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	<title>carbono |</title>
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		<title>Produtores devem redobrar atenção a contratos e propostas no mercado voluntário de carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Consultores recomendam análise jurídica detalhada, verificação da credibilidade das empresas e garantia de certificação robusta para evitar prejuízos e créditos sem validade internacional. O mercado de carbono chegou ao Brasil como promessa de renda extra para os produtores rurais. Apesar disso, especialistas alertam: nem tudo que reluz é ouro. Antes de fechar qualquer negócio, agricultores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Consultores recomendam análise jurídica detalhada, verificação da credibilidade das empresas e garantia de certificação robusta para evitar prejuízos e créditos sem validade internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono chegou ao Brasil como promessa de renda extra para os produtores rurais. Apesar disso, especialistas alertam: nem tudo que reluz é ouro. Antes de fechar qualquer negócio, agricultores e pecuaristas precisam entender a legislação, as metodologias de certificação e os riscos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituído pela Lei 15.042/2024, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) ainda está em fase de regulamentação e, por enquanto, não inclui o setor agropecuário. O modelo seguirá a lógica do cap-and-trade, já aplicada em mercados internacionais: empresas com emissões abaixo do limite podem vender seus créditos excedentes para aquelas que ultrapassarem suas permissões. Nos dois primeiros anos, no entanto, os setores participantes apenas medirão suas emissões, sem possibilidade de comercialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, a agropecuária só pode participar do mercado voluntário por meio de projetos estruturados de forma independente. Para que esses créditos tenham valor, precisam ser auditados e certificados por entidades internacionais reconhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O agronegócio pode emitir créditos de carbono e existe um mercado que compra. Mas é preciso ter projeto estruturado, metodologia reconhecida e cuidado para não compro meter o que você já produz de sustentável”, resume Samanta Pineda, advogada especialista em Direito Socioambiental e consultora em Direito Ambiental do Sistema Faep.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Paraná é referência em sustentabilidade e preservação ambiental, com produtores que há décadas unem tecnologia, qualificação e práticas regenerativas para fortalecer a agropecuária. O Sistema Faep está sempre apoiando nossos produtores, oferecendo orientação e suporte técnico para que iniciativas como o mercado de carbono sejam conduzidas de forma segura, transparente e responsável”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como gerar créditos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para transformar práticas sustentáveis em créditos, o produtor rural precisa desenvolver um projeto, começando por um diagnóstico inicial (emissões e sequestros) e definindo a metodologia a ser utiliza da. Essa deve ser reconhecida por um padrão internacional e compatível com a agricultura tropical brasileira, além de estabelecer as mudanças implementadas na propriedade – como uso de bioinsumos, substituição de diesel por biocombustível e/ou adoção do plantio direto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é preciso analisar a viabilidade econômica, visto que projetos individuais em pequenas propriedades costumam ser caros. “Isso não significa que o pequeno produtor está fora. Nesse caso, a união por meio de sindicatos ou cooperativas pode viabilizar a iniciativa”, exemplifica a consultora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada projeto deve comprovar três pontos: linha de base (emissões atuais da propriedade), plano de ação (o que será feito para reduzir emissões) e adicionalidade (benefícios ambientais, além do que a lei exige). Também é obrigatório estar com a documentação em dia, como Cadastro Ambiental Rural (CAR), registros fundiários, licenças ambientais e comprovação de propriedade ou posse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após validação e registro em uma certificadora, é necessário realizar o monitoramento contínuo da implementação, com evidências como notas fiscais, imagens de satélite, mapas georreferenciados e relatórios técnicos. A entidade verificadora contratada vai realizar auditorias para confirmar as reduções e/ou sequestros de carbono declarados. Se aprovado, será emitido um relatório de verificação para a emissão dos créditos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de gases de efeito estufa que deixou de ser emitida ou removida da atmosfera. Os créditos só podem ser vendidos depois de validados, e quanto mais robusta for a certificação, maior tende a ser o preço. A metodologia conhecida como Monitoramento, Registro e Verificação (MRV) garante a integridade de cada crédito, evitando fraudes e duplicidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado voluntário, os créditos podem ser vendidos diretamente a empresas interessadas em neutralizar suas emissões ou por meio de corretoras e plataformas digitais. No futuro, eles poderão migrar para o mercado regulado, o que tende a elevar seu valor – desde que tenham sido gerados em conformidade com critérios internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O produtor deve estar atento ao que está sendo oferecido e a quem está vendendo, evitando empresas que propõem projetos fora dos padrões internacionais e que não geram créditos reais. Por isso, é fundamental exigir propostas detalhadas e não se deixar levar por ofertas aparentemente vantajosas sem comprovação”, alerta a consultora.