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	<title>Energia Limpa |</title>
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	<title>Energia Limpa |</title>
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		<title>Bahia avança na transição energética com reativação de fábrica em Jacobina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 16:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarta, 28 de janeiro de 2026 O setor de energias renováveis da Bahia ganha um importante reforço com o anúncio do contrato firmado entre a EDF Renewables e a Goldwind, acordo que consolida o estado como um dos principais polos da cadeia eólica no Brasil. A solenidade que oficializou a parceria para a reativação da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta, 28 de janeiro de 2026</p>



<p>O setor de energias renováveis da Bahia ganha um importante reforço com o anúncio do contrato firmado entre a EDF Renewables e a Goldwind, acordo que consolida o estado como um dos principais polos da cadeia eólica no Brasil. A solenidade que oficializou a parceria para a reativação da Fábrica de Torres de Aço, no município de Jacobina, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e foi realizada na sede da Goldwind, em Camaçari, nesta terça-feira (27). A iniciativa reforça o compromisso com a geração de empregos, o desenvolvimento industrial e a transição energética da Bahia.</p>



<p>A retomada da unidade industrial em Jacobina representa um impacto direto na economia regional, com a reativação da cadeia produtiva ligada à fabricação de componentes eólicos e a ampliação de oportunidades de trabalho. A iniciativa integra um conjunto de investimentos estruturantes que posicionam a Bahia como referência nacional na produção de energia limpa.</p>



<p>Durante o anúncio, o governador destacou a relevância dos investimentos para o futuro energético do estado. Segundo ele, a atração de grandes projetos no setor de renováveis fortalece a economia baiana, promove a geração de empregos qualificados e contribui de forma decisiva para a agenda de transição energética e desenvolvimento sustentável. &#8220;Agora precisamos garantir que essa energia produzida no nosso semiárido, possa ser usada pela indústria no próprio semiárido. A geração de energia renovável, de energia limpa do sol e do vento, garante que a Bahia seja produtora de hidrogênio verde&#8221;, enfatizou Jerônimo, acompanhado pelo vice-governador Geraldo Júnior.</p>



<p>O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, ressaltou que a reativação da fábrica de torres e a ampliação dos investimentos no setor eólico demonstram a capacidade da Bahia de atrair projetos estruturantes, com efeitos positivos sobre a indústria, a inovação e a competitividade regional. &#8220;Esta cadeia que interage agora, mostra pra o mundo que aqui nós temos um bom ambiente, um bom ecossistema para atrair esses investimentos, nos mais diversos segmentos, desde datacenter até fábrica de baterias&#8221;, apontou Ângelo.</p>



<p>O projeto conta com incentivos fiscais formalizados em protocolo de intenções assinado entre a Goldwind e o Governo da Bahia em março de 2023 e inclui ainda a implantação de um parque de fornecedores de componentes eólicos, com pelo menos seis empresas do setor, entre elas a Sinoma, já instalada no estado.</p>



<p>Além do avanço industrial, o acordo também marca um novo capítulo em inovação tecnológica. A Goldwind anunciou parceria com o SENAI Cimatec para a implantação do primeiro projeto de Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) integrado a um aerogerador da empresa. A iniciativa será instalada no município baiano de Tanque Novo e representa um marco para o setor elétrico ao associar geração e armazenamento de energia renovável em um mesmo sistema. “A reativação dessa fábrica, com o produto de alta tecnologia, que compõem os maiores aerogeradores fabricados no hemisfério sul é motivo de alegria para toda comunidade científica, é uma parceria extremamente importante”, disse o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI Cimatec, Luis Breda.</p>



<p>Para o diretor-presidnete da BahiaInvest, Paulo Guimarães, a parceria com o SENAI Cimatec tem um significado especial. “Isso é muito importante porque significa que nós estamos internalizando na Bahia esta tecnologia. Então, não seremos simplesmente fabricantes diversos ou utilizadores diversos, mas desenvolvedores de tecnologia”, pontuou Guimarães.</p>



<p><strong>Unidade Camaçari</strong></p>



<p>Em agosto de 2024 a Goldwind inaugurou em Camaçari sua fábrica de aerogeradores para produção de energia eólica — a primeira unidade da companhia fora da China. A Bahia foi escolhida após vencer uma disputa com o Ceará, em razão das melhores condições oferecidas para a instalação do empreendimento.</p>



<p>Com investimento de R$ 150 milhões, a unidade tem capacidade de produção de até 150 aerogeradores por ano, com potência entre 6,2 e 8,3 MW, patamar superior ao dos equipamentos atualmente produzidos no país. A expectativa é que a fábrica alcance participação de 25% a 30% no mercado brasileiro de turbinas eólicas, gerando cerca de 250 empregos diretos e 750 indiretos.</p>



<p><em><strong>Repórter: Laís Nascimento/GOVBA</strong></em></p>



<p>Fonte:Laís Nascimento/GOVBA</p>



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<iframe title="&quot;ADVOCACIA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FY4TbQ0g5pk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brasil deve investir até 2% do PIB ao ano em energia limpa até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relatório da Moody’s Rating alerta que o país precisa acelerar a descarbonização e eliminar o desmatamento para atingir o carbono zero em 2050 O Brasil precisará investir entre&#160;1% e 2% do PIB por ano até 2030&#160;para cumprir sua meta de&#160;neutralidade de carbono em 2050, segundo relatório da&#160;Moody’s Ratings. A agência afirma que, embora o país [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h5 class="wp-block-heading"><em><strong>Relatório da Moody’s Rating alerta que o país precisa acelerar a descarbonização e eliminar o desmatamento para atingir o carbono zero em 2050</strong></em></h5>



<p>O Brasil precisará investir entre&nbsp;<strong>1% e 2% do PIB por ano até 2030</strong>&nbsp;para cumprir sua meta de&nbsp;<strong>neutralidade de carbono em 2050</strong>, segundo relatório da&nbsp;<strong>Moody’s Ratings</strong>. A agência afirma que, embora o país tenha vantagens comparativas — como matriz elétrica limpa e abundância de biocombustíveis e minerais essenciais —, o desafio está em equilibrar o custo da transição com a vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Soluções baseadas na natureza são cruciais</strong></h5>



<p>O estudo destaca que&nbsp;<strong>as soluções baseadas na natureza (SbN)</strong>&nbsp;serão o principal pilar para conter os custos da descarbonização e evitar aumento excessivo da dívida pública. Agricultura, uso da terra e silvicultura representam&nbsp;<strong>60% das emissões nacionais</strong>&nbsp;e quase metade das exportações brasileiras. “Eliminar o desmatamento e expandir o reflorestamento são fundamentais para compensar as emissões da atividade agrícola”, afirma.</p>



<p>A agência avalia que os esforços atuais de mitigação ainda são insuficientes. Mesmo com a meta de reduzir entre&nbsp;<strong>59% e 67% das emissões até 2035</strong>, as reduções projetadas não colocariam o país no caminho do “net zero”. Para a Moody’s, um plano mais agressivo exigiria cortes próximos de&nbsp;<strong>85% até 2035</strong>, considerando o histórico de emissões do Brasil.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Custo bilionário da transição</strong></h5>



<p>A projeção da Moody’s indica que, no cenário de neutralidade de carbono, os investimentos necessários para descarbonizar energia, transporte e indústria somariam até&nbsp;<strong>2% do PIB anual até 2030</strong>. O governo responderia por cerca de&nbsp;<strong>40% do aporte</strong>, e o setor privado, por&nbsp;<strong>60%</strong>, o que poderia elevar a&nbsp;<strong>dívida/PIB em até 8,5 pontos percentuais até 2040</strong>&nbsp;Moody’s Ratings_Brasil_Soluções….</p>



<p>O relatório também aponta que, embora o setor energético responda por apenas&nbsp;<strong>5% das emissões nacionais</strong>, há necessidade de&nbsp;<strong>expandir a geração solar e eólica</strong>, já que a contribuição hidrelétrica se estabilizou. A Moody’s observa que a&nbsp;<strong>eletrificação dos transportes, edifícios e indústrias</strong>&nbsp;é essencial para reduzir outros 25% das emissões atuais.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Riscos econômicos e ambientais</strong></h5>



<p>O documento alerta que&nbsp;<strong>eventos climáticos extremos</strong>&nbsp;— como secas, enchentes e incêndios — podem&nbsp;<strong>reduzir o PIB brasileiro em até 20% até 2050</strong>&nbsp;se não houver adaptação adequada. O impacto ameaça setores estratégicos, incluindo a agricultura e a geração hidrelétrica, além de comprometer o papel da Amazônia como sumidouro de carbono.</p>



<p>A agência cita estudos do&nbsp;<strong>Banco Mundial</strong>&nbsp;e do&nbsp;<strong>FMI</strong>, que estimam investimentos ideais de&nbsp;<strong>0,25% a 0,5% do PIB ao ano em adaptação climática</strong>, especialmente na agricultura, para mitigar perdas futuras de produtividade. Sem medidas preventivas, o país poderia ver queda de até 2% na produção agrícola e aumento das importações de alimentos.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Seguro climático ainda é exceção</strong></h5>



