<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Direitos Humanos |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/direitos-humanos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 25 Jan 2026 18:40:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>Direitos Humanos |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Protestos no Irã deixam 43 mil mortos, aponta centro de direitos humanos do país</title>
		<link>https://ipiracity.com/protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais</link>
					<comments>https://ipiracity.com/protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 18:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[43 mil mortos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ira]]></category>
		<category><![CDATA[Mortos]]></category>
		<category><![CDATA[protestos]]></category>
		<category><![CDATA[repressao]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=168576</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levantamento indica repressão violenta a manifestações que se espalharam por mais de 100 cidades do país Domingo, 25 de janeiro de 2026 O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã informou que ao menos 43 mil pessoas morreram durante os protestos contra o regime iraniano iniciados no fim de dezembro. O número é resultado de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais/">Protestos no Irã deixam 43 mil mortos, aponta centro de direitos humanos do país</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Levantamento indica repressão violenta a manifestações que se espalharam por mais de 100 cidades do país</p>



<p>Domingo, 25 de janeiro de 2026</p>



<p>O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã informou que ao menos 43 mil pessoas morreram durante os protestos contra o regime iraniano iniciados no fim de dezembro. O número é resultado de investigações, pesquisas de campo, análise de imagens e vídeos e entrevistas realizadas dentro do país.</p>



<p>As manifestações começaram em 28 de dezembro, em Teerã, com protestos de comerciantes e lojistas contra a inflação e o aumento repentino dos preços de itens básicos. Em poucos dias, os atos se espalharam por todo o território iraniano e assumiram caráter político, envolvendo diferentes setores da sociedade.</p>



<p>Relatos apontam repressão violenta das forças de segurança, com perseguições e disparos mesmo após a dispersão dos manifestantes. Segundo a organização, houve casos de pessoas atingidas dentro de residências, o que elevou o número de mortes e intensificou a crise humanitária no país.</p>



<p>Fonte: Metro 1  / Foto: <strong>Reprodução/TV Globo</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="POLÊMICA NA COPA MASTER IPIRAENSE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/fxMer3StuR0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais/">Protestos no Irã deixam 43 mil mortos, aponta centro de direitos humanos do país</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/protestos-no-ira-deixam-43-mil-mortos-aponta-centro-de-direitos-humanos-do-pais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alunos da rede escolar de Camaçari participarão de formação em Direitos Humanos, nesta quarta-feira (8)</title>
		<link>https://ipiracity.com/alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8</link>
					<comments>https://ipiracity.com/alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 13:35:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Camaçari]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[SJDH]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=121231</guid>

					<description><![CDATA[<p>Direitos Humanos Cerca de 3 mil alunos/as da rede estadual de ensino em Camaçari participarão de palestras e oficinas sobre&#160;Educação e Cultura em Direitos Humanos, nesta quarta-feira (8), a partir das&#160;8h. A formação faz parte da&#160;Caravana de Direitos Humanos no município e é uma iniciativa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A ação [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8/">Alunos da rede escolar de Camaçari participarão de formação em Direitos Humanos, nesta quarta-feira (8)</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 class="wp-block-heading">Direitos Humanos</h1>



<p>Cerca de 3 mil alunos/as da rede estadual de ensino em Camaçari participarão de palestras e oficinas sobre&nbsp;Educação e Cultura em Direitos Humanos, nesta quarta-feira (8), a partir das&nbsp;8h. A formação faz parte da&nbsp;Caravana de Direitos Humanos no município e é uma iniciativa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A ação no Colégio Estadual José de Freitas Mascarenhas, inclui ainda, a oferta de vários serviços para o fortalecimento da cidadania, a exemplo de emissão de documentos básicos como RG e Certidão de Nascimento.</p>



<p>&nbsp;Além dos/as alunos/as, toda a comunidade escolar, formada por professores, direção e corpo pedagógico de modo geral, terá a oportunidade de imergir em debates cruciais sobre promoção ao respeito, cidadania, proteção de direitos e respeito à diversidade. Temas como letramento LGBTQIAPN+; combate ao capacitismo contra pessoas idosas; direitos da pessoa com deficiência; e acesso à políticas públicas; enfrentamento ao trabalho infantojuvenil e à exploração sexual; combate ao tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão; combate ao racismo; entre outros; serão levados às salas de aula.</p>



<p>“As escolas públicas sempre foram parceiras da ação e têm sido fundamentais para que a Caravana insira o tema da&nbsp;Educação e Cultura em Direitos Humanos&nbsp;no calendário escolar. Com isso, o debate se amplia e a gente consegue incidir nas escolas, provocando novas abordagens educativas, com vistas a difundir o tema dos direitos humanos, promover reflexões e mudanças de cultura e de comportamento”, afirmou Felipe Freitas, secretário da SJDH.</p>



