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	<title>Dengue |</title>
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	<title>Dengue |</title>
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		<title>Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:34:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue&#160;Butantan-DV. De acordo com a&#160;Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/anvisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anvisa</a></strong>) instituiu um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue&nbsp;<a href="https://butantan.gov.br/assets/arquivos/soros-e-vacinas/soros/2026/DENGUE_Bula_Paciente.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Butantan-DV</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a&nbsp;<a href="https://in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-715-de-15-de-junho-de-2026-712362697" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portaria nº 715/2026</a>, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Composição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo será formado por representantes de diferentes áreas da Anvisa, incluindo setores responsáveis por produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de diretorias da agência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há previsão de participação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Ministério da Saúde</a></strong>, como convidado nas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O painel de especialistas terá caráter consultivo e será formado por profissionais externos à agência, escolhidos com base em critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflito de interesses. A participação será voluntária e não remunerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Decisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A portaria estabelece que as conclusões do grupo de trabalho e do painel de especialistas servirão como subsídio técnico para decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, responsável pelas deliberações finais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo terá duração indeterminada e poderá permanecer em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento e análise relacionados à segurança da vacina. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>(Com informações da Agência Brasil)</em> / Imagem: Walterson Rosa/MS<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS:BPC / LOAS." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/fIXDaDqozgs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Ministério da Saúde incorpora teste rápido de dengue no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 13:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.&#160;A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está&#160;publicada&#160;no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26). A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde (<a href="https://medicinasa.com.br/tag/ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MS</strong></a>) incorporou no Sistema Único de Saúde (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/sus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUS</a></strong>) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.&nbsp;A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-saes/ms-n-3.908-de-11-de-marco-de-2026-695447939" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicada</a>&nbsp;no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma já está em vigor.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_103841"><img decoding="async" src="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Dengue-MEDSA-1.jpg" alt="https://medicinasa.com.br/" class="wp-image-103841"/><figcaption class="wp-element-caption">Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vantagens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>(Com informações da Agência Brasil)</em></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ministerio-da-saude-incorpora-teste-rapido-de-dengue-no-sus/">Ministério da Saúde incorpora teste rápido de dengue no SUS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Sobre a vacina da dengue do Butantan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apontamentos a respeito desse grande feito científico do Brasil. Como poderá enfim controlar a doença no país. Por que o debate sobre estratégias “verticais” e “horizontais” está superado. E a razão para celebrá-la como uma conquista verdadeiramente nacional Por Reinaldo Guimarães O recente licenciamento da vacina do Butantan contra a Dengue no final de novembro é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Apontamentos a respeito desse grande feito científico do Brasil. Como poderá enfim controlar a doença no país. Por que o debate sobre estratégias “verticais” e “horizontais” está superado. E a razão para celebrá-la como uma conquista verdadeiramente nacional</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Reinaldo Guimarães</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recente licenciamento da vacina do Butantan contra a Dengue no final de novembro é uma grande notícia. Dose única, protege contra os quatro sorotipos da doença e é barata em relação a outras vacinas. É efetiva para evitar cerca de 89% dos casos graves e 80% para o adoecimento. Com muita razão o diretor científico do Butantan, Esper Kallás, comemorou esse feito científico e principalmente tecnológico do instituto. Em poucos anos, depois de incorporada a vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, a dengue poderá ser controlada no país. Atenção, não se fala em erradicação, nem muito menos em eliminação da doença. Naturalmente, a existência dessa vacina, muito melhor do que as duas outras disponíveis (uma delas produzida pela francesa Sanofi, teve sua utilização restringida pela OMS), não resolve toda a complexa cadeia de relações existente entre o Aedes, o vírus e os humanos suscetíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo que produzida em número suficiente de doses e incorporada no SUS, as campanhas de controle do vetor realizadas tendo como alvo a eliminação de coleções de água no entorno e interior das residências são essenciais. De acordo com o Ministério da Saúde entre 80% e 90% dos focos do&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>&nbsp;estão concentrados no ambiente domiciliar (intra e peridomicílio). Este dado reforça a estratégia de que o combate ao mosquito começa dentro de casa. Além disso, a atuação dos agentes de saúde e da máquina da Atenção Primária terá que dar a sua contribuição. Finalmente, as milhões de doses terão que chegar a tempo e a hora nos braços das pessoas elegíveis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última virada de século houve um debate intenso entre os sanitaristas que imaginaram, implantaram e desenvolveram o SUS em torno do predomínio de estratégias “verticais” e “horizontais” no novo sistema. Os primeiros eram denominados “campanhistas” e os outros eram adeptos de um radical processo de municipalização (daí a ideia da horizontalidade). O tempo passou e a municipalização foi implantada em muitas dimensões com o fortalecimento dos Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde. Mas, em outros aspectos da gestão do SUS, ficou patente a necessidade de abordagens centralizadas e verticais (“campanhistas”) e talvez os dois programas onde essa verticalização foi mais bem sucedida foram os transplantes e a imunização. O PNI é um sucesso absoluto (vamos lembrar da COVID). Aquele debate antigo não faz muito sentido hoje em dia, muito embora haja dimensões onde a perspectiva horizontal tenha deixado a desejar como foi o caso da vigilância epidemiológica na mesma pandemia de COVID.