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	<title>cigarro eletrônico |</title>
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	<title>cigarro eletrônico |</title>
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		<title>Brasil pode perder R$ 13,7 bilhões por ano com contrabando de cigarro eletrônico, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>10 milhões de brasileiros consomem cigarros eletrônicos e sachês de nicotina regularmente; levantamento diz que ausência de regulação contribui com o crescimento do mercado ilegal O Brasil deixa de arrecadar R$ 13,7 bilhões em impostos estaduais e federais por ano devido ao comércio ilegal de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina, segundo estudo da Esem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">10 milhões de brasileiros consomem cigarros eletrônicos e sachês de nicotina regularmente; levantamento diz que ausência de regulação contribui com o crescimento do mercado ilegal<br><br>O Brasil deixa de arrecadar R$ 13,7 bilhões em impostos estaduais e federais por ano devido ao comércio ilegal de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina, segundo estudo da Esem (Escola de Segurança Multidimensional) da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com o Instituto Ipsos. Apenas no estado de São Paulo, o impacto é de R$ 3,83 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento, a maior parte do valor dos R$ 3,83 bilhões é atribuída aos cigarros eletrônicos, responsáveis por R$ 3,707 bilhões. Já os sachês de nicotina respondem por R$ 129,4 milhões do total não arrecadado no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aponta ainda que, mesmo proibidos ou sem regulação no país, esses produtos continuam em expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento é patrocinado pelo programa PMI IMPACT, financiado pela Philip Morris Brasil, que apoia projetos de organizações públicas, privadas e acadêmicas voltados ao combate ao comércio ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, mais de 2,57 milhões de brasileiros consomem cigarros eletrônicos e sachês de nicotina mensalmente ou trimestralmente em São Paulo. Além disso, 2,96 milhões relataram ter feito uso desses produtos ilegais nos últimos seis meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No país, são 10 milhões que consomem cigarros eletrônicos e sachês de nicotina mensalmente ou trimestralmente. Já os consumidores brasileiros que afirmaram ter utilizado esses produtos nos seis meses anteriores somam 15,4 milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também destaca os impactos do regime de proibição sobre os novos produtos de tabaco e nicotina. De acordo com a pesquisa, a ausência de regulação contribui diretamente para o crescimento do mercado ilegal, que movimenta, somente no estado de São Paulo, cerca de R$ 2,154 bilhões por ano. Nacionalmente, são R$ 7,81 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Leandro Piquet, coordenador da Esem e do IRI (Instituto de Relações Internacionais) da USP, diz que as redes criminosas têm encontrado no comércio ilegal uma fonte lucrativa e estratégica de financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O comércio ilícito de bens e serviços está sujeito a uma lógica econômica simples: se existe qualquer tipo de demanda, sempre haverá alguém, ou alguma organização, dedicada a atender essa demanda. O regime de proibição, em vez de eliminar os mercados de bens e serviços ilegais, acaba por transferi-los para a esfera do crime organizado, que se estrutura como agente econômico racional, em busca de lucro e controle territorial&#8221;, afirma o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMO O ESTUDO FOI DESENVOLVIDO?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram coletados a partir de uma amostra representativa de 3.000 pessoas adultas, com uma margem de erro total de 1,8% para o conjunto da população brasileira em todas as regiões e classes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Esem, a coleta de dados foi realizada por meio de uma estratégia híbrida, que combinou entrevistas online via painel e abordagens presenciais em domicílios, refletindo a proporção real da população por meio da aplicação de cotas demográficas baseadas em dados do IBGE (Instituto Brasileir de Geografia e Estatística).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: © iStock</p>



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<iframe title="DESTAQUES POLÍTICOS DA SEMANA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Bz6-i5fASyI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Anvisa publica resolução que proíbe cigarro eletrônico no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 15:59:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Resolução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (24) resolução que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarro eletrônico. O texto define os dispositivos eletrônicos para fumar como “produto fumígeno cuja geração de emissões é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (24) resolução que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarro eletrônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto define os dispositivos eletrônicos para fumar como “produto fumígeno cuja geração de emissões é feita com auxílio de um sistema alimentado por eletricidade, bateria ou outra fonte não combustível, que mimetiza o ato de fumar”. Estão incluídos na categoria e, portanto, proibidos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">– produtos descartáveis ou reutilizáveis;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– produtos que utilizem matriz sólida, líquida ou outras, dependendo de sua construção e design;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– produtos compostos por unidade que aquece uma ou mais matrizes: líquida (com ou sem nicotina); sólida (usualmente composta por extrato ou folhas de tabaco – trituradas, migadas, moídas, cortadas ou inteiras, ou outras plantas); composta por substâncias sintéticas que reproduzam componentes do tabaco, de extratos de outras plantas; por óleos essenciais; por complexos vitamínicos, ou outras substâncias;</p>



