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	<title>Ciencia |</title>
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	<title>Ciencia |</title>
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		<title>A ciência por trás das modas bizarras de tratamentos de pele, de sêmen de salmão a cocô de passarinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na clínica You &#38; I em Seul, capital da&#160;Coreia do Sul, um dos tratamentos de textura da&#160;pele&#160;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&#160;salmão&#160;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas. &#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>David Cox</strong></li>



<li>Role,BBC Future</li>



<li>Segunda, 6 de abril de 2026</li>
</ul>



<p>Na clínica You &amp; I em Seul, capital da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z897prt">Coreia do Sul</a>, um dos tratamentos de textura da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq8wkkg0welo">pele</a>&nbsp;mais requisitados envolve a injeção de minúsculos fragmentos de DNA de esperma de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160418_salmao_mentiras_rj_rb">salmão</a>&nbsp;na derme, a espessa camada intermediária da pele que abriga os vasos sanguíneos, nervos e glândulas.</p>



<p>&#8220;O objetivo não é aumentar o volume, como em um preenchimento, mas incentivar ou bioestimular a pele. Isso envolve a promoção de um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/clj0wyng6g8o">ambiente dérmico mais saudável</a>&nbsp;e sua recuperação&#8221;, diz o médico especializado em estética da clínica You &amp; I, Kyu‑Ho Yi, que também é professor da Universidade Yonsei.</p>



<p>Pode parecer uma ideia bizarra, mas Yi afirma que este conceito, na verdade, tem origem no mundo da&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09546634.2024.2426626">medicina regenerativa</a>&nbsp;e na cura de feridas.</p>



<p>Neste campo, os fragmentos de DNA dos peixes chamaram atenção pelo potencial de estimular o reparo de tecidos de pessoas com cicatrizes no rosto causadas por lesões em combate.</p>



<p>Os dados científicos ainda são escassos, mas alguns&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/25/15/8224">estudos indicam</a>&nbsp;que os tratamentos usando os polinucleotídeos purificados do esperma de salmão podem ajudar a reduzir o surgimento de linhas de expressão.</p>



<p>Demonstrou-se que eles &#8220;ajudam a melhorar a hidratação, a gordura, a textura e as rugas da pele&#8221;, segundo o professor de dermatologia Joshua Zeichner, do Hospital Mount Sinai, nos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>.</p>



<p>Zeichner também trabalhou como consultor de empresas especializadas em cuidados com a pele. &#8220;Não se sabe ao certo como alguém teve a ideia de experimentar isso como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g5r08v45lo">tratamento da pele</a>, mas fato é que está sendo usado.&#8221;</p>



<p>Como a Coreia do Sul agora é considerada criadora de tendência no setor de estética, fenômeno conhecido em inglês como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45932271"><em>K-Beauty</em></a>, os supostos benefícios das injeções de esperma de salmão e outros peixes se espalharam pelo mundo. Eles foram promovidos por inúmeras celebridades, como a cantora Charli XCX e a atriz&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63571228">Jennifer Aniston</a>.</p>



<p>Sua popularidade cresceu ao lado de uma série de outros tratamentos considerados estranhos, incluindo máscaras faciais feitas de cocô de passarinho e tratamentos faciais vampíricos, que sugam o sangue dos pacientes.</p>



<p>Esses tratamentos incomuns estão na moda, mas será que realmente funcionam?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Beleza-ancestral">Beleza ancestral</h2>



<p>Uma folheada nos livros de história mostra que o cuidado com a pele tem um longo histórico de práticas aparentemente estranhas.</p>



<p>Afirma-se, por exemplo, que a rainha&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62481085">Cleópatra</a>&nbsp;(69 a.C.—30 a.C.) se banhava em leite de burra azedo.</p>



<p>Em Mianmar, há séculos as mulheres&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0738081X18300427">aplicam ao rosto</a>&nbsp;uma pasta conhecida como&nbsp;<em>thanaka</em>. Ela é feita de casca de árvore moída e serve como prática decorativa, além de proteger a pele contra lesões causadas pelo sol.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.jstor.org/stable/3290598?mag=recipe-for-an-ancient-roman-glow-up&amp;seq=4">remédio romano para manchas</a>&nbsp;incluía o intestino moído de crocodilos filhotes.</p>



<p>Algumas dessas&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61272524">terapias de beleza ancestrais</a>&nbsp;resistiram ao tempo. Ingredientes como&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ptr.5640">cúrcuma</a>,&nbsp;<a href="https://imperialbiosciencereview.wordpress.com/2020/10/09/tiger-grass-the-next-rising-star-of-skincare-or-folklore/"><em>Centella asiatica</em></a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1660-3397/17/12/688?utm_campaign=HI_avis-angellift">algas marinhas</a>&nbsp;estão presentes em produtos modernos graças às suas propriedades hidratantes e anti-inflamatórias.</p>



<p>Em 2022, um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10087853/">estudo</a>&nbsp;examinou diversos produtos de tratamento de pele usados na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94y3126dt">Itália</a>&nbsp;do século 12. Eles foram mencionados nos escritos de uma médica medieval chamada Trota de Salerno.</p>



<p>Os pesquisadores observaram que muitos dos ingredientes indicados, como&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14786419.2018.1550758">vinagre</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0926669017305368">feijão-fava</a>, são até hoje eficazes para a higiene facial, a exfoliação e o tratamento de pele ressecada.</p>



<p>Um extrato de óleo de tártaro conhecido como ácido tartárico, por exemplo, é um&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6017965/">ingrediente comum</a>&nbsp;no tratamento de pele.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/6a41/live/3fd72c40-2db6-11f1-b692-3b8b8cac9c96.jpg.webp" alt="Uma mão segura um pote de creme, enquanto o conteúdo é retirado com o dedo de outra mão."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Algumas rotinas de tratamento de pele atuais têm mais fundamentos científicos do que outras</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Os-tratamentos-faciais-das-gueixas-e-as-máscaras-menstruais">Os tratamentos faciais das gueixas e as máscaras menstruais</h2>



<p>Não se trata apenas de plantas, ervas e minerais encontrados na natureza.</p>



<p>O chamado &#8220;tratamento facial das gueixas&#8221; envolve a coleta de excrementos de rouxinóis, sua sanitização com a poderosa luz ultravioleta, a mistura com outras substâncias, como exfoliantes e um branqueador, e a aplicação em máscaras.</p>



<p>Essa técnica escatológica tem origem em uma&nbsp;<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/article-abstract/2527533">descoberta japonesa feita séculos atrás</a>, a de que o cocô do rouxinol-bravo-japonês pode ser empregado em tecidos como removedor de tinta. Isso levou ao uso dos excrementos para clarear a pele e remover a maquiagem usada para entretenimento.</p>



<p>O tratamento é popular em diversas clínicas do mundo, para branquear a pele — e, novamente, a ciência talvez confirme sua eficácia.</p>



<p>Zeichner afirma que os rouxinóis deixam concentrações particularmente altas de ureia nos seus excrementos. Essa substância pode&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/dth.12690">suavizar a pele</a>&nbsp;e é incorporada a umectantes.</p>



<p>O cocô dessas aves também contém altas concentrações do aminoácido guanina. &#8220;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocd.14544">Já se demonstrou</a>&nbsp;que eles possuem efeitos hidratantes e branqueadores&#8221;, diz Zeichner.</p>



<p>&#8220;Mas é importante ressaltar que esses tratamentos usam excremento de rouxinol purificado e modificado. Você não deve simplesmente recolher o cocô de passarinhos na rua e esfregar no rosto.&#8221;</p>



<p>Outro ponto importante a ser observado é que muitos estudos sobre esses tratamentos foram financiados pela indústria da beleza ou realizados por cientistas empregados pelas empresas envolvidas na sua produção.</p>



<p>Mas os pesquisadores estão menos entusiasmados com outro suposto tratamento da pele que vem aparecendo no TikTok: a máscara menstrual, que são máscaras faciais do sangue da menstruação.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://faseb.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1096/fj.201800086R">estudo de 2018</a>&nbsp;indicou que o plasma derivado do fluido menstrual pode ser capaz de curar feridas melhor que o plasma sanguíneo comum. Mas a pesquisadora Beibei Du-Harpur, do King&#8217;s College de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56rdg522t">Londres</a>, não se convenceu.</p>



<p>&#8220;Nenhum clínico recomendaria isso&#8221;, ela diz. &#8220;Acho que é apenas uma daquelas tendências do TikTok que surgem devido ao choque e às pessoas que querem obter visualizações no TikTok.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Tratamentos-faciais-vampíricos-e-plasma-rico-em-plaquetas">Tratamentos faciais vampíricos e plasma rico em plaquetas</h2>



