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	<title>BRICS |</title>
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		<title>Escritora egípcia Salwa Bakr é primeira a conquistar Prêmio de Literatura do Brics</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 15:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio de literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O prêmio apoia autores contemporâneos cujas obras refletem os valores culturais e espirituais dos povos do Brics Após a votação do júri internacional, a escritora egípcia Salwa Bakr, uma das mais renomadas representantes da prosa árabe contemporânea, foi eleita vencedora do Prêmio de Literatura do Brics. Autora de sete coletâneas de contos, sete romances e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em>O prêmio apoia autores contemporâneos cujas obras refletem os valores culturais e espirituais dos povos do Brics</em></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Após a votação do júri internacional, a escritora egípcia Salwa Bakr, uma das mais renomadas representantes da prosa árabe contemporânea, foi eleita vencedora do Prêmio de Literatura do Brics. Autora de sete coletâneas de contos, sete romances e uma peça de teatro, suas obras foram traduzidas para diversos idiomas europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio da premiação ocorreu durante o Festival de Artes dos Países do Brics, realizado em Khabarovsk, na Rússia. A cerimônia foi realizada no Palácio Cultural da Cidade e contou com a presença de representantes da administração da região, diplomatas, escritores, editores e ativistas de <a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/12/01/cupula-popular-dos-brics-comeca-nesta-segunda-1o-no-rio-de-janeiro/">países do Brics </a>e de Estados parceiros. O parceiro informativo do prêmio foi o <em>Grupo de Mídia Eurasiático</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A escolha de Salwa Bakr como primeira laureada do Prêmio Literário Brics é um sinal para editoras e instituições culturais de nossos países. Tenho certeza de que suas obras serão traduzidas para o russo e seu nome se tornará conhecido nos países do Brics, não apenas por um público especializado, mas por um público amplo”, afirmou o embaixador do Prêmio de Literatura do Brics, diretor-geral do&nbsp;<em>Grupo de Mídia Eurasiático</em>&nbsp;e doutor em Filosofia, Serguei Demenski.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://assets.brasildefato.com.br/2025/12/d1jdhpfo4duczp7lnedc3wsbj7i0bl8j.webp" alt="Prêmio Literatura do Brics" class="wp-image-896435"/><figcaption class="wp-element-caption">O prêmio apoia autores contemporâneos cujas obras refletem os valores culturais e espirituais dos povos do Brics&nbsp;|&nbsp;Crédito: Prêmio Literatura do Brics</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ele destacou que a obra de Salwa Bakr reflete plenamente o espírito do prêmio: seus livros são escritos na linguagem mais significativa para o Brics, a chamada “linguagem da diplomacia popular”, que facilita o entendimento entre pessoas de diferentes países, promovendo a solidariedade e o compartilhamento de valores comuns. A escritora mencionou isso em uma entrevista recente, ao comentar sua inclusão na lista final do prêmio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premiação do vencedor ocorrerá em breve, com data e local a serem anunciados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prêmio especial “Por Inovações na Literatura” foi concedido ao escritor indonésio Denny JA, em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento do chamado ensaio poético, um gênero que combina recursos líricos com elementos factuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora nacional da Brics Literature Network na Indonésia, Sastri Bakry, ressaltou o simbolismo de que, na primeira edição do prêmio, o Egito e a Indonésia foram reconhecidos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou muito orgulhosa da escritora Salwa Bakr, do Egito, que sempre fala em nome das mulheres. Também me orgulho de que Denny tenha recebido o prêmio ‘Por Inovações na Literatura’. Ele merece essa conquista e, sem perceber, já elevou o nome da Indonésia no cenário global”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vice-cônsul da Índia em Vladivostok, Kumar Karan, observou que a escolha de Khabarovsk como palco da final do Prêmio de Literatura do Brics reforça seu papel como porta de entrada do Extremo Oriente da Rússia e ponte cultural entre os países do Brics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos olhando atentamente para o futuro. O terceiro fórum Brics Valores Tradicionais ocorrerá na Índia, e será lá que a lista preliminar do Prêmio de Literatura do Brics 2026 será apresentada. Para nós, isso não é apenas uma honra, mas uma oportunidade de desenvolver ainda mais a cooperação cultural, que serve de base para o fortalecimento das conexões políticas, econômicas e humanas entre os países do grupo”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Prêmio de Literatura do Brics, criado em novembro de 2024 durante o fórum Brics “Valores Tradicionais”, é uma nova premiação internacional. Ele apoia autores contemporâneos cujas obras refletem os valores culturais e espirituais dos povos dos países-membros e contribui para a promoção de traduções e a publicação de livros nos idiomas das nações participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os organizadores criaram uma diretoria e formaram um júri em cada país para indicar candidatos que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da literatura. A lista preliminar do prêmio foi anunciada no Brasil e, após um mês de votação, restaram 10 finalistas, um de cada país. A lista final foi apresentada em Jacarta, na Indonésia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Salwa Bakr, concorreram ao prêmio a escritora brasileira Ana Maria Gonçalves, o escritor e poeta indiano Sonu Saini, o escritor, comentarista e blogueiro chinês Ma Boyong, a escritora e pesquisadora de cultura dos Emirados Árabes Unidos Reem Al Kamali, o escritor e ativista Abere Adamu, da Etiópia, a escritora e poetisa sul-africana Nthabiseng JahRose Jafta, o escritor indonésio Denny JA, o escritor e jornalista russo Aleksei Varlamov e o escritor e poeta iraniano Mansour Alimoradi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil de Fato / Foto: Prêmio de Literatura do Brics</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CONCURSO DA RAINHA AFRO IPIRANESE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iNC0yQULzBI?start=2831&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/escritora-egipcia-salwa-bakr-e-primeira-a-conquistar-premio-de-literatura-do-brics/">Escritora egípcia Salwa Bakr é primeira a conquistar Prêmio de Literatura do Brics</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Países do Brics se unem para eliminar doenças ligadas à pobreza e à desigualdade </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 18:56:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gonzalo Vecina Neto comenta que a iniciativa mira causas sociais e busca esforços coletivos para superar doenças negligenciadas pelos países do Norte Texto: RedaçãoArte: Gustavo Radaelli** Os países do&#160;Brics lançaram uma parceria&#160;com o objetivo de eliminar as chamadas Doenças Socialmente Determinadas (DSDs), enfermidades cuja ocorrência e gravidade estão diretamente ligadas à pobreza e à desigualdade. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Gonzalo Vecina Neto comenta que a iniciativa mira causas sociais e busca esforços coletivos para superar doenças negligenciadas pelos países do Norte</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Redação<br>Arte: Gustavo Radaelli**</h2>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/10/BRICs-PARCERIA-ELIMINACAO-DOENCAS_PROFo_GONZALO-VECINA-EDITADA.mp3"></audio></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os países do&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/parceria-do-brics-para-a-eliminacao-de-doencas-socialmente-determinadas">Brics lançaram uma parceria</a>&nbsp;com o objetivo de eliminar as chamadas Doenças Socialmente Determinadas (DSDs), enfermidades cuja ocorrência e gravidade estão diretamente ligadas à pobreza e à desigualdade. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre as nações, mobilizar recursos e avançar esforços coletivos para eliminação integrada dessas doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem explica é Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e ex-presidente da Anvisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante entender que existe um conjunto de doenças infectocontagiosas que incidem principalmente sobre populações pobres. Os determinantes sociais são o que fazem acontecer essa carga de doenças.” Entre as doenças priorizadas pela ação da parceria estão tuberculose, hanseníase, dengue e malária — todas com alta prevalência no Sul Global. O professor aponta que a tuberculose “está sempre presente na nossa população da periferia das grandes cidades e nos fundões da nossa sociedade”. A hanseníase, “infelizmente uma doença milenar”, também persiste em números elevados.