<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>crise climática |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/crise-climatica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 18 Mar 2025 12:41:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>crise climática |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Cirurgias, crise climática e desigualdades globais</title>
		<link>https://ipiracity.com/cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais</link>
					<comments>https://ipiracity.com/cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 13:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=146415</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entre outros impactos à saúde, as mudanças no clima também exigem ampliar o acesso a operações, em especial no Sul Global. E mais: é preciso reduzir a pegada ambiental de centros cirúrgicos. G-20 deve buscar saídas para mitigar essas questões Por&#160;Siddhesh Zadey&#160;e&#160;Ayla Gerk Rangel, no&#160;Think Global Health&#160;&#124; Tradução:&#160;Gabriela Leite Durante as últimas cúpulas do G-20 [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais/">Cirurgias, crise climática e desigualdades globais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Entre outros impactos à saúde, as mudanças no clima também exigem ampliar o acesso a operações, em especial no Sul Global. E mais: é preciso reduzir a pegada ambiental de centros cirúrgicos. G-20 deve buscar saídas para mitigar essas questões</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por<strong>&nbsp;Siddhesh Zadey</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Ayla Gerk Rangel</strong>, no&nbsp;<em><a href="https://www.thinkglobalhealth.org/article/climate-change-global-surgery-and-g20-nations">Think Global Health</a></em>&nbsp;| Tradução:&nbsp;<strong>Gabriela Leite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as últimas cúpulas do G-20 no Brasil e na Índia, os delegados consideraram, por consenso, que a saúde é um ingrediente essencial para a estabilidade social e a vitalidade econômica dos países membros. As reuniões debateram de forma abrangente os impactos das mudanças climáticas na saúde, a resiliência dos sistemas e a&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/cobertura-universal-de-saude-uma-ma-proposta/">cobertura universal de saúde</a>&nbsp;[1].</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a questão das cirurgias, apesar de estar intrinsecamente conectada, permaneceu sub-representada nas discussões. Embora a&nbsp;<a href="https://g7g20-documents.org/database/document/2024-g20-brazil-sherpa-track-health-ministers-ministers-language-241031-hwg-ministerial-declaration-on-climate-change-health-and-equity-and-on-one-health-eng">Declaração Ministerial de Saúde do G-20</a>&nbsp;sobre Mudança Climática, Saúde e Equidade reconheça estruturas como a&nbsp;<a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/what-is-the-united-nations-framework-convention-on-climate-change">Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima</a>&nbsp;e esteja alinhada com a&nbsp;<a href="https://www.who.int/publications/i/item/9789240000377">Estratégia Global</a>&nbsp;da Organização Mundial da Saúde sobre Saúde, Meio Ambiente e Mudança Climática, ações concretas que integrem a cirurgia como parte da solução para as mudanças climáticas e a cobertura universal, dois dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ainda precisam ser definidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alcançar as metas globais para cuidados cirúrgicos acessíveis e enfrentar as disparidades nacionais e internacionais, sob a ameaça iminente da crise climática, é um desafio enorme que exige uma coalizão das nações mais prósperas. Portanto, os países membros do G-20 têm uma imensa responsabilidade de elaborar soluções antes da próxima cúpula do G20, na África do Sul.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cirurgia e Mudança Climática</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os países do G-20, cujas populações combinadas somam mais de 4,9 bilhões de pessoas e a maioria da força de trabalho cirúrgica global, realizam milhões de operações todos os anos. Membros como Japão, Reino Unido e Estados Unidos fizeram contribuições financeiras notáveis para promover inovação, iniciativas de prestação de serviços e pesquisas em cuidados cirúrgicos em países ao redor do mundo. No entanto, as necessidades superam as conquistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas aumentam a demanda por cirurgias – e os cuidados cirúrgicos contribuem para a mudança climática. Primeiro, o aumento da frequência de eventos extremos, como inundações e secas, eleva o risco de danos à infraestrutura de cuidados cirúrgicos, especialmente em regiões vulneráveis. Segundo, a mudança climática aumenta a carga de doenças que podem exigir mais cirurgias. Por exemplo, o calor extremo aumenta o risco de incêndios florestais. Áreas com incêndios frequentes têm baixa visibilidade, o que contribui para&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3492003/#ref58">mais acidentes de trânsito</a>. As vítimas desses acidentes muitas vezes precisam de cuidados traumáticos. Vítimas de incêndios florestais também podem necessitar de cuidados