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		<title>Aumento de casos de câncer de mama expõe desigualdades regionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 13:34:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama a cada ano do triênio 2026-2028. A estimativa apresentada pelo&#160;Inca&#160;(Instituto Nacional de Câncer) contrasta com o levantamento anterior e indica aumento na ocorrência da doença. Em comparação ao período 2023-2025, o crescimento chega a 5 mil novos casos anuais. De acordo com Guilherme Novita, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama a cada ano do triênio 2026-2028. A estimativa apresentada pelo&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/inca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inca</a>&nbsp;</strong>(Instituto Nacional de Câncer) contrasta com o levantamento anterior e indica aumento na ocorrência da doença. Em comparação ao período 2023-2025, o crescimento chega a 5 mil novos casos anuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/sbm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SBM</a></strong>), há diversos fatores que respondem por esta projeção. “A melhoria nos registros populacionais para câncer é um deles”, afirma. No entanto, reforça o mastologista, políticas públicas e ações efetivas para ampliar o rastreamento, agilizar os diagnósticos e tratamentos são fundamentais, especialmente quando se consideram as desigualdades regionais no País.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente, respondendo por 30% dos cânceres diagnosticados em mulheres brasileiras. Ao projetar um crescimento no número de casos entre 2026 e 2028, o Inca acende um alerta para a necessidade de ações que intensifiquem a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente da SBM, é preciso considerar algumas situações condicionadas ao aumento de cerca de 5 mil novos casos anuais projetado para o triênio. “Temos uma causa que é o envelhecimento da população”, pontua. A idade acima de 50 anos é fator de risco, refletindo o acúmulo de exposições hormonais e alterações biológicas do envelhecimento. “Há que considerar também as ações que permitem maior visibilidade aos registros populacionais da doença. Não menos relevante é a ampliação no rastreamento do câncer de mama, especialmente com a recomendação do Ministério da Saúde para a realização da mamografia a partir dos 40 anos de idade.”</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_154056"><a href="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Guilherme-Novita-1-1.jpg"><img decoding="async" src="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Guilherme-Novita-1-1-295x300.jpg" alt="" class="wp-image-154056"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Guilherme Novita</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A estimativa para 2026 chama a atenção para as variações significativas do câncer de mama entre as regiões do Brasil. O maior risco estimado é observado na região Sudeste, com 40.560 novos casos. No Sul, são 12.550. O Centro-Oeste aparece com 5.420, o Nordeste, com 17.130, e o Norte, 2.950 novos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As projeções regionais, na avaliação de Novita, refletem desigualdades. De acordo com o mastologista, enquanto em determinada região, até mesmo por condições geográficas, o acesso à mamografia ainda pode ser um obstáculo, em outra localidade do Brasil, o problema se concentra em políticas de rastreamento que contemplam precariamente a população mais jovem. “Em outras regiões, ainda, há dificuldade para realização de biópsia, acesso a medicação de qualidade, desafios para a reconstrução mamária, cumprimento de legislação, entre outros fatores”, diz. “Mais pontualmente no Sudeste, os problemas se relacionam a outras políticas públicas. Podemos enumerar ainda, a título de exemplo, a qualidade de imagens obtidas nos exames e o conhecimento no momento de interpretar os diagnósticos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de um olhar regionalizado para o enfrentamento do câncer de mama tem mobilizado ações por parte da Sociedade Brasileira de Mastologia. Com a participação de especialistas e pacientes, estratégias de comunicação que contemplam mulheres de todas as idades, classes sociais e regionalidades se propõem a levar mensagens extremamente confiáveis e claras sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta estratégia também é uma forma que encontramos para interagir com as realidades regionais”, observa Guilherme Novita. “Ao tomar conhecimento de pontos cruciais que refletem diferenças e desigualdades no enfrentamento do câncer de mama em cada região do País, a SBM também tem a oportunidade de trabalhar por políticas públicas que reduzam a projeção de novos casos de uma doença de alta incidência não só no Brasil, mas em todo o mundo”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Informações do Site Medicina SA </p>



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