<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ciencias |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/ciencias-2/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Apr 2026 19:09:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>ciencias |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</title>
		<link>https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos</link>
					<comments>https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 00:12:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[clonagem]]></category>
		<category><![CDATA[humano]]></category>
		<category><![CDATA[orgaos]]></category>
		<category><![CDATA[porco]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[suino]]></category>
		<category><![CDATA[Transplante]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=174622</guid>

					<description><![CDATA[<p>Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20 Por&#160;Ana Bottallo &#124; Folhapress Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos. O animal [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/">Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 19/04/2026 &#8211; 14h20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Ana Bottallo | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 40 anos após a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado no mundo, uma equipe de cientistas brasileiros celebrou o nascimento de um porco clonado. Ele marca uma etapa importante em um projeto ambicioso: a criação de animais geneticamente modificados para transplante de órgãos em humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O animal nasceu em 24 de março. Está saudável e em uma fazenda em Piracicaba (a 160 km da capital paulista), segundo Ernesto Goulart, pesquisador do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) do Instituto de Biociências da USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe responsável pelo feito diz ser o primeiro caso de clonagem da espécie na América Latina.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;São pouquíssimos grupos no mundo que conseguiram a clonagem animal e, entre os animais, o porco é o mais difícil de ser clonado. Como nosso grupo nunca havia trabalhado com esse procedimento, consideramos um sucesso essa etapa&#8221;, afirma Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O leitão não tem as modificações genéticas necessárias para a captação de órgãos, porém é um primeiro passo. A equipe pretende agora implantar embriões geneticamente modificados para xenotransplante no futuro.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essa ideia de produzir suínos geneticamente modificados para um transplante em humanos é um sonho bem antigo da medicina, mas ele tinha muitas limitações, porque sempre tem a rejeição hiperaguda&#8221;, afirma o pesquisador. A rejeição ocorre porque os humanos carregam anticorpos anti-suínos no sangue. &#8220;Em questão de horas, o corpo atacava aquele órgão, e não existiam ferramentas para lidar com isso.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o advento das técnicas de edição gênica, sobretudo a partir de 2012, como o Crispr-Cas 9 (ferramenta para edição molecular descoberta pelas cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna, que rendeu às duas o Nobel em Química em 2020), a modificação genética tornou-se mais fácil e também mais acessível a diversos laboratórios.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E representou um novo passo para o transplante de órgãos suínos em humanos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, foram realizados quatro xenotransplantes, todos nos Estados Unidos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro paciente foi David Bennett, transplantado com um coração suíno em 2022. Ele faleceu 60 dias depois em decorrência de uma rejeição tardia. No ano seguinte, houve o caso de Lawrence Faucette, também paciente cardiológico. Ele morreu seis semanas após o procedimento, mas a causa da morte não foi atribuída ao xenotransplante.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois outros pacientes americanos, um homem e uma mulher, receberam rins suínos, sendo que no caso mais recente, ainda sob investigação, o órgão foi retirado alguns dias após a cirurgia, pois o rim do paciente voltou a funcionar.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro país que estuda órgãos suínos modificados para xenotransplante é a China. Diante desse cenário, o médico brasileiro Silvano Raia levou uma provocação a seus colegas da USP: ou o Brasil liderava um projeto para criação de animais para xenotransplante, ou se tornaria dependente de órgãos estrangeiros, elevando ainda mais os custos ao SUS (Sistema Único de Saúde).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi assim que, sob sua coordenação, nasceu o Centro de Ciência para Desenvolvimento em Xenotransplante, dentro do CEGH-CEL. Integram a equipe o imunologista Jorge Kalil, do InCor (Instituto do Coração da USP), a geneticista Mayana Zatz, do CEGH-CEL, e os pesquisadores Ernesto Goulart, Luiz Caires e Luciano Abreu Brito, também do centro.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O professor Silvano sabia do meu trabalho com genoma, aqui no centro da USP, e me perguntou: &#8216;Olha, sei que é uma ideia futurística, mas e se a gente usar suínos como doadores de órgãos?&#8217;. E ele indagou se era possível modificar os genes para reduzir a rejeição. Eu respondi que conversaria com a minha equipe&#8221;, conta Zatz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós estamos desenvolvendo uma tecnologia 100% brasileira para levar ao SUS e não depender de órgãos do exterior&#8221;, acrescenta a geneticista. Hoje, ela lidera o grupo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Raia, 96, acompanha as reuniões, mas decidiu deixar a direção geral no fim do ano passado por questões de saúde. O médico é responsável pelo primeiro transplante de fígado no Brasil e pelo primeiro transplante de fígado intervivos no mundo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8216;Ato de coragem&#8217;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios começaram logo após a concepção do projeto. Em um primeiro momento, os cientistas perceberam que inexistia laboratório com os controles sanitários necessários para captação dos órgãos suínos. Era preciso começar a estrutura laboratorial do zero.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento inicial partiu da iniciativa privada (a farmacêutica EMS), mas também da reitoria da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Em menos de três anos, o espaço físico estava construído.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos laboratórios de clonagem e modificação genética, o projeto previa duas unidades para criação dos plantéis suínos: uma no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), com capacidade para até 30 animais, e outra no Instituto de Biociências, para até dez animais.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, era preciso dominar as técnicas de clonagem. &#8220;Fomos atrás de desenvolver do zero, tivemos esse ato de coragem. Foram diversas tentativas até conseguir fazer nascer o primeiro animal&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a clonagem, Goulart explica que são utilizadas células de fibroblasto (pele) com uma sequência genética conhecida (doador).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os óvulos da porca têm seu núcleo removido com o auxílio de um microscópio acoplado de um micromanipulador, uma estrutura com um sensor que faz movimentos muito finos e com uma agulha na ponta menor que um fio de cabelo.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, é feita a transferência do fibroblasto para o interior do óvulo. Uma máquina realiza um &#8220;choque&#8221; na célula, dando início ao processo de embriogênese (formação do embrião), com características idênticas ao do doador. O embrião é, então, implantado na porca para a gestação do filhote clonado.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros protocolos já foram mapeados, entre os quais o de modificação genética (são conhecidos hoje três genes suínos que precisam ser desativados para evitar a rejeição pelo receptor humano) e o de controle sanitário (até a ração utilizada para alimentar os porcos deve ser controlada).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este último, conhecido como SPF (sigla em inglês para livres de patógenos específicos, uma lista de vírus e bactérias potencialmente perigosos que podem contaminar os órgãos), visa garantir que o transplante, quando ocorrer, seja livre de potenciais riscos biológicos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse foi outro desafio, porque não existia nenhum centro de criação suíno com o nível de controle necessário no hemisfério Sul &#8211;a Nova Zelândia tinha um mas fechou. Fomos até a Dinamarca atender essa demanda&#8221;, diz Goulart.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resta, ainda, conseguir a clonagem dos organismos a partir de embriões geneticamente modificados, etapa que os cientistas esperam realizar em breve. Se tudo der certo, os animais clonados vão crescer nas duas unidades do projeto, que também contam com protocolos para captação e transporte dos órgãos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Demanda<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do painel do Sistema Nacional de Transplantes, ligado ao Ministério da Saúde, existem hoje no país 48.773 pessoas na fila aguardando por um transplante de órgão sólido (excluídos pele e córneas). Mais de 90% desses pacientes são para um rim, o órgão que deve ser também o primeiro a ser captado para xenotransplante no projeto.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não arrisque prazos de quando os primeiros órgãos suínos podem ser transplantados em humanos, Goulart diz sentir o peso nos seus ombros. &#8220;Queremos atender à demanda, cada um desses pacientes pode ser receptor potencial desses órgãos.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior desafio, agora, é dar continuidade ao projeto e buscar mais recursos. &#8220;Os EUA injetam bilhões de dólares na pesquisa com xenotransplante, enquanto nossos recursos aqui são bem mais limitados. Mas o Ministério [da Saúde] e o governo estadual, via Fapesp, entenderam a importância do projeto e estão nos apoiando&#8221;, diz Kalil.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A HISTÓRIA DA TECHNET FIBRA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/iALoRhgfty4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/">Brasileiros clonam 1º porco em projeto para transplante de órgãos suínos em humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/brasileiros-clonam-1o-porco-em-projeto-para-transplante-de-orgaos-suinos-em-humanos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guanitoxina: presente nas águas, composto tóxico lesiona e mata tilápias</title>
		<link>https://ipiracity.com/guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias</link>
					<comments>https://ipiracity.com/guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2025 19:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[aguas]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[composto toxico]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[guanitoxina]]></category>
		<category><![CDATA[tilapias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=163807</guid>