<p><strong>Cidadania</strong></p>



<p>Além das formações na quarta-feira, a&nbsp;Caravana também ofertará, no mesmo dia, das 9h30 às 16h, e na quinta-feira (9) das 8h às 16h, serviços gratuitos&nbsp;de acesso à justiça e promoção da cidadania. O mutirão gratuito levará para a comunidade escolar e para a população do entorno do colégio, emissão da 2ª via de RG; Certidão de Nascimento; Título de Eleitor; emissão do Passe Livre Intermunicipal e da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; além de atendimentos administrativos da Embasa e da Coelba; orientação sobre dúvidas, registros e reclamações junto ao Procon-BA; realização de teste de paternidade; entre vários outros serviços.</p>



<p><strong>Fonte: Ascom/SJDH</strong> / Foto: Juliane Oliveira/SJDH</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição 2024, trabalho realizado na Câmara e Federação partidária" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/6cnhMyrgYe0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8/">Alunos da rede escolar de Camaçari participarão de formação em Direitos Humanos, nesta quarta-feira (8)</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/alunos-da-rede-escolar-de-camacari-participarao-de-formacao-em-direitos-humanos-nesta-quarta-feira-8/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fome em Gaza pode configurar crime de guerra, diz chefe da ONU para direitos humanos</title>
		<link>https://ipiracity.com/fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos</link>
					<comments>https://ipiracity.com/fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 18:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=117688</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após meses de alerta, um relatório recente apoiado pela&#160;ONU&#160;apresentou evidências estatísticas concretas de que a catástrofe humanitária em&#160;Gaza&#160;está se transformando em uma&#160;situação de fome&#160;provocada pelo homem. O relatório aumentou a pressão sobre&#160;Israel&#160;para que cumpra suas responsabilidades legais de proteger os civis&#160;palestinos&#160;— e permitir que fornecimentos adequados de&#160;ajuda humanitária&#160;cheguem às pessoas que necessitam. Em entrevista à [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos/">Fome em Gaza pode configurar crime de guerra, diz chefe da ONU para direitos humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Jeremy Bowen</strong></li>



<li>Role,<strong>Da BBC News em Jerusalém</strong></li>



<li>Quinta, 28 de março de 2024</li>
</ul>



<p>Após meses de alerta, um relatório recente apoiado pela&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cwr9jr0y464t">ONU</a>&nbsp;apresentou evidências estatísticas concretas de que a catástrofe humanitária em&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceq71wv10ezo">Gaza</a>&nbsp;está se transformando em uma&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpw0946746no">situação de fome</a>&nbsp;provocada pelo homem.</p>



<p>O relatório aumentou a pressão sobre&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cjgn7g13q3kt">Israel</a>&nbsp;para que cumpra suas responsabilidades legais de proteger os civis&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c8y94y3zv32t">palestinos</a>&nbsp;— e permitir que fornecimentos adequados de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/ckdxnd3j9v0t">ajuda humanitária</a>&nbsp;cheguem às pessoas que necessitam.</p>



<p>Em entrevista à BBC, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, disse que Israel tinha uma culpa significativa — e que era um caso &#8220;plausível&#8221; de que o país estava usando a fome como arma de guerra em Gaza.</p>



<p>Türk afirmou ainda que se a intenção for comprovada, equivaleria a um crime de guerra.</p>



<p>O ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, um político importante do partido Likud, do premiê Benjamin Netanyahu, rejeitou as advertências de Türk, classificando-as como um “total disparate — uma coisa totalmente irresponsável de se dizer”.</p>



<p>Assim como seus colegas de gabinete, Barkat insistiu que Israel estava permitindo a entrada de toda a ajuda oferecida pelos EUA e pelo resto do mundo. Israel alega que a ONU não distribui o que resta depois que o Hamas se beneficia do que chega.</p>



<p>Mas uma longa fila de caminhões carregados com suprimentos de ajuda humanitária, dos quais a Faixa de Gaza precisa desesperadamente, está se acumulando no lado egípcio da fronteira com Rafah. Eles só podem entrar em Gaza por Israel, após uma série de verificações complexas e burocráticas.</p>



<p>A falta de abastecimento adequado forçou a Jordânia, e agora outros países, incluindo os EUA e o Reino Unido, a realizar&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2v9e7q22v0o">lançamentos aéreos de suprimentos</a>&nbsp;—a forma menos eficaz de entregar ajuda humanitária.</p>



<p>Palestinos que lutavam em solo para garantir uma parte da ajuda se afogaram enquanto tentavam nadar até pacotes que caíram no mar, ou foram atingidos pelos mesmos quando os paraquedas falharam.</p>



<p>A Marinha dos EUA também está enviando uma frota de engenharia pelo Atlântico para&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9zyrw2yweo">construir um cais temporário para desembarcar ajuda pelo mar</a>.</p>



<p>Nada disso seria necessário se Israel concedesse acesso rodoviário total a Gaza — e acelerasse a entrega de suprimentos de ajuda humanitária pelo moderno porto de Ashdod, a apenas cerca de meia hora de carro da Faixa de Gaza.</p>



<p>Durante a entrevista, Türk disse que surgiram evidências de que Israel estava retardando ou retendo a entrega de ajuda humanitária.</p>