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra dimensão a ser mencionada neste bom anúncio da vacina do Butantan, foi o arranjo tecnológico que levou ao sucesso da vacina. Não conheço os detalhes dos contratos entre o NIH, a MSD, a empresa chinesa que produzirá as milhões de doses da vacina e o Butantan. Não sei por exemplo, quais mercados pertencerão ao Butantan nem quanto o nosso instituto terá que remunerar seus sócios na forma de royalties ou outras modalidades de remuneração de direitos. Mas tenho certeza de que o Butantan apertou os seus sócios na defesa dos interesses do próprio instituto e do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, nesse arranjo há uma dimensão muito importante que deve ser mencionada. Ela diz respeito à propriedade do projeto, isto é, quem o elaborou. E no caso, foi o Butantan. Foi ele quem entendeu a necessidade de uma vacina com essas características, que foi atrás de conhecimento de bancada, estabeleceu uma rota de desenvolvimento autóctone, derivada de outros sucessos seus, como na vacina contra a Influenza, e localizou um parceiro para escalonar a produção numa escala de muitos milhões de doses. Esse contorno todo é que define o que chamo a propriedade do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos pensar nos projetos das montadoras de automóveis no Brasil e na Embraer. No caso dos automóveis, os projetos são sempre das matrizes. Os carros são montados, embora tenha se desenvolvido por aqui uma quantidade importante de fabricantes de autopeças. A relevância e o sucesso da Embraer decorrem da propriedade do projeto. A empresa vai buscar muitos de seus componentes dentro e fora do país (por exemplo, as turbinas de seus aviões). Tem até fábricas no exterior. Mas a ideia e o desenvolvimento pertencem à empresa brasileira. Essa vacina contra a dengue,&nbsp;<em>mutatis mutandis</em>, é muito mais Embraer do que indústria automobilística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Instituto Butantan</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/sobre-a-vacina-da-dengue-do-butantan/">Sobre a vacina da dengue do Butantan</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2025 03:47:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência pode concluir análise do registro no fim da semana que vem Luiz Claudio Ferreira &#8211; repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 8 de novembro de 2025 A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do&#160;final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Agência pode concluir análise do registro no fim da semana que vem</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiz Claudio Ferreira &#8211; repórter da Agência Brasil &#8211; Sábado, 8 de novembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do&nbsp;final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito nesta sexta (7), em coletiva de imprensa que tratou sobre a necessidade de acelerar as filas para aprovação de medicamentos sintéticos e produtos biológicos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1666672&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1666672&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou o diretor da Anvisa Daniel Pereira. Ele explicou que, na semana passada, houve uma reunião com o comitê de especialistas para suprir dúvidas que ficaram em relação à vacina.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, explicou.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira acrescentou que essa análise demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram a decisão. Segundo a Anvisa, não houve solicitações de registro de outros imunizantes por parte dos demais laboratórios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na reunião com a imprensa desta sexta,&nbsp;<strong>diretores da Anvisa ainda explicaram que a agência pretende&nbsp;utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar em pelo menos 50% o tempo de análise de medicamentos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, contextualizou que há um aumento constante, de aproximadamente de 10%, de petições de novos registros junto à&nbsp;agência. Isso faz com que análises cheguem a demorar até três anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas&nbsp;que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente da Anvisa, as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. &#8220;É um instrimento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”, disse Safatle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor da Anvisa Daniel Pereira informou que a agência tem hoje na fila aproximadamente 1,1 mil medicamentos sintéticos e cerca de 100 produtos biológicos para a análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com as propostas para acelerar as avaliações, a&nbsp;ideia é que, até dezembro do ano que vem, a Anvisa consiga atender aos prazos legais de um ano de fila para análise em todas as áreas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente já tem uma série de instrumentos sendo desenvolvidos na parte de inteligência artificial dentro da Anvisa. Tem uma área específica que está cuidando muito desse tema aqui dentro”, afirmou Safatle.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aporte de recursos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;ministro da saúde, Alexandre Padilha, que está na África do Sul com autoridades da saúde dos 20 países mais ricos do mundo, anunciou, por vídeo, durante a reunião, o investimento de R$ 25 milhões para que a Anvisa possa ampliar ferramentas de inteligência artificial e, assim, reduzir o prazo de análise dos pedidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Padilha defendeu, na gravação, que uma das questões principais para liderar a atração de investimentos para a inovação e produção de medicamentos no Brasil é acelerar os registros, que dão&nbsp;acesso&nbsp;o mercado brasileiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acreditamos que isso vai reduzir,&nbsp;dar mais qualidade à análise,&nbsp;reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse o ministro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra iniciativa é a criação de um comitê de acompanhamento do plano envolvendo o setor. Na reunião com ministros da saúde do G20, ele divulgou que foram feitas parcerias com empresas da África do Sul e Indonésia para acelerar a produção de vacina para tuberculose no nosso país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agencia Brasil / © Butantan/Divulgação</p>



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<iframe title="COMO LIDAR COM O CIÚME PARA QUE ELE NÃO  DESTRUA O RELACIONAMENTO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/MQx5AM2Y860?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/anvisa-pode-aprovar-vacina-do-butantan-contra-a-dengue-neste-mes/">Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A volta da dengue e o que deve ser feito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 17:45:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aproxima-se nova temporada de proliferação da doença. Ministério da Saúde já se prepara e traz novidades importantes. Mas superar a lógica da “corrida contra o tempo” exige mudanças estruturais – inclusive nas cidades, no saneamento e no tratamento do lixo por Gabriela Leite &#8211; Quarta, 15 de janeiro de 2025 Mais um verão chegou, e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Aproxima-se nova temporada de proliferação da doença. Ministério da Saúde já se prepara e traz novidades importantes. Mas superar a lógica da “corrida contra o tempo” exige mudanças estruturais – inclusive nas cidades, no saneamento e no tratamento do lixo</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="141760" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-141760"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">por <a href="https://outraspalavras.net/author/gabrielaleite/">Gabriela Leite</a> &#8211; Quarta, 15 de janeiro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais um verão chegou, e as condições para que a epidemia de dengue volte com a mesma força de 2024 estão presentes. O ano passado marcou um recorde de casos e mortes pela doença: estima-se que mais de 6,6 milhões de pessoas tenham contraído o vírus, número quatro vezes maior que em 2023. Foram 6.068 óbitos, perante 1.179 no ano anterior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As perspectivas para 2025 indicam um cenário preocupante, com risco de aumento significativo nos casos e mortes em algumas regiões do Brasil, principalmente Sul e Sudeste”, alertou <strong>Alexandra Boing</strong>, coordenadora da comissão de epidemiologia da Abrasco e professora da Universidade Federal de Santa Catarina, ao <strong><em>Outra Saúde</em></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já nas primeiras semanas de 2025, decretos de emergência de saúde pública foram emitidos diante do espalhamento da dengue. É o caso de <a href="https://www.estadao.com.br/saude/dengue-sp-tem-21-cidades-em-situacao-de-emergencia-nprm/">21 municípios</a> de São Paulo, principalmente na região noroeste; e do <a href="https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/01/09/com-mais-de-4-mil-casos-de-dengue-acre-decreta-situacao-de-emergencia-em-saude-publica.ghtml">estado do Acre</a>, que registrou 920 casos apenas nos primeiros 14 dias do ano. O Ministério da Saúde <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/01/sp-ja-tem-21-cidades-em-estado-de-emergencia-para-dengue-em-2025.shtml">monitora</a> seis estados, em especial, por notar um risco de aumento da incidência da dengue: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo desafio tem sido mencionado pela pasta: <strong>o retorno do sorotipo 3</strong>, que não circulava há dez anos. Como ensina Alexandra, “a dengue possui quatro sorotipos, e a infecção por um deles gera imunidade permanente apenas contra aquele sorotipo específico”. Os tipos mais comuns no Brasil são o 1 e, em menor escala, o 2. As pessoas que já contraíram algum deles podem adoecer novamente caso tenham contato com o tipo 3.