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	<title>capoeira |</title>
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	<title>capoeira |</title>
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		<title>CCJ da Câmara aprova criação do Dia Nacional da Capoeira em 15 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 13:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Capoeira, a ser celebrado anualmente em 15 de julho. A proposta segue agora para votação no Plenário da Casa. A data escolhida faz referência ao dia em que o Instituto do Patrimônio Histórico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Capoeira, a ser celebrado anualmente em 15 de julho. A proposta segue agora para votação no Plenário da Casa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A data escolhida faz referência ao dia em que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu oficialmente a capoeira como patrimônio cultural brasileiro. O objetivo é reforçar o reconhecimento da prática como expressão cultural de origem afro-brasileira e destacar seu papel na preservação da identidade e resistência do povo negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sua importância histórica, a capoeira também é reconhecida por sua dimensão social e esportiva, sendo praticada em mais de 160 países. O projeto aprovado é de autoria do deputado federal Márcio Marinho (Republicanos-BA), que defende a valorização da manifestação cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia.ba / Foto: Gleidson Souza (Ipirá City)</p>



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		<title>Morre o Mestre Pelé da Bomba, referência na capoeira em Salvador, aos 90 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 15:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, ele deu aulas para corporações do exército, bombeiros e polícia militar Por: James Martins no dia 27 de outubro de 2024  Morreu neste sábado (26), o Mestre Pelé da Bomba, uma das grandes referências da capoeira soteropolitana, aos 90 anos incompletos. Natalício Neves da Silva nasceu no dia 25 de dezembro de 1934, em Cipoá, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, ele deu aulas para corporações do exército, bombeiros e polícia militar</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por: <strong>James Martins</strong> no dia 27 de outubro de 2024 </p>



<p class="wp-block-paragraph">Morreu neste sábado (26), o Mestre Pelé da Bomba, uma das grandes referências da capoeira soteropolitana, aos 90 anos incompletos. Natalício Neves da Silva nasceu no dia 25 de dezembro de 1934, em Cipoá, distrito de Governador Mangabeira, recôncavo baiano, e iniciou na arte-luta ainda criança, na rampa do Mercado Modelo, em Salvador, tomando parte na roda de Mestre Bugalho.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="155" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/10/patroci-2.png" alt="" class="wp-image-136118" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/10/patroci-2.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/10/patroci-2-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/10/patroci-2-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Contemporâneo de outras lendas do esporte, Pelé da Bomba também fez parte do grupo folclórico Viva Bahia, dirigido por dona Emília Biancardi. A partir de 1959, deu aulas de capoeira a agentes militares: do exército, do corpo de bombeiros e também da polícia militar. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecido como cantor de samba de roda e de viola, em 2003, participou da gravação do CD &#8220;Lenço de Seda &#8211; Antologia de Ladainhas e Corridos&#8221;. Lançou em 2010 o livro &#8220;O Pelé da Capoeira&#8221;. Ganhou o título de notório saber &#8220;Guardião dos saberes Afrodescendentes&#8221; da Faculdade Dom Pedro II, de Salvador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, foi um dos grandes homenageados do Rede Capoeira, no grupo dos 14 mestres octagenários que incluía Mestre João Grande, Mestre Acordeon, Mestre Boca Rica, Mestre Brandão, Mestre Felipe de Santo Amaro, Mestre Olavo, Mestre Brasília, Mestre Virgílio, Mestre Cafuné, Mestre Carcará, Mestre Curió, o carioca Mestre Celso e o sergipano Mestre Sombra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola (A. B. C. A.), era também um grande adepto do jogo de baralho, em uma mesa que reúne outras referências culturais, como o cantor Lazinho do Olodum e Mestre Régi do Apaxes, no Pelourinho.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na capoeira, tudo sai da ginga. A ginga, o molejo e a flexibilidade são importantes para o capoeirista, tanto para defesa quanto para o ataque&#8221;, disse certa vez, refletindo sobre a arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O velório acontece&nbsp;no cemitério Bosque da Paz (Nova Brasília), a partir das 12h deste domingo (27), na sala 1. O sepultamento será realizado às 16h.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Metro 1 / Foto: <strong>Ricardo Prado / Divulgação</strong></p>



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<iframe title="AGRADECIMENTO À POPULACAO IPIRAENSE!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/1snZpdVkK_M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Os heróis que espalharam a capoeira pelo mundo &#8211; e influenciaram até o breaking</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 20:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Os heróis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil não terá representantes na disputa de&#160;breaking&#160;nos&#160;Jogos de Paris, mas capoeiristas brasileiros tiveram um papel importante na consolidação do esporte que fará sua estreia em Olimpíadas nesta sexta-feira (9/8). No fim dos anos 1970 e início dos 1980, os capoeiristas baianos Jelon Vieira e Loremil Machado viviam em&#160;Nova York, onde davam aulas de capoeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Brasil não terá representantes na disputa de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/extra/x22779zaie/breaking-the-new-olympic-sport-explained_bbcnewsbrasil">breaking</a>&nbsp;nos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cj0rxv06010t">Jogos de Paris</a>, mas capoeiristas brasileiros tiveram um papel importante na consolidação do esporte que fará sua estreia em Olimpíadas nesta sexta-feira (9/8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim dos anos 1970 e início dos 1980, os capoeiristas baianos Jelon Vieira e Loremil Machado viviam em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq53nd95nweo">Nova York</a>, onde davam aulas de capoeira e se apresentavam em shows.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma amiga então os convidou a se exibir em uma escola pública no&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjlwjzxkzrjo">Bronx</a>, bairro nova-iorquino considerado o berço moderno do breaking.