					<description><![CDATA[<p>Toxinas produzidas por cianobactérias e as sintetizadas para pesticidas podem chegar aos seres humanos pelo consumo de água e de peixes contaminados Texto: Júlio BernardesArte: Gustavo Radaelli* Domingo, 9 de novembro de 2025 Nas águas de rios, lagos e represas a combinação de substâncias tóxicas produzidas por cianobactérias e também presentes de forma sintética em [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias/">Guanitoxina: presente nas águas, composto tóxico lesiona e mata tilápias</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Toxinas produzidas por cianobactérias e as sintetizadas para pesticidas podem chegar aos seres humanos pelo consumo de água e de peixes contaminados</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Júlio Bernardes<br>Arte: Gustavo Radaelli*</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 9 de novembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas águas de rios, lagos e represas a combinação de substâncias tóxicas produzidas por cianobactérias e também presentes de forma sintética em inseticidas apresenta sérios riscos à saúde, revelam pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba. Em experimentos feitos com tilápias-do-Nilo, as guanitoxinas aumentaram a mortalidade e causaram lesões graves nas brânquias, no sistema nervoso e no DNA dos peixes – as tilápias mais consumidas no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostra que as toxinas podem estar presentes na água usada para abastecimento humano e chegar até os peixes consumidos na alimentação, principalmente onde há cultivos agrícolas e piscicultura. Por essa razão, os pesquisadores sugerem o monitoramento das guanitoxinas, como já é feito com outras substâncias nocivas. As conclusões da pesquisa são apresentadas em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2022.155471" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;da revista científica&nbsp;<em>Science of The Total Environment</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A guanitoxina é uma substância altamente tóxica que algumas cianobactérias (<em>Sphaerospermopsis torques-reginae</em>) produzem naturalmente. Esses microrganismos são causadores de florações, algumas pessoas as chamam de ‘algas verde-azuladas’, mas na verdade elas não são algas, e sim bactérias que realizam fotossíntese”, explica a bióloga Larissa Souza Passos, responsável pela pesquisa. “Esse composto é raro e pouco estudado, mas chama muito a atenção por ser um organofosforado natural, ou seja, pertence à mesma família química de inseticidas sintéticos como o malathion e o triclorfon.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250911_larissapassos-rblzr2wbzax0b5nkg5km4qoisjyxo75meh3tuq6gr2.jpg" alt="Mulher de cabelos loiros compridos, usando jaleco branco e luvas roxas segurando um frasco de vidro com uma solução esverdeada no interior de uma estrutura de laboratório" title="20250911_larissapassos"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Larissa Souza Passos – Foto: Arquivo Pessoal</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os organofosforados atuam bloqueando enzimas importantes no sistema nervoso, as colinesterases, em particular a acetilcolinesterase (AChE), o que pode causar paralisia ou até morte”, descreve a bióloga. “Como a guanitoxina e os inseticidas agem de forma parecida (inibem irreversivelmente a AChE), quando estão juntas em um lago ou represa os efeitos podem se somar ou até se intensificar, aumentando o risco para os peixes e possivelmente para outros organismos aquáticos, e também para humanos, caso haja consumo dos peixes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa estudou a tilápia-do-Nilo, um peixe muito conhecido e criado em larga escala em tanques e represas em todo o Brasil. “É uma espécie resistente, de crescimento rápido e muito consumida”, afirma Larissa Souza Passos “Justamente por isso, ele também é considerado um excelente ‘bioindicador’, ou seja, sua saúde ajuda a entender o que está acontecendo com o ecossistema aquático.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/09/20250911_tilapia.jpg" alt="Peixe em aquário, com listras verticais amarelas e verde-escuro e barbatanas transparentes no alto do corpo, nadando acima de um conjunto de pedras, na direção contrária do tubo de oxigênio" class="wp-image-931893"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tilápia-do-Nilo, espécie estudada pelos cientistas, é criada em larga escala em tanques e represas; por ser resistente, de crescimento rápido e muito consumida, é considerado um excelente ‘bioindicador’, ajudando a entender o que acontece com o ecossistema aquático – Foto: Cedida pela pesquisadora</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mortalidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a bióloga, foram realizados experimentos controlados em laboratório com as tilápias-do-Nilo. “Colocamos os peixes em contato com a guanitoxina sozinha, com os inseticidas isoladamente, e depois com as substâncias combinadas”, relata. “Avaliamos o estado de saúde em diversos níveis, se houve morte, motivada pela toxicidade aguda, danos ao sistema nervoso, estresse oxidativo, ou seja, se o organismo teve dificuldade de metabolizar a toxina e os inseticidas, prejuízos ao DNA, alterações nas brânquias e até mudanças em algumas vias metabólicas importantes.”</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O que descobrimos foi preocupante: os peixes expostos à combinação de guanitoxina e inseticidas tiveram maior taxa de mortalidade e sofreram danos mais graves do que os peixes expostos apenas a um composto. A combinação causou lesões graves nas brânquias, inibiu enzimas importantes do sistema nervoso, danificou o DNA e causou desequilíbrios em íons e moléculas essenciais ao organismo” – Larissa Souza Passos</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a bióloga, embora os testes tenham sido realizados em peixes, as mesmas substâncias podem estar presentes na água que chega até as pessoas. “Isso pode acontecer especialmente em áreas agrícolas que fazem uso de inseticidas em concomitância com lagos ou represas com piscicultura”, ressalta. “São diversos reservatórios e lagos com plantações próximas, ocorrência de florações de cianobactérias e tanques de tilápias, cenário bem realista no Estado de São Paulo, em outros Estados brasileiros e no mundo.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250911_cianobacteria-rbm08ofkjkgh3ev72h8cq7nf1dwukojpioc3ha62zk.jpg" alt="Recipiente de laboratório em formato arredondado, tampado com uma gaze, contendo uma solução de cor esverdeada com cianobactérias, numa bancada ao lado de outros recipientes" title="20250911_cianobacteria"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Cianobactéria produtora de guanitoxina (<em>Sphaerospermopsis torques-reginae</em>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">produzida em laboratório; pesquisadores avaliaram estado de saúde de peixes submetidos&nbsp;a diversas concentrações da toxina, para verificar casos de morte, alterações nas brânquias, estresse oxidativo e danos ao DNA e ao sistema nervoso – Foto: Cedida pela pesquisadora</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A guanitoxina, por exemplo, não é monitorada atualmente no Brasil, o que significa que pode estar presente sem que saibamos. Além disso, se a tilápia contaminada entrar na cadeia alimentar sem controle adequado, pode haver riscos à saúde”, alerta Larissa Souza Passos. “O consumo de água ou alimentos contaminados por substâncias que afetam o sistema nervoso é motivo de preocupação, especialmente em populações mais vulneráveis ou consumidores de tilápias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sugerimos que a guanitoxina passe a ser monitorada com regularidade pelas agências ambientais, assim como já ocorre com outras toxinas”, recomenda a bióloga. “De acordo com a Portaria 888 do Ministério da Saúde, microcistinas, cilindrospermopsina e saxitoxina são toxinas de cianobactérias que devem ser monitoradas em água para consumo humano.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Monitoramento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“Os estudos mostram até o momento que a guanitoxina reduz a viabilidade de células hepáticas de peixe em 50% em 24 horas, além de causar deformações cardíacas e atrasos no desenvolvimento de embriões de peixe”, resume o professor Ernani Pinto, do Cena, orientador da pesquisa. “Também é nove vezes mais tóxica para microcrustáceos do que outros extratos analisados, e está presente em florações de cianobactérias no Brasil, com potencial risco ao consumo de água e peixes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Larissa Souza Passos reitera que os casos da presença de guanitoxina ainda são raros, talvez pelo fato de não ser monitorada e não haver exigência pelos órgãos de saúde e ambientais. “Também é fundamental que políticas públicas incentivem práticas agrícolas mais sustentáveis, com menos uso de pesticidas”, salienta. “E que se controlem as condições que favorecem o crescimento excessivo das cianobactérias, como o despejo sem controle de esgoto e fertilizantes nos corpos d’água.”</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Os estudos revelam os efeitos tóxicos da guanitoxina, uma potente neurotoxina natural produzida por cianobactérias brasileiras, que ainda não é monitorada por nenhuma autoridade sanitária, mesmo sendo solúvel em água e altamente bioativa” – Ernani Pinto</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho faz parte de uma pesquisa multidisciplinar, liderada por Larissa Souza Passos, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Cena e orientada pelo professor Ernani Pinto. Além do&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2022.155471">artigo</a>&nbsp;da&nbsp;<em>Science of The Total Environment</em>, o estudo resultou em uma&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.chemosphere.2023.138846">publicação</a>&nbsp;no periódico&nbsp;<em>Chemosphere&nbsp;</em>e em uma&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/j.ecoenv.2022.113828">revisão</a>&nbsp;sobre avaliação de risco para cianotoxinas na revista&nbsp;<em>Ecotoxicology and Environmental Safety</em>. Estes trabalhos tiveram a colaboração de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), instituição de pesquisa federal sediada em Campinas (interior de São Paulo).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250911_ernani-rblzys6pzfglg4gsgzfk2api1807qwqfslk2fcrbr8.jpg" alt="Homem de cabelos curtos e óculos, usando camisa social branca e gravata estampada, com uma janela de madeira ao fundo" title="20250911_ernani"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Ernani Pinto – Foto: Arquivo Pessoal</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os trabalhos realizados são inovadores por aplicar modelo com hepatócitos de peixe para avaliação da toxicidade do produto natural, ensaios com larvas de peixes e crustáceos, combinando pesquisa aplicada, formação de recursos humanos qualificados, cooperação internacional e implicações diretas para políticas públicas de saúde e meio ambiente”, finaliza o professor do Cena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dos estudos foi feita em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a pesquisa de doutorado deve ser concluída com os resultados de experimentos envolvendo a guanitoxina, realizados durante estágio de pesquisa no centro de pesquisa EAWAG, na Suíça, realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que também financia o doutorado no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: larissapassos@usp.br, com Larissa Souza Passos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiário sob orientação de Moisés Dorado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / </p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias/">Guanitoxina: presente nas águas, composto tóxico lesiona e mata tilápias</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/guanitoxina-presente-nas-aguas-composto-toxico-lesiona-e-mata-tilapias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bebidas alcoólicas deveriam ter alerta de câncer como cigarros, diz autoridade de saúde dos EUA</title>
		<link>https://ipiracity.com/bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua</link>
					<comments>https://ipiracity.com/bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2025 05:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[advertencias]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[cigarros]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=141563</guid>

