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		<title>Análise mostra caminho para Brasil reduzir “dívida de carbono” dos solos agrícolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:28:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas Texto: Redação* Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Estudo quantifica perdas causadas pela remoção da vegetação nativa e aponta agricultura sustentável como resposta às mudanças climáticas</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Texto: Redação*</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram 4.290 registros de solos brasileiros e calcularam as perdas de carbono causadas pela conversão da vegetação nativa em áreas agrícolas em cada bioma do País. Ao revelar a “dívida de carbono” do Brasil, o estudo mostra que o manejo sustentável pode diminuir emissões e repor de modo significativo as perdas do solo, honrando compromissos climáticos internacionais e avançando na produção de alimentos, sem novos desmatamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da USP (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e da Embrapa Agricultura Digital. As conclusões do estudo são apresentadas em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;publicado no site&nbsp;<em>Nature Communications.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A principal contribuição deste trabalho foi a estimativa da dívida de carbono no solo, interpretada como o potencial teórico de recarbonização dos solos agrícolas e como um indicativo do potencial para o mercado de carbono”, conta João Marcos Villela, primeiro autor do artigo elaborado durante estudo de pós-doutorado na Esalq, com bolsa da Fapesp. “Além disso, foi feito o estabelecimento da linha de base dos estoques de carbono orgânico em áreas nativas e agrícolas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com base na elaboração de um banco de dados inédito sobre carbono orgânico no solo nos biomas brasileiros, o trabalho também evidenciou o potencial de práticas conservacionistas na recomposição do carbono perdido”, relata Villela. “Espera-se que esses resultados subsidiem a formulação de políticas públicas de mitigação climática no Brasil e orientem ações do setor privado, contribuindo para o direcionamento de estratégias de intervenção adaptadas às realidades regionais e para o cumprimento das metas climáticas do setor agropecuário.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo é baseado em uma metanálise que reuniu 4.290 registros sobre estoques de carbono orgânico do solo nos seis biomas brasileiros. O trabalho estima que a conversão de áreas naturais para a agricultura provocou uma perda acumulada de 1,40 ± 0,1 petagrama de carbono (Pg C) na camada de 0 a 30 centímetros do solo. A massa de um petagrama equivale a 1.015 gramas. Esse valor expressa a chamada dívida de carbono, ou seja, a quantidade de carbono que deixou de ser armazenada no solo após a substituição da vegetação nativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a essa estimativa os pesquisadores compararam áreas agrícolas e remanescentes de vegetação natural nos biomas do Brasil. A análise também levou em conta como diferentes sistemas de manejo, as características de formação dos solos e as condições climáticas regionais influenciam a perda, a manutenção ou a recuperação dos estoques de carbono ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“Dívida de carbono”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da pesquisa é a explicação de como a “dívida de carbono” se acumula. O estudo destaca que o clima e as características pedogenéticas (da formação dos solos) são fatores determinantes. Solos que possuem naturalmente maiores estoques de carbono — geralmente localizados em regiões mais frias, úmidas ou com alta presença de argila e minerais que protegem a matéria orgânica — são os que sofrem as maiores perdas quando convertidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ocorre quando práticas de manejo que envolvem o revolvimento mecânico (como a aragem e a gradagem) quebram os agregados do solo que protegiam o carbono. Com a ruptura dessas estruturas, o oxigênio penetra nas camadas internas e acelera a oxidação da matéria orgânica por microrganismos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é a rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera. O tempo desde a conversão é uma variável crítica. Os primeiros 15 anos após a substituição da vegetação nativa pela agricultura são os mais graves. É nesse período que ocorre a perda mais drástica e acelerada de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os pesquisadores, o trabalho fez uma avaliação individualizada por biomas, o que permitiu revelar que a dívida de carbono no solo não se distribui de maneira homogênea pelo território brasileiro, refletindo a grande diversidade de solos, climas e formações vegetais do País. Biomas como a Mata Atlântica, por exemplo, apresentam elevado aporte de matéria orgânica ao solo, resultado da alta produtividade vegetal, e grande parte desse carbono é estocado. Ao contrário da Amazônia, que mesmo com o grande aporte de matéria orgânica, o clima favorece a decomposição, reduzindo a capacidade de estocagem. Já em outros biomas, como o Cerrado ou a Caatinga, a dinâmica do carbono no solo responde a combinações distintas de clima, textura do solo e histórico de uso da terra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Potencial de recarbonização</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que a área agrícola brasileira concentra um elevado potencial de recarbonização do solo. De acordo com um&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1007/s10113-022-01945-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo</a>&nbsp;de 2022 citado no estudo, a recuperação de pastagens degradadas, por exemplo, apresenta potencial para recompor entre 14% e 23% dos estoques de carbono orgânico perdidos. Já sistemas mais diversificados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), além do uso de plantas de cobertura e do plantio direto, mostraram-se capazes de reproduzir parte da dinâmica dos ecossistemas naturais, aumentando o aporte de resíduos vegetais e favorecendo o acúmulo de carbono no solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as estimativas do estudo, a recarbonização de cerca de um terço do potencial total identificado seria suficiente para que o Brasil atingisse a meta de redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, estabelecida em sua nova&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mda/pt-br/noticias/2024/10/brasil-entrega-a-onu-nova-ndc-alinhada-ao-acordo-de-paris" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC)</a>. Na prática, esse objetivo poderia ser alcançado ao se aproveitar aproximadamente 40% a 45% do potencial de recuperação da Mata Atlântica e do Cerrado, estimado em 3,8 Pg de CO₂ equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A principal contribuição do estudo foi revelar a oportunidade que existe na agricultura”, diz Maurício Cherubin, diretor de pesquisa do CCARBON da USP. “Ao quantificar a dívida de carbono dos solos, conseguimos enxergar com mais clareza o potencial de recarbonização dos biomas brasileiros e as possibilidades reais de recuperação de áreas degradadas, mostrando que práticas sustentáveis podem transformar o solo em um aliado da produção e da mitigação climática.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados ganham ainda mais relevância quando consideramos a área total agrícola do País. Segundo dados do&nbsp;<a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2023/10/FACT_MapBiomas_Agropecuaria_04.10_v2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MapBiomas,</a>&nbsp;cerca de 282,5 milhões de hectares – aproximadamente um terço do território nacional – são, atualmente, destinados à agricultura e à pecuária. O estudo mostra que, ao adotar práticas de manejo sustentável nessas áreas já convertidas, o Brasil pode avançar simultaneamente na produção de alimentos, na recuperação dos solos e no cumprimento de seus compromissos climáticos internacionais, sem necessidade de novos desmatamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor do CCARBON, professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, os resultados reforçam o papel da pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas. “Quando a gente mapeia a lacuna de carbono no solo, fica mais fácil fortalecer programas como o ABC+, hoje RenovAgro”, enfatiza. “A informação ajuda a dar mais credibilidade aos créditos de carbono baseados no solo e identificar onde estão as melhores oportunidades de sequestro e restauração. Isso conecta a ciência às políticas públicas e ao mercado, e coloca o solo no centro da ação climática.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o estudo reforça que não é necessário avançar sobre novas áreas de vegetação nativa para aumentar a produção agropecuária. O caminho apontado pelos pesquisadores é a intensificação das áreas já convertidas, por meio de práticas de manejo que recuperem o carbono do solo, aumentem a eficiência produtiva e ampliem a resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas. O artigo&nbsp;<em>Soil carbon debt from land use change in Brazil</em>&nbsp;está disponível neste&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-68340-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações: cepcerri@usp.br, com o professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Escrito pela equipe de Disseminação Científica do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da USP. Revisado por Júlio Bernardes</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Manejo quebra agregados do solo que protegiam o carbono, fazendo o oxigênio penetrar nas camadas internas e acelerar oxidação da matéria orgânica por microrganismos, levando à rápida degradação do carbono que é liberado para a atmosfera – Foto: George Campos / USP Imagens<br></p>



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		<title>Bioherbicida à base de bactéria da Caatinga pode controlar invasora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 03:09:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 22 de dezembro de 2025 Pesquisadores da&#160;Embrapa Meio Ambiente&#160;e da Universidade de São Paulo (USP),&#160;campus de Ribeirão Preto, revelaram uma descoberta promissora para a agricultura: uma bactéria encontrada nos solos da Caatinga demonstrou capacidade de inibir a germinação da buva (Conyza canadensis), uma das plantas daninhas mais resistentes a produtos químicos e de difícil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 22 de dezembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/meio-ambiente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Meio Ambiente</a>&nbsp;e da Universidade de São Paulo (<a href="https://www5.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">USP</a>),&nbsp;<a href="https://www5.usp.br/keywords-s/ribeirao-preto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">campus de Ribeirão Preto</a>, revelaram uma descoberta promissora para a agricultura: uma bactéria encontrada nos solos da Caatinga demonstrou capacidade de inibir a germinação da buva (<em>Conyza canadensis</em>), uma das plantas daninhas mais resistentes a produtos químicos e de difícil controle do País. A pesquisa identificou na bactéria moléculas naturais com efeito herbicida, abrindo caminho para o desenvolvimento de um bioherbicida inédito, sustentável e adaptado à realidade da produção agrícola brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo,&nbsp;<a href="https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ps.8683" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado na revista científica Pest Management Science</a>, foi conduzido pelo químico&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/5226202549258992" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Osvaldo Ferreira</a>, sob orientação dos pesquisadores da USP&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/6388925330299573" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Danilo Tosta Souza</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/3249869254154819" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Alberto Beraldo de Moraes</a>, em colaboração com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/225056/itamar-soares-de-melo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Itamar Soares&nbsp;de Melo.