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Era uma área bem perigosa&#8221;, conta à BBC Jelon Vieira, hoje com 71 anos. Ele diz que os alunos &#8211; na maioria negros ou latinos praticantes de breaking &#8211; assistiram em êxtase à apresentação de capoeira, misto de dança e luta legado por africanos escravizados e seus descendentes no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Loremil era fantástico&#8221;, diz Jelon sobre as habilidades de seu parceiro, morto em 1994. &#8220;E ele era muito bonito. [Vendo] o corpo dele, dava pra estudar anatomia.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jelon diz que os estudantes ficaram impressionados com os movimentos e, após a exibição, tentaram imitá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Começava ali um intercâmbio que duraria muitos anos e que, segundo Jelon, fez com que o breaking incorporasse vários movimentos da capoeira, entre os quais o pião de cabeça, o relógio e o pião de mão (nos quais o praticante rodopia apoiado em diferentes partes do corpo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a capoeira e o breaking já foi citada pelo jornal The New York Times. Em 1989, Jon Pareles, chefe da editoria de artes do jornal, definiu a capoeira como &#8220;uma dança de artes marciais que antecipou o break dancing&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Jelon diz que chegou a ser descrito pela imprensa americana como o &#8220;pai do breaking&#8221;, mas rejeita o título. &#8220;Eu não criei o break dance, mas contribuímos com ele&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jelon, ainda que o breaking moderno tenha surgido em Nova York, o esporte é &#8220;mais um presente da África para o mundo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele diz ter reforçado sua convicção ao ver o documentário&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=IlqCatQj_hw&amp;t=1816s">&#8220;The North Rejoices&#8221;</a>, de 1959. Nele, moradores de uma aldeia na Nigéria executam vários movimentos semelhantes aos do breaking moderno.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sucesso da capoeira em Nova York</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o papel da capoeira em Nova York vai bem além de sua influência no breaking. Uma pesquisa no Google hoje revela a existência de 22 academias de capoeira na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, várias escolas públicas nova-iorquinas oferecem a modalidade &#8211; ago incomum em cidades brasileiras, segundo mestre Jelon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele conta que a capoeira lhe abriu portas para que também se tornasse coreógrafo nos EUA. Jelon é fundador de uma companhia de dança (DanceBrazil), e já coreografou musicais da Broadway e filmes de Hollywood, como Brenda Starr (1989), estrelado por Brooke Shields, e Boomerang (1992), com Eddie Murphy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grandes feitos para quem chegou a Nova York aos 22 anos de idade sem falar inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, e criado por uma mulher negra, viúva e mãe de sete filhos, Jelon aprendeu capoeira aos 10 anos no Engenho Velho de Brotas, bairro de Salvador para onde a família se mudou na sua infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que, durante a ditadura militar (1964-1985), uma notícia o chacoalhou: três amigos desapareceram após colar panfletos políticos nas ruas para ganhar uns trocados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu me revoltei com aquilo, disse &#8216;não quero mais ficar no Brasil&#8217;. Eu lembrei que eu era capoeirista, e aquela era a minha única salvação&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jelon sabia de um grupo em Salvador que estava contratando capoeiristas para apresentações de cultura afro-brasileira no exterior, o Viva Bahia, coordenado pela etnomusicóloga Emília Biancardi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele fez um teste e passou. Em 1974, integrou uma expedição que tinha entre seus integrantes um dos capoeiristas mais conhecidos do Brasil na época, mestre João Grande, com quem seu caminho voltaria a se cruzar adiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A viagem incluiu apresentações em vários países da Europa e no Irã, na época uma monarquia comandada pelo xá Reza Pahlavi (1919-1980). &#8220;Fizemos um show para família real e convidados. Era coisa de sonhos&#8221;, ele recorda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte à apresentação para o xá, Jelon conta que o grupo se exibiu para o &#8220;povão&#8221; iraniano em um teatro lotado. Ele diz que o público foi ao delírio quando os capoeiristas entraram em cena. &#8220;Eles não estavam acostumados a ver homens sem camisa e ficaram doidos&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A viagem, porém, quase termina em tragédia: uma dançarina do grupo foi apedrejada ao caminhar por Teerã com um vestido que deixava o corpo à mostra. Jelon diz que a jovem chegou a ser hospitalizada por causa dos ferimentos, mas se recuperou.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Primeira-escola-de-capoeira-fora-do-Brasil">Primeira escola de capoeira fora do Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da viagem, Jelon deixou o grupo Viva Bahia e foi tentar a sorte em Nova York. Em 1975, ele abriu no bairro Soho, na ilha de Manhattan, o espaço que ele considera &#8220;a primeira escola de capoeira fora do Brasil&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o início de uma carreira de sucesso &#8211; e que lhe deu uma condição financeira a que poucos mestres de capoeira poderiam almejar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC News Brasil entrevistou Jelon Vieira em Salvador em janeiro de 2024, durante o 5º Rede Capoeira,&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=lmSck2lCLq4">evento que homenageou mestres de capoeira com papel central na história da modalidade</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como Jelon, alguns dos homenageados decidiram deixar o Brasil em busca de melhores condições. E para um antigo companheiro de Jelon ali presente, a viagem à Bahia tinha um sabor especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-retorno-de-João-Grande">O retorno de João Grande</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tarde caía em Salvador, e uma multidão de capoeiristas aguardava em uma tenda ao lado do Mercado Modelo por uma das atividades mais esperadas do evento, classificado pelos organizadores como &#8220;o maior encontro de capoeira de todos os tempos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Filho, vem ver, é mestre João Grande&#8221;, uma mulher sussurrou enquanto o público abria passagem para um homem negro com as costas envergadas pela idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 91 anos, João Grande voltava para a mesma Bahia que o &#8220;expulsara&#8221; na década de 90, quando, incapaz de sobreviver da capoeira ali, seguiu os passos de Jelon Vieira e também se mudou para os Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta vez, porém, ele era a grande estrela do evento &#8211; e motivo pelo qual muitos haviam viajado de diferentes partes do país até Salvador. Queriam ver, em carne e osso, um personagem que só conheciam de filmes, livros e músicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de alunos