<p>Du-Harpur é mais otimista em relação ao potencial de injeções de plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP e às vezes chamado de &#8220;tratamento facial vampírico&#8221; (<em>vampire facial</em>, em inglês), voltado ao rejuvenescimento da pele.</p>



<p>O procedimento envolve retirar o sangue do próprio paciente e colocá-lo em uma centrífuga para separá-lo em frações.</p>



<p>O processo ajuda a concentrar no plasma os diversos fatores de crescimento, um grupo especial de proteínas que levam ao crescimento, à divisão e à reparação das células. O sangue então é injetado de volta no rosto, através de microagulhas.</p>



<p>O uso dos fatores de crescimento do próprio corpo de forma regenerativa é objeto de interesse em várias áreas da medicina, desde o tratamento da&nbsp;<a href="https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2040622319825567">osteoartrite</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1517/14712598.2012.632765">outros problemas das juntas</a>&nbsp;até a&nbsp;<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jocd.12331">alopecia</a>&nbsp;e a&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2844688/">cura de feridas</a>.</p>



<p>As evidências em relação à saúde da pele&nbsp;<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00403-019-01999-6">permanecem incertas</a>, mas alguns&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11035968/">estudos concluíram</a>&nbsp;que essa terapia aumentou a elasticidade da pele de pessoas na casa dos 50 e 60 anos e diminuiu as rugas e a pigmentação.</p>



<p>&#8220;Existe muita variabilidade no grau de sucesso do PRP entre as pessoas&#8221;, afirma Du-Harpur, explicando que isso se deve a diferenças nas máquinas usadas no processo de centrifugação e às pessoas terem maiores ou menores concentrações de fatores de crescimento. Ou ainda diferentes tipos&nbsp;<a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/26/21/10804">concentrados naturalmente</a>&nbsp;no sangue.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-futuro-do-tratamento-de-pele">O futuro do tratamento de pele</h2>



<p>Mesmo as mais bizarras rotinas de tratamento de pele podem ter algum respaldo científico. Mas os cientistas acreditam que as opções para a próxima geração de terapias envolverão novas formas de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo">suplementação de colágeno</a>.</p>



<p>Um&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41514-025-00280-7">estudo recente</a>, financiado pelo setor dermocosmético, usou aminoácidos criados especialmente para essa suplementação. Em seis meses, eles trouxeram não só melhorias de textura, hidratação e elasticidade da pele como também a redução de sua idade biológica em quase um ano e meio, segundo testes de DNA feitos a partir da coleta de saliva dos pacientes.</p>



<p>Os pesquisadores concluíram que suplementos de colágeno contendo esse equilíbrio específico de aminoácidos poderão não só recuperar a pele, mas também melhorar outros aspectos da saúde.</p>



<p>Essas descobertas reafirmam o resultado de&nbsp;<a href="https://www.dovepress.com/skin-care-supports-overall-well-being-peer-reviewed-fulltext-article-CCID">pesquisas que demonstram</a>&nbsp;que a pele desempenha um papel, até então pouco reconhecido, na saúde geral do corpo, ao controlar, por exemplo, as inflamações. Mas o estudo também concluiu que são necessárias mais pesquisas sobre todos esses processos envolvidos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4081/live/2f70db30-f62a-11f0-9839-696c6fabb3b3.jpg.webp" alt="Uma jovem de cabelos escuros se olha no espelho, tocando a pele ao redor dos olhos."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Muitas das pesquisas na área são financiadas pelo setor dermocosmético</figcaption></figure>



<p>Outras terapias recentes exploram formas inovadoras de manipular o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o">microbioma da pele</a>&nbsp;— a população de micróbios invisíveis que mora no nosso rosto e contribui fortemente para as inflamações na pele.</p>



<p>Os tratamentos em potencial incluem prebióticos projetados para nutrir as bactérias e os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-63517728">posbióticos</a>, substâncias produzidas naturalmente pelas próprias bactérias, que sejam úteis, segundo Zeichner.</p>



<p>No ano passado, pesquisadores sul-coreanos&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.jnatprod.4c01354">publicaram a descoberta</a>&nbsp;de uma bactéria encontrada no sangue que produz posbióticos capazes de reduzir as inflamações, o estresse oxidativo e os danos ao colágeno nas células da pele.</p>



<p>Mas isso apenas em laboratório. Para se tornar um tratamento efetivo, Zeichner destaca que qualquer processo deve ter comprovada sua eficácia maior do que qualquer uma das soluções disponíveis comercialmente há décadas.</p>



<p>&#8220;A questão ainda é se os tratamentos da moda realmente oferecem benefícios maiores do que os produtos tradicionais que temos no mercado&#8221;, diz ele.</p>



<p>Em vez de gastar US$ 500 (cerca de R$ 2,6 mil) em um tratamento facial para obter uma única melhoria em termos de hidratação e brilho, Zeichner preferiria que as pessoas mantivessem uma rotina consistente, usando filtro solar pela manhã para proteger a pele contra as lesões ambientais, e hidratação e reparo à noite, com um hidratante noturno e um ingrediente estimulante do colágeno, como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-61451971">retinol</a>.</p>



<p><em>Leia a&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/future/article/20260327-the-bizarre-skincare-rituals-that-might-actually-work"><em>versão original desta reportagem</em></a><em>&nbsp;(em inglês) no site&nbsp;</em><a href="https://www.bbc.com/health"><em>BBC Health</em></a><em>.</em></p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Getty ImagesLegenda da foto,Mulher recebe aplicação de máscara facial</p>



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		<title>Tremor de terra é registrado em Jacobina pela segunda vez em 1 semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 10:49:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/08/2025 &#8211; 07h40 Por&#160;Redação Dois tremores de terra foram registrados em&#160;Jacobina, no Piemonte da Diamantina, duas vezes na semana. Segundo o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o último abalo foi registrado na madrugada do último sábado (2) e teve magnitude preliminar de 1.9 na escala Richter, considerado de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, 04/08/2025 &#8211; 07h40</p>



<p>Por&nbsp;Redação</p>



<p>Dois tremores de terra foram registrados em&nbsp;<a href="https://www.bahianoticias.com.br/tags/jacobina" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Jacobina</strong></a>, no Piemonte da Diamantina, duas vezes na semana. Segundo o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o último abalo foi registrado na madrugada do último sábado (2) e teve magnitude preliminar de 1.9 na escala Richter, considerado de baixa intensidade.</p>



<p>Até o momento, não há relatos de moradores que tenham sentido o tremor. Antes, um primeiro abalo sísmico foi pelo LabSis na madrugada da quarta-feira (27), com magnitude estimada em 2.0 mR, também de baixo impacto.</p>



<p>O LabSis/UFRN monitora a atividade sísmica na Bahia e em toda a região Nordeste.&nbsp;</p>



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<iframe title="BALANÇO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Lr5VRgIbh7k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/tremor-de-terra-e-registrado-em-jacobina-pela-segunda-vez-em-1-semana/">Tremor de terra é registrado em Jacobina pela segunda vez em 1 semana</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Tratamento da insônia através da terapia cognitivo comportamental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 03:33:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[terapia congnitivo comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 4 de agosto de 2025 O BATE PAPO NA CITY desta segunda(4) abordaremos o &#8220;TRATAMENTO DA INSÔNIA ATRAVÉS DA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL&#8221; e para explanar esse assunto tão importante convidamos o psicólogo EDUARDO SERRA. Você sabia que aproximadamente 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia? Quando se trata de alteração do sono, 72 % [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda, 4 de agosto de 2025</p>



<p>O BATE PAPO NA CITY desta segunda(4) abordaremos o &#8220;TRATAMENTO DA INSÔNIA ATRAVÉS DA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL&#8221; e para explanar esse assunto tão importante convidamos o psicólogo EDUARDO SERRA. </p>



<p>Você sabia que aproximadamente 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia? Quando se trata de alteração do sono, 72 % da população brasileira sofre de alteração do sono. 7 em cada 10 brasileiros sofrem riscos iminente de vida devido a doença do sono. </p>