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A buva é considerada uma das principais inimigas dos agricultores. Presente em praticamente todas as regiões do Brasil, a planta já não responde a diferentes tipos de herbicidas sintéticos. Esse quadro eleva os custos de produção, compromete a produtividade e aumenta o risco de impactos ambientais decorrentes do uso intensivo de defensivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a busca por alternativas naturais se torna urgente. O uso de microrganismos e de moléculas bioativas produzidas por eles surge como uma estratégia inovadora para reduzir a dependência de químicos sintéticos e oferecer soluções mais sustentáveis no manejo de plantas daninhas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/251216_BioherbicidaBact%C3%A9riaCaatinga_Embrapa_vertical.jpg/b299b93e-33d6-95bf-4016-02562eeabb16?t=1765575439476" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Diversidade microbiana como fonte de inovação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida da pesquisa foi a triagem de actinobactérias, um grupo de microrganismos conhecidos pela capacidade de produzir compostos bioativos de interesse agrícola e farmacêutico. Vários isolados, oriundos de diferentes biomas brasileiros, foram testados quanto ao potencial de inibir plantas daninhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande surpresa veio da Caatinga, bioma semiárido caracterizado por condições extremas de temperatura e disponibilidade de água. A cepa&nbsp;<em>Streptomyces</em>&nbsp;sp. Caat 7-52 destacou-se na triagem ao apresentar compostos com forte efeito fitotóxico (prejudicial às plantas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Caatinga pode ser vista como um laboratório natural. Os microrganismos que vivem nesse ambiente desenvolveram estratégias únicas de sobrevivência e, muitas vezes, produzem moléculas inéditas que podem ser aproveitadas para diferentes aplicações”, explica o pesquisador Itamar Melo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto:&nbsp;</strong>Danilo Tosta</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A descoberta da albociclina</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A análise química revelou dois compostos principais produzidos pela bactéria: o ácido 3-hidroxibenzóico e a albociclina. Essa última foi descrita pela primeira vez com atividade herbicida, representando um avanço inédito no campo da bioprospecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em testes, a albociclina demonstrou ser capaz de inibir a germinação da buva em baixas concentrações (6,25 µg/mL). Esse resultado a coloca como uma candidata promissora para o desenvolvimento de novos bioherbicidas, especialmente porque atua contra uma planta que já não responde bem aos produtos disponíveis no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi a primeira vez que registramos a atividade fitotóxica da albociclina, e isso amplia significativamente o horizonte de aplicação desse composto. A descoberta pode contribuir para estratégias de manejo mais sustentáveis, que ajudem a reduzir a pressão por uso de herbicidas químicos”, observa Tosta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro diferencial do trabalho foi o uso de técnicas de otimização do meio de cultivo para estimular a produção de albociclina e de seus análogos. Esse ajuste permitiu ampliar a diversidade química das moléculas obtidas e garantir maior rendimento, algo essencial para a futura escalabilidade de um bioherbicida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem representa um passo estratégico: ao direcionar o metabolismo microbiano, os pesquisadores conseguem não apenas aumentar a quantidade de composto produzido, mas também gerar variantes estruturais que podem apresentar diferentes níveis de atividade biológica.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Caldo da bactéria</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Além da extração de moléculas específicas, os cientistas testaram o caldo fermentado bruto da bactéria. O resultado foi igualmente animador: ele apresentou efeito seletivo contra plantas daninhas dicotiledôneas sem a necessidade de processamento químico com solventes. Dicotiledôneas são plantas que, na germinação, apresentam duas folhas embrionárias chamadas cotilédones. Exemplos incluem plantas daninhas como buva, caruru e picão-preto, e culturas agrícolas como feijão, amendoim e algodão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que o microrganismo pode ser usado de forma mais simples e com menor custo, reduzindo etapas de purificação e favorecendo o desenvolvimento de um produto mais acessível ao agricultor. Ao mesmo tempo, a solução é ambientalmente mais limpa, uma vez que dispensa o uso de solventes industriais, explica Beraldo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próximos passos da pesquisa envolvem a realização de testes em condições de campo, a avaliação da eficácia em diferentes culturas, o desenvolvimento de formulações comerciais e ecotoxicologia, estudos sobre os efeitos dos metabólitos em organismos vivos não alvo. O objetivo é integrar a tecnologia a programas de Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), que combinam diferentes práticas para manter o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos ainda em uma fase inicial, mas os resultados são muito promissores. O desafio agora é transformar esse potencial em uma solução prática para os agricultores, que possa ser usada em larga escala”, afirma Melo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/251216_BioherbicidaBact%C3%A9riaCaatinga_Fernanda_Birolo_Caatinga.jpg/5d4e83a4-0f11-8576-4212-a9afc2f47ed2?t=1765574856512" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Foto: Fernanda Birolo<strong>O potencial dos biomas brasileiros</strong>A descoberta reforça a importância de investir na bioprospecção de microrganismos nativos dos biomas brasileiros. A Caatinga, frequentemente lembrada apenas por sua fragilidade ecológica, mostra-se também um reservatório de biodiversidade microbiana capaz de gerar inovações estratégicas para a agricultura.A identificação de compostos bioativos como a albociclina fortalece a posição do Brasil como protagonista no desenvolvimento de bioinsumos agrícolas. Além de reduzir a dependência de insumos importados, especialmente no setor de herbicidas, a aposta em soluções naturais contribui para a construção de uma agricultura mais verde, resiliente e alinhada às demandas globais de sustentabilidade.Com o País figurando entre os maiores consumidores de herbicidas do mundo, avanços como esse são considerados estratégicos para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, oferecem caminhos para reduzir impactos ambientais e responder à crescente pressão por práticas agrícolas de baixo carbono.“Esse é um exemplo de como a ciência pode transformar a biodiversidade brasileira em soluções inovadoras. A Caatinga guarda um potencial enorme, e estamos apenas começando a explorá-lo”, conclui Tosta.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Cristina Tordin&nbsp;(MTb 28.499/SP)<br>Embrapa Meio Ambiente<br><br><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>meio-ambiente.imprensa@embrapa.br<br><strong>Telefone:</strong>&nbsp;19 99262-6751</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradução em inglês: Mariana Medeiros&nbsp;(13044/DF)<br>Assessoria de Comunicação da Embrapa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EMBRAPA / Foto: Fernando Adegas / <em>O uso de microrganismos e de moléculas bioativas produzidas por eles surge como uma estratégia inovadora para reduzir a dependência de químicos sintéticos. Na foto, plantação com ocorrência da buva.</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O PARTO NÃO TERMINA QUANDO O BEBÊ NASCE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QFh3smSzxVA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><a href="https://www.embrapa.br/image/journal/article?img_id=105769127&amp;t=1766076532130" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/bioherbicida-a-base-de-bacteria-da-caatinga-pode-controlar-invasora/">Bioherbicida à base de bactéria da Caatinga pode controlar invasora</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Atlas da Bioeconomia Inclusiva revela panorama de dados das diversas regiões da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 03:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 22 de dezembro de 2025 Dados do&#160; Atlas da Bioeconomia Inclusiva na Amazônia, publicação lançada pela Embrapa, com o apoio da Secretaria de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, evidenciam informações que mostram um panorama da região amazônica, sob diversos aspectos, que&#160;destacam a diversidade de condições socioeconômicas e ambientais nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segunda, 22 de dezembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do&nbsp; Atlas da Bioeconomia Inclusiva na Amazônia, publicação lançada pela Embrapa, com o apoio da Secretaria de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, evidenciam informações que mostram um panorama da região amazônica, sob diversos aspectos, que&nbsp;destacam a diversidade de condições socioeconômicas e ambientais nos contextos rurais da Amazônia Legal brasileira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação sistematizou dados sobre demografia, ambiente, estrutura fundiária e produção para subsidiar políticas voltadas ao uso sustentável da biodiversidade. São “informações valiosas para a compreensão das complexas realidades dos territórios amazônicos”, como resume o editor técnico da obra, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Roberto Porro, citando que o Atlas compila mais de 1.200 variáveis de fontes secundárias em quatro dimensões: demografia e meio ambiente; estrutura agrária/categorias territoriais; produção agropecuária, da extração vegetal e silvicultura; e indicadores sociais. Os dados são apresentados nos níveis regional, estadual e microrregional. “A obra adota uma abordagem territorial para a apresentação de dados, tendo como referência a diversidade de contextos expressos na extensão geográfica mais ampla associada à Amazônia, que é a Amazônia Legal Brasileira, abrangendo 107 microrregiões geográficas delimitadas pelo IBGE nos nove estados que a compõem”, explica Porro.<br><br>O coordenador geral de Desenvolvimento da Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, William Saab, afirma que o Atlas vem em um momento muito oportuno de ampliação e fortalecimento das sociobioeconomias amazônicas. A publicação, segundo ele, se alinha e serve como base para duas políticas públicas do governo brasileiro, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Sociobioeconomia e o Programa Prospera Socioebioeconomia, ambos lançados durante a COP30, em Belém. “O Atlas é um importante instrumento de planejamento para gestores públicos e vai ajudar no impulsionamento de políticas públicas.&nbsp; É uma grande entrega que a Embrapa faz para a sociedade brasileira”, finaliza o gestor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As “Amazônias” e suas realidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa comparação dos dados presentes no documento, por exemplo, em relação aos dois maiores estados da região, o Amazonas e o Pará, o Atlas da Bioeconomia Inclusiva na Amazônia revela que a concentração fundiária e a vulnerabilidade social em ambos os estados são desafios a serem enfrentados para o fortalecimento de modelos econômicos sustentáveis, essenciais para mitigar a crise climática. Chamam a atenção dados que mostram, por exemplo, a pressão de desmatamento no Pará e o crescente avanço da fronteira agropecuária em áreas antes conservadas do Amazonas, estado com maior cobertura florestal do País. Ao mesmo tempo, Amazonas e Pará apresentam oportunidades de bioeconomia com base em seus diversos potenciais, refletindo suas realidades territoriais e econômicas e uso sustentável da biodiversidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais propósitos do Atlas da Bioeconomia Inclusiva na Amazônia é apresentar a diversidade de realidades socioeconômicas e ambientais existentes nos contextos rurais da Amazônia brasileira, por meio da sistematização de vários conjuntos de dados e informações, assim como&nbsp; subsidiar estratégias, planos, programas e políticas orientadas a uma agenda de ação em prol da bioeconomia inclusiva na região, conforme explica, na apresentação da obra, a diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é que essa agenda de ação “se traduza em oportunidades para a promoção da inovação, com valorização das economias da floresta e da sociobiodiversidade, e ampliação da participação nos mercados, com reflexos na renda e na qualidade de vida das populações amazônidas”, escreveu Euler.