estrangeiros, todos fluentes em português, João Grande deu uma oficina ao grupo. Movia-se com agilidade, indicando com as mãos como os movimentos deveriam ser feitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, sentou-se e respondeu com sorrisos e acenos às homenagens dos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Parece que estou no céu&#8221;, ele disse à BBC dias depois, na casa espaçosa em Salvador em que se hospedou durante a estadia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todos me tratam bem aqui, todos me ajudam&#8221;, afirmou. Um cenário bastante distinto do que ele enfrentara ao longo de boa parte de sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Itagi, no interior da Bahia, em 1933, João Oliveira dos Santos se mudou para Salvador na juventude e trabalhou como empregado doméstico de uma família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em troca dos serviços, não recebia dinheiro, só comida e roupas. Depois, trabalhou em um depósito de cachaça, transportando a bebida &#8220;na cabeça, no jegue, entregando nos armazéns&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Oliveira dos Santos só virou capoeirista depois de conhecer Vicente Ferreira Pastinha, o mestre Pastinha (1889-1981), considerado o pai da Capoeira Angola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa vertente, o jogo costuma ser mais cadenciado e próximo do chão, ao passo que na Capoeira Regional, criada por mestre Bimba (1900-1974), os golpes são normalmente mais rápidos e desferidos em pé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Pastinha ensinou capoeira ao jovem itagiense e o escolheu como um de seus discípulos ao lado de outro aluno, João Pereira dos Santos (1917-2011). Um virou João Grande, e o outro, João Pequeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, João Grande tinha de conciliar a capoeira com outras atividades para pagar as contas. Em 1958, ele diz ter passado três meses como operário na construção da rodovia Belém-Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em depoimento na tese &#8220;Mestre João Grande entre a Bahia a Nova York&#8221;, com que Maurício Barros de Castro obteve o título de Doutor em História pela USP, em 2007, João Grande conta como praticava capoeira durante a obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Treinava sozinho com as moitas e com os bichos&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência o remeteu à infância na roça, em Itagi, quando passava horas assistindo às danças de peixes e aves. Maravilhado com a capacidade que os bichos tinham de se mover sem jamais tocar uns aos outros, levou isso para sua capoeira anos depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À BBC João Grande filosofa sobre essas conexões. &#8220;Capoeira é natureza. Tudo o que nós temos, dado por Deus, sai da capoeira, sai da natureza&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Um pé de mato me ensina a jogar, um bicho ensina como é sua ginga&#8221;, ele diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos depois de trabalhar na construção da rodovia, João Grande acompanhou mestre Pastinha numa viagem de grande simbolismo na história da capoeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nela, brasileiros exibiram a modalidade no Festival de Artes Negras em Dakar, no Senegal, em 1966 &#8211; em viagem citada na música Triste Bahia, de Caetano Veloso (&#8220;Pastinha já foi à África/pra mostrar capoeira do Brasil&#8221;).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também integravam a comitiva brasileira o músico Paulinho da Viola, a ialorixá Olga de Alaketu e a cantora Clementina de Jesus, entre outros artistas afro-brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Grande diz que, na viagem, Pastinha fazia questão de destacar a origem africana de sua arte. &#8220;Ele dizia: &#8216;isto é capoeira de vocês (africanos) que agora está com a gente lá, no Brasil'&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns africanos reagiam com surpresa, e outros reconheciam semelhanças entre a capoeira e danças locais, conta João Grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora haja algumas teorias divergentes, a maioria dos estudiosos da capoeira afirma que a modalidade de fato tem raízes africanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quem inventa a capoeira são os africanos aqui no Brasil: uma mistura étnica de diversos grupos que vão se compor aqui e que vão fazer essa invenção&#8221;, defende Antonio Liberac, capoeirista e professor titular de História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se africanos criaram a capoeira no Brasil, diz Liberac, foram brasileiros descendentes de africanos que deram à modalidade a roupagem atual com que ela ganhou o mundo &#8211; e entre eles, João Grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um mestre espetacular, um dos principais responsáveis pela manutenção da tradição dessa capoeira do século 20&#8221;, diz Liberac.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a etnomusicóloga Emília Biancardi, que conviveu com João Grande nas expedições do grupo Viva Bahia nos anos 1970, ele &#8220;é um dos únicos que realmente têm ainda uma verdade dentro da tradição que recebeu dos antepassados&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Do-posto-de-gasolina-a-Nova-York">Do posto de gasolina a Nova York</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a fama e o talento como capoeirista não garantiram a João Grande uma vida confortável em Salvador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas e apresentações rendiam cada vez menos dinheiro, e ele chegou a ter de trabalhar como lavador de carros em um posto de gasolina. Em 1990, depois de anos de penúria, decidiu emigrar para os Estados Unidos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao se mudar para Nova York, que já visitara a convite do antigo parceiro Jelon Vieira, João Grande conseguiu viver só de capoeira e ganhou um reconhecimento que jamais tinha obtido no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2001, ele recebeu da agência do governo americano National Endowment for the Arts o National Heritage Fellowship, descrito pelo órgão como &#8220;a mais alta honraria da nação em artes folclóricas e tradicionais&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos muito felizes e orgulhosos de que ele faça parte da nossa cultura&#8221;, disse o apresentador do prêmio antes de entregá-lo ao capoeirista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Grande disse à BBC que, ao se mudar para os EUA, queria evitar um final de vida parecido com o de seu mentor, mestre Pastinha, morto em 1981.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cego, solitário e sem dinheiro, o criador da Capoeira Angola passou seus últimos dias morando de favor num quarto úmido e escuro do Pelourinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fiquei muito triste por não ter um recurso para ajudar ele&#8221;, diz João Grande.