<p>Outro ponto de atenção é o&nbsp;<strong>baixo índice de cobertura de seguros climáticos</strong>. Segundo o relatório, apenas&nbsp;<strong>20% da agricultura brasileira estava segurada em 2022</strong>, com concentração nas regiões Sul e Sudeste. “Os prêmios e sinistros aumentam durante secas e enchentes, e a cobertura nas áreas mais pobres é quase inexistente”, destaca.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Oportunidades e gargalos</strong></h5>



<p>Apesar dos riscos, a agência reconhece que o Brasil tem&nbsp;<strong>forte potencial de liderança na transição energética global</strong>. O país é&nbsp;<strong>referência em biocombustíveis</strong>&nbsp;(que respondem por um quarto do suprimento de energia) e possui&nbsp;<strong>reservas estratégicas de minerais críticos</strong>&nbsp;como níquel, grafite e manganês. No entanto, a Moody’s alerta que o país precisa de&nbsp;<strong>governança sólida e rigor ambiental</strong>&nbsp;para evitar que a expansão mineral e agrícola agrave o desmatamento ou os impactos sociais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A descarbonização pode gerar ganhos de exportação no longo prazo, mas esses ganhos não serão suficientes para compensar os custos domésticos da transição sem políticas de incentivo e adaptação,” resume o relatório.</p>



<p>Fonte: Money Report / Foto: Reprodução</p>
</blockquote>



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<p></p>
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		<title>Bahia lidera produção de energia limpa no país; investimentos devem somar R$ 50 bi em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 12:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estado finalizou 2024 com o melhor resultado por fonte eólica, com 23% da expansão da matriz nacional A Bahia lidera a produção de energia limpa no país. Segundo o governo do Estado, o resultado positivo tem sido fruto do trabalho na atração de empresas do setor para diversas regiões, com foco na transição energética. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estado finalizou 2024 com o melhor resultado por fonte eólica, com 23% da expansão da matriz nacional</p>



<p>A Bahia lidera a produção de energia limpa no país. Segundo o governo do Estado, o resultado positivo tem sido fruto do trabalho na atração de empresas do setor para diversas regiões, com foco na transição energética. A previsão é que até 2025 sejam investidos quase R$ 50 bilhões na construção de 74 usinas (63 eólicas e 11 solares).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>Ao todo são 441 usinas em operação, somando as duas fontes (eólica e solar), o suficiente para abastecer 28 milhões de residências. A maior parte delas é no setor eólico, que ultrapassou 10 gigawatts (GW) de capacidade instalada, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O estado finalizou o ano de 2024 com o melhor resultado de geração de energia elétrica por fonte eólica, com 23% da expansão da matriz nacional.</p>



<p>Em relação à geração solar fotovoltaica, os excelentes níveis de irradiação, com 2,4 GW de potência outorgada e 79 usinas em operação, deu à Bahia uma participação correspondente a 17% do segmento nacionalmente.</p>



<p>De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) mais de R$ 100 bilhões já foram injetados na produção de energia renovável no estado e mais de 160 mil empregos gerados.</p>



<p>“A Bahia desempenha o seu papel fazendo investimentos robustos em novas usinas. Estamos em uma condição estratégica bastante favorável para mantermos a liderança em energia eólica. Quanto à solar, temos a possibilidade de ainda avançarmos muito por conta do fator de capacidade de irradiação, conferido sob diversas medições por ano. Podemos dizer que estamos na posição de liderança na produção de energia renovável híbrida: eólica e solar”, afirmou Angelo Almeida, secretário de Desenvolvimento.</p>



<p>Fonte: Bahia.ba / Foto: Matheus Landim/GOVBA</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CONSCIÊNCIA NEGRA:SOCIEDADE ANTIRRACISTA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/jQfo1iWQXAI?start=558&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/bahia-lidera-producao-de-energia-limpa-no-pais-investimentos-devem-somar-r-50-bi-em-2025/">Bahia lidera produção de energia limpa no país; investimentos devem somar R$ 50 bi em 2025</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Hidrogênio verde: o que está por trás do interesse do Centrão nesta energia limpa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 11:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu discurso de abertura do ano legislativo, no qual distribuiu recados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), colocou como prioridade do Congresso a aprovação de projetos que decidiu chamar de &#8220;agenda verde&#8221;, o nome ligado a iniciativas pró-meio ambiente. Propostas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Vandson Lima</strong></li>



<li><strong>De Londres para a BBC News Brasil</strong></li>
</ul>



<p>Em seu discurso de abertura do ano legislativo, no qual distribuiu recados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), colocou como prioridade do Congresso a aprovação de projetos que decidiu chamar de &#8220;agenda verde&#8221;, o nome ligado a iniciativas pró-meio ambiente.</p>



<p>Propostas que ficam sob esse guarda-chuva &#8220;verde&#8221; também entraram no radar do Centrão, o grupo informal de legendas que ficou conhecido por não ter amarras ideológicas e se mover de acordo com suas demandas por emendas e espaço na máquina administrativa.</p>



<p>Vários parlamentares do Centrão têm se mobilizado para controlar projetos do gênero em tramitação.</p>



<p>A Câmara também confrontou o governo e o Senado e, sob o comando de Lira, fez alterações em seu regimento para acelerar propostas da área e fazer com que deputados tenham a palavra final em pautas estratégicas antes de enviá-las para a sanção presidencial.</p>



<p>Essas movimentações ocorrem ao mesmo tempo em que Lira e boa parte dos nomes do Centrão apoiam iniciativas amplamente críticas por ativistas ambientalistas e especialistas, entre elas a adoção de um marco temporal para limitar a demarcação de terras indígenas e propostas vistas como maneiras de afrouxar a regulação ambiental.</p>



<p>Há ainda em tramitação 28 propostas&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6pyxlee5m6o">classificadas por ambientalistas como um “pacote da destruição”</a>, que, na avaliação deles, podem potencializar catástrofes climáticas como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.</p>



<p>Mas por que, afinal, Lira e o Centrão estão tão interessados em falar em &#8220;agenda verde&#8221; agora?</p>



<p>“A questão do clima deixou de ser um tema estritamente ambiental e hoje está no centro da agenda econômica”, pontua a cientista política Mônica Sodré, da Universidade de São Paulo (USP).</p>



<p>&#8220;É natural que isso atraia novos atores, assim como interesses de mercado e pessoas interessadas em fazer negócio.&#8221;</p>



<p>A agenda verde de Lira e do Centrão tem um foco claro. O grupo tem se articulado para liderar iniciativas sobre o mercado de carbono, a exploração de hidrogênio combustível e a criação de um fundo para a transição energética de empresas.</p>



<p>Em seu terceiro mandato na Câmara, o deputado e ambientalista Aliel Machado (PV-PR) diz que o perfil de congressistas que têm se envolvido com esses temas mudou.</p>



<p>“Quando mexe no bolso, os grupos econômicos mobilizam os atores políticos que têm influência aqui dentro do Congresso”, afirma Machado.</p>



<p>A BBC News Brasil ouviu de oito parlamentares, de seis partidos diferentes &#8211; sendo quatro do Centrão, além de um do PL e um da base governista &#8211; o mesmo relato.</p>



<p>Segundo eles, empresas estrangeiras têm procurado esses políticos com a promessa de investimentos bilionários em seus Estados de origem com a instalação de estruturas em alto-mar para produzir hidrogênio verde (conhecidas como eólicas&nbsp;<em>offshore</em>).</p>



<p>Estrategicamente, estas companhias buscam parlamentares com grande influência política, caso dos integrantes do Centrão, mas que não são necessariamente ligados à causa ambiental.</p>



<p>As propostas têm impressionado os parlamentares, de olho nos possíveis dividendos eleitorais que podem trazer, e conquistado seu empenho para fazer a regulação do setor.</p>



<p>“É aquela história: às vezes o deputado nem acompanha muito o assunto, mas vem uma empresa, diz que vai investir R$ 20 bilhões no Estado dele se aprovar um projeto de uma determinada forma. O cara fica louco, já se imagina concorrendo a governador”, relata um deputado próximo ao grupo político de Lira, que pediu para não ser identificado.</p>



<p>Nenhum dos parlamentares que falou com a reportagem citou nomes dessas supostas companhias ligadas a projetos de hidrogênio que estariam em campanha para conquistar nomes do Centrão.</p>



<p>Trata-se de um mercado em plena prospecção e ainda sem regulamentação. É no momento de discussão das propostas que estão no Congresso que os lobbies atuam para influenciar o desenho dos textos legais.</p>



<p>A BBC News Brasil entrou em contato com três associações ligadas ao setor e com cinco das companhias que mais apresentaram pedidos relacionados para abertura de empreendimentos na costa brasileira para perguntar sobre a relação com o governo e o Congresso.</p>