<p class="wp-block-paragraph">– produtos conhecidos como e-cigs, electronic nicotine delivery systems (ENDS), electronic non-nicotine delivery systems (ENNDS), e-pod, pen-drive, pod, vapes, produto de tabaco aquecido, heated tobacco product (HTP), heat not burn e vaporizadores, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação proíbe ainda o ingresso no país de produto trazido por viajantes por qualquer forma de importação, incluindo a modalidade de bagagem acompanhada ou bagagem de mão. “O não cumprimento desta resolução constitui infração sanitária”, destacou a Anvisa no texto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entenda</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na última sexta-feira (19), a diretoria colegiada da Anvisa decidiu por manter a proibição de cigarros eletrônicos no Brasil. Os cinco diretores da agência votaram para que a vedação, em vigor desde 2009, continue no país. Com a decisão, qualquer modalidade de importação desses produtos fica proibida, inclusive para uso próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu voto, o diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barra Torres, leu por cerca de duas horas pareceres de 32 associações científicas brasileiras, além de posicionamentos dos ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda. Ele citou ainda consulta pública realizada entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu relatório, Barra Torres se baseou em documentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da União Europeia e em decisões do governo da Bélgica de proibir a comercialização de todos os produtos de tabaco aquecido com aditivos que alteram o cheiro e sabor do produto. Ele lembrou que, esta semana, o Reino Unido aprovou um projeto de lei que veda aos nascidos após 1º de janeiro de 2009, portanto, menores de 15 anos, comprarem cigarros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, apontou que o país é reconhecido internacionalmente por sua política interna de controle do tabaco desde o século passado. “Essa medida protege, salva vidas, promove efetivamente a saúde pública e é um passo crucial para um ambiente mais saudável e seguro para todas as pessoas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram apresentados argumentos pedindo a regulamentação do consumo e da venda dos produtos pela Anvisa, apontando a redução de danos aos fumantes de cigarro comum e o combate à venda ilegal de produtos irregulares, sem controle toxicológico e de origem desconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor da British American Tobacco no Brasil, Lauro Anhezini Júnior, afirmou que consumidores estão sendo tratados como cidadãos de segunda classe. O representante da indústria de cigarros pediu que as decisões sejam tomadas com base na ciência. “Não é a ciência apenas da indústria, é a ciência independente desse país que também comprova que se tratam de produtos de redução de riscos. Cigarros eletrônicos são menos arriscados à saúde do que continuar fumando cigarro comum”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor de Comunicação da multinacional Philip Morris Brasil, Fabio Sabba, defendeu que a atual proibição tem se mostrado ineficaz frente ao crescente mercado ilícito e de contrabando no país. “Ao decidir pela manutenção da simples proibição no momento que o mercado está crescendo descontroladamente, a Anvisa deixa de cumprir o seu papel de assegurar que esses 4 milhões de brasileiros ou mais consumam um produto enquadrado em critérios regulatórios definidos. É ignorar que o próprio mercado está pedindo regras de qualidade de consumo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os dispositivos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos cigarros eletrônicos usa bateria recarregável com refis. Esses equipamentos geram o aquecimento de um líquido para criar aerossóis (popularmente chamados de vapor) e o usuário inala o vapor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os líquidos (e-liquids ou juice) podem conter ou não nicotina em diferentes concentrações, além de aditivos, sabores e produtos químicos tóxicos à saúde – em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No site da Anvisa, é possível ter mais informações sobre os cigarros eletrônicos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte : Agência Brasil / Foto: Reprodução</p>



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		<title>Anvisa adia para sexta debate sobre cigarro eletrônico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 15:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reunião estava prevista para esta quarta-feira A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou para a próxima sexta-feira (19) o debate sobre a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para esta quarta-feira (17), mas foi adiada por conta de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Reunião estava prevista para esta quarta-feira</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou para a próxima sexta-feira (19) o debate sobre a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para esta quarta-feira (17), mas foi adiada por conta de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube e que, até as 18h do dia anterior, não haviam sido sanados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o adiamento, o prazo para envio de vídeos com as manifestações orais por parte de pessoas interessadas foi estendido até as 18h desta quinta-feira (18). Todos os vídeos encaminhados nos termos da pauta publicada, segundo a Anvisa, serão transmitidos durante a reunião. “A Anvisa lamenta eventuais transtornos causados e reforça absoluto compromisso com a transparência e a segurança da informação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda</strong><br>Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propileno glicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, dentre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulta pública<br>Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta pública foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perigo à saúde</strong><br>Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas, centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Surto de doença pulmonar<br>Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Congresso Nacional</strong><br>Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jovens</strong><br>De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Controle do tabaco</strong><br>O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia.ba / Foto: Joédson Alves/Agência Brasil</p>



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<iframe title="Check up vascular:  prevenção e tratamento das doenças vasculares" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FshT9KbROlc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Reino Unido vai banir vapes descartáveis para evitar uso por jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 11:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo identificou que 9% dos adolescentes entre 11 e 15 anos usam o item atualmente O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou, na segunda-feira (29), que irá proibir a venda de vapes descartáveis no Reino Unido. A iniciativa, segundo o chefe de governo, acontece em meio ao aumento alarmante de jovens entre 11 e 15 anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Governo identificou que 9% dos adolescentes entre 11 e 15 anos usam o item atualmente</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou, na segunda-feira (29), que irá proibir a venda de vapes descartáveis no Reino Unido. A iniciativa, segundo o chefe de governo, acontece em meio ao aumento alarmante de jovens entre 11 e 15 anos que utilizam o aparelho no país. Em três anos, o número triplicou, atingindo 9% do grupo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se você falar com qualquer pai ou professor, eles falarão sobre a tendência preocupante de aumento do uso de vapes pelos jovens. Crianças não deveriam estar usando cigarros eletrônicos. Os impactos a longo prazo da vaporização são desconhecidos e a nicotina contida neles pode ser altamente viciante”, afirmou Sunak.