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Vaquinha-para-pagar-enterro">&#8216;Vaquinha para pagar enterro&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao conceber o 5º Rede Capoeira para homenagear os velhos mestres, Jair Oliveira Júnior, o mestre Sabiá, disse que queria estimular uma reflexão sobre como o Brasil trata os pioneiros da modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os capoeiristas homenageados pelo evento &#8211; 14 deles acima dos 80 anos -, vários hoje enfrentam dificuldades financeiras, segundo ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Desde criança eu sempre via todos esses mestres em situações extremamente fragilizadas no final do seu ciclo de vida, e sempre se fazia uma vaquinha para pagar o enterro ou para dar algum tipo de assistência médica, comprar remédio&#8221;, ele conta à BBC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por acaso, diz Sabiá, até hoje muitos mestres resolvem sair do Brasil. Segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), hoje mais de 150 países têm grupos de capoeira, muitos deles liderados por brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vários desses países, a capoeira também está presente em escolas, e universidades convidam mestres brasileiros a lecionar em universidades &#8211; status que a modalidade nunca alcançou no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esses motivos, ao longo do evento em Salvador, vários participantes cobraram políticas públicas que amparem os mestres no fim de suas vidas e os encorajem a permanecer no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esses caras não são só mestres, eles são heróis, porque venceram contra tudo e contra todos, e o mínimo que a gente poderia fazer era devolver a dignidade a eles&#8221;, defende Sabiá.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Políticas-para-a-capoeira">Políticas para a capoeira?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A BBC questionou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, sobre as cobranças de capoeiristas por políticas voltadas aos velhos mestres, como uma espécie de bolsa que os sustente no fim da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista em seu gabinete, em Brasília, a ministra disse considerar a capoeira &#8220;um dos grandes legados da cultura brasileira&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menezes afirmou, no entanto, que &#8220;o Ministério da Cultura não tem (a possibilidade) de fazer uma ação direta, de fazer um tipo de bonificação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução, segundo ela, seria a aprovação de um Projeto de Lei que busca a &#8220;proteção e promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PL 1176, de 2011, está tramitando no Congresso e prevê, entre outros pontos, a concessão de bolsas e premiações para grandes mestres de diversas tradições populares, entre as quais a capoeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que nós podemos fazer é buscar com que o Congresso se sensibilize para que essa lei tramite logo&#8221;, disse a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela afirmou ainda que outro objetivo de sua gestão é fazer com que artes da cultura popular &#8211; incluindo a capoeira &#8211; sejam ensinadas em escolas que adotem o ensino integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pleito, segundo Menezes, está sendo tratado com o Ministério da Educação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Tesouro-do-Brasil-ou-dos-EUA">Tesouro do Brasil&#8230; ou dos EUA?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por ora, diz o mestre Jelon Vieira, há poucos incentivos para que capoeiristas que encontraram reconhecimento no exterior voltem a morar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2008, sete anos depois de João Grande ser agraciado com o National Heritage Fellowship, Jelon foi convidado à Casa Branca para receber o mesmo prêmio. Na cerimônia, ouviu que ele era um &#8220;tesouro&#8221; para a cultura dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jelon descreve o que sentiu naquele instante. &#8220;Na minha cabeça veio: &#8216;eu gostaria de ser o tesouro nacional do Brasil&#8217;, ele conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Afinal, eu me sentia um embaixador cultural, eu estava levando a cultura baiana e brasileira para o mundo&#8221;, ele diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na célebre Chiclete com Banana, gravada por Jackson do Pandeiro em 1959, os compositores Gordurinha e Almira Castilho prometeram só botar &#8220;bebop no meu samba quando Tio Sam tocar um tamborim&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O berimbau, ele já está aprendendo a tocar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN Brasil / Foto: Aleksandra Minic<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com o vereador e pré-candidato a vereador Laelson Neves - MDB" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/h3kx1lUE9po?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/os-herois-que-espalharam-a-capoeira-pelo-mundo-e-influenciaram-ate-o-breaking/">Os heróis que espalharam a capoeira pelo mundo – e influenciaram até o breaking</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Evento discute em Salvador futuro da capoeira no Brasil e no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 10:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[SSA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O maior evento nacional para discussão do futuro da capoeira no Brasil e no mundo será realizado em Salvador no período de 24 a 27 deste mês, em três locais do centro histórico da capital baiana: Espaço Cultural da Barroquinha, Praça da Sé e Praça da Cruz Caída. O idealizador e coordenador do evento, criado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O maior evento nacional para discussão do futuro da capoeira no Brasil e no mundo será realizado em Salvador no período de 24 a 27 deste mês, em três locais do centro histórico da capital baiana: Espaço Cultural da Barroquinha, Praça da Sé e Praça da Cruz Caída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O idealizador e coordenador do evento, criado em 2013, Mestre Sabiá, disse que a edição deste ano propõe a ressignificação dos heróis populares, ou seja, dos mestres mais antigos, para que os mais novos possam reverenciar, entender a importância deles e os serviços que prestaram à comunidade capoeirística e à cultura popular, de forma geral. Para ele, esse novo olhar deve ser estendido a toda a sociedade que, muitas vezes, tem um olhar menor para com a capoeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Mestre Sabiá, a capoeira hoje está presente em cerca de 170 países e é a maior divulgadora da língua portuguesa no mundo. “Vem desempenhando um papel necessário e significativo, presente em diversas escolas e universidades. A capoeira está inserida em diversos espaços. É uma das maiores redes informais que existem e tem a grande responsabilidade de agregar as culturas que a transversalizam”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele enfatizou que onde existe capoeira vai-se encontrar sempre o samba de roda, assim como a puxada de rede e o maculelê, que são manifestações da cultura popular