<p>Os que responderam à reportagem dizem, em linhas gerais, que as empresas têm acompanhado as discussões, apresentado suas demandas e feito contato com governo e parlamentares, muitas vezes via associações (leia mais abaixo).</p>



<p>O choque de visões (e interesses) do governo, empresas, Congresso e até entre a Câmara e o Senado têm afetado o andamento da agenda.</p>



<p>“O que a gente vem percebendo é uma falta de debate conceitual, do que queremos sobre hidrogênio verde, mercado de carbono, e diversas matérias sendo colocadas para atender interesses muito específicos, sem ligação com a política climática”, critica a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Por-que-tanto-holofote-para-o-hidrogênio-verde">Por que tanto holofote para o hidrogênio verde?</h2>



<p>A Europa tem feito uma corrida em busca de outras fontes de energia, por conta da necessidade de diminuir as emissões de gases do efeito estufa a níveis compatíveis com o Acordo de Paris e das dificuldades enfrentadas pela restrição do fornecimento de gás vindo da Rússia após a Guerra na Ucrânia.</p>



<p>O Brasil entrou no radar dos europeus por seu enorme potencial para a comercialização de créditos de carbono e, principalmente, para a produção e exportação de hidrogênio verde, considerada a vedete das novas energias limpas.</p>



<p>O hidrogênio combustível, cujo potencial calorífico é três vezes superior ao da gasolina ou do diesel, pode ser obtido por diferentes processos, todos eles demandam energia utilizada no processo de produção, e cada um destes processos é denominado por uma cor.</p>



<p>Quando é utilizada uma fonte de energia elétrica de origem fóssil, como termelétricas a carvão, por exemplo, ganha o nome de hidrogênio cinza.</p>



<p>Caso haja a captura e armazenamento do CO2, passa a ser hidrogênio azul. Se é utilizada energia nuclear na sua produção, será hidrogênio roxo ou rosa.</p>



<p>E, finalmente, quando produzido a partir de fontes limpas como solar, hídrica ou eólica (ou seja, energia limpa produzida com energia limpa), ganha o selo de hidrogênio verde.</p>



<p>Ao longo dos últimos anos, estudos mostraram que a longa costa brasileira, com boas condições para a instalação de empreendimentos, posicionam o país como a grande potência exportadora de hidrogênio verde para o mundo.</p>



<p>Dados do Ministério de Minas e Energia (MME), apontam que o país tem “potencial técnico” para produzir 1,8 bilhão de toneladas de hidrogênio por ano.</p>



<p>A título de comparação, a produção atual em todo mundo é de cerca de 90 milhões de toneladas por ano.</p>



<p>A localização dos polos de produção na costa brasileira permite o transporte marítimo (via navio) na forma de amônia, de modo rápido e competitivo, tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa.</p>



<p>A estabilização como amônia também pode resolver um problema doméstico, pois permite produzir fertilizantes, algo crucial para a agricultura, que hoje representa 24,8% do PIB brasileiro.</p>



<p>Por fim, o hidrogênio seria uma alternativa para reduzir as emissões de carbono de setores da economia em que essa é uma tarefa considerada por especialistas mais desafiadora, como siderurgia e setor de cimento.</p>



<p>Um estudo do Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems (ISE), um centro de pesquisas alemão, aponta Brasil, Colômbia e Austrália como os mais competitivos para fabricação e exportação de hidrogênio verde e seus derivados para a Europa.</p>



<p>A consultoria McKinsey concluiu que o Brasil poderia produzir hidrogênio verde ao custo de US$ 1,50/kg em 2030, o que está alinhado às melhores localizações dos EUA, Austrália, Espanha e Arábia Saudita e mais barato que o preço de potenciais concorrentes como a China, a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul.</p>



<p>Já a Boston Consulting projetou que, até esta mesma data, o país pode conquistar entre 10% e 15% das exportações globais.</p>



<p>Os gargalos tecnológicos, contudo, ainda são um problema para o Brasil, apontam esses estudos. O hidrogênio tem altíssimo teor explosivo, e a amônia é altamente tóxica.</p>



<p>As grandes companhias do setor não demoraram a perceber o potencial brasileiro.</p>



<p>Mesmo sem ainda haver regulamentação, foram apresentados até o momento ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) 96 projetos de complexos eólicos offshore por empresas inglesas, espanholas, japonesas e norueguesas, entre outras, para explorar a costa brasileira.</p>



<p>São 48 projetos no Nordeste, 28 no Sul e 20 no Sudeste. “O sonho de todos nós que trabalhamos com sustentabilidade sempre foi energia limpa. Mas mesmo a energia limpa precisa ter regra”, aponta o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.</p>



<p>“As eólicas na terra, que estão crescendo muito, já têm causado conflitos sociais, instalando-se em áreas de conservação ou próximas a comunidades hipossuficientes. A nova fronteira é a disputa sobre as regras para eólicas no mar”.</p>



<p>A BBC News Brasil entrou em contato com três associações que tratam da questão da exploração de hidrogênio no Brasil e com cinco das companhias que mais apresentaram pedidos para abertura de empreendimentos na costa brasileira, para entender como têm acompanhado as discussões, apresentado suas demandas e feito contato com governo e parlamentares.</p>



<p>A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) considera que o ponto mais relevante das tratativas é que tipos de incentivos à produção do hidrogênio verde, como redução de impostos, serão oferecidos para torná-lo mais competitivo em relação a outros tipos de hidrogênio, como azul e cinza.</p>



<p>Algumas empresas associadas à ABIHV se encontram em fase de desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde no Brasil, segundo a diretora-executiva Fernanda Delgado.</p>



<p>Entre os principais projetos, estão o da Fortescue Future Industries, que anunciou um projeto de R$ 67 bilhões no Ceará para produzir hidrogênio verde e amônia.</p>



<p>Na mesma linha, Sérgio Augusto Costa, presidente da Associação Brasileira de Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis (ABHIC), alega que “Europa e os Estados Unidos já nos mostraram que é praticamente impossível desenvolver essa nova indústria sem condições atrativas para investidores&#8221;.</p>



<p>&#8220;Como é uma indústria incipiente, é fundamental haver o auxílio por meio de benefícios tributários, com isenções e desonerações fiscais”, argumenta Costa.</p>



<p>Já para Marina Domingues, diretora de mercado e regulação da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2), que atua junto ao governo e ao Congresso representando mais de 100 empresas, o Brasil não deve se limitar ao hidrogênio verde.</p>



<p>Ela afirma que, como o país já tem uma matriz energética com bastante energia limpa, pode agregar todas as formas de produção de hidrogênio, incluindo fontes fósseis, como um incentivo à recuperação da capacidade industrial brasileira.</p>



<p>“A orientação que damos é que não se pode restringir a discussão a hidrogênio verde. Não deveríamos focar nas cores, mas na forma de produção de hidrogênio de baixo carbono”, defende Domingues.</p>



<p>As três associações disseram acompanhar de perto as discussões e se reúnem semanalmente com governo e parlamentares para apresentar suas demandas.</p>



<p>Foram contatadas as empresas Shell, Equinor, BlueFloat, Neoenergia/Iberdrola e Shizen.</p>



<p>A Shell afirmou que “o Brasil tem feito importantes avanços na sua agenda verde, tanto no Executivo quanto no Legislativo, para a qual contribuímos com a nossa experiência internacional, diretamente e via associações”.</p>



<p>Na mesma linha, a Equinor disse que tem participado de fóruns de discussão com partes interessadas da indústria e do governo, principalmente por meio de associações do setor, “com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos marcos legislativos e regulatórios, compartilhando nossa expertise técnica e experiências internacionais”.</p>



<p>A BlueFloat alegou que, apesar dos pedidos encaminhados ao Ibama, não está ativa no mercado brasileiro no momento e, como tal, não poderia comentar.</p>



<p>As outras duas companhias, Shizen e Neoenergia/Iberdrola, não responderam.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Câmara-x-Senado">Câmara x Senado</h2>



<p>Tantos interesses em jogo também colocaram deputados e senadores em disputa pela agenda verde.</p>



<p>A Câmara se valeu de uma mudança no seu regimento, feita sem alarde em 2022, para ter maior poder sobre o projeto que regulamenta o mercado de créditos de carbono.</p>



<p>Neste sistema, empresas que não atingiram suas metas de redução de gases de efeito estufa podem adquirir créditos daquelas que emitiram menos do que o limite.</p>



<p>Até então, Senado e Câmara respeitavam uma regra do regimento do Congresso na qual quem aprova primeiro um projeto sobre determinado assunto tem a preferência na tramitação em relação às propostas que o vizinho esteja analisando, mas ainda não tenham sido aprovadas.</p>



<p>Mas a Resolução da Câmara dos Deputados 33/2022 passou a prever que terá precedência na Câmara a mais antiga das proposições em andamento, necessariamente, “na Câmara dos Deputados”.</p>



<p>Isso quer dizer que qualquer projeto da Câmara, mesmo que parado há anos, terá preferência sobre uma proposta enviada pelo Senado, que será “apensada”, ou seja, será anexada a um projeto dos deputados já existente.</p>



