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	<title>Divida Externa |</title>
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	<title>Divida Externa |</title>
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		<title>A política externa do Brasil começou com o &#8216;pé direito&#8217;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 03:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sexta, 27 de janeiro de 2023 Em análise para a Sputnik Brasil, pesquisadores avaliaram o início da política externa brasileira, agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a oportunidade de se mostrar ao mundo em duas recentes oportunidades: no fórum mundial de Davos e nas discussões da Comunidade de Estados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta, 27 de janeiro de 2023</p>



<p>Em análise para a Sputnik Brasil, pesquisadores avaliaram o início da política externa brasileira, agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a oportunidade de se mostrar ao mundo em duas recentes oportunidades: no fórum mundial de Davos e nas discussões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
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<p>Ao lado da elite econômica e política mundial, embora ausências notórias tenham sido sentidas, como as do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente da China, Xi Jinping, que fez breve aparição por vídeo,&nbsp;<strong>o Brasil do governo Lula deu as primeiras pistas</strong>&nbsp;<strong>de como será sua política externa</strong>&nbsp;no Fórum Econômico Mundial, em Davos.</p>



<p>O evento ocorreu na Suíça entre os dias 16 e 20 deste mês, e logo em seguida a política externa brasileira deixou o continente europeu, desembarcou na Argentina e se juntou aos líderes latinos para celebrar o retorno do Brasil à CELAC. Para ambos os analistas consultados pela Sputnik Brasil&nbsp;<strong>as mudanças no Itamaraty sob o comando do petista já são notórias</strong>, mas devem ser avaliadas, até aqui, com cautela.</p>



<p>Os assuntos com os quais a política externa mundial precisará lidar, como já indicava o tema do fórum de Davos, &#8220;<strong>Cooperação em um mundo fragmentado</strong>&#8220;, são preocupantes e inescapáveis ao Itamaraty, <strong>como o aumento da fome na África, o desemprego global, o conflito bélico na Europa e, principalmente, a crise da globalização</strong>.</p>



<p>Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Paulo Feldman, economista da Universidade de São Paulo (USP), disse que o Brasil teve uma participação bastante satisfatória em Davos, buscando&nbsp;<strong>desfazer &#8220;a imagem que se tinha antes do país, que era muito ruim por causa do desmatamento&#8221;</strong>. Embora isso tenha significado um &#8220;início com o pé direito&#8221; na opinião de Feldman, as negociações com a Argentina, indicando uma retomada da agenda de&nbsp;<strong>grandes investimentos em parcerias com países vizinhos</strong>, já geram incômodo entre os críticos da política externa mais ativa do novo governo.</p>



<p><strong>Afinal, como avaliar a política externa do Brasil no primeiro mês do governo Lula?</strong></p>



<p>Segundo João Victor Motta, doutorando do programa de pós-graduação em relações internacionais San Tiago Dantas, &#8220;a grande avaliação é de um retorno a um lugar de protagonismo&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70023" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023"/></figure>
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<p>&#8220;Esse primeiro mês foi de reconstrução, de reconexão, de ajuste de pontos. Acho que esse é o grande saldo desse processo de reorganização do próprio Ministério das Relações Exteriores&#8221;, disse ele em declarações à Sputnik Brasil.</p>



<p>Para o analista, o ministro das Relações Exteriores,&nbsp;<strong>o embaixador Mauro Vieira</strong>, tem um perfil técnico e voltado para a organização do Itamaraty. Ao lado de Celso Amorim, que faz parte do gabinete da presidência, o Brasil &#8220;<strong>garante atores muito conhecidos e estáveis</strong>&#8221; para&nbsp;<a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230125/relacoes-entre-venezuela-e-brasil-estao-em-processo-rapido-de-normalizacao-diz-mre-27191235.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">negociar com outros países</a>&nbsp;no exterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Brasil em Davos</h2>



<p>O primeiro encontro de líderes globais de 2023 ocorreu em um contexto de acirramento das tensões no Leste Europeu, com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) oferecendo mais armas à Ucrânia, ampliando a dimensão do conflito com a Rússia e dificultando as negociações em prol de uma solução política para a crise.</p>



<p>Nesse cenário, o governo brasileiro enviou para um evento menos badalado do que em edições anteriores os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, um indicativo, segundo Feldman, da importância que o Brasil dará às questões ambientais e climáticas nos próximos anos. O economista da USP <strong>defendeu o discurso de Marina Silva sobre a defesa da Amazônia e o rigor no combate ao desmatamento</strong>.</p>