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar que a tendência de aumento continue, o premiê britânico disse que pretende restringir os vapes com sabores, aplicar embalagens visualmente menos apelativas e penalizar em 2,5 mil libras aqueles que venderem vapes para menores de idade. “Essas mudanças deixarão um legado duradouro protegendo a saúde de nossas crianças”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo britânico estuda formas de diminuir a venda de vapes e cigarros desde o ano passado, uma vez que tabagismo é a maior causa de mortes evitáveis no Reino Unido. Em outubro, Sunak afirmou que estava <strong>planejando aumentar progressivamente a idade de fumar</strong> para, eventualmente, acabar com o hábito no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é similar à regra implementada pela Nova Zelândia, em 2022. A política é responsável por aumentar, ano a ano, a idade legal para fumar, fazendo com que a venda de produtos com tabaco não chegue aos nascidos a partir de 1 de janeiro de 2009 &#8211; considerados a próxima geração. Daqui 50 anos, por exemplo, a idade mínima para comprar um cigarro será de 63 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Estresse e disfunção sexual" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/DD5xNG9n6lA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>SBT News</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/reino-unido-vai-banir-vapes-descartaveis-para-evitar-uso-por-jovens/">Reino Unido vai banir vapes descartáveis para evitar uso por jovens</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8216;Óleo de vape não sai do meu pulmão&#8217;: o jovem internado após fumar cigarro eletrônico, popular no Brasil mesmo proibido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2023 20:57:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fumante desde os 18 anos, o resgatista de fauna Gabriel Nogueira Souza trocou o cigarro comum pelo eletrônico, também conhecido como&#160;vaporizador ou vape, no ano passado. Na época, o rapaz de 23 anos precisou ficar em um hospital acompanhando sua mulher, que passaria por uma cirurgia na coluna. &#8220;Como no hospital não podia fumar, passei [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/oleo-de-vape-nao-sai-do-meu-pulmao-o-jovem-internado-apos-fumar-cigarro-eletronico-popular-no-brasil-mesmo-proibido/">‘Óleo de vape não sai do meu pulmão’: o jovem internado após fumar cigarro eletrônico, popular no Brasil mesmo proibido</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li>Por Simone Machado</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fumante desde os 18 anos, o resgatista de fauna Gabriel Nogueira Souza trocou o cigarro comum pelo eletrônico, também conhecido como&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62269733">vaporizador ou vape</a>, no ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, o rapaz de 23 anos precisou ficar em um hospital acompanhando sua mulher, que passaria por uma cirurgia na coluna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como no hospital não podia fumar, passei a usar o cigarro eletrônico para sustentar o vício. Ele não era detectável pelo sensor de fumaça e não deixava um cheiro ruim no local&#8221;, conta.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-86855" style="width:841px;height:105px" width="841" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/4-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 841px) 100vw, 841px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foram três meses usando o vape, conta Gabriel, tempo suficiente para ele sofrer graves consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Um dia, do nada, acordei tossindo sangue, com muita dor no corpo a ponto de não conseguir levantar da cama. Pensava que ia morrer de tanta dor na região das costelas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gabriel conta que foi imediatamente para o hospital, onde ficou internado por um mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a saturação baixa e falta de ar, ele fez exames como tomografia e raio-x. O diagnóstico foi de vidro fosco no pulmão, broncopneumonia e enfisema pulmonar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vidro fosco por si só não é uma doença. É uma alteração que aparece no pulmão e pode indicar vários problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa alteração recebe esse nome porque ela causa uma mancha no pulmão e, no exame, a imagem assemelha-se a um vidro embaçado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a broncopneumonia é uma inflamação das estruturas internas do pulmão, os brônquios e os alvéolos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o enfisema pulmonar é uma irritação crônica onde os alvéolos pulmonares são destruídos e acabam perdendo a sua função, fazendo com que o paciente tenha muita dificuldade para respirar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de Gabriel foi feito com antibiótico injetável e, segundo ele, foram quase 30 dias até que começasse a apresentar melhoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os médicos explicaram que não foi o cigarro comum que causou os danos. Nos exames, ficou constatado que dentro dos brônquios tinha óleo contido nos cigarros eletrônicos&#8221;, relata Gabriel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O problema é irreversível, porque esse óleo não tem como sair do meu pulmão.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/e66e/live/434e95c0-4583-11ee-9b58-cb80889117a8.png" alt="Gabriel Nogueira Souza"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Gabriel Nogueira Souza foi internado após fumar cigarro eletrônico por 3 meses</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Riscos à saúde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com embalagem tecnológica atraente e a suposta promessa de ser menos prejudicial à saúde, o cigarro eletrônico, que oficialmente recebe o nome de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), se popularizou principalmente entre os jovens, assim como Gabriel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o cigarro tradicional funciona por meio da combustão de alcatrão, nicotina e um composto de mais de 40 substâncias químicas, os eletrônicos são aparelhos que funcionam por uma bateria e diferentes mecanismos que produzem um vapor que é inalado pelo usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua composição varia segundo o fabricante. Eles também têm nicotina e outras substâncias líquidas como glicerol, glicerina vegetal, propilenoglicol e flavorizantes, responsáveis por dar sabor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todas essas substâncias podem causar danos à saúde, como irritação nas vias aéreas, nos broncos, bronquite, inflamação e alteração na função pulmonar&#8221;, explicou à BBC News Brasil o pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos problemas ao sistema respiratório, estudos científicos apontam que o vapor inalado pode comprometer o sistema cardiovascular e aumentar o risco de câncer de pulmão e em outros órgãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ele causa estresse oxidativo, que é um estresse celular aumentando o marcador inflamatório e causando disfunção do endotélio, que são as células que recobrem internamente os vasos sanguíneos&#8221;, acrescenta o pneumologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso pode, por exemplo, causar uma trombose e aumenta o risco da pessoa um infarto ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral).”