afrodescendente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada no evento é franca, e a programação completa do 5º Rede Capoeira pode ser conferida no </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Patrimônio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ano após a criação do Rede Capoeira, a capoeira tornou-se a quinta manifestação cultural brasileira reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, somando-se ao samba de roda do Recôncavo Baiano; ao Kusiwa, arte e pintura corporal própria dos povos indígenas Wajãpi, do Amapá; o frevo, de Pernambuco; e a peregrinação religiosa do Círio de Nazaré, do Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Sabiá chamou a atenção para o fato de a capoeira, além de ser patrimônio cultural imaterial, ter de ser alimentada como bem material e disse que essa reflexão precisa chegar ao poder público. Segundo o mestre, o país vive um momento favorável a isso, com pessoas bem-intencionadas no âmbito governamental. Ele destacou que a capoeira está inserida na rede particular de ensino, mas ainda não entrou como matéria curricular na rede pública. “A capoeira ocupa um papel de extrema significância como um veículo de transformação social, em nível de educação, de inclusão. É importante ter um olhar maior para a comunidade capoeirística, ver a capoeira de uma forma maior.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capoeira, manifestação de origem escrava, que resultou em perseguições aos que a praticavam, atualmente é referência de educação em Portugal, país que colonizou o Brasil, nos demais países europeus e em vários continentes, destacou o mestre. Por isso, os brasileiros precisam ver a capoeira como uma cultura maior, que engloba várias vertentes, tanto educacionais quanto esportivas. “É uma arte que engloba várias artes e tem a responsabilidade também da consciência política. É importante entender os serviços prestados pela capoeira. Em um mundo de tantas superficialidades, a capoeira vem trabalhando e resgatando, manifestando a ancestralidade, a resiliência. É um movimento de resistência extremamente significativo”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Sertão </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Agulhamento à seco no tratamento de dores" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/psjbPEJN-7U?start=1119&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Através da capoeira, Instituto Cultural Bantu transforma a realidade de jovens na Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Aug 2023 20:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Cultural Bantu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As iniciativas do instituto fortalecem a comunidade e contribuem na redução da vulnerabilidade social Com raízes profundas na história do Brasil, a capoeira tem suas origens nos tempos de escravidão e, ao longo dos anos, evoluiu para se tornar uma valiosa herança cultural que se espalhou pelo mundo. Além de seu significado histórico e cultural, a capoeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As iniciativas do instituto fortalecem a comunidade e contribuem na redução da vulnerabilidade social</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com raízes profundas na história do Brasil, a <a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/07/23/a-capoeira-vai-alem-do-corpo-e-da-musica-ela-faz-parte-da-identidade-negra-diz-contramestre" target="_blank" rel="noreferrer noopener">capoeira</a> tem suas origens nos tempos de escravidão e, ao longo dos anos, evoluiu para se tornar uma valiosa herança cultural que se espalhou pelo mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/4-1.jpg" alt="" class="wp-image-95983" width="833" height="104" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/4-1.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/4-1-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 833px) 100vw, 833px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além de seu significado histórico e cultural, a capoeira também desempenha um papel importante em iniciativas sociais. Um exemplo de como essa dança continua ajudando vidas pretas é o trabalho do Instituto Cultural Bantu, de Vera Cruz, no litoral da Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No instituto, a capoeira é uma ferramenta para transformar a realidade de crianças das comunidades, como explica Mestre Roxinho, fundador do instituto. “O principal objetivo do instituto é possibilitar. Possibilitar o&nbsp; acesso à informação a partir da cultura de matriz africana, possibilitar que se construa nesse espaço uma comunidade, uma relação de amizade, que nesse espaço tenha uma maior vontade de compreender que a educação também é uma possibilidade de empoderamento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/07/23/a-capoeira-vai-alem-do-corpo-e-da-musica-ela-faz-parte-da-identidade-negra-diz-contramestre" target="_blank" rel="noreferrer noopener">:: &#8220;A capoeira vai além do corpo e da música, ela faz parte da identidade negra”, diz contramestre&nbsp;::</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se hoje ela é uma ferramenta de sociabilidade, por muito tempo a capoeira foi uma forma de luta. Sua história remonta ao século XVI, quando africanos escravizados resistiram mantendo suas tradições culturais para terras brasileiras. Com a prática das lutas proibida, eles encontraram uma maneira engenhosa de manter viva sua herança através da capoeira, misturando luta e dança, que,&nbsp;com o passar do tempo, começou a ganhar legitimidade e reconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capoeira foi, por muito tempo, considerada crime no Brasil. A descriminalização da luta aconteceu em 1934 e a capoeira atualmente é considerada uma das principais manifestações culturais do país, além de ter se tornado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é a capoeira a única ferramenta do Instituto Cultural Bantu. Entre as atividades desenvolvidas no espaço está o projeto&nbsp;<strong>“Letramento Digital”</strong>, que oferece acesso à tecnologia a jovens&nbsp;de 14 a 21 anos, quebrando a barreira da exclusão digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roxinho aponta que o projeto é uma oportunidade para jovens da periferia. “O letramento digital é um divisor de água porque nós somos aqueles que estamos à margem dessa sociedade ao acesso à tecnologia. Aqui na comunidade tem jovem de 20 anos que nunca sentou num computador, entende? Então isso é uma exclusão digital muito séria”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa abre as portas para outras oportunidades. “A gente cria o letramento digital como uma possibilidade que eles precisam acessar essa informação que muitos estão acessando, eles precisam desenvolver esse conhecimento no qual é uma tecnologia que vai dar a eles avanço, emancipação, eles vão conseguir, culturalmente, olhar para um mundo diferente, vão conseguir apresentar para o mundo quem eles são”, aponta Roxinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ações como o Projeto Bantu, o projeto Mulheres Candaces, o Bantu contra a Fome e o Jovem Multiplicador são outras iniciativas do instituto que fortalecem a comunidade e contribuem na redução da vulnerabilidade social. Mas para continuar as atividades, o instituto precisa de doações. Para conhecer o trabalho do Instituto Bantu e se tornar um doador acesse o site <a href="https://institutobantu.