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	<title>educação quilombola |</title>
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		<title>Especialistas discutem educação quilombola e do campo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 13:47:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>16º Webinário teve como tema “Acesso, oferta e permanência na educação quilombola e do campo”. Encontro foi transmitido ao vivo no YouTube do MEC Especialistas debateram o tema “Acesso, oferta e permanência na educação quilombola e do campo” no 16º Encontro do Ciclo de Webinários da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024. O debate foi realizado pelo Ministério da Educação (MEC), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">16º Webinário teve como tema “Acesso, oferta e permanência na educação quilombola e do campo”. Encontro foi transmitido ao vivo no YouTube do MEC</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas debateram o tema “Acesso, oferta e permanência na educação quilombola e do campo” no 16º Encontro do Ciclo de Webinários da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024. O debate foi realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), e a transmissão ocorreu ao vivo pelo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PCVlDn720Vw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal do MEC no YouTube</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;webinário&nbsp;contou com a&nbsp;participação de: Eduardo Fernandes de Araújo, especialista em Direitos Humanos e coordenador-geral de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi);&nbsp;Givania&nbsp;Maria&nbsp;da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), membro e coordenadora do Coletivo Nacional de Educação da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e integrante da Rede de Ativistas do Fundo Malala no Brasil; e Evandro Costa, coordenador-geral de Políticas de Educação do Campo da&nbsp;Secadi.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas debateram a seguinte questão básica: “Há demandas concretas quanto à diversidade/especificidade da formação do magistério, ampla reorganização estrutural, ampliação de etapas e modalidades e intenso trabalho sobre currículos; tais demandas urgem e exigem priorização e poderão responder questões trazidas pelo público que estará on-line”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A moderadora do debate foi Geovana Lunardi, vice-presidente da Associação Mundial de Pesquisa em Educação (Wera) e professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Na abertura, ela destacou a relevância do tema, pois trata das desigualdades escolares e da equidade da educação no País. “A questão do acesso, oferta e permanência na educação quilombola e do campo é muito importante e esse tema deve estar nos debates que a gente está fazendo nesse webinário”, disse. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2.jpeg" alt="" class="wp-image-89915" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2.jpeg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/06/Sabadao-VIP-2-300x38.jpeg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, Evandro Costa, coordenador-geral de Políticas de Educação do Campo da&nbsp;Secadi, apresentou dados do&nbsp;Censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2022. Esse é o&nbsp;principal levantamento estatístico-educacional&nbsp;do País&nbsp;sobre as unidades de ensino públicas e particulares,&nbsp;os&nbsp;professores,&nbsp;os&nbsp;alunos e&nbsp;as&nbsp;turmas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele,&nbsp;na&nbsp;elaboração de&nbsp;subsídios para a construção do&nbsp;novo Plano Nacional de&nbsp;Educação&nbsp;(PNE)&nbsp;e,&nbsp;principalmente,&nbsp;para a&nbsp;construção de novas políticas educacionais,&nbsp;é importante&nbsp;conhecer a&nbsp;realidade&nbsp;dessa educação, por meio de dados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados trazem um recorte da realidade das escolas em áreas&nbsp;e&nbsp;comunidades rurais&nbsp;e&nbsp;também&nbsp;aquelas&nbsp;que estão situadas em áreas diferenciadas,&nbsp;escolas em assentamentos,&nbsp;áreas quilombolas&nbsp;e&nbsp;territórios indígenas. Hoje&nbsp;o Brasil tem cerca de 138.314 escolas públicas de&nbsp;educação básica, 62%&nbsp;em áreas urbanas,&nbsp;e&nbsp;52.112&nbsp;em áreas&nbsp;rurais, o que corresponde a&nbsp;38% dessas&nbsp;escolas.&nbsp;O Nordeste&nbsp;concentra a maioria dessas escolas em áreas&nbsp;rurais&nbsp;do&nbsp;País,&nbsp;cerca de 27 mil escolas”, informou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Givania&nbsp;Maria da Silva, coordenadora do&nbsp;Conaq, apontou que,&nbsp;durante toda&nbsp;a história do Brasil,&nbsp;os estudantes do campo, quilombolas e indígenas foram invisíveis para o Estado,&nbsp;pois,&nbsp;apesar de existir uma legislação&nbsp;para&nbsp;garantir o&nbsp;seu direito à educação de qualidade, as regras não são cumpridas pelos estados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os quilombos estão em 1.700 municípios brasileiros, ou seja, em 30% dos municípios brasileiros.