<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>dentes |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/dentes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 01 Apr 2023 21:32:51 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.3</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>dentes |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Estudo alerta sobre escovas de dentes fora dos padrões exigidos por lei</title>
		<link>https://ipiracity.com/estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei</link>
					<comments>https://ipiracity.com/estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2023 21:32:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[dentes]]></category>
		<category><![CDATA[escovas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=81444</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisadora investigou a qualidade de 345 escovas compradas em comércios do Estado de São Paulo; foram apontados problemas no formato do cabo e da cabeça e nas pontas das cerdas, entre outros Texto: Fabiana Mariz &#8211; Arte: Carolina Borin Garcia &#8211; Sábado, 1 de abril de 2023 Macia, com cabo reto e achatado, cabeça pequena [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei/">Estudo alerta sobre escovas de dentes fora dos padrões exigidos por lei</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Pesquisadora investigou a qualidade de 345 escovas compradas em comércios do Estado de São Paulo; foram apontados problemas no formato do cabo e da cabeça e nas pontas das cerdas, entre outros</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Texto: Fabiana Mariz &#8211; Arte: Carolina Borin Garcia &#8211; Sábado, 1 de abril de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Macia, com cabo reto e achatado, cabeça pequena (compatível com a idade do usuário), 18 tufos (contendo 80 cerdas em cada um), e 1.440 cerdas no total. Esses são os requisitos básicos para que uma escova de dentes manual cumpra o seu papel de garantir uma boa escovação sem causar danos aos tecidos da boca, segundo uma pesquisa da USP, que analisou 345 modelos do produto comercializados no Estado de São Paulo. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, liderado por Sônia Regina Cardim de Cerqueira Pestana, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, teve como objetivo identificar e analisar as normas e exigências técnicas para a produção e comercialização das escovas de dentes manuais, ou seja, para que o consumidor tenha acesso a um produto seguro, sem causar prejuízos à saúde e com características macro e microscópicas adequadas ao uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, liderado por Sônia Regina Cardim de Cerqueira Pestana, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, teve como objetivo identificar e analisar as normas e exigências técnicas para a produção e comercialização das escovas de dentes manuais, ou seja, para que o consumidor tenha acesso a um produto seguro, sem causar prejuízos à saúde e com características macro e microscópicas adequadas ao uso.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230330_sonia.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="Sônia Regina Cardim de Cerqueira Pestana- Foto: Arquivo pessoal" width="-51" height="-51" title="20230330_sonia"/><figcaption class="wp-element-caption">Sônia Regina Cardim de Cerqueira Pestana- Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Na primeira parte do trabalho, a pesquisadora fez uma revisão integrativa da literatura, um método que sintetiza os resultados obtidos em pesquisas sobre um tema ou questão, de maneira sistemática, ordenada e abrangente. Nesta etapa, Sônia Pestana se deparou com duas normas brasileiras e 29 artigos sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa seguinte, a pesquisadora propôs um protocolo para avaliar as escovas adquiridas em 26 municípios do Estado de São Paulo, baseado na Portaria 97, de 1996, e na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 142 de 2017, normas vigentes à época em que a autora realizou o estudo (2018).&nbsp;Essas duas leis possuem alguns premissas semelhantes às técnicas preconizadas por Charles Bass, americano pioneiro no estudo das características das escovas dentais. Por isso, Sônia também se baseou no autor para elaborar seu protocolo de avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas análises macroscópicas, em que foram examinados o formato do cabo e o da cabeça, mais de 70% dos instrumentos foram considerados adequados ao uso. Em relação ao número total de cerdas, 63,5% estavam inadequados.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230322_tufo_cerdas_p17.jpg?fit=1755%2C853&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Tufos com cerdas da mesma altura (A); tufos com terminações irregulares (B) &#8211; Imagem: Cedida pela pesquisadora Sônia Pestana</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A grande surpresa, segundo os autores da pesquisa, veio das observações microscópicas. Quando as pontas das cerdas e ausência de dilaceramentos foram avaliadas, 82% dos produtos foram reprovados.