					<description><![CDATA[<p>Domingo, 5 de janeiro de 2025 A principal autoridade em saúde pública dos Estados Unidos recomendou, nesta sexta-feira (03/01), que bebidas alcoólicas devem incluir advertências de risco similares às que estampam os rótulos de cigarros. O comunicado do cirurgião-geral dos EUA, Vivek Murthy, pontuou que novas pesquisas associam o consumo dessas bebidas a sete tipos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua/">Bebidas alcoólicas deveriam ter alerta de câncer como cigarros, diz autoridade de saúde dos EUA</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 5 de janeiro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal autoridade em saúde pública dos <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt">Estados Unidos</a> recomendou, nesta sexta-feira (03/01), que <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y852np981o#:~:text=O%20%C3%A1lcool%20causa%20pelo%20menos,destilados%20por%20semana%2C%20%C3%A9%20perigoso.">bebidas alcoólicas</a> devem incluir advertências de risco similares às que estampam os <a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/08/110817_galeria_cigarro_eua_cc">rótulos de cigarros</a>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141508" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141508" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O comunicado do cirurgião-geral dos EUA, Vivek Murthy, pontuou que novas pesquisas associam o consumo dessas bebidas a sete tipos de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgejp0dpx38o">câncer</a>, afirmando que &#8220;a maioria dos americanos desconhece esse risco&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 100 mil casos de câncer e 20 mil mortes anualmente nos EUA são causadas pelo álcool, diz o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Murthy também propôs reavaliar os limites indicados para o consumo de álcool e ampliar as ações educativas sobre os riscos de câncer associados às bebidas alcoólicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião-geral, principal porta-voz do governo federal em questões de saúde pública, disse que o álcool é a terceira causa mais comum de câncer evitável, atrás do tabaco e da obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A relação direta entre o consumo de álcool e o risco de câncer está bem estabelecida para pelo menos sete tipos de câncer, independentemente do tipo de álcool consumido (cerveja, vinho ou destilados)&#8221;, afirma o comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso inclui maior risco de câncer de mama, garganta, fígado, esôfago, boca, laringe e cólon.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Mais-países-adotam-rótulos-de-advertência">Mais países adotam rótulos de advertência</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório aponta que os profissionais de saúde devem encorajar as triagens para identificar pessoas que possam estar consumindo álcool em excesso e fazer encaminhamentos para tratamento quando necessário, além de reforçar iniciativas de conscientização.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141519" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141519" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, os rótulos de advertência obrigatórios indicam que mulheres grávidas não devem consumir álcool devido ao risco de animalias congênitas. Também alertam que &#8220;o consumo de bebidas alcoólicas prejudica sua capacidade de dirigir um carro ou operar máquinas, além de poder causar problemas de saúde&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas duas décadas, países têm introduzido cada vez mais rótulos de advertência para informar consumidores sobre os riscos à saúde relacionados ao álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <a href="https://apps.who.int/gho/data/view.main.55920">Global Status Report for Alcohol and Health</a>, da Organização Mundial da Saúde (OMS), citado no comunicado de Murthy, apontou que 47 países membros exigiam avisos de saúde e segurança em rótulos de bebidas alcoólicas em 2018, contra 31 em 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Irlanda é o primeiro país do mundo a exigir um alerta ligando qualquer nível de consumo de álcool ao câncer. A partir de 2026, será obrigatório que todas as garrafas de bebidas alcoólicas na República da Irlanda tragam essa advertência.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/fc39/live/b8e0c640-c9ef-11ef-852a-9106f8ff2cbf.png.webp" alt="Um rótulo de advertência em inglês que sugere que o álcool causa doenças hepáticas e câncer."/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto, A partir de 2026, todas as garrafas de bebidas alcoólicas na Irlanda devem ter este rótulo, que diz &#8216;beber álcool causa doenças hepáticas&#8217; e &#8216;há uma ligação direta entre o consumo de álcool e cânceres fatais&#8217;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Coreia do Sul também exige advertências específicas sobre câncer em bebidas alcoólicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos EUA, o Congresso precisa aprovar alterações nos rótulos de advertência, que não são atualizados desde 1988. Não está claro se a administração Trump apoiaria a mudança proposta por Murthy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos países também revisaram os limites recomendados de consumo após novos estudos apontarem que nenhuma quantidade de álcool é segura para beber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Canadá, por exemplo, revisou sua recomendação de quase duas doses por dia para duas por semana no ano passado.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141525" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141525" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nos EUA, recomenda-se no máximo duas doses por dia para homens e uma para mulheres. No Reino Unido, o limite é de 14 &#8220;unidades&#8221; de álcool por semana – cerca de seis taças de vinho ou seis pints de cerveja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações de empresas de bebidas alcoólicas listadas nos EUA – incluindo a Diageo, maior fabricante de destilados do mundo – caíram até 4% após o anúncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50077227">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</a> alterou a regra&nbsp;para a rotulagem nutricional de alimentos em 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, todo fabricante que vende produtos com alto teor de açúcar adicionado, sódio e gorduras saturadas tem de fornecer essa informação na frente da embalagem, na forma de uma lupa. Na parte de trás da embalagem, é obrigatória a declaração de açúcares totais ou adicionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso vale para todos os alimentos e bebidas, com exceção das alcoólicas, que têm a tabela nutricional voluntária e estão liberados para declarar apenas o valor energético total do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC / Getty ImagesLegenda da foto, Novos estudos indicam que nenhuma quantidade de álcool é segura para consumo</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DO PROJETO SAMBA DA PRAÇA NASCE A RODA DA PRAÇA É NOSSA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/hCYEGfB7ZLk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua/">Bebidas alcoólicas deveriam ter alerta de câncer como cigarros, diz autoridade de saúde dos EUA</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/bebidas-alcoolicas-deveriam-ter-alerta-de-cancer-como-cigarros-diz-autoridade-de-saude-dos-eua/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tratamento contra hipertensão pode diminuir o risco de demência, aponta estudo internacional</title>
		<link>https://ipiracity.com/tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional</link>
					<comments>https://ipiracity.com/tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 04:30:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensao]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[tratmento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=138290</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores brasileiros que participaram da análise de pacientes em 15 países destacam potencial do programa de acompanhamento de diabete e hipertensão do SUS na prevenção da demência Por Julio Bernardes &#8211; Domingo,17 de novembro de 2024 Idosos que fazem tratamento com medicação para hipertensão têm menor risco de desenvolver demência do que aqueles que não [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional/">Tratamento contra hipertensão pode diminuir o risco de demência, aponta estudo internacional</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Pesquisadores brasileiros que participaram da análise de pacientes em 15 países destacam potencial do programa de acompanhamento de diabete e hipertensão do SUS na prevenção da demência</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por Julio Bernardes &#8211; Domingo,17 de novembro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idosos que fazem tratamento com medicação para hipertensão têm menor risco de desenvolver demência do que aqueles que não se tratam. A conclusão é de uma análise que reuniu os dados de 17 estudos populacionais, abrangendo 34.519 participantes em 15 países, feita pelos cientistas do&nbsp;Cohort Studies of Memory in an International Consortium&nbsp;(Cosmic), grupo que estuda fatores de risco, proteção e biomarcadores do envelhecimento cognitivo e demência. O&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1212/WNL.0000000000209715" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>artigo&nbsp;com os resultados</strong></a>&nbsp;do trabalho foi publicado pela revista científica&nbsp;<em>Neurology</em>&nbsp;em 14 de agosto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="155" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1.png" alt="" class="wp-image-137908" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1-300x45.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/11/patroci-1-768x116.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) participou da pesquisa com o estudo populacional&nbsp;<em>São Paulo Ageing &amp; Health Study</em>&nbsp;(SPAH), realizado com pessoas acima de 65 anos, o qual apontou que em 26,3% dos pacientes a hipertensão não era tratada. Os pesquisadores do IPq destacam o potencial do programa de acompanhamento de diabete e hipertensão do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hiperdia, para demonstrar à população brasileira a importância da prevenção dessas doenças, como também da demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A multimorbidade, ou seja, ter várias doenças crônicas ao mesmo tempo, é um problema de saúde cada vez mais frequente no Brasil e no mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Ela dificulta o tratamento, piora a qualidade de vida e aumenta o número de mortes prematuras”, afirma ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;a pesquisadora Marcia Scazufca, do IPq, uma das integrantes do grupo que elaborou o artigo.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A hipertensão arterial sistêmica [HAS] ou ‘pressão alta’, além de ser a doença crônica mais prevalente entre adultos e idosos, é o fator de risco modificável mais importante para outras comorbidades, como distúrbios cardiovasculares e demência”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da inconsistência dos resultados, os pesquisadores associados ao Cosmic realizaram uma análise que combinou dados de 17 estudos populacionais, abrangendo 34.519 participantes residentes nos 15 países do consórcio (Estados Unidos, Brasil, Austrália, China, Coreia, Singapura, República Centro Africana, República do Congo, Nigéria, Alemanha, Espanha, Itália, França, Suécia e Grécia).