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo científico feito na Universidade Columbia e publicado no periódico científico Substance Use and Misuse apontou que fumar cigarros eletrônicos aumenta o risco de consumir maconha ou álcool em excesso em até 20 vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa avaliou dados de mais de 50 mil jovens entre 13 e 18 anos que participaram da enquete Monitoring the Future, aplicada pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas abordavam o consumo de nicotina, tanto em cigarros convencionais quanto eletrônicos, maconha e álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto aqueles jovens que fumavam cigarros comuns tinham cerca de oito vezes mais risco de usar maconha, o vape mais do que dobrou esse risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hábito de fumar cigarro eletrônico também multiplicou por cinco a probabilidade de um episódio de abuso de álcool no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por um tempo se falou sobre o uso do cigarro eletrônico para diminuir o vício ao tabaco, que seria uma contenção de dano, mas infelizmente isso não acontece porque a concentração de nicotina nele é maior e não te faz abandonar o vício e até propicia que você fique pulando de um vício para outro&#8221;, enfatiza Nathan.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Proibição-no-país">Proibição no país</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/b787/live/351518d0-4768-11ee-8efa-b760ec2a645a.jpg" alt="Embalagens de vapes"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Venda de vapes é proibida no Brasil, mas uso se multiplicou</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento publicado neste ano mostrou que quase um em cada cinco brasileiros de 18 a 24 anos usaram o cigarro eletrônico pelo menos uma vez na vida, mesmo que a comercialização desse produto seja proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, o que inclui o cigarro eletrônico, são proibidas conforme a resolução nº 46, de 28 de agosto de 2009 da Anvisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho do ano passado, em uma reavaliação da decisão do ponto de vista técnico, a Anvisa aprovou o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento mantém a proibição de comercialização e importação de todos os tipos de dispositivos e recomenda aumento nas ações de fiscalização para coibir o comércio ilegal e a realização de campanhas educativas para conscientizar os jovens sobre os riscos do uso desses produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil faz parte de um grupo de 32 países que vetam o comércio do vape, entre eles Argentina, México e Índia, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A proibição busca manter o cigarro afastado do acesso da sociedade. O cigarro eletrônico foi uma reinvenção da indústria para atrair o jovem atual, já que o cigarro comum não é tão atrativo para essa geração. Já é comprovado em vários estudos os malefícios desse produto”, diz Paulo Corrêa, pneumologista e coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, na outra ponta dessa discussão estão os representantes da indústria do tabaco e fabricantes de cigarros eletrônicos que defendem a legalização e regulamentação do produto no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso foi feito em locais como Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Itália, Japão e Canadá, que liberaram a comercialização com maior ou menor grau de restrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde divulgado em 2021, 79 países já regulamentaram os DEFs e liberaram a venda com supervisão dos órgãos regulamentadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos analisar que esses produtos facilmente encontrados à venda no Brasil vêm do mercado ilegal, sem comprovação de origem e composição; por isso, fazem mal à saúde&#8221;, explica Giuseppe Lobo, gerente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A partir do momento que você regulamenta, ele vai ter regras para produção e comercialização e será fiscalizado.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fabricantes dos dispositivos argumentam que eles oferecem risco reduzido à saúde, em comparação ao cigarro tradicional e por isso deveriam ser liberados como alternativa para uso adulto e proibidos aos adolescentes, assim como acontece com os cigarros comuns e bebidas alcoólicas, que não podem ser vendidos a menores de 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Apesar de proibidos, os vapes são facilmente encontrados, o que mostra que essa medida de proibição não funciona&#8221;, argumenta Lauro Anhezini Junior, diretor de assuntos científicos e regulatórios da British American Tobacco Brasil, multinacional que vende esse tipo de produto em mais de 40 países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por isso, defendemos a ideia da regulamentação e criação de regras para produção, assim poderá se controlar quais as substâncias poderão estar presentes na composição e a quantidade delas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anhenzini Junior argumenta ainda que a saborização desses produtos vendidos clandestinamente no Brasil é um dos fatores que fazem com que os jovens se interessem pelo produto, mas que isso é limitado e controlado em países onde a comercialização é regulamentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Hoje você encontra de sabor tutti-futti, baunilha e outros que remetem à infância. Já lá fora isso não pode. Os sabores comercializados são tabaco, menta e fruta, mas sem ser adocicado para não remeter a uma sobremesa&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A regulamentação possibilita ainda que se multe de forma pesada quem vender o produto para menores de idade.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Corrêa, a liberação da comercialização do produto seria um retrocesso e o país não deve ceder aos apelos da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A indústria quer manter o seu mercado ativo. Não podemos correr o risco de outros países, como o Canadá, por exemplo, que liberaram os dispositivos e hoje estão tendo dificuldade de retroceder nas regras&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaqueline Scholz, diretora do Ambulatório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração (InCor), teme que a regulamentação possa reverter a tendência da redução do número de fumantes no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vários países aceitaram os argumentos a favor do cigarro eletrônico e liberaram. O que aconteceu nesses lugares foi um aumento da prevalência de fumantes&#8221;, disse&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62269733">em entrevista recente à BBC News Brasil</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nosso país tinha uma taxa de iniciação do tabagismo muito baixa entre adolescentes, mas vemos que essa política está em risco agora. Se não cuidarmos desse problema agora, o uso desses dispositivos tem tudo para virar uma epidemia em breve.