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como não estava circulando de forma predominante, significa que temos grande parte da população suscetível, o que pode levar a epidemia para outro patamar”, completa a epidemiologista. Segundo ela, os estados mais preocupantes, nesse sentido, são Amapá, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os planos de contingência do Ministério</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta-feira passada (9/1), o Ministério da Saúde <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-01/governo-lanca-acoes-para-se-antecipar-periodo-de-alta-da-dengue">instalou</a> o Centro de Operações de Emergência (COE) para dengue e outras arboviroses. Também foi lançado o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2025/plano-de-contingencia-nacional-para-dengue-chikungunya-e-zika.pdf/view">Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika</a>, que substitui o que havia sido elaborado em 2022. Ele é composto por alguns eixos centrais, entre eles, gestão, vigilância epidemiológica, assistência em saúde e comunicação de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Alexandra, a iniciativa é importante. “O Plano de Contingência orienta a elaboração de estratégias regionais, estaduais e municipais, levando em conta as especificidades locais para conter o avanço da dengue e das demais arboviroses. Além da destinação de recursos para viabilizar tecnologias no combate ao vetor e para intensificar também campanhas educativas.” O ministério deve destinar R$ 1,5 bilhão para o plano de enfrentamento da doença entre 2024 e 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas das ações em destaque são importantes por incluírem novas tecnologias para o controle do mosquito. Está entre elas a amplificação do método Wolbachia, que consiste na introdução, em laboratório, de uma bactéria nos ovos dos <em>Aedes aegypti</em>, tornando-os incapazes de carregar tanto o vírus da dengue quanto da zika e chikungunya. O ministério quer introduzir o método em 40 cidades neste ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há outras estratégias para conter a proliferação do mosquito, como a inserção no ambiente de mosquitos estéreis; estações disseminadoras de larvicidas; e a borrifação residual intradomiciliar em áreas de grande circulação de pessoas, como creches, escolas e asilos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Alexandra Boing, “no curto prazo, a intensificação das campanhas de conscientização e a mobilização das equipes de saúde e agentes comunitários são fundamentais, mas sozinhas não bastam”. Segundo ela, é preciso focar em políticas públicas mais robustas, que não se concentrem apenas nos períodos de crise.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ciclo vai continuar enquanto o país não encarar de frente os determinantes sociais e ambientais que perpetuam o problema. Prevenção verdadeira não é só matar mosquito, é mudar o ambiente onde ele se cria. Caso isso não aconteça, seguiremos presos a essa rotina anual de emergência e resposta”, alerta.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vacinas contra dengue</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ano passado, está disponível pelo SUS uma vacina que protege contra essa arbovirose. Mas há uma série de fatores que restringem sua efetividade. A principal diz respeito à quantidade de doses disponíveis. O melhor imunizante disponível, hoje, é o Qdenga produzido pela farmacêutica japonesa Takeda. Mas a sua produção é limitada. O Brasil tem feito grandes compras, garantindo o máximo disponível, mas ainda assim são insuficientes. Também na semana passada foi anunciada a aquisição de mais <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/01/ministerio-da-saude-firma-compra-95-mi-de-doses-contra-dengue-para-2025.shtml">9,5 milhões de doses</a>, para o ano que inicia. Em 2024, foram 6,5 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o esquema vacinal da Qdenga é constituído por duas doses, é possível alcançar apenas um número muito limitado da população. Outro fator impeditivo: não foram feitos testes de eficácia e segurança com pessoas com mais de 60 anos, o que impede seu uso nesse público, que é o que corre mais risco de adoecer gravemente com o vírus. Avaliando essas duas questões, o Ministério estabeleceu que o público alvo da campanha de vacinação contra a dengue são crianças de adolescentes de 10 a 14 anos, grupo também vulnerável à doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também uma nova possibilidade no horizonte: a aprovação, pela Anvisa, da nova vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan. Os documentos estão sendo avaliados pela agência, e o fabricante <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-12/butantan-pede-registro-da-vacina-contra-dengue-para-anvisa">promete entregar um milhão de doses</a> ainda em 2025, caso seja aprovada. Um benefício desta vacina é ser de dose única, podendo atingir mais pessoas. A produção nacional de um imunizante contra a dengue seria um marco importante no sentido de <a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/cade-a-vacina-da-dengue/">garantir a autonomia nacional</a> e reduzir os custos de compra do fármaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sejam boas novidades, o controle da dengue não deve se apoiar apenas nos imunizantes. Alexandra comenta que “é importante entender que as vacinas, por si sós, não resolverão a crise de saúde pública causada pela doença. Elas são ferramentas importantes, mas não substituem a principal medida de controle: a eliminação dos criadouros do <em>Aedes aegypti</em>”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>É possível evitar grandes surtos em 2025?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como explica Alexandra Boing, o problema da dengue não será resolvido em corridas contra o tempo a cada nova estação: é preciso que haja respostas mais perenes. “Importante sempre lembrar que não se combate um vetor como o <em>Aedes aegypti</em> apenas com soluções pontuais e de curto prazo. É preciso pensar em estratégias integradas e sustentáveis, algo que historicamente falta”, pontua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso porque uma das explicações para o aumento de casos de dengue nos últimos tempos é a emergência climática que se faz presente – argumento <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/no-brasil-diretor-geral-da-oms-fala-em-ressurgimento-global-da-dengue-por-conta-de-mudancas-climaticas/">defendido</a> inclusive pelo diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom. As mudanças climáticas são mais um dos elementos que causam grandes surtos da doença, ao lado do crescimento desordenado das cidades, a globalização que aumenta a mobilidade de populações e do vetor e a falta de estrutura e saneamento, lista Alexandra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil ainda convive com parte considerável da população sem acesso a condições mínimas de saneamento básico. Soma-se a isso medidas ineficazes de combate ao vetor. Para o combater é fundamental ações intersetoriais e com o olhar para as desigualdades sociais”, explica a epidemiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sim, há saídas”, garante Alexandra, “mas elas exigem ações contínuas e integradas. O combate à dengue não pode ser sazonal. É preciso intensificar a mobilização da população, ampliar as campanhas de conscientização e melhorar a infraestrutura urbana, especialmente em saneamento e coleta de lixo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Créditos: Genilton Vieira/Instituto Oswaldo Cruz</p>