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho é fruto de ações e diagnósticos realizados por profissionais de nove Unidades da Embrapa na região Norte e no Maranhão, nos últimos três&nbsp;anos, para a construção de um plano estratégico para atuação da Empresa em uma abordagem de bioeconomia inclusiva na Amazônia. O momento atual de definição de políticas públicas e ações multissetoriais relacionadas à sociobiodiversidade na Amazônia, segundo Roberto Porro, evidencia a necessidade de fortalecer sistemas produtivos eficazes no enfrentamento à crise climática e na promoção de meios de vida locais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ações voltadas à bioeconomia inclusiva são capazes de apoiar os modos de vida de 1,5 milhão de famílias de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais que habitam a Amazônia brasileira. &#8220;Buscamos uma bioeconomia inclusiva fundamentada no uso sustentável da biodiversidade a partir dos saberes tradicionais e no diálogo entre esses saberes e os conhecimentos científicos e tecnológicos, que promova o desenvolvimento inclusivo, justiça social e o bem-viver dos povos amazônicos”, afirma Porro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Rosângela Reis, faz parte da equipe que colaborou com essas ações e destaca que o processo foi importante para conhecer as realidades socioculturais e ecológicas das comunidades amazônicas, que são muito diversas.&nbsp; “As oficinas de bioeconomia realizadas no estado do Amazonas tiveram o objetivo de levantar as realidades locais dos sistemas produtivos e as potencialidades para o desenvolvimento de projetos na área de bioeconomia. Para a região não basta apenas levar tecnologias para o desenvolvimento, é necessário conhecer os processos sociais para a adaptação das mesmas e assim fazer sentido no cotidiano das famílias e nos processos de crescimento e desenvolvimento local“, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oportunidades em bioeconomia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Amazonas é o estado mais conservado da região, com 93,22% de cobertura florestal. Essa natureza rica em biodiversidade é um importante ativo para&nbsp; a bioeconomia. Para isso é necessário viabilizar projetos e atrair investimentos para pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), a partir de espécies nativas e uso da biodiversidade. Nesse sentido, uma oportunidade está também nas iniciativas com potencial de incentivar a prospecção e transformação de ativos da biodiversidade em produtos de alto valor agregado, como insumos farmacêuticos ativos&nbsp;e biocosméticos, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pará, por outro lado, se destaca pelo volume de produção de espécies nativas. O estado tem um domínio na produção do açaí (extrativista e cultivado) e do cacau cultivado. Uma das oportunidades para o Pará reside no manejo sustentável de suas Reservas Extrativistas (Resex) e fortalecer suas cadeias produtivas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as informações do documento, é considerado que a efetiva descontinuidade de desmatamentos e queimadas na Amazônia depende do aproveitamento parcial das áreas desmatadas, inserindo atividades produtivas adequadas e da recuperação de áreas.&nbsp; Nesse contexto, ações voltadas para o&nbsp; fortalecimento de sistemas produtivos pautados no uso sustentável da biodiversidade, que promovam justiça social para as populações locais fazem parte dos desafios para promover a bioeconomia inclusiva.<br><br><strong><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1181220/atlas-da-bioeconomia-inclusiva-na-amazonia-informacoes-e-analises-sobre-realidades-diferenciadas-para-subsidio-a-acoes-em-sociobioeconomia">Clique aqui para baixar o arquivo pdf do livro&nbsp;Atlas da Bioeconomia Inclusiva na Amazônia</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Síglia Souza&nbsp;(Mtb 66/AM)<br>Embrapa Amazônia Ocidental<br><br><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>amazonia-ocidental.imprensa@embrapa.br</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Laura Lima&nbsp;(MTb 1268/PA)<br>Embrapa Amazônia Oriental</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>amazonia-oriental.imprensa@embrapa.br</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EMBRAPA / Foto: Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O PARTO NÃO TERMINA QUANDO O BEBÊ NASCE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QFh3smSzxVA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><a href="https://www.embrapa.br/image/journal/article?img_id=105848149&amp;t=1766237634538" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/atlas-da-bioeconomia-inclusiva-revela-panorama-de-dados-das-diversas-regioes-da-amazonia/">Atlas da Bioeconomia Inclusiva revela panorama de dados das diversas regiões da Amazônia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Anvisa autoriza Embrapa a cultivar e pesquisar maconha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Maconha]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sophia Vieira • Embrapa vai estudar cannabis • Estatuto para pessoas com deficiência • Vacinas contra malária para crianças • E MAIS: intoxicações por metanol; antibióticos e ISTs; redes sociais; vacina contra HPV • a Anvisa&#160;aprovou&#160;uma autorização excepcional para que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) cultive e pesquise a cannabis. A autorização foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Sophia Vieira</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Embrapa vai estudar cannabis • Estatuto para pessoas com deficiência • Vacinas contra malária para crianças • E MAIS: intoxicações por metanol; antibióticos e ISTs; redes sociais; vacina contra HPV •</p>



<p class="wp-block-paragraph">a Anvisa&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjM1JmQ9ZzBhNWUyYQ==.uGJRHDfnuRKfValiJ1XjCCrZPuX7_2oQCk2G05E33jk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprovou</a>&nbsp;uma autorização excepcional para que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) cultive e pesquise a cannabis. A autorização foi dada&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjQyJmQ9aTRqNXY5Yw==.53ekwUuSW_wA1bCY5vqIvGRA2rkXebVBdWVm3q5wzcQ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais de um ano após</a>&nbsp;a solicitação da empresa, que é ligada ao Ministério da Agricultura, tem fins somente científicos e não permite comercialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, já havia cerca de&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjUyJmQ9YjhjMGo1YQ==.K7KE_LFI6Zm5TqLIPeIWkG3wmqqyEljD4xjQu9JvZiM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">672 mil</a>&nbsp;pacientes brasileiros que se tratam com cannabis. A pesquisa, então, busca permitir que o país tenha base e estrutura próprias nas pesquisas sobre o uso medicinal da substância. Além disso, a Embrapa&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjU4JmQ9aTh0NWU2bw==.BVdTkqNjePkgprilh1uLWhuwxJxwmNIVJw3WOGk1pIE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">busca</a>&nbsp;aplicações industriais da planta, que tem grande potencial para a produção de fibras e óleos vegetais, com uso em diferentes segmentos, como têxteis, cosméticos e até combustíveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>10 anos do estatuto para pessoas com deficiência</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025,&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjY2JmQ9azVoNnE3bA==.dGkukAuKqRtTxRLVAk-wcsVN2-WLLT06d231XObD-vg" target="_blank" rel="noreferrer noopener">completou 10 anos a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI)</a>, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Sua criação é resultado da mobilização social e da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) e busca assegurar o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência (PcD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Hisaac de Oliveira, advogado e servidor da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, as duas principais conquistas da legislação estão nas áreas da capacidade laboral e da capacidade civil. Para ele, que foi entrevistado pela revista&nbsp;<em>Radis</em>, a lei vem para garantir que o desejo da pessoa com deficiência seja respeitado.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Gavi e Unicef assinam acordo para pagar menos em vacina contra malária</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um acordo firmado entre a Unicef, Gavi (Aliança da Vacina, organização internacional) e o Serum Institute da Índia&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjc0JmQ9ajRkNWYzeg==.kIcB2yNK_V1fLFPbWjxEK_efN3Q5dqN_IrPNBQsqaXM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reduzirá</a>&nbsp;em 25% o preço das vacinas contra malária para crianças. A dose da chamada R21 caiu de US$ 4, para US$ 2,99, e será fornecida em cerca de um ano. A OMS aponta que tratar um caso de malária na África subsaariana pode custar entre entre US$ 4 e US$ 7 por visita ambulatorial, enquanto casos graves podem custar mais de US$ 70.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unicef compra as vacinas com financiamento da Gavi, e ambas trabalham com governos locais para imunizar crianças nos países em situação de vulnerabilidade. A movimentação permitirá a imunização de 7 milhões de crianças a mais, mesmo em um cenário em sub-arrecadação de 3 bilhões de reais diante da retirada dos EUA ao fundo de ajuda internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mortes por metanol</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobe para 16 o número de mortes por intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, há ao todo 97 casos registrados, sendo 62 confirmados e 35 em investigação. No geral, 772 suspeitas foram descartadas.&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjgzJmQ9aThkM2E5bg==.NxBuUuujGGV0cT9NF5B-gO_VDdqmoHTufroTlZFpSXI" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Confira mais informações</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resistência a antibióticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS alerta para o aumento da resistência a antibióticos pela bactéria causadora da gonorréia, uma Infecção Sexualmente Transmissível. Apenas entre 2022 e 2024, a resistência aos principais medicamentos utilizados cresceu em até 9,3%.&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjkwJmQ9eDd3NW8ycg==.Ww40wt5zdAg-n8gK285ZkYt3jiJ7YfiQ-D8V7wICufk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba quais os riscos</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vício em redes sociais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo apontou uma redução de até 24% nos sintomas de depressão em pacientes que diminuíram drasticamente seu uso de redes sociais. Os pesquisadores monitoram o comportamento de 295 voluntários, que limitaram seu uso de redes a 2 horas diárias.&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMjk4JmQ9bTN6MmM4Yw==.PW2Iknm1U0U5LuPKvDBFzjJPtiR2Iy3OGzGgVEJejw8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que dizem os especialistas</a>?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dose única contra HPV?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo comparou as vacinas contra o HPV bivalente, aplicada em uma dose, e quadrivalente, aplicada em três doses. Para a forma 16 do vírus, ligada à maioria dos casos de câncer, o imunizante de aplicação única não atingiu a mesma proteção.&nbsp;<a href="https://click.mlsend2.com/link/c/YT0yODg1NzI2OTY0MjA5OTQ4NTExJmM9djZ5NCZlPTE5MjgmYj0xNDk3NzcyMzA3JmQ9dDRjNnUxYg==.sCuVWDbRB11Wr6NeBoRulzg777bsbe5xUZYXzpTe67k" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entenda</a><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Outra Saúde / Foto: © Divulgação Polícia Federal</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Varizes: cuidados, resultados e prevenção de novas varizes" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/4jI7QAD8a18?start=486&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/anvisa-autoriza-embrapa-a-cultivar-e-pesquisar-maconha/">Anvisa autoriza Embrapa a cultivar e pesquisar maconha</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Dieta de alta energia aumenta, em mais de 20%, a produção de embriões bovinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 00:22:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[aumento de energia]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[nelore]]></category>
		<category><![CDATA[UnB]]></category>