<p>Nós convidamos você para participar conosco no Bate Papo e tirar as suas dúvidas. Olha só, o Bate Papo começa às 19:00h.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="TRATAMENTO DA INSÔNIA ATRAVÉS DA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-AEs2Q7MpTE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>O menino que enfrentou o câncer e doenças autoimunes e se tornou reitor nos EUA: &#8216;Quase não vivi para contar&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 03:32:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[doencas autoimune]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Santiago Schnell tinha idade suficiente para decidir qual carreira seguir, já sofria de doenças autoimunes, incluindo um&#160;câncer. Durante o ensino fundamental, ele se dividia entre duas paixões: os computadores do pai e os experimentos de&#160;ciências&#160;naturais do vizinho, o professor Serafín Mazparrote, autor dos livros didáticos de biologia usados ​​na Venezuela. Mas entre o pai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li> <strong>Valentina Oropeza</strong></li>



<li>Role,<strong>BBC News Mundo</strong> &#8211; Domingo, 29 de junho de 2025</li>
</ul>



<p>Quando Santiago Schnell tinha idade suficiente para decidir qual carreira seguir, já sofria de doenças autoimunes, incluindo um&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z8w981t">câncer</a>.</p>



<p>Durante o ensino fundamental, ele se dividia entre duas paixões: os computadores do pai e os experimentos de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cr50y580rjxt?page=1">ciências&nbsp;</a>naturais do vizinho, o professor Serafín Mazparrote, autor dos livros didáticos de biologia usados ​​na Venezuela.</p>



<p>Mas entre o pai e o professor Mazparrote, os computadores e as ciências naturais, outra força incontrolável interferia em sua rotina de estudos: a batalha do corpo contra si mesmo.</p>



<p>&#8220;Desde que nasci, tive uma saúde frágil: alergias terríveis, vontades de ir ao banheiro que eu não conseguia controlar. E ninguém entendia o que estava acontecendo comigo&#8221;, diz Schnell, 53, enquanto se prepara para se tornar presidente do Dartmouth College em 1º de julho.</p>



<p>Dartmouth fica em New Hampshire, na costa leste dos&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a>. É uma das oito universidades que compõem a Ivy League, juntamente com Harvard, Yale, Brown, Columbia, Cornell, Pennsylvania e Princeton, um grupo de instituições privadas de ensino superior reconhecidas por sua excelência acadêmica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Um-computador-e-um-professor">Um computador e um professor</h2>



<p>Enquanto sua mãe visitava médicos em Caracas para um diagnóstico, seu pai tentava familiarizar Schnell com a computação, convencido de que seria a disciplina do futuro.</p>



<p>&#8220;Meu pai me deu um Sinclair ZX 81, uma máquina inglesa que foi um dos primeiros computadores pessoais, muito antes dos da Apple ou IBM, para que eu pudesse aprender a programar e pensar logicamente.&#8221;</p>



<p>Era 1981, e Schnell tinha 10 anos.</p>



<p>&#8220;Quase ninguém tinha um computador pessoal em casa naquela época, muito menos em Caracas. Isso causou uma mudança muito rápida na minha vida, porque comecei a pensar em procedimentos algorítmicos para resolver problemas.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ea0b/live/e6b4d510-4182-11f0-835b-310c7b938e84.jpg.webp" alt="Sinclair ZX 81."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,O ZX 81 foi fabricado pela primeira vez pela Sinclair Research Ltd em Cambridge, no Reino Unido, em 1981.</figcaption></figure>



<p>Durante os passeios em família, Schnell abandonava o Sinclair ZX 81 e acompanhava o professor Mazparrote em expedições para coletar amostras de seus experimentos e tirar fotografias para ilustrar seus livros.</p>



<p>&#8220;Fiquei incrivelmente surpreso com a capacidade dele de prever coisas fazendo uma observação inesperada. Por exemplo, caminhávamos na selva e, quando ele via algumas formigas, conseguia prever que, a 10 ou 20 metros de distância, encontraríamos o tipo de pássaro que aquelas formigas comiam.&#8221;</p>



<p>&#8220;Ter essa capacidade mental de ver mais do que qualquer pessoa, de ser um Sherlock Holmes da natureza, aliada aos computadores do meu pai, despertou minha paixão pela ciência.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/007f/live/49f87ec0-40f6-11f0-bace-e1270fc31f5e.jpg.webp" alt="Foto de Santiago Schnell ainda criança com seus dois irmãos, pai e mãe."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Santiago Schnell (o mais alto) com seus pais e irmãos em Caracas</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Diagnósticos-inesperados">Diagnósticos inesperados</h2>



<p>Mas quando Schnell chegou ao ensino médio, ele não era atormentado apenas por alergias e dores de estômago. Ele também desenvolveu crostas avermelhadas no couro cabeludo, que coçavam e doíam, e que eventualmente liberavam flocos brancos que pareciam caspa.</p>



<p>Os médicos o diagnosticaram com psoríase, uma doença autoimune crônica que causa um aumento anormal na produção de células da pele. O efeito inesperado foi que o tratamento que suprimiu seu sistema imunológico o levou a desenvolver câncer aos 15 anos.</p>



<p>&#8220;As doenças autoimunes se tornaram ainda mais agressivas depois do câncer. Quase não vivi para contar a história, mas os problemas de saúde só aumentaram minha curiosidade pelas ciências médicas.&#8221;</p>



<p>Na busca por um diagnóstico que explicasse alergias, psoríase e câncer, os médicos descobriram a doença de Crohn, uma inflamação crônica do intestino que o obrigava a ir ao banheiro constantemente.</p>



<p>Após superar o câncer, Schnell adquiriu uma nova compreensão de seu propósito e interesses. &#8220;Minha saúde estava tão desgastada que pensei que talvez, com a minha mente, eu pudesse ajudar.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/f523/live/93baa2e0-40f6-11f0-b6e6-4ddb91039da1.jpg.webp" alt="Serafín Mazparrote e Santiago Schnell."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,O professor Serafín Mazparrote (no fundo, à direita), conhecido por seus livros escolares de Biologia, com a família Schnell</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-primeiro-laboratório">O primeiro laboratório</h2>



<p>Em 1991, Schnell iniciou sua graduação em Biologia na Universidade Simón Bolívar, criada para formar engenheiros, arquitetos e cientistas para participar de grandes projetos de desenvolvimento da Venezuela, como a hidrelétrica de Guri e o metrô de Caracas.</p>



<p>No seu tempo livre entre as aulas, ele visitava o Instituto de Estudos Avançados (IDEA), um centro dedicado à inovação científica e tecnológica, ao qual Schnell podia chegar a pé em cerca de 15 minutos da Universidade Simón Bolívar.</p>



<p>Para ter acesso ao laboratório, o médico e pesquisador venezuelano Raimundo Villegas, que havia sido Ministro da Ciência e Tecnologia, lançou um desafio: limpar tubos de ensaio, pipetas e outros instrumentos de vidro por quatro meses.</p>



<p>&#8220;Villegas me disse: &#8216;Se você conseguir fazer este trabalho bem, excepcionalmente, nós lhe daremos algo diferente'&#8221;, lembra Schnell.</p>



<p>&#8220;Essa experiência me ensinou a prestar atenção aos detalhes&#8221;, disse ele em uma videochamada com a BBC Mundo. &#8220;Limpar o vidro é talvez uma das tarefas mais importantes, porque experimentos de biologia molecular falham se houver contaminação no vidro.&#8221;</p>



<p>No laboratório, ele também aprendeu a perseguir suas ideias sem copiar as dos outros, mesmo sendo frequentemente chamado de &#8220;louco&#8221;.</p>



<p>&#8220;Ninguém se importa se nós, cientistas, cometemos erros. Formulamos uma hipótese, fazemos o experimento e, se não funcionar, recomeçamos. O que eu tenho a perder? Me deixe fracassar.&#8221;</p>



<p>Embora Schnell fosse apenas um estudante de graduação, Villegas permitiu que ele participasse de pesquisas sobre desenvolvimento cerebral e inseminação artificial para criar embriões em laboratório.</p>



<p>&#8220;Nesse processo, percebi que gostava mais de medições computacionais. Mas, para me dedicar a isso, eu precisava de alguém que me ensinasse a pensar como um teórico.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-fascínio-pelas-enzimas">O fascínio pelas enzimas</h2>



<p>Villegas indicou Schnell a Claudio Mendoza, físico computacional que trabalhava no Instituto Venezuelano de Pesquisas Científicas (IVIC), organização que coordenava diversos centros dedicados às ciências básicas e aplicadas na Venezuela.</p>



<p>Do ponto de vista astrofísico, Mendoza participou de projetos para estudar &#8220;estrelas, planetas e poeira cósmica, para entender como o universo e a vida se originaram a partir de uma perspectiva química no espaço&#8221;, explica Schnell.</p>



