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	<title>cultura pernambucana |</title>
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	<title>cultura pernambucana |</title>
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		<title>Carnaval em Olinda e Recife terá homenagem a grandes nomes da cultura pernambucana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 18:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As cidades homenagem artistas como Geraldo Azevedo, a Rainha Marivalda e Zé da Macuca, que faleceu em 2021 Todos os elementos que compõem o Carnaval pernambucano só existem e resistem porque diversas pessoas dedicam suas vidas para manter as tradições carnavalescas vivas. As fantasias coloridas, os ritmos e danças diversas, a alegria dos encontros e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As cidades homenagem artistas como Geraldo Azevedo, a Rainha Marivalda e Zé da Macuca, que faleceu em 2021</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023" width="828" height="104"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os elementos que compõem o Carnaval pernambucano só existem e resistem porque diversas pessoas dedicam suas vidas para manter as tradições carnavalescas vivas. As fantasias coloridas, os ritmos e danças diversas, a alegria dos encontros e celebrações têm apoteose em fevereiro, mas são construídas no cotidiano durante o ano todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como forma de reconhecer a dedicação à cultura, o&nbsp;<a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Tradi%C3%A7%C3%A3o+do+carnaval+de+Olinda%2C+os+bonecos+gigantes+s%C3%A3o%2C+na+verdade%2C+do+Sert%C3%A3o+de+Pernambuco&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;safari_group=9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Carnaval de Olinda</a>&nbsp;e Recife homenageia todos os anos grandes expoentes da cultura popular. Em 2023, Olinda homenageia o Maestro Oséas e Zé da Macuca (in memoriam), e Recife homenageia a passista de frevo&nbsp;Zenaide Bezerra, a Rainha do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Marivalda Maria dos Santos, e o cantor Geraldo Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Tradi%C3%A7%C3%A3o+do+carnaval+de+Olinda%2C+os+bonecos+gigantes+s%C3%A3o%2C+na+verdade%2C+do+Sert%C3%A3o+de+Pernambuco&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;safari_group=9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">::&nbsp;Tradição do carnaval de Olinda, os bonecos gigantes são, na verdade, do Sertão de Pernambuco&nbsp;::</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A votação em Olinda aconteceu através de uma urna eletrônica itinerante e pelo site oficial da Prefeitura de Olinda e contabilizou 41.088 mil votos, com 10 personalidades participando da disputa em duas categorias. O Maestro Oséas foi o campeão na categoria ‘Em vida’, arrematando 6.991 votos. Já na categoria ‘In Memoriam’, Zé da Macuca foi alvo do reconhecimento pelo público, conquistando 9.111 votos. No Recife, a escolha feita pela Prefeitura privilegiou expoentes do frevo e do maracatu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rainha Marivalda &#8211; “Eu sozinha não posso ser uma rainha”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rainha da&nbsp;<strong>Nação de Maracatu de Baque Virado Estrela Brilhante do Recife</strong>&nbsp;desde a década de 1990, Marivalda Maria dos Santos recebeu com alegria a homenagem no Carnaval 2023 do Recife. “Foi uma felicidade. Eu tive covid-19 e estou aqui viva para fazer outros e outros carnavais se Deus quiser e os orixás. Então estou muito feliz de a&nbsp;Prefeitura ter reconhecido meu trabalho. Eu e meu povo, porque eu sozinha não posso ser uma rainha. Tem muito trabalho para fazer”, compartilha Marivalda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/56ff3d13d18e2c47aa10b23e691309c0.jpeg"><br>Rainha Marivalda está a frente do Maracatu Nação Estrela Brilhante desde a década de 1990. / Iphan</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Maracatu Nação Estrela Brilhante foi fundado em 1906 e o título de rainha é uma tradição que remonta às coroações de reis e rainhas do Congo no século XIX. Para ser rainha, é preciso ser mulher negra e estar também ligada ao candomblé, já que o maracatu nação é vinculado às religiões de matriz afro-brasileira. A manifestação cultural é registrada como&nbsp;<strong>Patrimônio Cultural do Brasil&nbsp;</strong>desde 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há quase 30 anos, a casa da rainha Marivalda é a sede do Estrela Brilhante e um Ponto de Cultura. Manter a estrutura física e demais custos do maracatu é um dos desafios. “Eu vivo das apresentações. A prefeitura deu uma verba para despesas pequenas em dezembro do ano passado, mas já está acabando. Com as apresentações em congressos, eventos, a gente levanta recursos e investe. A sede é na minha casa e ela já está ficando pequena”, conta Marivalda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Carnaval sempre esteve presente na vida da rainha do maracatu, seja nos bastidores, costurando fantasias e fazendo adereços, ou na posição de destaque que assume atualmente.