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/2022_0891_gonzalovecinaneto-pikmtbmo9fo1fzibhau0fgdujk001qik87rvjvwu9w.png" alt="Professor Gonzalo Vecina Neto - Foto: Reprodução/FSP-USP" style="width:148px;height:auto" title="2022_0891_gonzalovecinaneto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Professor Gonzalo Vecina Neto &#8211; Foto: Reprodução/FSP-USP</em></strong></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Ação intersetorial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além do reforço aos sistemas de saúde, Vecina comenta o contexto estrutural que agrava essas doenças: “Como são doenças determinadas socialmente, têm pobreza e a estrutura pública de vida no meio do caminho. Saúde não resolve esse tipo de problema. Precisa de uma ação intersetorial, precisa de educação, de habitação, e de condições sociais melhores”. Nesse sentido, ele reforça a urgência de avançar na pesquisa científica para essas doenças, historicamente negligenciadas pela indústria farmacêutica dos países do Norte. “O Norte rico não quer saber de fazer pesquisa para nós. Então nós temos que fazer pesquisa para as nossas doenças e ter soluções melhores.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o professor, é necessário desenvolver medicamentos mais eficazes e menos tóxicos. Os atuais tratamentos, sobretudo contra a tuberculose, têm efeitos colaterais profundos e são difíceis de ingerir: “São desastres, têm efeitos colaterais importantes, e por isso também os pacientes suspendem o tratamento”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil é exemplo no Brics</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Vecina explica que no cenário do Brics o Brasil desponta como exemplo de combate às DSDs graças ao SUS. “O Brasil é hoje o que tem a melhor condição de ataque a essas doenças. O SUS é muito diferente do que existe nos países do terceiro mundo e particularmente dos sócios do Brics”, avalia Vecina. Ele destaca a capilaridade da atenção primária no País, com cerca de 50 mil unidades atuando principalmente nas periferias, através da Estratégia de Saúde da Família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parceria assinada pelo Brics também aponta para a construção de uma agenda comum nos fóruns internacionais, ampliação de financiamento via bancos de desenvolvimento e uso de tecnologias como inteligência artificial, vigilância epidemiológica digital e plataformas interoperáveis.&nbsp;Para Vecina, no entanto, a resposta mais eficaz não virá apenas de laboratórios ou políticas setoriais. “O remédio mais importante de todos implica mais igualdade entre os seres humanos que vivem neste mundo.”</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jornal da USP no Ar&nbsp;</strong><br><a href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/jornal-da-usp-no-ar/">Jornal da USP no Ar</a>&nbsp;no ar veiculado pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h, 16h40 e às 18h. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em&nbsp;<a href="https://www.jornal.usp.br/">www.jornal.usp.br</a>&nbsp;ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / A saúde e a doença podem ser observadas a partir de um olhar ampliado que se conecta também às condições de vida das pessoas, como classe social, gênero, raça e as diversas condições políticas da sociedade – Foto: <a href="https://www.flickr.com/photos/mahsaraiva/4118069678/">Mariana Saraiva/Flickr</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BPC EM REVISÃO: COMO NÃO PERDER O SEU BENEFÍCIO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/380ng8QFky8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Presidente da AEB critica o Brics, sua expansão, e diz que bloco nada acrescenta às exportações brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O Brics não é um bloco formal de países com o objetivo de exportar ou importar. Após sua criação, progressivamente, o Brics foi mudando suas características passando a ser um bloco com finalidades políticas. O Brasil não tira nenhum proveito em suas exportações por ser membro do Brics”. A crítica ao bloco que reúne Brasil, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">“O Brics não é um bloco formal de países com o objetivo de exportar ou importar. Após sua criação, progressivamente, o Brics foi mudando suas características passando a ser um bloco com finalidades políticas. O Brasil não tira nenhum proveito em suas exportações por ser membro do Brics”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica ao bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, que passaram a integrar a organização em 2025, foi feita por José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para o dirigente, a expansão do bloco realizada no início deste ano envolve países que “não têm nenhum peso politico e econômico e por isso pouco acrescentam”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para o executivo da AEB, a participação brasileira no Brics não agregou valor ao comércio exterior do país: “com certeza, não exportamos mais para China, Rússia, Índia e África do Sul por causa do Brics. Embarcamos para esses países commodities agrícolas e minerais que, na realidade, seriam exportadas com ou sem a criação do bloco. Por outro lado, o Brics não abriu possibilidades para o Brasil diversificar a sua pauta exportadora e passar a negociar produtos manufaturados, de maior valor agregado, para esse conjunto de países”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Custo Brasil</strong><br>Ainda assim, José Augusto de Castro não responsabiliza os sócios do Brics pela forte concentração dos produtos primários nas exportações para o bloco. Para ele, “como todos nós sabemos, nosso principal problema no comércio exterior, e em particular na busca de mercados para produtos industrializados, reside na questão custos e especialmente no chamado custo Brasil. Enquanto o Brasil não conseguir reduzir seus custos terá grande dificuldade de exportar produtos manufaturados e seguirá exportando apenas commodities como soja, minério de ferro e petróleo bruto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Augusto de Castro também criticou a ideia de criação de uma moeda do Brics numa tentativa de diminuir a dependência de seus membros em relação ao dólar americano. Segundo ele, “o dólar foi criado para sempre. Depois a União Europeia criou o euro, e o que aconteceu? Nada. Moedas como o euro ocupam pouco espaço no mercado internacional e se for criada uma moeda pensando no Brics se acabará popularizando essa coisa da criação de uma novo moeda, que deixará de ser algo técnico para se transformar em iniciativa meramente política que não vai gerar resultado algum”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Equipe ComexdoBrasil</em> / Foto: Equipe ComexdoBrasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DIREITOS DO CONSUMIDOR QUE TODO MUNDO DEVERIA CONHECER" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RDvIGv1Vuyo?start=487&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://wa.me/?text=Presidente%20da%20AEB%20critica%20o%20Brics%2C%20sua%20expans%C3%A3o%2C%20e%20diz%20que%20bloco%20nada%20acrescenta%20%C3%A0s%20exporta%C3%A7%C3%B5es%20brasileiras%20https%3A%2F%2Fwww.diplomaciabusiness.com%2Fpresidente-da-aeb-critica-o-brics-sua-expansao-e-diz-que-bloco-nada-acrescenta-as-exportacoes-brasileiras%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/presidente-da-aeb-critica-o-brics-sua-expansao-e-diz-que-bloco-nada-acrescenta-as-exportacoes-brasileiras/">Presidente da AEB critica o Brics, sua expansão, e diz que bloco nada acrescenta às exportações brasileiras</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Líderes do Brics discutem como ampliar mecanismos de comércio no bloco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 13:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os líderes dos países do Brics discutiram como ampliar os mecanismos de comércio entre as nações do bloco de países emergentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou uma cúpula virtual com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas de parceiros comerciais. “O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os líderes dos países do Brics discutiram como ampliar os mecanismos de comércio entre as nações do bloco de países emergentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou uma cúpula virtual com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas de parceiros comerciais. “O comércio e a integração financeira entre nossos países oferecem opção segura para mitigar os efeitos do protecionismo”, afirmou em discurso aos chefes de Estado.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-191052">Para Lula, o grupo de potência do Sul Global tem a legitimidade necessária para liderar a refundação do sistema multilateral de comércio em bases modernas, flexíveis e voltadas às necessidades de desenvolvimento de cada país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu discurso, ele citou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (banco do Brics) na diversificação das bases econômicas e as complementariedades entre os países.&nbsp;“Juntos, representamos 40% do PIB global, 26% do comércio internacional e quase 50% da população mundial. Temos entre nós grandes exportadores e consumidores de energia. Reunimos as condições necessárias para promover uma industrialização verde, que gere emprego e renda em nossos países, sobretudo nos setores de alta tecnologia. Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondemos por 42% da produção agropecuária global”, ressaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente brasileiro, a crise de governança ‘não é uma questão conjuntural’ e cabe ao Brics mostrar que a cooperação ‘supera qualquer forma de rivalidade’.&nbsp;“A Organização Mundial do Comércio [OMC] está paralisada há anos. Em poucas semanas, medidas unilaterais transformaram em letra morta princípios basilares do livre comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional. Agora assistimos ao enterro formal desses princípios. Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais”, enfatizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="150" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?resize=1024%2C512&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?resize=768%2C384&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?resize=600%2C300&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2424865573.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-185218">Foto: Shutterstock</p>