<p>Dessa colaboração surgiu a equação de Schnell-Mendoza, uma fórmula matemática que facilita o estudo de processos bioquímicos por meio de enzimas, proteínas que aceleram reações químicas em organismos vivos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/78fc/live/f0a5b710-40f6-11f0-b6e6-4ddb91039da1.jpg.webp" alt="Santiago Schnell com sua família e Claudio Mendoza."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Santiago Schnell com sua mãe (à esquerda), sua esposa (ao centro), seus filhos e o professor Claudio Mendoza (à direita).</figcaption></figure>



<p>&#8220;Simplificamos a velocidade com que as reações enzimáticas podem ser medidas tanto em laboratório quanto na clínica&#8221;, diz Schnell.</p>



<p>&#8220;Claudio me ensinou que deve haver beleza nos modelos matemáticos computacionais, que a equação deve ser vista como uma lei universal porque é bela e simples.&#8221;</p>



<p>À medida que suas alergias e dores pioravam, Schnell decidiu se dedicar à Biologia Matemática e Computacional, uma disciplina que não existia formalmente na Venezuela nem na maioria das universidades do mundo.</p>



<p>No entanto, no final da década de 1990, havia um centro dedicado ao estudo desse tema na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Embora não tivessem contatos lá, Mendoza prometeu a Schnell que o ajudaria a chegar à Europa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Medir-o-continuum">Medir o continuum</h2>



<p>Com o objetivo de expandir o escopo da equação que havia projetado com Mendoza, Schnell chegou a Oxford em 1998, onde conheceu Philip Maini, um matemático britânico que estava iniciando sua carreira como professor de Biologia Matemática e se dispôs a ser seu orientador de tese de doutorado.</p>



<p>&#8220;Eu me senti completamente inadequado porque vi essas pessoas com um nível de formação cultural e científica que eu não tinha. É por isso que ainda não consigo acreditar que serei reitor de uma universidade da Ivy League.&#8221;</p>



<p>Durante os 27 anos de carreira acadêmica de Schnell na Europa e nos Estados Unidos, ele se concentrou no continuum entre saúde e doença, um modelo que afirma que os dois estágios não são opostos, mas sim parte de um espectro.</p>



<p>&#8220;Com toda a tecnologia que temos, ainda não somos capazes de medir o continuum&#8221;, diz ele. &#8220;Por exemplo, ter um smartwatch que pode medir a pressão arterial e prever que você terá uma emergência antes que ela aconteça.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/2528/live/5435b0f0-40f7-11f0-b6e6-4ddb91039da1.jpg.webp" alt="Santiago Schnell e su familia em Oxford."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Santiago Schnell no dia da formatura como doutor em Matemáticas na Universidade de Oxford em 2003</figcaption></figure>



<p>Schnell gostaria de ter tido essa tecnologia para evitar os piores surtos da doença de Crohn, quando ia ao banheiro 40 vezes por dia em meio aos seus dias acadêmicos como professor na Universidade de Michigan.</p>



<p>Ou a cirurgia que removeu seu intestino grosso, o que agora significa que ele drena seus dejetos para uma bolsa que carrega dentro da camisa.</p>



<p>Ou os vestígios da síndrome de Haddad, uma doença genética rara que o obriga a dormir com respiração artificial todas as noites para evitar engasgos.</p>



<p>Ou a artrite autoimune que causa inflamação nas articulações, especialmente quando joga tênis.</p>



<p>Embora não tenha pesquisado métodos de diagnóstico relacionados às doenças de que sofre, ele enfatiza a importância das atividades e realizações que preenchem as 50 páginas de seu currículo.</p>



<p>&#8220;Onde tenho mais reconhecimento é no desenvolvimento de equações matemáticas, softwares e técnicas estatísticas para que as pessoas possam mensurar, tanto em laboratório quanto na clínica, fatores proporcionais à saúde, como a eficiência de enzimas que podem causar doenças quando falham.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/d6e7/live/a6941df0-40f7-11f0-bace-e1270fc31f5e.jpg.webp" alt="Santiago Schnell e Philip Maini."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Santiago Schnell com o matemático britânico Philip Maini.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-desafio-de-Dartmouth">O desafio de Dartmouth</h2>



<p>Santiago Schnell não considera as decisões do presidente Donald Trump&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg4vp21xyrdo">contra a Universidade Harvard</a>&nbsp;ou a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn804kxz75jo">suspensão de vistos para estudantes</a>&nbsp;estrangeiros nos Estados Unidos o maior desafio que enfrentará ao assumir a presidência da Universidade de Dartmouth.</p>



<p>Ele está convencido de que seu maior desafio será ajudar a restaurar a confiança da sociedade americana nos cientistas.</p>



<p>&#8220;A noção de neutralidade e de que professores e pesquisadores universitários são servidores públicos se perdeu. Precisamos retornar a essa noção; estamos aqui para melhorar a vida da população por meio da educação que oferecemos e da pesquisa que realizamos.&#8221;</p>



<p>Ele não vai à Venezuela há anos, mas quando pensa na Universidade Simón Bolívar, devastada por uma década de emergência humanitária, se sente grato.</p>



<p>&#8220;Foi lá que aprendi a pensar cientificamente e a persistir em minhas ideias. O legado da Universidade Simón Bolívar me acompanha todos os dias.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Cortesia de Santiago SchnellLegenda da foto,Santiago Schnell é especialista em Biologia e Matemática Computacional</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PREPARATIVOS PARA O SÃO JOÃO 2025" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Ov8iVpNkREI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>AVC: novas diretrizes nos EUA destacam riscos associados ao uso de anticoncepcionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 03:19:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Anticoncepcionais]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
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		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foco está em cuidados preventivos, mudanças no estilo de vida e recomendações específicas para mulheres Quinta, 16 de janeiro de 2025 Após 10 anos sem atualizações, a American Heart Association e a American Stroke Association revisaram as diretrizes para prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), destacando medidas preventivas e um enfoque maior no estilo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foco está em cuidados preventivos, mudanças no estilo de vida e recomendações específicas para mulheres</p>



<p>Quinta, 16 de janeiro de 2025</p>



<p>Após 10 anos sem atualizações, a American Heart Association e a American Stroke Association revisaram as diretrizes para prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), destacando medidas preventivas e um enfoque maior no estilo de vida. O documento, publicado na revista <em>Stroke</em> em outubro de 2024, traz novas recomendações específicas para evitar derrames em mulheres e atualizações no manejo intra-hospitalar de pacientes com AVC isquêmico e hemorrágico.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="141760" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-141760"/></figure>
</figure>



<p>O AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, afeta principalmente países de baixa e média renda, onde os sistemas de saúde enfrentam desafios no diagnóstico e tratamento eficazes. Estima-se que mais da metade dos AVCs seja evitável, com fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade contribuindo significativamente para os casos. No Brasil, cerca de 1,5% da população é acometida pela condição anualmente, com aproximadamente 2 milhões de brasileiros convivendo com sequelas.</p>



<p>As diretrizes reforçam a importância de mudanças no estilo de vida, como abandonar o tabagismo, adotar uma dieta saudável, praticar exercícios físicos e melhorar a qualidade do sono. Há também recomendações específicas para mulheres, que incluem a avaliação de riscos associados a anticoncepcionais orais, complicações na gravidez e condições como endometriose, menopausa precoce e insuficiência ovariana prematura.</p>



<p>O documento destaca ainda a necessidade de atenção aos cuidados com mulheres transgênero e pessoas que utilizam estrogênios para afirmação de gênero, ampliando a discussão sobre saúde inclusiva e personalizada.</p>



<p>Fonte: <a href="https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/15/01/2025/avc-novas-diretrizes-nos-eua-destacam-riscos-associados-ao-uso-de-anticoncepcionais" target="_blank" rel="noopener" title="">Conselho Federal de Farmácia</a> / CNN Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SAGA DO MORRO DA ALEGRIA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/cDytGmAzoFk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Pesquisa destaca importância da comunicação para promover saúde em favelas e periferias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 06:43:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
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		<category><![CDATA[saude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiza Gomes e Mariana Moebus (Cooperação Social/ Fiocruz) &#8211; Terça, 17 de dezembro de 2024 A Fiocruz, em parceria com coletivos de favelas, divulgou parte dos dados da pesquisa Geração cidadã de dados: cartografia de coletivos de comunicação comunitária para promoção da saúde. A roda de conversa Comunicação comunitária é saúde ocorreu durante o Circulando: [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/pesquisa-destaca-importancia-da-comunicacao-para-promover-saude-em-favelas-e-periferias/">Pesquisa destaca importância da comunicação para promover saúde em favelas e periferias</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="mailto:ccs@fiocruz.br">Luiza Gomes e Mariana Moebus (Cooperação Social/ Fiocruz)</a> &#8211; Terça, 17 de dezembro de 2024</p>