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">institutobantu.org</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:&nbsp;</strong><a target="_blank" href="https://www.brasildefatope.com.br/2023/08/15/atraves-da-capoeira-e-do-letramento-digital-instituto-cultural-bantu-transforma-realidade-de-jovens" rel="noreferrer noopener">BdF Pernambuco</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Vanessa Gonzaga</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A vida de um saltimbanco" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CcCOvFvxa_U?start=1936&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>A despedida do Mestre Bimba: há 49 anos, Brasil perdia maior referência da Capoeira Regional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 12:47:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre Bimba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Mestre Bimba é uma das figuras do ciclo heróico dos negros que merecem ser reverenciados”, afirma ex-aluno do Mestre O último domingo 5 de fevereiro, marcou os 49 anos da morte de Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional que ganhou o Brasil e o mundo. Ainda hoje, Mestre Bimba [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mestre Bimba é uma das figuras do ciclo heróico dos negros que merecem ser reverenciados”, afirma ex-aluno do Mestre</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023" width="827" height="103"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O último domingo 5 de fevereiro, marcou os 49 anos da morte de Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional que ganhou o Brasil e o mundo. Ainda hoje, Mestre Bimba é referência e inspiração. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hellio de Campos, batizado Mestre Xareu por Mestre Bimba, se formou em Capoeira Regional com o próprio Mestre Bimba e, ao lado de Raimundo Cesar de Almeida, conhecido como Mestre Itapoan, fundou a Ginga Associação de Capoeira em Salvador (BA).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mestre Bimba é o negro [&#8230;] soteropolitano, ele não teve instrução formal e por isso trabalhou como carpinteiro, como motoqueiro, carregador e carroceiro, mas teve a coragem de se tornar um capoeirista e ser um Mestre de Capoeira. E, depois, criar também uma capoeira que é um divisor de águas que se chama Capoeira Regional de Mestre Bimba. Montou uma academia e como ele mesmo dizia &#8216;tirei a capoeira debaixo do pé do boi&#8217; no intuito de sair das ruas. Aquela capoeira que era perseguida pelos policiais, que era perseguida pelo código penal brasileiro na época e leva para as quatro paredes”, lembra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images01.brasildefato.com.br/3130bd1153bccfc696f3a2b6c88b8a41.jpeg"><br>Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional / Reprodução /Divulgação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Origem</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando ele, observando a capoeira praticada na época, chamada hoje de Capoeira Angola, aquela capoeira que era praticada na rua. Ele muitas vezes contou que as pessoas praticavam a capoeira na rua, com muitos trejeitos, sendo uma forma de conseguir dinheiro na rua. E a polícia vinha ao encalço e prendia essas pessoas, como ele mesmo disse, amarravam a cavalaria, amarravam os capoeiristas pelos punhos e arrastavam pelo percurso até as delegacias. E ele vendo aquilo, ele não concordava com essa situação e achava que a capoeira estava perdendo a sua essência de luta e de resistência, portanto ele criou a Capoeira Regional”, conta Mestre Xareu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regras</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Bimba tinha algumas regras para os praticantes da Capoeira Regional. Não beber e não fumar &#8211; pois influenciavam no desempenho e a consciência da capoeira; evitar demonstrações de todas as técnicas &#8211; pois a surpresa é a principal arma; praticar os fundamentos todos os dias e não dispersar durante as aulas; e manter o corpo relaxado e o mais próximo do seu adversário possível.<br><img decoding="async" src="https://images03.brasildefato.com.br/b7221083b5683c431bc3dca508d29f4f.jpeg"><br>Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional / Acervo Ginga Associação de Capoeira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imaginário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Itapoan, praticante da capoeira há 57 anos, lembra que foi apenas após esta apresentação ao presidente que a capoeira deixou de ser crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na década de 30, o Mestre fez várias apresentações para os Governos da Bahia e em 1953 se apresentou no Palácio da Aclamação, em Salvador, para o Presidente Getúlio Vargas que, após assistir a apresentação disse: ‘Esse deve ser considerado o Esporte Nacional Brasileiro’. Então a perseguição diminuiu e no Código Penal de 52 já não constava mais o artigo: Dos Vadios e Capoeiras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images01.brasildefato.com.br/bef7e632532f309cfd5f2deedc69e3e2.jpeg"><br>Mestre Bimba tocando durante uma Roda de Capoeira / Acervo Ginga Associação de Capoeira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preservação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje há dois tipos de capoeira, a Capoeira Angola, representada por Mestre Pastinha, e a Capoeira Regional de Mestre Bimba, explica Mestre Xareu.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1996, Mestre Xareu fez parte da movimentação que concedeu a Mestre Bimba o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No meu olhar, na minha percepção, hoje a capoeira é reconhecida no mundo inteiro como atividade importantíssima para a cultura brasileira, para a manifestação do conhecimento da cultura brasileira porque ela é vista como uma atividade educacional, cultural, de tradição, que representa resistência do povo brasileiro, que representa resistência do povo escravizado no Brasil. E além de contar a história do Brasil, também aparece como uma grande difusora, vamos assim falar, da língua portuguesa”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legado no tempo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um homem visionário, pobre no sentido da questão econômica financeira, mas muito rico na questão dos saberes, da sua honestidade, do seu caráter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Agora que eu estou falando com vocês aqui, com você aqui, tem, em algum lugar do mundo, alguém está cantando Mestre Bimba, alguém está prestando uma homenagem a Mestre Bimba. Cantando a música, falando dele como eu estou falando aqui neste momento, e isso é de uma grandeza enorme. Mestre Bimba é uma das figuras do ciclo heróico dos negros brasileiros que merecem ser reverenciados”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/57b12e5269c38b604b25b57d71d6caad.jpeg"><br>Mestre Bimba, inspiração ainda hoje no mundo todo quando se fala de capoeira&nbsp;/ Acervo Ginga Associação de Capoeira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legado no mundo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conta que todos os anos na Abadá-Capoeira, o Mestre Camisa organiza em novembro o Zumbimba, um momento de estudo de onde a capoeira está hoje e de onde ela veio. Para ela, se Mestre Bimba estivesse vivo, ainda estaria inovando.