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	<title>disputa em 2026 |</title>
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		<title>Oito governadores evitam disputa em 2026 e ampliam estratégia de controle político sobre sucessões estaduais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 16:22:13 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O cenário político brasileiro registra uma inflexão relevante: <strong>ao menos oito governadores em fim de segundo mandato optaram por permanecer no cargo e não disputar as eleições deste ano</strong>, priorizando o controle da sucessão estadual e a gestão de seus grupos políticos. A decisão ocorre às vésperas do prazo legal de desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (04/04), e revela um movimento estratégico que combina cálculo eleitoral, conflitos internos e reorganização partidária em nível nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de governadores que optaram por não disputar cargos eletivos em 2026 é&nbsp;<strong>o mais elevado das últimas eleições</strong>, superando os registros de 2022 e 2018. Enquanto dez gestores renunciam aos cargos para concorrer e nove buscam a reeleição, uma parcela significativa decidiu permanecer no poder até o fim do mandato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais nomes estão&nbsp;<strong>Ratinho Junior (PSD)</strong>, no Paraná, e&nbsp;<strong>Eduardo Leite (PSD)</strong>, no Rio Grande do Sul, ambos cotados anteriormente para disputas nacionais. Ratinho abriu mão da candidatura presidencial por decisão própria, enquanto Leite foi preterido dentro de seu partido e optou por apoiar seu vice, Gabriel Souza (MDB), na sucessão estadual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento indica uma mudança de lógica: em vez de buscar projeção nacional, parte dos governadores passou a priorizar&nbsp;<strong>a influência direta sobre a transição de poder em seus estados</strong>, garantindo continuidade administrativa e preservação de alianças.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conflitos com vices e disputas internas pesam nas decisões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em ao menos cinco estados, a decisão de permanecer no cargo está diretamente ligada a&nbsp;<strong>rupturas políticas com vice-governadores</strong>, o que poderia gerar perda de controle da máquina pública caso houvesse renúncia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio Grande do Norte, a governadora&nbsp;<strong>Fátima Bezerra (PT)</strong>&nbsp;decidiu não disputar o Senado após romper com seu vice, Walter Alves (MDB). A eventual renúncia conjunta poderia levar a uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, criando um cenário de incerteza institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situação semelhante ocorre no Maranhão, onde o governador&nbsp;<strong>Carlos Brandão</strong>&nbsp;e o vice&nbsp;<strong>Felipe Camarão (PT)</strong>&nbsp;protagonizam uma disputa política e judicial. A expectativa é de que ambos estejam em lados opostos na eleição estadual, evidenciando o grau de fragmentação interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros governadores, como&nbsp;<strong>Wilson Lima (AM)</strong>,&nbsp;<strong>Marcos Rocha (RO)</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Wanderlei Barbosa (TO)</strong>, também permanecem no cargo em meio a tensões com seus respectivos vices, reforçando o padrão de instabilidade política regional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Renúncias seletivas e corrida ao Senado seguem como alternativa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do aumento de governadores que optaram por não disputar cargos,&nbsp;<strong>a estratégia tradicional de migração para o Senado permanece relevante</strong>. Ao menos oito gestores estaduais devem concorrer a vagas na Casa Legislativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre eles estão&nbsp;<strong>Helder Barbalho (PA)</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>João Azevêdo (PB)</strong>, aliados do presidente Lula, além de nomes como&nbsp;<strong>Mauro Mendes (MT)</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Gladson Cameli (AC)</strong>, que tendem a se alinhar com o campo conservador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o governador de Minas Gerais,&nbsp;<strong>Romeu Zema (Novo)</strong>, antecipou sua saída para tentar viabilizar candidatura presidencial, enquanto&nbsp;<strong>Ronaldo Caiado (PSD)</strong>&nbsp;deixou o governo de Goiás para disputar o Planalto com discurso voltado ao eleitorado de direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a fragmentação partidária e a divisão interna no PSD indicam dificuldades para consolidar candidaturas nacionais competitivas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Disputas estaduais e cenários eleitorais complexos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os governadores que buscarão a reeleição, o cenário também é heterogêneo.&nbsp;<strong>Tarcísio de Freitas (Republicanos)</strong>&nbsp;deve repetir a disputa em São Paulo, enquanto governadores petistas enfrentam realidades distintas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Piauí,&nbsp;<strong>Rafael Fonteles (PT)</strong>&nbsp;apresenta cenário favorável, mas na Bahia,&nbsp;<strong>Jerônimo Rodrigues (PT)</strong>&nbsp;deve enfrentar nova disputa contra ACM Neto (União Brasil), em meio a tensões internas na base aliada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Ceará, o quadro é ainda mais desafiador: pesquisa Datafolha aponta vantagem de&nbsp;<strong>Ciro Gomes (PSDB)</strong>&nbsp;sobre o atual governador&nbsp;<strong>Elmano de Freitas (PT)</strong>, além da possibilidade de interferência política de Camilo Santana, que pode reassumir protagonismo na disputa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Com informações do jornal Folha de S.Paulo.</p>



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