<p>A Fiocruz, em parceria com coletivos de favelas, divulgou parte dos dados da pesquisa <em>Geração cidadã de dados: cartografia de coletivos de comunicação comunitária para promoção da saúde</em>. A roda de conversa <em>Comunicação comunitária é saúde </em>ocorreu durante o <em>Circulando: Diálogo e Comunicação nas Favelas</em>, evento anual organizado pelo Instituto Raízes em Movimento, desde 2017 no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O estudo contou com fomento do Programa de Pesquisa Translacional em Promoção da Saúde (Fio-Promos).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1024" height="155" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-1.png" alt="" class="wp-image-140261" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-1.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-1-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-1-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Durante o encontro, em um dia de intenso calor no terraço da Escola Quilombista Dandara de Palmares, foi pautada a importância do trabalho da comunicação comunitária para promoção da saúde nos territórios de favelas e periferias. Neste dia, foi distribuída a versão impressa do mapa com as iniciativas de comunicação comunitária da Área Programática (AP) 3.1, que reúne 28 bairros e abriga territórios como os complexos do Alemão, Manguinhos e Maré e a favela do Jacarezinho (representada na pesquisa pelo Instituto Decodifica, antigo LabJACA). &nbsp;</p>



<p>Além do mapa foram apresentados os Indicadores de Comunicação Comunitária para Promoção da Saúde, que identificam características do trabalho realizado pelos comunicadores populares no que diz respeito a: autoidentificação do coletivo; infraestrutura disponível; recursos humanos; mídias sociais; impacto na promoção da saúde; promoção do acesso e da participação comunitária; e conexões com outros coletivos. Segundo os participantes da pesquisa, a metodologia deverá ser revista e ampliada para identificar essas características em coletivos da cidade do Rio de Janeiro.&nbsp;</p>



<p>O estudo foi uma iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Cooperação Social da Presidência da Fiocruz (CCSP/Fiocruz), Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)&nbsp;– por meio do <em>Dicionário de Favelas Marielle Franco</em> (Wikifavelas)&nbsp;– e de comunicadores da Frente de Mobilização da Maré, do jornal <em>Fala Manguinhos!</em>, do Instituto Decodifica (antigo LabJACA) e do Instituto Raízes em Movimento.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;“Uma das nossas preocupações com o resultado do projeto, é estimular políticas públicas que destine recursos para essa comunicação, que é muito importante e que impacta a sociedade”, afirmou Cristiane D’Ávila, jornalista da COC e coordenadora do projeto. &nbsp;</p>



<p><strong>Comunicação comunitária é saúde&nbsp;</strong></p>



<p>Durante o encontro foram discutidos o papel da comunicação comunitária, os determinantes sociais de saúde, desafios que coletivos e comunicadores enfrentam e a importância de incentivo financeiro para as iniciativas funcionarem. A roda de conversa contou com a participação da equipe do projeto e de representantes de coletivos de outras favelas. Entre os presentes, estavam membros do Instituto Raízes em Movimento, dos jornais comunitários <em>Voz das Comunidades</em> e<em> Fala Manguinhos!</em>, &nbsp;moradores e lideranças sociais.&nbsp;</p>



<p>Felipe Eugênio, coordenador da área de cultura da Cooperação Social, representou a coordenação da Presidência da Fiocruz no evento. &#8220;A saúde não é definida somente pelo adoecimento e sim pelas condições múltiplas de como a vida é organizada. Por isso que a Cooperação Social, quando trabalha o campo da promoção de saúde, mostra que a pertinência de estar aqui não é só uma questão voluntária da Fiocruz, mas também um debate colocado na Organização Mundial da Saúde (OMS) e em outras conferências de saúde internacionais que vão compreender a saúde por um outro viés”, pontuou.&nbsp;</p>



<p>“A gente trabalha &nbsp;visando à construção de políticas públicas saudáveis e elas são construídas em conjunto com os sujeitos que são diretamente afetados por aquele problema social. Com a cartografia, feita de forma colaborativa, conseguimos entender melhor o quanto a comunicação comunitária é importante para promoção de saúde nesses territórios&#8221;, argumentou.&nbsp;</p>



<p>A coordenadora da área de Comunicação da CCSP, Luiza Gomes, defendeu que essa relação entre comunicação comunitária e saúde pode não parecer óbvia, mas vem sendo trabalhada em documentos oficiais de organismos transnacionais. “Se você fizer uma pesquisa sobre os planos estratégicos da OMS de combate a zika, por exemplo, você verifica que já existe o início de um movimento desses organismos internacionais de identificar a mobilização e a comunicação comunitária como um elemento chave para que informações produzidas pela ciência possam ser capilarizadas”, explicou.&nbsp;</p>



<p>Em uma de suas falas, Cristiane&nbsp;d’Avila valorizou a dedicação e a luta dos comunicadores populares para melhorar as condições de vida de seus territórios. “Esse projeto tem a felicidade de conseguir produzir resultados materiais, como o mapa com indicadores, <em>podcast </em>com entrevistas e os verbetes. Mas se existe possibilidade de transformação da nossa realidade, eu acredito que seja por esse tipo de comunicação”, enfatizou.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Para o Instituto Raízes em Movimento, participar de uma pesquisa que mapeia comunicadores e veículos de comunicação comunitária nas periferias é uma conquista. A gente tem trabalhado muito para de fato efetivar o protagonismo das favelas. Também é muito importante e simbólico a gente fazer o lançamento dos resultados da pesquisa aqui na Escola Quilombista Dandara de Palmares, um espaço revolucionário que trabalha conceitos de antirracismo com crianças do Complexo do Alemão&#8221;, afirmou David Amen, jornalista e co-fundador do Instituto Raízes em Movimento.&nbsp;</p>



<p><strong>Comunicação como diálogo&nbsp;</strong></p>



<p>Fábio Monteiro, diretor e editor chefe do jornal <em>Fala Manguinhos!</em>, lembrou do valor da comunicação comunitária estar assentado no diálogo e na troca com a população. &#8220;A comunicação comunitária em saúde não pode se resumir em informação da saúde, precisa haver troca. É desafiador divulgar uma pesquisa complexa sobre saúde, mas é importante que a gente se esforce para que ela seja comunicativa, não somente informativa. É necessário o debate com a população para que a comunicação se efetive&#8221;, salientou.&nbsp;</p>



<p>A moradora Lucia Cabral &#8211; coordenadora da ONG Educap, assistente social do projeto Vidançar e Prónasci Juventude, e integrante do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) da UFRJ&nbsp;– destacou a importância da comunicação para a retomada do protagonismo das favelas nas políticas públicas. &nbsp;</p>



<p>&#8220;A comunicação comunitária tem muito de Paulo Freire, porque são trocas de saberes. Muitas vezes a informação em saúde não chega para quem está na comunidade, então é importante a gente mostrar que a favela é potente para que as pessoas não construam políticas sem nos escutar. Quando a Fiocruz vem e faz uma pesquisa como essa, traz também o reconhecimento do nosso trabalho, nos coloca como parte da história&#8221;, afirmou.</p>



<p><strong>Resultados da pesquisa&nbsp;</strong></p>



<p>O mapa produzido pela pesquisa-intervenção participativa – metodologia que inclui participantes “não-pesquisadores” nas decisões&nbsp;– já está disponível <a href="https://www.viconsaga.com.br/comunicacaocomunitaria" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>na plataforma ViconSaga</strong></a>. O mapa apresenta iniciativas de comunicação comunitária da Área Programática 3.1 (AP) do Rio de Janeiro e exibe os indicadores desenvolvidos pela instituição em parceria com coletivos locais. A área engloba 28 bairros, entre eles, Cidade Universitária; Penha; Brás de Pina; Olaria; Penha Circular; Cordovil; Vigário Geral; Jardim América; Parada de Lucas; Maré; Complexo do Alemão; Ramos; Manguinhos; e Bonsucesso, entre outros. A Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro possui dois de seus <em>campi </em>na região.&nbsp;</p>