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ele era uma pessoa de uma visão a frente do tempo dele. Os 47 anos da morte dele certamente tem que ser lembrados. A presença dele, a influencia dele na capoeira é tão grande que eu acho que tem que ser lembrado sempre, não só em aniversário, mas ao longo da transmissão do legado da capoeira&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mestre Bimba extrapolou os muros de Salvador, na Bahia, e ganhou o mundo. Segundo Mestre Xareu há seguidores e alunos em mais de 175 países que mantêm vivos os ensinamentos de Mestre Bimba. Ele explica que o criador da Capoeira Regional inspira muitos profissionais da capoeira a perpetuar a luta e a resistência em todos os cantos do mundo. A Capoeira Regional hoje é reconhecida como Patrimônio Imaterial Brasileiro e Patrimônio Imaterial Mundial com a Roda de Capoeira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Então nesse momento de 47 anos da morte de Mestre Bimba, a gente só tem, realmente, a celebrar. A celebrar pela sua grandeza, ou seja, pelo seu legado do qual ele deixou para todos nós e para o mundo. E eu vou extrapolar, não é só de Salvador, é pelo mundo. Se a capoeira está sendo praticada no mundo inteiro, em algum lugar alguém está prestando uma homenagem a ele neste momento, é porque ele tem um reconhecimento do mundo”, finaliza Mestre Xareu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Lucas Weber</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Brasil de Fato</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O posicionamento da mulher" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Fv42kTJOiMs?start=2&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-despedida-do-mestre-bimba-ha-49-anos-brasil-perdia-maior-referencia-da-capoeira-regional/">A despedida do Mestre Bimba: há 49 anos, Brasil perdia maior referência da Capoeira Regional</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Capoeira e samba paulistanos são temas de novo volume dos “Cadernos do IEB”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 12:26:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[IEB]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Samba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lançamento traz dissertação vencedora do Prêmio Marta Rossetti Batista  Terça, 24 de janeiro de 2023 Texto : Rebeca Fonseca A nova edição dos&#160;Cadernos do IEB&#160;publica a dissertação de mestrado&#160;Abre a roda minha gente que o batuque é diferente: tiririca, capoeira e samba em São Paulo 1900-1970, de Filipe Amado, mestre em estudos brasileiros pelo Instituto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Lançamento traz dissertação vencedora do Prêmio Marta Rossetti Batista</h2>



<p class="wp-block-paragraph"> Terça, 24 de janeiro de 2023</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Texto : </strong>Rebeca Fonseca</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A nova edição dos&nbsp;<a href="http://www.ieb.usp.br/category/publicacoes/cadernos/"><em>Cadernos do IEB</em></a>&nbsp;publica a dissertação de mestrado&nbsp;<em>Abre a roda minha gente que o batuque é diferente: tiririca, capoeira e samba em São Paulo 1900-1970</em>, de Filipe Amado, mestre em estudos brasileiros pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB). O pesquisador conquistou o primeiro lugar do Prêmio Marta Rossetti Batista de Dissertações em abril do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base em notícias de jornais e entrevistas com personalidades importantes do samba paulistano, Filipe resgata a prática da capoeira em São Paulo. O autor defende que a capoeira existe desde o século 19 na cidade, embora não existam muitos trabalhos acadêmicos sobre o tema. “Foi criada uma tradição de estudos da capoeiragem no Rio de Janeiro e na Bahia. É com razão que esses locais são polos de estudo da cultura afrodiaspórica, inclusive da capoeira, mas isso acaba ofuscando estudos regionais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capoeira foi proibida na capital do Estado em 1833 e, após a Proclamação da República, foi oficialmente criminalizada em todo o território nacional através do Código Penal de 1890. Segundo Filipe, “a capoeira foi a principal prática cultural escrava e depois negra do século 19, e a República surge com a ideia de apagar a memória da escravidão e criar uma identidade para o povo brasileiro que não fosse ligada à negritude”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reportagens analisadas evidenciam como a luta e os capoeiras — termo que designa os praticantes no período — eram reprimidos e estigmatizados. Em jornais paulistanos, ela aparecia vinculada a agressões e conflitos. Nem todos os participantes eram figuras marginalizadas, alguns faziam parte da elite, mas o personagem padrão criado foi o do capoeira bandido, perigoso e temido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/01/20230113_filipe_amado.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-65" height="-65"/><figcaption>Filipe Amado – Foto: Reprodução</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Filipe afirma que é possível pensar na existência de grupos dirigidos por um líder, que disputavam territórios e poder com muita violência. Na época, a capoeira era usada em momentos de lazer, mas também em confrontos e em resposta à repressão da polícia. Além disso, em São Paulo, a musicalidade não era uma característica marcante: havia a presença de tambores e a ausência do berimbau.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se no início da República o discurso era de rejeição da capoeira, no começo do século 20 há uma mudança de perspectiva com a chegada de lutas estrangeiras ao Brasil, como o judô e o boxe. “Existe um movimento de intelectuais escrevendo artigos nos jornais positivando a capoeiragem como arte marcial verdadeiramente brasileira, mas ao mesmo tempo praticando um embranquecimento e muitas vezes refutando a presença negra”, explica o pesquisador. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Da década de 1920 em diante, há menos notícias sobre a capoeira. No mesmo período, aconteceu uma explosão cultural nas comunidades negras paulistanas, com o samba e os primeiros cordões carnavalescos. A tese de Filipe é de que a capoeira sofreu algumas transformações tornando-se menos violenta, o que chamava menos a atenção da polícia e das redações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há uma tentativa de sobrevivência da capoeiragem frente à repressão e à apropriação pela elite, que inclui o incremento da musicalidade do samba e da diminuição da violência através da ludicidade.” Essa nova forma de praticar capoeira recebeu o nome de tiririca. A mudança de nome faz parte da transformação, já que a capoeira se manteve proibida até 1940.