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados essenciais antes de vender créditos de carbono</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">– Verifique a credibilidade da empresa compradora: confira cadastro, credencia mento e feedback de outros produtores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Analise o contrato com atenção: observe prazos, garantias, forma e prazo de pagamento dos créditos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Exija transparência sobre a geração e certificação do crédito: conheça as emissões atuais da propriedade e confirme a metodologia usada, reconhecida internacionalmente;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Priorize projetos com suporte técnico: parceiros que ofereçam acompanhamento contínuo, treinamento e planos de contingência;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Consulte referências legais e institucionais: busque suporte técnico no Sistema Faep, sindicatos rurais, órgãos ambientais e cooperativas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel do Brasil nas metas climáticas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono surgiu como um mecanismo global para reduzir emissões de gases de efeito estufa e incentivar a transição para matrizes energéticas mais limpas. Cada país assume metas internacionais junto à Organização das Nações Unidas (ONU), que não podem ser contabilizadas nos créditos de carbono comercializados – voluntários ou regulados – para evitar dupla contagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Acordo de Paris, o Brasil assumiu meta de redução de 59% a 67% em relação a 2005. Para atender a esse compromisso, o país lançou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima), que atribuiu ao setor agropecuário a responsabilidade de reduzir até 54% das suas emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Samanta Pineda, consultora em Direito Socioambiental do Sistema Faep, a meta é desproporcional e penaliza o setor agropecuário, enquanto ignora setores como energia, transporte e indústria, que também geram gases de efeito estufa. Além disso, o Plano Clima inclui emissões de desmatamento ilegal em áreas fora do controle do setor e desconsidera os avanços em práticas sustentáveis, pois as normas internacionais não aceitam contabilizar o sequestro de carbono realizado pela agropecuária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Colocar essa conta nas costas de um setor é injusto. Se o governo brasileiro insistir que o agronegócio é o problema, isso pode comprometer não apenas a comercialização de créditos, mas também a imagem internacional do setor”, alerta a consultora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, produtores podem ter seus créditos comprometidos, já que parte das metas nacionais precisa ser cumprida para atender aos compromissos internacionais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mercados de carbono ao redor do mundo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, existem 36 mercados regulados no mundo, e produtores podem comercializar créditos voluntários internacionalmente, desde que auditados e certificados por entidades reconhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal referência é o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU-ETS), o primeiro e maior do mundo, iniciado em 2005. Ele regula cerca de 45% das emissões de gases de efeito estufa da UE e engloba mais de 11 mil instalações industriais e de geração de energia, sem incluir diretamente o setor agrícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Nova Zelândia, o sistema opera desde 2007 e, em 2022, incluiu uma proposta de taxar as emissões de metano da pecuária. Na Ásia, a Coreia do Sul opera desde 2015 o Korean Emission Trading Scheme (K-ETS), segundo maior mercado da região, abrangendo mais de 525 empresas e cobrindo 68% das emissões nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Assessoria Sistema Faep</em></p>



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<iframe title="ELEIÇÃO 2026: O QUE PENSA O VEREADOR JAILDO?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/rd3TTxq6VKc?start=2660&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Análise mostra caminho para Brasil reduzir “dívida de carbono” dos solos agrícolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas Texto: Redação* Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Texto: Redação*</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela conversão da vegetação nativa em áreas agrícolas em cada bioma do País. Ao revelar a “dívida de carbono” do Brasil, o estudo mostra que o manejo sustentável pode diminuir emissões e repor de modo significativo as perdas do solo, honrando compromissos climáticos internacionais e avançando na produção de alimentos, sem novos desmatamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da USP (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e da Embrapa Agricultura Digital. As conclusões do estudo são apresentadas em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;publicado no site&nbsp;<em>Nature Communications.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A principal contribuição deste trabalho foi a estimativa da dívida de carbono no solo, interpretada como o potencial teórico de recarbonização dos solos agrícolas e como um indicativo do potencial para o mercado de carbono”, conta João Marcos Villela, primeiro autor do artigo elaborado durante estudo de pós-doutorado na Esalq, com bolsa da Fapesp. “Além disso, foi feito o estabelecimento da linha de base dos estoques de carbono orgânico em áreas nativas e agrícolas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com base na elaboração de um banco de dados inédito sobre carbono orgânico no solo nos biomas brasileiros, o trabalho também evidenciou o potencial de práticas conservacionistas na recomposição do carbono perdido”, relata Villela. “Espera-se que esses resultados subsidiem a formulação de políticas públicas de mitigação climática no Brasil e orientem ações do setor privado, contribuindo para o direcionamento de estratégias de intervenção adaptadas às realidades regionais e para o cumprimento das metas climáticas do setor agropecuário.