		<category><![CDATA[vacas adultas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 5 de outubro de 2025 Novilhas pré-púberes submetidas à dieta de alta energia apresentaram maior peso e melhor acabamento de carcaça aos 12 meses.O manejo nutricional mais energético resultou em 49% mais ovócitos totais e 42% mais ovócitos viáveis em relação à dieta convencional..Estratégia antecipou a puberdade e permitiu peso para reprodução já aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 5 de outubro de 2025</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><em>Novilhas pré-púberes submetidas à dieta de alta energia apresentaram maior peso e melhor acabamento de carcaça aos 12 meses.</em><em>O manejo nutricional mais energético resultou em 49% mais ovócitos totais e 42% mais ovócitos viáveis em relação à dieta convencional..</em><em>Estratégia antecipou a puberdade e permitiu peso para reprodução já aos 12 meses de idade.</em><em>Apesar do custo mais elevado, o retorno econômico foi até 2,8 vezes superior ao do plano convencional.</em><em>Uso de melatonina elevou em 13% a produção de embriões in vitro, com resultados próximos aos de vacas adultas.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://doi.org/10.1080/10495398.2023.2279612" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudo</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/cerrados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Cerrados</a>&nbsp;(DF) e da Universidade de Brasília (<a href="https://www.unb.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UnB</a>) demonstra que planos alimentares de alta densidade energética em curto prazo aumentam em 21% a produção de embriões in vitro em novilhas pré-púberes e garantem retorno financeiro até 2,8 vezes maior em relação à dieta convencional. Apesar de mais cara, a estratégia também antecipa a puberdade das novilhas e pode ter seus resultados potencializados com o uso da melatonina, hormônio natural que contribui para melhorar a qualidade embrionária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testes com novilhas pré-púberes da raça Nelore submetidas a esse regime nutricional mostraram aumento na produção de ovócitos e embriões, além de apresentarem maior peso e deposição de gordura na carcaça, permitindo o alcance mais precoce do peso para reprodução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A melhoria da eficiência reprodutiva e a redução da idade do parto em fêmeas contribuem para a eficiência econômica dos sistemas de produção de bovinos de corte e de leite, minimizando problemas de reprodução tardia em raças como a Nelore, além de acelerarem os programas de melhoramento genético por reduzirem o intervalo entre gerações, afirma&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/327955/carlos-frederico-martins" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Carlos Frederico Martins</a>, pesquisador da Embrapa Cerrados. “Quanto mais jovens as novilhas ficarem prenhas e deixarem descendentes, mais compensador é para o sistema financeiramente. Tem sido demonstrado que se a primeira prenhez ocorrer aos 14 meses, em vez de aos 24, que é a idade adulta, os custos de produção diminuem, mesmo com um manejo preparatório diferenciado para as fêmeas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que novilhas pré-púberes podem apresentar um maior número de folículos ovarianos disponíveis para aspiração e produção de embriões em laboratório. Porém, as taxas de produção de embriões in vitro das fêmeas nessa faixa etária são inferiores às de vacas adultas. Entre os principais fatores que influenciam a idade da puberdade e a precocidade sexual das fêmeas, estão o peso e a gordura corporal, que refletem o nível de alimentação durante o crescimento. Segundo Martins, o aporte nutricional pode afetar diretamente os folículos ovarianos, ovócitos e embriões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mostram que novilhas entre quatro e nove meses de idade são mais sensíveis aos efeitos da antecipação da puberdade resultante do maior fornecimento de nutrientes, podendo aumentar a produção e a qualidade de ovócitos e embriões. E o principal fator nutricional que afeta a reprodução em bovinos é justamente a ingestão de energia, apesar de ainda haver poucos dados de pesquisa que relacionem os reflexos de dietas mais energéticas em fêmeas jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossa hipótese era de que o aumento na quantidade e na qualidade dos ovócitos em novilhas pré-púberes alimentadas com dietas de alta densidade energética está relacionado ao melhor desenvolvimento corporal e à deposição moderada de gordura promovida por essa suplementação alimentar, que gera maior disponibilidade de metabólitos e melhora o equilíbrio hormonal nesses animais”, observa o pesquisador, salientando a importância da gordura corporal para o início da puberdade e o alcance da maturidade sexual.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_DietaAltaEnergia_Carlos_Frederico_Martins_embrio%CC%83es.jpg/da55b0af-aa1b-7355-c9d3-5a26a81adb66?t=1759159763460" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Mais energia ingerida, mais ovócitos e embriões</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em experimento na Embrapa Cerrados, 34 novilhas da raça Nelore pré-púberes, pesando cerca de 160 kg em média, foram suplementadas, durante um mês, com farelo de soja, milho moído e minerais. Os animais também foram amamentados pelas mães e tiveram acesso a uma pastagem de Urochloa brizantha cultivar&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/863/brachiaria-brizantha-cv-marandu" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marandu</a>. Após o desmame, aos seis meses e meio de idade, em média, as novilhas foram distribuídas de forma homogênea quanto à idade, peso e mérito genético em dois tratamentos com planos nutricionais distintos: um convencional e outro de alta energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem acima:</strong>&nbsp;Carlos Frederico Martins (Embriões de bezerras Nelore produzidos produzidos in vitro com Melatonina)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tratamento com a dieta convencional (PN1), as novilhas foram mantidas na pastagem durante a estação seca, com consumo médio de concentrado (ração) de 1,4 quilos por dia (kg/dia), equivalentes a 0,7% do peso vivo médio. A dieta foi formulada para um ganho de peso de 400 gramas por dia (g/dia). No início da estação chuvosa, os animais permaneceram no mesmo pasto e com consumo médio de concentrado de 650 g/dia, equivalente a 0,25% do peso corporal, numa dieta para ganho de peso de 700 g/dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no tratamento nutricional de alta densidade energética (PN2), os animais receberam dietas contendo 26% e 19% mais energia metabolizável que a utilizada no PN1 nas estações seca e chuvosa, respectivamente. Na estação seca, as novilhas foram mantidas confinadas após o desmame e alimentadas com média diária de 11 kg de silagem de milho e 1 kg do concentrado, equivalente a 0,33% do peso vivo, para ganhos de 800 g/dia. No início da estação chuvosa, os animais foram suplementados com 1,87 kg/dia (0,35% do peso vivo) do concentrado. A dieta foi calculada para ganhos de 1 kg/dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/322329/eduardo-da-costa-eifert" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eduardo Eifert</a>, responsável pela elaboração das dietas, revela que o experimento teve uma preocupação prática: avaliar os planos nutricionais sobre a produção e qualidade de ovócitos em novilhas, mas partindo, como referência, de um regime alimentar corriqueiramente utilizado para que as novilhas alcancem pesos mínimos adequados para a reprodução (de 280 a 300 kg) aos 12 a 14 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O PN1 utiliza suplementos energéticos proteicos na seca e nas chuvas com as novilhas a pasto. Aumentos de energia na dieta podem ser conseguidos com outra prática para essa categoria, como o sequestro dos animais quando são confinados durante a seca, permitindo o fornecimento de dietas mais calóricas e com maior desempenho. Assim, os tratamentos simulam o manejo alimentar de novilhas que entrarão em reprodução em idade jovem e que frequentemente são observados nos sistemas de produção de fazendas do bioma Cerrado”, pontua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao completarem nove meses e meio de idade, em média, as novilhas foram submetidas a aspirações foliculares a cada 21 dias por três meses, para avaliação de parâmetros de competência ovocitária e produção de embriões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os animais que receberam a dieta do PN2 apresentaram 49% a mais de ovócitos recuperados que os animais do PN1, além de 42% mais viáveis. A taxa de produção de embriões foi 21% superior – a taxa de blastocistos em D7 (estágio de desenvolvimento do embrião sete dias após a fecundação) foi de 24,4% para PN1 e de 29,7 para PN2. (<strong>Ver Tabela 1</strong>) Além disso, aos 12 meses e meio de idade, as novilhas sob o PN2 tinham maior peso médio (321 kg contra 309 kg) e melhor acabamento de carcaça.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_DietaAltaEnergia_Tabela+1.jpg/c648a672-2969-239b-1027-b4471ea6595d?t=1759159320050" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_DietaAltaEnergia_Tabela+1.jpg/c648a672-2969-239b-1027-b4471ea6595d?t=1759159320050" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Os maiores índices de crescimento animal e de aumento de percentuais de gordura nas novilhas do PN2 podem ter influenciado a puberdade precoce e o aumento do número de ovócitos viáveis, permitindo que elas apresentassem o mesmo potencial de desenvolvimento embrionário que os ovócitos de vacas adultas”, comenta Martins, acrescentando que o maior peso corporal e a deposição moderada de gordura possibilitaram, ainda, que as novilhas atingissem o peso para reprodução sugerido aos 12 a 14 meses de idade.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Dieta energética trouxe maior retorno financeiro</strong>A pesquisa também realizou a&nbsp;<a href="https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1168058/1/CPAC-Bolpd-415.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">análise financeira</a>&nbsp;da produção de embriões a partir dos dois planos alimentares. Os custos de alimentação foram estimados com base no consumo real e nos valores comerciais (preços de julho de 2020) dos ingredientes para formulação das rações, da tonelada de milho para silagem e dos minerais. Também foram incluídos as despesas operacionais (mão de obra, energia elétrica, serviços veterinários e laboratoriais, medicamentos, encargos, entre outros) e os custos para pastagens, baseados nos valores de aluguel mensal de pasto por animal nas fases inicial e de recria.Três biotécnicas de produção de embriões foram consideradas: embrião fresco produzido por fertilização&nbsp;in vitro&nbsp;(demanda receptoras previamente sincronizadas para receberem embriões após sete dias de cultivo), com orçamentos comerciais de R$ 75 e de R$ 90; embrião vitrificado (requer o congelamento e descongelamento em laboratório, mas confere maiores taxas de prenhez), a R$ 140; e embrião criopreservado para transferência direta (TD) para a receptora, que não necessita de laboratório, a R$ 160.Para esses três cenários, o custo da alimentação e da mão de obra na dieta PN2 foi maior que no controle (PN1) tanto na estação seca (29%) como na chuvosa (36%). Em média, cada novilha submetida ao PN2 produziu 6,8 embriões, 3,2 a mais que os animais sob o PN1 (3,6), o que acarretou maiores custos de produção de embriões nas três biotécnicas.Por outro lado, o maior rendimento na produção de embriões pelos animais que receberam a dieta PN2 resultou numa receita média 77% maior que a do grupo controle. A margem bruta no tratamento PN2 durante a recria foi 2,7 vezes maior que a do PN1 para embriões TD, 2,6 vezes maior para embriões vitrificados e 2,1 vezes maior para embriões a fresco. Já a margem líquida do plano alimentar PN2 foi 2,8 (embriões TD), 2,7 (embriões vitrificados) e 2,2 (embriões a fresco) vezes maior que no plano alimentar controle. Na comparação entre as técnicas de produção e processamento de embriões, as maiores margens foram obtidas com a produção de embriões a fresco.