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tiririca perde espaço a partir da chegada da capoeira baiana em São Paulo, que tem suas práticas regionais ofuscadas quando o modelo da Bahia é eleito como símbolo nacional. “Os mestres baianos da capoeira chegam na década de 1960 e começam a difundir o modelo, com berimbau e academias. Nunca houve uma academia de tiririca ou proposta de transformá-la em esporte”, explica Filipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator para o desaparecimento é a mudança do carnaval paulistano. “Ocorre um processo de oficialização do carnaval de São Paulo e adoção do modelo carioca de desfile de escola de samba, então os cordões carnavalescos, onde a tiririca era muito presente, vão sumindo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Privacidade na era digital: internet, rede mundial de indivíduos que usam computadores“." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/fOl4I93W4O0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Dia da Capoeira: A arte renegada &#8211;  uma das maiores expressões culturais brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dev]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2021 21:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Capoeira é uma arte que mistura um pouco de luta e dança genuinamente brasileira. Criada pelos negros foram trazidos da África para o Brasil, para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar e nas fazendas de café, ela é considerada uma forma de manifestação de resistência cultural. A Palavra Capoeira significa Mato Ralo, que é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Capoeira é uma arte que mistura um pouco de luta e dança genuinamente brasileira. Criada pelos negros foram trazidos da África para o Brasil, para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar e nas fazendas de café, ela é considerada uma forma de manifestação de resistência cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Palavra Capoeira significa Mato Ralo, que é o lugar onde os negros se reuniam para participar das chamadas rodas. Durante muito tempo a prática da Capoeira foi proibida aqui no Brasil. Somente na década de 30, por decreto do então Presidente Getúlio Vargas ela saiu do código penal. Tudo isso aconteceu graças a intervenção de Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, um dos maiores expoentes da capoeira moderna, como explica o historiador Pablo Brandão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capoeira continuou, por muito tempo, sendo vista como hábito de delinquente. Sua prática só deixou de ser crime em 1937, na onda nacionalista do Estado Novo de Getúlio Vargas. Foi nesse mesmo ano, em Salvador, que a academia de Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, recebeu licença para funcionar (antes disso, existira ilegalmente por cinco anos). Bimba, que viveu entre 1900 e 1974, foi o primeiro a criar um projeto esportivo e pedagógico para o jogo, com 52 golpes e contragolpes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A luta regional baiana</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1932, um período em que a perseguição à capoeira já não era tão acentuada, mestre Bimba, exímio lutador no ringue e em lutas de rua ilegais, fundou em Salvador a primeira academia de capoeira da história. Bimba, ao analisar o modo como diversos capoeiristas utilizavam suas habilidades para impressionar turistas, acreditava que a capoeira estaria perdendo sua eficiência como arte marcial. Dessa forma, Bimba, com auxílio de seu aluno José Cisnando Lima, enxugou a capoeira, tornando-a mais eficiente para o combate e inseriu alguns movimentos de outras artes marciais, como o batuque. Mestre Bimba também desenvolveu um dos primeiros métodos de treinamento sistemático para a capoeira. Como a palavra capoeira ainda era proibida pelo código Penal, Bimba chamou seu novo estilo de Luta Regional Baiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1937, Bimba fundou o centro de Cultura Física e Luta Regional, com alvará da secretaria da Educação, Saúde e Assistência de Salvador. Seu trabalho obteve aceitação social, passando a ensinar para as elites econômicas, políticas, militares e universitárias. Finalmente, em 1940, a capoeira saiu do código Penal brasileiro e deixou definitivamente a ilegalidade. Começou, então, um longo processo de desmarginalização da capoeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pouco tempo a notoriedade da capoeira de Bimba demonstrou ser um incômodo aos capoeiristas tradicionais, que perdiam espaço e continuavam a ser malvistos. Esta situação desigual começou a mudar com a inauguração do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em 1941, por mestre Pastinha. Localizado no Pelourinho, em Salvador, o centro atraía diversos capoeiristas que preferiam manter a capoeira em sua forma mais original possível. Em breve, a notoriedade do centro cunhou em definitivo o termo &#8220;capoeira angola&#8221; como nome do estilo tradicional de capoeira. O termo não era novo, sendo, já na época do império, a prática da capoeira apelidada, em alguns locais, de &#8220;brincar de angola&#8221; e diversos outros mestres que não seguiam a linha de Pastinha acabaram adotando-o.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado foi a capoeira regional, cujos movimentos privilegiam o ataque e buscam atingir o tronco do adversário para derrubá-lo. A outra vertente de capoeira praticada hoje foi criada por Vicente Ferreira Pastinha, mestre Pastinha, nascido em 1889. Defensor das tradições escravas, ele manteve características lúdicas na sua técnica, chamada de capoeira angola. Na academia de Pastinha, aberta em 1935 (dois anos antes de sua morte), os alunos aprendiam um jogo com bastante dança, centrado na ginga das pernas e na defesa, com golpes dados para tentar apenas desequilibrar o oponente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Roda de Capoeira foi registrada como bem cultural pelo IPHAN no ano de 2008, com base em inventário realizado nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro. E em novembro de 2014, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje em dia, a capoeira se tornou não apenas uma arte ou um aspecto cultural, mas uma verdadeira exportadora da cultura brasileira para o exterior. Presente em dezenas de países em todos os continentes, todo ano a capoeira atrai ao Brasil milhares de alunos estrangeiros e, frequentemente, capoeiristas estrangeiros se esforçam em aprender a língua portuguesa em um esforço para melhor se envolver com a arte. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Aventurasnahistoria</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dia-da-capoeira-a-arte-renegada-uma-das-maiores-expressoes-culturais-brasileiras/">Dia da Capoeira: A arte renegada –  uma das maiores expressões culturais brasileiras</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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