&nbsp;“A ponta tem que ser arredondada, não tem desconto para isso, e o que a gente enxergou foram cerdas dilaceradas”, relata Sônia Pestana.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230322_cerdasdilaceradas.jpg?fit=1859%2C696&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Cerdas com pontas arredondadas (A) e Cerdas com pontas dilaceradas (B) &#8211; Imagem: Cedida pela pesquisadora Sônia Pestana</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Capel Narvai, professor da FSP e orientador do estudo, disse ao&nbsp;<strong>Jornal da USP&nbsp;</strong>que, como a escova de dentes se transformou em algo que é utilizado em praticamente todo o mundo, o senso comum sobre esse instrumento é que ele incorpora tecnologia segura, boas práticas industriais e que, portanto, os produtos à venda são seguros para uso humano. “Assim, encontrar que mais de 82% dos modelos não atendem aos requisitos básicos – incluindo aqueles produzidos por marcas reconhecidas no mercado como sinônimo de qualidade – foi um resultado surpreendentemente muito negativo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sônia, que também é pesquisadora do Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol), ligado à FSP, diz que esses resultados indicam fragilidade nos procedimentos regulatórios vigentes no País, além de implicar riscos para a saúde da população. “Temos um problema grave de saúde pública. Se existem normas, ou elas não são cumpridas, ou são frágeis. Cabe aos órgãos governamentais tomarem providências.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A produção de escovas de dentes manuais requer boas práticas de fabricação, que devem obedecer ao conjunto de normas regulamentadoras definidas pelos órgãos competentes de cada país.&nbsp;No Brasil, a Portaria 97/1996 especifica os requisitos para escovas dentais de uso geral expostas ao consumo e as classifica por faixa etária, textura dos tufos, medida de altura e tipo de acabamento das cerdas (lisas, plumadas, planas e polidas).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230322_infografico_escovadedente.jpg?fit=1200%2C630&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Infografia: Jornal da USP &#8211; Fonte: Sônia Regina Cardim de Cerqueira Pestana</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Já a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 142 de 2017, proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabelece a definição, a classificação, as normas técnicas e de rotulagem e o procedimento eletrônico para a regularização de produtos de higiene pessoal, onde se encaixam as escovas e hastes para higiene bucal. De acordo com o documento, “os produtos descartáveis são isentos de registro e sua comercialização no território nacional fica condicionada ao procedimento de comunicação prévia à Anvisa pela empresa detentora do produto.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sônia Pestana contou ao&nbsp;<strong>Jornal da USP&nbsp;</strong>considerar&nbsp;que houve um retrocesso entre as duas normas, publicadas em um intervalo de 21 anos. “A portaria 97 trata das características dos componentes da escova de dentes, desde o cabo até as cerdas. Já na RDC de 2017 não constam essas informações”, relata a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ressalta que fiscalizar o cumprimento dessas normas é responsabilidade da Anvisa. “Cabe aos órgãos governamentais tomarem providências.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resposta da Anvisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a Anvisa informou, em nota, que “a RDC n. 640, de 2022, é a norma atual que estabelece os requisitos técnicos para a regularização de produtos de higiene pessoal descartáveis destinados ao asseio corporal, incluindo escovas e hastes para higiene bucal, fios e fitas dentais.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento esclarece que “a empresa titular [fabricante] deve garantir que o produto correspondente à documentação enviada cumpra todos os requisitos técnico-regulatórios das normas aplicáveis”.&nbsp;&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230321_guissepe_alexandre.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-45" height="-45"/><figcaption class="wp-element-caption">Giuseppe Romito &#8211; Foto: Reprodução/FOUSP</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Por fim, “embora não ocorra análise prévia, é realizada a verificação contínua dos produtos por meio de amostragem, considerando ainda denúncias e atendimento de demandas específicas, as quais podem resultar em pedidos de adequação ou cancelamento da notificação, em caso de irregularidades. A depender do risco da irregularidade, a área de fiscalização pode, ainda, determinar a adoção de medidas cautelares/preventivas.