&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241108_profa-300x300.jpg" alt="Mulher branca, de meia-idade, com olhos escuros e cabelos ruivos, de comprimento médio, usando blusa roxa, tendo ao fundo prateleiras com papeis numa parede bege" class="wp-image-825270" style="width:152px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Marcia Scazufca &#8211; Foto: FAPESP</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Prevenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“O critério para a análise foi não ter demência na inclusão do estudo e ter diagnóstico confiável de hipertensão”, descreve a pesquisadora. “A avaliação de demência foi realizada pelo menos duas vezes, no começo e no seguimento do estudo, em média 4,4 anos após a análise inicial.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando todos os estudos, a maioria (58,4%) dos participantes eram mulheres e a idade média foi de 72,5 anos. “Como esperado, a prevalência de hipertensão foi alta, considerando todos os 17 estudos, chegando a 60,1%, cerca de dois terços dos participantes. As pessoas analisadas foram divididas em três grupos: 35,5% eram saudáveis, 50,3% tinham hipertensão e recebiam tratamento, 9,8% não se tratavam e 4,4% tinham diagnóstico inconclusivo”, relata Marcia Scazufca. “Participantes com hipertensão que não faziam tratamento com medicações anti-hipertensivas tiveram aproximadamente 42% maior risco de ter demência quando comparados a idosos que tinham hipertensão e recebiam tratamento. Este resultado foi observado para participantes de qualquer idade a partir dos 60 anos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora salienta que o estudo brasileiro de base populacional (SPAH) faz parte da análise feita pelo consórcio Cosmic, e contribuiu para as análises apresentadas no artigo. “O trabalho incluiu 2.072 pessoas com 65 anos ou mais, residentes em áreas de baixa renda da região oeste de São Paulo, algumas muito próximas do campus da USP na Cidade Universitária”, descreve. “Entre os participantes, 60,6% eram mulheres, aproximadamente 70% tinham entre 65 e 74 anos, 50% tinham renda de um e meio salário mínimo e 90% apresentavam até três anos de escolaridade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência de hipertensão no grupo de idosos analisado foi de 80,4% e, entre eles, aproximadamente três quartos faziam tratamento com medicação hipertensiva. “No entanto, um quarto dos idosos com hipertensão não fazia tratamento, que o artigo sugere como um dos muitos fatores ao longo da vida que aumentam o risco do desenvolvimento da demência”, destaca a pesquisadora. “Educar a população e os profissionais de saúde sobre as vantagens do tratamento da hipertensão, entre eles a prevenção da demência, é fundamental para melhorar a oferta e adesão aos tratamentos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demência é uma doença crônica progressiva que ainda não tem tratamento. “A prevenção dos seus fatores de risco ainda é a melhor forma de prevenir ou retardar o seu início”, observa. “Apesar de uma minoria dos participantes do SPAH (26,3%) não estarem recebendo tratamento para hipertensão, eles estavam mais expostos a um fator de risco que poderia ser prevenido.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A educação em saúde, parte importante do Hiperdia, pode informar a população sobre a relevância do tratamento da hipertensão também para a prevenção da demência, além de outras doenças crônicas”, aponta. Para a pesquisadora, a educação em saúde é o primeiro passo para a população e os profissionais de saúde entenderem e aderirem a intervenções baseadas em evidências. “A principal mensagem deste artigo é que o tratamento da hipertensão é importante para a prevenção da demência em todas as fases da vida”, conclui a pesquisadora do IPq.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo SPAH recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Wellcome Trust, instituição de apoio à pesquisa do Reino Unido. Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho são Marcia Scazufca, Paulo Rossi Menezes, da FMUSP, e Homero Pinto Valada, da FMUSP e do IPq.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: scazufca@usp.br, com Marcia Scazufca</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Pesquisa revela que entre pessoas com mais de 60 anos os portadores de hipertensão que não faziam tratamento da doença tiveram aproximadamente 42% maior risco de ter demência quando comparados aos que eram tratados – Foto:<a href="https://www.freepik.com/free-photo/older-person-checking-their-blood-pressure-with-tensiometer_44119123.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=29&amp;uuid=d9ced48a-e620-4bb7-86a0-ac7eee3aa4c8">Freepik</a> / Arte: Simone Gomes<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CAGE MASTERS BRASIL II" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/7VewKoE-uvs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional/">Tratamento contra hipertensão pode diminuir o risco de demência, aponta estudo internacional</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/tratamento-contra-hipertensao-pode-diminuir-o-risco-de-demencia-aponta-estudo-internacional/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bahia vai receber 72 mil doses de nova vacina contra Covid-19</title>
		<link>https://ipiracity.com/bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19</link>
					<comments>https://ipiracity.com/bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jun 2024 12:41:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[portalipiracity]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[XBB]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=123197</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sábado, 01/06/2024 &#8211; 09h00 Por Redação Na próxima segunda-feira (3), a Bahia receberá 72 mil doses da XBB, vacina mais recente contra Covid-19, produzida pela Moderna. O novo imunizante é mais eficaz no combate à variante XBB.1.5, responsável, atualmente, pelo maior número de casos e de internações no Brasil e no exterior. A vacina estará disponível, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19/">Bahia vai receber 72 mil doses de nova vacina contra Covid-19</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 01/06/2024 &#8211; 09h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Redação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima segunda-feira (3), a Bahia receberá 72 mil doses da XBB, vacina mais recente contra Covid-19, produzida pela Moderna. O novo imunizante é mais eficaz no combate à variante XBB.1.5, responsável, atualmente, pelo maior número de casos e de internações no Brasil e no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vacina estará disponível, inicialmente, apenas para os grupos prioritários: Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos; pessoas de 60 anos ou mais; pessoas vivendo em instituições de longa permanência; pessoas imunocomprometidas; indígenas vivendo em terra Indígena; indígenas vivendo fora da terra Indígena; ribeirinhos; quilombolas; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A esperança nos move" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/xe2DT3egD_c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para que possa ser imunizado com a nova vacina, é necessário que a pessoa tenha tomado a última dose há mais de três meses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 17,79% da população baiana está imunizada com a bivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados da cobertura vacinal com a bivalente reforçam a necessidade de um esforço conjunto. Vamos precisar que todos atuem ativamente para conquistarmos índices melhores e o Cosems estará atuando ao lado dos municípios”, afirmou Stela Souza, presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems/BA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas a partir de 5 anos de idade que não fazem parte dos grupos prioritários e nunca foram vacinadas, terão a oportunidade de se vacinar com o esquema primário (uma dose da vacina Covid-19 XBB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">DISTRIBUIÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), após a chegada das vacinas, a distribuição será iniciada no mesmo dia e todos os municípios receberão, ao menos, 20 doses do imunizante. O quantitativo e a distribuição das doses foi acordado durante uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que conta com a participação de todos os 417 municípios baianos e do Estado, nesta sexta-feira (31).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O imunizante, distribuído pelo Ministério da Saúde, necessita de condições especiais de armazenamento, temperatura entre -15° C e -50° C, e possui validade de 30 dias quando retirado de ambiente controlado. Para garantir o armazenamento e distribuição célere, o Governo da Bahia preparou uma operação logística com a distribuição em parceria o Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer), a aquisição de 44 ultrafreezers para armazenamento e o apoio institucional do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems/BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Governo da Bahia vem investindo e trabalhando para que os problemas relacionados à Covid fiquem no passado. Mas, para isso, precisamos da contribuição da nossa população. Reforço o pedido para que todos se vacinem, é essencial para que sigamos avançando no combate ao Covid, ainda mais que o período de maior ocorrência de síndromes respiratórias está se aproximando”, afirmou a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A nova vacina XBB confere uma maior proteção e eficácia, pois atua na cepa que tem registrado maior circulação no cenário epidemiológico atual. Assim, a gente espera avançar na vacinação contra Covid na Bahia”, afirmou Vânia Rebouças, coordenadora de Imunização do Estado. Informações do Bahia notícias.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Bate Papo com pré-candidato a vereador Albert Mascarenhas - União Brasil" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/zRpRiDnubjE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19/">Bahia vai receber 72 mil doses de nova vacina contra Covid-19</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/bahia-vai-receber-72-mil-doses-de-nova-vacina-contra-covid-19/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nova estratégia para tratar doença inflamatória intestinal tem efeitos positivos em animais</title>
		<link>https://ipiracity.com/nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais</link>
					<comments>https://ipiracity.com/nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 06:44:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[IC]]></category>
		<category><![CDATA[inflamacao]]></category>
		<category><![CDATA[inflamacao instestinal]]></category>
		<category><![CDATA[Ipira]]></category>
		<category><![CDATA[ipiracity]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[portalipiracity]]></category>