<p class="wp-block-paragraph">questões domésticas. A imposição de medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições. Sanções secundárias restringem nossa liberdade de fortalecer o comércio com países amigos. Dividir para conquistar é a estratégia do unilateralismo”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, o Brasil está na presidência do Brics. No contexto de mudanças da geopolítica mundial, em diversos fóruns internacionais, desde o início deste terceiro mandato, Lula vem defendendo a reforma de instituições multilaterais de governança global, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a OMC.&nbsp;“Precisamos chegar unidos na 14ª Conferência Ministerial da OMC no próximo ano, no Cameroun”, defendeu Lula ao discursar aos chefes de Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião foi privada e o discurso do presidente foi divulgado pelo Palácio do Planalto.&nbsp;“A reunião foi também ocasião para compartilhar visões sobre como enfrentar os riscos associados ao recrudescimento de medidas unilaterais, inclusive no comércio internacional, e sobre como ampliar os mecanismos de solidariedade, coordenação e comércio entre os países do Brics”, diz outra nota da Presidência do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2019/05/converter-D%C3%B3lar-em-Real.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="197" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2019/05/converter-D%C3%B3lar-em-Real.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2019/05/converter-D%C3%B3lar-em-Real.jpg?w=550&amp;ssl=1 550w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-49341">Foto: Divulgação/Arquivo OPR</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tarifaço</strong><br>O tarifaço da Casa Branca tenta reverter a relativa perda de competitividade da economia do país norte-americano para a China nas últimas décadas. Contudo, especialistas avaliam que a medida do presidente Donald Trump também é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, já que o grupo de potências do Sul Global tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião extraordinária desta segunda-feira ocorre dois meses após a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, momento em que Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco.&nbsp;Durante seu discurso, o presidente da China, Xi Jinping, também falou sobre a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;proposta foi divulgada durante encontro&nbsp;no início do mês com a presença de 20 líderes de países não ocidentais,</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2025/04/aerial-view-cargo-ship-cargo-container-harbor.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-177904">Foto: Divulgação/Freepik</p>



<p class="wp-block-paragraph">incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi, também membros do Brics.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brics</strong><br>Criado em 2009, o Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China – que são os países fundadores – África do Sul – que integrou o bloco logo após a criação, em 2011 – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – admitidos em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Guerras e COP30</strong><br>Em seu discurso, Lula ainda abordou o ‘fracasso’ mundial na solução de conflitos entre os países, como a guerra na Ucrânia e genocídio na Faixa de Gaza. “Quando o princípio da igualdade soberana dos Estados deixa de ser observado, a ingerência em assuntos internos se torna prática comum. A solução pacífica de controvérsias dá lugar a condutas belicosas”, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo sentido, Lula fez referência à presença de submarino e navios militares dos Estados Unidos no Caribe, na costa da Venezuela, sob argumento do combate ao narcotráfico.&nbsp;O governo estadunidense acusa o governo venezuelano de Nicolás Maduro de liderar um cartel narcotraficante. Maduro rejeita as acusações e diz que Washington usa esse argumento para promover uma ‘troca de regime’ no país sul-americano, dono das maiores reservas de petróleo do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Lula, tanto o terrorismo quanto os desafios de segurança pública que muitos países enfrentam são fenômenos distintos e que não devem servir de desculpa para intervenções à margem do direito internacional.&nbsp;“A América Latina e o Caribe fizeram a opção, desde 1968, por se tornar livres de armas nucleares. Há quase 40 anos somos uma Zona de Paz e Cooperação. A presença de forças armadas da maior potência do mundo no Mar do Caribe é fator de tensão incompatível com a vocação pacífica da região”, salientou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/opresenterural.com.br/wp-content/uploads/2024/11/clima-Foto-Jos%C3%A9-Fernando-Ogura-AEN.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-162608">Foto: José Fernando Ogura</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Convite à COP30</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, o presidente brasileiro reforçou o convite aos líderes para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, em novembro próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conselho de Mudança do Clima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula ainda sugeriu a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que hoje se encontram fragmentados. “O impacto do unilateralismo também é grave na esfera ambiental. Os países em desenvolvimento são os mais impactados pela mudança do clima. A COP30, em Belém, será o momento da verdade e da ciência. Além de trabalhar pela descarbonização planejada da economia global, podemos utilizar os combustíveis fósseis para financiar a transição ecológica. Precisamos de uma governança climática mais forte, capaz de exercer supervisão efetiva”, exaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>80ª Assembleia Geral das Nações Unidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os líderes trocaram impressões em preparação à 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorre em Nova York, no fim deste mês. Para Lula, será a oportunidade de defender um multilateralismo revigorado e tratar sobre a arquitetura multilateral no âmbito digital.&nbsp;“Sem uma governança democrática, projetos de dominação centrado em poucas empresas de alguns países vão se perpetuar. Sem soberania digital, seremos vulneráveis à manipulação estrangeira. Isso não significa fomentar um ambiente de isolacionismo tecnológico, mas fomentar a cooperação a partir de ecossistemas de base nacional, independentes e regulados”, pontuou</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram da cúpula virtual os líderes de China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Brasil</em> / Foto: Ricardo Stuckert/PR</p>



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		<title>Ações de Trump para debilitar Brics podem resultar no oposto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 14:47:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nik Martin &#8211; Quarta, 27 de agosto de 2025 Tarifas punitivas da Casa Branca a países do grupo superam às aplicadas ao resto do mundo. Em resposta, eles se articulam para ampliar seu comércio e reduzir dependência do dólar. O presidente dos EUA,&#160;Donald Trump, é acusado de estar, de forma inadvertida, contribuindo para aproximar os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.dw.com/pt-br/nik-martin/person-38894234">Nik Martin</a> &#8211; Quarta, 27 de agosto de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tarifas punitivas da Casa Branca a países do grupo superam às aplicadas ao resto do mundo. Em resposta, eles se articulam para ampliar seu comércio e reduzir dependência do dólar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente dos EUA,&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/donald-trump/t-19497683">Donald Trump</a>, é acusado de estar, de forma inadvertida, contribuindo para aproximar os países do&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/brics/t-19536449">Brics</a>, ao impor tarifas de importação particularmente mais altas contra eles. É o que acaba de acontecer com a Índia, que nesta quarta-feira (27/08) viu as taxas de importação americanas contra seus