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo é baseado em uma metanálise que reuniu 4.290 registros sobre estoques de carbono orgânico do solo nos seis biomas brasileiros. O trabalho estima que a conversão de áreas naturais para a agricultura provocou uma perda acumulada de 1,40 ± 0,1 petagrama de carbono (Pg C) na camada de 0 a 30 centímetros do solo. A massa de um petagrama equivale a 1.015 gramas. Esse valor expressa a chamada dívida de carbono, ou seja, a quantidade de carbono que deixou de ser armazenada no solo após a substituição da vegetação nativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a essa estimativa os pesquisadores compararam áreas agrícolas e remanescentes de vegetação natural nos biomas do Brasil. A análise também levou em conta como diferentes sistemas de manejo, as características de formação dos solos e as condições climáticas regionais influenciam a perda, a manutenção ou a recuperação dos estoques de carbono ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“Dívida de carbono”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da pesquisa é a explicação de como a “dívida de carbono” se acumula. O estudo destaca que o clima e as características pedogenéticas (da formação dos solos) são fatores determinantes. Solos que possuem naturalmente maiores estoques de carbono — geralmente localizados em regiões mais frias, úmidas ou com alta presença de argila e minerais que protegem a matéria orgânica — são os que sofrem as maiores perdas quando convertidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ocorre quando práticas de manejo que envolvem o revolvimento mecânico (como a aragem e a gradagem) quebram os agregados do solo que protegiam o carbono. Com a ruptura dessas estruturas, o oxigênio penetra nas camadas internas e acelera a oxidação da matéria orgânica por microrganismos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é a rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera. O tempo desde a conversão é uma variável crítica. Os primeiros 15 anos após a substituição da vegetação nativa pela agricultura são os mais graves. É nesse período que ocorre a perda mais drástica e acelerada de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os pesquisadores, o trabalho fez uma avaliação individualizada por biomas, o que permitiu revelar que a dívida de carbono no solo não se distribui de maneira homogênea pelo território brasileiro, refletindo a grande diversidade de solos, climas e formações vegetais do País. Biomas como a Mata Atlântica, por exemplo, apresentam elevado aporte de matéria orgânica ao solo, resultado da alta produtividade vegetal, e grande parte desse carbono é estocado. Ao contrário da Amazônia, que mesmo com o grande aporte de matéria orgânica, o clima favorece a decomposição, reduzindo a capacidade de estocagem. Já em outros biomas, como o Cerrado ou a Caatinga, a dinâmica do carbono no solo responde a combinações distintas de clima, textura do solo e histórico de uso da terra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Potencial de recarbonização</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que a área agrícola brasileira concentra um elevado potencial de recarbonização do solo. De acordo com um&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1007/s10113-022-01945-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;de 2022 citado no estudo, a recuperação de pastagens degradadas, por exemplo, apresenta potencial para recompor entre 14% e 23% dos estoques de carbono orgânico perdidos. Já sistemas mais diversificados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), além do uso de plantas de cobertura e do plantio direto, mostraram-se capazes de reproduzir parte da dinâmica dos ecossistemas naturais, aumentando o aporte de resíduos vegetais e favorecendo o acúmulo de carbono no solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as estimativas do estudo, a recarbonização de cerca de um terço do potencial total identificado seria suficiente para que o Brasil atingisse a meta de redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, estabelecida em sua nova&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mda/pt-br/noticias/2024/10/brasil-entrega-a-onu-nova-ndc-alinhada-ao-acordo-de-paris" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC)</a>. Na prática, esse objetivo poderia ser alcançado ao se aproveitar aproximadamente 40% a 45% do potencial de recuperação da Mata Atlântica e do Cerrado, estimado em 3,8 Pg de CO₂ equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A principal contribuição do estudo foi revelar a oportunidade que existe na agricultura”, diz Maurício Cherubin, diretor de pesquisa do CCARBON da USP. “Ao quantificar a dívida de carbono dos solos, conseguimos enxergar com mais clareza o potencial de recarbonização dos biomas brasileiros e as possibilidades reais de recuperação de áreas degradadas, mostrando que práticas sustentáveis podem transformar o solo em um aliado da produção e da mitigação climática.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados ganham ainda mais relevância quando consideramos a área total agrícola do País. Segundo dados do&nbsp;<a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2023/10/FACT_MapBiomas_Agropecuaria_04.10_v2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MapBiomas,</a>&nbsp;cerca de 282,5 milhões de hectares – aproximadamente um terço do território nacional – são, atualmente, destinados à agricultura e à pecuária. O estudo mostra que, ao adotar práticas de manejo sustentável nessas áreas já convertidas, o Brasil pode avançar simultaneamente na produção de alimentos, na recuperação dos solos e no cumprimento de seus compromissos climáticos internacionais, sem necessidade de novos desmatamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor do CCARBON, professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, os resultados reforçam o papel da pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas. “Quando a gente mapeia a lacuna de carbono no solo, fica mais fácil fortalecer programas como o ABC+, hoje RenovAgro”, enfatiza. “A informação ajuda a dar mais credibilidade aos créditos de carbono baseados no solo e identificar onde estão as melhores oportunidades de sequestro e restauração. Isso conecta a ciência às políticas públicas e ao mercado, e coloca o solo no centro da ação climática.