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	<title>Donald J. Harris |</title>
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	<title>Donald J. Harris |</title>
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		<title>O passado brasileiro do pai de Kamala Harris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 19:01:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;economista&#160;Donald Jasper Harris já tinha uma carreira internacional respeitada quando chegou ao Brasil em 1990. Nascido na Jamaica e naturalizado americano, Harris era professor da renomada Universidade Stanford, na Califórnia, e tinha entre suas publicações o livro&#160;Capital Accumulation and Income Distribution&#160;(“Acumulação de Capital e Distribuição de Renda”, em tradução livre), de 1978. A viagem ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alessandra Corrêa</strong></li>



<li>Role,<strong>De Washington para a BBC News Brasil</strong></li>



<li>Há 8 horas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cvjp2jr0k9rt">economista</a>&nbsp;Donald Jasper Harris já tinha uma carreira internacional respeitada quando chegou ao Brasil em 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido na Jamaica e naturalizado americano, Harris era professor da renomada Universidade Stanford, na Califórnia, e tinha entre suas publicações o livro&nbsp;<em>Capital Accumulation and Income Distribution</em>&nbsp;(“Acumulação de Capital e Distribuição de Renda”, em tradução livre), de 1978.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A viagem ao Brasil fazia parte de uma bolsa do programa Fulbright e incluía a participação em seminários e conferências em universidades brasileiras. Ao longo daquela década, ele passaria várias temporadas no país, e ainda é lembrado por alunos e colegas com quem conviveu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele sempre passou a impressão de ser pessoa muito receptiva com os alunos”, diz à BBC News Brasil um dos ex-estudantes, Jorge Thompson Araujo, que era mestrando em Economia quando fez um curso ministrado por Harris em 1990, na Universidade de Brasília (UnB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O então estudante conviveu com Harris na sala de aula e em alguns eventos sociais em Brasília, dos quais contemporâneos lembram que ele frequentava bares e restaurantes perto do campus, na Asa Norte, e participava de churrascos com os colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele era introvertido, mas simpático”, diz Araujo, que hoje é consultor do Banco Mundial, em Washington, e pesquisador colaborador sênior da UnB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste mês, a trajetória profissional do economista ganhou atenção nos Estados Unidos, depois que seu nome foi mencionado no debate presidencial.&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yklzk5l9eo">Ele é pai</a>&nbsp;da vice-presidente americana,<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cqy4l7jw20rt">&nbsp;Kamala Harris</a>, candidata democrata à Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao responder uma pergunta no debate de 10 de setembro, o ex-presidente Donald Trump, candidato republicano, citou o economista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todo mundo sabe que ela é marxista. Seu pai é um professor marxista de economia. E ele a ensinou bem”, disse o republicano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kamala Harris, que sempre deixou claro que apoia o capitalismo, não respondeu à provocação, nem citou o pai durante o debate. Mas o episódio renovou a curiosidade sobre o trabalho de Donald Harris.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Interesse-pelo-Brasil">Interesse pelo Brasil</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/9458/live/9f95fff0-77ad-11ef-b02d-c5f3b724a1ea.jpg.webp" alt="Fotografia de homem negro e grisalho, parcialmente calvo, de óculos e terno, em frente a livros de economia"/><figcaption class="wp-element-caption">Donald J. Harris<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse do economista pelo Brasil vem de desde, pelo menos, a década de 1960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1966, ele assinou uma resenha sobre o livro&nbsp;<em>Diagnosis of the Brazilian Crisis</em>, título da edição em inglês de&nbsp;<em>Dialética do Desenvolvimento</em>, do economista brasileiro Celso Furtado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma contribuição refrescante à literatura sobre subdesenvolvimento”, avaliou Harris, afirmando que representava “uma tentativa séria de um economista latino-americano de lidar com os problemas da região por meio do desenvolvimento crítico e aplicação de estruturas analíticas existentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1974, ele publicou o artigo&nbsp;<em>Um Post Mortem à Parábola Neoclássica</em>&nbsp;na revista Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Araujo lembra que seu orientador de mestrado, Joanílio Teixeira, foi quem organizou a ida de Harris a Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, em entrevista ao site da UnB, Teixeira, que atualmente é professor emérito da universidade, contou que chegou a hospedar Harris em sua casa por alguns meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rotina acadêmica de Harris no Distrito Federal incluía pesquisas, trabalho com professores da UnB e um curso baseado em seu livro&nbsp;<em>Capital Accumulation and Income Distribution</em>, do qual Araujo participou em 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele condensou o material [do livro e de suas pesquisas] e fez uma série de seminários”, recorda o ex-aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O trabalho dele é extremamente sério, rigoroso. As aulas eram muito bem dadas, muito claras, mas difíceis. Dava trabalho entender e absorver aquele material, não era nada fácil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas eram ministradas em inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Havia um pouco de barreira linguística. Na época, não era tão comum [os alunos] serem fluentes em inglês”, lembra Araujo. “Acho que às vezes afetava um pouco a interação dos alunos com ele.”