produtos&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/trump-eleva-a-50-tarifa-sobre-a-%C3%ADndia-por-comprar-petr%C3%B3leo-da-r%C3%BAssia/a-73553068">subir para 50%</a>&nbsp;– metade da alíquota é uma punição pelo país comprar petróleo russo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil também está sujeito a uma&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/como-o-tarifa%C3%A7o-de-trump-deteriorou-a-liga%C3%A7%C3%A3o-brasil-eua/a-73735419">tarifa geral de importação de 50%</a>, como forma de pressionar o país a anular o julgamento sobre&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/plano-de-golpe-no-brasil/t-72060107">tentativa de golpe de Estado</a>&nbsp;contra o ex-presidente&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/jair-bolsonaro/t-44877224">Jair Bolsonaro</a>, um aliado de Trump. Apesar de diversos produtos brasileiros terem entrado numa lista de exceções, o país está sujeito a uma das maiores alíquotas do mundo no tarifaço da Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A China, maior membro do Brics, ainda corre o risco de enfrentar uma tarifa de 145% se não conseguir&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/por-que-trump-ficou-t%C3%A3o-generoso-com-a-china-de-repente/a-73627204">chegar a um acordo</a>&nbsp;com os EUA, e a África do Sul recebeu uma tarifa de 30%. Mesmo membros mais novos, incorporados na recente expansão do grupo, como o Egito, podem ver suas tarifas aumentarem devido à sua participação no Brics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início do seu atual mandato, Trump alertou várias vezes sobre aplicar punições adicionais contra qualquer nação que se alinhe com o que ele chama de &#8220;<a href="https://www.dw.com/pt-br/por-que-donald-trump-tem-tanto-medo-do-brics/a-73204340">políticas antiamericanas</a>&#8221; – uma referência direta ao crescente desafio que o Brics representa ao domínio global dos EUA.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trump deu ao Brics &#8220;incentivo comum&#8221;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ajay Srivastava, ex-servidor do órgão de comércio externo do Índia (ITdS, na sigla em inglês), acredita que os países do Brics se sentem &#8220;pouco intimidados&#8221; por serem alvo de penalidades adicionais por parte de Trump. Ele disse à DW que as tarifas &#8220;dão ao Brics um incentivo comum para reduzir sua dependência dos EUA, mesmo que suas agendas divirjam&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo uma reportagem do jornal alemão&nbsp;<em>FAZ</em>, Trump fez quatro ligações telefônicas nas últimas semanas para tentar falar com&nbsp;o premiê da Índia, Narendra Modi,&nbsp;que ignorou todas as chamadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarifas punitivas da Casa Branca criaram uma queixa comum entre os membros do Brics, que agora estão expandindo acordos comerciais bilaterais em moedas nacionais para reduzir a dependência do dólar americano. Os bancos centrais do Brics também aumentaram as compras de ouro, o que também sinaliza o desejo de dar menos peso ao dólar em suas reservas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de agosto, o presidente&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/lula/t-17432178">Luiz Inácio Lula da Silva</a>&nbsp;afirmou que iria buscar uma&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/lula-quer-resposta-conjunta-do-brics-ao-tarifa%C3%A7o-de-trump/a-73553969">resposta conjunta do Brics</a>&nbsp;ao tarifaço de Trump.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-32-1024x576.png" alt="" class="wp-image-158061" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-32-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-32-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-32-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-32.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Trump ameaçou punir países que se alinhem ao que ele chama de &#8220;políticas antiamericanas&#8221;, em referência a iniciativas do Brics para reduzir dependência do dólar<small>Foto: Jonathan Ernst/REUTERS</small></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após Trump declarar que &#8220;o Brics está morto&#8221;, um pesquisador acusou o presidente dos EUA de &#8220;negligência estratégica&#8221;, argumentando que o republicano transformou uma coalizão de países com objetivos muito diferentes em um bloco mais unificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um artigo recente para o jornal&nbsp;<em>Washington Post</em>, Max Boot, membro sênior do think tank Council on Foreign Relations, disse que Trump estava &#8220;diminuindo o poder dos EUA ao unir de forma perversa amigos da América com nossos inimigos&#8221; – uma referência à forma como Brasil, África do Sul e Índia estão se alinhando mais estreitamente com China e Rússia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Modi vai à China pela primeira vez em sete anos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma demonstração adicional da crescente solidariedade entre os membros do Brics será exibida em uma reunião de cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (SCO) em Tianjin, no norte da China, a partir deste domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente chinês,&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/xi-jinping/t-65235662">Xi Jinping</a>, receberá seus homólogos indiano e russo, Narendra Modi e&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/vladimir-putin/t-17431503">Vladimir Putin</a>, além de líderes de cerca de 20 outros países do Sul Global. Esta será a primeira vez que Modi pisará em solo chinês em sete anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da cúpula, o Kremlin vem pressionando para que China, Rússia e Índia realizem suas primeiras negociações trilaterais em seis anos, uma iniciativa que fortaleceria o núcleo da aliança do Brics. Moscou acredita que o reatamento do diálogo de alto nível entre os três maiores países do grupo poderia ajudar a acalmar tensões de longa data, especialmente entre a Índia e a China, e apresentar um contrapeso mais coeso ao Ocidente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-30-1024x576.png" alt="" class="wp-image-158059" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-30-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-30-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-30-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-30.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Putin quer promover uma cúpula trilateral entre Rússia, China e Índia<small>Foto: Alexander Shcherbak/TASS/dpa/picture alliance</small></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Nova Délhi recalibra abordagem sobre Pequim</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A significativa tarifa aplicada por Trump levou Nova Délhi a fortalecer os laços econômicos com a China, retomando voos diretos, flexibilizando as restrições de visto e aumentando as discussões comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois países também tiveram conversas para tentar resolver disputas de longa data ao longo de sua fronteira de fato de quase 3.500 quilômetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma visita à Índia na semana passada, o ministro do Exterior&nbsp;da China, Wang Yi, concordou em aumentar o fornecimento de minerais de terras raras aos indianos. A China controla mais de 85% do processamento global de&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/o-que-s%C3%A3o-terras-raras-e-por-que-elas-s%C3%A3o-t%C3%A3o-importantes/a-72925376">terras raras</a>, e a Índia precisa desses minerais para desenvolver produtos para a transição energética, veículos elétricos e tecnologias de defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, apesar de se apoiarem mutuamente para sediarem as cúpulas do Brics em 2026 e 2027, há várias razões para ceticismo sobre uma melhora significativa nas relações sino-indianas, dadas as suspeitas de Nova Délhi sobre as ambições da China na Ásia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shilan Shah, economista-chefe adjunto de mercados emergentes da consultoria Capital Economics, sediada em Londres, citou as relações estreitas da China com o principal&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/%C3%ADndia-e-paquist%C3%A3o-buscam-lucros-pol%C3%ADticos-ap%C3%B3s-conflito-na-caxemira/a-72537778">inimigo da Índia, o Paquistão</a>, e a construção de uma barragem hidrelétrica chinesa no planalto tibetano, o que causou inquietação em Nova Délhi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um artigo, Shah também observou que &#8220;o influxo de importações chinesas baratas&#8221; estava &#8220;prejudicando os esforços da Índia para fortalecer sua indústria doméstica&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="819" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-1024x819.png" alt="" class="wp-image-158060" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-1024x819.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-300x240.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-768x614.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-1536x1229.png 1536w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/08/image-31-2048x1638.