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o estudo reforça que não é necessário avançar sobre novas áreas de vegetação nativa para aumentar a produção agropecuária. O caminho apontado pelos pesquisadores é a intensificação das áreas já convertidas, por meio de práticas de manejo que recuperem o carbono do solo, aumentem a eficiência produtiva e ampliem a resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas. O artigo&nbsp;<em>Soil carbon debt from land use change in Brazil</em>&nbsp;está disponível neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: cepcerri@usp.br, com o professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Escrito pela equipe de Disseminação Científica do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da USP. Revisado por Júlio Bernardes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Manejo quebra agregados do solo que protegiam o carbono, fazendo o oxigênio penetrar nas camadas internas e acelerar oxidação da matéria orgânica por microrganismos, levando à rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera – Foto: George Campos / USP Imagens<br></p>



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		<title>Fazenda deve publicar normas infralegais para regulação do mercado de carbono até dezembro de 2026, diz secretária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, afirmou nesta quinta-feira que o Ministério da Fazenda tem como objetivo publicar normas infralegais para a regulação do mercado de carbono até dezembro de 2026. A Fazenda oficializou&#160;no&#160;mês&#160;passado a criação da secretaria, responsável pela gestão do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/fazenda-deve-publicar-normas-infralegais-para-regulacao-do-mercado-de-carbono-ate-dezembro-de-2026-diz-secretaria/">Fazenda deve publicar normas infralegais para regulação do mercado de carbono até dezembro de 2026, diz secretária</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cdn.noticiasagricolas.com.br/dbimagens/0f687b0f35da9d220b6477534ce7c667.gif" alt="Logotipo Reuters"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, afirmou nesta quinta-feira que o Ministério da Fazenda tem como objetivo publicar normas infralegais para a regulação do mercado de carbono até dezembro de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fazenda oficializou&nbsp;no&nbsp;mês&nbsp;passado a criação da secretaria, responsável pela gestão do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), que&nbsp;está previsto para entrar em operação em 2030 e é visto pela pasta como essencial para o incentivo à descarbonização da economia e ao estímulo de investimentos em atividades de baixo carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(Por Victor Borges)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Reuters / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CONCURSO DA RAINHA AFRO IPIRANESE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iNC0yQULzBI?start=2831&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Pecuária regenerativa: um caminho para repensar a produção da carne</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2025 17:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[America Latina]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversos]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuaria]]></category>
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		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 12 de outubro de 2025 Especialistas apontam que sistemas biodiversos podem aumentar produtividade em até 30%, conservar o solo e reduzir pegada de carbono Texto: Gabriela Nangino*&#160;Arte: Gustavo Radaelli** A pecuária bovina no Brasil e na América Latina é predominantemente extensiva, com rebanho criado em grandes áreas de pasto. Embora ofereça mais liberdade do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 12 de outubro de 2025</p>



<h2 class="wp-block-heading">Especialistas apontam que sistemas biodiversos podem aumentar produtividade em até 30%, conservar o solo e reduzir pegada de carbono</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Gabriela Nangino*&nbsp;<br>Arte: Gustavo Radaelli**</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pecuária bovina no Brasil e na América Latina é predominantemente extensiva, com rebanho criado em grandes áreas de pasto. Embora ofereça mais liberdade do que a produção intensiva&nbsp;<em>(factory farming)</em>, isso não significa que ela promova bem-estar: os animais muitas vezes sofrem com carência nutricional, estresse térmico e manejo ineficiente. Além disso, a atividade tem impactos ambientais graves – como desmatamento, degradação dos solos e perda de biodiversidade local – e possui baixa produtividade e resiliência climática.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1985 e 2024, mais de 3 milhões de hectares de áreas úmidas foram convertidas em pastagens. De acordo com o Observatório do Clima, o gado bovino também é responsável por 17% das emissões de gases de efeito estufa no território brasileiro, pois a fermentação entérica (digestão de material vegetal) no estômago dos ruminantes emite grandes quantidades de metano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um artigo publicado na<em>&nbsp;Revista de Economia e Sociologia Rural&nbsp;</em>aponta que há formas de transformar a pecuária em uma atividade mais sustentável, reduzindo danos. O trabalho é assinado por pesquisadores da Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indicada pelos pesquisadores como viável, a pecuária regenerativa propõe uma meta ambiciosa: regenerar os recursos naturais dos quais a atividade depende. O processo leva em consideração não apenas a preservação da natureza, mas o respeito à diversidade sociocultural das comunidades rurais e sua relação com o modo de vida pecuário.