&nbsp;Neste sentido, os resultados do estudo conduzido pela USP serão avaliados pela agência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giuseppe Romito, professor titular da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, disse em entrevista que o governo e os órgãos de fiscalização trabalham basicamente a partir de queixas pessoais. “Se todos os dias tivéssemos reclamações registradas, teríamos mais demanda para a Anvisa ou para os órgãos competentes.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Surpresa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Narvai contou ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;que a decisão de estudar o tema se deu porque, segundo ele, havia uma espécie de véu a ocultar a qualidade desses materiais.“Parecia-nos, inicialmente, algo quase banal. Partimos da hipótese de que os&nbsp;produtos eram, majoritariamente, adequados ao consumo humano e admitíamos&nbsp;que, provavelmente, os resultados corresponderiam a um achado previsível e&nbsp;que não teríamos nada demais a discutir sobre o tema.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, os pesquisadores optaram por confirmar essa hipótese, mas os resultados encontrados foram na contramão do esperado. “As escovas são, predominantemente, inadequadas. Foi&nbsp;uma reversão da nossa expectativa, que veio à luz apenas quando removemos&nbsp;o véu que recobria o tema.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/03/20230321_paulocapelnarvai.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" width="-55" height="-55"/><figcaption class="wp-element-caption">Paulo Capel Narvai &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O professor da FSP alerta que escovas inadequadas prejudicam as condições das gengivas e podem desgastar o esmalte dentário, em graus variados, desde desgastes clinicamente insignificantes até prejuízos mais importantes nas regiões dentárias próximas à dentina, no chamado colo dos dentes. “O uso eventual, por um curto período de tempo, pode não ter maiores consequências. Mas produtos inadequados, utilizados por vários meses, anos e mesmo décadas, podem ser altamente nocivos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o&nbsp;presidente da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia (CRO) de São Paulo,&nbsp;Marcelo Cavenague, o trabalho de Sônia Pestana apresenta todo o rigor que se espera de um trabalho científico, mas mesmo assim ele vê os resultados com cautela. “Dizer que as escovas analisadas podem causar prejuízos à saúde do paciente foge um pouco da realidade clínica”, opina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No uso diário da escova, por exemplo, se o tamanho da cabeça tem pouca variação em relação ao que foi estabelecido no trabalho, ou seja, se a cabeça é um milímetro maior ou menor, já é classificada como inadequada”, explica Cavenague. “Mas, clinicamente, não vai fazer diferença.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, o fato de a população não saber escovar os dentes é mais preocupante do que a qualidade dos instrumentos em si, e orientações de higiene bucal deveriam ser dadas para crianças em idade escolar. “Eu ensino&nbsp;<em>[meus pacientes]</em>&nbsp;a escovarem os dentes há mais de 30 anos, e vejo exatamente a mesma coisa: ou a pessoa escova muito rápido, ou escova um monte de dente ao mesmo tempo, faz uma força extrema para escovar os dentes, e o resultado é sempre ruim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roosevelt Bastos, professor da disciplina de Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, diz que o benefício deste trabalho está em provocar um alerta para os pesquisadores.&nbsp;“A comunidade científica deve se voltar a realizar mais estudos relacionados às escovas de dentes, pois elas têm uma relação direta com o controle da placa bacteriana, causa das duas doenças bucais que mais assolam a população: a cárie e as doenças periodontais”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giuseppe Romito vai na mesma linha ao dizer que seria interessante outro trabalho de campo para investigar que prejuízos essas escovas podem causar para a população. “A partir daí teríamos dados mais consistentes para afirmar se precisaríamos de uma maior fiscalização, por exemplo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O Bate papo na City de hoje e com Albert Mascarenhas" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lvfPQj5OeME?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei/">Estudo alerta sobre escovas de dentes fora dos padrões exigidos por lei</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/estudo-alerta-sobre-escovas-de-dentes-fora-dos-padroes-exigidos-por-lei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em testes de laboratório, pasta experimental minimiza desgaste erosivo dos dentes</title>
		<link>https://ipiracity.com/em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes</link>