</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/eb2c/live/eb552200-77ac-11ef-b02d-c5f3b724a1ea.jpg.webp" alt="Fotografia de homem de pele clara em terno em frente a bandeira do Brasil " style="width:840px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Arquivo Pessoal<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Harris era reconhecido por suas críticas à teoria econômica neoclássica, escola dominante em Stanford e outras universidades renomadas. Em Brasília, encontrou um ambiente com mais diversidade de linhas de pensamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele sempre foi bem heterodoxo em economia. Crítico às teorias econômicas&nbsp;<em>mainstream&nbsp;</em>[dominante]”, ressalta Araujo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“E Stanford era — e ainda é — um departamento bem&nbsp;<em>mainstream</em>, com presença de economistas heterodoxos muito reduzida.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Araujo, economistas de diferentes correntes conviviam na UnB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Obviamente, sempre tinha algum tipo de discordância, mas aquilo não gerava mal-estar. Acho que esse ambiente deixou Harris mais à vontade, acho que ele se sentia bem lá.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas confraternizações, Araujo diz que Harris “parecia um&nbsp;<em>gentleman</em>”, sempre sorridente e acessível, deixando os interlocutores à vontade. Mesmo assim, sua presença intimidava o então estudante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu ficava um pouco sem jeito de falar com ele. Primeiro, pela importância que ele tinha na área. E segundo, porque na época eu não dominava o inglês tão bem”, lembra.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Professor-popular">Professor popular</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 86 anos de idade, Donald Harris mantém o título de professor emérito da Universidade Stanford, de onde se aposentou em 1998. Ao longo de sua carreira, ele ganhou projeção internacional e se destacou como crítico da economia ortodoxa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doutor em Economia pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, começou a lecionar em Stanford em 1972, após ter sido professor na Universidade de Wisconsin, em Madison, na Universidade de Illinois e na Universidade Northwestern (também em Illinois).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Harris era um professor popular em Stanford. Em reportagem de 1976, o The Stanford Daily, jornal publicado pelos estudantes da universidade, o descreveu como “um estudioso marxista”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o jornal, ele teria sofrido resistência inicial a receber &#8220;tenure&#8221; (a estabilidade no emprego concedida a alguns professores universitários nos Estados Unidos) porque era &#8220;carismático demais, um flautista mágico que desviava os estudantes da economia neoclássica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os alunos pressionavam por maior diversidade racial e intelectual no corpo docente. Donald Harris acabou se tornando o primeiro professor negro a receber “tenure” no Departamento de Economia de Stanford.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele foi líder no desenvolvimento do novo programa em ‘Abordagens Alternativas à Análise Econômica’ como campo de estudo de pós-graduação”, diz sua biografia no site da universidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante anos, ministrou o popular curso de graduação ‘Teoria do Desenvolvimento Capitalista’.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a universidade, Harris explorava “a concepção analítica do processo de acumulação de capital e suas implicações para uma teoria de crescimento da economia” e buscava explicar “o caráter intrínseco do crescimento como um processo de desenvolvimento desigual”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto lecionava em Stanford, Harris percorreu dezenas de países, fazendo pesquisas, consultorias, seminários e palestras como convidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele prestou consultoria a diversas agências e organizações internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, a governos e fundações privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Jamaica, seu país natal, ele atuou diversas vezes como consultor de política econômica para o governo e teve papel importante na elaboração de uma estratégia de crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, foi agraciado com a Ordem do Mérito por sua contribuição ao desenvolvimento nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo sua página no site da universidade, Harris se aposentou para “se dedicar de forma mais ativa” ao seu “antigo interesse” no desenvolvimento de políticas públicas para promover o crescimento econômico e a equidade social.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Casamento-e-separação">Casamento e separação</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ba23/live/498b8570-77ae-11ef-b02d-c5f3b724a1ea.jpg.webp" alt="Kamala Harris e Maya Harris, duas mulheres negras de cabelo comprido, de terninho, olham documentos"/><figcaption class="wp-element-caption">Getty Images<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando começou a viajar ao Brasil, o economista já estava separado havia décadas da mãe de Kamala Harris, Shyamala Gopalan, uma cientista nascida na Índia, autora de pesquisas influentes sobre o papel dos hormônios no câncer de mama e que morreu em 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vice-presidente costuma dizer que foi criada pela mãe, e raramente menciona o pai. Uma exceção foi seu discurso na Convenção Nacional Democrata, em agosto, quando aceitou oficialmente a nomeação para concorrer à Presidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No parque, minha mãe dizia: ‘Fique por perto’. Mas meu pai dizia, sorrindo: ‘Corra, Kamala, corra. Não tenha medo. Não deixe que nada a