<p>No sistema bicameral brasileiro, quem apresenta a proposta é a Casa iniciadora, e a outra é a revisora. Quem começa o projeto pode, ao final, rejeitar as mudanças feitas pela Casa revisora.</p>



<p>No caso do mercado de carbono, o Senado havia incorporado a proposta do governo Lula e aprovado, em outubro de 2023, o projeto de lei (PL) 412/22, que cria o mercado de carbono no Brasil, enviando-o para a Câmara.</p>



<p>Mas, embora tenha utilizado diversos dispositivos previstos pelo Senado, o relator na Câmara, Aliel Machado, recomendou a rejeição formal e aprovação de uma proposta da Casa que tramitava desde 2015, o PL 2148/15, que também versa sobre o mercado de carbono, justamente amparado na mudança feita em 2022.</p>



<p>Nela, Machado incluiu a regulação do chamado mercado voluntário, que não está sujeito a regras definidas pelas autoridades públicas — o que foi criticado pelo governo por acrescentar um tema a uma discussão que já está complicada.</p>



<p>“O Brasil está muito atrasado no tema do mercado de carbono. Quanto mais tempo demora, os interesses políticos e econômicos vão se consolidando e é cada vez mais difícil chegar num consenso”, aponta Ana Toni, do MMA.</p>



<p>&#8220;Esse é meu medo, porque agora a gente despertou um interesse do mercado voluntário, e este ponto é controverso, traz insegurança jurídica.&#8221;</p>



<p>O próprio Aliel Machado, que defende sua proposta, relata ter sofrido forte pressão externa.</p>



<p>“Petroleiras, países, empresas externas estão de olho nesse mercado, porque estamos transacionando menos de 1% do nosso potencial no mercado voluntário”, diz Machado.</p>



<p>&#8220;São muitos interesses. As críticas que fazem, a maneira como atuam, a gente sabe que é pelo interesse econômico.&#8221;</p>



<p>Setor apontado como o mais bem organizado no Congresso, o agronegócio também fez valer sua força.</p>



<p>Com 374 parlamentares que se declaram como integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (ou 63% de todo o Congresso), a chamada bancada ruralista congrega boa parte do Centrão.</p>



<p>Por meio de seu presidente, o deputado Pedro Lupion (PP-PR), atuou junto aos relatores do mercado de carbono na Câmara e no Senado para retirar do mercado regulado as atividades do setor agrícola.</p>



<p>Ao mesmo tempo, eles terão a permissão para que a recomposição de áreas de preservação sejam elegíveis para créditos de carbono.</p>



<p>Ou seja, o agronegócio poderá desfrutar do benefício desse mercado, sem a princípio estar comprometido com o cumprimento dos parâmetros exigidos.</p>



<p>“Essa divisão do país, onde o agro ficou mais próximo da direita, com receio do Lula, foi equivocadamente colocada na balança para debater esse assunto”, diz Machado.</p>



<p>“Acho que o agro vai futuramente entrar [no mercado de carbono regulado], por causa da pressão externa, o mundo vai exigir. Senão, vão perder dinheiro.”</p>



<p>Para o presidente do Ibama, a criação de um mercado de carbono sem o agro será pouco efetiva.</p>



<p>“Cerca de 70% das emissões brasileiras têm a ver com desmatamento para agropecuária e com a própria agropecuária”, diz Rodrigo Agostinho.</p>



<p>“Então, fica um mercado de carbono que não para de pé, porque os próprios emissores estão fora do mercado.”</p>



<p>No caso do hidrogênio, a Câmara apresentou um projeto (PL 2308/23) e o Senado, outro (PL 5816/23).</p>



<p>Já o marco das eólicas offshore, cujo autor original é o ex-senador e agora ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PT), foi aprovado pelo Senado e, na Câmara, recebeu uma série de “jabutis”, jargão utilizado para acréscimos na proposta que não se relacionam com o objeto original.</p>



<p>Entre eles, um dispositivo que permite a extensão até 2050 de contratos com usinas termelétricas movidas a carvão, uma das fontes de energia mais poluentes do mundo.</p>



<p>No fim de março, em nova mudança no regimento, Lira atuou para mudar a regras de votação na Câmara e acelerar a aprovação do projeto 5174/23, que cria o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten).</p>



<p>A proposta prevê um fundo verde a ser abastecido com recursos privados de precatórios (dinheiro devido pelo governo por perder processos judiciais) e do ressarcimento de impostos que as empresas têm direito a receber (créditos tributários).</p>



<p>Pelo regimento da Câmara, a matéria só poderia ser votada depois que fossem apreciados quatro projetos de interesse do governo que já haviam estourado o prazo e trancavam a pauta, ou seja, não permitiam que outras matérias fossem votadas antes.</p>



<p>Por meio da Secretaria-Geral da Câmara, em alteração publicada no Diário Oficial, Lira mudou em alguns dias a contagem de prazos das matérias e abriu espaço para aprovar a proposta.</p>



<p>Autor do projeto e aliado de Lira, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) disse que até R$ 3,5 trilhões poderiam ser redirecionados para a medida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="A-visão-do-governo-Lula">A visão do governo Lula</h2>



<p>O governo Lula acompanha as discussões com preocupação, segundo a secretária Ana Toni, porque não quer tratar as novas energias como mais uma matéria-prima para o mercado externo.</p>



<p>“O governo brasileiro está muito certo do que quer. O hidrogênio verde faz parte de um plano maior sobre qual é a transição energética que o Brasil vai ter”, diz Toni.</p>



<p>&#8220;A gente está vendo que a Europa está desesperada pelo hidrogênio verde, e é sempre mais fácil apenas exportar. Mas a gente quer trazer essas companhias para gerar tecnologia e desenvolvimento aqui também.&#8221;</p>



<p>As dificuldades na relação do governo de centro-esquerda de Lula com o Congresso, onde partidos de direita têm maioria, também afetam a agenda ambiental.</p>



<p>Logo no início da gestão, os parlamentares impuseram uma derrota ao Executivo ao esvaziar atribuições do Ministério do Meio Ambiente.</p>



<p>O Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi transferido para o Ministério da Gestão e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para a pasta de Integração e Desenvolvimento Regional.</p>



<p>Recado dado, o governo passou a reavaliar sua estratégia no Legislativo.</p>



<p>“Quando a matéria sai do MMA, tem uma resistência muito maior por questões políticas, não de mérito. Sabemos disso. O que fizeram com o CAR e a ANA é muito simbólico”, diz Toni.</p>



<p>O governo dá sinais de que a aposta na agenda verde pode impulsionar a economia brasileira.</p>



<p>Um deles é que cabe ao Ministério da Fazenda, de Fernando Haddad (PT), e não ao do Meio Ambiente, de Marina Silva (Rede), comandar o ambicioso Plano de Transformação Ecológica (PTE), com seis grandes eixos e mais de cem ações.</p>



<p>Haddad e seus auxiliares têm reforçado em entrevistas que esta poderá ser a grande marca do terceiro governo de Lula, atraindo investimentos estrangeiros em energia limpa — e é o ministério comandado por ele, considerado um potencial sucessor de Lula, que estará à frente destas ações.</p>



<p>O Brasil está confirmado como sede da COP 30, conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém, em novembro de 2025.</p>



<p>Esta será a primeira vez que a Amazônia sediará uma COP, e será preciso equilibrar as proteções necessárias com uma maior velocidade na resolução dos impasses políticos para que o país tenha o que apresentar no encontro.</p>



<p>“Temos um modelo agroextrativista que se perpetua há anos. O Brasil passou pelo ciclo da cana, da borracha, do cacau, do café, e isso não nos transformou em um país desenvolvido”, diz Mônica Sodré, da USP.</p>



<p>“Costumo dizer que ninguém está condenado ao desenvolvimento e é importante saber que nós também não estamos. É uma agenda que traz desafios para um país desigual como o nosso, sobre como fazer para ter um modelo que não seja apenas extrativista e de envio de commodities para o exterior.”</p>



<p>O tema do clima no mundo inteiro está aproximando o que pareciam polos distantes: recentemente, Estados Unidos e China concordaram em retomar um grupo de cooperação climática.</p>



<p>Na Europa, governos de orientações políticas diversas como Itália, França e Alemanha conseguem alcançar consensos entre direita e esquerda na agenda climática.</p>



<p>“Aqui no Brasil, a gente ainda não conseguiu fazer com que o tema de mudanças do clima una direita e esquerda, norte e sul”, diz Toni.</p>



<p>“A gente tem uma oportunidade na COP 30 de debater que há um bem maior acima dos interesses específicos que cada um no Congresso defende.”</p>



<p>A secretária do MMA ressalta que o Brasil tem “oportunidades imensas, vantagens comparativas e competitivas” na agenda climática.</p>



<p>“Espero que consigamos pensar que a agenda verde não é ideológica, não é da sociedade versus o setor privado. Precisamos dessa união que, infelizmente, a gente ainda não vê nessas matérias.”</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / REUTERS</p>



