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	<title>colageno |</title>
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		<title>Biomaterial feito de colágeno e açúcar de algas se mostra capaz de estimular a regeneração óssea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 04:36:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Resultados de experimentos “in vitro” com células ósseas sugerem que o composto tem potencial para substituir ossos naturais em defeitos e implantes *Texto por Julia Moióli  &#8211; Segunda, 7 de agosto de 2023 Estudo conduzido na USP revela que um novo biomaterial, produzido com colágeno e carragenana (substância extraída de algas), pode estimular localmente respostas mineralizantes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Resultados de experimentos “in vitro” com células ósseas sugerem que o composto tem potencial para substituir ossos naturais em defeitos e implantes</em></p>



<p><em>*Texto por Julia Moióli </em> &#8211; Segunda, 7 de agosto de 2023</p>



<p>Estudo conduzido na USP revela que um novo biomaterial, produzido com colágeno e carragenana (substância extraída de algas), pode estimular localmente respostas mineralizantes de células ósseas&nbsp;<em>in vitro</em>, demonstrando potencial para substituir com sucesso ossos naturais em implantes realizados para tratar traumas ou patologias, como osteossarcoma. O novo biomaterial, descrito&nbsp;recentemente em&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.biomac.2c01313" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;na revista&nbsp;<em>Biomacromolecules</em>, foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Físico-Química de Superfícies e Coloides da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>



<p>Atualmente, o padrão-ouro para implantes ósseos é a utilização de materiais autógenos, ou seja, retirados do corpo do próprio paciente. Esse processo, no entanto, carrega dificuldades: requer uma cirurgia adicional, com o risco de infecções, e nem sempre pode ser utilizado em grandes áreas. A principal tendência para superar esses problemas é o desenvolvimento de materiais artificiais que repliquem com similaridade, segurança e eficiência a complexidade da estrutura óssea, como este composto de colágeno tipo 1 (proteína mais abundante na matriz óssea) proveniente de bovinos ou suínos e de carragenana. Essa última substância se assemelha ao sulfato de condroitina, que é um dos compostos presentes nos ossos naturais e tem a função de organizar e mineralizar a matriz óssea e promover a adesão celular.</p>



<p>Para testar sua viabilidade e potencial, cientistas cultivaram em laboratório osteoblastos (células responsáveis pela formação da matriz óssea mineralizada) de duas formas: apenas com colágeno e com colágeno e carragenana. Imagens de microscópio da cultura de osteoblastos com colágeno e carragenana revelaram a presença de uma rede densa e uniforme de fibrilas entrelaçadas em sua superfície e fibrilas de colágeno com alinhamento semelhante aos tecidos conjuntivos densos. Os pesquisadores observaram ainda aumento na expressão de genes codificadores de proteínas relacionadas à mineralização óssea, como fosfatase alcalina (Alp), sialoproteína óssea (Bsp), osteocalcina (Oc) e osteopontina (Opn).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Viabilidade</h2>



<p>“Nossos resultados mostraram que a combinação de carragenana e colágeno estimulou melhor as respostas mineralizantes das células do que apenas o colágeno, validando<em>&nbsp;in vitro</em>&nbsp;a hipótese de que a presença de um componente semelhante quimicamente e estruturalmente a um dos compostos encontrados nos ossos junto com o colágeno é fundamental no processo”, afirma Ana Paula Ramos, professora do Departamento de Química da FFCLRP e coordenadora do estudo. “A ideia agora é realizar testes&nbsp;<em>in vivo</em>&nbsp;para avaliar a possibilidade e a segurança de preencher qualquer tipo de defeito ósseo com esse biomaterial.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230728_anapaularamos.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-665604" width="158" height="158"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Paula Ramos, coordenadora do estudo &#8211; Foto: Lattes</figcaption></figure>
</div>


<p>Entre as principais vantagens do polissacarídeo extraído de algas, que já é usado com frequência na indústria alimentícia e de cosméticos como estabilizante, Ramos destaca sua abundância, seu baixo custo (em contraste ao alto custo comercial do sulfato de condroitina) e o fato de ser um material de fonte renovável, garantindo sua compatibilidade com o conceito de química verde, ramo da química que busca reduzir o uso de substâncias poluentes ou que possam comprometer o meio ambiente.</p>



<p>“Além do desenvolvimento do biomaterial a ser usado em implantes ósseos, vale destacar que, ao criar uma matriz biomimética do zero e misturá-la ao tecido natural, abrimos espaço para a realização de estudos básicos”, afirma Lucas Fabrício Bahia Nogueira, pesquisador do Departamento de Química da FFCLRP e autor do estudo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230728_lucasfabriciobahianogueira.png?fit=420%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-665617" width="140" height="140"/><figcaption class="wp-element-caption">Lucas Fabrício Bahia Nogueira, autor do estudo &#8211; Foto: Lattes</figcaption></figure>
</div>


<p>“Isso permite que pesquisadores de diferentes áreas possam entender e observar a interação dessas células com o microambiente e os mecanismos de formação do tecido mineralizado e apliquem o conhecimento também em estudos que abordam a mineralização em outras doenças, como as cardiovasculares e renais”, acrescenta Nogueira. O estudo interdisciplinar foi realizado em colaboração com o Laboratório de Nanobiotecnologia Aplicada da FFCLRP, coordenado pelo professor Pietro Ciancaglini. O artigo&nbsp;<em>Collagen/κ-Carrageenan-Based Scaffolds as Biomimetic Constructs for In Vitro Bone Mineralization Studies</em>&nbsp;pode ser lido&nbsp;<a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.biomac.2c01313" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p><em>Este texto foi originalmente publicado por Agência&nbsp;<a href="https://agencia.fapesp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fapesp</a>&nbsp;de acordo com a&nbsp;<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">licença</a>&nbsp;Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original&nbsp;<a href="https://agencia.fapesp.br/biomaterial-feito-de-colageno-e-acucar-de-algas-se-mostra-capaz-de-estimular-a-regeneracao-ossea/41977/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></em></p>



<p><em>*Da Agência Fapesp, com edição de Júlio Bernardes</em></p>



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