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		<title>Etanol de milho: Coamo invade o mercado de energias limpas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 11:49:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com investimento de R$ 1,6 bilhão, cooperativa aposta em biocombustíveis e agrega valor ao milho produzido por seus cooperados no Paraná. A Coamo deu início à construção de uma das maiores biorefinarias do Brasil, em Campo Mourão (PR), com capacidade prevista para processar 1.700 t/dia de milho, contemplando também um sistema de cogeração de energia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Com investimento de R$ 1,6 bilhão, cooperativa aposta em biocombustíveis e agrega valor ao milho produzido por seus cooperados no Paraná.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Coamo deu início à construção de uma das maiores biorefinarias do Brasil, em Campo Mourão (PR), com capacidade prevista para processar 1.700 t/dia de milho, contemplando também um sistema de cogeração de energia de 30 Mw (Megawatts). Com investimento superior a R$ 1,6 bilhão, o projeto representa mais que uma ampliação da atuação agroindustrial da cooperativa: trata-se de um novo capítulo na estratégia de verticalização da produção, diversificação de produtos e inserção no mercado de energias limpas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O empreendimento marca a entrada definitiva da Coamo no setor de biocombustíveis, com foco na produção de etanol a partir do milho, DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) para alimentação animal e óleo de milho. “Estamos entrando em um mercado que está em plena ascensão no mundo, que é o de combustíveis renováveis. Do ponto de vista estratégico, vejo como um movimento muito positivo para a Coamo”, afirma o presidente executivo Airton Galinari, reforçando que o empreendimento vai de encontro com as exigências ambientais e as tendências globais de descarbonização. “A produção de etanol de milho se insere no contexto de substituição de combustíveis fósseis, contribuindo para a redução de emissões e a ampliação do uso de bioenergia no país”, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta será abastecida com matéria-prima oriunda dos próprios cooperados, fortalecendo o vínculo entre produção agrícola, agregação de valor e inovação industrial. Galinari ressalta que a cooperativa vai continuar com o milho para rações, mas vai passar a ter um novo produto para a formulação destas rações e para venda direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova planta industrial será a primeira do Paraná a produzir etanol utilizando milho como matéria-prima. Prevista para ser inaugurada no segundo semestre de 2026, a usina terá capacidade para produzir 750 metros cúbicos de etanol hidratado por dia, 510 toneladas/dia de DDGS, coproduto amplamente utilizado na formulação de rações para bovinos, suínos e aves, e cerca de 37,4 toneladas/dia de óleo de milho, o que representa de 7 a 8% da matéria-prima processada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A unidade deve consumir cerca de 600 mil toneladas de milho por ano, o equivalente a 10 milhões de sacas, o que representa aproximadamente 20% do volume anual recebido pela cooperativa. “Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho por ano, produzindo etanol, farelo e óleo de milho. É uma indústria que agrega valor. Não estamos mais apenas vendendo um cereal, mas transformando esse milho em biocombustível e em um farelo de alta proteína”, ressalta o presidente executivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura contará com quatro silos de 10 mil toneladas cada para armazenagem de milho, capacidade de recepção de 900 toneladas por hora, 72 mil metros quadrados de área construída e capacidade estática de armazenagem de 20 mil toneladas de DDGS e 36 mil metros cúbicos de etanol.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Geração de empregos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto direto sobre o faturamento da cooperativa, o projeto vai influenciar a economia regional com geração de 2,2 mil empregos diretos durante a construção da nova planta industrial, e outras 250 vagas quando estiver em operação, dinamização da cadeia de suprimentos e maior valorização do milho produzido nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Instalação estratégica</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de instalar a unidade em Campo Mourão atende a critérios logísticos e produtivos estratégicos: proximidade de áreas com alta produtividade de milho safrinha, oferta regular de matéria-prima, infraestrutura favorável e potencial para conexão com mercados nacionais e internacionais de etanol. “Optamos por essa localização por razões logísticas e pela proximidade com o cooperado. Comercialmente, o Paraná também nos posiciona melhor junto aos mercados consumidores do Sul”, afirmou Galinari.