<p>O alto comissário da ONU condenou os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c84511x0jxvo">ataques do Hamas contra civis e soldados israelenses em 7 de outubro</a>, incluindo assassinatos,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nlz897e8go">estupros</a>&nbsp;e a tomada de reféns. Mas ele também disse que nenhum lado na guerra deve fugir da responsabilidade por suas ações, incluindo qualquer tentativa de reter o fornecimento de ajuda às pessoas que necessitam em Gaza.</p>



<p>&#8220;Todos os meus colegas da área humanitária continuam a dizer que há muita burocracia. Existem obstáculos. Existem entraves&#8230; Israel é culpado de forma significativa&#8221;, ele afirmou.</p>



<p>“Só posso dizer que os fatos falam por si só… Entendo que é algo que precisa ser controlado, mas não pode demorar dias para que isso seja feito.&#8221;</p>



<p>&#8220;Quando você coloca na mesa todos os tipos de exigências que não são razoáveis em uma emergência&#8230; isso levanta o questionamento, diante de todas as restrições que vemos atualmente, se há uma alegação plausível a ser feita de que a fome está sendo, ou pode ser usada, como uma arma de guerra.&#8221;</p>



<p>A preocupação com a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza se aprofundou na semana passada com a divulgação de um estudo respaldado por uma série de mapas, gráficos e estatísticas. E suscitou mais alertas por parte de aliados de Israel de que o país deveria mudar a forma como está travando a guerra contra o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cnq68qr85wnt">Hamas</a>&nbsp;para poupar civis da morte por explosivos ou pela fome.</p>



<p>O estudo é o mais recente relatório de uma respeitada rede internacional, conhecida como IPC (acrônimo em inglês para Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar). A organização fornece aos governos, à ONU e às agências de ajuda humanitária dados apolíticos para medir a dimensão da fome. A manchete do relatório era forte: “Faixa de Gaza: a fome é iminente, à medida que 1,1 milhão de pessoas, metade de Gaza, enfrentam uma catastrófica insegurança alimentar”.</p>



<p>Os dados do relatório explicavam como uma grande fome poderia surgir a qualquer momento nas próximas oito semanas, se não houvesse um cessar-fogo e se a ajuda humanitária não chegasse à Faixa de Gaza.</p>



<p>Pais palestinos que conseguiram levar os filhos doentes e famintos até um dos poucos hospitais que ainda funcionam em Gaza depois do ataque de Israel não precisaram esperar pelas estatísticas. Durante semanas e meses, enquanto lutavam para alimentá-los, eles observaram de perto o declínio dos filhos.</p>



<p>Gaza não é um lugar para ficar doente. Uma menina internada no hospital, contactada por um jornalista freelancer palestino que trabalha para a BBC, estava deitada semiconsciente em uma cama.</p>



<p>Noora Mohammed tem fibrose pulmonar e hepática, duas condições que podem ser fatais mesmo em tempos de paz. Nos meses de fome desde o início da guerra, e sem os cuidados médicos adequados, o estado de saúde dela está se deteriorando rapidamente.</p>



<p>“Minha filha não consegue se mover”, diz a mãe. “Ela está anêmica, sempre dormindo, e não há nada nutritivo para comer.”</p>



<p>Pelo menos Noora conseguiu chegar ao hospital. A maior parte dos pouco mais de um milhão de habitantes de Gaza considerados em situação de extrema necessidade não vai ter essa opção.</p>



<p>As evidências da catástrofe humanitária em Gaza são avassaladoras. As fotos que tiramos no hospital mostram crianças com articulações inchadas, membros atrofiados e dermatite, todos sintomas clássicos de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjmx0mkjnzwo">desnutrição aguda</a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/156b/live/15f23b90-ece0-11ee-8bf3-195418ba9285.jpg" alt="Criança chorando"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Muitas crianças estão com sintomas de desnutrição aguda</figcaption></figure>
</div>


<p>Israel ignorou a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw9zg1j3yy9o">resolução do Conselho de Segurança da ONU que exige um cessar-fogo imediato</a>. Nir Barkat, o ministro da Economia israelense, disse que nada poderia ficar no caminho da meta de Israel de acabar definitivamente com o Hamas e libertar os reféns feitos pelo grupo em 7 de outubro.</p>



<p>Ele acrescentou que aliados em todo o mundo apoiaram o objetivo estratégico de Israel. Quando apresentado ao fato de que muitos dos amigos de Israel, a começar pelo presidente dos EUA, Joe Biden, não estavam gostando da forma como Israel estava travando a guerra, Barkat foi contundente.</p>



<p>&#8220;Isso é duro. Vamos acabar com a guerra. Vamos fazer tudo que pudermos para matar os terroristas do Hamas e minimizar os danos colaterais o máximo possível&#8221;, afirmou.</p>



<p>&#8220;Com todo o respeito, estamos lutando contra o mal, e esperamos que o mundo nos ajude a combater o mal até eliminarmos o Hamas do mapa.&#8221;</p>



<p>O alto comissário de direitos humanos da ONU deu uma resposta sucinta às duras críticas de Israel.</p>