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<iframe title="Diabetes e doenças bucais" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/4exz1Jllhrg?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Empresas brasileiras se instalam nos EUA para aproveitar incentivos à energia limpa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 11:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o Brasil tenta negociar com os Estados Unidos uma forma de se beneficiar dos incentivos tributários americanos para transição energética, empresas nacionais se adiantam e anunciam investimentos diretos na América do Norte. De janeiro a março deste ano, houve nove anúncios de investimentos a partir do zero (conhecidos como “greenfield”) nos EUA por empresas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Brasil tenta negociar com os Estados Unidos uma forma de se beneficiar dos incentivos tributários americanos para transição energética, empresas nacionais se adiantam e anunciam investimentos diretos na América do Norte.</p>



<p>De janeiro a março deste ano, houve nove anúncios de investimentos a partir do zero (conhecidos como “greenfield”) nos EUA por empresas brasileiras, de acordo com levantamento feito a pedido do jornal Folha de S.Paulo pela agência governamental americana SelectUSA.</p>



<p>O número dos três primeiros meses é mais do que a metade do registrado em todo o ano passado (15) e, se mantido o ritmo, pode voltar ao patamar observado pré-pandemia, quando oscilou entre 23 e 28.</p>



<p>No mês passado, por exemplo, já houve ao menos um novo anúncio: a fabricante brasileira de eletroeletrônicos WEG divulgou que vai produzir turbinas eólicas em Minneapolis.</p>



<p>“A WEG estudou o IRA e está trabalhando junto com a sua cadeia de fornecedores para atender os [seus] requerimentos”, afirma João Paulo Gualberto da Silva, diretor-superintendente de energia da empresa.</p>



<p>IRA é a sigla em inglês para a Lei de Redução da Inflação, um pacote lançado em agosto de 2022 pelo governo Joe Biden que oferecia originalmente quase US$ 400 bilhões em créditos tributários –hoje estimados em muito mais que isso– para incentivar a produção e o uso de energia limpa, veículos elétricos e captura de carbono até 2033.</p>



<p>Para se beneficiar do programa, no entanto, o investimento precisa ser feito em solo americano e obedecer a exigências de uso de conteúdo nacional –o que despertou acusações de protecionismo de diversos países, notadamente os europeus. Por isso, muitas empresas têm considerado se instalar ou ampliar suas operações nos EUA.</p>



<p>Na área de energia, estão no grupo a GranBio, que recebeu US$ 80 milhões do Departamento de Energia por meio de sua subsidiária Avapco para produzir SAF (combustível sustentável de aviação) na Geórgia, e a Raízen, que diz avaliar produzir etanol de segunda geração nos EUA para ser usado no SAF.</p>



<p>Outros setores também buscam colher os benefícios. É o caso da Vale, que anunciou negociar financiamento para uma nova unidade industrial de briquetes de minério de ferro, e do braço de siderurgia do Grupo Soufer, que anunciou a construção de uma nova planta em Memphis em parceria com a portuguesa Metalogalva voltada para tubos utilizados pelos setores de energia solar e distribuição.</p>



<p>“Esses programas do governo federal têm sido muito decisivos para transformar a Gerdau na América do Norte na maior operação que nós temos”, afirmou o presidente-executivo da empresa, Gustavo Werneck, durante evento do Lide em Nova York no mês passado, citando especificamente a lei de infraestrutura e o IRA, “um pacote nunca visto na América do Norte para promover a transição energética”.</p>



<p>Para especialistas no setor e executivos de bancos, no entanto, ainda há uma certa cautela do empresariado brasileiro, que decorre das dificuldades e do custo de entrar no mercado americano, de um potencial enfraquecimento do programa caso Donald Trump seja eleito neste ano e da expectativa de que Brasília ainda anuncie novos incentivos em resposta ao IRA.</p>



<p>James Ellis, diretor para América Latina da consultoria de pesquisas especializada em energia BloombergNEF, avalia que, em geral, as empresas brasileiras que anunciaram investimentos nos EUA até agora são líderes nacionais e que o movimento segue uma lógica estratégica de aumentar a exposição ao enorme mercado de energia americano.</p>



<p>“O IRA é uma força poderosa e já está atraindo nomes importantes, mas não acho que isso quer dizer que o mercado brasileiro não seja atrativo. Essas empresas estão buscando diversificação nos EUA”, afirma.</p>



<p>No segmento eólico, por exemplo, a Serena (ex-Omega Energia) anunciou o início da operação de uma usina no Texas no ano passado. A decisão de se expandir para os EUA, no entanto, já havia sido tomada antes do IRA.</p>



<p>Ellis ressalta que a demanda por energia renovável deve seguir crescendo para além do fim do IRA, vinda sobretudo dos setores de computação em nuvem, inteligência artificial e data centers.</p>



<p>Assim, o pacote acaba funcionando como um empurrão para empresas líderes se instalarem nos EUA, o que contribui para a meta americana de aproximar cadeias produtivas estratégicas e reduzir a vulnerabilidade percebida na pandemia –especialmente em relação à China.</p>



<p>Não à toa, quase metade dos projetos já anunciados em resposta ao IRA até agora tem origem totalmente estrangeira ou são uma parceria com uma empresa americana, segundo monitoramento feito pelo portal E2.</p>



<p>Lidera a lista de investidores estrangeiros a Coreia do Sul, seguida por Japão, Canadá, Alemanha e China –esta última, no entanto, deve perder espaço, conforme a exclusão de materiais críticos de origem de “entidades estrangeiras preocupantes”, regulamentada no mês passado, entra em vigor.</p>



<p><strong>MINERAIS CRÍTICOS</strong></p>



<p>O acesso das empresas brasileiras aos benefícios oferecidos pelo IRA poderia ser facilitado caso o país tivesse um acordo de livre-comércio com os EUA. Isso porque o pacote abre uma exceção na lógica “Made in America” para a importação de minerais críticos de parceiros, tendo em vista a falta desses insumos em território americano.</p>



<p>Não há nenhuma perspectiva de uma negociação para um acordo de livre-comércio entre Brasília e Washington, mas uma saída poderia ser um acordo limitado a esses minerais. Há precedente: os EUA fecharam uma parceria do tipo com o Japão. E também há outros países em busca de um acesso semelhante, como a Argentina, rica em lítio e cobre.</p>



<p>A embaixadora americana no Brasil, Elizabeth Bagley, afirmou em entrevista recente à Folha que uma parceria em minerais críticos está em discussão entre os países.</p>



<p>No mês passado, uma comitiva do Itamaraty liderada por Maria Laura da Rocha, secretária-executiva da pasta, esteve em Washington para uma reunião bienal com o governo americano, representado pelo secretário-adjunto do Departamento de Estado, Kurt Campbell.</p>



<p>Falando sob condição de anonimato, um diplomata sênior americano diz que o IRA foi discutido e que Brasília tem exercido grande pressão nesse ponto. Ele sinaliza, no entanto, que deve demorar um tempo até que os EUA estejam preparados para firmar uma parceria com o Brasil, considerando que o pacote ainda está em fase de evolução, bastante gradual, no próprio país.</p>



<p><em>Fernanda Perrin/Folhapress</em> / Foto: Pixabay</p>



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<iframe title="Longevidade saudável" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/yssal1jK2y8?start=3712&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>CAMAÇARI: Gosto por carros, PIB e energia limpa colocam Brasil no centro da estratégia da BYD fora da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 17:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 19/11/2023 &#8211; 08h40 Por&#160;Fernanda Brigatti &#124; Folhapress No início de outubro, Wang Chuanfu, presidente global da BYD, esteve no Brasil e em Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, lançou a pedra fundamental do complexo industrial que o conglomerado fundado por ele instalará no país. Cerca de dois meses antes, quando a viagem foi programada, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 19/11/2023 &#8211; 08h40</p>



<p>Por&nbsp;Fernanda Brigatti | Folhapress</p>



<p>No início de outubro, Wang Chuanfu, presidente global da BYD, esteve no Brasil e em Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, lançou a pedra fundamental do complexo industrial que o conglomerado fundado por ele instalará no país.</p>



<p>Cerca de dois meses antes, quando a viagem foi programada, a empresa ainda não sabia o destino exato do investimento de R$ 3 bilhões. Sabia apenas que viria para o Brasil e que o endereço seria na Bahia.</p>



<p>A convicção de que o complexo industrial seria colocado de pé, independentemente da solução ao impasse político com a área ocupada pela Ford de 2001 a 2021 e do local exato dá sinais da importância dada pela empresa à estratégia de ganhar mercado no Brasil e, a partir dele, também na América Latina.</p>



<p>Enquanto montadoras europeias e mesmo competidoras asiáticas passaram os últimos anos defendendo a inviabilidade dos elétricos no Brasil, a BYD está convencida de que o país poderá se tornar seu segundo mercado fora da China e o primeiro fora da Ásia, na sequência.</p>