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		<title>Doenças similares à dengue e zika preocupam especialistas para 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2024 16:03:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 28/12/2024 &#8211; 11h40 Por Marcos Candido &#124; Folhapress A dengue registrou recordes históricos em 2024, mas a mudança regional e do tipo de infecções de doenças similares também tem mobilizado especialistas e o Ministério da Saúde para o próximo ano.&#160; É o caso do oropouche. Diferentemente das demais arboviroses transmitidas pelo Aedes Aegypti, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Sábado, 28/12/2024 &#8211; 11h40</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por Marcos Candido | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dengue registrou recordes históricos em 2024, mas a mudança regional e do tipo de infecções de doenças similares também tem mobilizado especialistas e o Ministério da Saúde para o próximo ano.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso do oropouche. Diferentemente das demais arboviroses transmitidas pelo Aedes Aegypti, como a dengue, chikungunya e zika, a doença é oriunda de um inseto chamado maruim. Conhecida desde os anos 1960 no Brasil, era interpretada como casos isolados no Nordeste. Isso mudou.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, segundo Tânia Fonseca, coordenadora de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da FioCruz, um avanço inesperado já foi detectado no Espírito Santo, onde 3.112 casos foram confirmados. Em todo o país, são 10.940 casos de oropouche só neste ano.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas são similares aos da dengue, como dores musculares, náusea, diarreia e dor de cabeça. A especialista chama atenção para outro aspecto: a transmissão vertical &#8211;da gestante para o bebê. Similar à zika, o oropouche pode causar malformações no feto e até a morte.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro, a FioCruz confirmou um caso de morte fetal no Ceará. Uma malformação também foi confirmada no Acre, enquanto 23 continuam em investigação. Em julho, a morte de dois adultos por oropouche aconteceu nos estados da Bahia e Maranhão, segundo a Saúde.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Além de lidar com a dengue, que já são quase 6 milhões e 700 mil casos, mais aproximadamente 270 mil casos de chikungunya, a gente ainda tem 10 mil casos de oropouche&#8221;, diz Tânia.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agosto deste ano, a chikungunya também já havia feito mais vítimas do que em todo o ano passado. Em novembro, foram 200 mil casos, 210 mortes confirmadas e 112 ainda em investigação, de acordo com o monitoramento da Saúde. Além da proliferação do mosquito pelo mapa, fatores como a baixa resistência a anticorpos estão entre alguns determinantes para a letalidade da doença.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Tânia, a única arbovirose que retrocedeu em 2024 foi a zika, que não registrou nenhuma morte e 6.000 casos. Não há uma explicação para a redução, mas há um motivo para os recordes das demais arboviroses pelo país: a crise climática.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até então, a presença do Aedes Aegypti era atribuída a regiões mais úmidas e também em períodos mais quentes, como no verão. &#8220;Hoje, até nos lugares mais frios, como o Sul, a gente tem Aedes. Ou seja, o vetor também evoluiu. Ele se adaptou&#8221;, afirma a especialista.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro, um estudo concluiu que, até 2050, a projeção é que 40% dos casos de arboviroses sejam relacionados às mudanças climáticas. O Brasil foi um dos 21 países analisados. Atualmente, 19% dos casos brasileiros estão ligados à crise do clima.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A razão é a mudança no regime de chuva e as mudanças abruptas de temperatura entre as estações. As duas características beneficiam a reprodução de mosquitos e insetos pelo país.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Rivaldo Cunha, secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o governo federal calcula um orçamento de R$ 1,5 bilhão em ações contra a arbovirose para o próximo ano, de campanhas a inspeções domiciliares de criadouros.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Passada a pandemia, o trabalho de [prevenção domiciliar] não foi retomado na sua mesma magnitude, no seu mesmo patamar que estava antes. Então, é uma coisa que nos preocupa para o próximo verão&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor inclui de inseticidas a compra de vacinas contra a dengue Qdenga, que Cunha reconhece ter sido utilizada ainda para uma parcela pequena população &#8211;4 milhões de crianças e adolescentes&#8211; devido à limitação de capacidade de produção do laboratório japonês Takeda.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é substituí-la pela vacina do Instituto Butantan, que solicitou o registro à Anvisa na última segunda (16).<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia contra as arboviroses será ampliar para 40 municípios a soltura de mosquitos estéreis, geneticamente modificados, para frear a reprodução do aedes. Atualmente, Cunha diz que apenas três cidades do sudeste se beneficiaram do método na última década.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, ele reconhece que ainda é preciso estudar mais o oropouche para traçar uma ação e evitar mais &#8220;uma dor de cabeça&#8221; como o surto de zika vírus, em 2015, quando mais de 10 mil infecções causaram microcefalia em bebês.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós não queremos vivenciar a mesma correria da zika com o oropouche&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Bahia Noticias / Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil</p>



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		<title>Brasil ultrapassa marca de 5 mil mortes por dengue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 18:10:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dengue]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis da doença O Brasil já contabiliza 5.008 mortes por dengue em 2024. O número é mais de quatro vezes superior ao registrado ao longo de todo o ano anterior, quando foram notificados 1.179 óbitos pela doença. Há ainda 2.137 mortes em investigação pela doença. Dados do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis da doença</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil já contabiliza 5.008 mortes por dengue em 2024. O número é mais de quatro vezes superior ao registrado ao longo de todo o ano anterior, quando foram notificados 1.179 óbitos pela doença. Há ainda 2.137 mortes em investigação pela doença.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1606821&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1606821&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses indicam que o país contabiliza 6.449.380 casos prováveis de dengue. O coeficiente de incidência da doença, neste momento, é de 3.176,1 casos para cada 100 mil habitantes e a letalidade em casos prováveis é de 0,08.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram que 55% dos casos prováveis se concentram entre mulheres e 45%, entre homens. O grupo de 20 a 29 anos responde pelo maior número de infecções, seguido pelos de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. Já os grupos que registram menos casos são menores de 1 ano, 80 anos ou mais e 1 a 4 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis de dengue (2.066.346). Em seguida estão Minas Gerais (1.696.909), Paraná (644.507) e Santa Catarina (363.850). Já os estados com menor número de casos prováveis são Roraima (546), Sergipe (2.480), Acre (4.649) e Rondônia (5.046).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.749,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (8.266,9), Paraná (5.632,2) e Santa Catarina (4.781,5). Já as unidades federativas com menor coeficiente são Roraima (85,8), Sergipe (112,2), Ceará (138,9) e Maranhão (162,1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil / Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</p>



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		<title>Dengue: por que ignora-se o papel do saneamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 05:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo são fatores decisivos na propagação das doenças do mosquito. Mas são pouco debatidos, em momentos de crise. Uma série de estudos mostra que há caminhos melhores para conter arboviroses Por Josiane Queiroz e Priscila Neves Silva &#8211; Domingo, 21 de julho de 2024 A indisponibilidade ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo são fatores decisivos na propagação das doenças do mosquito. Mas são pouco debatidos, em momentos de crise. Uma série de estudos mostra que há caminhos melhores para conter arboviroses</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>Josiane Queiroz </strong>e <strong>Priscila Neves Silva</strong> &#8211; Domingo, 21 de julho de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indisponibilidade ou precariedade de serviços de saneamento está por trás da incidência de surtos de dengue e outras arboviroses – mas é largamente ignorada no debate público. É o que indicam uma série de estudos publicados no Brasil, que analisaram a situação de dezenas de cidades. Entre os fatores mais preocupantes, estão a irregularidade de abastecimento de água, que obriga moradores a estocarem água, a ausência de esgotamento e falta de planejamento urbano, que empurra a população a terrenos irregulares. Quem mais sofre, os estudos deixam claro, também são os brasileiros mais vulneráveis. E a situação está piorando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ano de 2024 começou com números alarmantes de casos de dengue no Brasil. Dados até a semana epidemiológica nº 24, que inclui até a metade do mês de junho, apontaram quase seis milhões de casos prováveis, 3.963 óbitos confirmados, 2.858 óbitos em investigação, 10 estados e 683 municípios com decreto de emergência em saúde pública. A chikungunya também apareceu com casos e óbitos muito maiores do que no ano de 2023. E a febre oropouche, outra arbovirose circulante no país, que era endêmica na Amazônia, mas já está em outros estados, inclusive na região sul do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem outras doenças transmitidas por mosquitos que podem constituir ameaças de circulação epidêmica no país. Já foram isolados 210 desses tipos de vírus, dos quais 196 foram identificados inicialmente na Amazônia brasileira. Destes, 110 são comprovadamente novos para a ciência e 34 estão associados com infecções humanas<sup>2</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As altas taxas de incidência das arboviroses nos últimos anos vêm alertando e desafiando pesquisadores, poder público e a sociedade, e causando dor e sofrimento à população – especialmente daquela em situação vulnerável – além de sobrecarregar o setor de saúde. Será mesmo que a única maneira de conter essas doenças é alertando a população a esvaziar seus pneus e tampar caixas d’água?