&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_DietaAltaEnergia_Tabela+2.jpg/4034edb0-cb65-0135-4b15-f4361fed56fe?t=1759159421122" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>“O resultado da produção de embriões influenciou e foi determinante na obtenção de margens positivas para o plano alimentar de alta energia. Mesmo com maior custo operacional, esse plano alimentar obteve maiores receita, margem bruta e lucro operacional”, observa a pesquisadora&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/363579/isabel-cristina-ferreira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Isabel Ferreira</a>, responsável pela análise financeira. “Ainda são necessários estudos que considerem diferentes cenários de preços e identifiquem o ponto de equilíbrio ou ótimo de concentração energética e proteica da dieta, bem como o nível de consumo que confira o maior resultado na produção de embriões por novilhas pré-púberes sem prejudicar o crescimento, a fisiologia animal e, consequentemente, a reprodução”, pondera.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Hormônio natural turbina produção de embriões&nbsp;in vitro</strong>Além de comprovar os ganhos reprodutivos e financeiros com dietas de alta densidade energética para novilhas pré-púberes, a pesquisa buscou associar métodos laboratoriais para incrementar ainda mais a capacidade de produção de embriões&nbsp;in vitro. Nesse sentido, foi testado o uso da melatonina, um hormônio natural com propriedades antioxidantes e antiapoptóticas (evitam a morte celular), na maturação de ovócitos e no cultivo de embriões produzidos por animais submetidos a esse tipo de dieta alimentar.Num dos experimentos de outro&nbsp;<a href="http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1171109/1/BPD-418-CPAC.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>&nbsp;da Embrapa Cerrados, 11 bezerras sem seleção genética prévia de uma fazenda em Goiás foram suplementadas dos sete aos 13 meses de idade com uma dieta de alta densidade energética. Aos 10 meses de idade, oito delas foram submetidas à aspiração folicular mensalmente, por quatro meses.Para avaliar o benefício do uso da melatonina na competência ovocitária e na produção de embriões, os ovócitos recuperados foram divididos em três grupos: apenas ovócitos de novilhas pré-puberes maturados&nbsp;in vitro&nbsp;com melatonina; ovócitos de novilhas pré-púberes maturados com melatonina e embriões cultivados com melatonina; e ovócitos de vacas adultas com histórico conhecido de produção de embriões&nbsp;in vitro, cultivados sem melatonina (controle). Foram comparadas as taxas de clivagem (percentual de ovócitos com divisões celulares após a fecundação) e de blastocistos em D7.Os ovócitos e embriões provenientes de novilhas pré-púberes, quando cultivados com melatonina, apresentaram maior taxa de blastocistos (38%) em relação ao grupo com apenas ovócitos maturados com melatonina (25%), produzindo 13% mais embriões, além de valores próximos aos dos ovócitos de vacas adultas sem a melatonina (taxa de blastocistos de 41%).&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_DietaAltaEnergia_Tabela+3.jpg/1556c2ad-4b60-1394-aa16-78bea0f6c60f?t=1759159501804" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Segundo Carlos Frederico Martins, esse é o primeiro relato do efeito positivo da melatonina na fecundação&nbsp;in vitro&nbsp;de ovócitos de novilhas pré-púberes em sistema de alta tensão de oxigênio, melhorando a quantidade e a qualidade embrionária. Ele acrescenta que os animais suplementados com a dieta de alta densidade energética alcançaram peso médio de 290,82 kg aos 13 meses de idade, o que permitiu a indução da puberdade, a inseminação artificial e o alcance de taxa de prenhez de 54,4%, valor superior aos obtidos em estudos com animais de idades similares e não suplementados com dietas de alta energia.“O uso da melatonina melhorou a competência ovocitária e aumentou as taxas de embriões em novilhas pré-púberes de forma similar à produção de embriões por vacas adultas. Isso indica uma associação benéfica entre uma abordagem de manejo nutricional e uma abordagem laboratorial com o uso da melatonina em ovócitos e embriões&nbsp;in vitro&nbsp;nessa categoria de animais”, conclui o pesquisador.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Breno Lobato&nbsp;(MTb 9417/MG)<br>Embrapa Cerrados<br><br><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>cerrados.imprensa@embrapa.br<br><strong>Telefone:</strong>&nbsp;(61) 3388-9945</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Embrapa / <em>Testes com novilhas pré-púberes da raça Nelore submetidas a esse regime nutricional mostraram aumento na produção de ovócitos e embriões</em>/Foto: Carlos Frederico Martins</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="EDUCAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3q1ypPzUuq4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dieta-de-alta-energia-aumenta-em-mais-de-20-a-producao-de-embrioes-bovinos/">Dieta de alta energia aumenta, em mais de 20%, a produção de embriões bovinos</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Melhoramento genético impulsiona criação da “ovelha do futuro”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 00:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 5 de outubro de 2025 Pesquisas já resultaram em ovelhas com melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade e resistência à verminose.Esses animais já foram testados com sucesso na Embrapa Pecuária Sul (RS) e agora seguem para validação em rebanhos comerciais.A expectativa é duplicar a eficácia produtiva na ovinocultura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 5 de outubro de 2025</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><em>Pesquisas já resultaram em ovelhas com melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade e resistência à verminose.</em><em>Esses animais já foram testados com sucesso na Embrapa Pecuária Sul (RS) e agora seguem para validação em rebanhos comerciais.</em><em>A expectativa é duplicar a eficácia produtiva na ovinocultura de corte, com melhor relação entre receitas e despesas.</em><em>As melhorias genéticas também contribuem para reduzir emissões de gases de efeito estufa e diminuir o número de animais improdutivos nos rebanhos.</em><em>O projeto está em fase de repasse de reprodutores para produtores parceiros, com acompanhamento e avaliação em campo.</em><em>Os cientistas querem que a ovinocultura do futuro possa adotar todas ou apenas algumas das características genéticas desenvolvidas, de acordo com os sistemas de produção.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/pecuaria-sul" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Pecuária Sul</a>&nbsp;(RS) estão trabalhando em um projeto denominado por eles de “ovelha do futuro”. A iniciativa busca oferecer à ovinocultura de corte animais mais eficientes, produtivos e rentáveis. Pesquisas de melhoramento genético com o rebanho da Unidade já resultaram em exemplares que reúnem quatro características: melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade (capacidade de gerar prole) e resistência à verminose. O próximo passo é validar essas melhorias genéticas com produtores parceiros, antes de disponibilizá-las a rebanhos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul,&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/235978/jose-carlos-ferrugem-moraes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">José Carlos Ferrugem</a>, com essa seleção assistida é possível duplicar a eficácia produtiva na ovinocultura de corte, a partir de uma nova relação entre receitas e despesas, além de contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a diminuição do efetivo populacional improdutivo nos rebanhos. A seleção para prolificidade e para conformação e rendimento de carcaça é feita via genótipo, uma vez que os genes responsáveis por essas características já foram identificados. Já as pesquisas para a perda natural de lã e resistência às verminoses são feitas pelo fenótipo, ou seja, pela seleção a partir da observação dos indivíduos que possuem essas características no rebanho.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_OvelhadoFuturo_Fernando_Goss_aumento+da+prolificidade.jpg/e09e3ca6-24b5-5c8c-3db1-d89b5851990a?t=1758928623854" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_OvelhadoFuturo_Fernando_Goss_aumento+da+prolificidade.jpg/e09e3ca6-24b5-5c8c-3db1-d89b5851990a?t=1758928623854" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto:</strong>&nbsp;Fernando Goss (Prolificidade também é alcançada com o gene Vacaria)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto está em fase de repasse de reprodutores a produtores parceiros para acompanhamento e avaliação dos filhos nascidos com essas características. Os carneiros melhorados, que fazem parte do rebanho da Embrapa, são cedidos aos produtores, via comodato, para acasalar com as ovelhas de cria. A ideia inicial é acompanhar, pelo menos, 1.000 animais nascidos desses cruzamentos, sendo que o projeto já conta com dois produtores associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os produtores parceiros se comprometem a realizar um acompanhamento zootécnico dos animais, incluindo identificação com brincos dos cordeiros e cordeiras nascidas e utilização de cadernetas confeccionadas especialmente para essa finalidade. Serão anotados dados como a data do parto, mãe, sexo e peso ao nascer. Durante o desmame, os animais serão submetidos à avaliação de seu escore de cobertura de lã (velo, barriga, costela e lombo), resistência à verminose, além da aferição do peso corporal e coleta de amostra de sangue para a obtenção de DNA. “As duas primeiras progênies de todas as propriedades parceiras serão derivadas de carneiros produzidos pela Embrapa Pecuária Sul. As demais contarão também com carneiros selecionados nos rebanhos associados. Os acasalamentos em todas as propriedades serão planejados para o atendimento dos critérios previstos pelo sistema de seleção”, ressalta Ferrugem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos objetivos do projeto é possibilitar que os produtores projetem sua própria “ovelha do futuro”, utilizando a genética das quatro características ou aquela que seja do seu interesse. “Queremos que o próprio produtor desenvolva a sua ovelha do futuro, de acordo com seus objetivos e sistema de produção”, diz o pesquisador&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/259092/joao-carlos-pinto-oliveira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">João Carlos de Oliveira</a>. Ou seja, se um produtor já cria ovinos de raças naturalmente deslanadas, a genética de perda de lã não vai interessar, mas as outras podem trazer melhorias e ganhos para a sua criação e, do mesmo modo, com as demais características selecionadas.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_OvelhadoFuturo_Keke+Barcellos_gen%C3%A9tica+booroola+propicia+maior+n%C3%BAmero+de+partos.jpg/471a4094-f1a0-73fe-3249-de331e9a50ab?t=1758929123475" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Maior prolificidade para aumentar a rentabilidade</strong>A Embrapa Pecuária Sul já possui um histórico de trabalhar com o incremento da prolificidade em ovinos, que aumenta a possibilidade de nascimentos de dois ou mais cordeiros por ovelha parida. Há mais de 20 anos a instituição vem disseminando essa genética em rebanhos comerciais. Esse trabalho começou com a introdução do gene Booroola, identificado em ovinos da raça Merino Australiano, e trazido pela Embrapa para o Brasil. “A partir da multiplicação dessa genética no rebanho da instituição em Bagé, ela foi repassada para produtores, e hoje está distribuída em rebanhos de diferentes raças criadas na região Sul”, ressalta o pesquisador&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/308609/carlos-jose-hoff-de-souza" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Carlos Hoff de Souza</a>.A partir da prospecção entre produtores e do registro genealógico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (<a href="https://www.arcoovinos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arco</a>), foram identificadas mais duas mutações genéticas com essas características: o gene Embrapa, encontrado inicialmente na raça Santa Inês; e o Vacaria, em ovinos da raça Ile de France. A introdução dessa genética propicia um aumento na produtividade dentro da propriedade, uma vez que aumenta o número de cordeiros comercializados sem a necessidade de mais matrizes, representando mais rentabilidade para o produtor.&nbsp;<strong>Foto:</strong>&nbsp;Keke Barcellos (Genética Booroola propicia maior número de partos múltiplos)&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ganhos com aumento médio no peso e no rendimento das carcaças</strong>O gene batizado de Bombacha pelos pesquisadores, que possibilita melhor conformidade e maior rendimento de carcaça, foi identificado inicialmente em ovinos Texel, raça criada para produção de carne. O Bombacha está relacionado com a&nbsp; conformação da parte traseira dos ovinos, gerando mais carne em cortes comercializados, como o pernil. De acordo com Souza, com o gene espera-se em torno de 9% de aumento no peso médio das carcaças &#8211; de 17 kg para 18,5 kg, e 5% de ganho no rendimento médio das carcaças &#8211; de 40% para 42%.O objetivo, segundo o pesquisador, também está relacionado com o aumento da produtividade e da renda dos produtores. “Com o incremento médio no peso e no rendimento da carcaça, o produtor consegue receber mais com as vendas dos cordeiros”, complementa. O gene já foi introduzido em outras raças produzidas no rebanho da Embrapa e é um dos componentes da seleção assistida que será disseminada em criações comerciais.