					<comments>https://ipiracity.com/em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jul 2022 19:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[dentes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=55897</guid>

					<description><![CDATA[<p>Foram testados cinco cremes dentais e aqueles que continham tetrafluoreto de titânio em sua composição mostraram-se mais eficazes contra o desgaste erosivo provocado por ácidos por Ivanir Ferreira &#8211; Domingo, 10 de julho de 2022 Testes realizados emlaboratório mostram um efeito protetor de cremes dentais contendo tetrafluoreto de titânio (TiF4) e quitosana contra desgaste dentário [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes/">Em testes de laboratório, pasta experimental minimiza desgaste erosivo dos dentes</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Foram testados cinco cremes dentais e aqueles que continham tetrafluoreto de titânio em sua composição mostraram-se mais eficazes contra o desgaste erosivo provocado por ácidos</p>



<h2 class="wp-block-heading">por Ivanir Ferreira &#8211; Domingo, 10 de julho de 2022</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Testes realizados emlaboratório mostram um efeito protetor de cremes dentais contendo tetrafluoreto de titânio (TiF4) e quitosana contra desgaste dentário erosivo (DDE), lesão que afeta tanto o esmalte (camada mais externa do dente) quanto a dentina (camada mais interna). Essa lesão ocorre pelo contato da cavidade bucal com substâncias erosivas (ácidos oriundos do consumo de bebidas e alimentos, como refrigerantes e frutas ácidas, por exemplo), associadas a forças mecânicas (abrasão) provocadas pela escovação. A pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP avaliou cinco cremes dentais experimentais. Aqueles contendo TiF4 foram os mais eficazes, reduzindo em cerca de 80% o desgaste<strong>&nbsp;</strong>de ambos os tecidos dentários (esmalte e dentina),&nbsp; quando comparados ao creme dental sem esse componente (placebo). Os resultados foram descritos no artigo&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41598-022-11261-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>The protective effect of the experimental on toothpaste on erosive toot wear in vitro</em></a>, publicado na&nbsp;<em>Scientific Reports</em>&nbsp;em abril de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tetrafluoreto de titânio é um metal polivalente que, em contato com os dentes, reage química e fisicamente formando uma camada protetora no esmalte, que se torna resistente à ação de ácidos. A quitosana é um polissacarídeo extraído do exoesqueleto de crustáceos, capaz de formar um escudo protetor sobre a estrutura do esmalte. “Embora não exista nenhum produto no mercado contendo TiF4, os dois componentes (tanto o TiF4 quanto a quitosana) têm despertado interesse das indústrias farmacêuticas para o desenvolvimento de novas formulações de dentifrícios e enxaguantes bucais, e também vêm sendo testados em pesquisas científicas por demonstrarem resultados promissores contra o DDE”, relata a biomédica Monique Malta Francese, uma das autoras do artigo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_monique_malta_francese.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption>Biomédica Monique Malta Francese,  autora da pesquisa &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, nas últimas décadas, notou-se um aumento no diagnóstico de DDE. Apesar de ser uma lesão fisiológica, que ocorre ao longo da vida, e à qual todos estão sujeitos com o passar dos anos, ela pode ser considerada patológica quando o grau dessa destruição se torna elevado, afetando, inclusive, pessoas mais jovens, levando à perda de funcionalidades dos dentes, problemas estéticos e de sensibilidade. “Os agentes químicos&nbsp;<em>[ácidos]</em>&nbsp;de origem não bacteriana, por não serem substâncias produzidas pela microbiota bucal, são os principais responsáveis pelas lesões, resultantes do consumo excessivo de bebidas e alimentos ácidos, como refrigerantes, isotônicos, frutas cítricas e/ou ácidos estomacais gerados por refluxo gastroesofágico, bulimia e anorexia”, explica ao&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>&nbsp;Ana Carolina Magalhães, coordenadora do projeto e professora de Bioquímica do Departamento de Ciências Biológicas da FOB. A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foi desenvolvida na dissertação de mestrado de Monique, orientanda da professora Ana Carolina.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_ana_carolina_magalhaes.png?