&nbsp;Ao contrário dos sistemas tradicionais que trabalham com monoculturas, essa alternativa utiliza passagens biodiversas, compostas de gramíneas associadas com leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As condições de solo e relevo nas propriedades rurais variam, e uma espécie forrageira geralmente não se adapta bem a todos esses microambientes”, comenta Judson Valentim, coordenador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Acre. O Sistema Guaxupé, desenvolvido pela Embrapa, eleva a rentabilidade de sistemas pecuários e permite que pastagens se mantenham até 30% mais produtivas por vários anos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250923_judsonvalentim-rc6y7gyjcrfzi5o6udsfswsw71v1jw0v9xdo0b7490.jpg" alt="Judson Ferreira Valentim - Foto: Lattes" title="20250923_judsonvalentim"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Judson Ferreira Valentim – Foto:&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/3483707341677433">Lattes</a></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/09/20250923_desmatado.jpg" alt="Região desmatada na Amazônia, vista de cima" class="wp-image-936437"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Amazônia abriga milhares de espécies ameaçadas de extinção devido à expansão pecuária – Foto:&nbsp;<a href="https://www.flickr.com/photos/amazoniareal/50209156536">Bruno Kelly/Amazônia Real/Flickr</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A Tríplice Monotonia do Sistema Agroalimentar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“As carnes são o epicentro do sistema agroalimentar global, por isso a carne tem que ser estudada”, afirma Ricardo Abramovay, primeiro autor do artigo, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e pesquisador na Cátedra Josué de Castro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, a cátedra inspirou a proposta de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) voltado à erradicação da fome e à segurança alimentar. Intitulado&nbsp;Superar a Tríplice Monotonia do Sistema Agroalimentar,&nbsp;o instituto recebeu R$ 7,3 milhões em recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). De acordo com os pesquisadores, essa tríplice monotonia se refere à homogeneidade do modelo tradicional de produção: há pouca diversidade no cultivo de pastagens, na criação de raças animais e nos métodos de manejo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vegetações como o Cerrado, o Pampa e o Pantanal têm pastagens naturais que vêm sendo extintas para entrada de lavouras. Na verdade, as lavouras deveriam ser colocadas em locais apropriados e as pastagens nativas deveriam ser aproveitadas para rebanho”, critica Alessandra Matte, doutora em Desenvolvimento Rural, integrante da cátedra e coautora do artigo.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250513_ricardo-abramovay-r5ra8ufilnedzn0zjl2hi2z1wftzm7hoypa7sm018k.jpg" alt="Ricardo Abramovay - Foto: Reprodução/IEA-USP" title="20250513_ricardo-abramovay"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Abramovay – Foto:&nbsp;<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-abramovay">Reprodução/IEA-USP</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“A pecuária regenerativa tem por princípio olhar o animal, olhar o homem como ator social e olhar a vida em torno deles, no ecossistema em que eles se encontram”</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Pastagens biodiversas e manejo adequado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pastagem bem conservada permite que as plantas criem raízes mais profundas, aumentando a quantidade de oxigênio disponível no solo e facilitando a infiltração da água. Isso mantém as plantas saudáveis por mais tempo, mesmo em períodos de seca, e ajuda a recuperar pastagens degradadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de leguminosas ainda torna o ecossistema mais resiliente a pragas, doenças e eventos climáticos. Com maior diversidade de plantas, também amplia-se a presença de microrganismos e fauna acima do solo. “O ataque de uma praga afeta uma espécie, mas não todas, então o sistema tem maior plasticidade para tolerar interferências bióticas e abióticas”, justifica Valentim.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O amendoim forrageiro, por exemplo, é uma planta altamente proteica nativa do Brasil, que serve como alimento para animais ou cobertura agrícola e provê a adubação natural no solo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/09/20250923_amendoim.jpg" alt="amendoim forrageiro, planta com flores amarelas" class="wp-image-936440"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O amendoim forrageiro tem alta capacidade de se associar a bactérias fixadoras de nitrogênio, reduzindo a demanda e o impacto de fertilizantes artificiais – Foto:&nbsp;<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pinto_Peanut_(Arachis_pintoi)_1.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mokkie/Wikimédia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para comparação, o adubo natural pode substituir 150 kg de nitrogênio por hectare/ano, o equivalente a 350 kg de ureia (fertilizante com ~45% de nitrogênio). A Embrapa estima que, para produzir essa quantidade de ureia, são necessários cerca de 2 barris de petróleo ou 318 litros.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O único caminho para uma tecnologia que permita ter passagens persistentes e produtivas a médio e a longo prazo é uma fonte de cooperação de nitrogênio que seja factível para todos os produtores”&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pastagens diversificadas permitem reduzir até sete vezes a área necessária para a criação animal. Atualmente, a média brasileira é de um animal por hectare, mas projeções do método Guaxupé indicam que ela pode aumentar para 3,5 animais por hectare. “Ao não usar herbicidas e diminuir o ciclo de abate dos animais com a melhor nutrição, você reduz a emissão de gases de efeito estufa”, afirma Judson Valentim.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/09/20250923_mudas.jpg" alt="Fotografia de mudas crescendo na terra" class="wp-image-936825"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vantagem das leguminosas é que elas são estoloníferas, ou seja, podem ser propagadas através de mudas; o produtor que não possui capital para comprar sementes pode criar as próprias plantas – Foto:&nbsp;<a href="https://dialogue.earth/pt-br/natureza/387016-melhores-fotorreportagens-dialogo-chino-2023/">Lucas Ninno/Diálogo Chino</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os pequenos produtores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um grande desafio para expandir a pecuária regenerativa é a adesão de pequenos e médios produtores. “Eles ficaram acostumados a ter pastagens limpas com só um tipo de capim, e as leguminosas são consideradas indesejáveis ou invasoras. Então nós temos que fazer uma mudança cultural”, comenta Valentim.