&nbsp;Existem&nbsp;diversos desafios&nbsp;para pensar&nbsp;sobre&nbsp;a oferta,&nbsp;o acesso e a permanência&nbsp;na educação escolar.&nbsp;Aqui eu vou tratar quase que especificamente da questão quilombola. Na&nbsp;Conae, é preciso pensar no antes, no agora e no depois, para trazer&nbsp;dados melhores em relação a essas populações.&nbsp;Nós temos diretrizes&nbsp;curriculares&nbsp;que não são cumpridas”, destacou.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Eduardo de Araújo, coordenador-geral de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola,&nbsp;contou que essa é a primeira vez que&nbsp;existe&nbsp;essa coordenação dentro do Ministério da Educação. Segundo ele,&nbsp;ela foi&nbsp;criada para&nbsp;as políticas da área&nbsp;serem repensadas,&nbsp;bem como para a&nbsp;formulação&nbsp;e&nbsp;elaboração de&nbsp;uma política de educação, levando em conta&nbsp;a memória e&nbsp;os&nbsp;ensinamentos dos ancestrais dessa população.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma nova estrutura,&nbsp;que vai pensar esse novo cenário da política nacional de educação, mas,&nbsp;ao mesmo tempo,&nbsp;a gente tem as nossas referências na ancestralidade, na memória que nos guardou até então”, afirmou.&nbsp;Ele&nbsp;observou que,&nbsp;somente em 2023,&nbsp;pela primeira vez,&nbsp;o Censo&nbsp;Demográfico do&nbsp;Instituto Brasileiro&nbsp;de Geografia e Estatística&nbsp;(IBGE)&nbsp;incluiu&nbsp;os povos tradicionais e os quilombolas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apenas no ano passado que o IBGE trouxe à tona os dados da população quilombola no Brasil, são 1,3 milhão e 300 mil quilombolas. Isso, por si só, já é uma demonstração da quantidade de trabalho que nós temos pela frente na educação, porque fica nítido que o Estado brasileiro negou o reconhecimento de sujeitos coletivos de direito durante cinco séculos. O tema da nossa&nbsp;Conae&nbsp;é&nbsp;a&nbsp;política de&nbsp;Estado como garantia da educação como direito, ou seja, em 2023, com os dados do IBGE, constatamos que essa população estava completamente invisibilizada em várias dimensões das políticas públicas e dos direitos, dentre elas a educação”, lamentou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ciclo de Webinários</strong> – A série de debates proporcionada pelo Ciclo de Webinários Conae 2024 é uma preparação para a&nbsp;Conferência Nacional. Os encontros começaram em outubro de 2023 e irão até janeiro de 2024. O objetivo é facilitar e aquecer as discussões das conferências municipais, estaduais, distrital e nacional. Durante esses encontros, especialistas e representantes de diversas áreas da educação vão debater as metas vigentes do PNE e as proposições para o seu próximo decênio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os webinários são propostos como parte das atividades do Grupo de Trabalho (GT) do novo PNE, instituído pela Portaria n. 1.112/2023 e composto por entidades, comissões e representantes da comunidade escolar.&nbsp;Os debates, além de discutirem os problemas tratados pelo GT/PNE, abordam os sete eixos que abrirão as formulações de problemas, causas, objetivos, diretrizes, metas e estratégias da Conferência. Dessa forma, os webinários vão favorecer as discussões da Conae em todos os seus âmbitos.  &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conae 2024</strong> – A Conferência Nacional de Educação, convocada pelo Decreto-Lei n. 11.697/23, será realizada de 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília (DF), com o tema “Plano Nacional de Educação 2024-2034: política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MEC é o responsável por promover a Conae, que é precedida de conferências municipais, distrital e estaduais. Já a articulação e a coordenação das conferências são de responsabilidade do Fórum Nacional de Educação (FNE). A Conae 2024 pretende contribuir para a elaboração do novo PNE 2024-2034, de modo que debaterá a avaliação, os problemas e as necessidades educacionais do Plano vigente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a participação efetiva dos segmentos educacionais e setores da sociedade, a expectativa é que disso resultem proposições de diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a próxima década da educação no País. Isso será articulado com os planos decenais de educação nos municípios, no Distrito Federal e nos estados, fortalecendo a gestão democrática, a colaboração e a cooperação federativa. A finalidade, assim, é enfrentar as desigualdades e garantir direitos educacionais. Mais informações estão disponíveis na página da <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conferencias/conae-2024" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conae 2024</a>.  <br>  <br><em>Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase   </em></p>



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