<p>“A única coisa que posso dizer a eles é que existe um consenso internacional emergindo, e pode não ter existido antes, mas está claramente presente agora, inclusive com a resolução do Conselho de Segurança desta semana, sobre a situação humanitária”, disse Türk.</p>



<p>&#8220;A situação dos direitos humanos é tão trágica que é necessário um cessar-fogo imediato. Esta é a minha resposta a isso.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC / Noora Mohammed não consegue obter o tratamento que precisa em um hospital de Gaza</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A arte como forma de expressão" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QNrCWlZmmi4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos/">Fome em Gaza pode configurar crime de guerra, diz chefe da ONU para direitos humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/fome-em-gaza-pode-configurar-crime-de-guerra-diz-chefe-da-onu-para-direitos-humanos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Demarcação para Avá-canoeiro é reparação histórica, diz antropóloga</title>
		<link>https://ipiracity.com/demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa</link>
					<comments>https://ipiracity.com/demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 12:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Avá-canoeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=117421</guid>

					<description><![CDATA[<p>Etnia sofreu deslocamentos forçados e quase foi extinta na ditadura A decisão da Justiça Federal que estabelece prazo de 15 meses para conclusão da demarcação da Terra Indígena (TI) Taego Ãwa, do povo Avá-canoeiro do Araguaia, representa uma reparação histórica das violações sofridas por este povo. A avaliação é da antropóloga Patrícia de Mendonça Rodrigues, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa/">Demarcação para Avá-canoeiro é reparação histórica, diz antropóloga</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Etnia sofreu deslocamentos forçados e quase foi extinta na ditadura</p>



<p>A decisão da Justiça Federal que estabelece prazo de 15 meses para conclusão da demarcação da Terra Indígena (TI) Taego Ãwa, do povo Avá-canoeiro do Araguaia, representa uma reparação histórica das violações sofridas por este povo. A avaliação é da antropóloga Patrícia de Mendonça Rodrigues, responsável pelo relatório que identificou e delimitou a TI. A etnia tem sido vítima de deslocamentos forçados ao longo da história. Atualmente, os cerca de 40 sobreviventes ainda vivem fora do&nbsp;território tradicional.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1587406&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1587406&amp;o=node"></p>



<p>“É um dos casos mais graves de violência genocídica, que tem destaque no relatório da Comissão Nacional da Verdade, está lá com destaque o caso dos Avá-canoeiro do Araguaia. Na época dos governos militares, chegou à beira da extinção, chegaram a ser cinco pessoas e foram removidas para a terra dos seus antigos inimigos, onde sofreram todo tipo de marginalização”, lamentou a antropóloga, destacando que a decisão judicial foi um passo importante para se fazer justiça em prol da etnia.</p>



<p>O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu decisão da Justiça Federal de Gurupi (TO) que havia reduzido em cerca de 30% a TI&nbsp;Taego Ãwa. Essa fatia de quase um terço do território tinha sido reservada para assentados da reforma agrária e fazendeiros que atualmente estão sobrepostos à TI. A decisão do TRF1, que ocorreu no fim&nbsp;do mês passado, teve assinatura do acórdão no último dia 15.</p>



<p>O território&nbsp;está em processo de demarcação há mais de dez anos, no entanto, a decisão judicial determinou prazo de 15 meses para que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) conclua a ação, a fim de que o grupo possa retornar à&nbsp;região, de onde foram capturados e expulsos durante a ditadura militar.</p>



<p>A antropóloga ressalta que a decisão anterior, proferida em 2022, além da diminuição em quase um terço das terras, havia retirado também o acesso da TI Taego Ãwa ao rio Javaés, que é o principal rio da região, dá passagem a outras comunidades indígenas e é o principal meio para navegação e pescaria. “Eles haviam ficado com 70%, a maior parte de áreas inundáveis. A melhor parte da área foi retirada, então foi uma decisão considerada absurda”, disse.</p>



<p>O juiz relator do caso, Emmanuel Mascena de Medeiros, escreveu ainda que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), juntamente com a Funai, deve fazer a desintrusão das terras, reassentar as pessoas do Projeto de Assentamento Caracol diretamente afetados pela formação da TI Taego Ãwa e o pagamento de benfeitorias estabelecidas no território.</p>



<p>O relatório de identificação e delimitação da terra indígena, com cerca de 29 mil hectares, foi publicado pela Funai em 2012 e, em 2016&nbsp;o Ministério da Justiça publicou a portaria declaratória reconhecendo-a como terra de ocupação tradicional do povo indígena Avá-canoeiro. A TI Taego Ãwa está localizada na região do médio curso do Rio Araguaia, no Tocantins. O território fica localizado à margem direita do Rio Javaés, a leste da Ilha do Bananal.</p>



<p>No entanto, diante da estagnação do processo, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública, em 2018, contra a União, a Funai e o Incra, para que fosse finalizada a demarcação. O MPF apontou que limitações materiais, financeiras e de pessoal não legitimam o retardo no processo demarcatório, acrescentando “que o controle judicial pleiteado na presente ação pública visa corrigir vício de ilegalidade na atuação do órgão indigenista”. A decisão do TRF1 é uma resposta à ação do MPF.</p>