<p>Para ele &#8220;foi importante o Brasil recuperar essa bandeira&#8221;, que estava esquecida desde o governo de Jair Bolsonaro. Paulo Feldman entende que o Brasil conseguiu superar algumas &#8220;expectativas ruins&#8221; que cercavam a&nbsp;<a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230126/jean-paul-prates-e-eleito-presidente-da-petrobras-27209295.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">participação brasileira</a>&nbsp;na Suíça, sobretudo a partir do &#8220;estabelecimento de uma meta global para reduzir a perda de florestas&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Davos e o anúncio de uma crise global</h2>



<p>A avaliação de ambos os especialistas consultados pela Sputnik Brasil é que Davos expôs os desafios que serão enfrentados na próxima década pela comunidade internacional, não apenas do ponto de vista ambiental.</p>



<p>Anualmente, ao fim das mesas de discussão, o fórum publica um relatório com os principais desafios globais. Feldman apontou que &#8220;eles&nbsp;<strong>costumam errar nestas previsões</strong>&#8220;, pois há um ano ninguém imaginava que haveria o conflito na Ucrânia. &#8220;<strong>Não se falou da possibilidade de uma guerra entre China e Taiwan</strong>&#8220;, destacou o economista.</p>



<p>Para ele &#8220;o principal risco é a questão da China e de Taiwan, pois ali haveria um conflito muito sério e os EUA se envolveriam&#8221;.&nbsp;<strong>O segundo maior risco é o conflito ucraniano</strong>, &#8220;que está longe do fim, com ambos os lados se atacando e a economia da UE [União Europeia] muito prejudicada&#8221;.</p>



<p>Para João Victor Motta, existem pistas claras de que o Brasil está atento a esses assuntos e quer participar como protagonista dos debates, construindo uma agenda de paz voltada para o comércio internacional. A <strong>crise econômica mundial, atenuada também em razão do boicote ocidental à cadeia de chips e produtos de tecnologia da China</strong>, revela que fatores geopolíticos e de segurança nacional cada vez mais impulsionam a formulação de políticas governamentais.</p>



<p>Motta ainda lembrou que a&nbsp;<strong>reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas</strong>&nbsp;(CSNU) é um dos objetivos da política externa brasileira e que isso pode ser um processo de ganho para o Brasil&nbsp;<strong>ajudar na mediação do conflito bélico na Europa e na questão envolvendo China e Taiwan</strong>, situações com as quais os europeus não conseguem lidar.</p>



<p>&#8220;As grandes potências, como EUA, China e UE, precisam sentar à mesa e buscar uma solução. E isso não foi feito ainda. Os europeus se encontram entre si e com os americanos, mas ninguém toma a iniciativa de convencer os lados a sentarem à mesa para discutir uma solução, nem mesmo a Organização das Nações Unidas [ONU]&#8221;, criticou Feldman.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230126/a-politica-externa-do-brasil-comecou-com-o-pe-direito-27209538.html#"></a>BNDES na Argentina: mau negócio?</h2>



<p>A integração entre países da América Latina &#8220;é um imperativo&#8221; para o desenvolvimento da região, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Davos, observando que&nbsp;<strong>é preciso obter acordos comerciais e projetos conjuntos de infraestrutura</strong>, &#8220;sobretudo no que diz respeito à energia limpa&#8221;.</p>



<p>Dias depois, o <a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230125/governo-lula-destina-r-866-bi-ao-orcamento-da-defesa-lista-inclui-96-blindados-e-5-cacas-gripen-27180767.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">governo Lula</a>, com o presidente em Buenos Aires celebrando o retorno do país à CELAC, anunciou a sua &#8220;primeira obra&#8221;, o <strong>financiamento de US$ 690 milhões</strong> (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) ao gasoduto Néstor Kirchner, na Argentina.</p>



<p>O anúncio de que recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão bancar parte da obra, no trecho de Vaca Muerta, gerou uma onda de críticas da oposição, que aponta que o banco deveria emprestar dinheiro aos pequenos empreendedores brasileiros.</p>



<p>João Victor Motta explicou que, de certa forma, ao investir em infraestrutura pela América Latina, o Brasil não apenas&nbsp;<strong>garante mercado para suas empresas atuarem</strong>, mas também cria uma cadeia necessária para o escoamento de seus produtos na região, sobretudo aqueles provenientes da indústria nacional.</p>



<p>Além de uma &#8220;sinalização de que o Brasil volta a ser protagonista na região&#8221;, ele aponta que os investimentos são segurados, &#8220;geram juros, porque são empréstimos&#8221;, e melhoram o&nbsp;<strong>escoamento dos produtos</strong>, que pode &#8220;<strong>aumentar nossas exportações para a região</strong>&#8220;.</p>



<p>&#8220;Obras de infraestrutura que garantam esse acesso e diminuam os custos logísticos podem ser fundamentais para a retomada industrial no próximo período&#8221;, reduzindo o grave quadro de desindustrialização que o país enfrenta nas últimas décadas.</p>



<p>Fonte: Sputniknews</p>



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