<p>O primeiro episódio da série de podcast <em>Comunicação comunitária é saúde</em> já está disponível <a href="https://open.spotify.com/episode/6M1LxgfzRCDsoU2bJboujz?si=ipZBQQbTRZCaZFpEpMicEA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>no spotify do Radar Saúde Favela</strong></a>. A faixa de estreia conta com a participação de Gizele Martins, comunicadora popular do Complexo da Maré. Os verbetes do <em>Dicionário de Favelas Marielle Franco</em> podem ser acessados <a href="https://wikifavelas.com.br/index.php/Gera%C3%A7%C3%A3o_cidad%C3%A3_de_dados_-_cartografia_dos_coletivos_de_comunica%C3%A7%C3%A3o_comunit%C3%A1ria_para_promo%C3%A7%C3%A3o_da_sa%C3%BAde" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>aqui</strong></a>. A cobertura do evento, realizada pelo Canal Saúde, pode ser vista <a href="https://youtu.be/_V3Vxhd_fW8?si=3fw_tAo9qnlX_Iml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>aqui</strong></a>.&nbsp;</p>



<p>Fonte: Fiocruz / O encontro reuniu a equipe do projeto, comunicadores comunitários, moradores e lideranças locais. (Foto: Mariana Moebus)</p>



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<iframe title="ANGÉLICA SODRÉ:CORAGEM E FÉ NOS PASSOS DE UMA IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RYis7YBMzO4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Produzir Ciência e Saúde em tempos de tormenta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2024 03:04:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ABRASCO]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[Saude Coletiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois congressos realizados pela Abrasco, no último mês, salientaram o agravamento das múltiplas crises que atingem a saúde. Eventos divulgam pesquisas, ensinos e práticas de saúde coletiva para atravessar as turbulências – e defender o SUS dos ataques que buscam enfraquecê-lo Rômulo Paes de Sousa, para a coluna Saúde É Coletiva &#8211; Domingo, 8 de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois congressos realizados pela Abrasco, no último mês, salientaram o agravamento das múltiplas crises que atingem a saúde. Eventos divulgam pesquisas, ensinos e práticas de saúde coletiva para atravessar as turbulências – e defender o SUS dos ataques que buscam enfraquecê-lo</p>



<p><strong>Rômulo Paes de Sousa</strong>, para a coluna <em>Saúde É Coletiva</em> &#8211; Domingo, 8 de dezembro de 2024</p>



<p>No mês de novembro, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) realizou dois congressos científicos. Entre os dias 3 e 6 de novembro, realizamos em Fortaleza o <a href="https://outraspalavras.net/tag/5ppgs/">5º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão da Saúde</a>. Entre os dias 24 e 27 do mesmo mês, realizamos no Rio de Janeiro o 12º Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Para os dois eventos afluíram pesquisadores, professores, alunos, profissionais de saúde, gestores e movimentos sociais vinculados à formulação, implementação e avaliação de políticas de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) ou a ele relacionado. Neles o número de mulheres foi dominante, indicando sua prevalência na prática profissional em nossa área. Também se registrou a diversidade dos atores que se fizeram presentes nos encontros da Abrasco para compartilhar ideias, pesquisas e experiências.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="155" data-id="139769" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci.png" alt="" class="wp-image-139769" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Com enfoques próprios, os dois eventos compartilharam a preocupação com as amplas e persistentes desigualdades e iniquidades no campo da saúde, ressaltando que elas precisam ser reconhecidas e confrontadas por diferentes matizes de saberes e práticas. A percepção convergente é que vivemos um quadro sanitário de complexidade crescente devido a diferentes fatores. Dentre eles, o agravamento dos efeitos deletérios das ações humanas sobre o meio ambiente e das persistentes desigualdades no perfil epidemiológico da população e no acesso aos bens e serviços públicos de saúde. Como agravante, as ações políticas do direitismo extremista contra a democracia como forma de produção de igualdade e convergência societária.</p>



<p>O Congresso de Fortaleza produziu uma carta que busca sintetizar os pontos de consenso dos seus 2,6 mil participantes. Observamos uma conjuntura de sobreposição de crises “que é sanitária, ambiental/climática, de insegurança alimentar, disputa pela terra e pela água, [que] têm resultado em grandes migrações populacionais, brutal piora das relações de trabalho, violência, acirramento das disputas geopolíticas entre norte global e a grande maioria do mundo, guerras e do aumento da desigualdade interna nos países.”</p>



<p>O Congresso do Rio, que contou com 2,7 mil participantes, publicou o V Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil, que aponta uma agenda de trabalho centrada em pesquisas que “enfatizem as origens e a produção das desigualdades socioeconômicas originadas no coração do sistema capitalista e que são fortes produtoras de iniquidades em saúde. Considerando o estado atual do processo de concentração da renda e de implementação de políticas neoliberais, reforça-se a necessidade de ampliar o número de pesquisas para monitorar o impacto desses processos na pobreza, nos indicadores de saúde e na magnitude das desigualdades sociais em saúde.”</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Balanço operacional e de produtividade no segundo semestre e a segurança pública para..." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/OxsmoycxT4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A tônica dos debates, tanto em Fortaleza como no Rio, foi que o SUS se vê confrontado por grandes ameaças internas e externas. A pandemia do COVID-19, entre os anos 2020 e 2023, estressou os sistemas de saúde em todo planeta. Os determinantes ambientais, sociais e políticos que produziram as condições ideais para a rápida expansão da pandemia continuam operando. Esses fatores se mantêm testando a nossa capacidade de prevenção de emergências sanitárias catastróficas. As desigualdades globais e nacionais exacerbam os efeitos das doenças endêmicas e epidêmicas sobre as populações vulnerabilizadas.</p>



<p>Os temas da saúde passaram a ter destaque na agenda de mobilização e aglutinação política de grupos radicalizados de extrema direita como: saúde reprodutiva, direitos sexuais, vacinas, determinantes das doenças, medidas de prevenção e tratamento das doenças, drogas, governança global da saúde. Obtendo acolhida junto a parte do eleitorado da titubeante direita democrática para as trincheiras da barbárie antidemocrática e anticientífica. Grupos das comunidades de profissionais de saúde têm se engajado em campanhas negacionistas, charlatãs ou regressivas quanto aos direitos humanos e sociais.</p>



<p>Como exemplo da atualidade do que tratamos no Rio e em Fortaleza, o noticiário dominante das duas últimas semanas no Brasil foi a exposição das entranhas do fracassado golpe militar ensaiado no final de 2022 e a aprovação na Comissão de Constituição de Justiça da PEC 164, chamada PEC do Aborto, que possibilita que os direitos reprodutivos das mulheres regridam a um marco legal anterior à 1940. Esta última notícia interessa de sobremaneira aos golpistas de 2022/23 já que permite a mudança de foco sobre a sua atrapalhada intentona. Contudo, a possibilidade de avanço da agenda regressiva dos direitos humanos não pode ser subestimada. A extrema direita está viva e luta para não afundar junto com o suspeito capitão do golpe.</p>



<p>Os vários debates dos congressos da Abrasco trouxeram evidências de que gestões ineptas e, por vezes, irresponsáveis pós-2016 degradaram o nosso sistema de saúde, prejudicando o funcionamento do Estado brasileiro quanto as suas intervenções em saúde e em áreas correlatas.</p>



<p>Considerando os desafios dos últimos dois anos, a comunidade abrasquiana reconhece que a gestão atual do Ministério da Saúde recompôs a credibilidade da autoridade sanitária federal; reestabeleceu e fortaleceu programas basilares do Sistema Único de Saúde – SUS; recuperou sua função coordenadora e articuladora junto aos entes federativos e à sociedade civil; estabeleceu um diálogo fundado na racionalidade científica com o Congresso. Realizou ainda a melhoria de oferta e cobertura de vacinas e no atendimento de a atenção primária à saúde e de procedimentos eletivos de maior complexidade. Também, efetivou a retomada da cooperação com as agências de governança global em saúde e ações estruturantes associadas ao desenvolvimento do complexo produtivo da saúde. Isso lhe qualifica para uma entrega robusta de programas inovadores na saúde, especialmente a partir de 2025.</p>



<p>Todo congresso da Abrasco é sempre uma celebração à ciência aplicada. Os dois congressos de novembro celebraram o ensino, a pesquisa e a prática da saúde coletiva em seus diversos campos de conhecimento. A práxis da Abrasco em seus 45 anos sempre se pautou na busca de soluções para a resolução dos problemas históricos relacionados à saúde da população, em especial dos que se encontram mais vulnerabilizados.</p>