<p>Após a ação, houve levantamento fundiário pela Funai e a terra foi demarcada fisicamente. Segundo a antropóloga, falta a desintrusão do território, retorno dos Avá-canoeiro e homologação pelo presidente da República.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Assentados do Incra</h2>



<p>Em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, o procurador regional da República, Felício Pontes Jr., representante do MPF no processo, ressaltou que a desintrusão é uma das grandes dificuldades em casos como este.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Esse é o ponto mais difícil, avisar as pessoas que estão lá que elas não poderiam estar. Quando se tem clientes da reforma agrária, que também são pessoas que devem ser defendidas pelo Ministério Público Federal, tem que fazer isso com base em muita negociação”, relatou.</p>
</blockquote>



<p>“Nós já avisamos para que eles não fiquem preocupados, que eles não iriam sair e ficar na beira da estrada, nós não fazemos isso. Nós temos um compromisso em não fazer a desintrusão antes que isso seja negociado. Normalmente o Incra faz a disponibilidade da terra, mas a gente exige também que eles aceitem a terra, porque eles conhecem, sabem se a terra pode ser produtiva ou não”, explicou o promotor.</p>



<p>A sobreposição de assentamentos da reforma agrária com territórios que vieram a ser reconhecidos como tradicionais não é particularidade da TI Taego Ãwa. “Nós temos vários casos em que isso aconteceu. Nós acabamos de ter a desintrusão no Alto Rio Guamá, que era um assentamento do Incra. Nesses casos, a gente negocia com o Incra e com os assentados. Nós defendemos os sem terra também, assim como defendemos os indígenas”, contou o promotor.</p>



<p>Patrícia Rodrigues aponta que o grupo de reassentados, na ocasião, também foi vítima de erro histórico do estado brasileiro, já que foram transferidos de uma terra indígena localizada na Ilha do Bananal para outro território considerado tradicional, de onde terão que ser removidos novamente. “Desejamos que eles sejam reassentados num lugar digno, onde eles possam desenvolver as suas atividades com dignidade e justiça também.”</p>



<p>A antropóloga conta que, na década de 1990, o Incra adquiriu áreas na região da Mata Azul, local onde os Avá-canoeiro foram contatados forçadamente na ditadura militar, para o reassentamento de famílias que ocupavam áreas protegidas na Ilha do Bananal.</p>



<p>“Apesar de estarem morando na aldeia dos Javaé, os Avá-canoeiro continuaram caçando, coletando nessa área da Mata Azul, que é do outro lado do rio. A Funai ignorou sumariamente que ali era uma terra indígena, que o povo continuava frequentando aquele lugar”, afirmou Patrícia. Segundo ela, quando fizeram a identificação da terra indígena, o assentamento do Incra ocupava metade da área total demarcada.</p>



<p>A região da Mata Azul&nbsp; foi a última morada dos Avá-canoeiro do Araguaia, onde seus mortos foram enterrados e onde se deu o contato com outros povos. Ela enfatizou que os indígenas conheciam ainda cada centímetro do território, quando foi feita a identificação das terras. “Apesar dos desmatamentos que estão sendo feitos, eles conhecem cada árvore, cada lugar que tem ali dentro dessa terra indígena, mas estão fora dessa terra até hoje, até hoje eles estão morando na terra do Javaé, aguardando o momento de voltar”, disse Patrícia Rodrigues.</p>



<p>Para o procurador Pontes, os Avá-canoeiro do Araguaia não têm ainda seus direitos garantidos pelo estado brasileiro. “Enquanto eles não estiverem na terra deles, é um estado constante de violação de direitos fundamentais.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">História dos Avá-canoeiro</h2>



<p>Estima-se que a população dos Avá-Canoeiro, no século XVIII, era de 4 mil pessoas. Patrícia Rodrigues relata que o grupo foi se refugiando ao longo da história, a partir da colonização portuguesa, e que resistiram ao contato externo.</p>



<p>“Eles eram um povo guerreiro e ficaram conhecidos na literatura como o povo do Brasil central que mais resistiu à colonização. Eles nunca aceitaram o contato pacífico. Houve um primeiro momento de embates fortes com os colonizadores, no século XVIII até meados do século XIX, e a partir de então, como eles foram massacrados, eles se dividiram em dois grupos de refugiados”, contou.</p>



<p>Parte do grupo que vivia nas cabeceiras do Rio Tocantins se deslocou para a região do médio Rio Araguaia, onde passou a disputar o mesmo território com os Karajá e Javaé, que já habitavam a região há séculos. Com isso, houve a separação dos Avá-canoeiro em dois grupos, do Rio Araguaia e do Rio Tocantins. O deslocamento dos Avá-canoeiro do Araguaia para o território, especialmente, dos Javaé gerou conflitos e disputas entre eles, o que também resultou em mortes de ambos os lados, segundo memória oral citada por Patrícia.</p>