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Autossuficiência do complexo industrial</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A nova unidade industrial vai contar com uma usina termelétrica própria, movida a biomassa florestal. A energia será gerada a partir de lenha de eucalipto proveniente de cinco mil hectares de reflorestamento da cooperativa, garantindo o abastecimento total do complexo industrial, que conta ainda com outras nove fábricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com capacidade instalada de 30 megawatts, a termelétrica foi projetada para suprir uma das maiores demandas da produção de etanol, o vapor. “A indústria de etanol precisa de grande volume de vapor para destilar o álcool e consome muita lenha. Por isso, teremos uma caldeira adequada para gerar vapor e movimentar turbinas, que produzirão os 30 megawatts necessários”, explica Galinari.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após movimentar as turbinas, o vapor será reaproveitado nas etapas industriais, otimizando recursos e reduzindo perdas energéticas. “Com essa estrutura, toda a indústria de milho poderá operar. O parque será autossuficiente e terá uma matriz energética renovável, com lenha de reflorestamento”, detalha o executivo. Segundo Galinari, a proposta energética dialoga com a sustentabilidade em todas as frentes do empreendimento. “Além de produzir etanol, óleo e farelo, a planta também vai gerar energia limpa. Isso permite que todo o complexo opere com base em uma matéria-prima renovável”, reforça.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sistema cooperativo cada vez mais completo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao integrar a cadeia agrícola ao modelo industrial de base renovável, a Coamo aposta na consolidação de um sistema cooperativo cada vez mais completo: da semente ao combustível, passando pela alimentação animal e pela circularidade dos coprodutos. A nova bioindústria se conecta a uma lógica de futuro que une eficiência produtiva, segurança energética e protagonismo rural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um movimento coerente com a trajetória da cooperativa, que nas últimas décadas vem fortalecendo sua presença em diversos segmentos agroindustriais – do trigo à soja, da armazenagem à exportação. A entrada no setor de etanol eleva a Coamo a um novo patamar de agregação de valor e ampliação de portfólio, com potencial para abrir outras frentes no mercado de bioenergia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que, uma vez consolidada, a unidade possa servir como modelo de replicação para outras áreas de atuação da cooperativa, aproveitando a base de produção existente e a estrutura logística integrada que a Coamo construiu ao longo das últimas cinco décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova planta não é apenas uma obra de engenharia ou uma decisão de mercado. É um símbolo do avanço da bioindústria no cooperativismo brasileiro e um passo estratégico para conectar a produção de grãos a um modelo industrial que responde aos desafios do presente e antecipa as demandas do futuro.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Novo investimento</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Coamo planeja ainda construir uma usina de biodiesel em Paranaguá, no litoral do Paraná, com investimento estimado em R$ 300 milhões. A nova unidade vai integrar o complexo industrial já existente na região, que conta com uma indústria de processamento de soja com capacidade para duas mil toneladas por dia. O projeto ainda está em fase de planejamento e estudo de viabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Galinari, a escolha por Paranaguá se deve à disponibilidade de óleo bruto na planta local. “Nas outras unidades que temos, em Dourados e Campo Mourão, utilizamos 100% da soja para refino e produção de óleo para embalagens, margarina e gorduras. Já em Paranaguá, o óleo é bruto e será destinado à produção de biodiesel”, explica, destacando que será usado exclusivamente soja na produção do combustível. “Não pretendemos empregar outras oleaginosas como trigo ou canola no processo”, adianta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Galinari destaca o potencial de crescimento do mercado. “A cada 1% a mais de biodiesel na mistura do diesel, cresce a necessidade de mais indústrias. Com a meta do B20 (20% de biodiesel no diesel) até 2030, a demanda por biodiesel vai aumentar significativamente”, projeta.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: O Presente Rural</em> / Fotos: Divulgação/Coamo</p>



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