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Brics | Posição em 27 de junho de 2025</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além da desconfiança da Índia sobre a China, seus laços de longa data com Washington podem prejudicar a ambição de fazer o Brics avançar.&nbsp;A Índia depende fortemente do mercado e da tecnologia americanos, e exportou 77,5 bilhões de dólares (R$ 433 bilhões) para os EUA em 2024, contra exportações muito menores para a Rússia e a China.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outros países do Brics reforçam laços com China</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil também tentou impulsionar o comércio bilateral com a China, seu maior parceiro comercial, durante uma ligação telefônica no início do mês entre Xi e Lula. A China compra 26% das exportações do Brasil – o dobro do que os Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença muito simbólica de Xi ao lado de Putin&nbsp;no desfile do&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/como-o-regime-putin-instrumentaliza-a-vit%C3%B3ria-sovi%C3%A9tica-sobre-os-nazistas/a-72487883">Dia da Vitória</a>&nbsp;da Rússia, em maio, ressaltou o aprofundamento do alinhamento estratégico entre Moscou e Pequim. Mais de 90% do comércio bilateral entre a Rússia e a China agora é realizado em yuan e rublos, de acordo com o Kremlin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul também permanece firme em seus compromissos com o Brics, sinalizando sua intenção de traçar seu próprio caminho apesar da pressão de Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O governo sul-africano não está disposto a reverter nenhum de seus compromissos com o Brics, especialmente sobre reforma da governança global, tecnologia, agricultura, intercâmbios acadêmicos e comércio bilateral&#8221;, disse Sanusha Naidu, pesquisadora sênior do Instituto para o Diálogo Global, com sede na África do Sul, à DW.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ambições divergentes dentro do Brics</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Recém-expandido de cinco para dez membros – com a Arábia Saudita ainda indecisa sobre a adesão –, o Brics está se tornando cada vez mais fragmentado, devido a interesses nacionais divergentes, o que pode limitar suas ambições. Ele também está se tornando&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/brics-em-dilema-por-uma-ordem-multipolar-ou-anti-ocidente/a-66592505">mais autoritário</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Srivastava, que fundou a Iniciativa de Pesquisa Comercial Global, com sede em Nova Délhi, disse que o Brics &#8220;tem menos a ver com unidade perfeita e mais com cooperação pragmática em comércio, finanças e cadeias de abastecimento&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o comércio entre os países do Brics tenha crescido mais rapidamente do que o comércio entre o Brics e os países do G7, grande parte dele é de petróleo e gás. E o comércio intra-Brics está sujeito a mais barreiras do que as existentes entre os países do Ocidente, segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O BCG identificou sinais futuros de que a cooperação comercial do Brics estava aumentando, incluindo uma reversão de medidas antidumping e outras restrições comerciais, movimentos em direção a um acordo de livre comércio em todo o Brics, apoio unânime à&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/de-que-valeria-uma-omc-sem-os-estados-unidos/a-73142049">reforma da Organização Mundial do Comércio</a>&nbsp;(OMC) e mais investimentos estrangeiros entre os países do bloco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comércio intra-Brics deve crescer mais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essas ambições possam não se concretizar imediatamente, Mihaela Papa, diretora de pesquisa do Center for International Studies do MIT, em Cambridge, nos EUA, projeta que o comércio intra-Brics ficará mais relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Podemos esperar maior apoio político para novas iniciativas comerciais, campanhas &#8216;Compre Brics&#8217; e projetos como a bolsa de grãos do Brics e a expansão dos mecanismos de liquidação em moeda local&#8221;, disse Papa à DW.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma proposta apoiada pela Rússia para uma moeda única do Brics para desafiar o dólar permanece em compasso de espera, sugerindo um futuro moldado menos por sistemas financeiros concorrentes e mais por uma colcha de retalhos de redes sobrepostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Srivastava prevê que o dólar seguirá &#8220;dominante por anos, mas os sistemas paralelos de liquidação em yuan, rupia e rublo crescerão&#8221;. Isso não destronará o dólar, disse ele à DW, &#8220;mas irá minar gradualmente seu monopólio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW / Lula defendeu resposta comum do Brics ao tarifaço, e Modi vai à China pela primeira vez em sete anos para reunião com Xi<small>Foto: Li Xueren/Xinhua/picture alliance</small></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM O PRESIDENTE DA CAMARA DE VEREADORES DE IPIRÁ BENEDITO DO LEITE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/mxYo0gunykk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/acoes-de-trump-para-debilitar-brics-podem-resultar-no-oposto/">Ações de Trump para debilitar Brics podem resultar no oposto</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Brasil dobra aposta nos Brics e desafia Trump, diz jornal britânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 12:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil vai dobrar sua aposta no bloco Brics, desafiando as ameaças do&#160;presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas contra as exportações brasileiras ao país, segundo reportagem do jornal Financial Times do domingo (27/7). O jornal conversou com o assessor de Relações Exteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-dobra-aposta-nos-brics-e-desafia-trump-diz-jornal-britanico/">Brasil dobra aposta nos Brics e desafia Trump, diz jornal britânico</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Brasil vai dobrar sua aposta no bloco Brics, desafiando as ameaças do&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r28jgvt">presidente dos Estados Unidos, Donald Trump</a>, de impor tarifas contra as exportações brasileiras ao país, segundo reportagem do jornal Financial Times do domingo (27/7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal conversou com o assessor de Relações Exteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, que disse que os ataques de Trump &#8220;estão reforçando nossas relações com os Brics, porque queremos ter relações diversificadas e não depender de nenhum país&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os Brics são formados por Brasil, Rússia, China, Índia, Irã, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Egito e representam quase a metade da população mundial e 40% da riqueza produzida globalmente. Alguns analistas veem um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwygne1xyv5o">elemento antiocidental no bloco</a>, dada a presença de países como o Irã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amorim&nbsp;<a href="https://www.ft.com/content/61e59cc5-b05d-4692-9cad-b27ea7bbfbce">disse ao jornal</a>&nbsp;que a tentativa do republicano de interferir em assuntos internos brasileiros não tem precedentes &#8220;nem em tempos coloniais&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nem a União Soviética teria feito algo assim&#8221;, disse, apontando que Trump está tentando agir politicamente dentro do Brasil em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, &#8220;seu amigo&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/1615/live/4bdfae80-6ae9-11f0-aab0-6dfa4f4c8e30.jpg.webp" alt="Celso Amorim"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As tarifas foram anunciadas por Trump em 9 de julho e devem passar a valer a partir de sexta-feira (1/8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente americano citou como um motivo para a taxação o tratamento dado a Bolsonaro pela Justiça brasileira no processo em que o ex-mandatário e aliado do republicano é acusado de tramar um golpe de Estado. Para Trump, trata-se de uma &#8220;caça às bruxas&#8221; contra o aliado. Já Lula disse que a ameaça é uma<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjrlvypgxgwo"> &#8220;chantagem inaceitável&#8221;</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista ao FT, Amorim reafirmou a decisão brasileira de aprofundar sua participação no bloco dos Brics, formado por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, apesar das pressões de Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O republicano impôs uma sobretaxa de 10% sobre países alinhados aos Brics, que considera um grupo anti-EUA, e criticou as falas de Lula pregando um &#8220;desdolarização&#8221; da economia mundial durante a reunião do bloco no Rio, no começo do mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que está acontecendo está reforçando nossas relações com os Brics, porque queremos diversificar nossas relações e não depender de nenhum país só&#8221;, disse Amorim, ressaltando que o Brasil também pretende fortalecer vínculos com países da Europa, Ásia e América do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, com importações que chegaram a US$ 94 