<p>A leitura vem de uma combinação de fatores conjunturais, estruturais e culturais. A matriz energética limpa, o gosto do brasileiro por carro, o tamanho da economia brasileira e sua influência sobre a América Latina e a crescente preocupação com o ambiente estão no centro da estratégia.</p>



<p>O obstáculo para a consolidação do mercado de elétricos no Brasil é, antes de tudo, o preço. O Dolphin, lançado por aqui no primeiro semestre, custa R$ 149,8 mil (e é, atualmente, o elétrico mais vendido no país). Leia aqui o teste de desempenho do carro.</p>



<p>Depois, tem a infraestrutura de carregamento. Além de restrita, precisa se multiplicar para atender as dimensões do Brasil.</p>



<p>A expectativa da BYD é que a consolidação do mercado seja acompanhada pelo aumento da infraestrutura. A empresa também tem cobrado do governo federal um plano de incentivo que chegue também a essa ponta da cadeia.</p>



<p>A Raízen (junção da Shell com a brasileira Cosan), por exemplo, investiu R$ 10 milhões em 2022 na Tupinambá Energia, startup de carregamento. Incorporadoras como a Cyrela (no alto padrão), e a Patriani, no ABC paulista, incluíram carregadores nas garagens de todos os lançamentos recentes.</p>



<p>As empresas com veículos elétricos rodando (Volvo, Volks, BMW e a própria BYD) mantêm centrais de cargas em suas concessionárias em São Paulo, e as companhias de energia também têm investido nessas estruturas.</p>



<p>Nesse aspecto, os defensores do etanol não estão errados: o biocombustível é abundante no Brasil e a infraestrutura já existe.</p>



<p>Para equilibrar o jogo, a BYD também quer produzir no Brasil um híbrido plug-in, o Song Plus, visto como uma alternativa mais atraente para quem usará o carro para viajar e não pode ficar dependente da escassa rede de eletropostos. O híbrido, porém, não usa etanol.</p>



<p>O plano da montadora é ter um híbrido flex produzido no Brasil. Tyler Li, presidente da montadora no Brasil, disse recentemente que engenheiros chineses virão ao Brasil para aprender a trabalhar com o etanol e trocar experiências que conduzam à adoção do combustível que integra o escopo da energia limpa.</p>



<p>A CEO da BYD para as Américas, Stella Li, classificou o híbrido a etanol um &#8220;solução verde brasileira&#8221;. Vice-presidente global da companhia, Stella afirmou que a empresa deverá levar também brasileiros para a China, onde poderão conhecer in loco as instalações do conglomerado e a operação de suas fábricas.</p>



<p>Os executivos do grupo têm repetido a intenção de transformar Salvador em um &#8220;Vale do Silício&#8221;, em alusão à região da Califórnia onde estão as principais empresas de tecnologia e inovação.</p>



<p>&#8220;Vamos abrir um programa de treinamento para as pessoas que trabalham para a BYD Brasil, para que venham a Shenzhen abrir os olhos para o futuro&#8221;, disse Stella à reportagem, em entrevista concedida no complexo da BYD no sudeste da China.</p>



<p>Para a empresa chinesa, é questão de tempo até o carro elétrico ganhar mercado —e ela pretende ser a líder do segmento também por aqui. Em seu país de origem, é a maior em todos os segmentos (elétricos ou não) e ultrapassou a americana Tesla entre os elétricos.</p>



<p>Em 2022, foram vendidos 1,86 milhão de veículos de energia limpa (elétricos e híbridos), uma alta de 152,5% na comparação anual. Somadas todas as operações —carros, ônibus, trens, baterias e placas solares e componentes eletrônicos—, foram US$ 61,7 bilhões em receitas, um crescimento de 56% ante 2021.</p>



<p>Em julho de 2023, a BYD vendeu 262 mil veículos leves de energia limpa em todos os mercados em que atua. Em um mundo cada vez mais preocupado com as mudanças climáticas, a BYD corre para sair na frente.</p>



<p>O tamanho do mercado chinês permitiu a empresa encerrar, em 2022, a produção de carros a combustão (e eles já não existem mais em estoque) no país, onde hoje fica 90% de seu mercado consumidor.</p>



<p>Por lá, a compra de elétricos foi incentivada pelo governo em acenos a políticas de redução do consumo de combustíveis fósseis.</p>



<p>Na Ásia e na Europa, a eletrificação da mobilidade vive uma contradição: deixa de queimar petróleo para produzir gasolina e diesel, mas usa gás para produzir a energia elétrica que abastece os veículos.</p>



<p>No Brasil, a companhia ainda espera convencer o governo federal a criar algum incentivo ao consumo, dentro de uma plano de eletrificação. Stella Li disse à reportagem esperar que haja, em algum momento, um incentivo ao carro elétrico nos mesmo parâmetros dos oferecidos aos veículos convencionais.</p>



<p>&#8220;Acho que o Brasil precisa ter um plano de incentivos mais claro para a eletricidade e uma política mais forte para a infraestrutura de carga&#8221;, afirmou.</p>



<p>Na Bahia, a companhia conseguiu 95% de abatimento do imposto estadual e isenção do IPVA para veículos de até R$ 300 mil. Em todo o Brasil, há regras de redução e isenção em outros oito estados e no Distrito Federal.</p>



<p>O andamento dessas negociações para a ampliação ou não de incentivos terá influência sobre outras decisões da empresa, como a de colocar em pé uma nova fábrica de ônibus elétricos no Pará, conectada à realização da COP30 (Conferência do Clima da ONU) em Belém.</p>



<p>O impacto da chegada da companhia no Brasil pode ser visto na reação da associação das montadoras —a Anfavea fala em invasão chinesa ao defender o fim da isenção de impostos concedida aos elétricos importados— e pelo efeito que seu primeiro lançamento teve sobre o mercado local.</p>



<p>As concorrentes com carros elétricos, como BMW, Peugeot, Renault, JAC e Caoa Cherry, baixaram preços. O lançamento no Ora 3, da também chinesa GWM, pressionou a remarcação.</p>



<p>Para Stella Li, a receptividade ao Dolphin surpreendeu a companhia e deu segurança aos executivos quanto aos investimentos previstos no país.</p>



<p>O elétrico que será produzido na Bahia é hoje o mais vendido no país. Entre o lançamento, no fim de junho, e setembro, foram 4.500 unidades.</p>



<p>Os chineses da BYD querem ser levados a sério e, sobretudo, querem propagar a ideia de que tudo é possível —uma alusão intencional ao nome da companhia, cujo sigla quer dizer algo como &#8220;construa seus sonhos&#8221;.</p>



<p>Nesse pacote, parcerias comerciais de todo o tipo estão sobre a mesa, seja para a instalação de pontos de carregamento, para novas fábricas ou para a exploração de minerais —no Chile, a empresa começou a explorar lítio, usado na produção de baterias.</p>



<p>No início de agosto, em meio ao verão chinês, a BYD levou até Shenzhen e Changzhou um grupo de jornalistas de Brasil, Chile, Colômbia, México e Costa Rica para mostrar todos os seus braços de atuação, divulgar duas de suas ambições recentes: o desejo de ser vista como uma greentech —não apenas uma montadora— e a líder de um compromisso global de redução da temperatura do planeta Terra.</p>



<p>Em Shenzhen, onde fica sua sede, a BYD pode exibir também o trânsito silencioso de uma cidade onde o veículo elétrico é a regra, não a exceção. A sigla, que em alguns veículos aparece por extenso —Build Your Dreams—, é vista em ônibus coletivos, carros de passeio, táxis, veículos executivos.</p>



<p>O transporte público na cidade é 100% elétrico desde 2017 e a maioria dos táxis não usa mais combustíveis fósseis. Cidade jovem e altamente tecnológica, Shenzhen é também, para a BYD, um lugar para olhar o futuro.</p>



<p>No prédio de formato hexagonal onde está sede da BYD, no distrito de Pingshan, trabalham 30 mil funcionários.</p>



<p>Para se locomover entre os diversos prédios e departamentos, os empregados da BYD pegam um trem, um monotrilho similar ao que será operado pela companhia na linha 17-ouro em São Paulo. Em operação desde 2016, o trem funciona também como um test-drive para outros interessados no &#8220;skyrail&#8221; .</p>



<p>Dentro do complexo de prédios, que incluem um museu, showroom, centro de testes e segurança, centro de design e criatividade, departamentos administrativos e um anfiteatro, vivem ainda 10 mil funcionários em apartamentos funcionais da empresa.</p>



<p>Entre um prédio e outro ligado pelo monotrilho, o passageiro tem visão a um paredão de janelas e sacadas ocupadas por plantas, móveis, caixas e muitas camisas em tom azul, as mesmas usadas nas instalações sociais da companhia.</p>