		<category><![CDATA[Proteina]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[TNFa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=120380</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uso de anticorpo monoclonal reduziu sintomas e levou ao desaparecimento da colite ulcerativa, recuperando as células do sistema nervoso envolvidas no funcionamento do intestino Texto: Júlio BernardesArte: Diego Facundini* Segunda, 29 de abril de 2024 Uma das estratégias mais recentes para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais (DII), como a colite ulcerativa e a doença [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais/">Nova estratégia para tratar doença inflamatória intestinal tem efeitos positivos em animais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uso de anticorpo monoclonal reduziu sintomas e levou ao desaparecimento da colite ulcerativa, recuperando as células do sistema nervoso envolvidas no funcionamento do intestino</p>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Júlio Bernardes<br>Arte: Diego Facundini*</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 29 de abril de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das estratégias mais recentes para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais (DII), como a colite ulcerativa e a doença de Crohn é analisada em pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Em um trabalho de revisão de artigos científicos, os pesquisadores verificaram que o medicamento Adalimumabe, em testes com animais, conseguiu reduzir sintomas e levar ao desaparecimento da colite ulcerativa. O medicamento, que age sobre a citocina Fator de Necrose Tumoral alfa (TNFa), proteína responsável pela atividade das células de defesa e que promove a inflamação no intestino, conseguiu recuperar as células do sistema nervoso entérico envolvidas no funcionamento do órgão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostra que a incidência de DII, distúrbios que afetam o sistema digestório, é crescente no Brasil, especialmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Nas áreas urbanas ocorrem 90% dos casos, possivelmente devido a mudanças no padrão de vida nas últimas décadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desequilíbrio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“A doença de Crohn, assim como a colite ulcerativa, é uma doença inflamatória intestinal (DII), distúrbio que afeta o sistema digestório”, explica a professora Patricia Castelucci, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, uma das responsáveis pela pesquisa. “A colite é caracterizada por uma complexa relação entre fatores genéticos, imunológicos, ambientais e da própria microbiota intestinal, que resultam em um desequilíbrio nos mecanismos de defesa do organismo, levando a uma resposta imune exagerada e inadequada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os pacientes apresentam desequilíbrios das funções intestinais, acompanhada de perda de peso e diarreia com sangue, porém, a doença de Crohn se distingue pela ocorrência de um distúrbio segmentar que pode afetar todo o trato gastrintestinal”, observa a professora. “O levantamento de dados sobre a ocorrência de DII aponta que no Brasil não se pode mais considerar essas doenças como raras, levando em conta o aumento gradual de suas frequências nos últimos anos, onde é chamada a atenção para os Estados de São Paulo e Minas Gerais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Patrícia Castelucci, principalmente no Estado de São Paulo, as pesquisas demonstram que 91% dos casos de DII estão associados a pessoas de etnia branca e 90% dos casos aconteceram em áreas urbanas. “Isso mostra que as incidências da doença podem estar relacionadas a mudanças no padrão de vida nas últimas décadas”, aponta. “As estratégias de tratamento incluem medicamentos direcionados a receptores associados ao controle da dor, opioides, serotoninérgicos, dopaminérgicos e colinérgicos, em um esforço para melhorar os sintomas relacionados à doença”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/04/20240424_patricia.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-747693" style="width:136px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Patrícia Castelucci &#8211; Foto: ICB</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Quando o tecido é acometido por lesão ou doenças e está em desequilíbrio, uma resposta imunológica é regulada por uma série de enzimas e citocinas, entre elas o Fator de Necrose Tumoral alfa (TNFa), que desempenha papéis importantes na promoção da inflamação, inclusive nos casos de DII”, relata a professora do ICB. “A pesquisa analisou em camundongos os efeitos da colite ulcerativa experimental e o tratamento com o anti-TNFa (Adalimumabe) nas classes neuronais que compõem o sistema nervoso entérico, como os neurônios motores excitatórios envolvidos na contração intestinal e os neurônios motores inibitórios envolvidos no relaxamento da víscera”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/04/20240424_NOSn-ChAT.jpg?fit=1454%2C544&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-748915"/><figcaption class="wp-element-caption">Imagem de gânglio entérico, conjunto de neurônios que atuam no funcionamento do trato intestinal; à esquerda, neurônios imunorreativos a enzima óxido nítrico sintase neuronal (NOSn), e à direita, neurônios positivos para a enzima acetilcolinatransferase (ChAT), regulando sua atuação – Imagem: Cedida pelos pesquisadores</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Anticorpos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os pesquisadores, a aplicação de anticorpos visando a neutralização do TNFa em pacientes com DII induziu a redução ou desaparecimento da doença em grande parte dos pacientes. “O Adalimumabe foi o medicamento testado no estudo, demonstrou eficácia e segurança no tratamento da colite ulcerativa moderada à grave”, descreve Patrícia Castelucci. “A remissão clínica foi observada em aproximadamente 40% dos pacientes na 8ª e 26ª semana, e em quase um quarto dos pacientes após um ano de acompanhamento, porém não havia ainda sido descrito o efeito sobre as diferentes classes dos neurônios entéricos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O tratamento no estudo experimental foi eficaz na recuperação dos animais referente à perda de peso, consistência das fezes e sangue nas mesmas, características clínicas encontradas em pacientes que sofrem com colite ulcerativa’, destaca a professora. “Além disso, as classes neuronais que compõem o intestino se recuperaram com o uso do medicamento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada por Roberta Figueiroa de Souza, doutoranda do Programa de Pós-graduação de Biologia de Sistemas do ICB. O estudo teve a colaboração do pesquisador Felipe Alexandre Machado e da professora Patricia Castelucci, do Departamento de Anatomia do ICB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo de revisão&nbsp;<a href="https://doi.org/10.3748/wjg.v29.i18.2733" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Study of tumor necrosis factor receptor in the inflammatory bowel disease</em></a>&nbsp;foi publicado na revista científica&nbsp;<em>World Journal ou Gastroenterlogy</em>&nbsp;em maio de 2023. O trabalho teve apoio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: e-mail pcastel@usp.br, com a professora Patrícia Castelucci</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiário sob supervisão de Moisés Dorado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / A colite ulcerativa desequilibra mecanismos de defesa do organismo, levando a resposta imune exagerada. Doença de Crohn pode afetar todo o funcionamento do trato gastrointestinal &#8211; Fotomontagem Jornal da USP/Diego Facundini &#8211; Fotos: Freepik</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Juventude x Campo Verde - Final do Campeonato Municipal de Quixabeira 2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dvnBr_N77-A?start=12&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais/">Nova estratégia para tratar doença inflamatória intestinal tem efeitos positivos em animais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/nova-estrategia-para-tratar-doenca-inflamatoria-intestinal-tem-efeitos-positivos-em-animais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer de Rim</title>
		<link>https://ipiracity.com/cancer-de-rim-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cancer-de-rim-2</link>
					<comments>https://ipiracity.com/cancer-de-rim-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 20:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de rim]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[health]]></category>
		<category><![CDATA[Medicos]]></category>
		<category><![CDATA[Pfizer]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[supra renais]]></category>
		<category><![CDATA[Urologista]]></category>
		<category><![CDATA[urology]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=117994</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segunda, 1 de abril de 2024 Os rins são responsáveis por eliminar substâncias metabolizadas pelo organismo, manter o equilíbrio de água e sais do corpo, fabricar hormônios que estimulam a produção de glóbulos vermelhos, além de ajudar na regulagem da pressão arterial. O câncer de rim é mais frequente em pessoas de 50 a 70 [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/cancer-de-rim-2/">Câncer de Rim</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 1 de abril de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os rins são responsáveis por eliminar substâncias metabolizadas pelo organismo, manter o equilíbrio de água e sais do corpo, fabricar hormônios que estimulam a produção de glóbulos vermelhos, além de ajudar na regulagem da pressão arterial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de rim é mais frequente em pessoas de 50 a 70 anos e, no Brasil, ele já está entre os 13 tipos mais frequentes de câncer, registrando em 2020 cerca de 12 mil casos e mais de 4 mil mortes. Saiba quais as possíveis causas da doença e quais os tratamentos necessários.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Há cinco principais tipos de câncer de rim</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carcinoma de Células Renais Claras</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;é o mais comum, presente em cerca de 70% a 90% dos casos. Ele é originado no tubo responsável por filtrar as impurezas do sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carcinoma Papilar de Células Renais</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;representa entre 10% a 15% dos casos. Ele é pequeno, pouco palpável, mas pode bloquear a urina e vias urinárias, além de causar dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carcinoma Cromófobo de Células Renais</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;responsável por 4% a 5% dos casos, esse câncer não pode ser visto em exames sem cor e reage apenas a corantes azul escuro ou roxo. Ele tende a ser menos agressivo que os outros tipos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ductos Coletores</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;é um tipo raro, porém agressivo, e representa apenas 1% dos casos. Ele se origina em uma das estruturas do rim, chamado tubo de Bellini.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sarcomatoides</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;também é raro e agressivo, representando 1% dos casos. As características são parecidas com as do carcinoma renal de células claras.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Causas do câncer de rim</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As causas do câncer de rim ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos apontam que o hábito de fumar é um importante fator de risco. Outros fatores que podem desencadear seu início são:</p>