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Sequelas-do-vape">Sequelas do vape</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dez meses após sair do hospital, Gabriel faz sessões de fisioterapia e um tratamento para se recuperar dos prejuízos causados pelo vape.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que sua situação não se agrave ainda mais, Gabriel procura manter uma alimentação saudável e fazer exercícios físicos regularmente para fortalecer os pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, está proibido de fumar qualquer tipo de cigarro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ele conta que mesmo assim ainda enfrenta várias limitações no dia-a-dia por causa de uma falta de ar persistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tenho falta de ar quando estou dormindo, fazendo com que muitas vezes eu acorde devido à dificuldade de respirar. No mês passado, fiquei dois dias internado devido a esse problema&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu achava que o cigarro eletrônico fazia mal, igual ao cigarro comum, mas ele é infinitas vezes pior. Tenho só 23 anos e fiquei com a minha saúde comprometida devido a ele. Se eu soubesse, nunca teria usado.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&quot;4 situações em que o lojista tem razão&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3JK927eDtM0?start=1187&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/oleo-de-vape-nao-sai-do-meu-pulmao-o-jovem-internado-apos-fumar-cigarro-eletronico-popular-no-brasil-mesmo-proibido/">‘Óleo de vape não sai do meu pulmão’: o jovem internado após fumar cigarro eletrônico, popular no Brasil mesmo proibido</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Jovens que usam cigarro eletrônico têm níveis de nicotina de quem fuma 20 cigarros, alerta médica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 21:45:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À CNN, a diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração, Jaqueline Scholz, afirmou que é preciso desconstruir a mentira de que os cigarros eletrônicos representam riscos menores do que os convencionais Uma campanha que apresenta excelentes resultados ao longo de 35 anos, o&#160;Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">À CNN, a diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração, Jaqueline Scholz, afirmou que é preciso desconstruir a mentira de que os cigarros eletrônicos representam riscos menores do que os convencionais</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12.jpg" alt="" class="wp-image-86863" width="841" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 841px) 100vw, 841px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Uma campanha que apresenta excelentes resultados ao longo de 35 anos, o&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dia-mundial-sem-tabaco-confira-estrategias-para-deixar-de-fumar/">Dia Mundial sem Tabaco</a>, celebrado em 31 de maio, se depara com um novo desafio: o cigarro eletrônico. A data foi estabelecida pelos países que integram a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De lá para cá, o&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/novos-produtos-e-informacoes-enganosas-ameacam-conquistas-contra-o-tabaco-diz-opas/">número de fumantes caiu</a>&nbsp;drasticamente no Brasil. Na época, 35% dos brasileiros fumavam, índice que caiu para 9% segundo a diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração, Jaqueline Scholz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em adolescentes, a taxa de iniciação no cigarro convencional oscila entre 6% e 7%, mas a preocupação maior passou a ser com o tabagismo eletrônico, que hoje faz parte da rotina de 5% desse grupo, também de acordo com a cardiologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A indústria, quando viu que o cigarro convencional era um produto morto do ponto de vista de marketing, pensou em alternativas”, afirmou Jaqueline Scholz em entrevista à <strong>CNN</strong>, alegando que os narguilés passaram a atrair jovens por seus diversos sabores e pela falsa ideia de que eram menos nocivos à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Agora a indústria transferiu esse conceito para o cigarro eletrônico. O convite é sempre o mesmo para que a pessoa entre em contato com a&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/nicotina/">nicotina</a>, que é uma substância altamente viciante. E dessa brincadeira de experimentar sabores diferentes, quando você vê já está viciado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora alega que então, por dificuldades financeiras de acesso ao&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/cigarro-eletronico/">cigarro eletrônico</a>, o cigarro convencional passa a ser uma alternativa. Do ponto de vista substancial, a diferença é que o tabagismo eletrônico não contamina os pulmões de seus usuários com monóxido de carbono, mas proporciona um nível de nicotina que assustou a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu arrepio meus cabelos, porque dosei nicotina na urina de usuários de 13 e 14 anos e nunca tinha visto – em 30 anos de combate ao tabagismo – garotos dessa idade com nível de nicotina no sangue equivalente a quem fuma 20 cigarros”, relata Jaqueline Scholz. “Como eu posso acreditar que isso é uma política de redução de danos? Isso é uma política de incorporação de dependência intensa e rápida, é um absurdo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/incor/">Instituto do Coração</a>&nbsp;lembrou que, embora altamente viciante, há hoje métodos e tratamentos para largar o cigarro em até três meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaqueline Scholz recomenda que fumantes que querem abandonar o&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/vicio/">vício</a>&nbsp;procurem especialistas, que podem oferecer técnicas para descontinuar o hábito, aliadas a medicamentos para a abstinência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Com produção de Bel Campos.</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Audiência Pública em defesa da Universidade Federal do Nordeste da Bahia" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/04Pczmjr_sM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>PF e Receita se unem contra comercialização de cigarros eletrônicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2022 14:09:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Servidores cumprem mandados de busca e apreensão em Recife Nesta&#160;quinta-feira (18), três mandados de busca e apreensão e medidas cautelares estão sendo cumpridos pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal, simultaneamente, em endereços comerciais e residenciais localizados em Recife (PE). Participam da ação 25 servidores da PF e da Receita.