cirúrgicos de emergência e trauma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cuidados cirúrgicos, por outro lado, também podem contribuir para a crise climática. Nos países membros do G-20 de alta renda, as salas de operação consomem de três a seis vezes mais energia do que o hospital como um todo. Estimativas mostram que a pegada de carbono anual dos cuidados cirúrgicos no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos pode chegar a&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanplh/article/PIIS2542-5196(17)30162-6/fulltext">9,7 milhões de toneladas</a>&nbsp;de equivalentes de dióxido de carbono (CO2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Índia – o país mais populoso do G20 –, por falta de recursos, deixou de fazer&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10942208/">49 milhões de operações</a>&nbsp;em 2019. A situação é semelhante em outros países de baixa ou média renda. Além dos números agregados, as disparidades internas são gritantes em outros grandes países. Em 2014, o Brasil tinha&nbsp;<a href="https://gh.bmj.com/content/2/2/e000226">18 cirurgiõe</a>s, anestesistas e obstetras ou ginecologistas por 100 mil pessoas na região Norte, em comparação com 46 por 100 mil no Sudeste – a recomendação da Comissão Lancet é de 20 por 100 mil. Tais disparidades muitas vezes refletem desigualdades sociais mais amplas. Por exemplo, comunidades indígenas no Brasil muitas vezes não conseguem acesso a cirurgias essenciais e de emergência quando necessário. Na Índia, áreas rurais, tribais e montanhosas sofrem mais com a falta de acesso a centros cirúrgicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas desigualdades e desafios são agravados pela crise climática, conflitos e surtos de doenças. A pandemia de covid-19 interrompeu significativamente os sistemas de cuidados cirúrgicos em todo o mundo, causando um acúmulo crescente de procedimentos. No Brasil, por exemplo, mais de&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(21)00048-X/fulltext">1 milhão de cirurgias</a>&nbsp;foram adiadas ou canceladas entre março e dezembro de 2020. Esse acúmulo ilustra a interconexão entre os serviços de saúde e a necessidade de estratégias amplas para mitigar os impactos das crises de saúde pública.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">À frente da próxima cúpula do G20 na África do Sul, os estados membros têm a oportunidade de desenvolver políticas que reduzam o impacto climático da cirurgia global e construam resiliência climática.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Construindo Resiliência Climática por Meio da Cirurgia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O setor de saúde contribui com aproximadamente 5% de todas as emissões globais de gases de efeito estufa, e as salas de operação geram&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanplh/article/PIIS2542-5196(17)30162-6/fulltext">mais de 50%</a>&nbsp;de todos os resíduos hospitalares. Um dos principais estudos que medem a pegada de carbono dessa atividade descobriu que uma única operação de catarata no Reino Unido tinha uma pegada de&nbsp;<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3626018/">181,1 quilos de equivalentes de CO2</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sistema de Cuidados Oculares Aravind, no sul da Índia, observou que suas estratégias sustentáveis – como a reutilização de aventais cirúrgicos, cobertores e instrumentos, protocolos racionais de esterilização e monitoramento do uso de eletricidade – reduziram a pegada de carbono da cirurgia de catarata para&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29223227/">5% daquela do Reino Unido</a>, sem comprometer a qualidade e a eficiência dos procedimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este momento pode ser crucial para pesquisadores e clínicos de países de renda média e baixa demonstrarem que há caminhos para soluções de baixa pegada de carbono. As cúpulas do G-20 devem destacar tais soluções cirúrgicas para o compartilhamento de conhecimento centrado nesses países, onde os benefícios da cirurgia têm impactos sociais e ambientais mais amplos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Países do G20 de Alta Renda Devem Contribuir Mais para o Financiamento de Cuidados Cirúrgicos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os investimentos que já foram feitos não são suficientes para cobrir as necessidades não atendidas. A última década de pesquisa mostrou que&nbsp;<a href="https://www.financialexpress.com/business/healthcare-four-reasons-why-india-should-invest-in-surgical-care-3321446/">investimentos</a>&nbsp;em cirurgias essenciais e de emergência são custo-efetivos, que cirurgias acessíveis podem aliviar a pobreza e que o custo da inação na produtividade social é enorme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os líderes do G20 devem, portanto, captar recursos para investimentos estratégicos em cuidados cirúrgicos para os países mais necessitados. Yaneth Giha, diretora executiva da Federação Latino-Americana da Indústria Farmacêutica, destacou que a saúde deve ser vista como&nbsp;<a href="https://fifarma.org/en/statement_g20/">um investimento</a>, e não como uma despesa – dado que impulsiona o crescimento social e