<p>Na primeira metade do século XX, houve massacres de aldeias inteiras dos Avá-Canoeiro do Araguaia, incêndios e perseguição, por parte de novos invasores de terras. Isso levou a mais deslocamentos, até que chegaram à localização da Fazenda Canuanã, região da Mata Azul.&nbsp;</p>



<p>Depois de massacres e deslocamentos forçados em sua história, o grupo chegou a 14 sobreviventes nos anos 1960, habitando um local chamado de Mata Azul. O local estava inserido no latifúndio Fazenda Canuanã, de propriedade da família Pazzanese, de São Paulo. Quando houve o contato forçado pela Funai em 1973, depois de reclamações de fazendeiros, eram 11 indígenas nos acampamentos da etnia.</p>



<p>“Foi nesse período [década de 1970] que o governo militar determinou o contato forçado com os Avá-Canoeiro. A Funai chegou ao local atirando e soltando fogos de artifício. Uma menina chamada Typyire foi baleada, falecendo dias depois na mata”, diz a ação do MPF. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirmou que, sob o regime autoritário da ditadura militar, a Funai protagonizou um contato forçado que resultou em um quase extermínio dos Avá-Canoeiro.</p>



<p>“A equipe [da Funai] entrou atirando nesse acampamento, essa é a memória oral dos Avá-canoeiros. Eles conseguiram capturar seis pessoas, porque o grande líder do grupo se entregou quando a mulher dele foi capturada com uma criança”, contou Patrícia. Os outros cinco fugiram, incluindo uma menina que foi baleada e morreu dias depois.</p>



<p>Os capturados foram levados para a sede da Fazenda Canuanã, onde eles foram expostos à visitação pública, situação que foi registrada em fotos na época. Aqueles que tinham fugido, foram contatados seis meses depois e, junto aos outros seis, o grupo ficou sob supervisão da Funai, que colocou os Javaé &#8211; inimigos tradicionais dos Avá-canoeiro do Araguaia &#8211; como supervisores desse acampamento.</p>



<p>“Relatos tanto dos Javaé como dos Avá-canoeiro e dos moradores regionais é de que as pessoas vieram de vários lugares para ver os ‘índios presos’, assim que eles falavam, ‘os índios pelados’, me falaram desse jeito. E esses Avá capturados ficaram lá numa casa, num cercado, sendo observados por gente que vinha de todo lugar”, lembrou a antropóloga. Os indígenas foram expostos também à contaminação de vírus, para os quais eles não tinham imunidade, o que a antropóloga aponta como outra negligência da Funai.</p>



<p>Um dos capturados morreu três meses depois do contato forçado de pneumonia. “Ele foi levado para Goiânia, morreu lá e nunca devolveram o corpo para os seus parentes. Agora, dois anos atrás, nós conseguimos encontrar um documento que fala onde ele foi internado, a causa da morte dele, onde ele foi enterrado como um lavrador. Nem como indígena foi enterrado”, contou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sobreviventes</h2>



<p>Por fim, o grupo restante foi transferido, ainda na década de 70, para uma aldeia dos Javaé, onde passaram a viver uma situação de marginalidade. Pouco tempo depois dessa transferência, alguns morreram e os Avá-canoeiro ficaram reduzidos a cinco pessoas apenas.</p>



<p>“Foi um grande marco na vida deles, eles dividem a história entre antes e depois do contato, o momento em que eles foram capturados [pela Funai]. Antes, eles eram fugitivos, mas pelo menos tinham a autonomia deles. E, depois, passaram a viver como marginalizados na aldeia dos seus antigos inimigos”, pontuou Patrícia.</p>



<p>Os Avá-canoeiro do Araguaia sobreviveram graças a uniões interétnicas. Hoje são mais de 40 pessoas, após casamentos e uniões com as etnias Javaé, Karajá e Tuxá. Segundo a antropóloga, a maioria do grupo atualmente são filhos dessas uniões. Há apenas uma sobrevivente do episódio em que houve o contato forçado, na década de 1970.</p>



<p>O grupo aguarda pelo reconhecimento e desintrusão da Terra Indígena Taego Ãwa e, segundo confirma a ação do MPF, ainda vivem dispersos em territórios dos Javaé e Karajá. O MPF ressalta que a imprescindibilidade das terras indígenas para a sobrevivência física e cultural dos índios já foi inclusive objeto de reconhecimento expresso por parte do Supremo Tribunal Federal.</p>



<p>Patrícia ressalta a importância do processo de demarcação para reverter a invisibilidade deste grupo. “Desde que a gente começou esse trabalho com a identificação da terra, eles estão vivendo um processo também de reafirmação, de busca de revitalização da língua, de inserção no movimento indígena, de participar dos debates políticos. Porque, até então, eles estavam absolutamente à margem de tudo, eles tinham esse desejo de voltar para o seu território, mas não eram ouvidos.”</p>



<p>Em relação a Terra Indígena Taego Ãwa, o Incra informou que aguarda a análise do inteiro teor do acórdão para definir as ações que adotará e que atuará em parceria com a Funai nessa questão.</p>