bilhões em produtos principalmente agrícolas e minerais no ano passado, o ex-chanceler negou que o Brasil queira que Pequim seja o principal beneficiário das tarifas americanas elevadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, Amorim rejeitou que o Brics tenha caráter ideológico, defendendo o bloco como uma forma de apoiar a ordem multilateral global, especialmente diante da postura unilateral e isolacionista dos EUA sob Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselheiro de Lula também pediu que a União Europeia ratifique rapidamente o acordo comercial com o Mercosul, destacando que a ratificação traria não só ganhos econômicos imediatos, mas também maior equilíbrio nas relações globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assessor internacional mencionou ainda que o Canadá demonstrou interesse em negociar um acordo de livre comércio com o Brasil e indicou que o último ano do governo Lula terá um foco maior na integração da América do Sul, região que comercializa menos internamente do que qualquer outra do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Amorim, Trump é um caso incomum na diplomacia: &#8220;Países não têm amigos, têm interesses; mas Trump não tem nem amigos, nem interesses, só desejos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele afirmou que a abordagem do ex-presidente americano é &#8220;uma ilustração do poder absoluto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações do assessor de Lula ao Financial Times acontecem em um momento que o governo brasileiro parece considerar inevitável a entrada em vigor do tarifaço de Trump na próxima sexta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autoridades brasileiras e o próprio Lula tem reclamado publicamente de não ter canais de negociação com a Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta-feira (25), o mandatário brasileiro disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi induzido a acreditar &#8220;em uma mentira&#8221;, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sofrendo uma perseguição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Bolsonaro não é um problema meu, é um problema da Justiça brasileira&#8221;, disse o presidente durante evento em Osasco (SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% às exportações brasileiras e disse ter escalado um &#8220;exímio negociador&#8221; para a tarefa, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já governadores de oposição, como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Jr. (Paraná) criticaram a estratégia do governo federal em um evento de investidores em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ratinho Jr. (PSD) chamou de &#8220;falta de inteligência&#8221; a fala de Lula sobre desdolarização do comércio. &#8220;O Bolsonaro não é mais importante que essa relação comercial entre os Estados Unidos e o Brasil&#8221;, disse. Nenhum dos governadores citou a exigência de Trump sobre Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Foto: Getty Images<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O MUNDO QUE EU ENXERGO NÃO É O MESMO MUNDO QUE PERTENCE A VOCÊ" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/IPA6QcbtAM0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brics não se comprometem com sistema de pagamento alternativo, apesar de pressão de Dilma e da Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 12:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da insistência da ex-presidente Dilma Rousseff e do governo da Rússia, os Brics devem evitar compromissos com sistemas de pagamento alternativos na declaração da cúpula do bloco, que se realiza no Rio, nos dias 6 e 7 de julho. Na reunião dos Brics em Kazan, na Rússia, no ano passado, após pressão do líder [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Apesar da insistência da ex-presidente Dilma Rousseff e do governo da Rússia, os Brics devem evitar compromissos com sistemas de pagamento alternativos na declaração da cúpula do bloco, que se realiza no Rio, nos dias 6 e 7 de julho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na reunião dos Brics em Kazan, na Rússia, no ano passado, após pressão do líder russo Vladimir Putin, foi incluído um compromisso de explorar a viabilidade de “uma infraestrutura independente de liquidação e custódia transfronteiriça, Brics Clear” e houve uma instrução aos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo para discutir “a questão das moedas locais, instrumentos de pagamento e plataformas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dilma, que foi reconduzida em fevereiro à presidência do banco dos Brics (NDB, Novo Banco de Desenvolvimento), e o governo russo passaram os últimos meses tentando emplacar uma “plataforma de investimentos” dos Brics liderada pelo NDB. Ela agora atua como nomeada pela Rússia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 18 de junho, Dilma se reuniu com Putin em São Petersburgo, e o líder russo defendeu que o NDB se dedique à “expansão da liquidez das moedas nacionais” e à criação de uma “plataforma digital para investimentos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não ficou claro o que exatamente é a plataforma defendida pela Rússia. Mas Putin e outros líderes russos fizeram declarações sobre o tema nos últimos meses, dando indicações de que ela envolveria uso de ativos digitais, como bitcoins, criação de sistemas de pagamentos alternativos e maior independência do Ocidente. “Propomos a criação de uma nova plataforma de investimentos dos Brics usando ativos digitais”, disse Putin em Sochi, outubro do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cúpula em Kazan, Putin disse que “é importante construir mecanismos financeiros multilaterais alternativos, confiáveis e livres”. Já o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, foi além: “Estamos definindo o rumo para a futura infraestrutura financeira do Brics. Os países do Brics precisam de medidas de proteção e mecanismos alternativos. Planejamos criar soluções de pagamento e liquidação que serão aceitáveis para todos os participantes dentro de um ano.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do NDB, Dilma abraçou a missão e teria dito várias vezes a interlocutores que a plataforma de investimentos deveria ser uma das grandes entregas da cúpula dos Brics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a Índia se opôs, dizendo em reuniões que isso desvirtuaria o mandato do banco dos Brics. Os indianos queriam que a plataforma de investimentos fosse o que o nome diz, apenas uma série de incentivos para os países investirem em membros dos Brics. O governo brasileiro tampouco se empolgou. Segundo uma fonte do governo, está totalmente afastada a ideia de moeda dos Brics e o Brasil vê limitações para o uso de moedas locais em comércio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a assessoria do NDB não respondeu a duas tentativas de contato por email e telefone.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de criar sistemas alternativos de pagamentos e comércio em moeda local é vista pelos EUA e UE como tentativas da Rússia de escapar das sanções financeiras que enfrenta desde que invadiu a Ucrânia, em 2022, e sua exclusão do sistema Swift de informações e transações financeiras internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após assumir, em janeiro deste ano, o presidente Donald Trump advertiu que haveria retaliações caso os membros do BRICS tentassem substituir o dólar americano como moeda de reserva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vamos exigir um compromisso desses países aparentemente hostis de que eles não criarão uma nova moeda do Brics, nem apoiarão qualquer outra moeda para substituir o poderoso dólar americano ou enfrentarão tarifas de 100%”, disse Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos de países do bloco, principalmente Brasil e Índia, trabalharam para diluir a menção à plataforma na declaração e conseguiram apoio para que se limitasse a uma referência vaga. Nas palavras de um negociador, a proposta não foi suficientemente discutida, e muitos países não queriam “cutucar a onça com vara curta”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bryan Harris, sócio-gerente da consultoria Sabio, acha que a Rússia continuará pressionando pelo desenvolvimento de sistemas de pagamento alternativos para tentar contornar sanções e o isolamento econômico. Mas ele acredita que o Brasil não quer antagonizar Washington neste momento delicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Índia e a China, por sua vez, têm suas próprias alternativas nacionais à infraestrutura de pagamento ocidental e não vão mergulhar de cabeça nas iniciativas dos Brics sem uma consideração séria”, diz. Para ele, a reação de Washington à inclusão de sistemas de pagamento alternativos na declaração final seria “rápida e severa”. “Posso ver países como Brasil e Índia fazendo o máximo para evitar esse cenário.