<p>*</p>



<p>A repórter viajou a convite da BYD</p>



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<iframe title="CASTRO ALVES X IPIRÁ - Jogo de volta" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/gDj-YARz12E?start=4&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Brics+ representa &#8216;não&#8217; do Sul Global à hegemonia das potências ocidentais, diz especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 03:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Petroleo]]></category>
		<category><![CDATA[Potencias ocidentais]]></category>
		<category><![CDATA[Sul Global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 17 de outubro de 2023 Além de deter 42% das reservas de petróleo, os 11 países que vão compor o BRICS+ possuem domínio invejável sobre energia nuclear (68% da produção de urânio enriquecido) e recursos renováveis: só os chineses concentram 55% dos investimentos em energia limpa e 70% dos painéis solares, além de o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Terça, 17 de outubro de 2023</p>



<p>Além de deter 42% das reservas de petróleo, os 11 países que vão compor o BRICS+ possuem domínio invejável sobre energia nuclear (68% da produção de urânio enriquecido) e recursos renováveis: só os chineses concentram 55% dos investimentos em energia limpa e 70% dos painéis solares, além de o Brasil ter a matriz mais diversificada do mundo.</p>



<p>Nova potência energética que pode&nbsp;<a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231004/menos-custo-menos-risco-e-mais-economia--como-brasil-e-china-podem-lucrar-com-a-desdolarizacao-30661366.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">impulsionar reformas globais</a>, o BRICS+ passa a contar a partir do ano que vem com 11 membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Argentina e Irã — a maioria faz parte do chamado Sul Global. Em entrevista à&nbsp;<strong>Sputnik Brasil</strong>, o mestre em história e pesquisador do Instituto Tricontinental Marco Fernandes disse que a mudança representa muito mais do que uma expansão do grupo.</p>



<p>&#8220;Há uma movimentação acontecendo no mundo inteiro, e fica claro que muitos países estão cada vez mais seguros e certos de que as coisas não podem continuar como estão. Isso quer dizer que as potências ocidentais não podem continuar controlando fluxos de energia, mercado e finanças do mundo inteiro&#8221;, resume o pesquisador.<a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231016/brics-representa-nao-do-sul-global-a-hegemonia-das-potencias-ocidentais-diz-especialista-30854093.html#"></a></p>



<p>O especialista remete ao século XX, quando&nbsp;<strong>um dos grandes elaboradores da política externa americana, o ex-assessor de Segurança Nacional Zbigniew Brzezinski</strong>, publicou o livro O&nbsp;<a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231002/politicos-brasileiros-destacam-agenda-multipolar-em-1-conferencia-parlamentar-russia-america-latina-30617983.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grande Tabuleiro de Xadrez</a>, em 1997.</p>



<p>&#8220;Lá pelas tantas, ele diz o seguinte: o cenário mais perigoso para os Estados Unidos seria uma grande coalizão entre China, Rússia e talvez o Irã, que era improvável naquele momento&#8221;, acrescenta Fernandes, que, além da nova parceria no BRICS, lembra que Irã, Rússia e China também estão juntos na Organização de Cooperação de Xangai, entidade criada em 2001 para aprofundar laços políticos, econômicos e militares na Eurásia.</p>



<p><strong>E desafiar a hegemonia dos Estados Unidos pode gerar retaliações, pontua Marco Fernandes</strong>. &#8220;Essa expansão dos BRICS, na verdade, está realizando um dos maiores pesadelos da política externa americana&#8221;, enfatiza.</p>



<p>Conforme relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o&nbsp;<strong>BRICS ainda concentra 55% das reservas de gás natural, 75% do manganês, 72% dos minerais de terras raras</strong>, além de 50% do grafite e 28% do níquel, usado em moedas e aço inoxidável.</p>



<p>&#8220;E o Brasil e a Índia também são grandes potências de energia renovável. Então, eu acho que a questão mais importante não é só o petróleo, a questão que a gente precisa olhar como um todo é a questão energética. E, para isso, de novo, o BRICS+ está em uma posição privilegiada&#8221;, explica.<a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231016/brics-representa-nao-do-sul-global-a-hegemonia-das-potencias-ocidentais-diz-especialista-30854093.html#"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Desdolarização e influência nos preços</h2>



<p>Debate sobre energia e definição de preços globais.&nbsp;<strong>Assim o pesquisador do Instituto Tricontinental define como o BRICS pode se comportar a partir do próximo ano</strong>. Outra questão que ela cita é o uso de<a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231003/brasil-e-china-realizam-operacao-completa-em-yuan-e-real-pela-1-vez-marco-na-historia-diz-banco-30632927.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> moedas alternativas ao dólar nas transações comerciais</a>&nbsp;envolvendo os países do grupo.</p>



<p>&#8220;Precisamos lembrar que um dos pilares do funcionamento do dólar como moeda hegemônica mundial está ligado exatamente ao mercado energético, sobretudo o petróleo&#8221;, argumenta.</p>



<p>Só no último mês, <strong>80% do comércio entre Rússia e China ocorreu com pagamentos em rublos e yuans</strong>, enquanto o Brasil teve a primeira transação internacional entre empresas envolvendo a moeda chinesa. A cúpula do Brics também já determinou a <a href="https://sputniknewsbr.com.br/20231002/transicao-para-mundo-multipolar-ja-comecou-e-nao-ha-caminho-de-volta-diz-diplomata-sirio-30605068.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">criação de um grupo de trabalho</a> que estuda a criação de sistemas de pagamento internacional que usem moedas locais.</p>



<p>Com relação ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), ou banco do BRICS, o especialista lembra que a instituição passou a ser dirigida pela ex-presidente Dilma Rousseff, o que ampliou as expectativas sobre a atuação da entidade.</p>



<p>&#8220;É um banco que ainda precisa decolar. De fato, agora tem muita esperança com a presidenta Dilma lá [&#8230;] Vai ser um dos grandes instrumentos para uma nova onda de desenvolvimento do Sul Global&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Energia limpa</h2>



<p>Produto que não entrou nas sanções ocidentais contra a Rússia por conta do conflito na Ucrânia,&nbsp;<strong>o país é responsável por 14% do urânio enriquecido comprado pelos Estados Unidos</strong>. Segundo a pesquisadora de óleo, gás e biocombustíveis e professora de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luiza Guitarrari, só a estatal russa Rosatom vai deter o controle de 40% da infraestrutura mundial de produção de energia nuclear, com vários investimentos na construção de novas plantas pelo mundo.</p>



<p>&#8220;Sem as exportações russas, a indústria nuclear dos Estados Unidos pode enfrentar uma queda acentuada da produção e no fornecimento de rede elétrica dentro de, no máximo, um ano e meio&#8221;, prevê a especialista à Sputnik Brasil. <strong>Tudo isso é mais uma demonstração do poderio do BRICS+, que passa a ter quase um monopólio sobre a produção mundial de urânio enriquecido</strong>, o combustível da energia nuclear.</p>



<p>Por fim, a professora da FGV pontua o&nbsp;<a href="https://sputniknewsbr.com.br/search/?query=BRICS#:~:text=Recursos%20naturais%2C%20desdolariza%C3%A7%C3%A3o%20e%20mercado%3A%20novo%20BRICS%20deve%20mudar%20dom%C3%ADnio%20global%2C%20aponta%20analista" target="_blank" rel="noreferrer noopener">potencial do bloco com a produção de energia limpa</a>. Como exemplo, cita Brasil e Argentina,&nbsp;<strong>países-chave no mercado de veículos elétricos</strong>. Isso por estarem entre os maiores produtores mundiais de lítio, mineral crucial para a produção de baterias desses automotores. Além disso, a China prevê produzir oito milhões de unidades desses veículos até 2030 e deve assumir o polo de Camaçari, na Bahia, para produzir parte desse montante.</p>



<p>&#8220;Acredito que teremos muito espaço para a discussão desse tema nos próximos anos. Ainda não se tem um rascunho de como serão os fóruns ou as discussões ministeriais do BRICS, mas eu acredito que estará, sim, na pauta dos países, principalmente China, que vai aumentar essa participação de mercado de veículos elétricos em 33% até 2030&#8221;, comenta.</p>



<p>Fonte: Sputniknews</p>



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<iframe title="IPIRÁ X ITAPITANGA, AO VIVO ( INTERMUNICIPAL 2023 )" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/kOECpyOm4TQ?start=7&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<ul class="wp-block-list"></ul><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brics-representa-nao-do-sul-global-a-hegemonia-das-potencias-ocidentais-diz-especialista/">Brics+ representa ‘não’ do Sul Global à hegemonia das potências ocidentais, diz especialista</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>O que é a fusão nuclear, o método que pode gerar energia limpa e quase ilimitada no futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2022 11:29:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Fusão Nuclear]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas americanos anunciaram nesta terça-feira (13) que alcançaram um avanço histórico no campo da fusão nuclear: pela primeira vez, produziram em laboratório mais energia do que o necessário para causar a reação. Para muitos, a fusão nuclear é a energia do futuro. Tem várias vantagens: não gera CO2, produz menos rejeitos radioativos do que a energia nuclear conhecida até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cientistas americanos anunciaram nesta terça-feira (13) que alcançaram um avanço histórico no campo da fusão nuclear: pela primeira vez, produziram em laboratório mais energia do que o necessário para causar a reação.</p>