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) estimula a adoção de tecnologias mais sustentáveis, como integração lavoura-pecuária e pastos consorciados. Atualmente, porém, ele representa menos de 1% do total de crédito agrícola do Brasil. Segundo o pesquisador, além da escassez de linhas de crédito, muitos produtores não têm acesso a órgãos ambientais em seus municípios.&nbsp;“Os gargalos não são só tecnológicos: existe uma grande desigualdade em termos de capacidade de acesso às políticas públicas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No País, apenas 20% dos pecuaristas têm acesso à assistência técnica. Na Amazônia e em outras regiões do Norte, esse porcentual chega a menos de 5%. Para Alessandra, agências governamentais precisam atuar na oferta de assistência técnica e extensão rural, capacitando os produtores a manejar pastagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós precisamos orientar eles com relação à pluviosidade, à altura do pasto para retirar ou colocar os animais”, diz a cientista.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Além do papel de conservação, a pecuária regenerativa tem a capacidade de ser mais rentável e, por consequência, melhorar as condições de vida das famílias”&nbsp;</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20240812_alessandra-matte-qsiasj9gte3y2usqnpbc67mk8mgs9v9ptudp5y8wg4.jpg" alt="Alessandra Matte - Foto: Lattes" title="20240812_alessandra-matte"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Alessandra Matte – Foto:&nbsp;<a href="https://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do;jsessionid=3EA0DAB066B9E724C6902DAF4AB6B7A9.buscatextual_0">Lattes</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;No Acre, o amendoim forrageiro já é utilizado em mais de 100 mil hectares. Segundo Judson, produtores da área investem no produto há mais de 20 anos. “Nossa esperança é que, com a parceria do INCT, nós sejamos capazes de ampliar isso para a região Sudeste e Centro-Oeste, e expandir cada vez mais essa cultura no Brasil”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo&nbsp;<em>Regenerative cattle farming in Latin America and the Caribbean, far beyond the oxymoron</em>&nbsp;está disponível on-line e pode ser lido&nbsp;<a href="https://revistasober.org/article/doi/10.1590/1806-9479.2025.289950pt#nav1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: judson.valentim@embrapa.br, com Judson Valentim; abramov@usp.br, com Ricardo Abramovay e alessandramatte@yahoo.com.br, com Alessandra Matte</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob orientação de Tabita Said</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>**Estagiário sob orientação de Moisés&nbsp;Dorado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Modelo pretende eliminar insumos sintéticos, diversificar a vida animal, vegetal e microbiana e ampliar a capacidade de geração de renda das propriedades – Foto: <a href="https://www.publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=544132&amp;picture=vaca-gado-pasto">freddy dendoktoor/PublicDomainPictures</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANISTIA: É CONSTITUCIONAL? QUAIS OS TRÂMITES LEGAIS?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/MZbmIuQOxxo?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/pecuaria-regenerativa-um-caminho-para-repensar-a-producao-da-carne/">Pecuária regenerativa: um caminho para repensar a produção da carne</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Emissão de carbono da pecuária ultrapassa limite necessário para atingir metas ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 20:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[metas ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Cleyton Vilarino, da Globo Rural Segundo levantamento, setor emite mais que o dobro da taxa necessária para o Brasil cumprir compromisso de redução de 43% de suas emissões até 2030 Um levantamento realizado com apoio da Fapesp por pesquisadoras do Laboratório de Economia, Saúde e Poluição Ambiental (Lespa) da Universidade Federal de São Paulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Cleyton Vilarino, da Globo Rural</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo levantamento, setor emite mais que o dobro da taxa necessária para o Brasil cumprir compromisso de redução de 43% de suas emissões até 2030</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento realizado com apoio da Fapesp por pesquisadoras do Laboratório de Economia, Saúde e Poluição Ambiental (Lespa) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com base em dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) constatou que a pecuária brasileira&nbsp;<strong>emite mais do que o dobro do limite&nbsp;</strong>necessário para o país cumprir suas metas ambientais internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os cálculos realizados a partir dos registros de 2000 e 2020, as emissões do setor foram projetadas em 0,42 a 0,63 gigatonelada de CO2 equivalente (GtCO2e) até 2030, acima do o limite para atender à meta da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), compromisso assumido durante o&nbsp;<a class="" href="https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2021/04/04/o-que-e-o-acordo-de-paris-e-as-ndcs.ghtml">Acordo de Paris</a>, assinado em 2015, seria de 0,26 GtCO2e.