econômico. Por exemplo, os gastos com saúde na América Latina aumentaram de&nbsp;<a href="https://fifarma.org/en/statement_g20/">6,73% do PIB em 2005 para 7,96%</a>&nbsp;em 2019, mas ainda ficam abaixo da média global de 10,34%. O gasto privado representa quase metade desse total, afetando desproporcionalmente populações de baixa renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Expandir os sistemas cirúrgicos não é apenas uma prioridade de saúde, mas também uma necessidade econômica. Estimativas sugerem que a ampliação dos cuidados cirúrgicos em países de renda média e baixa exigiria 350 bilhões de dólares. No entanto, o custo da inação é muito maior. A Comissão Lancet&nbsp; sobre Cirurgia Global estima que esses países podem enfrentar uma perda econômica cumulativa de 12,3 trilhões de dólares até 2030, a menos que as necessidades cirúrgicas sejam atendidas. Essa perda ultrapassaria 1,5% do PIB na América Latina e no Caribe, sobrecarregando ainda mais os já limitados orçamentos de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Países do G20 Devem Implementar Melhores Ferramentas de Saúde Digital</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas colaborativas de intervenção, incluindo ensaios pragmáticos, podem melhorar a qualidade cirúrgica nos países de renda média e baixa e otimizar o uso de recursos em todo o mundo. Pesquisas de implementação envolvendo parceiros locais podem ajudar a reduzir ineficiências do sistema de saúde, superar lacunas de habilidades e garantir caminhos de cuidados suaves. Juntas, essas iniciativas de pesquisa e desenvolvimento formam a base para melhorias baseadas em evidências na medicina e na saúde pública em geral.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">[…] Se três países membros do G20 –&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(24)00161-3/fulltext">Brasil</a>,&nbsp;<a href="https://www.frontiersin.org/journals/public-health/articles/10.3389/fpubh.2024.1325922/full">Índia</a>&nbsp;e Indonésia – adotassem e implementassem&nbsp;<a href="https://unitar.org/sustainable-development-goals/people/our-portfolio/programme-health-and-development/global-surgery/national-surgical-obstetric-anesthesia-planning-nsoap-manual">planos nacionais de cirurgia</a>&nbsp;[2], poderiam melhorar a vida de 1,9 bilhão de pessoas, incluindo aquelas sem acesso a cuidados e mais vulneráveis à mudança climática. Além disso, esses planos devem se concentrar no acesso equitativo aos cuidados cirúrgicos e na construção de sistemas cirúrgicos verdes em LMICs. As cúpulas do G-20 podem ajudar a construir a vontade política necessária para iniciar tais iniciativas de planejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses benefícios claros, a cirurgia ainda não é uma prioridade em muitas agendas de saúde. A Organização Pan-Americana da Saúde reconheceu recentemente os cuidados integrados de emergência, críticos e operatórios como fundamentais para as estratégias de atenção primária à saúde. Embora isso esteja refletido na agenda de&nbsp;<a href="https://globalamrhub.org/wp-content/uploads/2024/11/HWG-Ministerial-Declaration-on-Climate-Change-Health-and-Equity-and-on-One-Health-ENG-30.10.24.pdf">resiliência em saúde</a>&nbsp;do G-20 no Brasil, estratégias mais precisas ainda estão ausentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa omissão é uma oportunidade perdida, especialmente porque as políticas de cobertura universal são centrais para o alcance dos ODS. Planos nacionais de cirurgia já implementados em 11 países demonstram como tais políticas podem abordar barreiras à cobertura universal de saúde, como escassez de força de trabalho, compromisso político e desafios de financiamento. Integrar a cirurgia em reformas de saúde mais amplas não é apenas prático – é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É hora de parar de marginalizar os cuidados cirúrgicos e torná-los um pilar dos sistemas globais de saúde. Os países membros do G-20 têm a oportunidade e a responsabilidade de garantir o acesso universal aos cuidados cirúrgicos, com foco na equidade em cada etapa do caminho. Como atual presidente do G-20, o Brasil focou em uma agenda de “sistemas de saúde resilientes” que inclui alcançar a cobertura universal de saúde, fortalecer os sistemas de saúde e melhorar a preparação e resposta a pandemias, mas ignorou em grande parte o papel central que a cirurgia desempenha no alcance desses objetivos. Além de estratégias direcionadas, grandes discussões sobre cirurgia estiveram ausentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fortalecer a força de trabalho cirúrgica, implementar políticas nacionais de cirurgia e investir em cuidados operatórios, a comunidade global de saúde pode dar grandes passos em direção a sistemas de saúde equitativos e resilientes em todo o mundo.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">[1] Há importantes críticas à promoção da chamada “cobertura universal da saúde”, iniciativa da OMS que acaba por incentivar a entrada sorrateira da saúde privada, por meio de seguros de saúde, em países de baixa renda – e que, além disso, está estagnada desde 2019. Você pode ler mais&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/oms-o-engodo-da-cobertura-universal-de-saude/">aqui</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/cobertura-universal-de-saude-uma-ma-proposta/">aqui</a>. [N. da T.]</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Unsplash</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="VOLTA AS AULAS - ANO LETIVO 2025" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JTGv2TQnR3o?start=2687&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais/">Cirurgias, crise climática e desigualdades globais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/cirurgias-crise-climatica-e-desigualdades-globais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crise climática, saúde e o futuro das cidades</title>