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indisponibilidade de serviços de saneamento pode contribuir para diversas enfermidades já conhecidas, e também para as arboviroses. Especialistas da ONU<sup>3</sup> enfatizam que o acesso à água e ao esgotamento sanitário diminui a prevalência de doenças como a tríplice epidemia que ocorreu em 2016 (dengue, chikungunya e zika). Também adverte que o controle vetorial deve ser adotado como uma política de prevenção e promoção da saúde que não se restrinja unicamente ao combate direto ao mosquito. Isso porque as estratégias mais eficientes e sustentáveis de controle são as melhorias sanitárias – que incluem aumento da cobertura do saneamento básico e redução das desigualdades em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arboviroses e saneamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversos contextos, estudos vêm sugerindo diferentes formas de associação entre variáveis sanitárias relacionadas ao saneamento e a incidência de arboviroses aqui e ao redor do mundo como, dentre outros, no Peru, Tailândia, Filipinas, Paquistão e China<sup>4-12</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a falta e/ou irregularidade de serviços de abastecimento de água faz com que a população armazene água e esta variável foi associada com a incidência de casos de dengue em estudos no Recife/PE<sup>13</sup> e no Rio de Janeiro/RJ<sup>14</sup>. Além disso, outros estudos demostraram que a ausência de esgotamento sanitário possibilita o acúmulo de água parada próximo às residências em valas rudimentares, fornecendo condições para manutenção de criadouros de mosquitos vetores conforme estudos em localidades do Acre<sup>15</sup>, no Rio de Janeiro/RJ<sup>16</sup> e em Guanambi/BA<sup>17</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem aproximadamente 155 espécies de <em>Aedes</em> no mundo. A grande capacidade de adaptação do <em>Aedes aegypti</em> ao ambiente urbano é um desafio para muitos pesquisadores em conhecer sua bioecologia e desvendar seus hábitos e comportamentos na natureza e no espaço habitado pelo homem. Esse vetor tem mostrado uma grande capacidade de adaptação a diferentes situações ambientais consideradas desfavoráveis, como por exemplo, larvas encontradas em água poluída e mosquitos adultos em altitudes elevadas<sup>18-20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infestação domiciliar pelo vetor se faz presente em diversas localidades, mas a letalidade é maior na população economicamente mais vulnerável, com índices de cobertura precários de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de resíduos sólidos. Há diversos estudos que demonstram esse fato em localidades como em uma área de favela no Rio de Janeiro/RJ<sup>21</sup>; em Porto Velho/RO<sup>22</sup>; em Oiapoque/AP<sup>23</sup>; na Ilha da Conceição em Niterói/RJ<sup>24</sup>; em São Luís/MA<sup>25</sup>; no Rio de Janeiro/RJ<sup>26</sup>. Estudos específicos em uma comunidade de Fortaleza/CE<sup>27</sup> e na comunidade de Pau da Lima em Salvador/BA<sup>28 </sup>apontam os resíduos sólidos descartados irregularmente e encontrados na área peridomiciliar como o principal causador de doenças como a dengue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somam-se, ainda, os estudos que enfatizam que as epidemias registradas, em sua maior parte, são causadas pela ineficiência do planejamento urbano e pelo descaso do poder público, afetando a saúde da população. E que, nas áreas periféricas da cidade e dos aglomerados informais, localizados em terrenos inadequados para habitação humana, predominam a falta de higiene e inexistência de condições sanitárias, favorecendo a proliferação de epidemias como em Altamira/PA<sup>29</sup>; em Manaus/AM<sup>30</sup>; em Montes Claros/MG<sup>31</sup>; em Itabuna/BA<sup>32</sup>; em São José do Rio Preto/SP<sup>33</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o risco sanitário e ambiental a que a população permanece exposta deve ser tratado prioritariamente, na busca de esforços por se tratar não apenas de uma demanda de grupos de moradores, mas de um direito. Essa foi a reivindicação de pesquisadores em um estudo realizado na Rocinha, no Rio de Janeiro<sup>34</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que os demais eixos que são integrantes do planejamento municipal de saneamento, limpeza urbana e drenagem e manejo das águas pluviais, quando não desempenhados adequadamente, possibilitam a ocorrência de focos do <em>Aedes aegypti</em>. Afinal, de acordo com Cairncross<sup>35</sup>, os mosquitos <em>Aedes</em> se multiplicam também em áreas alagadas e inundadas, e em canais abertos de drenagem de águas pluviais. Assim sendo, torna-se necessário realizar com frequência a limpeza e manutenção desses equipamentos de drenagem nos municípios, especialmente as bocas de lobo, para reduzir os focos destes mosquitos. No entanto, estas atividades são comprometidas, muito em função da falta de recursos humanos e financeiros, aliados à falta de vontade política e desconhecimento das relações existentes entre o saneamento e a ocorrência das arboviroses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental salientar que as variáveis sanitárias, unicamente, não explicam totalmente a heterogeneidade das doenças, pois as causas das arboviroses são múltiplas, determinadas por variados aspectos e fatores como as emergências climáticas, mas o acesso adequado ao saneamento constitui um elemento essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um evento que aconteceu em abril de 2024, onde a Fiocruz reuniu gestores e pesquisadores para discutir os desafios das arboviroses, a coordenadora de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Tânia Maria Peixoto Fonseca, ressaltou a necessidade de ações intersetoriais, reafirmando a importância do saneamento no controle destas enfermidades. “Conhecemos as estratégias para enfrentar os problemas de saúde, mas a infraestrutura não depende apenas de nós”, afirmou. “Temos conhecimento, mas temos falhas na Atenção Básica. Temos conhecimento, mas mesmo assim o manejo vetorial muitas vezes é feito de maneira equivocada. Temos conhecimento, mas mesmo assim a infraestrutura de coleta de lixo, de saneamento e de abastecimento de água em nossas cidades é, em geral, insuficiente”, lamentou Tânia, destacando a importância de trabalho e sinergia entre o poder público e as instituições de ensino e pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não faltam caminhos…</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo, no qual foi realizada uma análise de conteúdo em oito documentos governamentais de referência que são instrumentos norteadores das políticas públicas de controle das arboviroses no país, concluiu-se que o saneamento não está suficientemente abordado nos instrumentos de enfrentamento às arboviroses – o que pode contribuir para a baixa efetividade de intervenção pública e que, portanto, tal contradição precisa ser superada pelas políticas públicas no Brasil<sup>37</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se que as políticas públicas voltadas para o controle das arboviroses devem ser intersetoriais e integradas, com base nas características de cada território. Precisam também privilegiar outros modelos que não sejam os verticalizados adotados atualmente pelo poder público, onde a população não tem acesso à informação clara e poderia ser parte mais atuante no processo de minimização do problema. Como questões culturais e sociais influenciam as práticas sanitárias, torna-se imprescindível a participação ativa das comunidades na elaboração destas políticas. Tendo como base os princípios de não-discriminação, participação social, informação, transparência e responsabilização, os diversos grupos sociais devem ser ouvidos e convocados a contribuir com o planejamento das ações. Isso exposto, reafirma-se que a participação da comunidade é parte essencial na construção da política municipal que vise à melhoria do acesso aos