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Patrícia Campos Mello e Nathalia Garcia/Folhapress</em>/ Foto: Reuters Grigory Sysoyev</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O PAPEL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS COM ÊNFASE EM POLÍTICAS PÚBLICAS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/XPzUUnrZzks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>BRICS BRASIL BRICS Policy Center realiza debate sobre relação entre Brasil e China em preparação para a Cúpula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Policy Center]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O evento reunirá especialistas para debater três temáticas principais: finanças, inteligência artificial e transição verde Em preparação para a Cúpula, o BRICS Policy Center da PUC-Rio realiza, nesta quinta-feira, 3/7, o evento Diálogo Brasil-China sobre os BRICS e Cooperação Global em Finanças, IA e Transição Verde. O seminário ocorrerá no Auditório do IAG da PUC-Rio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O evento reunirá especialistas para debater três temáticas principais: finanças, inteligência artificial e transição verde</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em preparação para a Cúpula, o BRICS Policy Center da PUC-Rio realiza, nesta quinta-feira, 3/7, o evento Diálogo Brasil-China sobre os BRICS e Cooperação Global em Finanças, IA e Transição Verde. O seminário ocorrerá no Auditório do IAG da PUC-Rio e está com as inscrições abertas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido em parceria com o Beijing Club for International Dialogue, o debate será dividido em três momentos. Diplomatas chineses e brasileiros iniciam às 9h a reunião com um panorama geral sobre a cooperação entre os países, especialmente, no âmbito do BRICS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, ocorrerá a primeira sessão temática do evento sobre Inteligência Artificial (IA) com representantes da Academia Chinesa de Ciências Sociais, da Wits University, da África do Sul, e da PUC-Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a segunda sessão debaterá a transição verde e cooperação climática em um mundo multipolar com participantes da Tsinghua University (China), do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica da Argentina, da Universidade Nacional de Rosário (Argentina), da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica e da PUC-Rio (Brasil).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento compõe a programação oficial do BRICS Brasil e ocorre concomitantemente com as negociações dos sherpas dos onze países-membros, que iniciou hoje. Entre as prioridades das pautas que serão apresentadas aos chefes de Estado estão os assuntos debatidos no seminário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas interessadas em participar do Diálogo Brasil-China sobre os BRICS podem preencher o formulário e realizar a&nbsp;<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdpNxdmGWbGXsjAbjMegV_VoLS92SWWs8xOng8qFUmhXT_xDA/viewform"><strong>inscrição</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: BRICS</em> / Foto: Foto: Divulgação</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="AS IMPLICAÇÕES DO NOVO CENSO RELIGIOSO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/AlvEdbBBgaI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://wa.me/?text=BRICS%20BRASIL%20BRICS%20Policy%20Center%20realiza%20debate%20sobre%20rela%C3%A7%C3%A3o%20entre%20Brasil%20e%20China%20em%20prepara%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20C%C3%BApula%20https%3A%2F%2Fwww.diplomaciabusiness.com%2Fbrics-brasil-brics-policy-center-realiza-debate-sobre-relacao-entre-brasil-e-china-em-preparacao-para-a-cupula%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brics-brasil-brics-policy-center-realiza-debate-sobre-relacao-entre-brasil-e-china-em-preparacao-para-a-cupula/">BRICS BRASIL BRICS Policy Center realiza debate sobre relação entre Brasil e China em preparação para a Cúpula</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Putin parabeniza Dilma Rousseff por gestão no banco dos BRICS e reeleição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou hoje a ex-Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pela sua gestão à frente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e a reeleição para presidir à instituição financeira. Opresidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou publicamente nesta quinta-feira (19) a atuação de Dilma Rousseff no comando do Novo Banco de Desenvolvimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou hoje a ex-Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pela sua gestão à frente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e a reeleição para presidir à instituição financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O</strong>presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou publicamente nesta quinta-feira (19) a atuação de Dilma Rousseff no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada pelos países do BRICS. Em discurso no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Putin também parabenizou a ex-presidente brasileira pela recondução ao cargo, destacando a confiança internacional em seu trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero começar parabenizando pela reeleição à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Isso mostra o quanto os países parceiros valorizam sua liderança”, afirmou o líder russo, durante a transmissão feita pela TV estatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Putin ressaltou ainda que, sob o comando de Dilma, o banco aprovou 123 projetos, com investimento total de US$ 39 bilhões. Segundo ele, há temas estratégicos no radar da instituição, como o fortalecimento de transações em moedas locais e a criação de uma plataforma digital para pagamentos e investimentos. “São iniciativas que contam com o apoio da presidente Rousseff. Esperamos seguir nesse caminho”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dilma, que participou da reunião, agradeceu o apoio da Rússia à sua candidatura e lembrou que já é a terceira vez que marca presença no fórum de São Petersburgo. “Da minha parte, o compromisso é total para honrar essa função”, afirmou, reconhecendo que o banco enfrenta desafios importantes, especialmente no esforço de reduzir a dependência do dólar nas transações entre os países membros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Dilma chamou atenção para outro objetivo da sua gestão: expandir o número de integrantes do NDB. De acordo com ela, Uzbequistão e Colômbia já foram aceitos como novos membros, e Etiópia e Indonésia devem entrar em breve. A ampliação visa dar mais capilaridade à atuação do banco e fortalecer a representatividade do bloco em regiões estratégicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2015, o NDB — também conhecido informalmente como o &#8220;banco dos BRICS&#8221; — tem sede em Xangai, na China, e nasceu da aliança formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em anos recentes, o grupo passou por um processo de expansão e hoje também inclui Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atuação e gestão de Dilma Rousseff à frente do Brics</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde abril de 2023, a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff preside o &#8220;Banco do BRICS&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dilma foi eleita por unanimidade para um mandato inicial até julho de 2025 e, em março de 2025, teve sua gestão prorrogada por mais cinco anos, estendendo-se até 2030. Dilma conduz a instituição que já aprovou 123 projetos totais de financiamento, somando cerca de US$ 39 bilhões sob sua liderança .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os focos principais de sua gestão estão o impulso ao uso de moedas nacionais nas operações e o desenvolvimento de uma plataforma digital que facilite pagamentos e investimentos entre os países-membros e parceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © Getty</p>



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		<title>BRICS tomarão a dianteira no combate à tuberculose?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 14:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criou-se um vácuo preocupante após cortes no financiamento de programas da OMS para controle e tratamento da doença. Mas o bloco tem condições, por meio de suas redes, centros e institutos de pesquisa, de enfrentar a infecção que mais mata no mundo Por&#160;Afrânio Kritski,&#160;Maria Claudia Vater&#160;e&#160;Ezio Tavora* A tuberculose (TB) é a doença infecciosa que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Criou-se um vácuo preocupante após cortes no financiamento de programas da OMS para controle e tratamento da doença. Mas o bloco tem condições, por meio de suas redes, centros e institutos de pesquisa, de enfrentar a infecção que mais mata no mundo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Afrânio Kritski</strong>,&nbsp;<strong>Maria Claudia Vater&nbsp;</strong>e&nbsp;<strong>Ezio Tavora</strong>*</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tuberculose (TB) é a doença infecciosa que mais mata no mundo. Estima-se que cerca de um quarto da população mundial já tenha sido infectada pela bactéria causadora da TB. Em 2024 10,8 milhões de pessoas adoeceram de TB e mais de 400 mil desenvolveram formas resistentes aos antimicrobianos. Neste período, estima-se que 1,25 milhão de pessoas morreram em decorrência da TB, incluindo 161 mil pessoas vivendo com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes números dramáticos, os países signatários dos compromissos de 2018 e 2023 não fizeram