		<link>https://ipiracity.com/crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades</link>
					<comments>https://ipiracity.com/crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 20:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=135980</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Leite Populações urbanas são as que mais sofrerão com os impactos do clima. Não há mais espaço para negacionismo: há experiências que mostram caminhos para que haja menos devastação, sofrimento e mortes. Parar de privilegiar os carros é primeiro passo Por&#160;Sophia Samantaroy, no&#160;Health Policy Watch&#160;&#124; Tradução:&#160;Gabriela Leite As cidades que não adotarem ações significativas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades/">Crise climática, saúde e o futuro das cidades</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Gabriela Leite</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Populações urbanas são as que mais sofrerão com os impactos do clima. Não há mais espaço para negacionismo: há experiências que mostram caminhos para que haja menos devastação, sofrimento e mortes. Parar de privilegiar os carros é primeiro passo</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Sophia Samantaroy</strong>, no&nbsp;<em><a href="https://healthpolicy-watch.news/cities-face-severe-degradation-without-meaningful-climate-action-warn-experts/">Health Policy Watch</a></em>&nbsp;| Tradução:&nbsp;<strong>Gabriela Leite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As cidades que não adotarem ações significativas voltadas a enfrentar as mudanças climáticas vão encarar um futuro de grave degradação, com o colapso da infraestrutura e a deterioração ambiental. Esse foi o alerta dado por especialistas em clima e saúde na palestra anual da Academy of Medical Sciences &amp; The Lancet&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01934-2/fulltext?dgcid=print_infographic_inthealthlecture2024"><em>International Health Lecture</em></a>, em Londres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em 2050, o clima de Madri se assemelhará ao de Marrakech hoje. Não é uma boa perspectiva”, disse o Professor Mark Nieuwenhuijsen, o palestrante principal do evento. Para evitar esse cenário, as cidades devem se adaptar e manter a saúde como prioridade nos projetos. “Para nossas cidades, precisamos buscar soluções que reduzam as emissões de CO2 e também melhorem o ambiente, a igualdade e, claro, a qualidade de vida e a saúde.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 2050, espera-se que dois terços da população mundial&nbsp;<a href="https://www.un.org/uk/desa/68-world-population-projected-live-urban-areas-2050-says-un#">vivam em cidades</a>. Nesse contexto, as mudanças climáticas ameaçam cada vez mais a saúde humana nas&nbsp;<a href="https://healthpolicy-watch.news/partnership-for-healthy-cities-achieves-big-wins-over-short-time/">áreas urbanas</a>. As centenas de milhares de quilômetros de asfalto e concreto exacerbam o aumento das temperaturas. As mudanças climáticas são responsáveis por&nbsp;<a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/climate-change-and-health#">37% das mortes relacionadas às altas temperaturas</a>, o que deixa as cidades especialmente vulneráveis às ondas de calor e ao calor extremo. Mark Nieuwenhuijsen argumenta que os planejadores urbanos devem passar a considerar a saúde ao projetar o futuro das cidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prevenir mortes relacionadas ao clima nas cidades requer planejamento urbano com foco intencional na saúde, comentou o pesquisador. Ele argumenta que o planejamento urbano inteligente é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover a saúde, mas isso só será possível se conseguirmos romper com o “vício” nos combustíveis fósseis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 5 milhões de mortes por ano devido à poluição do ar”, alerta ele. Apesar do crescente conhecimento sobre os males causados por eles à saúde, as cidades continuam a se expandir, “e a Europa lidera esse movimento”. O uso de combustíveis fósseis levou a um “planejamento urbano centrado no carro, dominado pelo asfalto e com expansão urbana extensa, o que tem efeitos prejudiciais à saúde”, disse Nieuwenhuijsen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão das áreas urbanas aumenta a dependência de carros. Mas já se sabe que os sistemas de transporte público e o transporte ativo – como caminhar e andar de bicicleta – têm um melhor custo-benefício.