impeça’”, lembrou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Desde muito cedo, ele me ensinou a não ter medo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plateia aplaudiu, mas Donald Harris não estava entre os presentes. A democrata repetiu, como já havia contado anteriormente, que seus pais se conheceram quando participavam do movimento pelos Direitos Civis nos anos 1960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Donald e Shyamala faziam pós-graduação na Universidade da Califórnia, em Berkeley, na época um centro de ativismo estudantil. Eles integravam um grupo de estudos formado por alunos negros, onde se discutia história africana e a experiência afro-americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não ser negra, Shyamala, sendo indiana, era considerada nos Estados Unidos uma pessoa de cor, e logo se integrou ao grupo. Donald e Shyamala casaram em 1963, um ano depois de se conhecerem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kamala nasceu em 1964, e sua irmã, Maya, em 1967. A vice-presidente lembra de acompanhar os pais em eventos do movimento por direitos civis quando era criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, quando ela tinha cinco anos de idade, o casamento chegou ao fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu sabia que eles se amavam muito, mas parecia que tinham se tornado como água e azeite”, escreveu a democrata em seu livro&nbsp;<em>The Truths We Hold</em>&nbsp;(“As Verdades que defendemos”), de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns anos depois da separação, em 1972, Shyamala entrou com pedido de divórcio. Em seu livro, Kamala Harris disse que o pai continou sendo parte de sua vida, e que ela e a irmã passavam fins de semana e férias de verão com ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mas foi minha mãe quem assumiu a responsabilidade pela nossa criação. Ela foi a maior responsável por nos moldar como as mulheres que nos tornaríamos”, disse.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Relação-com-a-Jamaica-e-o-Brasil">Relação com a Jamaica e o Brasil</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/af1a/live/29e5fa80-77ad-11ef-b562-61781faaaa6b.jpg.webp" alt="Fotografia de carta assinada por Donald Harris"/><figcaption class="wp-element-caption">Arquivo Pessoal<br></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em um texto publicado em 2019 no site Jamaica Global Online, Donald Harris disse que a interação com as filhas “chegou a um fim abrupto em 1972”, após uma batalha pela custódia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relacionamento teria sido “colocado dentro de limites arbitrários” impostos pelo tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo assim, persisti, nunca desistindo do meu amor pelas minhas filhas ou abandonando minhas responsabilidades como pai”, escreveu o economista, que dedicou seu livro de 1978 a Kamala e Maya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembrou de visitas à Jamaica com as filhas ainda pequenas. Além de mostrar o lugar onde cresceu, ele queria que, quando fossem mais velhas, entendessem “as contradições econômicas e sociais num país ‘pobre’, como a impressionante justaposição de pobreza e riqueza extremas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também escreveu que queria ensinar às filhas “que o céu é o limite para o que se pode alcançar com esforço e determinação” e que é importante “não perder de vista os que ficam para trás devido à negligência ou abuso social e falta de acesso a recursos ou ‘privilégios’”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Donald Harris não costuma comentar a trajetória política da filha nem dar entrevistas, e não respondeu aos pedidos da BBC News Brasil de participação nesta reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das últimas vezes em que se pronunciou publicamente sobre Kamala foi em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, ao responder em uma entrevista se já havia fumado maconha, a então senadora disse: “Metade da minha família é da Jamaica, você está brincando comigo?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu pai não gostou da brincadeira e publicou uma declaração em um site da Jamaica, afirmando que ele e sua “família jamaicana” gostariam de se “distanciar categoricamente” dos comentários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disse ainda que seus antepassados deveriam estar “se revirando no túmulo ao ver o nome de sua família, sua reputação e sua orgulhosa identidade jamaicana sendo conectados, brincando ou não, com esse estereótipo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Araujo acompanha a corrida presidencial americana desde Washington e lamenta ter perdido contato com o ex-professor. Ele conta que, poucos anos depois do encontro em Brasília, quando já estava na Inglaterra fazendo doutorado, usou material de Harris em sua pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mandamos o trabalho para ele, e ele foi muito positivo, disse que gostou”, conta Araujo. “Ele respondeu com uma carta, que guardo até hoje.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Araujo considera a participação de Harris na vida acadêmica em Brasília uma grande contribuição ao Departamento de Economia da universidade, mas também acha que as temporadas no Brasil tiveram impacto positivo em Harris.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora não possa comprovar, penso que a passagem dele pelo Brasil o ajudou a ver a perspectiva do desenvolvimento econômico num país grande. E acho que isso ajudou a enriquecer sua visão sobre o desenvolvimento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi uma via de mão dupla”, diz Araujo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não só a UnB se beneficiou da presença dele, mas ele também se beneficiou de trabalhar com economistas brasileiros, estar no Brasil e se expor às questões socioeconômicas do Brasil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC Brasil / Campanha de Kamala Harris via Reuters<br></p>



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