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação usou como base a NDC em vigor até 2024, que prevê a redução das emissões em 43% até 2030 em comparação a 2005. Contudo, em novembro do ano passado o Brasil atualizou seu compromisso, se propondo a reduzir as emissões líquidas de gases de&nbsp;<a class="" href="https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2021/04/04/o-que-e-efeito-estufa.ghtml">efeito estufa&nbsp;</a>entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de CO2 equivalente até 2035 – o equivalente a uma queda de 59% a 67% na comparação com 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse resultado, as pesquisadoras calcularam a taxa média de emissão de CO2 por tonelada de carne produzida no período analisado, chegando ao resultado de 51,86 tonelada de carbono equivalente por tonelada de carne bovina produzida, e projetaram esse valor sobre as previsões do Ministério da Agricultura para a produção nacional ao longo desta década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo lembra que os dados de emissões utilizados para o gado bovino não abrangem as emissões indiretas ligadas à produção de carne bovina, tal como potencial desmatamento, uso de máquinas e calagem do solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisadoras também buscaram quantificar o impacto financeiro das emissões na sociedade por meio de um indicador chamado custo social do carbono (CSC). Ele avalia impactos não comerciais sobre o meio ambiente e a saúde humana e incorporando consequências, como perdas na agricultura e danos provocados por eventos climáticos extremos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os cálculos realizados, o potencial de redução de custos varia entre US$ 18,8 bilhões e US$ 42,6 bilhões até 2030 dependendo do cumprimento das metas. Esses custos, explicam as pesquisadoras, poderiam ser redirecionados para investimentos em práticas de produção pecuária mais sustentável por meio de políticas públicas e linhas de crédito acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos da importância do setor de carne bovina não só para a economia como para o cardápio dos brasileiros. Nosso objetivo não é dizer: produzam ou comam menos carne, mas sim trazer uma discussão sobre a forma atual de produção, que vem atrelada ao desmatamento, a altas emissões e sem adotar técnicas sustentáveis”, destaca, em nota, a primeira autora do estudo, a bióloga Mariana Vieira da Costa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, as conclusões mostram que é preciso adotar na cadeia produtiva práticas que mitiguem as emissões. “Isso contribui também com a redução dos custos associados às mudanças climáticas”, completa a pesquisadora.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Via Um Só Planeta / Foto: José Medeiros/Ed. Globo</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="INAUGURAÇÃO DA II GELOTECA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lgoIIad96OE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Estudo mostra como o Brasil pode reduzir em até 38% a pegada de carbono na produção de trigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 19:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Trigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 15 de abril de 2025 Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 15 de abril de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no País.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="148095" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/04/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-148095"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Publicada no <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S095965262404099X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">periódico científico Journal of Cleaner Production</a>, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha. Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,50 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>O que é pegada de carbono?</strong> É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, explica a pesquisadora da <a href="http://www.embrapa.br/meio-ambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Meio Ambiente</a> (SP) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/301029/marilia-ieda-da-silveira-folegatti-matsuura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marília Folegatti</a>. Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora da <a href="http://www.embrapa.br/agroindustria-tropical" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Agroindústria Tropical</a> (CE) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/304470/maria-clea-brito-de-figueiredo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maria Cléa Brito de Figueiredo</a> lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_João_Leonardo_Pires_fertilizante+alternativo.jpg/1aa916ed-c9bf-7849-3914-090acc0c2032?t=1744604567217" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Joa%CC%83o_Leonardo_Pires_fertilizante+alternativo.jpg/1aa916ed-c9bf-7849-3914-090acc0c2032?t=1744604567217" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto:</strong> João Leonardo Pires</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35&#8243;, avalia <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/349053/alvaro-augusto-dossa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Álvaro Dossa</a>, analista da <a href="https://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a> (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_gráfico.png/7c8ef3f5-ce59-ffd6-e428-4e0623e071e4?t=1744603709358" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_gra%CC%81fico.png/7c8ef3f5-ce59-ffd6-e428-4e0623e071e4?t=1744603709358" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Gráfico comparativo da pegada de carbono para produção de trigo: 1 kg CO2-eq para cada 1 kg de trigo produzido.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Fonte: Embrapa Trigo 2025, com base na revisão de literatura.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a pesquisadora da <a href="https://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a> (RS) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/322244/vanderlise-giongo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vanderlise Giongo</a>, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Diogo_Zanatta_farinha+de+trigo.jpg/8c29391e-ac05-d304-6e0d-552f4af7cfc6?t=1744604362863" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Indicadores para a produção de farinha de trigo</strong> A parceria com a Moageira Irati permitiu aos pesquisadores fazer um recorte no estudo para avaliar a pegada de carbono na farinha de trigo produzida no Brasil. Foram avaliadas todas as etapas envolvidas no processo de produção da farinha, desde a lavoura (cultivo e manejo), passando pela logística de transporte e chegada na indústria (limpeza, secagem e armazenamento), até o processo de transformação dos grãos em farinha (umidificação e moagem). A pegada de carbono na produção brasileira de farinha de trigo variou de 0,67 (a partir de grãos originados em grandes propriedades) a 0,80 (origem em pequenas propriedades).