<ul class="wp-block-list" id="i5vab">
<li>Contato com materiais utilizados em indústrias, como o cádmio, asbestos, chumbo e hidrocarbonetos aromáticos;</li>



<li>Hemodiálise;</li>



<li>Obesidade;</li>



<li>Histórico familiar;</li>



<li>Hipertensão;</li>



<li>Doença de Von Hippel-Lindau, que é genética e rara, caracterizada pela formação de tumores com muita vascularização em várias partes diferentes do corpo.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Sinais e sintomas mais frequentes do câncer de rim</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase inicial, o câncer de rim não costuma apresentar sinais e sintomas, mas em algumas pessoas o tumor pode causar:</p>



<ul class="wp-block-list" id="iv3o2f">
<li>Dor na parte lateral da barriga e nas costas;</li>



<li>Sangue na urina;</li>



<li>Inchaço abdominal;</li>



<li>Perda de peso.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção</strong>:&nbsp;esses sinais e sintomas podem ser provocados por uma série de problemas de saúde, não apenas pelo câncer renal. Mas é importante procurar o médico o quanto antes para ele identificar as causas e indicar o melhor tratamento para o caso.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como o câncer de rim é diagnosticado?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte dos tumores renais é diagnosticada por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por não apresentar sinais e sintomas no início, o câncer de rim, geralmente, é detectado por acaso. O paciente é levado a realizar os exames por um outro motivo e, por acaso, acaba descobrindo um tumor. Quando diagnosticado precocemente, o câncer renal tem grandes chances de cura.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tratamentos para o câncer de rim</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A remoção cirúrgica do rim costuma ser o tratamento de escolha para os tumores localizados, restritos à área do rim. Caso o tumor tenha menos de quatro centímetros e as condições clínicas sejam favoráveis, é possível remover apenas a área afetada, preservando o rim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento com quimioterapia não tem apresentado resultados satisfatórios. Entretanto, novas drogas, mais eficazes para combater o tumor renal vêm sendo pesquisadas no mundo todo, como tratamento com imonuterapia, que ajuda no controle e regressão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia tem sido a melhor alternativa para controlar a dor e a extensão da doença em tumores renais avançados e/ou metastáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informação:&nbsp;</strong>Você sabia que a Pfizer possui um programa de suporte para pacientes? Descubra mais informações sobre o programa e seus benefícios e dicas para uma melhor qualidade de vida. Acesse:&nbsp;<a href="https://www.muitobemvindo.com.br/">https://www.muitobemvindo.com.br/</a></p>



<h4 class="wp-block-heading">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list" id="inf72j">
<li><a href="http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatistica-para-cancer-de-rim/6844/239/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatistica-para-cancer-de-rim/6844/239/</a>&nbsp;&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-rim/1806/239/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-rim/1806/239/</a>&nbsp;&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="https://hospitaldeamor.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-rim</a>&nbsp;&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="https://hospitaldeamor.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-rim/95-paciente/tipos-de-cancer/cancer-de-rim/182-tipos-de-tumores-renais</a>&nbsp;&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/blog/urologia/cancer-de-rim-saiba-mais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/nucleo-avancado-urologia/Paginas/cancer-rim.aspx</a>&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="https://medlineplus.gov/genetics/condition/von-hippel-lindau-syndrome/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://ghr.nlm.nih.gov/condition/von-hippel-lindau-syndrome</a>&nbsp;&#8211; acesso em 29/04/2019</li>



<li><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/cancer-renal-esta-entre-os-14-mais-incidentes-do-mundo-conheca-os-sintomas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/06/18/cancer-renal-esta-entre-os-14-mais-incidentes-do-mundo-conheca-os-sintomas&nbsp;</a>&#8211; acesso em 06/07/2021</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Pfizer.com.br / Foto Pfizer</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Câncer de rim" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/aRhQQyV4zWc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cancer-de-rim-2/">Câncer de Rim</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/cancer-de-rim-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quanto falta para conseguirmos ler pensamentos, segundo a Ciência</title>
		<link>https://ipiracity.com/quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia</link>
					<comments>https://ipiracity.com/quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2024 04:03:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[FDA]]></category>
		<category><![CDATA[ler pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Telepatia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=114122</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 29 de janeiro,&#160;Elon Musk postou em sua rede social X, antigo Twitter, sobre o sucesso da primeira intervenção cirúrgica para implante de um dispositivo desenvolvido por sua start-up Neuralink em um humano. O nome do dispositivo: Telepathy (Telepatia). Na comunidade científica, estávamos atentos aos trabalhos da equipe de&#160;Elon Musk&#160;desde que, em setembro de 2023, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia/">Quanto falta para conseguirmos ler pensamentos, segundo a Ciência</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Javier Díaz Dorronsoro</strong></li>