<p>Para muitos, a fusão nuclear é a energia do futuro. Tem várias vantagens: não gera CO2, produz menos rejeitos radioativos do que a energia nuclear conhecida até agora e não traz riscos de acidentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A energia das estrelas</h3>



<p>A fusão difere da fissão nuclear, técnica atualmente usada em usinas nucleares que envolve a quebra das ligações dos núcleos atômicos pesados para liberar energia.</p>



<p>A fusão é o processo inverso: envolve a fusão de dois núcleos leves (hidrogênio, por exemplo), para criar um pesado (hélio), e isso também libera energia. É o processo que ocorre em estrelas como o Sol.</p>



<p>&#8220;Controlar a fonte de energia das estrelas é o maior desafio tecnológico da humanidade&#8221;, escreveu no Twitter o físico Arthur Turrell, autor do livro <strong><em>The Star Builders</em></strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-70023"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Métodos diferentes</h3>



<p>A fusão só é possível aquecendo materiais a temperaturas extremamente altas, acima de 150 milhões de graus Celsius.</p>



<p>&#8220;É preciso encontrar mecanismos para isolar essa matéria extremamente quente de tudo que poderia esfriá-la&#8221;, explicou o chefe de projetos da Comissão de Energia Atômica da França (CEA), Erik Lefebvre, à AFP.</p>



<p>O primeiro método é a fusão por confinamento magnético. Átomos leves de hidrogênio (deutério e trítio) são aquecidos em um enorme reator. A matéria está, então, em estado de plasma, um gás de baixíssima densidade. É controlada por meio de um campo magnético.</p>



<p>Este é o método que será usado para o projeto internacional ITER, atualmente em construção na França, e o usado pelo JET (Joint European Torus) perto de Oxford.</p>



<p>Um segundo método é enviar lasers de alta energia para um cilindro do tamanho de um dedal, que contém o hidrogênio.</p>



<p>Essa é a técnica usada pelo National Ignition Facility (NIF) dos Estados Unidos. Este último foi o usado para o experimento recente.</p>



<p>Até agora, o principal objetivo dos laboratórios que usavam lasers era comprovar o princípio físico, enquanto o primeiro método tenta reproduzir uma configuração próxima a de um futuro reator de fusão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Em que fase estamos?</h3>



<p>Mas &#8220;o caminho ainda é muito longo&#8221; até &#8220;uma demonstração em escala industrial e que seja comercialmente viável&#8221;, alerta Erik Lefebvre, para quem esses projetos ainda exigem 20 ou 30 anos de trabalho.</p>



<p>Provavelmente &#8220;décadas&#8221; (mas menos de cinco), afirmou nesta terça-feira Kim Budil, diretor do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, do qual depende o NIF dos EUA.</p>



<p>Agora que um ganho de energia líquida foi alcançado usando lasers, &#8220;temos que descobrir como simplificá-lo&#8221;, acrescentou.</p>



<p>O método requer múltiplas melhorias tecnológicas, já que é necessário poder repetir o experimento muitas vezes por minuto e aumentar o rendimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais vantagens?</h3>



<p>Ao contrário da fissão, a fusão não acarreta o risco de um acidente nuclear. Se houver uma falha no sistema, a reação é simplesmente interrompida, explica Lefebvre.</p>



<p>Além disso, a fusão produz menos rejeitos radioativos do que as usinas atuais geram. E não produz gases de efeito estufa.</p>



<p>&#8220;É uma fonte de energia totalmente descarbonizada, que gera poucos resíduos e que é intrinsecamente muito segura&#8221; para o que seria &#8220;uma solução futura para os problemas energéticos em escala global&#8221;, resume Lefebvre.</p>



<p>Devido ao seu estado de desenvolvimento, não representa uma solução imediata para a crise climática, portanto a transição para energias fósseis continua sendo vital.</p>



<p>Fonte: <strong>R7</strong></p>



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		<title>Biden promete &#8220;liderar pelo exemplo&#8221; no esforço de conter aquecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 18:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Biden]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Limpa]]></category>
		<category><![CDATA[G-20]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, prometeu nesta segunda-feira (1º), em Glasgow, uma &#8220;liderança pelo exemplo&#8221; no esforço da redução das emissões de gases de efeito estufa e a introdução de energias renováveis, destacando&#160;o potencial para o crescimento econômico.&#160; Em discurso na Cúpula&#160;de Líderes Mundiais da 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, prometeu nesta segunda-feira (1º), em Glasgow, uma &#8220;liderança pelo exemplo&#8221; no esforço da redução das emissões de gases de efeito estufa e a introdução de energias renováveis, destacando&nbsp;o potencial para o crescimento econômico.&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1426261&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1426261&amp;o=node"></p>



<p>Em discurso na Cúpula&nbsp;de Líderes Mundiais da 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP26), ele&nbsp;afirmou que o esforço para conter&nbsp;o aquecimento global &#8220;é imperativo moral, mas também econômico&#8221;.&nbsp;</p>



<p>O presidente destacou a possibilidade de serem criados novos trabalhos e oportunidades econômicas e também de reduzir a atual volatilidade dos preços do gás natural e o custo das faturas de eletricidade.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Os preços altos de energia só reforçam a necessidade urgente de diversificar as fontes, reforçando o desenvolvimento limpo&#8221;, argumentou.&nbsp;</p>



<p>Biden prometeu &#8220;investimentos históricos em energia limpa&#8221;, benefícios fiscais para a instalação de painéis solares e isolamento&nbsp;das casas e aquisição de veículos elétricos, ao mesmo tempo que exaltou o potencial de criação de postos de trabalho na fabricação&nbsp;de painéis e torres eólicas, instalação de cabos para as redes elétricas e produção de sistemas de captura de dióxido de carbono.&nbsp;</p>



<p>No discurso, reiterou o compromisso de cortar as emissões de gases de efeito de estufa em 50% a 52% relativamente aos níveis de 2005, equivalentes a mais de uma gigatonelada até 2030, para atingir a neutralidade carbônica até 2050.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Queremos demonstrar que os EUA não estão apenas de volta à mesa [de negociações], mas vão liderar com o poder do exemplo&#8221;, disse ele em referência à volta ao Acordo de Paris, do qual o seu antecessor, Donald Trump, tinha se afastado.</p>



<p>&#8220;Sabemos que nenhum de nós pode fugir ao pior que se avizinha se não soubermos aproveitar este momento&#8221;, acrescentou na cerimônia de abertura da Cúpula do Clima.</p>



<p>Joe Biden acredita que há, &#8220;no meio da atual catástrofe, uma oportunidade incrível&#8221;, não apenas para os Estados Unidos, &#8220;mas para todos&#8221;.</p>



<p>&#8220;Este é o desafio da nossa vivência coletiva, a maior ameaça à existência humana tal como a conhecemos. E cada dia que adiamos, o custo da inércia aumenta&#8221;, alertou.</p>



<p>Dessa forma, ele&nbsp;pediu que a COP26 seja&nbsp;o momento de responder&nbsp;ao apelo da História&nbsp;e o início de uma década de ação transformadora, que preserve o planeta e aumente a qualidade de vida de todos os povos.</p>



<p>À semelhança do premiê britânico,&nbsp;Boris&nbsp;Johnson, Joe Biden afirmou: &#8220;Nós podemos fazer isso, basta que optemos por fazê-lo. Portanto, mãos à obra&#8221;.</p>



<p>O presidente norte-americano falou&nbsp;durante sessão de declarações nacionais, abertas a todos os chefes de Estado ou de governo presentes, sobre metas e planos para combater as alterações ambientais.&nbsp;</p>



<p>Cada intervenção é prevista para&nbsp;durar apenas três minutos, mas Biden ultrapassou&nbsp;o tempo.</p>



<p>As sessões, que começaram com cerca de uma hora de atraso, ocorrem paralelamente em duas salas, prolongando-se até esta terça-feira (2).&nbsp;</p>



<p>O presidente da China, Xi Jinping, que não participa do encontro, vai apresentar uma declaração escrita que será disponibilizada na página eletrônica&nbsp;da conferência, informou&nbsp;a organização.&nbsp;</p>



<p>Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas e ativistas estarão reunidos até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. A&nbsp;26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) deve&nbsp;atualizar as contribuições dos&nbsp;países para a redução das emissões de gases de&nbsp;efeito de estufa até 2030.</p>



<p>A COP26 ocorre&nbsp;seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus Celsius acima dos valores da época pré-industrial.</p>



<p>Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases de efeito de estufa atingiram níveis recordes em 2020, mesmo com a desaceleração econômica provocada pela pandemia de covid-19. A ONU estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão, no final do século, superiores em 2,7 ºCelsius.</p>



<p>Fonte: <strong>Agência Brasil/Foto: Eduardo Munoz-Reuters</strong></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/biden-promete-liderar-pelo-exemplo-no-esforco-de-conter-aquecimento/">Biden promete “liderar pelo exemplo” no esforço de conter aquecimento</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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