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cidades compactas&nbsp;<em>vs</em>&nbsp;cidades verdes – políticas que incluem o melhor de ambos os modelos (classificação das cidades europeias)</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2024/10/241024-grafico-cidades.jpg" alt="" class="wp-image-3102367"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Quatro diferentes configurações de cidades europeias variam em seus efeitos na saúde e no meio ambiente. As cidades compactas são as que emitem menos, mas apresentam as taxas de mortalidade mais altas em comparação com cidades menos densas.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na Europa, onde muitas cidades estão crescendo mais rápido que suas populações, a alta densidade populacional tem vantagens potenciais. Entre elas estão os tempos de deslocamento reduzidos, menor dependência de carros, maior eficiência energética e menor consumo de materiais de construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais compacta a cidade, mais eficiente. No entanto, cidades compactas também têm desvantagens potenciais, como taxas de mortalidade mais altas, densidade de tráfego, poluição do ar e mais barulho – além do calor excessivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nieuwenhuijsen apresentou as cidades europeias divididas em quatro grupos: as compactas de alta densidade, as abertas de baixa altura (ou seja, com edifícios mais baixos) e média densidade, as abertas de baixa altura e baixa densidade, e as verdes de baixa densidade. A análise das cidades nessas categorias mostra uma divisão: as cidades se enquadram, de um lado, em maior mortalidade e menores emissões de gases de efeito estufa; e de outro em menor mortalidade e maiores emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma cidade como Barcelona – compacta e de alta densidade – pode esperar ter uma taxa de mortalidade 10-15% mais alta, qualidade do ar pior e efeito de ilhas de calor mais fortes – mas emite menos CO2, explicou Nieuwenhuijsen. No geral, os pesquisadores estimaram que o planejamento urbano deficiente resulta em 20% das mortes prematuras. “Barcelona é uma cidade maravilhosa, mas tem muita poluição do ar, muito barulho e poucos espaços verdes”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em contraste, cidades mais verdes e menos densamente povoadas têm taxas de mortalidade mais baixas, menores níveis de poluição do ar e um efeito de ilha de calor urbano mais fraco – mas maiores pegadas de carbono por pessoa”, prosseguiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dicotomia – altos emissores com melhor qualidade de saúde&nbsp;<em>versus</em>&nbsp;menores emissores com saúde pior – significa que as cidades devem implementar políticas para melhorar a qualidade de vida e reduzir as mortes, mas também para diminuir a poluição. Nieuwenhuijsen acredita que ambos são possíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Políticas que reduzam os níveis de poluição do ar e a dependência de carros, e que aumentem os espaços verdes, ciclovias e a atividade física “reduziriam substancialmente a taxa de mortalidade”, ele argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Superblocos, espaços verdes e cidades de 15 minutos</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2024/10/241024-barcelona.jpg" alt="" class="wp-image-3102368"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Barcelona é uma das várias grandes cidades que implementam um planejamento urbano inovador para melhorar a saúde ambiental e humana</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Várias cidades já começaram a implementar modelos urbanos inovadores que equilibram os objetivos de menores emissões e ambientes mais saudáveis – e as principais novidades estão na maneira como se utilizam os terrenos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muito do nosso espaço público nas cidades está, hoje, entregue aos carros. Ou seja, na Espanha, 69% do espaço público é utilizado por carros – as estradas também são espaços públicos. As vagas para estacionar nas ruas são espaço público. Quero dizer, esse é o tipo de área que poderíamos usar de uma maneira muito melhor,” comentou Nieuwenhuijsen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Paris, um projeto chamado “<a href="https://www.npr.org/2023/10/03/1202252103/china-floods-sponge-cities-climate-change">cidade de 15 minutos</a>” – onde todos os principais destinos podem ser alcançados dentro de 15 minutos da casa de cada cidadão – aumentou os investimentos em ciclovias e zonas livres de carros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os “superblocos” de Barcelona, os bairros de baixo tráfego de Londres e&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vauban,_Freiburg">Vauban</a>, o bairro sem carros em Friburgo, na Alemanha, são todas soluções promissoras para reduzir mortes prematuras e aumentar os espaços verdes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nieuwenhuijsen e outros especialistas reunidos no evento apontaram esses e outros exemplos como evidências de que mudanças no planejamento urbano são possíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias cidades chinesas também adotaram a interseção entre planejamento urbano e novas tecnologias para prevenir inundações por meio de seus projetos de&nbsp;<a