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_OvelhadoFuturo_Carlos+Hoff+de+Souza_despeleamento2.jpg/0e95938e-4ccc-046d-f583-9684be9124ee?t=1758928362222" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Perda natural de lã diminui necessidade de mão de obra</strong>Outra característica genética disponibilizada pelo projeto de seleção assistida da Embrapa Pecuária Sul é a perda espontânea de lã. Com a queda dos preços pagos pela lã ovina a partir dos anos 2000, com exceção de lãs extrafinas de algumas raças específicas para essa finalidade, e acentuada durante a pandemia, a comercialização de lã praticamente não rende nada para o produtor. Além disso, com a redução do rebanho no Estado, a disponibilidade de mão de obra para o trabalho com os ovinos é cada vez menor e os preços para a execução da tosquia anual vêm se tornando um importante componente das despesas no sistema de produção, sem retorno econômico com a comercialização de lãs acima de 21 micra (o equivalente a 0,021 mm de diâmetro de fibra, também conhecida como “finura” da lã).De acordo com Oliveira, o custo da tosquia na região de Bagé atualmente gira em torno de R$ 12 por ovelha ao ano, e esse custo muitas vezes supera o preço pago pela a lã produzida. “Isso na região de Bagé, que possui uma longa tradição na ovinocultura. Em outras regiões, esse preço pode ser bem mais elevado”, pontua o pesquisador. Com a introdução de animais que perdem a lã naturalmente é possível uma redução de, pelo menos, 50% no número de animais tosquiados anualmente.A seleção dos reprodutores foi realizada a partir do fenótipo, ou seja, pela observação e seleção dos animais que manifestaram essa característica. Isso foi possível depois do cruzamento de raças deslanadas, como a Santa Inês, com raças lanadas criadas na região Sul e presentes no rebanho da Embrapa.&nbsp; De acordo com Souza, os resultados já disponíveis ainda não são suficientes para um completo entendimento da base gênica referente à variação fenotípica nos animais que perdem espontaneamente a lã. Também está prevista no projeto a coleta de amostras do DNA das progênies dos acasalamentos pré-planejados nos rebanhos comerciais para a formação de um banco de dados, visando proporcionar futuros estudos de associação genômica ampla.&nbsp;<strong>Foto:</strong>&nbsp;Carlos Hoff de Souza&nbsp;(Despeleamento natural é uma das características buscadas na seleção assistida)</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250930_OvelhadoFuturo_Carlos+Hoff+de+Souza_despeleamento1.jpg/673137e2-f2b4-363a-51cf-49975a1c2915?t=1758930183393" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Resistência à verminose melhora desempenho e reduz custos</strong>O projeto prevê ainda a seleção de ovinos mais resistentes a verminoses que infectam os rebanhos e causam prejuízos para o produtor, com a morte de animais, diminuição do desenvolvimento e do ganho de peso dos cordeiros, além de custos com a utilização de vermífugos. Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/304419/magda-vieira-benavides" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Magda Benavides</a>, a seleção está sendo feita a partir da manutenção nos rebanhos de animais que apresentam maior resistência natural e a eliminação daqueles que são mais suscetíveis aos parasitas. Esse processo de seleção está sendo realizado tanto no rebanho da Embrapa quanto nos de produtores parceiros.A identificação dos animais mais resistentes é feita a partir de um exame chamado de OPG (Ovos de parasitos por Grama), realizado nas fezes dos ovinos. A metodologia prevê a avaliação de reprodutores quanto à suscetibilidade a infecções de helmintos através de, pelo menos três, exames de OPG, entre o desmame e o acasalamento. Conforme os resultados de exames, os animais serão ranqueados quanto aos dados de OPG e 25% das fêmeas, com valores de OPG mais elevados, são descartadas. De acordo com Benevides, o trabalho inicialmente está sendo feito com fêmeas, mas logo será estendido para machos.A pesquisadora salienta também que, com essa seleção, um dos objetivos é, no futuro, reduzir em 50% o número de doses de medicação aplicadas anualmente nos rebanhos. “Historicamente, os produtores tratam os rebanhos com vermífugos pelo menos seis vezes ao longo do ano. O esperado é que as linhagens selecionadas sejam tratadas, no máximo, três vezes, o que proporciona, além da redução do custo com medicamentos pela metade, melhores condições de criação, menor contaminação ambiental, bem como melhores condições de bem-estar animal e sanitárias”, acrescenta.Além disso, aumentando o número de animais mais resistentes, espera-se a redução da contaminação parasitária das pastagens em função do descarte de animais persistentemente infectados, ou seja, aqueles que mantêm o número alto de larvas infectantes na pastagem e, assim, perpetuam a presença dos parasitas no campo. Outro efeito está relacionado com a desaceleração da resistência dos parasitas aos princípios químicos dos vermífugos, com a menor aplicação dos medicamentos.&nbsp;<strong>Foto:&nbsp;</strong>Carlos Hoff de Souza</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fernando Goss&nbsp;(1065 MTb-SC)<br>Embrapa Pecuária Sul<br><br><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>pecuaria-sul.imprensa@embrapa.br<br><strong>Telefone:</strong>&nbsp;(53) 32404749</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Emprapa / Foto: Keke Barcellos</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="EDUCAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3q1ypPzUuq4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/melhoramento-genetico-impulsiona-criacao-da-ovelha-do-futuro/">Melhoramento genético impulsiona criação da “ovelha do futuro”</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo mostra como o Brasil pode reduzir em até 38% a pegada de carbono na produção de trigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 19:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 15 de abril de 2025 Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 15 de abril de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no País.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="148095" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/04/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-148095"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Publicada no <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S095965262404099X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">periódico científico Journal of Cleaner Production</a>, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha. Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,50 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>O que é pegada de carbono?</strong> É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, explica a pesquisadora da <a href="http://www.embrapa.br/meio-ambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Meio Ambiente</a> (SP) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/301029/marilia-ieda-da-silveira-folegatti-matsuura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marília Folegatti</a>. Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora da <a href="http://www.embrapa.br/agroindustria-tropical" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Agroindústria Tropical</a> (CE) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/304470/maria-clea-brito-de-figueiredo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maria Cléa Brito de Figueiredo</a> lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_João_Leonardo_Pires_fertilizante+alternativo.jpg/1aa916ed-c9bf-7849-3914-090acc0c2032?t=1744604567217" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Joa%CC%83o_Leonardo_Pires_fertilizante+alternativo.jpg/1aa916ed-c9bf-7849-3914-090acc0c2032?t=1744604567217" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto:</strong> João Leonardo Pires</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35&#8243;, avalia <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/349053/alvaro-augusto-dossa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Álvaro Dossa</a>, analista da <a href="https://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a> (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_gráfico.png/7c8ef3f5-ce59-ffd6-e428-4e0623e071e4?t=1744603709358" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_gra%CC%81fico.png/7c8ef3f5-ce59-ffd6-e428-4e0623e071e4?t=1744603709358" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Gráfico comparativo da pegada de carbono para produção de trigo: 1 kg CO2-eq para cada 1 kg de trigo produzido.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Fonte: Embrapa Trigo 2025, com base na revisão de literatura.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a pesquisadora da <a href="https://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a> (RS) <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/322244/vanderlise-giongo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vanderlise Giongo</a>, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Diogo_Zanatta_farinha+de+trigo.jpg/8c29391e-ac05-d304-6e0d-552f4af7cfc6?t=1744604362863" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Indicadores para a produção de farinha de trigo</strong> A parceria com a Moageira Irati permitiu aos pesquisadores fazer um recorte no estudo para avaliar a pegada de carbono na farinha de trigo produzida no Brasil. Foram avaliadas todas as etapas envolvidas no processo de produção da farinha, desde a lavoura (cultivo e manejo), passando pela logística de transporte e chegada na indústria (limpeza, secagem e armazenamento), até o processo de transformação dos grãos em farinha (umidificação e moagem). A pegada de carbono na produção brasileira de farinha de trigo variou de 0,67 (a partir de grãos originados em grandes propriedades) a 0,80 (origem em pequenas propriedades).&nbsp;Número inferior as médias registradas na Espanha (0,89) e na Itália (0,95), por exemplo. Um dos fatores competitivos do Brasil em relação aos países de clima temperado, está a maior incidência de luz solar, o que permite o aproveitamento de energia fotovoltaica, recurso natural renovável que pode ser utilizado em várias etapas na indústria. De acordo com o empresário Marcelo Vosnika, diretor da&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/moageira.irati/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Moageira Irati</a>, a produção de alimentos com menor impacto ambiental é uma demanda ainda latente no consumidor, mas cada vez mais valorizada pelo mercado. “Estamos trabalhando para mostrar ao mundo como nosso modelo de produção de trigo está associado à uma agricultura resiliente e de baixo carbono. Para provar que a nossa farinha vem de uma produção sustentável, precisamos validar cientificamente os resultados deste projeto. Acredito que a iniciativa vai gerar boas oportunidades de negócios para todos os envolvidos na cadeia do trigo brasileiro”, afirma o diretor da Moageira Irati, Marcelo Vosnika. A expectativa dos pesquisadores da Embrapa envolvidos no projeto é de que os resultados do ciclo de vida do trigo sejam utilizados para avaliar outros produtos a exemplo da farinha, como na cadeia de carnes e de energia. “A primeira etapa, que é a avaliação da pegada de carbono do trigo no campo, já está pronta e pode servir de base para diversas outras cadeias que utilizam o trigo no processo industrial”, avalia Vanderlise Giongo, destacando que o objetivo da pesquisa é promover alternativas para uma agricultura ambientalmente mais sustentável: “Esperamos que os resultados desse projeto possam orientar modelos de produção sustentável, desencadeando uma nova era para o trigo brasileiro”. &nbsp; <strong>Foto:</strong> Diogo Zanatta</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_PegadaCarbonoTrigo_Luiz_Magnante_máquina_ACV_trigo.jpg/bfefbce4-cb4f-201f-0a59-192e7bafb3b5?t=1744605520889" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Como foi feita a pesquisa</strong> A pesquisa é um dos resultados do projeto “<a