<p>Para as pessoas que praticam a saúde coletiva no Brasil, o fazem comprometidas com a produção de conhecimento que contribua para o desenvolvimento soberano, equitativo, sustentável e gerador de felicidade. Os congressos reiteraram o compromisso com a democracia, com o respeito à diversidade, com as ações inclusivas, com o aperfeiçoamento da atividade humana para a construção de um futuro mais justo, eliminando as assimétricas desigualdades existentes entre países e no interior desses.</p>



<p>Fonte: outra saude / Apresentação no 12º Congresso Brasileiro de Epidemiologia, que aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro. Foto: Roan Nascimento/Abrasco</p>



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<iframe title="CHEGOU O VERÃO E AUMENTA O USO DOS HORMÔNIOS PELOS HOMENS:O QUE VOCÊ PRECISA ENTENDER?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5VB7pFE6mWk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/produzir-ciencia-e-saude-em-tempos-de-tormenta/">Produzir Ciência e Saúde em tempos de tormenta</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Inventando a idéia de Temperatura: Empiria, Filosofia e o Progresso da Ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Dec 2024 22:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 7 de dezembro de 2024 O livro Inventando a Temperatura: Ciência e Filosofia de uma Medida Inconstante (2004), de Hasok Chang, explora a história da ciência por meio de uma análise detalhada do desenvolvimento da medição da temperatura. Chang utiliza a temperatura como um caso de estudo para abordar questões mais amplas sobre o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 7 de dezembro de 2024</p>



<p>O livro Inventando a Temperatura: Ciência e Filosofia de uma Medida Inconstante (2004), de Hasok Chang, explora a história da ciência por meio de uma análise detalhada do desenvolvimento da medição da temperatura. Chang utiliza a temperatura como um caso de estudo para abordar questões mais amplas sobre o progresso científico, o papel das práticas experimentais e a construção do conhecimento.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="155" data-id="139769" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci.png" alt="" class="wp-image-139769" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/12/patroci-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Principais ideias do livro:</p>



<p>1. História da medição da temperatura</p>



<p>Chang mostra como a noção de temperatura evoluiu ao longo do tempo, destacando as dificuldades em estabelecer um padrão universal para medi-la. Ele explora as disputas sobre a definição de “calor” e “frio” e os desafios de criar termômetros confiáveis antes que houvesse uma escala consensual.</p>



<p>• Termômetros e escalas: O autor discute o desenvolvimento das escalas Fahrenheit, Celsius e Kelvin, revelando como essas padronizações surgiram após debates e experimentos envolvendo diferentes líquidos, como álcool e mercúrio.</p>



<p>• Círculo vicioso da calibração: Chang aborda o problema da calibração inicial dos termômetros: como medir a temperatura sem um padrão confiável, e como estabelecer um padrão sem instrumentos precisos?</p>



<p>2. Construção social e filosófica da ciência</p>



<p>Chang argumenta que o conceito de temperatura não é apenas uma descoberta científica, mas também uma construção social e filosófica. Ele critica a ideia de que a ciência progride apenas por descobertas objetivas e sugere que o conhecimento é construído por meio de práticas colaborativas e decisões pragmáticas.</p>



<p>• Papel da experimentação: Os experimentos são apresentados não como simples verificações de hipóteses, mas como processos criativos para superar limitações técnicas e conceituais.</p>



<p>• A relação entre teoria e prática: Chang enfatiza como as práticas instrumentais (como a fabricação de termômetros) moldaram o desenvolvimento da teoria da temperatura e vice-versa.</p>



<p>3. Conceito de “pragmatismo epistemológico”</p>



<p>O autor utiliza o caso da temperatura para defender um modelo pragmático de ciência, em que o conhecimento é avaliado por sua utilidade e capacidade de resolver problemas concretos, mais do que pela correspondência perfeita com uma “realidade objetiva”.</p>



<p>• A abordagem pluralista: Chang defende que a ciência deveria aceitar múltiplas abordagens e teorias concorrentes, em vez de buscar uma única explicação dominante.</p>



<p>4. Impacto na ciência moderna</p>



<p>A análise de Chang revela como a medição da temperatura influenciou outras áreas, como a termodinâmica, a física estatística e a meteorologia. Ele mostra que a evolução desses campos dependia diretamente de avanços tecnológicos e do aperfeiçoamento das medições de temperatura.</p>



<p>5. Reflexões sobre o progresso científico</p>



<p>O livro sugere que o progresso científico é menos linear e mais contingente do que geralmente se imagina. Ele destaca como ideias erradas, debates prolongados e até mesmo “falhas” desempenharam papéis cruciais na construção do conhecimento sobre a temperatura.</p>



<p>Contribuições do livro</p>



<p>• Inventando a Temperatura é notável por combinar história da ciência, filosofia e epistemologia, oferecendo uma visão crítica e detalhada sobre como um conceito aparentemente simples, como a temperatura, foi construído.</p>



<p>• A obra desafia a visão convencional de que a ciência é apenas um acúmulo de fatos e demonstra como questões práticas e teóricas interagem de maneira dinâmica e imprevisível.</p>



<p>Chang não apenas narra a história da temperatura, mas também oferece uma nova maneira de entender o progresso científico, enfatizando a complexidade e a criatividade que estão no coração da ciência.</p>



<p>Fonte e foto: www.paulogalr.com.br</p>



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<iframe title="CHEGOU O VERÃO E AUMENTA O USO DOS HORMÔNIOS PELOS HOMENS:O QUE VOCÊ PRECISA ENTENDER?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5VB7pFE6mWk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/inventando-a-ideia-de-temperatura-empiria-filosofia-e-o-progresso-da-ciencia/">Inventando a idéia de Temperatura: Empiria, Filosofia e o Progresso da Ciência</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Andar ao menos 7.500 passos por dia ajuda a reduzir sintomas de asma, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 16:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Julia Moióli*Arte: Brenda Kapp** &#8211; Terça, 2 de julho de 2024 Caminhar pelo menos 7.500 passos diários pode contribuir para o controle da asma moderada ou severa em adultos. É o que indica um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP),&#160;publicado&#160;recentemente no&#160;The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Texto: Julia Moióli*<br>Arte: Brenda Kapp** &#8211; Terça, 2 de julho de 2024</h2>



<p>Caminhar pelo menos 7.500 passos diários pode contribuir para o controle da asma moderada ou severa em adultos. É o que indica um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP),&nbsp;<strong><a href="https://www.jaci-inpractice.org/article/S2213-2198(24)00274-5/abstract#%20" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a></strong>&nbsp;recentemente no&nbsp;<em>The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice</em>.</p>



<p>O trabalho, selecionado pelos editores da revista científica como artigo que modifica a prática clínica, sugere que as recomendações médicas e as políticas públicas concentrem esforços no incentivo ao aumento da prática de atividade física, em vez de focar na redução de períodos de sedentarismo. Apesar de popularmente serem considerados hábitos excludentes, a prática de atividade física e o comportamento sedentário podem ocorrer de forma concomitante. Isso porque a pessoa pode ser sedentária (ficar mais que 8 horas trabalhando sentada) e ser fisicamente ativa (realizar atividades moderadas durante, pelo menos, 150 minutos semanais).</p>



<p>&nbsp;“Na maioria das vezes, as pessoas mesclam as duas situações: realizam atividade física três vezes por semana, por uma hora, mas trabalham o dia inteiro sentadas em um escritório”, explica&nbsp;<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/8425/celso-ricardo-fernandes-de-carvalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Celso Ricardo Fernandes de Carvalho</a></strong>, professor de Fisioterapia Respiratória e Fisiologia do Exercício do curso de Fisioterapia da FMUSP e orientador do estudo. “Isso significa que elas são ativas, mas também sedentárias, ou seja, exibem os dois comportamentos ao mesmo tempo.”</p>



<p>A literatura científica já indicava que tanto a atividade física quanto o sedentarismo podem modular os sintomas da asma – entre eles dificuldade para respirar, respiração rápida e curta e tosse seca – mas ainda faltavam estudos aprofundados sobre seu impacto real, de modo que o tratamento da doença, que afeta cerca de 6,4 milhões de brasileiros, se mantém majoritariamente medicamentoso.</p>



<p>&nbsp;O objetivo deste trabalho, que teve apoio da Fapesp, foi investigar mais a fundo essa relação, considerando a variedade de comportamentos relacionados.</p>