<p>A&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;entrou em contato com a Funai e aguarda posicionamento.</p>



<p>Edição: Aline Leal</p>



<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: © Mário Vilela/Funai</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mudanças climáticas: efeitos, causas e consequências" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dzrOswzUJu0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa/">Demarcação para Avá-canoeiro é reparação histórica, diz antropóloga</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/demarcacao-para-ava-canoeiro-e-reparacao-historica-diz-antropologa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que Bob Marley é um ícone dos direitos humanos</title>
		<link>https://ipiracity.com/por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos</link>
					<comments>https://ipiracity.com/por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 14:36:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Marley]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Reggae]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=113943</guid>

					<description><![CDATA[<p>Silke Wünsch &#8211; Terça,20 de fevereiro de 2024 Crescido na pobreza – mas também solidariedade – de um gueto, músico jamaicano levou o movimento rastafari para o mundo através do reggae. Para além dos dreadlocks, uma mensagem de igualdade e justiça para todos. Ao se apresentar em junho de 1980 na cidade alemã de Colônia, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos/">Por que Bob Marley é um ícone dos direitos humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Silke Wünsch &#8211; Terça,20 de fevereiro de 2024</p>



<p>Crescido na pobreza – mas também solidariedade – de um gueto, músico jamaicano levou o movimento rastafari para o mundo através do reggae. Para além dos dreadlocks, uma mensagem de igualdade e justiça para todos.</p>



<p>Ao se apresentar em junho de 1980 na cidade alemã de Colônia, Bob Marley já estava abatido pela doença. Ainda assim, seu carisma fascinou os 8&nbsp;mil espectadores. Sobretudo quando entoou sua&nbsp;<em>Redemption song</em>: totalmente só, sob o foco dos refletores, envolto pela nuvem de fumaça das centenas de baseados de maconha distribuídos entre o público.</p>



<p>Menos de um ano mais tarde, em 11 de maio de 1981, o cantor e compositor morria de câncer, aos 36 anos. Contudo suas ideias políticas e espirituais perduram até hoje e continuarão vivendo em sua música, pelo futuro adentro.</p>



<p>Marley levou o reggae e suas mensagens para o mundo de forma tão duradoura que esse gênero musical jamaicano hoje é tocado por toda parte, e a&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/unesco/t-51905882">Unesco</a>&nbsp;o declarou Patrimônio Imaterial da Humanidade.</p>



<p>Em 2024, o filme biográfico <em><a href="https://www.dw.com/pt-br/os-filmes-mais-aguardados-de-2024/a-67855872">Bob Marley: One love</a></em>, dirigido por Reinaldo Marcus Green e estrelado por Kingsley Ben-Adir – com lançamento no Brasil e Alemanha marcado para esta quinta-feira (15/02) –, constitui mais um memorial ao músico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-13-1024x576.png" alt="" class="wp-image-113944" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-13-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-13-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-13-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-13.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Kingsley Ben-Adir encarna o cantor jamaicano em &#8220;Bob Marley: One love&#8221;<small>Foto: Chiabella James</small></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Rastafari: escravidão, religião, esperança, dreadlocks, reggae</h2>



<p>Aos 22 anos, Marley descobriu para si a religião rastafari. Ela é relativamente jovem: 2 de novembro de 1930, quando Haile Selassie 1º foi coroado imperador da Etiópia, é considerado o marco de sua fundação. O nome original de Selassie era Ras Tafari Makkonen: no idioma amárico,<em>&nbsp;ras&nbsp;</em>significa &#8220;príncipe&#8221;.</p>



<p>Seus seguidores viam nele a reencarnação de Jesus Cristo, como Deus vivo na Terra. Alguns anos antes, o ativista jamaicano Marcus Garvey (1887-1940) previra a coroação de um poderoso rei na África, que promoveria a libertação dos negros. Grande parte da crença dos rastafaris remonta à Bíblia, especialmente ao Velho Testamento.</p>



<p>Eles creem num retorno – também espiritual – à África, à terra prometida Etiópia. Os jamaicanos negros são descendentes de&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/%C3%A1frica-aumenta-press%C3%A3o-por-indeniza%C3%A7%C3%A3o-pela-escravid%C3%A3o/a-67531129">africanos escravizados</a>, sequestrados e traficados para a América e o Caribe. Com auxílio de sua fé, os rastafaris buscam superar a ruptura cultural provocada pelo sequestro e escravização de seus ancestrais.</p>



<p>A meta é uma vida o mais natural possível, seguindo os princípios de amor e paz, e guiada pela justiça, unidade e igualdade, numa luta contra a Babilônia – como sinônimo do mundo ocidental, que tanta infelicidade trouxe ao povo africano. Mas para eles Babilônia também representa a Jamaica, onde os antepassados acabaram confinados como escravos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-14-1024x576.png" alt="" class="wp-image-113945" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-14-1024x576.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-14-300x169.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-14-768x432.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2024/02/image-14.png 1110w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Manifesto pela legalização da cânabis em Varsóvia, maio de 2011, Polônia: Marley é a figura-símbolo<small>Foto: Jerzy Dabrowski/picture alliance</small></figcaption></figure>