href="https://www.npr.org/2023/10/03/1202252103/china-floods-sponge-cities-climate-change">Cidades-Esponja</a>, comentou Maria Neira, diretora de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da Organização Mundial da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cada vez mais, precisamos estar preparados para trabalhar com urbanistas e arquitetos que atuam no nível das cidades. E às vezes tenho a impressão de que eles estão mais preparados, mais avançados, mais engajados e mais apaixonados do que nossos agentes de saúde pública que atuam nas prefeituras”, disse Neira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Então precisamos criar soluções e argumentos muito fortes para nossos agentes de saúde pública também, para fazer uma pressão no nível das cidades, no nível urbano, para o engajamento com o planejamento urbano saudável”, concluiu a diretora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Tempo.com</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="AÇÕES DA REDE ESTADUAL NA BACIA DO JACUÍPE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Mb_HR6hiazk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades/">Crise climática, saúde e o futuro das cidades</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/crise-climatica-saude-e-o-futuro-das-cidades/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Que papel têm as cidades na crise climática?</title>
		<link>https://ipiracity.com/que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica</link>
					<comments>https://ipiracity.com/que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 18:57:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=134406</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Solange Caetano Diversos problemas de saúde são agravados pelos efeitos da destruição do meio ambiente. Nos municípios, há caminhos eficazes para amenizar esses impactos. Três são essenciais: saneamento, tratamento do lixo e conservação de áreas verdes É inegável, e os estudos comprovam, que vivemos um tempo em que as questões ambientais ganham relevância. Em todo [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica/">Que papel têm as cidades na crise climática?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Solange Caetano</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos problemas de saúde são agravados pelos efeitos da destruição do meio ambiente. Nos municípios, há caminhos eficazes para amenizar esses impactos. Três são essenciais: saneamento, tratamento do lixo e conservação de áreas verdes</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inegável, e os estudos comprovam, que vivemos um tempo em que as questões ambientais ganham relevância. Em todo o mundo, as alterações climáticas provocam desastres ambientais com imensos prejuízos para a economia e, principalmente, para a vida das pessoas. Tempestades, terremotos, tsunamis, alterações no clima e outras tantas calamidades também geram um grande impacto na saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último domingo, 6 de outubro, os municípios brasileiros escolheram prefeitos e vereadores. Foi uma oportunidade de optar por candidatos que pensassem e apresentassem alternativas para melhorar o quadro do clima. Dados e indicadores sustentam que a preocupação com esse tema é fundamental nos próximos quatro anos, tempo que abrange os próximos mandatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão climática, em geral, quando abordada, traz junto termos e noções aparentemente difíceis para a compreensão do senso comum. Mercado de carbono é um desses termos. Quem sabe o que é isso?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nível dos municípios, o tratamento da questão climática poderia ser muito simples e abordar problemas que já são conhecidos há décadas: saneamento, tratamento dos resíduos sólidos e conservação ambiental. Essas três áreas são fundamentais no trato da questão climática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 50% dos municípios não têm água tratada, e o déficit no tratamento de esgoto chega a 70-80% em algumas regiões. O saneamento básico não só previne doenças como dengue e chikungunya, mas também reduz significativamente os custos do Sistema Único de Saúde (SUS). Cada real investido em saneamento resulta numa economia de três reais em gastos com saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os municípios também precisam pensar uma gestão mais eficiente dos resíduos sólidos. Em vez de simplesmente enterrar lixo em aterros sanitários, os municípios devem investir em tecnologias que reaproveitem materiais recicláveis e trate os resíduos orgânicos. Esse modelo, além de sustentável, gera empregos e energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário conservar áreas ambientais dentro dos municípios; mantendo e criando parques e áreas verdes administrados pelo setor público; e não entregue às empresas privadas para que tenham lucros restringindo o acesso da população mais pobre e periférica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações ambientais são de responsabilidade direta das gestões municipais e é necessário integrar as políticas ambientais com outras áreas, como educação e saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise ambiental atinge com muito mais força as pessoas pobres, com moradias