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption>Ana Carolina Magalhães, orientadora da pesquisa e professora de bioquímica do Departamento de Ciências Biológicas da FOB &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading">A pesquisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foram desenvolvidos cinco cremes dentais experimentais. Os pesquisadores seguiram uma fórmula base, onde foram adicionados os componentes que iriam ser testados contra o desgaste dentário erosivo. No grupo 1, o principal ingrediente ativo era o TiF4; no grupo 2, a quitosana; no grupo 3, um creme dental vendido no mercado; no grupo 4, TiF4 + quitosana; e, no grupo 5, placebo. Os dentes selecionados eram de origem bovina, que, segunda a pesquisadora, têm estrutura dentária semelhante à dos seres humanos e também por ter sido a maneira mais viável de conseguir um número grande de amostras para a pesquisa, diz Ana Carolina. Os dentes foram cortados ao meio para a obtenção da coroa, para estudo de esmalte, e a raiz, para estudo de dentina. Ao todo, foram 144 amostras (72 da região do esmalte e 72 da dentina radicular).</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_foto3_dentes_bovinos.jpg?ssl=1"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_foto3_dentes_bovinos.jpg?fit=1200%2C630&amp;ssl=1" alt=""/></a><figcaption>Os dentes bovinos foram cortados ao meio para análise do esmalte e da dentina – Foto: Cedida pela pesquisadora</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as amostras foram submetidas a desafios diários erosivos e abrasivos. Foram expostos a uma solução de ácido cítrico, seguido de escovação com as suspensões dos cremes dentais, por um período de sete dias, em um equipamento que imprimia velocidade e movimentos lineares, simulando o ambiente da boca quando em contato com ácidos adquiridos pela alimentação associados a posterior escovação com pasta de dente.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_foto4_maquina_escovacao.png?ssl=1"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/20220627_foto4_maquina_escovacao.png?fit=1024%2C538&amp;ssl=1" alt=""/></a><figcaption>A escovação foi feita em uma máquina que imprimia velocidade e movimentos lineares – Foto: Cedida pela pesquisadora</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, utilizou-se um equipamento chamado perfilômetro de contato, que possuía uma ponta fina e sensível semelhante a uma agulha, que “varria” a superfície dentária e formava um gráfico com informações relativas ao efeito protetor de cada dentifrício. Essa análise foi feita para cada uma das 144 amostras antes e depois do experimento. Após essa análise, esses gráficos foram comparados em um software específico para averiguar o desgaste médio de cada grupo de amostras, tratadas com os respectivos cremes dentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resultados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Monique explica que os cremes que continham tetrafluoreto de titânio (TiF4), independentemente da presença de quitosana, foram capazes de reduzir significativamente o desgaste do esmalte e da dentina (80%) em relação às amostras sem tratamento (placebo). Segundo a pesquisadora, essa capacidade protetora é justificada não só pela ação do fluoreto, mas também pela ação do titânio que, juntos, formam uma camada mecânica sobre os dentes, protegendo-os contra ácidos erosivos. Já a quitosana isolada teve efeito semelhante ao placebo e, apesar de não ter demonstrado efeito protetor adicional, foi importante para aumentar o pH do creme dental a um valor mais adequado para uso diário. Os que continham TiF4 foram ainda superiores ao creme dental comercial na redução do desgaste do esmalte.<video src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/YouCut_20220624_130103046-2.mp4" autoplay="" loop="" controls=""></video></p>



<h2 class="wp-block-heading">Máquina de escovação utilizada na pesquisa &#8211; Vídeo: Cedido pela pesquisadora</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após esses resultados, os pesquisadores pretendem continuar trabalhando com os cremes dentais, mas, dessa vez, investigando o efeito protetor em modelo de estudo&nbsp;<em>in situ</em>&nbsp;(método de estudo em que o objeto é analisado no seu local natural), com a participação de voluntários que utilizarão aparelhos contendo pequenas amostras de dentes bovinos. Também será investigado o efeito protetor desses cremes dentais contra a cárie dentária que, diferentemente dos ácidos do DDE, é de origem microbiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais informações: e-mail acm@fob.usp.br, com Ana Carolina Magalhães, ou e-mail moniquefrancese@usp.br, com Monique Malta Francese</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Selo UNICEF - 2021-2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/HanJhjWpRw0?start=5&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes/">Em testes de laboratório, pasta experimental minimiza desgaste erosivo dos dentes</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/em-testes-de-laboratorio-pasta-experimental-minimiza-desgaste-erosivo-dos-dentes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/06/YouCut_20220624_130103046-2.mp4" length="9462344" type="video/mp4" />

			</item>
	</channel>
</rss>