<p>Estima-se que hoje o movimento mundial dos rastafaris reúna entre 700&nbsp;mil e 1&nbsp;milhão de adeptos, de todas as cores de pele, que rechaçam qualquer forma de subjugação humana, seja política, cultural ou religiosa.</p>



<p>Seus característicos dreadlocks – penteados em longas mechas de fios ásperos – têm como fim distingui-los das camadas superiores da sociedade. O tão enfatizado consumo de marijuana serve antes à expansão da consciência do que para inebriar, e não é parte integrante do rastafarianismo.</p>



<p>Com a ascensão de Bob Marley ao estrelato, também a música dos rastafaris ganhou palco mundial. O reggae nasceu na Jamaica da década de 1960, época em que distúrbios sociais dominavam e gângsteres geravam insegurança nas ruas. Reunidos nos assim chamados&nbsp;<em>sound systems</em>, DJs organizavam discotecas ambulantes, combinado estilos existentes como mento, ska, soul e jazz.</p>



<p>Marley contribuiu decisivamente para a evolução do reggae como gênero musical independente: o ritmo relaxado, porém propulsivo, se prestava idealmente para divulgar a mensagem de paz e amor. Apesar de conter bastante retórica religiosa, suas letras também têm os pés no chão, ao narrar os problemas de uma minoria discriminada, de guetos, escravidão e injustiça. Mas a fé rastafari atravessa as canções como um fio de Ariadne.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Bob Marley e seu canto de libertação</h2>



<p>Hoje hino inoficial da Anistia Internacional,&nbsp;<em>Get up stand up</em>&nbsp;se originou na viagem de Marley ao Haiti, onde o chocou a miséria da população sob a ditadura de François Duvalier, o &#8220;Papa Doc&#8221;, que durou de 1957 a 1986. O texto exorta a confiar no próprio discernimento, a lutar pelos próprios direitos e não desistir.</p>



<p><em>Exodus</em>&nbsp;aborda a crença rastafari do retorno à África, em que o nome de Deus é Jah:</p>



<p><em>Are you satisfied / With the life you&#8217;re living // We know where we&#8217;re going / We know where we&#8217;re from // We&#8217;re leaving Babylon / We&#8217;re going to our father land // Exodus, movement of Jah people</em></p>



<p>(Vocês estão satisfeitos / Com a vida que estão vivendo? // A gente sabe pra onde está indo / Sabe de onde vem // Vamos embora de Babilônia / Vamos pra nossa pátria // Êxodo, movimento do povo de Jah)</p>



<p>Em&nbsp;<em>Zimbabwe</em>, o poeta incita os africanos a liberarem o Zimbábue, denominado Rodésia sob a colonização britânica. Na festa da independência zimbabuana, Marley apresentou ao vivo esta canção, que se tornou o hino nacional inoficial do país.</p>



<p><em>No woman, no cry</em>&nbsp;expressa a sensação de viver em Trenchtown, o gueto da capital jamaicana, Kingston, onde Bob Marley cresceu, cercado de pobreza e laços familiares fortes, de apoio mútuo. Embora conste que ele é responsável ao menos pela melodia, a autoria é oficialmente atribuída a seu amigo Vincent Ford.&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/gilberto-gil/t-62524774">Gilberto Gil</a>&nbsp;dedicou uma&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/gilberto-gil-canta-reggae-em-bonn/a-592300">versão brasileira</a>&nbsp;a&nbsp;<em>No woman, no cry</em>, intitulada&nbsp;<em>Não chore mais</em>.</p>



<p>Mas&nbsp;<em>Redemption song</em>&nbsp;é talvez o maior legado musical do jamaicano. Nela ele cita o profeta rasta Marcus Garvey, que em 1937 disse, num discurso, aludindo ao cativeiro dos ancestrais africanos: &#8220;Emancipem-se da&nbsp;<a href="https://www.dw.com/pt-br/na-%C3%A1frica-escravid%C3%A3o-est%C3%A1-longe-de-ser-abolida/a-60013762">escravidão mental</a>, ninguém pode libertar as nossas mentes senão nós mesmos.&#8221;</p>



<p>Essa ideia e a noção de que morreria em breve inspiraram Bob Marley a escrever a canção que até hoje traz esperança a muitos, por todo o mundo. Embora <em>Redemption song</em> exista em diversas gravações, a preferida de muitos fãs costuma ser a em que ele é acompanhado apenas por uma guitarra: a instrumentação rarefeita reforça a intensidade da canção.</p>



<p>Fonte: DW / Bob Marley foi um dos criadores do gênero reggae<small>Foto: Langevin/AP/ Photo/picture alliance</small></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Quem é quem nas eleições municipais 2024:análise da política ipiraense" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/i3fiziNTHFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos/">Por que Bob Marley é um ícone dos direitos humanos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/por-que-bob-marley-e-um-icone-dos-direitos-humanos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