&nbsp;“Sempre gostei de Carnaval. Fui do Maracatu Elefante, depois do Leão Coroado. E estou até hoje aqui. Trabalho com amor, dedicação. Amo o que faço, eu e meu povo”, conclui.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia mais:&nbsp;</strong><a href="https://www.brasildefatope.com.br/2022/04/01/conheca-dona-santa-a-matriarca-dos-maracatus-e-dos-terreiros-que-reinou-no-recife" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conheça Dona Santa, a matriarca dos maracatus e dos terreiros que reinou no Recife</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Zé da Macuca &#8211; “Uma vida integralmente dedicada ao ativismo cultural”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi durante a sua festa de 35 anos, em 1989, que o pernambucano José Oliveira Rocha, mais conhecido por Zé da Macuca, criou o&nbsp;<strong>Boi da Macuca</strong>, uma mistura de poesia, musicalidade, alegria e originalidade. Ativista cultural e admirador da cultura tradicional e popular pernambucana, Zé da Macuca também foi sinônimo de alegria para os que o conheceram e conviveram com ele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E foi também com alegria que Rudá Rocha, filho de Zé da Macuca, recebeu a homenagem ao seu pai. “É muito gratificante receber essa homenagem. É como uma coroação de uma vida integralmente dedicada ao ativismo cultural. Receber isso num carnaval democrático e popular como é o de Olinda é de uma felicidade rara para alguém que trabalha com cultura”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/c9e8e8d0e6a30f8740b4cd69cce83647.jpeg"><br>Zé da Macuca deixa o legado da valorização da cultura popular nordestina. / Tom Cabral/Secult-PE/Fundarpe</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Boi da Macuca não fica restrito ao período de carnaval. Durante o ano, acontecem diversas ações que movimentam a cena cultural olindense. “O maior legado cultural de Zé da Macuca é a valorização da cultura popular nordestina. Esse é o grande ponto. E de intercambiar isso com culturas de vanguarda. No caso do Carnaval de Olinda especificamente é [o legado] justamente levar um pouco dessa cultura do interior, da zona rural do agreste pernambucano, para a terra do frevo e misturar a música de Luiz Gonzaga e Dominguinhos com o frevo”, explica o filho de Zé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Carnaval 2023, o Boi da Macuca planeja um momento especial, com explica Rudá: “Da sexta para o sábado de Carnaval, a gente vai sair pontualmente à meia noite, porque o dia 18 de fevereiro, que é o sábado, é o aniversário do meu pai e o aniversário do Boi. Então esse ano a gente vai fazer um cortejo especial para abrir o sábado de Zé Pereira”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zenaide Bezerra &#8211; “faço de tudo um pouco pra ir sobrevivendo. Invento coisa”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zenaide Bezerra é considerada a&nbsp;<strong>mais antiga passista em atividade do Brasil</strong>. São pelo menos 65 anos dançando e ensinando frevo. Os primeiros passos foram dados com incentivo do seu pai, o renomado passista&nbsp;<strong>Egídio Bezerra</strong>. Para Zenaide, receber essa homenagem no Carnaval de Recife foi “uma surpresa muito grande. Aos 73 anos de idade, eu já não estava esperando muita coisa. Fiquei muito feliz”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, Zenaide foi declarada&nbsp;<strong>Patrimônio Vivo do Recife</strong>&nbsp;como reconhecimento à sua &nbsp;história dedicada a transmitir para as próximas gerações o legado do Carnaval e da cultura pernambucana. Da sua trajetória, Zenaide destaca o ofício de ensinar. “Danço desde os 8 anos. Já trabalhei no Estado dando aula. Trabalhei em Olinda. Dei aula na Casa da Cultura nos finais de semana. Toda a minha família dança, toca. Eu tenho 4 filhos e uma filha e todos participam do frevo. Passei muito tempo trabalhando com a comunidade”, compartilha</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/abd99eb7fbdcbb37cee9e8981686c31c.jpeg"><br>Seguindo