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		<title>A escalada da chikungunya nas Américas: 3,7 milhões de casos em uma década</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2024 03:21:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo ressalta a atual situação epidemiológica da febre chikungunya nas Américas e discute perspectivas para futuras pesquisas e estratégias de saúde pública para combater o vírus Segunda, 29 de janeiro de 2024 O artigo&#160;Chikungunya: a decade of burden in the Americas, recém-publicado na revistaThe Lancet Regional Health – Americas,&#160;ressalta a atual situação epidemiológica da febre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Artigo ressalta a atual situação epidemiológica da febre chikungunya nas Américas e discute perspectivas para futuras pesquisas e estratégias de saúde pública para combater o vírus</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 29 de janeiro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo&nbsp;<em>Chikungunya: a decade of burden in the Americas</em>, recém-publicado na revista<em>The Lancet Regional Health – Americas,&nbsp;</em>ressalta a atual situação epidemiológica da febre chikungunya nas Américas e discute perspectivas para futuras pesquisas e estratégias de saúde pública para combater o vírus (CHIKV) causador da doença. Em um trabalho de fôlego, renomados cientistas de diversos países mapeiam a disseminação do vírus, mostrando que a doença já conta 3,7 milhões de casos confirmados em 50 países ou territórios da região, entre 2013 e 2023. A&nbsp; professora Maria Anice Mureb Sallum, do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, é uma das autoras do trabalho.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="111544" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-111544" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2-1024x1024.jpg 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2-300x300.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2-150x150.jpg 150w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2-768x768.jpg 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/01/Post-Instagram-Dia-dos-Pais-fotos-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o texto, os primeiros casos autóctones (de origem no local) do vírus chikungunya na região foram registrados na Ilha de São Martinho, em dezembro de 2013, e rapidamente se espalharam pelas Américas, causando epidemias até os dias atuais. No artigo, diversos gráficos ilustram o histórico de disseminação do vírus, trazendo um apanhado das epidemias e locais de ocorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2016, o Brasil é considerado o epicentro das epidemias de chikungunya nas Américas, com 1,6 milhão de casos registrados, enfrentando surtos anuais da doença, segundo o artigo. Uma das razões para essa eminência do vírus no País é o grande número de pessoas suscetíveis, o clima adequado e a abundante presença do vetor do vírus – o mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti.&nbsp;</em>Contudo, a espacialidade da distribuição da doença e do vírus está condicionada à heterogeneidade do território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, ao manter a circulação prolongada do CHIKV, o Brasil tem potencial de se tornar uma fonte de disseminação do vírus para novas regiões geográficas com grandes populações suscetíveis. Algumas regiões podem tornar-se mais suscetíveis a surtos devido às alterações climáticas, incluindo a América do Norte, a Europa e outros países da região do Cone Sul da América do Sul. Além disso, existe o risco de reintrodução em áreas anteriormente afetadas, onde ainda podem existir populações suscetíveis. Por exemplo, o Paraguai, um país com uma população de 6,7 milhões de habitantes, notificou 85.889 casos de chikungunya em 2023.&nbsp; Da mesma forma, a Argentina notificou 1.336 casos de chikungunya em 2023, após um hiato de seis anos desde sua primeira epidemia em 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto ainda menciona algumas medidas que poderiam ser tomadas para diminuir o impacto do vírus nas Américas, como a vigilância molecular contínua, o diagnóstico imediato e o tratamento adequado da febre da chikungunya e de outras doenças intermediadas por mosquitos; um melhor monitoramento da evolução e propagação do CHIKV através de dados genômicos e sorológicos; uma melhor compreensão da dinâmica de transmissão espaço-temporal do CHIKV em múltiplas escalas geográficas; novas abordagens para o controle dos vetores e para a redução da capacidade vetora dos mosquitos para a transmissão do CHIKV e a distribuição de vacinas para as populações em risco de adquirir a infecção.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/a-escalada-da-chikungunya-nas-americas-37-milhoes-de-casos-em-uma-decada/attachment/mapa-chikungunya/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/01/mapa-chikungunya.jpg?resize=669%2C774&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-717162"/></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Para conferir o artigo na íntegra,&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X23002478" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>acesse</strong></a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Outro estudo: zika e chikungunya no Brasil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um outro artigo publicado no final de 2023 mostrou que os casos de chikungunya e zika apresentam tendência de queda no Brasil como um todo, mas a situação continua preocupante nas regiões de maior risco de infecção por esses dois vírus: Nordeste, Centro-Oeste e litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Nesses locais, ambas as doenças seguem com número de casos em alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi publicado na revista&nbsp;<em>Scientific Reports</em>&nbsp;por pesquisadores da FSP e do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE), que analisaram os padrões espaço-temporais de ocorrência e co-ocorrência das duas arboviroses em todos os municípios nacionais, bem como os fatores ambientais e socioeconômicos associados a elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as áreas de maior risco de infecção se localizaram inicialmente na região Nordeste. Entre 2018 e 2021, data inicial do estudo atual, o foco se deslocou para o Centro-Oeste e para os litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro, antes de recrudescer novamente no Nordeste, de 2019 a 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Identificar essas áreas de alto risco – que são influenciadas pela alteração do ambiente causada por fatores como urbanização, desflorestação e alterações climáticas – é importante tanto para controlar os vetores quanto para direcionar corretamente as medidas de saúde pública, especialmente em um momento em que a Opas/OMS e o Ministério da Saúde (MS) vêm alertando sobre um aumento no número de casos de chikungunya e zika acima dos relatados nos últimos anos”, afirmou à Agência Fapesp Raquel Gardini Sanches Palasio, pesquisadora do Laboratório de Análise Espacial em Saúde (Laes) do Departamento de Epidemiologia da FSP e primeira autora do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Chikungunya e zika demonstraram respectivamente tendências decrescentes de 13% e 40% no Brasil como um todo, entre 2018 e 2021; entretanto, 85% e 57% dos aglomerados [áreas de maior concentração] encontrados mostraram uma tendência crescente, com provável crescimento anual entre 0,85% e 96,56% para chikungunya e entre 2,77% e 53,03% para zika.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Observamos ainda que, desde 2015, as duas arboviroses ocorreram com maior frequência no verão e no outono no Brasil. No entanto, a chikungunya está associada a baixos níveis de precipitação, ambientes mais urbanizados e locais com maior desigualdade social; e zika a alto volume de chuvas e áreas com baixa cobertura de rede de esgoto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisadora, ambas as doenças são mais frequentes ainda em locais com menores taxas de vegetação nas áreas urbanas e, aparentemente, o fator socioeconômico é mais evidente para chikungunya do que para zika.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo&nbsp;<em>Zika, chikungunya and co-occurrence in Brazil: space-time clusters and associated environmental–socioeconomic factors</em>&nbsp;pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41598-023-42930-4.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Da Assessoria de Comunicação da FSP, com informações de Julia Moióli, da Agência Fapesp</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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