precárias, sem acesso ao saneamento adequado. Basta andar pelas periferias das cidades brasileiras para perceber esgotos a céu aberto, lixões onde pessoas procuram comida, esquinas e terrenos baldios com entulhos. Por outro lado, a definição dos planos diretores dos municípios é, quase sempre, pautada pelos interesses das grandes construtoras, com áreas densamente povoadas, com muito concreto e quase nada de solo permeável, facilitando os alagamentos quando a chuva vem mais forte do que o esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder público municipal tem autonomia sobre essas questões, pode definir estratégias, ações e investimentos. Mas para isso, é fundamental vontade política e desvinculação dos grandes grupos econômicos que tem quase nenhuma preocupação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A importância das rádios comunitárias no Brasil" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/frb50f3cgo0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica/">Que papel têm as cidades na crise climática?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/que-papel-tem-as-cidades-na-crise-climatica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crise climática: outra bomba sobre a Saúde</title>
		<link>https://ipiracity.com/crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude</link>
					<comments>https://ipiracity.com/crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 18:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=123688</guid>

					<description><![CDATA[<p>Organizações da saúde alertam há anos sobre os impactos que o colapso ambiental causará às populações. Dados afirmam que um terço do mundo enfrentará ondas de calor severas. Doenças surgirão ou retornarão. O que é preciso fazer para minimizar seus impactos? Por&#160;Solange Nascimento, em sua coluna no&#160;Outra Saúde O dia 5 de junho marcou o [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude/">Crise climática: outra bomba sobre a Saúde</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Organizações da saúde alertam há anos sobre os impactos que o colapso ambiental causará às populações. Dados afirmam que um terço do mundo enfrentará ondas de calor severas. Doenças surgirão ou retornarão. O que é preciso fazer para minimizar seus impactos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;<strong>Solange Nascimento</strong>, em sua coluna no&nbsp;<em>Outra Saúde</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O dia 5 de junho marcou o Dia Mundial do Meio Ambiente, num momento em que o mundo se depara com uma realidade mais severa do que se previa anos atrás, quando muitos negavam que a atividade humana pudesse impactar as mudanças climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário de 2024 não permite espaço para negação. Tanto no Norte quanto no Sul do globo, eventos climáticos extremos devastam comunidades, causam danos econômicos e deixam cicatrizes profundas, especialmente nas populações mais pobres e marginalizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tragédia recente das enchentes no Rio Grande do Sul evidencia que o Brasil não está isento de eventos climáticos extremos. Episódios anteriores, como a seca na Amazônia, já haviam chamado a atenção para essa realidade. No entanto, foi necessário um evento catastrófico em um estado considerado próspero para conscientizar o país sobre a urgência de mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que as mudanças climáticas estejam associadas a pelo menos 150 mil mortes por ano, prevendo-se que esse número dobre até 2030. Neste mesmo ano, a Terra poderá estar se aproximando do limite de aumento de temperatura de 1,5°C.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo o IPCC, um terço da população mundial enfrentaria regularmente ondas de calor severas, recifes de corais em águas quentes seriam devastados e o gelo do Ártico poderia derreter completamente pelo menos uma vez por década, durante o verão.<br><br>O aumento da temperatura, o derretimento das geleiras e a degradação ambiental são apenas alguns dos problemas ligados à crise climática, porém, não são os únicos que representam uma ameaça direta à saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas mudanças podem influenciar na propagação de vetores, na qualidade das águas e na produção de alimentos, além de contribuir para a poluição do ar. As doenças mais suscetíveis a essas mudanças são as infecciosas, como leishmaniose, malária, dengue e outras arboviroses. A hepatite também é uma preocupação significativa, pois sua transmissão hídrica é especialmente comum em regiões com carências de saneamento básico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 2021, mais de 300 organizações, representando um total de 45 milhões de profissionais de saúde, divulgaram uma carta aberta com um apelo à comunidade internacional para intensificar os esforços em prol da ação climática.<br><br>“Como profissionais de saúde, reconhecemos nossa obrigação ética de falar sobre essa crise em rápido crescimento que pode ser muito mais catastrófica e duradoura do que a pandemia da covid-19. Nós pedimos que os governos cumpram suas responsabilidades, protegendo seus cidadãos, vizinhos e gerações futuras da crise climática”, afirmaram.