&nbsp;Número inferior as médias registradas na Espanha (0,89) e na Itália (0,95), por exemplo. Um dos fatores competitivos do Brasil em relação aos países de clima temperado, está a maior incidência de luz solar, o que permite o aproveitamento de energia fotovoltaica, recurso natural renovável que pode ser utilizado em várias etapas na indústria. De acordo com o empresário Marcelo Vosnika, diretor da&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/moageira.irati/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Moageira Irati</a>, a produção de alimentos com menor impacto ambiental é uma demanda ainda latente no consumidor, mas cada vez mais valorizada pelo mercado. “Estamos trabalhando para mostrar ao mundo como nosso modelo de produção de trigo está associado à uma agricultura resiliente e de baixo carbono. Para provar que a nossa farinha vem de uma produção sustentável, precisamos validar cientificamente os resultados deste projeto. Acredito que a iniciativa vai gerar boas oportunidades de negócios para todos os envolvidos na cadeia do trigo brasileiro”, afirma o diretor da Moageira Irati, Marcelo Vosnika. A expectativa dos pesquisadores da Embrapa envolvidos no projeto é de que os resultados do ciclo de vida do trigo sejam utilizados para avaliar outros produtos a exemplo da farinha, como na cadeia de carnes e de energia. “A primeira etapa, que é a avaliação da pegada de carbono do trigo no campo, já está pronta e pode servir de base para diversas outras cadeias que utilizam o trigo no processo industrial”, avalia Vanderlise Giongo, destacando que o objetivo da pesquisa é promover alternativas para uma agricultura ambientalmente mais sustentável: “Esperamos que os resultados desse projeto possam orientar modelos de produção sustentável, desencadeando uma nova era para o trigo brasileiro”. &nbsp; <strong>Foto:</strong> Diogo Zanatta</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Luiz_Magnante_máquina_ACV_trigo.jpg/bfefbce4-cb4f-201f-0a59-192e7bafb3b5?t=1744605520889" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Como foi feita a pesquisa</strong> A pesquisa é um dos resultados do projeto “<a href="https://www.embrapa.br/trigo/busca-de-projetos/-/projeto/221384/indicadores-e-tecnologias-esg-na-moagem-de-trigo-paranaense" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Indicadores e tecnologias ESG (environment, social and governance) na moagem de trigo paranaense</a>”, iniciado em 2023, por meio da parceria da&nbsp;<a href="http://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a>&nbsp;(RS) com a&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/moageira.irati/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Moageira Irati</a>. O estudo acompanhou 61 produtores rurais no Sudeste do Paraná, durante a safra de trigo 2023/2024, quando foram avaliados diversos indicadores de sustentabilidade, verificando o impacto da emissão de carbono antes da porteira (fertilizantes, defensivos, sementes), durante o processo de produção (semeadura, tratos culturais, colheita e transporte) e na indústria (secagem, energia, resíduos). “Coletamos todas as informações sobre entradas e saídas de insumos e dos processos do sistema de produção para avaliar o ciclo de vida do trigo até a elaboração do produto final”, conta o analista da Embrapa&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/349053/alvaro-augusto-dossa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Álvaro Dossa</a>. As propriedades participantes do projeto trabalham com trigo de sequeiro em sistema de rotação de culturas e plantio direto na palha há, aproximadamente, 30 anos. O estudo considerou fatores como o tamanho das propriedades, o tipo de fertilizantes utilizados e as cultivares, entre outros, relacionando com os potenciais impactos ambientais. Com base nos dados, foi possível identificar dois tipos de produtores de trigo, em que o tamanho das propriedades era o principal fator de diferenciação. Assim, a pegada de carbono (quilo de CO2&nbsp;para cada quilo de trigo produzido) chegou a 0,58 nas pequenas propriedades e a 0,47 nas grandes propriedades. “A segmentação permitiu melhor representar a realidade da produção de trigo e farinha da região do estudo, pois não seria correto o pequeno produtor, que representa a maioria, ser agrupado com produtores grandes, empresariais, já que isso pode alterar os resultados e possíveis recomendações futuras”, explica Dossa. A metodologia utilizada na pesquisa do trigo brasileiro foi a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que permite verificar os impactos ambientais associados a todos os estágios do ciclo de vida de um produto. A ACV segue uma padronização internacional (ISO 14040 e ISO 14044) e considera também indicadores de pegada hídrica e potencial de aquecimento global. &nbsp; <strong>Foto:</strong> Luiz Magnante</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Joseani Antunes (MTb 9.693/RS)<br>Embrapa Trigo<br><br>Contatos para a imprensa<br>trigo.imprensa@embrapa.br<br>Telefone: (54) 3316-5800</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)<br>Embrapa Meio Ambiente<br><br>Contatos para a imprensa<br>meio-ambiente.imprensa@embrapa.br<br>Telefone: (19) 3311-2608</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Moura (MTb 1.681/CE)<br>Embrapa Agroindústria Tropical<br><br>Contatos para a imprensa<br>ricardo.moura@embrapa.br<br>Telefone: (85) 3391-7117</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EMBRAPA / Foto: Raoni Locatelli/A adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no País.</p>



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