href="https://www.embrapa.br/trigo/busca-de-projetos/-/projeto/221384/indicadores-e-tecnologias-esg-na-moagem-de-trigo-paranaense" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Indicadores e tecnologias ESG (environment, social and governance) na moagem de trigo paranaense</a>”, iniciado em 2023, por meio da parceria da&nbsp;<a href="http://www.embrapa.br/trigo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Trigo</a>&nbsp;(RS) com a&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/moageira.irati/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Moageira Irati</a>. O estudo acompanhou 61 produtores rurais no Sudeste do Paraná, durante a safra de trigo 2023/2024, quando foram avaliados diversos indicadores de sustentabilidade, verificando o impacto da emissão de carbono antes da porteira (fertilizantes, defensivos, sementes), durante o processo de produção (semeadura, tratos culturais, colheita e transporte) e na indústria (secagem, energia, resíduos). “Coletamos todas as informações sobre entradas e saídas de insumos e dos processos do sistema de produção para avaliar o ciclo de vida do trigo até a elaboração do produto final”, conta o analista da Embrapa&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/349053/alvaro-augusto-dossa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Álvaro Dossa</a>. As propriedades participantes do projeto trabalham com trigo de sequeiro em sistema de rotação de culturas e plantio direto na palha há, aproximadamente, 30 anos. O estudo considerou fatores como o tamanho das propriedades, o tipo de fertilizantes utilizados e as cultivares, entre outros, relacionando com os potenciais impactos ambientais. Com base nos dados, foi possível identificar dois tipos de produtores de trigo, em que o tamanho das propriedades era o principal fator de diferenciação. Assim, a pegada de carbono (quilo de CO2&nbsp;para cada quilo de trigo produzido) chegou a 0,58 nas pequenas propriedades e a 0,47 nas grandes propriedades. “A segmentação permitiu melhor representar a realidade da produção de trigo e farinha da região do estudo, pois não seria correto o pequeno produtor, que representa a maioria, ser agrupado com produtores grandes, empresariais, já que isso pode alterar os resultados e possíveis recomendações futuras”, explica Dossa. A metodologia utilizada na pesquisa do trigo brasileiro foi a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que permite verificar os impactos ambientais associados a todos os estágios do ciclo de vida de um produto. A ACV segue uma padronização internacional (ISO 14040 e ISO 14044) e considera também indicadores de pegada hídrica e potencial de aquecimento global. &nbsp; <strong>Foto:</strong> Luiz Magnante</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Joseani Antunes (MTb 9.693/RS)<br>Embrapa Trigo<br><br>Contatos para a imprensa<br>trigo.imprensa@embrapa.br<br>Telefone: (54) 3316-5800</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)<br>Embrapa Meio Ambiente<br><br>Contatos para a imprensa<br>meio-ambiente.imprensa@embrapa.br<br>Telefone: (19) 3311-2608</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Moura (MTb 1.681/CE)<br>Embrapa Agroindústria Tropical<br><br>Contatos para a imprensa<br>ricardo.moura@embrapa.br<br>Telefone: (85) 3391-7117</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EMBRAPA / Foto: Raoni Locatelli/A adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no País.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PERIODONTIA, IMPLANTES E ODONTOLOGIA DIGITAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lcAEN51K1Es?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/estudo-mostra-como-o-brasil-pode-reduzir-em-ate-38-a-pegada-de-carbono-na-producao-de-trigo/">Estudo mostra como o Brasil pode reduzir em até 38% a pegada de carbono na produção de trigo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Doenças em lavouras devem se intensificar com as mudanças climáticas, alerta Embrapa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 19:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Lavouras]]></category>
		<category><![CDATA[mudancaas climaticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 15 de abril de 2025 A crise climática terá sérios efeitos no campo: doenças de plantas mais severas, resistentes e difíceis de controlar. Um estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa indica que cerca de 46% das doenças agrícolas que ocorrem no Brasil devem se tornar mais severas até o ano de 2100, com impacto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 15 de abril de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise climática terá sérios efeitos no campo: doenças de plantas mais severas, resistentes e difíceis de controlar. Um <a href="http://www.mdpi.com/2223-7747/13/17/2447" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> conduzido por pesquisadores da Embrapa indica que cerca de 46% das doenças agrícolas que ocorrem no Brasil devem se tornar mais severas até o ano de 2100, com impacto direto sobre culturas estratégicas como arroz, milho, soja, café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas. O aumento da temperatura e as alterações no regime de chuvas devem favorecer fungos, vírus e vetores, exigindo do País uma reestruturação nos sistemas de monitoramento e controle fitossanitário.&nbsp; &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="148095" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/04/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-148095"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A projeção vem de uma ampla revisão científica que avaliou 304 patossistemas (conjunto formado por patógeno e planta hospedeira) relacionados a 32 das principais culturas agrícolas brasileiras. O levantamento mostra que os fungos são os patógenos mais recorrentes, presentes em quase 80% dos casos avaliados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenças_Embrapa_oídio+em+abóbora.jpg/7c7f7c7f-f909-8e3d-69aa-e1520010a964?t=1744601640105" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Mais calor, mais doenças</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas devem tornar o ambiente ainda mais propício à disseminação de patógenos. O estudo destaca que o aumento médio da temperatura pode ultrapassar os 4,5°C em algumas regiões brasileiras até o fim do século, se o mundo não tomar medidas para frear as mudanças climáticas. Para doenças causadas por fungos, como antracnose e oídio <strong>(foto à direita, na abóbora)</strong>, esse cenário cria condições ideais para a proliferação. Alterações nas chuvas, com períodos mais secos ou intensamente úmidos, também interferem na dinâmica das doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A previsão de doenças em um cenário de mudança climática é um desafio complexo que exige a continuidade das pesquisas e implementação de novas estratégias de adaptação”, afirma a pesquisadora <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/323191/francislene-angelotti" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francislene Angelotti</a>, da <a href="http://www.embrapa.br/semiarido" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Semiárido</a> (PE). Ela ainda enfatiza a importância de investimentos para fortalecer os sistemas e estruturas fitossanitários nacionais e promover a inovação científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto: </strong>Divulgação (oídio em abóbora)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vetores em expansão</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não são apenas os fungos que preocupam. As doenças transmitidas por vetores, como pulgões, cochonilhas, tripes, moscas-brancas <strong>(foto abaixo)</strong> e ácaros, também devem aumentar de importância em todo o território nacional. Segundo o pesquisador <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/234237/wagner-bettiol" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wagner Bettiol</a>, da <a href="http://www.embrapa.br/meio-ambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Meio Ambiente</a> (SP), o ciclo de vida desses insetos se torna mais curto com o calor, e a sua longevidade tende a aumentar. Isso significa populações maiores, mais ativas e por mais tempo durante o ano. A consequência é um risco elevado para culturas como batata, banana, tomate, citros e milho, que já são afetados por essas pragas.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenças_Claudio_Leone_mosca+branca+em+citros.jpg/5ca89e61-55d8-c99a-9bf6-d46eed0b496c?t=1744599852025" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenc%CC%A7as_Claudio_Leone_mosca+branca+em+citros.jpg/5ca89e61-55d8-c99a-9bf6-d46eed0b496c?t=1744599852025" alt=""/></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Foto:</strong> Claudio Leone (mosca branca em citros)</h3>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Impacto sobre defensivos agrícolas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas apontam que as mudanças climáticas podem afetar a eficácia dos defensivos agrícolas, exigindo ajustes nas estratégias de controle fitossanitário. Toda a dinâmica dos fungicidas nas plantas (a maneira como eles são absorvidos, transportados e degradados) pode se alterar com o novo cenário climático o qual também provocará alterações morfológicas e fisiológicas nas plantas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o uso de produtos químicos pode se tornar menos eficiente ou exigir mais aplicações, o que aumenta custos e riscos ambientais. Esse cenário já impulsiona a busca por alternativas, especialmente os chamados agentes biológicos de controle, como os biopesticidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Brasil é líder em biocontrole, mas precisa avançar</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é hoje o maior produtor e consumidor de biopesticidas no mundo e tem a maior área agrícola sob controle biológico. Segundo projeção da consultoria Research and Markets, o mercado global desses produtos deve atingir 19,49 bilhões de dólares até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do protagonismo, pesquisadores alertam que o País precisa reforçar a adaptação desses bioagentes às novas condições climáticas. “Precisamos desenvolver, com urgência, bioherbicidas e produtos biológicos que aumentem a eficiência do uso de nitrogênio e reduzam o estresse abiótico das plantas”, defende Bettiol. Ele também defende o avanço na criação de soluções biológicas para o controle de doenças estratégicas como a ferrugem asiática da soja e a ferrugem do cafeeiro, além da seleção de agentes de biocontrole adaptados ao novo clima.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenças_Antonio_Neto_ferrugem+da+soja.jpg/bd0c10ce-c6a9-573a-084c-a04708911de4?t=1744600182850" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenc%CC%A7as_Antonio_Neto_ferrugem+da+soja.jpg/bd0c10ce-c6a9-573a-084c-a04708911de4?t=1744600182850" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto:</strong> Antonio Neto (soja com ferrugem)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Monitoramento e ação coordenada</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do cenário projetado, os especialistas recomendam uma combinação de ações para proteger os campos brasileiros como análise de risco, prevenção, adaptação, fortalecimento da vigilância fitossanitária, ampliação de investimentos em pesquisa e incentivo à cooperação internacional. Entre as medidas de curto prazo estão o uso de sistemas de cultivo diversificados, a integração de diferentes tecnologias de manejo, o emprego de agentes biológicos e a adoção de modelos de previsão e alerta de epidemias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O enfrentamento desses desafios exige políticas públicas eficazes e um esforço coordenado entre agricultores, cientistas e governos para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agrícola”, reforça Angelotti. Ela destaca que a adaptação às mudanças climáticas no campo não pode depender apenas dos agricultores: é preciso uma articulação entre ciência, governo e setor produtivo.