<br><br>A Fiocruz conduz estudos prospectivos e análises de riscos relacionados a doenças emergentes, reemergentes e negligenciadas, buscando avaliar o impacto das mudanças climáticas no surgimento ou ressurgimento dessas enfermidades.<br><br>Os impactos das mudanças climáticas permeiam inúmeros aspectos da vida. É fundamental que a sociedade promova uma mobilização abrangente, a unir entidades, cientistas, profissionais de saúde e representantes de todas as esferas, a fim de pressionar os governos e parlamentos a adotarem medidas e legislações que, se não forem capazes de reverter, ao menos possam mitigar esses desafios. É essencial direcionar o olhar para o meio ambiente e cultivar um profundo respeito por ele, pois é dele que depende a vida e o futuro no nosso planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra saúde / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Longevidade saudável" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/yssal1jK2y8?start=3711&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude/">Crise climática: outra bomba sobre a Saúde</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/crise-climatica-outra-bomba-sobre-a-saude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tribunal decide que Suíça viola direitos humanos ao falhar no controle da crise climática</title>
		<link>https://ipiracity.com/tribunal-decide-que-suica-viola-direitos-humanos-ao-falhar-no-controle-da-crise-climatica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tribunal-decide-que-suica-viola-direitos-humanos-ao-falhar-no-controle-da-crise-climatica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 11:23:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=118725</guid>

					<description><![CDATA[<p>Processo havia sido aberto por grupo de idosas que argumentam que ondas de calor trazem risco de vida; outros dois casos climáticos foram julgados inadmissíveis Um tribunal internacional baseado na França determinou nesta terça-feira (9) que o fracasso da Suíça em enfrentar adequadamente a crise climática está violando os direitos humanos, em um julgamento climático histórico que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/tribunal-decide-que-suica-viola-direitos-humanos-ao-falhar-no-controle-da-crise-climatica/">Tribunal decide que Suíça viola direitos humanos ao falhar no controle da crise climática</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Processo havia sido aberto por grupo de idosas que argumentam que ondas de calor trazem risco de vida; outros dois casos climáticos foram julgados inadmissíveis</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um tribunal internacional baseado na França determinou nesta terça-feira (9) que o fracasso da Suíça em enfrentar adequadamente a crise climática está violando os direitos humanos, em um julgamento climático histórico que especialistas dizem que pode ter um efeito cascata em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), em Estrasburgo, na França, emitiu decisões sobre um trio de processos climáticos separados, um aberto por mais de 2.000 idosas suíças contra a Suíça. Elas argumentaram que ondas de calor impulsionadas pelas mudanças climáticas minaram sua saúde e as colocaram sob risco de morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tribunal decidiu que o governo suíço violou alguns dos direitos humanos das mulheres ao não cumprir as metas anteriores de reduzir a poluição por aquecimento do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As outras reivindicações foram apresentadas por um prefeito contra o governo francês e um terceiro processo foi aberto por seis jovens em Portugal contra 32 países europeus. Estas duas alegações foram consideradas inadmissíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os três argumentaram que a falha dos governos em reduzir adequadamente a poluição por aquecimento do planeta os causou danos, incluindo a violação de seus direitos à vida, seu bem-estar e saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas ações marcam a primeira vez que o tribunal decide sobre litígios climáticos. Não há direito de recurso e as decisões são juridicamente vinculativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a decisão só se aplique à Suíça, especialistas dizem que o caso poderia reforçar outros casos climáticos baseados em direitos humanos pendentes em tribunais internacionais e poderia abrir as portas para inúmeras ações judiciais semelhantes a serem lançadas no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma sentença contra qualquer um dos países funciona efetivamente “como um tratado vinculativo imposto pelo tribunal”, disse Gerry Liston, advogado da Global Legal Action Network, que apoiou o caso de Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f2.png" alt="📲" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va7POUB9sBI88RkOb31T">Clique aqui e participe do Canal do Ipirá City no WhatsApp</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>CNN</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/tribunal-decide-que-suica-viola-direitos-humanos-ao-falhar-no-controle-da-crise-climatica/">Tribunal decide que Suíça viola direitos humanos ao falhar no controle da crise climática</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