o legado do pai, Zenaide Bezerra passou a tradição do frevo para a família e para a comunidade. / Arquivo pessoal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na pandemia, o isolamento necessário fez com o que algumas integrantes do grupo se afastassem do cotidiano de ensaios. “Eu fiquei triste, porque as pessoas foram embora. Agora eu junto os filhos, netas e bisnetas para nos apresentarmos”. Aos poucos, o grupo vem se recompondo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao acionar a memória do início como passista, Zenaide conta: “Eu e meu pai começamos o Baile Municipal. Eu ia como passista junto com ele. Fico muito emocionada. Faço de tudo um pouco pra ir sobrevivendo. Invento coisa. Aprendi a dar aula com ele. Meu pai ia trazendo algumas pessoas aqui para casa e a gente ensinava os passos”. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maestro Oséas &#8211; &#8220;Para mim o frevo é tudo. É minha vida. Daí que eu criei minha família&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oséas Leão de Souza, o Maestro Oséas, tocou os primeiros frevos aos 15 anos, na banda de Henrique Dias, a qual integra de forma permanente desde os 18 anos. O&nbsp;<strong>reconhecido trompetista</strong>&nbsp;agita grandes blocos carnavalescos de Olinda, a exemplo do Menino da Tarde, Elefante, Vassourinhas, João Travolta, Ceroula e Cariri.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há mais de 40 anos tem a sua própria orquestra, animando os foliões por onde passa. O maestro é conhecido por gostar de tocar frevos difíceis e já virou&nbsp;símbolo do Carnaval de Olinda. Ao receber a homenagem, o maestro afirma: &#8220;eu me sinto feliz. Eu mesmo não esperava não. Tanta gente bem mais conhecida por aí, mas me senti feliz em ser homenageado. Vi que o povo gosta de mim&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images03.brasildefato.com.br/3be86c7acb4a68db37c583f2babf27ad.jpeg"><br>Maestro Oséas é conhecido por tocar frevos difíceis e animar os foliões em grandes blocos do Carnaval de Olinda. / Arquivo pessoal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando perguntado sobre o que significa o carnaval para ele, Oséas é categórico: &#8220;Eu comecei a tocar frevo com 15 anos. Para mim o frevo é tudo. É minha vida. Daí que eu criei minha família&#8221;. Para a festa desse ano, o maestro não espera menos do que ladeiras lotadas e muita música em Olinda. &#8220;Vai ser lotado de gente. A minha orquestra está com muitos trabalhos já marcados e vai ser ótimo. Espero que seja um dos melhores&#8221;, pontua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é também um momento para reivindicar um olhar mais cuidadoso para o frevo ao longo do ano todo. &#8220;Eu queria que o governo e o povo abraçassem mais o frevo, porque ele está abandonado. O carnaval de Pernambuco&nbsp;é o melhor carnaval do mundo, mas&nbsp;a turma não está dando muito valor para tudo o que a gente tem. Queria que a turma olhasse mais para isso&#8221;, conclui.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geraldo Azevedo &#8211; o sertanejo consagrado pelo frevo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cantor nasceu em Petrolina, no sertão pernambucano, e começou a carreira musical com o frevo, quando integrou uma banda de carnaval. A estreia como compositor em 1967 também foi com o frevo. A música&nbsp;<strong>“Aquela Rosa”</strong>, escrita em parceria com Carlos Fernando, foi a vencedora do Festival de Música Popular do Nordeste, e atualmente é um clássico momesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" src="https://images02.brasildefato.com.br/73d4860c79f88a487dde49d7af8ba714.jpeg"><br>Ao longo da carreira, Geraldo Azevedo coleciona músicas de sucesso. / Namaste Produções/Monalisa Marques</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua trajetória é marcada por <strong>grandes clássicos</strong> e <strong>parcerias importantes </strong>com Naná Vasconcelos, Alceu Valença, Xangai e Elomar, Elba e Zé Ramalho, por exemplo. Geraldo gravou mais de 20 discos e levou para o mundo não só o frevo, mas também  forró, xote, baião e maracatu.  Em 2019, o cantor revisitou o frevo ao lançar um disco inédito todo dedicado ao ritmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edição: Vanessa Gonzaga</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.brasildefatope.com.br/2023/02/02/olinda-e-recife-homenageiam-grandes-nomes-da-cultura-pernambucana-na-carnaval-2023" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BdF Pernambuco</a></p>



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