&#160; As investigações começaram em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Servidores cumprem mandados de busca e apreensão em Recife</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta&nbsp;quinta-feira (18), três mandados de busca e apreensão e medidas cautelares estão sendo cumpridos pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal, simultaneamente, em endereços comerciais e residenciais localizados em Recife (PE). Participam da ação 25 servidores da PF e da Receita.&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1477268&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1477268&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações começaram em abril de 2022, quando foi instaurado um inquérito policial&nbsp;para&nbsp;apurar os responsáveis pela comercialização ostensiva de cigarros eletrônicos e acessórios, tanto pela internet, quanto presencialmente, em bares e restaurantes da capital pernambucana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A investigação busca identificar outros envolvidos e confirmar o&nbsp;<em>modus operandi</em>&nbsp;dos grupos investigados, os quais adquirem os produtos proibidos no exterior (Paraguai, China etc),&nbsp;e comercializam por meio de vendedores ambulantes e em aplicativos de compra e venda pela internet”, detalhou a PF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigados vão responder, de acordo com sua participação e envolvimento, pelo crime de contrabando, cuja pena pode&nbsp;chegar a&nbsp;cinco&nbsp;anos de reclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Maria Claudia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Dr. Bruno Pamponet - Cand. Dep. estaudal - PP é o convidado do Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/uso2L6EY5Hs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Entidades médicas esperam decisão da Anvisa contra cigarro eletrônico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2022 10:47:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos comprovam que dispositivos causam danos à saúde Sociedades médicas brasileiras esperam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida ainda este ano manter proibida a&#160;importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Em 2009, a agência publicou&#160;resolução&#160;proibindo os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que agora passam&#160;por processo de discussão e atualização de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Estudos comprovam que dispositivos causam danos à saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sociedades médicas brasileiras esperam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida ainda este ano manter proibida a&nbsp;importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Em 2009, a agência publicou<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/res0046_28_08_2009.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;resolução&nbsp;</a>proibindo os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que agora passam&nbsp;por processo de discussão e atualização de informações técnicas.&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1458882&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1458882&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anvisa está na fase da Tomada Pública de Subsídios, aberta a receber informações técnicas a respeito dos cigarros eletrônicos. “Esperamos que até o fim&nbsp;do ano tenhamos essa decisão. Mas o nosso papel&nbsp;agora&nbsp;é entregar à&nbsp;Anvisa todas as evidências científicas comprovando os malefícios do cigarro eletrônico”, disse Ricardo Meirelles, da Associação Médica Brasileira (AMB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AMB, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades&nbsp;médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), têm se unido em torno da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos. Essas entidades alertaram a Anvisa sobre os prejuízos desse aparelho e têm lutado contra a informação falsa dos fabricantes, que afirmam que o cigarro eletrônico é alternativa mais saudável ao cigarro convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vários estudos comprovam que os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) causam danos à saúde. Eles podem causar irritação brônquica, inflamação em quem tem doença&nbsp;pulmonar&nbsp;obstrutiva crônica (Dpoc). Essas pessoas não podem usar o cigarro eletrônico de maneira nenhuma”, afirmou Meirelles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aristóteles Alencar,&nbsp;da Sociedade&nbsp;Brasileira de&nbsp;Cardiologia,&nbsp;explicou que&nbsp;esses&nbsp;aparelhos&nbsp;produzem&nbsp;partículas ultrafinas. Essas partículas conseguem ultrapassar a barreira dos alvéolos do pulmão e caem na corrente sanguínea, provocando inflamação. “Quando essa inflamação ocorre no endotélio, que é a camada que reveste internamente o vaso, pode dar início a eventos cardiovasculares agudos, como o infarto e a síndrome coronariana aguda, a angina do peito”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de cigarro, chamado de<em>&nbsp;vapers</em>&nbsp;pelos fabricantes, na intenção de desassociar à figura do cigarro, contém uma série de substâncias nocivas e cancerígenas. Eles trazem, em sua composição, substâncias como&nbsp;nicotina, propilenoglicol e glicerol, ambos irritantes crônicos; acetona, etilenoglicol, formaldeído, entre outros produtos&nbsp;cancerígenas&nbsp;e&nbsp;metais pesados (níquel, chumbo, cádmio, ferro, sódio e alumínio).&nbsp;Para atrair consumidores, são incluídos&nbsp;aditivos e aromatizantes como tabaco, mentol, chocolate, café e álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O efeito protetor que se atribuía ao cigarro eletrônico não existe. Em países que liberaram esses produtos há&nbsp;crescente aumento de doenças cardiovasculares na população abaixo de 50 anos”,&nbsp;disse&nbsp;Alencar. “Diferente do cigarro convencional, que demora às vezes 20 ou 30 anos para manifestar doença no usuário, o cigarro eletrônico tem mostrado essa agressividade em menos tempo”,&nbsp;completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra substância perigosa encontrada em muitos desses cigarros é o tetrahidrocarbinol, ou THC. “É a substância que leva à dependência do usuário da maconha”, explicou Meirelles. Segundo ele, os DEFs também podem conter óleo de haxixe e outras drogas ilícitas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Jovens e propaganda</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Adolescentes são alvos das fabricantes de cigarros eletrônicos. O&nbsp;<em>design</em>&nbsp;dos aparelhos e as essências oferecidas são pistas de que, apesar de indicarem o produto apenas a adultos, buscam chamar a atenção de jovens. A adoção de sabores mais infantis, a aplicação de cores na fumaça e até mesmo o&nbsp;<em>design</em>&nbsp;de alguns modelos não são atraentes ao público adulto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A estratégia do sabor, por exemplo. Por mais que digam que não é um produto para criança, eu não conheço um adulto que use o sabor algodão-doce. Ele é bem caracterizado com essa ideia da juventude”, afirmou&nbsp;Sabrina Presman,&nbsp;da Associação Brasileira de Estudo de Álcool e Outras Drogas (Abead).