<p>Durante o estudo, os pesquisadores analisaram dados de 426 pessoas das cidades de São Paulo e Londrina com asma moderada a grave. Foram incluídas avaliações de atividade física e tempo de sedentarismo (actigrafia), de controle clínico da asma (Asthma Control Questionnaire – ACQ) e de qualidade de vida (Asthma Quality of Life Questionnaire). Também foram investigados sintomas de ansiedade e depressão (Hospital Anxiety and Depression Scale) e dados antropométricos e de função pulmonar. Os participantes foram divididos em quatro grupos: ativo/sedentário, ativo/não sedentário, inativo/sedentário e inativo/não sedentário.</p>



<p>“Observamos que, quanto mais atividade física a pessoa com asma realiza, melhor é o controle de sua doença”, conta&nbsp;<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/667343/fabiano-francisco-de-lima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fabiano Francisco de Lima</a></strong>, pesquisador da FMUSP e primeiro autor do trabalho. Mais especificamente, quem caminhava pelo menos 7.500 passos durante o dia apresentou melhores pontuações na avaliação de controle clínico da doença, independentemente de também apresentar comportamento sedentário – aliás, tempo sedentário e obesidade não apresentaram correlação com a redução de sintomas. Verificou-se também que isso independia de medicação e função pulmonar. A porcentagem de pacientes com asma controlada foi maior nos grupos ativo/sedentário (43,9%) e ativo/não sedentário (43,8%) do que nos grupos inativo/sedentário (25,4%) e inativo/não sedentário (23,9%).</p>



<p>Os resultados sugerem ainda que fatores emocionais, como ansiedade e depressão, também dificultam o controle da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Novas perspectivas</h2>



<p>Embora a prática de atividade física por pessoas com asma já seja recomendada por profissionais de saúde, o tema ainda é visto com receio por parte da população. Isso porque as pessoas com asma sofrem a contração dos músculos das vias aéreas durante as crises.</p>



<p>“O costume de evitar que crianças e adultos pratiquem exercícios por conta da doença precisa começar a ser quebrado”, diz Lima. “Esse estudo contribui para isso ao sugerir a caminhada, atividade simples e sem custo agregado, e vai além, ao oferecer uma espécie de ‘nota de corte’, uma indicação da quantidade real de atividade física que o paciente deveria fazer – 7.500 passos por dia.”</p>



<p>De acordo com o pesquisador, outra recomendação importante seria que profissionais de saúde passassem a adotar um olhar mais direcionado para sintomas de ansiedade como estratégia de controlar a asma.</p>



<p>Também participaram do estudo pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar da Universidade Estadual de Londrina (UEL).</p>



<p>O artigo&nbsp;<em>Physical Activity and Sedentary Behavior as Treatable Traits for Clinical Control in Moderate-to-Severe Asthma</em>&nbsp;pode ser lido em:&nbsp;<strong><a href="https://www.jaci-inpractice.org/article/S2213-2198(24)00274-5/abstract#%20" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.jaci-inpractice.org/article/S2213-2198(24)00274-5/abstract#%20</a></strong>.</p>



<p>*<em>Da Agência Fapesp</em></p>



<p>*<em>*Estagiária sob supervisão de Moisés Dorado</em> / Foto: <a href="https://imagens.usp.br/editorias/esportes-categorias/cotidiano-5/attachment/15102014fotosdocampusfotomarcossantos010/">Marcos Santos/USP Imagens</a></p>



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<iframe title="Microfisioterapia uma nova forma de cuidar da saúde" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QwfNxJJzIBI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Dos fitocanabinoides aos canabinoides sintéticos. Uso e abuso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 14:05:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[canabinoide sintetico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Roberto DeLucia, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e Cleopatra S. Planeta, professora da Unesp/Araraquara Segunda, 10 de junho de 2024 Otermo fitocanabinoides refere-se ao delta-9-tetraidrocanibinol (∆9-THC) e outros (ex.: canabidiol e canabicromeno) que foram detectados em preparações de cânabis (maconha) confiscadas. Os principais produtos obtidos da cânabis que contêm ∆9-THC são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Roberto DeLucia, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e Cleopatra S. Planeta, professora da Unesp/Araraquara</p>



<p>Segunda, 10 de junho de 2024</p>



<p>Otermo fitocanabinoides refere-se ao delta-9-tetraidrocanibinol (∆9-THC) e outros (ex.: canabidiol e canabicromeno) que foram detectados em preparações de cânabis (maconha) confiscadas. Os principais produtos obtidos da cânabis que contêm ∆9-THC são haxixe (2 a 3,5%), cânabis líquida (11 a 21%), sinsemilla (3,5 a 4,5 %) e skunk (supermaconha, 10 a 15%).</p>



<p>Outros tipos de canabinoides são os produzidos endogeneamente (endocanabinoides) e os sintetizados em laboratórios (canabinoides sintéticos), com as designações de venda de Spice/K2 e Herbal incenso. Os canabinoides sintéticos (CS) são drogas de abuso emergentes, derivadas de indois que constituem classes químicas distintas dos fitocanabinoides. Os CS não são facilmente identificados com os métodos analíticos tradicionais para detecção de substâncias de abuso emergentes. Os esforços para o desenvolvimento de métodos cromatográficos são caros e de baixo rendimento, devido às dificuldades pela introdução de novas substâncias psicoativas.</p>



<p>As formas de apresentação dos CS estão associadas a produtos à base de plantas e adicionados ao material vegetal por imersão, pulverização ou na forma de pó cristalino, sendo impregnadas em papel e/ou selos do tipo LSD, spray e borrifadores líquidos. Embora as embalagens de CS sejam rotuladas “para não consumo humano”, elas geralmente são de cor verde para serem declaradas erroneamente como produtos fitoterápicos da cânabis ou popularmente de “maconha sintética”. Mais recentemente, os cigarros eletrônicos de venda proibida pela Anvisa podem conter CS na forma líquida.</p>



<p>No Brasil, dados sobre a oferta, demanda e desafios de canabinoides sintéticos provêm do Informe do Subsistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR). Em julho de 2023, mostraram que a quantidade de drogas K em quilogramas apreendidas em 2021 foi de 5,7 kg; em 2022, 11,7 kg; e em 2023, até abril, 15 kg. Dados mais recentes são preocupantes pela tendência de aumento de casos de intoxicação letal em presídios.</p>



<p>As ações de canabinoides sintéticos (Spice/K2) em receptor canabinoide tipo 1 mostram alta eficácia, enquanto os fitocanabinoides são de baixa eficácia (∆9-THC), podendo resultar em efeitos adversos e tóxicos bem distintos entre as substâncias em relação a intensidade e duração de efeitos.</p>



<p>Os principais efeitos adversos neuropsiquiátricos de CS são agitação, ansiedade, paranoia, psicose, ideação suicida, alucinações, amnésia, tonturas, sonolência, convulsões, hipertonicidade, hiperreflexia e alteração das sensações. A prevalencia desses sintomas foi maior em CS de terceira geração e sua utilização pode ser prejudicial em individuos epilépticos e esquizofrênicos pela precipatação de sintomas.</p>



<p>Os efeitos adversos cardiovasculares são taquicardia supraventricular, fibrilação ventricular e morte cardíaca súbita. Podem ocorrer alterações hematológicas como trombocitopenia imune, hemorragia intracraniana e coagulopatia. Nos rins, foram observados casos de lesão renal aguda e necrose tubular aguda.</p>



<p>O uso recreativo de canabinoides sintéticos é popular em adolescentes que buscam ingenuamente sensações euforizantes da cânabis. Contudo, no uso repetido de canabinoides sintéticos foi evidenciado o desenvolvimento de tolerância e dependência. Como também da síndrome de abstinência, pelos sintomas de diarreia, tremor, sudorese, dor de cabeça, taquicardia prolongada e relativamente grave fissura, irritabilidade e alterações de humor.</p>



<p>Em síntese, os efeitos adversos e tóxicos dos CS são significativamente mais frequentes e graves do que aqueles associados ao uso de cânabis e o risco é 30 vezes maior de procurar tratamento médico de emergência com o uso abusivo de canabinoides sintéticos. Portanto, os CS são substâncias menos seguras e não podem ser usados como substitutos de fitocanabinoides (maconha).</p>



<p>________________<br><em>(As opiniões expressas nos artigos publicados no <strong>Jornal da USP</strong> são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos <a href="https://jornal.usp.br/noticias/parametros-editoriais-para-artigos-de-opiniao-no-jornal-da-usp/">parâmetros editoriais para artigos de opinião</a>.)</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Foto: Jonral USP</p>



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<iframe title="Pesquisas e Planejamentos de Campanha Eleitoral" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/50C-TvPwm78?start=68&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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