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenças_Embrapa_esquema.jpg/5bda4ce3-adeb-b3f1-cdc4-a38ed14f1cc4?t=1744601008083" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/250415_ClimaSeveridadeDoenc%CC%A7as_Embrapa_esquema.jpg/5bda4ce3-adeb-b3f1-cdc4-a38ed14f1cc4?t=1744601008083" alt=""/></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Risco fitossanitário é estratégico para o País</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também aponta para a ampla gama de patógenos vegetais do Brasil, em função de sua diversidade agrícola que se estende por um vasto território com climas variados, abrangendo plantas tropicais e temperadas. Essas características reforçam a necessidade da realização de avaliações regionalizadas com base na dinâmica dos problemas fitossanitários nas diferentes áreas produtoras e em cenários futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/304200/emilia-hamada" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Emília Hamada</a>, da Embrapa Meio Ambiente, enfatiza a importância de estudos sobre a distribuição espacial e temporal de patógenos nos cenários de risco às mudanças climáticas. Para ela, é necessário que eles contenham experimentações em condições de campo para identificar a vulnerabilidade e adotar medidas de proteção aos sistemas de cultivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conta que as projeções climáticas indicam aumentos de temperatura no Brasil de até 4,5°C até 2100, em determinadas regiões e estações do ano. Além disso, Hamada explica, que os resultados indicam agravamento do risco de doenças fúngicas, como antracnose e oídio, em função dos aumentos de temperatura e alterações no regime de chuvas, a depender da região do País.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cenários de risco são cruciais para identificar a vulnerabilidade dos sistemas de cultivo a doenças em cenários de mudanças climáticas e mais avanços científicos são necessários para prevenir efetivamente danos econômicos e ambientais, complementa Hamada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ciência e adaptação como caminhos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo da Embrapa destaca que as mudanças climáticas já estão moldando o futuro da agricultura brasileira. Se nada for feito, os prejuízos econômicos e ambientais podem ser severos. Mas, com planejamento, inovação e ações coordenadas, o País pode transformar o desafio em oportunidade para modernizar seu sistema de defesa vegetal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A íntegra do estudo está disponível <a href="http://www.mdpi.com/2223-7747/13/17/2447" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)<br>Embrapa Meio Ambiente<br><br>Contatos para a imprensa<br>meio-ambiente.imprensa@embrapa.br<br>Telefone: (19) 3311-2608</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EMBRAPA / As mudanças climáticas devem tornar o ambiente ainda mais propício à disseminação de patógenos, a exemplo do fungo que causa a doença brusone. Na foto, trigo com brusone / Foto: Flávio Martins Santana</p>



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		<title>Orçamento da Embrapa cresce 114%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 13:31:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste ano, estatal vai ter R$ 335,1 milhões para custear pesquisas agrícolas Por Rafael Walendorff &#8211; Quarta, 2 de abril de 2025 Após uma longa temporada de redução orçamentária, o volume de recursos para pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) voltará a crescer. Neste ano, a estatal vai ter R$ 335,1 milhões iniciais para aplicar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Neste ano, estatal vai ter R$ 335,1 milhões para custear pesquisas agrícolas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://globorural.globo.com/autores/rafael-walendorff/">Rafael Walendorff</a> &#8211; Quarta, 2 de abril de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma longa temporada de redução orçamentária, o volume de recursos para pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) voltará a crescer. Neste ano, a estatal vai ter R$ 335,1 milhões iniciais para aplicar nas atividades de pesquisa, o que representará um aumento de 114% em relação a 2024. O montante para essa finalidade é o maior desde 2019.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="720" height="90" data-id="147581" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/04/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px.gif" alt="" class="wp-image-147581"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dez anos, os repasses da União para o financiamento das pesquisas da Embrapa caíram 80%. A expectativa da estatal é retomar projetos que ela deixou em segundo plano recentemente e abrir chamados para novas pesquisas, o que não foi possível fazer no ano passado em virtude das restrições orçamentárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, a empresa teve R$ 156,4 milhões para pesquisas, o que fez com que ela tivesse que paralisar algumas atividades. Muitas unidades ficaram com as contas no vermelho e relataram dificuldades para pagar contas de serviços básicos, como energia elétrica e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Agricultura articulou o reforço orçamentário para este ano com a Casa Civil. Esse trabalho incluiu um acordo recente no conselho de administração da Embrapa que previa a complementação do caixa da empresa na mesma proporção dos recursos próprios que a empresa arrecada com royalties e serviços e que vão para o cofre geral da União. Na reta final da votação do orçamento no Congresso Nacional, o governo enviou ofício em que cortou recursos do ministério e aumentou os valores para a estatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos para pesquisas previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025 são discricionários, o que significa que eles podem ser alvo de bloqueios e contingenciamentos ao longo do ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda precisa sancionar a lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estatal tem ainda R$ 4 bilhões para pagamentos de salários, que são despesas fixas protegidas de cortes, e R$ 182,2 milhões para a manutenção e investimentos nas unidades, boa parte dos recursos (R$ 148,1 milhões) oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O orçamento geral da estatal neste ano chegará a R$ 4,7 bilhões.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Apesar do reforço, o valor ainda está aquém do ideal. Na estimativa da Embrapa, a demanda é de R$ 510 milhões por ano para financiamento das pesquisas. Ao incluir emendas parlamentares individuais, o orçamento discricionário poderá chegar a R$ 364,3 milhões em 2025.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">“Com o orçamento aprovado, a Embrapa poderá retomar investimentos e fortalecer suas ações em pesquisa e inovação. Esse orçamento é decisivo para a empresa recuperar sua atuação plena, garantir a continuidade dos projetos e permitir novas ações estratégicas para o país”, afirmou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a empresa usará os recursos para modernizar laboratórios, atualizar campos experimentais e investir em novas tecnologias. A estatal não informou quantas e quais pesquisas novas poderá iniciar com esse dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2014, o orçamento de custeio das pesquisas da Embrapa foi de R$ 816 milhões, valor que caiu sucessivamente nos últimos anos, mesmo na atual gestão. Em 2023, a previsão orçamentária para pesquisas foi de R$ 173,1 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns pesquisadores experientes da estatal ainda estão reticentes com o reforço no orçamento. Um deles lembrou que o recurso não vai somente para o financiamento da pesquisa em si, mas também para as despesas ordinárias de custeio oriundas desse processo, inclusive as contas de serviços básicos, como o combustível para os veículos dos pesquisadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo esse pesquisador, que falou sob anonimato, quando falta dinheiro, pesquisas são sacrificadas, e a administração precisa dar prioridade a despesas correntes de aluguel, água, luz, telefone, internet, transporte e restaurante. “Se for cortado qualquer um desses itens, a unidade para”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa dos cientistas cresceu após a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciar na semana passada o plano de fazer repasses anuais de R$ 100 milhões à estatal para uso em pesquisas. Os recursos serão provenientes do sistema S.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) disse na semana passada que o aporte da CNA vai atrair mais parceiros para que a pesquisa não seja interrompida. Ela afirmou que a parceria inclui uma “curadoria” da entidade para saber onde os recursos serão aplicados. “Essa empresa é a joia da coroa, mas está deixando de ser joia para ser quinquilharia se alguém não colocar a mão para ajudar”, disse ela em discurso no Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Embrapa nega que haverá direcionamento nas pesquisas e afirma que a proposta da CNA está em fase inicial de discussão. A ideia é formar um consórcio que evolua para a criação de um fundo, com garantia de previsibilidade do aporte de recursos da CNA e de outros apoiadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Globo Rural / Nos últimos dez anos, os repasses da União para o financiamento das pesquisas da Embrapa caíram 80% — Foto: Divulgação/Embrapa<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="REINAUGURAÇÃO DA CDL E FORTALECIMENTO DO COMÉRCIO LOCAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FVAGQkDgHTo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/orcamento-da-embrapa-cresce-114/">Orçamento da Embrapa cresce 114%</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisa sobre a reprodução do pirarucu pode revolucionar a aquicultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 03:23:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[aquicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Peixe]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pirarucu]]></category>
		<category><![CDATA[reproducao]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa inédita viabiliza reprodução artificial da espécie, garantindo oferta de alevinos e fortalecendo o setor produtivo Por thiago Dantas &#8211; Quarta, 5 de fevereiro de 2025 Pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) alcançaram um marco na reprodução artificial do pirarucu (Arapaima gigas), espécie amazônica valorizada pela gastronomia e moda. Pela primeira vez, foi possível [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa inédita viabiliza reprodução artificial da espécie, garantindo oferta de alevinos e fortalecendo o setor produtivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por thiago Dantas &#8211; Quarta, 5 de fevereiro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da<strong><a href="https://www.canalrural.com.br/tag/embrapa/"> Embrapa</a></strong> Pesca e Aquicultura (TO) alcançaram um marco na reprodução artificial do <strong><a href="https://www.canalrural.com.br/tag/pirarucu/">pirarucu</a></strong> (Arapaima gigas), espécie amazônica valorizada pela gastronomia e moda. Pela primeira vez, foi possível coletar e analisar o sêmen do peixe, passo essencial para consolidar um protocolo de reprodução em cativeiro e garantir oferta contínua de alevinos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="720" height="90" data-id="141760" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt="" class="wp-image-141760"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">O avanço é fruto de nove anos de pesquisa no âmbito do projeto internacional Aquavitae e já traz impactos para piscicultores. Com a técnica de sexagem por canulação, produtores aumentaram a taxa de reprodução de duas para até sete por casal ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa descreve pela primeira vez as células espermáticas da espécie. Os pesquisadores da Embrapa desenvolveram métodos para identificar o sexo e coletar sêmen do peixe, feitos que não eram factíveis há poucos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método já permitiu que piscicultor obtivesse até sete reproduções por ano, em vez de duas, após a adoção da técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próximo desafio dos cientistas é aprimorar a fertilização artificial e desenvolver um método de criopreservação do sêmen, possibilitando maior controle reprodutivo da espécie. Ainda no âmbito da Criopreservação, os pesquisadores pretendem avançar com a domesticação completa do pirarucu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi publicado na revista científica Fishes e representa um avanço para a aquicultura sustentável no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Com informações da Agência Embrapa de Notícias</em> / Foto: Simone Yokoyama Oliveira/Embrapa</p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/pesquisa-sobre-a-reproducao-do-pirarucu-pode-revolucionar-a-aquicultura/">Pesquisa sobre a reprodução do pirarucu pode revolucionar a aquicultura</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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