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	<title>Cenário econômico |</title>
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		<title>Cenário econômico e exportações vão favorecer o suinocultor em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 12:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos 20 anos, a carne suína brasileira consolidou sua posição no mercado global, ampliando sua fatia nas exportações mundiais de 4% para 12%. O cenário econômico atual, marcado por incertezas e pelo impacto da inflação sobre o poder de compra da população, tem impulsionado a busca por proteínas mais acessíveis, como carne suína, frango [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 20 anos, a carne suína brasileira consolidou sua posição no mercado global, ampliando sua fatia nas exportações mundiais de 4% para 12%.</p>



<p>O cenário econômico atual, marcado por incertezas e pelo impacto da inflação sobre o poder de compra da população, tem impulsionado a busca por proteínas mais acessíveis, como carne suína, frango e ovos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, esse movimento, ampliado por exportações crescentes, devem sustentar um novo ciclo de crescimento para a suinocultura em 2025.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>Nos últimos 20 anos, a carne suína brasileira consolidou sua posição no mercado global, ampliando sua fatia nas exportações mundiais de 4% para 12%. Contudo, a maior parte da produção ainda é destinada ao consumo doméstico: 76,15% permanece no Brasil, enquanto 23,85% segue para o mercado externo.</p>



<p>Para 2025, a suinocultura brasileira projeta uma produção de até 5,45 milhões de toneladas, um crescimento de 2% em relação a 2024, quando atingiu 5,35 milhões de toneladas. Desse total, cerca de quatro milhões de toneladas deverão atender ao mercado interno, garantindo um consumo per capita estimado em 19 quilos.</p>



<p>Já as exportações podem atingir 1,45 milhão de toneladas, avanço de 7,4% sobre o volume recorde de 2024, que somou 1,352 milhão de toneladas. “No mercado externo há expectativa de retomada no fluxo de embarques para a China, além da habilitação de novas plantas frigoríficas para destinos na América Latina. Esses fatores devem se somar à continuidade da demanda de mercados em pré-listing, como Filipinas e Chile. No Brasil, o consumo de carne suína tende a ser impulsionado pela sua competitividade frente a outras proteínas, além da manutenção dos custos de produção em níveis equilibrados”, estima Santin.</p>



<p>O setor também registrou um marco histórico em 2024, superando pela primeira vez a barreira dos US$ 3 bilhões em receitas com exportações. No total, foram US$ 3.033 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior, quando o faturamento atingiu US$ 2.818 bilhões.</p>



<p>As Filipinas se consolidaram como o principal destino da carne suína brasileira em 2024, respondendo por 19% das exportações do setor. Entre janeiro e dezembro, o país importou 254,3 mil toneladas, um salto de 101,8% em relação a 2023.</p>



<p>Tradicionalmente líder no ranking de compradores, a China caiu para a segunda posição, com uma retração de 38% nas aquisições. O volume importado pelo país asiático recuou de 362,1 mil toneladas em 2023 para 241 mil toneladas no ano passado, representando cerca de 18% das exportações brasileiras.</p>



<p>O Chile também ampliou sua participação, elevando as compras em 29,1% e passando a representar 8% dos embarques nacionais. Já o Japão registrou o maior crescimento percentual entre os principais mercados, com um aumento expressivo de 131,6%, saltando de 35,3 mil toneladas em 2023 para 93,4 mil toneladas em 2024.</p>



<p>Apesar dos resultados expressivos, alguns destinos reduziram suas compras, como Hong Kong e Uruguai. Ainda assim, o Brasil manteve uma base diversificada de importadores, com Singapura, Vietnã, México e Estados Unidos entre os dez principais destinos, demonstrando a diversificação dos mercados e o fortalecimento do setor no cenário internacional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Dinâmicas do mercado mundial de carne suína</strong></h3>



<p>O mercado global de carne suína apresenta dinâmicas distintas em termos de produção e exportação. A China, maior produtora mundial, segue com queda contínua, com previsão de redução de mais 2,2% em 2025, diminuindo sua produção para 55,5 milhões de toneladas.</p>



<p>Por outro lado, a União Europeia demonstra uma recuperação tímida, com crescimento de 2% em 2024, chegando a 21,25 milhões de toneladas. No entanto, em 2025, a produção deve recuar 1,6%, totalizando cerca de 20,9 milhões de toneladas.</p>



<p>Nos Estados Unidos (EUA), a produção segue uma trajetória de crescimento consistente, com previsão de avanço de 2% em 2025, podendo alcançar até 12,9 milhões de toneladas. O Brasil também mantém uma tendência de alta, com projeções de crescimento de até 2% para 2025. A Rússia, por sua vez, deve registrar aumento de 3,4% na produção este ano.</p>



<p>No setor de exportação, os EUA lideraram as vendas em 2024, com aumento de 4,8%, e deverão crescer 3,4% em 2025, podendo atingir 3,35 milhões de toneladas. A União Europeia enfrenta desafios, como uma queda de 4% nas exportações no último ano e previsão de novo declínio de 1,7% em 2025.</p>



<p>O Canadá apresentou um avanço de 8,5% em 2024, mas em 2025 o crescimento deverá ser mais modesto, de apenas 0,7%. Já o Brasil se destaca, com previsão de crescimento de 7,4% nas exportações, podendo atingir 1,45 milhão de toneladas embarcadas. “Esses números reforçam a resiliência e a competitividade do Brasil no cenário global, destacando sua importância tanto na produção quanto nas exportações de carne suína”, evidencia Santin.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e oportunidades em 2025</strong></h3>



<p id="caption-attachment-173201">Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “No mercado externo há expectativa de retomada no fluxo de embarques para a China, além da habilitação de novas plantas frigoríficas para destinos na América Latina”.</p>



<p>Os conflitos no Oriente Médio e na Eurásia continuam a impactar as cadeias globais de suprimentos, com destaque para o aumento dos custos do frete marítimo e a busca por rotas alternativas de exportação. Além disso, o retorno de Donald Trump à Casa Branca pode trazer à tona políticas protecionistas, especialmente contra a China, o que poderá dar maior espaço para o Brasil como parceiro comercial da gigante asiática, especialmente no fornecimento de carne suína e de aves. “A investigação antidumping que a China realiza sobre as importações de carne suína da União Europeia também representa uma oportunidade para o Brasil”, afirma Santin.</p>



<p>Embora o Brasil esteja livre da Peste Suína Africana (PSA) desde a década de 80, o presidente da ABPA expõe que a persistência de casos em países da Europa e do Sudeste Asiático exige vigilância constante para proteger os rebanhos nacionais e garantir a segurança sanitária das exportações.</p>



<p>Eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, têm se tornado cada vez mais frequentes e representam um desafio crescente para a produção de grãos no Brasil e em outras regiões produtoras do mundo. “Como consequência, pode haver aumento nos custos da ração animal, pressionando a rentabilidade do setor”, aponta Santin.</p>



<p>Apesar dos desafios, Santin afirma que o Brasil está bem posicionado para atender à crescente demanda global por alimentos de alta qualidade, especialmente em um contexto de possíveis mudanças nos mercados internacionais.</p>



<p>O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line&nbsp;<a href="https://www.flip3d.com.br/pub/opresenterural/?numero=258&amp;edicao=5669" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a>.</p>



<p><em>Fonte: O Presente Rural</em> / Fotos: Shutterstock</p>



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