serviços de saneamento e, consequentemente, também o controle das arboviroses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante sempre enfatizar que o acesso à água e ao esgotamento sanitário foram reconhecidos como Direito Humano em 2010 pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e em 2015 o acesso ao esgotamento sanitário foi reconhecido, por sua vez, como um direito independente. A partir desse reconhecimento, os estados devem respeitar, promover e proteger esses direitos tendo como base princípios como não-discriminação, participação social, informação, transparência e prestação de contas. Dessa forma, o referencial teórico do Direito Humano à Água e ao Esgotamento Sanitário (DHAES) é uma importante ferramenta para regulamentar o uso da água em diversos países, o que pode contribuir para a elaboração e posterior implementação de políticas públicas que sejam mais igualitárias e que promovam a saúde de populações vulneráveis, uma vez que podem contribuir modificando a realidade, por meio do estímulo à participação dos mais diversos grupos nos processos de tomada de decisão<sup>38,39</sup>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>BRASIL. Informe Semanal. Centro de Operações de emergências. Ministério da Saúde. Disponível em:&lt; https://www.gov.br/saúde/pt-br/assuntos/saúde-de-a-a-z/a/arboviroses/informe-semanal/informe-semanal-no-19-coe&gt;. Acesso em 04 jul. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>2</sup>CASSEB, A. R.; CASSEB, L. M. N.; SILVA, S. P.; VASCONCELOS, P. F. C. Arbovírus: Importante zoonose na Amazônia Brasileira. Vet. e Zootec. 2013 set.; v.20, n. 3, p.9-21.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>3</sup>HELLER L. Zika vírus: “Melhoramento dos serviços de água e saneamento é a resposta”, apontam especialistas da ONU. Comissão de Direitos Humanos. Genebra, 2015. Disponível em:&lt; http://acnudh.org/pt-br/home-2/&gt;. Accesso em: 06 Jun. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>4</sup>THAMMAPALO, S.; CHONGSUVIVATWONG, A. G.; DUERAVEE, M. Environmental factors and incidence of dengue fever and dengue haemorrhagic fever in an urban area, Southern Thailand. Epidemiol Infect. 2008, v. 136, n. 1, jan., p. 135-143.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>TEIXEIRA, M. G.; COSTA, M. C. N.; BARRETO, M. L.; MOTA, E. Dengue and dengue hemorrhagic fever epidemics in Brazil: what research is needed based on trends, surveillance, and control experiences? Caderno Saúde Pública. 2005, v.21, n.5, p.1307-1315.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>6</sup>CARLTON, E. J.; LIANG, S.; McDOWELL, J. Z.; HUAZHONG, L.; WEI, L.; REMAIS, J. V. Regional disparities in the burden of disease attributable to unsafe water and poor sanitation in China. Bulletin of the World Health Organization. 2012, v .90, n. 8, p.578-587.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>7</sup>BALLERA, J. E.; ZAPANTA, M. J.; LOS REYES, V. C.; SUCALDITOB, M. N.; TAYAGB, E. Investigation of chikungunya fever outbreak in Laguna, Philippines, 2012. WPSAR. 2015, v. 6, n.3, p.8-11.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>8</sup>VILCARROMERO, S.; CASANOVA, W. AMPUERO, J. S. RAMAL-ASAYAG, C.; SILES, C.; DÍAZ, G.; DURAND, S.; et al, Lecciones aprendidas en el control de Aedes Aegypti para afrontar el dengue y la emergência de chikungunya en Iquitos, Perú. Rev Peru Med Exp Salud Pública. 2015, v. 32, n. 1, p. 172-178.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>9</sup>WAHID, B. Current status of dengue virus, poliovirus, and chikungunya virus in Pakistan. Journal of Medical Virology 2019;91(10):1725-28. doi:10.1002/jmv.25513</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>10</sup>MOL, M. P. G.; QUEIROZ, J. T. M.; GOMES, J.; HELLER, L. Gestão adequada de resíduos sólidos como fator de proteção na ocorrência da dengue. Rev Panam Salud Pública 44: e22, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>11</sup>QUEIROZ, J. T. M.; NEVES-SILVA, P., HELLER, L. New premises for sanitation in arbovirus infections control in Brazil. Cad Saúde Pública 36(4): e00233719, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>12</sup>Almeida, LS, Cota, ALS, Rodrigues, DF. Saneamento, Arboviroses e Determinantes Ambientais: Impactos na saúde urbana. Cien Saúde Colet. 2019. Disponível em:&nbsp;&lt;http://cienciaesaúdecoletiva.com.br/artigos/saneamento-arboviroses-e-determinantes-ambientais-impactos-na-saúde-urbana/17113?id=17113&gt;. Acesso em 2 jul. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>13</sup>BRAGA, C.; LUNA, C. F.; MARTELLI, C. M. T.; DESOUZA, W. V.; CORDEIRO, M. T.; ALEXANDER, N. Seroprevalence and risk factors for dengue infection in socio-economically distinct areas of Recife, Brazil. ActaTrop. 2010, v.113, p. 234-240.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>14</sup>TEIXEIRA, T. R. A.; MEDRONHO, R. A. Indicadores sócio-demográficos e a epidemia de dengue em 2002 no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2008, Rio de Janeiro, v. 24; n.9; p. 2160-2170, set, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>15</sup>FARIAS, C. S.; SOUZA, J. S. Os determinantes do dengue no contexto amazônico: Uma visão geográfica do ambiente da doença no Acre. Hygeia. Jun/2016, v.12, n.22, p.1-12.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>16</sup>ALMEIDA, A. S.; MEDRONHO, R. D. A.; VALENCIA, L. I. O. Spatial analysis of dengue and the socioeconomic context of the city of Rio de Janeiro (Southeastern Brazil). Rev. Saúde Pública, 2009. v. 43, p. 666-673.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>17</sup>LENZI, M. F.; COURA, l. C., GRAULT, C, E.; Do VAL, M. B. Estudo do dengue em área urbana favelizada do Rio de Janeiro: considerações iniciais. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16; n. 3; p. 851-856, jul.-set, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>18</sup>ZARA, A. L. S. A.; SANTOS, S. M.; FERNANDES-OLIVEIRA, E. S.; CARVALHO, R. G. COELHO, G. E. Estratégias de controle do Aedes aegypti: uma revisão. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília. abr-jun 2016, v.25, n., p.391-404.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>19</sup>NUNES, J. PIMENTA, D. N. A epidemia de zika e os limites da saúde global<strong>.</strong>&nbsp;Lua Nova&nbsp;[online]. 2016, n.98, p.21-46.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>20</sup>SOMMERFELD J, KROEGER A. Eco-bio-social research on dengue in Asia: a multicountry study on ecosystem and community-based approaches for the control of dengue vectors in urban and peri-urban Asia. Glob Health. 2012;106(8):428–435.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>21</sup>SANTOS, E. A.; MERCES, M. C.; CARVALHO, B. T. Fatores socioambientais e ocorrência dos casos de dengue em Guanambi – Bahia. Rev. Enferm. UFSM, 2015. Jul./Set. v.5, n.3 p.486-496.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>22</sup>BARBOSA, X. C. Território e saúde: políticas públicas de combate à dengue em Porto Velho/RO, 1999-2013. 2015. Tese doutorado. Universidade Federal do Paraná/Universidade Federal de Rondônia. Porto Velho, 2015. 229 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>23</sup>CORRÊA, F. V.; PALHARES, J. M. Aumento de casos de dengue relacionados com fatores climáticos e o meio socioambiental no município de Oiapoque-AP – Brasil: período de 2008 a 2013. Ciência Geográfica – Bauru – XX Jan/Dez- 2016, v. 20, n.1, p. 58-70.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>24</sup>FLAUSINO, R. F.; SOUZA-SANTOS, R.; OLIVEIRA, R. M. Indicadores socioambientais para vigilância da dengue em nível local. Saúde Soc. São Paulo, 2011, v.20, n.1, p.225-240.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>25</sup>GONÇALVES NETO, V. S.; MONTEIRO, S. G.; GONÇALVES, A. G.; REBÊLO, J. M. M. Conhecimentos e atitudes da população sobre dengue no Município de São Luís, Maranhão, Brasil, 2004. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.22, n.10, p.2191-2200, out, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>26</sup>OLIVEIRA, R. M.; VALLA, V. V. Living conditions and life experiences of working-class groups in Rio de Janeiro: rethinking dengue control and popular mobilization. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, supl., p. 77-88, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>27</sup>HEUKELBACH J, SALES DE OLIVEIRA FA, KERR-PONTES LRS, FELDMEIER H. Risk factors associated with an outbreak of dengue fever in a favela in Fortaleza, north-east Brazil. Trop. Med. Int. Health. 2001; 6:635-642.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>28</sup>KIKUTI M, CUNHA GM, PAPLOSKI IAD, et al. Spatial distribution of dengue in a Brazilian urban slum setting: Role of socioeconomic gradient in disease risk. PLoS. Negl. Trop. Dis. 2015; 9(7):383-397.