<li>Role,<strong>The Conversation*</strong></li>



<li>Quinta, 22 de fevereiro de 2024</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em 29 de janeiro,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd182g1gp27o">Elon Musk postou em sua rede social X</a>, antigo Twitter, sobre o sucesso da primeira intervenção cirúrgica para implante de um dispositivo desenvolvido por sua start-up Neuralink em um humano. O nome do dispositivo: Telepathy (Telepatia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comunidade científica, estávamos atentos aos trabalhos da equipe de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cvmzxmgvrw9t">Elon Musk</a>&nbsp;desde que, em setembro de 2023, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos confirmou que o dispositivo poderia ser implantado em humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a aprovação da FDA, a Neuralink implantou o Telephaty em uma pessoa escolhida entre um grupo de voluntários com tetraplegia e esclerose lateral amiotrófica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De início, podemos dizer que o implante foi um sucesso. Mas para conhecer os resultados será necessário acompanhar de perto um estudo que promete ser longo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-indiscutível-avanço-tecnológico-do-Telepathy">O indiscutível avanço tecnológico do Telepathy</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que a equipe de Elon Musk conseguiu é muito revolucionário do ponto de vista tecnológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Telepathy carrega uma bateria que é recarregada externamente e dispõe de 1.024 eletrodos, distribuídos em 64 fios, que transmitem, de forma wireless, as medidas da atividade cerebral. O fato de ter sido aprovado pela FDA endossa o rigor com que foi produzido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que o Telepathy consiga medir os sinais cerebrais relacionados ao movimento em pessoas com mobilidade reduzida, e que os sinais sirvam para comandar o movimento de uma prótese ou interagir com um computador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas um sinal muscular não equivale, de forma alguma, a um pensamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que se conhece como interface cérebro-máquina, mas isso não é telepatia. Verdadeiramente revolucionário seria se o dispositivo Neuralink reconhecesse a atividade neuronal que o pensamento gera. E isso provavelmente nunca será alcançado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Zona-obscura">Zona obscura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Qual é o desafio que enfrentamos quando tentamos medir sinais do cérebro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio é a escuridão em que o observador se encontra depois que um neurônio é ativado. Isso não acontece com outros tipos de células, como por exemplo uma célula muscular do coração (miócito).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para medir a atividade elétrica de um neurônio e de um miócito utiliza-se a mesma tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quando um miócito &#8220;dispara&#8221;, o observador pode relacionar diretamente o sinal elétrico com a contração da célula muscular. E, assim, entende o efeito da contração, pois observa que a contração de todos os miócitos do coração fazem com que o sangue circule pelo corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não acontece quando observamos o disparo de um neurônio. Nesse caso, o observador não verifica nenhuma mudança significativa, porque o pensamento gerado não é visível: o disparo do neurônio se perde na escuridão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/b981/live/989e7720-cf1c-11ee-9a5b-e35447f6c53b.jpg" alt="Um técnico ajusta um dispositivo de interface cérebro-máquina para um paciente paraplégico"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,A interface cérebro-máquina permite que pessoas com mobilidade reduzida recebam sinais do cérebro que estimulam seus músculos</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="Os-estimuladores-cerebrais-profundos">Os estimuladores cerebrais profundos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Já existem dispositivos que são implantados dentro ou muito próximo ao cérebro e que interagem com ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo são os implantes cocleares, dispositivos com estimuladores localizados na cóclea (estrutura do ouvido interno). Eles são usados por pessoas que não têm as células responsáveis por transformar os sinais acústicos que chegam do exterior nos sinais elétricos que reconhecemos como sons.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O implante recorre a pequenos microfones localizados na orelha e envia os sons recolhidos para eletrodos espalhados ao longo da cóclea. Aí estamos agindo muito perto do cérebro, chegando ao nervo auditivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dispositivo que atua, desta vez sim, dentro do cérebro &#8211; e que também está devidamente aprovado &#8211; é o estimulador cerebral profundo. Ele começou a ser usado para tratar o Parkinson e, mais tarde, teve seu uso expandido para outras patologias, como a obesidade mórbida ou a depressão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/93a7/live/f9687dc0-cf1d-11ee-8f28-259790e80bba.jpg" alt="Uma criança com implante coclear"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Os implantes cocleares são um exemplo de dispositivos colocados muito próximos do cérebro</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="Inutilizar-neurônios-sem-realmente-saber-como-funcionam">Inutilizar neurônios sem realmente saber como funcionam</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com estes dispositivos, atua-se em núcleos profundos do cérebro. Mas ainda sabemos bem como o órgão funciona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dispositivo usado para controlar os distúrbios motores na doença de Parkinson (e não não para curar a doença), por exemplo, foi desenvolvido sabendo que era melhor inutilizar um grupo de neurônios do que deixá-los como estão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse dispositivo permitiu que, em vez de praticar uma ablação (isto é, queimar as células), os neurônios fossem inutilizados através da aplicação constante de pulsos elétricos que os bloqueassem. E é possível reverter o efeito ao parar o dispositivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o trabalho para entender em profundidade as conexões entre os diferentes núcleos relacionados ao movimento, e descobrir por que um estimulador cerebral profundo funciona, continua.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e571/live/5065c740-cf1e-11ee-8f28-259790e80bba.jpg" alt="Uma cirurgia de estimulação cerebral profunda"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Para tratar a doença de Parkinson, certos neurônios são inativados através de estimulação cerebral profunda</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="E-o-que-há-para-medir-o-pensamento">E o que há para medir o pensamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento estamos longe de medir o pensamento, as intenções, as memórias ou os desejos. Com esse tipo de dispositivo, não podemos saber o que as pessoas estão pensando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com dispositivos já muito reconhecidos, como os estimuladores profundos, não há clareza sobre por que funcionam (não como funcionam) e qual efeito têm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As controvérsias suscitadas pelo implante do chip de Elon Musk são compreensíveis. O funcionamento do cérebro nos intriga. Parece que é no cérebro que se encontra a nossa intimidade mais profunda e queremos respeitá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não desejamos que outras pessoas nos controlem. Mas, por enquanto, que leiam nossa mente ou possam influenciar nosso pensamento, não é algo para se preocupar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que será possível relacionar a atividade neuronal com os nossos pensamentos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo indica que haverá progresso na interação com as máquinas, mas não será baseado na relação entre a atividade neuronal e o pensamento. Entre outras coisas, porque nem sequer temos muito claro o que é pensar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que o pensamento escapa à física e não é possível medi-lo?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Javier Díaz Dorronsoro é professor de Instrumentação Biomédica na Universidade de Navarra, Espanha. O artigo original foi publicado no </em>The Conversation <em>e pode ser lido </em><a href="https://theconversation.com/a-que-distancia-estamos-cientificamente-de-leer-los-pensamientos-222823"><em>aqui</em></a><em>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC / GETTY IMAGESLegenda da foto, Já existem dispositivos que são implantados dentro ou muito próximo ao cérebro e que interagem com ele</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Crianças com atraso na fala" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/mem1C2glJRU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia/">Quanto falta para conseguirmos ler pensamentos, segundo a Ciência</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/quanto-falta-para-conseguirmos-ler-pensamentos-segundo-a-ciencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vacina de mRNA traz esperança para tratamento do câncer</title>
		<link>https://ipiracity.com/vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer</link>
					<comments>https://ipiracity.com/vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2024 00:04:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[mRNA]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=112346</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gudrun Heise &#8211; Sábado, 3 de fevereiro de 2024 Uma vacinação terapêutica com mRNA pode ajudar o sistema imunológico a reconhecer e eliminar um tumor, prevenindo eventuais recidivas – e isso com efeitos colaterais mínimos. Ainda não existe uma vacina contra o câncer, e sim contra infecções capazes de levar ao desenvolvimento de determinados tipos de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer/">Vacina de mRNA traz esperança para tratamento do câncer</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Gudrun Heise &#8211; Sábado, 3 de fevereiro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vacinação terapêutica com mRNA pode ajudar o sistema imunológico a reconhecer e eliminar um tumor, prevenindo eventuais recidivas – e isso com efeitos colaterais mínimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não existe uma vacina contra o <a href="https://www.dw.com/pt-br/c%C3%A2ncer/t-65579031">câncer</a>, e sim contra infecções capazes de levar ao desenvolvimento de determinados tipos de tumor. É o caso, por exemplo, do perigoso câncer do colo do útero. Por trás desta doença grave está o Vírus do Papiloma Humano (<a href="https://www.dw.com/pt-br/a-import%C3%A2ncia-da-vacina-contra-o-hpv-tamb%C3%A9m-para-homens/a-59041073">HPV</a>), e <a href="https://www.dw.com/pt-br/vacina-contra-hpv-reduz-risco-de-c%C3%A2ncer-do-colo-de-%C3%BAtero-diz-estudo/a-59724268">contra ele há uma vacina</a>. A mera existência dela pode ser considerada um grande avanço.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="112348" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-112348" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic-1024x1024.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic-300x300.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic-150x150.png 150w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic-768x768.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/logo-ic.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa vacinação preventiva existe desde o início dos anos 2000 e protege contra infecções do HPV de alto risco. A infecção em si não provoca câncer, mas se o vírus se implanta permanentemente nas células da membrana mucosa, pode acabar desencadeando estágios pré-cancerígenos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo de vacina preventiva é contra o vírus da hepatite B, que protege contra tumores no fígado que podem se desenvolver a partir de uma hepatite B crônica. Segundo dados do Serviço de Informação sobre o Câncer da Alemanha, cerca de 4% de todos casos de câncer em nações industrializadas são atribuídos a infecções por vírus ou bactérias. Nos países em desenvolvimento, a proporção é ainda maior. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-5-1024x576.png" alt="" class="wp-image-112347" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-5-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-5-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-5-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O Vírus do Papiloma Humano (HPV) pode levar ao câncer do colo do útero<small>Foto: Gladden W. Willis/picture-alliance</small><br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Vacinações terapêuticas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além destas duas vacinas preventivas recomendadas, existem vacinas terapêuticas que vêm sendo&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/haver%C3%A1-em-breve-uma-vacina-contra-o-c%C3%A2ncer/a-67345447">analisadas intensivamente</a>. Com elas, é possível tratar um câncer existente. Neste caso, vacinas de mRNA podem treinar o sistema imunológico, por exemplo, para o combate de&nbsp;células cancerosas, ensinando-o a reconhecê-las e eliminá-las de forma rápida e individual. E isso com efeitos colaterais mínimos. Para tanto, porém, é necessário preencher alguns pré-requisitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No ponto em que a ciência se encontra atualmente, vacinas de mRNA são principalmente uma opção quando o tecido tumoral já tiver sido amplamente removido do corpo através de uma operação, por exemplo. Então, com uma vacina de mRNA em combinação com outros ingredientes ativos, tem-se uma melhor chance de eliminar as células cancerosas que eventualmente tenham permanecido no corpo e que possam levar a uma recidiva&#8221;, explica Suzanne Weg-Remers, do Serviço de Informação sobre o Câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na melhor das hipóteses, portanto, a vacina de mRNA oferece ainda mais chances de cura para pacientes com câncer. Baseada na mesma tecnologia utilizada contra o vírus Sars-CoV-2 durante a <a href="https://www.dw.com/pt-br/covid-19/t-53216982">pandemia de covid-19</a>, a vacina de mRNA permite aos médicos adaptar individualmente a terapia de acordo com as características de cada tumor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O papel dos antígenos tumorais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Idealmente, as células cancerosas trazem em sua superfície características típicas que são raras ou até mesmo inexistentes em células sadias. Esses antígenos tumorais, como são chamados, servem de base para o desenvolvimento de vacinas contra as células cancerosas. O paciente recebe então uma vacina que desencadeia uma resposta imunológica contra os antígenos tumorais. O objetivo é ensinar o sistema imunológico a se defender contra células com esses antígenos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da vacina terapêutica de mRNA, os pesquisadores já puderam registrar os primeiros sucessos em estudos clínicos preliminares contra o melanoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Para 2024, está planejado um estudo clínico internacional com mil pacientes sobre a terapia com mRNA para melanoma maligno, ou seja, o câncer de pele. Ele será a base para uma aprovação [da vacina]&#8221;, diz Weg-Remers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros tipos de câncer que também serão analisados pelos pesquisadores são o câncer de cólon e o de pulmão, ambos entre as manifestações mais comuns da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vacina não é solução mágica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existem mais de 200 tipos de câncer e outros tantos subtipos que se diferenciam em suas propriedades moleculares. Encontrar agora a &#8216;fórmula mágica&#8217; capaz de prevenir ou tratar todos esses tipos diferentes através de uma vacina é muito difícil&#8221;, pondera Weg-Remers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Serviço de Informação sobre o Câncer, quase meio milhão de pessoas adoecem de câncer todos os anos só na Alemanha. Em 2021, quase 230 mil morreram em decorrência da doença. Por trás das estatísticas e&nbsp;de cada número&nbsp;estão pessoas, com seus destinos pessoais e todas as angústias que a palavra &#8220;câncer&#8221; desencadeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todos os avanços até agora, os pesquisadores fazem questão de frisar que o desenvolvimento da vacina ainda se encontra num estágio inicial. Resultados preliminares indicam que a&nbsp;vacinação pode ser eficaz contra o câncer, mas ainda faltam muitos ensaios clínicos de grandes proporções&nbsp;que comparem&nbsp;as novas abordagens com os tratamentos convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as condições da doença são bastante diversas: se em alguns casos, por exemplo, o tumor foi removido e restam apenas algumas células isoladas a serem combatidas, essa é uma condição completamente diferente da de quando já há metástase.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Acredito que o tratamento do câncer continuará sendo um tratamento em que diferentes métodos são combinados para se alcançar bons resultados&#8221;, afirma Weg-Remers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DW</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A importância de uma alimentação adequada na infância!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/riTXU_Kl42E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer/">Vacina de mRNA traz esperança para tratamento do câncer</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/vacina-de-mrna-traz-esperanca-para-tratamento-do-cancer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confira algumas das pesquisas em saúde mais aguardadas em 2024</title>
		<link>https://ipiracity.com/confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024</link>
					<comments>https://ipiracity.com/confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2024 17:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=109431</guid>