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também cita a semelhança do aparelho com itens de uso diário de um estudante, como canetas ou&nbsp;pen drives.&nbsp;“O próprio formato do cigarro eletrônico se confunde com as coisas do jovem. Ele é mais moderno e muitos pais não conseguem identificar o que é caneta, o que é lápis e o que é cigarro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo César Corrêa, coordenador da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), destacou que esses produtos são apresentados com<em>&nbsp;slogans&nbsp;</em>que tratam o cigarro convencional como ultrapassado e nocivo. A ideia é afastar essa má publicidade dos cigarros eletrônicos. Segundo ele, existem evidências de que há três&nbsp;vezes mais chances de pessoas que nunca fumaram passarem a fumar regularmente cigarros convencionais depois de usarem esses aparelhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corrêa também alertou sobre a estratégia da indústria de cigarros eletrônicos em vender uma informação de que esse tipo de produto é menos nocivo que o cigarro convencional e que, portanto, trocar para os cigarros eletrônicos seria uma alternativa mais saudável. Ele, no entanto, alerta: cigarros eletrônicos não são apenas feitos de vapor e água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ainda que não tenhamos a descrição completa dos riscos epidemiológicos, as evidências já existentes permitem dizer que o produto é extremamente perigoso e danoso à saúde individual e à saúde pública”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cigarro eletrônico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os cigarros eletrônicos são&nbsp;aparelhos alimentados por bateria de lítio e um cartucho ou refil, que armazena o líquido. Esse aparelho tem um atomizador, que aquece e vaporiza a nicotina. O aparelho traz ainda um sensor, que é acionado&nbsp;no momento da tragada e ativa a bateria e a luz de&nbsp;<em>led</em>.&nbsp;Mas nem todos os cigarros eletrônicos vêm com luz de<em>&nbsp;led</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A temperatura de vaporização da&nbsp;resistência é de 350°C. Nos cigarros convencionais, essa temperatura chega a 850°C. Ao serem aquecidos, os DEFs liberam um vapor líquido parecido com o cigarro convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cigarros eletrônicos estão em sua&nbsp;quarta&nbsp;geração, onde é encontrada concentração maior de substâncias tóxicas. Existem ainda os&nbsp;cigarros de tabaco aquecido.&nbsp;São&nbsp;dispositivos eletrônicos para aquecer um bastão ou uma cápsula de tabaco comprimido a uma temperatura de 330°C. Dessa forma, produzem&nbsp;um aerossol inalável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses aparelhos expõem o usuário a emissões tóxicas, muitas das quais causam câncer”, explicou Cláudio Maierovitch, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tipo de DEF se parece com um&nbsp;<em>pen drive</em>. São os sais de nicotina (nicotina + ácido benzóico). Esse tipo de cigarro provoca menos irritação no usuário, facilitando a inalação de nicotina. E, assim, provoca maior dependência. Os usuários desse aparelho têm pouca resposta ao tratamento convencional da dependência da nicotina.&nbsp;“Usar um dispositivo desse com 3% a 5% de nicotina equivale a fumar de dez&nbsp;a 15 cigarros por dia. Dispositivos com 7% de nicotina equivalem a mais de 20 cigarros por dia, cerca de um maço de cigarros”, disse Meirelles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Graça Adjuto</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="480" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg" alt="" class="wp-image-45345" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg 800w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-300x180.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/entidades-medicas-esperam-decisao-da-anvisa-contra-cigarro-eletronico/">Entidades médicas esperam decisão da Anvisa contra cigarro eletrônico</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Cigarro eletrônico: Anvisa começa a receber informações sobre produto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 08:54:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos. Nesta fase, a Anvisa vai receber evidências técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF). O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos. Nesta fase, a Anvisa vai receber evidências técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1453482&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1453482&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso do cigarro com fundamentação científica, fornecidas por pesquisadores e instituições, para embasar decisões futuras envolvendo a comercialização e o uso desses produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após a abertura do processo pela Anvisa, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), já se posicionou veementemente contra a liberação dos cigarros eletrônicos. Para a entidade, eles são uma ameaça à saúde pública. O médico pneumologista Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da SBPT, explicou que existe uma falsa crença entre os usuários de que a fumaça não faria mal à saúde, porque seria apenas vapor d’água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia também alertou que os cigarros eletrônicos têm um grande apelo entre os jovens, aumentando o índice de novos fumantes no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também se posicionou contra a liberação dos cigarros eletrônicos, e está promovendo um abaixo-assinado sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a resolução em vigor da Avisa proíbe a importação, comercialização e a veiculação de propaganda desses produtos em todo o país. A coleta de informações da agência sobre os dispositivos eletrônicos para fumar vai até o dia 11 de maio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Voz da Bahia</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="480" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg" alt="" class="wp-image-45345" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg 800w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-300x180.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cigarro-eletronico-anvisa-comeca-a-receber-informacoes-sobre-produto/">Cigarro eletrônico: Anvisa começa a receber informações sobre produto</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Com venda proibida, cigarro eletrônico é sensação entre os jovens e acende alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 05:48:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alerta]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complicações cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletrônicos. Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fumaça branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns. No boca a boca, recebem diversos nomes: vape e pod são os mais comuns. Com venda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complicações cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletrônicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fumaça branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns. No boca a boca, recebem diversos nomes: vape e pod são os mais comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complicações cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletrônicos. Consumidos por jovens, podem ser porta de entrada para o tabagismo e colocar em xeque avanços no combate à dependência química da nicotina.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pastor Reinaldo do Aprisco" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/A23IUH8wmgk?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dispositivos têm tecnologia simples. Uma bateria permite esquentar o líquido que, em geral, é uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles aquecem a nicotina em vez da combustão dos cigarros comuns. Na fumaça do tradicional, há alcatrão, que contém produtos químicos potencialmente cancerígenos, e monóxido de carbono, que aumenta a chance de enfarte e dificulta o transporte de oxigênio das células.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aerossol do dispositivo pode conter substâncias nocivas, alertam os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Destacam, também, que é difícil saber quais substâncias o produto contém. Por vezes, no lugar da nicotina, o aparelho é usado para vaporizar outras drogas, como maconha. Alguns, ditos livres de nicotina, apresentaram a substância em análises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), diz que o eletrônico tem toxicidade aumentada em relação ao cigarro convencional, por causa da forma de produção do aerossol. &#8220;Ele tem um filamento, que deve ser aquecido. O filamento é revestido por níquel e outros metais, como latão e cobre. O nível de níquel que tem nos cigarros eletrônicos é de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. O níquel é considerado cancerígeno.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação,</p>



<p class="wp-block-paragraph">comercialização e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar, que além dos cigarros incluem os produtos de tabaco aquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>USO.</strong> Em Pinheiros, na zona oeste paulistana, o dispositivo se camufla na mão dos usuários e o aerossol se dissipa com rapidez. Em uma tabacaria, os aparelhos e essências tomam pelo menos quatro prateleiras. O preço varia de R$ 60 a R$ 680 &#8211; os mais baratos eram descartáveis. O vendedor do estabelecimento, que comercializa o produto há três anos, diz que o que faz mal é o uso sem orientação. &#8220;Não vendo sem dar uma consultoria.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com sabor frutado e diversos formatos, os dispositivos se tornaram sensação entre os mais novos. Julia (nome fictício), de 24 anos, que não quis se identificar, junto a amigos, traz aparelhos do Paraguai para vender em Santa Catarina, onde mora. Ela explica que são pods descartáveis. &#8220;Você vai inalar 800 vezes e descartar. Você não recarrega&#8221;, diz. Eles compram o produto a R$ 30 e revendem por R$ 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paula (nome fictício), de 18 anos, que também preferiu se manter anônima, passou a usar o cigarro eletrônico por não ter o cheiro e gosto do convencional. &#8220;Percebi que dava para fumar o pod em qualquer lugar. As pessoas não percebiam que tu tava (sic) fumando alguma coisa&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chefe da coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Liz Almeida aponta que o dispositivo pode ser porta de entrada para o tabagismo, principalmente entre os mais jovens. A chance de um adolescente que experimentou um cigarro eletrônico passar a fumar o tradicional é quatro vezes maior do que aqueles que não, mostrou estudo feito por ela e outros seis pesquisadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, o carnaval de Allan Doug, funcionário de banco, de 30 anos, começou no Rio e terminou em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Manaus. O manauara fumava cigarro tradicional &#8220;há algum tempo&#8221;, mas só socialmente. Passou a usar o eletrônico, conta, nos últimos cinco meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio durante duas semanas, sem ter de trabalhar, o uso se tornou diário e exagerado. De volta a Manaus, acordou com muita dor no peito. &#8220;No raio X identificaram umas perfurações e muito líquido (no pulmão)&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FISCALIZAÇÃO.</strong>&nbsp;Em 2009, a Anvisa proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos. Em nota, a agência disse ser responsável pela fiscalização das vendas online. As lojas físicas são de &#8220;responsabilidade das autoridades locais&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo, em nota, afirmaram que, sempre que solicitado pela Prefeitura, ajudam em ações para coibir o comércio ambulante irregular e combater a pirataria. No fim do ano passado, em parceria com a Receita Federal e a administração municipal, apreenderam 135 mil cigarros eletrônicos e 325 mil essências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas Souza Cruz (BAT Brasil), Philip Morris Brasil e Japan Tobacco International (JTI) se mostraram favoráveis à flexibilização da comercialização dos dispositivos eletrônicos de fumar. A JTI disse, em nota, que &#8220;hoje o uso desses produtos já é corrente, abastecido por produtos de origem 100% ilegal, sem controle sanitário&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A BAT Brasil disse defender uma &#8220;regulamentação robusta, responsável e equilibrada&#8221;. &#8220;No Brasil, já existe um crescente mercado de consumidores de cigarros eletrônicos, estimado em mais de 2 milhões de pessoas. No entanto, 100% desse mercado é ilegal&#8221;, destacou, em nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Philip Morris Brasil afirmou que cabe à Anvisa decidir sobre a comercialização autorizada, mas disse que apresentou estudos e pesquisas científicas sobre seu produto. &#8220;Os documentos estabelecem uma diferença entre esse dispositivo e os cigarros eletrônicos que são comercializados ilegalmente no Brasil&#8221;, declara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="480" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg" alt="" class="wp-image-45345" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc.jpg 800w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-300x180.jpg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/parc-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta/">Com venda proibida, cigarro eletrônico é sensação entre os jovens e acende alerta</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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