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>29</sup>JOHANSEN, I. C.; CARMO, R. L. Dengue e falta de infraestrutura urbana na Amazônia brasileira: o caso de Altamira (PA). Novos Cadernos (NAEA), v. 15, n. 1, p. 179-208, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>30</sup>SOUZA, R. F. Mapeamento da incidência de dengue em Manaus (2008): estudo da associação entre fatores socioambientais na perspectiva da Geografia da Saúde. Somanlu, 2011, ano 11, n. 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>31</sup>LEITE, M. E. Análise da correlação entre dengue e indicadores sociais a partir do sig. Hygeia, Dez/2010, v.6, n.11, p.44 -59.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>32</sup>SOUZA, T. B. B.; DIAS, J. P. Perfil epidemiológico da dengue no município de Itabuna (BA),2000-jun. 2009. Rev. Baiana Saúde Pública. jul./set. 2010, v.34, n.3, p.665-681.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>33</sup>MONDINI, A.; CHIARAVALLOTI NETO, F. Investigação do papel das variáveis socioeconômicas na transmissão de dengue em cidade de porte médio do interior do estado de São Paulo. Revista de Saúde Pública. 2007, v. 41, n. 6, p. 923-30.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>34</sup>VILANI, R. M.; MACHADO, J. S.; ROCHA, E. T. S. Saneamento, dengue e demandas sociais na maior favela do Estado do Rio de Janeiro: a Rocinha. Vig Sanit Debate 2014, v.2, n.3, p.18-29.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>35</sup>CAIRNCROSS, S. Surface Water Drainage for Low-income Communities. World Health Organization Geneva, 80 p, 1991.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>36</sup>FIOCRUZ. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lwJXMF4Z78I&amp;t=380s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arboviroses: desafios e perspectivas na abordagem</a>. Seminário. &nbsp;Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Rio de Janeiro. Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias). Disponível em:&lt;<a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/2024/04/fiocruz-reune-gestores-e-pesquisadores-para-discutir-os-desafios-das-arboviroses">https://portal.fiocruz.br/noticia/2024/04/fiocruz-reune-gestores-e-pesquisadores-para-discutir-os-desafios-das-arboviroses</a>&gt;. Acesso em 30 jun. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>37</sup>FARIA M. T. S.; RIBEIRO, N. R. S. R.; DIAS, A. P.; GOMES, U. A. F.; MOURA, P. M. Saúde e saneamento: uma avaliação das políticas públicas de prevenção, controle e contingência das arboviroses no Brasil. Ciência &amp; Saúde Coletiva. v. 28, n. 06, pp. 1767-1776. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.1590/1413-81232023286.07622022&gt;. Acesso em: 02 jul. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>38</sup>BROWN C, NEVES-SILVA P, HELLER L. The human right to water and sanitation: a new perspective for public policies. Cien Saúde Colet 21(3): 661-70, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>39</sup>NEVES-SILVA P, HELLER L. O direito humano à água e ao esgotamento sanitário como instrumento para promoção da saúde de populações vulneráveis. Cien Saúde Colet 1(6): 1861-69, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: Igor Mota/G1</p>



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		<title>O mosquito tigre por trás de aumento de casos de dengue na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2024 16:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma espécie invasora de mosquito se instalou em 13 países da&#160;União Europeia, incluindo França, Espanha e Grécia, levando especialistas a associarem sua presença ao aumento dos casos de&#160;dengue&#160;na&#160;Europa. As&#160;mudanças climáticas&#160;estão criando condições favoráveis ​​para a propagação do mosquito-tigre-asiático, afirmou o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). Mais ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Philippa Roxby</strong></li>



<li>Role,<strong>Da BBC News</strong></li>



<li>12 junho 2024</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma espécie invasora de mosquito se instalou em 13 países da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cqywjy51q72t">União Europeia</a>, incluindo França, Espanha e Grécia, levando especialistas a associarem sua presença ao aumento dos casos de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c152de8nwpqt">dengue</a>&nbsp;na&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cyx5kx7zkz7t">Europa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56rdy40rt">mudanças climáticas</a>&nbsp;estão criando condições favoráveis ​​para a propagação do mosquito-tigre-asiático, afirmou o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais ao norte, em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51kr2lykqko">Paris</a>, onde serão realizados os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cyx5kx40zjqt">Jogos Olímpicos e Paralímpicos</a>&nbsp;a partir do fim de julho, as autoridades têm monitorado e capturado o inseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ECDC alertou que as viagens internacionais vão aumentar ainda mais o risco de surtos europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instituição aconselhou as pessoas a eliminarem a água parada dos jardins ou varandas, onde os mosquitos podem se reproduzir, e a usar <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c03qr91q9y6o">repelentes</a>, assim como telas nas janelas e portas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/556b/live/306543d0-27ed-11ef-8748-d589b4996777.jpg.webp" alt="Um homem caçando mosquitos invasores em Paris, perto do Stade de France, em 28 de maio"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Caça a mosquitos invasores em Paris, perto do Stade de France, que será palco dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Preocupante">&#8216;Preocupante&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os mosquitos se tornaram uma ameaça crescente na Europa nas últimas duas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mosquito-tigre-asiático (<em>Aedes albopictus</em>), considerado a espécie de mosquito mais invasora do mundo, está agora&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgj2de70r5o">se espalhando pela Europa</a>&nbsp;a partir do seu &#8220;acampamento base&#8221; no sul do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele se estabeleceu na Áustria, Bulgária, Croácia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Malta, Portugal, Romênia, Eslovênia e Espanha, de acordo com o ECDC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi avistado na Bélgica, no Chipre, na República Tcheca, na Holanda e na Eslováquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mosquitos tigre espalham doenças como dengue,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3kr44npkyo">chikungunya</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cwr9jrn946gt">zika</a>&nbsp;que, até recentemente, estavam presentes normalmente apenas em partes da África, da Ásia e das Américas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>, que além das doenças acima também pode transmitir&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-43318398">febre amarela</a>, se instalou no Chipre. Especialistas dizem que seu potencial de propagação para outras partes da Europa é &#8220;preocupante&#8221;, dada sua preferência por picar seres humanos e sua capacidade de transmitir doenças.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9e26/live/da236790-289b-11ef-baa7-25d483663b8e.png.webp" alt="Mapa mostra países europeus em que o mosquito-tigre-asiático está presente"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A dengue começa com&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce5kv3jj3lpo">sintomas semelhantes aos da gripe</a>, mas pode se tornar grave e, em alguns casos, fatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os surtos da doença têm aumentado nos últimos anos. No ano passado, foram registrados oito casos de infecções múltiplas na França, quatro na Itália e dois na Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos casos europeus são importados — um reflexo da circulação internacional de pessoas e do comércio. O número de casos importados subiu para quase 5 mil no ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as infecções contraídas localmente também estão aumentando: 130 pessoas foram infectadas em 2023, em comparação com 71 no ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-45669990">febre do Nilo Ocidental</a>, que também é transmitida por mosquitos, está presente agora em mais regiões europeias do que nunca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pessoa teria sido infectada pelo vírus no sul de Espanha no início de março, enfatizando como as condições climáticas estão criando um ambiente favorável aos mosquitos, mesmo &#8220;bem no início do ano&#8221;, afirmou o ECDC.