;Em março de 1871, é criado o primeiro hospital de caridade do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia que, está em funcionamento até os dias de hoje&#8221;, diz o autor.</p>



<p>&#8220;E Alves Ribeiro se torna o primeiro médico da Santa Casa de Fortaleza&#8221;, complementa.</p>



<p>Ele também se notabilizou por estar em contato com as novidades e adotar tecnologias inovadoras da época.</p>



<p>Um dos aparatos que o médico incorporou na prática foi o insensibilizador, um aparelho que borrifava éter para &#8220;anestesiar&#8221; os pacientes e diminuir a dor durante procedimentos cirúrgicos, como amputações, extrações de dentes, queima de tumores e até cesarianas.</p>



<p>A Gazeta Médica da Bahia, um periódico especializado, fez um artigo sobre o tal insensibilizador em julho de 1866.</p>



<p>&#8220;Os primeiros ensaios [no Brasil com o insensibilizador] de que temos notícias foram feitos no Ceará pelo nosso ilustre colega Sr. Dr. J. A. A. Ribeiro.&#8221;</p>



<p>O próprio Alves Ribeiro contribui para o artigo, ao compartilhar um pouco de sua experiência com a nova tecnologia — o que denota um outro traço importante da personalidade do médico, sobre o qual falaremos adiante.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/dc62/live/7e3f9c00-ed18-11ee-890a-7f9c0a6cf42e.jpg" alt="Insensibilizador"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,O insensibilizador, aparelho que Alves Ribeiro trouxe ao Brasil</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-valor-da-comunicação-em-saúde">O valor da comunicação em saúde</h2>



<p>O médico cearense também se destacou pelas publicações que fez durante a vida.</p>



<p>A mais famosa delas se chama&nbsp;<em>Manual da Parteira, ou Pequena Compilação de Conselhos na Arte de Partejar, Escrita em Linguagem Familiar</em>.</p>



<p>Por meio de um texto acessível e do uso de imagens, Alves Ribeiro compilou uma série de orientações sobre como realizar um parto com sucesso.</p>



<p>&#8220;Como médico, ele sabia que precisava socializar as informações&#8221;, diz Vasconcelos.</p>



<p>&#8220;Ele tinha essa preocupação recorrente, até porque a prevenção e o tratamento de surtos, epidemias e outras questões de saúde dependia de uma abordagem coletiva.&#8221;</p>



<p>O historiador explica que, à época, certamente existia uma enorme demanda por informações em temas de saúde.</p>



<p>&#8220;Precisamos ter em mente que o Ceará é grande. Uma mulher que entrava em trabalho de parto no Crato, a 600 km da capital, não chegaria a tempo à Santa Casa em Fortaleza. E seguramente o médico também não conseguiria se deslocar até o local para socorrê-la&#8221;, conta ele.</p>



<p>&#8220;O Manual da Parteira surge da necessidade de suprir a comunidade com informações de uma maneira simples, com imagens, para que a maioria das pessoas conseguisse ler e interpretar.&#8221;</p>



<p>Alves Ribeiro ainda foi a mente por trás da criação periódico científico A Lancêta, um dos primeiros do gênero no Brasil, em 1862</p>



<p>Vasconcelos revela que o médico conhecia o jornal The Lancet, fundado em 1823 no Reino Unido. Ele chegou a enviar correspondências à pubicação britânica em 1858.</p>



<p>Portanto, o nome aportuguesado d&#8217;A Lancêta, que tratava de temas relacionados a medicina, fisiologia, cirurgia e química, entre outros, para um público especializado, pode ser interpretado como uma espécie de homenagem.</p>



<p>&#8220;Nesse sentido, ao intitular o jornal como A Lancêta, o dr. Alves Ribeiro desejava que a folha médica tivesse características análogas ao instrumento cirúrgico, já que, como médico, ele estava habilitado a manusear tanto a lanceta de fato, o instrumento, quanto a lanceta como figura alegórica, o jornal, por meio do qual a palavra impressa também poderia ou deveria provocar cortes e incisões nos debates em pauta&#8221;, escreve Vasconcelos no livro.</p>



<p>Durante a pesquisa, o historiador encontrou seis edições disponíveis do periódico. &#8220;Ele se propunha a ser uma espécie de arena pública para discutir e refletir sobre o que estava acontecendo na medicina&#8221;, caracteriza ele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/09ba/live/d4b0f930-ed18-11ee-9410-0f893255c2a0.jpg" alt="Capa do periódico A Lancêta, fundada por Alves Ribeiro"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Capa do periódico A Lancêta, fundado por Alves Ribeiro</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-Gabinete-de-História-Natural">O Gabinete de História Natural</h2>



<p>Mas os interesses de Alves Ribeiro iam além da sua profissão: no final da década de 1850, ele começou a colecionar objetos de história natural, como animais taxidermizados, minerais, moedas e artefatos indígenas.</p>



<p>Em 1867, o médico resolveu abrir sua coleção para visitação pública. Ele cobrava uma taxa para manter a exposição.</p>



<p>Um jornal da época publicou: &#8220;Amanhã abrir-se-á às 4 horas da tarde o Museu de História Natural na rua da Boa Vista, esquina da travessa Municipal. Igualmente estará aberto todos os domingos e dias santos à mesma hora.&#8221;</p>