					<description><![CDATA[<p>Domingo, 07/01/2024 &#8211; 11h40 Por Stefhanie Piovezan &#124; Folhapress O ano de 2024 pode trazer respostas importantes para doenças como malária, Aids, e Parkinson, de acordo com as revistas Science e Nature Medicine.&#160; Na Science, que escolheu os medicamentos para a obesidade como a Revelação do Ano de 2023, a expectativa é que novos estudos permitam [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024/">Confira algumas das pesquisas em saúde mais aguardadas em 2024</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 07/01/2024 &#8211; 11h40</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Stefhanie Piovezan | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ano de 2024 pode trazer respostas importantes para doenças como malária, Aids, e Parkinson, de acordo com as revistas Science e Nature Medicine.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Science, que escolheu os medicamentos para a obesidade como a Revelação do Ano de 2023, a expectativa é que novos estudos permitam compreender a abrangência do tratamento com semaglutida e outros análogos ao GLP-1, hormônio relacionado à produção de insulina e à saciedade.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, as pesquisas apontam melhora na função cardíaca e na progressão da doença renal. Por outro lado, ainda não estão claros todos os efeitos colaterais e se o tratamento precisa ser contínuo -um estudo publicado em 2022 mostrou que, após um ano da interrupção dos medicamentos, os pacientes readquiriram dois terços do peso perdido, com alterações semelhantes nas variáveis cardiometabólicas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estão em andamento testes para dependência de drogas -é possível que os análogos ao GLP-1 se liguem a receptores no cérebro que interferem no desejo por outros prazeres além da comida- e para a doença de Alzheimer e Parkinson, aponta a revista.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Science também destaca os avanços no combate à malária. Em setembro, foi publicado como pré-print (ainda sem a revisão de outros cientistas) o resultado inicial de um ensaio de fase 3 da vacina R21/Matrix-M, desenvolvida pela Universidade de Oxford, envolvendo 4.800 crianças de Burkina Faso, Mali, Quênia e Tanzânia. A vacina se mostrou segura e eficaz e os resultados iniciais incentivaram a OMS (Organização Mundial da Saúde) a adicionar a R21 à sua lista de vacinas pré-qualificadas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Nature Medicine, as expectativas englobam 11 ensaios clínicos com possibilidade de impacto significativo na medicina, incluindo o estudo da R21/Matrix. A expectativa é que o imunizante tenha efeito prolongado e seja mais barato do que a Mosquirix, a primeira recomendada pela OMS.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação traz também em sua lista o uso de inteligência artificial como forma de reduzir o tempo para diagnóstico de câncer de pulmão &#8211;há um ensaio clínico em andamento com 150 mil pacientes do Reino Unido&#8211; e o estudo que propõe otimizar a estratégia de triagem da doença por tomografia computadorizada.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque é uma pesquisa sobre hipercolesterolemia familiar, em que mutações no gene PCSK9 provocam taxas elevadas do colesterol LDL. O ensaio heart-1 está testando um medicamento que atua no gene e, se bem-sucedido, diminuirá de forma duradoura o colesterol dos pacientes.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revista menciona ainda a pesquisa que avalia o uso de um aplicativo no cuidado a gestantes com depressão; o ensaio que envolve o transplante de neurônios dopaminérgicos derivados de células-tronco embrionárias em pacientes de 50 a 75 anos com doença de Parkinson moderada; o estudo que testa um modelo de inteligência artificial para triagem de pacientes que buscam atendimento de emergência; e a vacina VIR-1388, uma tentativa de prevenir a infecção pelo HIV.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, são aguardados para este ano os primeiros resultados do estudo que compara a eficácia de diferentes tratamentos para melanoma; da pesquisa sobre o uso do trastuzumabe deruxtecano para pacientes com câncer de mama avançado, com ou sem metástase cerebral; e de um modelo de intervenção para o cuidado da saúde mental de crianças de 0 a 5 anos sob a tutela de abrigos temporários.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Política ipiraense: uma projeção para 2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/-Vr3zX0IBIE?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024/">Confira algumas das pesquisas em saúde mais aguardadas em 2024</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/confira-algumas-das-pesquisas-em-saude-mais-aguardadas-em-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