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/f363/live/84d88710-27ed-11ef-8748-d589b4996777.jpg.webp" alt="Pessoa borrifando repelente de mosquito na pele"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,As pessoas são aconselhadas a usar repelente para se proteger das picadas dos mosquitos</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Europa já está vendo como as mudanças climáticas estão criando condições mais favoráveis ​​para os mosquitos invasores se espalharem para regiões anteriormente não afetadas, e infectarem mais pessoas com doenças como a dengue&#8221;, afirmou a diretora do ECDC, Andrea Ammon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O aumento das viagens internacionais a partir de países em que a dengue é endêmica também aumenta o risco de casos importados e, inevitavelmente, o risco de surtos locais.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ammon aconselha as pessoas a tomarem &#8220;medidas de proteção individual&#8221;, acrescentando que &#8220;a identificação precoce de casos, a vigilância oportuna, mais pesquisas e campanhas de conscientização são primordiais nas áreas da Europa que correm mais risco&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/054b/live/5ae7d550-27ed-11ef-8748-d589b4996777.jpg.webp" alt="Armadilha para captura de mosquitos em Paris"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Armadilha é usada para capturar mosquitos em Paris, antes dos Jogos Olímpicos</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A dengue é endêmica em mais de 100 países ao redor do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 7,6 milhões de casos já foram registrados em todo o mundo neste ano, com 3.680 mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é o país com o maior número de casos até agora, com quase 6,3 milhões de inectados e mais de 2.800 mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q4kjw7pt">malária</a>, por sua vez, é a doença transmitida por mosquitos mais mortal do planeta, com mais de 600 mil mortes em 2022, segundo a OMS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas são contaminadas por meio da picada das fêmeas infectadas do mosquito&nbsp;<em>Anopheles</em>, que também foi encontrado na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe a preocupação de que os casos de malária também possam aumentar no continente no futuro, se as condições forem adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC / GETTY IMAGESLegenda da foto,Os mosquitos podem transmitir doenças de uma pessoa para outra, assim como de um lugar para outro</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Doenças gordurosa do fígado" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ukiOYzWwzrU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-mosquito-tigre-por-tras-de-aumento-de-casos-de-dengue-na-europa-2/">O mosquito tigre por trás de aumento de casos de dengue na Europa</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Aumento da temperatura do oceano Índico está ligado a novos surtos de dengue no mundo, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2024 16:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Dengue]]></category>
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		<category><![CDATA[revista Science]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 12/05/2024 &#8211; 10h00 Por Samuel Fernandes &#124; Folhapress O aquecimento do oceano Índico pode estar relacionado ao aparecimento de novas epidemias de dengue. A alta temperatura das águas impacta diferentes regiões do mundo, proporcionando o clima ideal para o espraiamento da infecção.&#160; Essas são as conclusões de um estudo, divulgado na última quinta-feira (9) na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 12/05/2024 &#8211; 10h00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Samuel Fernandes | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aquecimento do oceano Índico pode estar relacionado ao aparecimento de novas epidemias de dengue. A alta temperatura das águas impacta diferentes regiões do mundo, proporcionando o clima ideal para o espraiamento da infecção.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas são as conclusões de um estudo, divulgado na última quinta-feira (9) na revista Science.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dengue já era um tema de interesse dos pesquisadores que assinam o estudo, afirma Huaiyu Tian, do Centro para Mudança Global e Saúde Pública da Universidade Normal de Pequim e um dos autores do artigo. &#8220;Dada a falta de vacinas amplamente eficazes e tratamentos para a dengue, enfatizamos particularmente a modelagem e pesquisas de previsão&#8221;, afirma o pesquisador à Folha.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo compreendeu os números de casos anuais de dengue de 1990 a 2019 dos 46 países do Sudeste Asiático e do continente americano. Outro banco de dados foi um que contou com informações de 24 países, incluindo o Brasil, acerca do número mensal de casos de dengue entre 2014 a 2019.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas informações foram comparadas com índices que compilam as temperaturas nos mares. Com isso, o esperado era observar se haveria alguma relação entre o aumento dessas temperaturas e o aparecimento de mais casos de dengue -e foi isso que aconteceu, especificamente com o IOBW, sigla para índice do aumento da temperatura do oceano Índico.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, na medida em que as águas do oceano ficavam mais quentes, os casos de dengue também subiam: a incidência da doença saltava de 0 para 0,22 a cada 100 mil habitantes no hemisfério norte, enquanto passava de 0 para 0,27 no hemisfério sul.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras pesquisas já investigaram a associação entre a dengue e temperaturas mais altas. No entanto, Tian explica que, normalmente, esses estudos focaram em modelos que medissem somente o impacto das temperaturas locais em relação à doença. No estudo em questão, os pesquisadores analisaram modelos mais abrangentes, mensurando alterações globais com potencial de impactar a temperatura local de diferentes regiões do planeta.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, o oceano Índico é uma escolha adequada, já que as alterações climáticas nas águas influenciam a atmosfera, que, em razão do padrão de circulação do ar, faz com que as mudanças de temperatura do oceano cheguem a outras regiões.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Temperaturas mais altas no oceano Índico podem ter impactos globais e duradouros nas dinâmicas climáticas locais, promovendo condições ideais para a reprodução e propagação de mosquitos da dengue&#8221;, explica Tian.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem duas razões para a preferência a um modelo global. Primeiro, é mais fácil e eficaz desenvolver um sistema de alerta a nível mundial contra a dengue. Segundo, a utilização de dados somente regionais diminui a capacidade preditiva de novas epidemias de dengue, o que dificulta ações que antecipam, de forma eficaz, o aumento de casos de dengue no momento em que as temperaturas das águas sobem.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do IOBW, por exemplo, foi possível desenvolver modelos de previsão com até nove meses de antecedência -modelos com dados locais diminuem esse período para até três meses.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regiões tropicais em alerta<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise observou que a relação entre a temperatura do oceano Índico com o aparecimento de mais casos de dengue é mais evidente nas regiões tropicais do globo, como é o caso do Brasil. O ponto acende um sinal de alerta maior para essas áreas.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é o aquecimento global. Quanto mais as temperaturas sobem ao redor do mundo, mais fácil se torna a propagação do vírus, proporcionando um cenário ideal e fácil para o surgimento de novas epidemias.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, os achados da pesquisa podem ser ainda mais interessantes considerando estratégias de combate à dengue. &#8220;Ao aproveitar as conclusões do estudo a nível local, as autoridades de saúde podem antecipar e responder melhor a potenciais surtos, implementando intervenções como medidas de controle de vetores, campanhas de saúde pública e alocação de recursos para mitigar o impacto da doença nas comunidades&#8221;, resume Tian.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, também é preciso aprofundar as descobertas do estudo. No artigo, os autores apontam que ainda é necessário validar as conclusões da pesquisa para, só então, ter uma maior certeza da sua capacidade preditiva. A adição de outros fatores que influenciam surtos de dengue, como vacinação e medidas de controle dos vetores da doença, precisam entrar nos cálculos do modelo, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Divulgação/ Fiocruz</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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