<p>&#8220;Os bilhetes vendem-se à porta do edifício a 500 réis cada um. O proprietário, não mirando interesse pecuniário, é, contudo, obrigado a taxar aos visitantes essa espórtula [quantia], a fim de ocorrer às despesas com o estabelecimento, e à aquisição de novos produtos&#8221;, finaliza o anúncio</p>



<p>O gabinete de história natural é considerado o primeiro museu criado no Ceará — e um dos pioneiros nesta área do conhecimento de todo o Brasil.</p>



<p>No início da década de 1870, Alves Ribeiro decidiu doar toda a sua coleção para o governo estadual, que a partir dos objetos criou o Museu Provincial, que funcionava no mesmo prédio da biblioteca pública.</p>



<p>Vasconcelos entende que o interesse do médico em história natural está relacionado à formação dele em Harvard.</p>



<p>&#8220;John Collins Warren, um decano da Escola de Medicina de Harvard, tinha uma coleção de História Natural que foi posteriormente doada à universidade&#8221;, diz o professor.</p>



<p>&#8220;Essas coleções reuniam diversos elementos da vida, como esqueletos, fósseis, animais, moedas, pedras, enfim, tudo que fosse exótico e diferente.&#8221;</p>



<p>&#8220;Nesse sentido, Alves Ribeiro é um homem de seu tempo, e sempre buscava conhecimento e as últimas novidades da ciência&#8221;, complementa ele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/95ee/live/6187a930-ed19-11ee-9410-0f893255c2a0.jpg" alt="Ilustração da Revolução Industrial"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Acontecimentos internacionais, como a Segunda Revolução Industrial no Reino Unido e a Guerra de Secessão nos EUA, transformaram o Ceará num polo produtor de algodão — mas tudo mudou com a Grande Seca de 1877</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Esquecido-pela-história">Esquecido pela história</h2>



<p>Mas com uma trajetória tão interessante e cheia de características únicas, por que Alves Ribeiro não é um personagem mais conhecido e estudado?</p>



<p>Na visão de Vasconcelos, isso se deve a dois fatores principais, que envolvem o Ceará, o Brasil e o mundo inteiro.</p>



<p>Em primeiro lugar, é preciso resgatar dois acontecimentos globais da época. De um lado do Atlântico, o Reino Unido passava pela Segunda Revolução Industrial, pautada na fabricação de produtos têxteis.</p>



<p>Do outro, os Estados Unidos — até então a maior fonte de algodão para as fábricas britânicas — se engalfinharam em crises internas que culminaram na Guerra de Secessão a partir de 1861.</p>



<p>&#8220;A Inglaterra teve que buscar outros fornecedores ao redor do mundo, em especial na América Latina e na África. E, particularmente no Brasil, o semiárido nordestino possui o algodoeiro mocó, que não provê produtos numa grande qualidade quando comparado aos fios egípcios, por exemplo, mas pode ser utilizado para fabricar produtos de segunda ou terceira linha&#8221;, explica o historiador.</p>



<p>Nesse contexto, o Ceará virou um grande fornecedor de algodão, enriqueceu e se tornou uma província com melhores condições, apesar de afastada da capital, no Rio de Janeiro.</p>



<p>&#8220;Mas, a partir de 1877, essa região foi assolada por uma grande seca que impossibilitou o cultivo do algodão&#8221;, complementa Vasconcelos.</p>



<p>&#8220;Os historiadores então pegam esse recorte pós-1877 e concluem que não pode ter existido ali produção intelectual e científica. O Ceará passou a ser entendido apenas como um lugar de seca, cangaço, messianismo e mandonismo&#8221;, diz o especialista.</p>



<p>&#8220;Mas Alves Ribeiro antecede uma série de marcos referenciais. Ele é o homem que vem antes da seca e de todo esse processo&#8221;, avalia ele.</p>



<p>Para fechar, outro motivo que Vasconcelos aponta para o primeiro médico brasileiro formado em Harvard ser um ilustre desconhecido tem a ver com uma falha da &#8220;historiografia nacional&#8221;, que ignora o que acontecia fora do eixo político-econômico do país.</p>



<p>&#8220;Os historiadores olham a ciência como uma atividade custosa, que exige muito dinheiro. Portanto, no século 19, ela só poderia ser feita no Rio de Janeiro e, pouco depois, em São Paulo&#8221;, interpreta ele.</p>



<p>&#8220;A produção historiográfica de hoje privilegia a Ciência realizada apenas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.&#8221;</p>



<p>&#8220;Mas essa tendência ignora histórias profícuas, de personagens que viveram em outros lugares e deveriam estar nesse panteão das atividades científicas realizadas no Brasil, como o próprio dr. Alves Ribeiro&#8221;, conclui ele.</p>



<p>O médico cearense morreu em 1875, aos 45 anos, vítima de um câncer de estômago.</p>



<p>Fonte: BBC / DOMÍNIO PÚBLICOLegenda da foto,Alves Ribeiro estudou nos EUA e atuou boa parte da carreira em Fortaleza</p>



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