os aportes financeiros acordados. A situação atualmente foi agravada pelos novos cortes de financiamento da OMS com a retirada do financiamento dos Estados Unidos da liderança e do compromisso internacional de suporte a pesquisa, desenvolvimento tecnológico e pactuação de estratégia internacionais conjuntas para o enfrentamento e eliminação da tuberculose, atingindo diretamente o Programa Global de Tuberculose (GTB) da OMS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os cortes orçamentários para o GTB em 2025, associados aos riscos de uma iminente fusão dos programas globais das doenças infecciosas na OMS e a possível transferência do mesmo Programa para uma das regiões das Nações Unidas, muito provavelmente retirará a tuberculose do centro das articulações políticas internacionais e reduzirá drasticamente sua agilidade, capacidade de resposta, inclusive as suas condições para alcançar os recursos necessários para o enfrentamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto dessa modificação logo se fará visível, obliterando a resposta efetiva à TB ocorrida após a II Guerra Mundial. Com o desenvolvimento de novos fármacos para a doença e adoção de esquemas terapêuticos eficazes na década de 60 do século passado, observou-se uma rápida queda da mortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o início da década de 80 havia se formado um consenso entre os formuladores de políticas públicas na área da saúde em países centrais/desenvolvidos que enfim a humanidade havia vencido a luta contra a tuberculose. E ao final da década de 70, em nível global, foram fechados os sanatórios, as organizações filantrópicas/não governamentais e deixou de ser prioridade para as Universidades, para as Sociedades Biomédicas, para a mídia e portanto, passou a ser percebida pela população leiga como “algo do passado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, como ocorreu na Revolução Industrial no século XIX, houve um recrudescimento da tuberculose no final da década de 80, nos países periféricos (baixo e médio desenvolvimento econômico) agravado pela da crise econômica resultante da crescente adoção de políticas neoliberais, associada ao empobrecimento da população, más condições de moradia, insegurança alimentar e desemprego e nos países centrais pertencentes ao G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) um aumento da TB e TB droga resistente (TB-DR) associado à epidemia da infeção por HIV/aids. No início da década de 90, observou-se também um aumento da TB e TB-DR associada ao HIV em países periféricos, em sua grande maioria nos países africanos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O BRICS+</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, durante a presidência do bloco pela Federação Russa, foi formalizada a inclusão de sete novos membros plenos: a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Egito, a Etiópia, o Irã e recentemente a Indonésia, assim como novos membros parceiros: Bielorússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. No cenário global atual, os BRICS+ representam 40% da população global e 40% do PIB mundial (segundo o Banco Mundial) e passaram a ter maior projeção. Essa expansão do bloco visa fortalecer a cooperação entre países emergentes e em desenvolvimento, reestruturando a ordem internacional, buscando benefícios compartilhados, na direção de um mundo multipolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2008, sob um sistema de presidência rotativa, os BRICS têm reavaliado seu papel no cenário global ao final de cada ano, durante as reuniões anuais dos chefes de Estado, abordando diferentes temas de interesse comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No intuito de agilizar as atividades dos BRICS foram criadas quatro redes na área da Educação (BRICS Academic Forum em 2008; BRICS Network University-2015; BRICS Scientific and Educational Centers/ANEC BRICS-2015; BRICS+ Universities/BUA-2023) e três redes em Ciência Tecnologia Inovação e parceria empresarial (BRICS Working Group on Science, Technology, Innovation and Entrepreneurship Partnership/STIEP WG-2016; BRICS Institute of Future Networks-2018 e, BRICS Partnership on New Industrial Revolution Innovation Center/PNIR-2020).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, em 2017 estabeleceu-se a Rede de Pesquisa em Tuberculose (TB), em 2019 foi firmado um Memorando entre Autoridades Reguladoras de Produtos Médicos dos BRICS; em 2022 foi criado o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas dos BRICS e recentemente foram iniciadas articulações entre os Institutos Nacionais de Saúde Pública dos BRICS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano de 2025, o governo brasileiro assumiu a presidência rotativa anual dos BRICS, e definiu para julho a reunião dos Chefes de Estado, na cidade do Rio de Janeiro. Na semana passada, nos dias 14 a 15 de maio foi realizada em Brasília a 18ª Reunião da Rede de Pesquisa em Tuberculose dos BRICS quando foram estabelecidas importantes discussões em Brasília para acelerar a eliminação da TB por meio da Inovação, desenvolvimento, produção e avaliação de insumos e equipamentos de saúde, como: vacinas, medicamentos e plataformas diagnósticas, além de fortalecer novas estratégias que aumentem a efetividades das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento nos sistemas de saúde dos BRICS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS já declarou que o investimento no combate à tuberculose representa um retorno econômico para a sociedade como um todo de US$ 43 para cada dólar investido na prevenção, diagnóstico e tratamento. Todavia, nesta mesma reunião, a Diretora do Programa Global para a Tuberculose (GTB) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dra Tereza Kasaeva, relatou a grave situação que o GTB/OMS está enfrentando, devido à recente retirada do aporte financeiro de instituições do Governo dos EUA (USAID/CDC). Representava 65% do orçamento geral do Programa, na ordem de U$ 10 milhões/ano, e sua retirada inviabiliza as ações de condução e promoção das ações e políticas globais de enfrentamento à doença, caso não haja o aporte financeiro para cobrir os custos ainda em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destacado pela dra. Kasaeva, O GTB/OMS tem a missão de estabelecer as diretrizes globais e responder às emergências neste campo da saúde. O Programa teve importante papel durante a pandemia de covid-19 ao monitorar e identificar ações rápidas para manter minimamente as atividades assistenciais e de pesquisa em tuberculose. No período de 2020 a 2021, houve interrupção de 70% dos serviços relacionados a prevenção, diagnóstico e tratamento da TB em todo o mundo, em função da alocação de recursos humanos e financeiros para combater a pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas duas décadas, sob a coordenação do GTB/OMS, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de TB e TB-DR (TB com cepas resistentes aos antimicrobianos) salvaram cerca de 80 milhões de pessoas. Desta forma, têm desempenhando um papel singular no estabelecimento como liderança global estratégica na luta contra a doença, coordenando todos os principais interessados, sejam entidades públicas ou não governamentais, desenvolvendo diretrizes baseadas em evidências para promoção dos cuidados em TB, bem como colaborando com um importante suporte técnico aos países na sua implementação, com monitoramento e avaliação da epidemia global por meio de relatórios globais anuais de 200 países e relatórios mensais de 100 países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A retirada do financiamento do GTB coloca em risco todo o esforço da OMS para redução da carga global da tuberculose, ameaçando uma regressão dos avanços obtidos nos últimos 20 anos sendo que a maior parte dos casos TB ocorre em países de baixa e média renda — sendo cerca de 50% registrados nos países do BRICS+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das Reuniões de Alto Nível de 2018 e 2023 consolidaram o compromisso dos Estados-membros com o aumento expressivo dos investimentos no enfrentamento da TB, a conjuntura atual de retração no financiamento internacional e do risco iminente de colapso da liderança técnica global contra a doença, em si, já exige, por parte dos mandatários dos países do BRICS+, uma demonstração de capacidade de resposta rápida de alocação de recursos, diante do desmonte de estruturas importantes e estratégicas para o combate de emergências globais em saúde como já é o caso da tuberculose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste desafio atual, os países reunidos em torno ao BRICS+ parecem ter as condições técnicas e financeiras para ocuparem o vazio deixado na área da saúde internacional e assumirem a liderança e o compromisso ético e moral com a saúde das nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">* Publicado originalmente no boletim do Observatório Internacional do Século XXI</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Prefeitura de São José dos Campos</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="QUAIS SÃO OS DESDOBRAMENTOS DEPOIS DA MORTE DO PAPA FRANCISCO?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/I-SHIH7Wm0s?start=4509&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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