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	<title>Enredo da Unidos |</title>
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	<title>Enredo da Unidos |</title>
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		<title>Enredo da Unidos de Padre Miguel fala sobre o candomblé no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 18:23:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Escola retorna ao Grupo Especial após cinco décadas Vencedora da Série Ouro do Carnaval de 2024 no Rio de Janeiro, a&#160;Unidos de Padre Miguel&#160;volta a desfilar no Grupo Especial após 52 anos. Com o enredo&#160;Egbé Iyá Nassô, a escola leva para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí a história do Terreiro Casa Branca do Engenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Escola retorna ao Grupo Especial após cinco décadas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vencedora da Série Ouro do Carnaval de 2024 no Rio de Janeiro, a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-02/unidos-de-padre-miguel-vence-serie-ouro-do-carnaval-carioca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unidos de Padre Miguel</a>&nbsp;volta a desfilar no Grupo Especial após 52 anos. Com o enredo&nbsp;<a href="https://www.unidosdepadremiguel.com.br/sinopse-2025" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Egbé Iyá Nassô</a>, a escola leva para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí a história do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho. Fundado em Salvador, na Bahia, pela ialorixá Francisca da Silva — a Iyá Nassô — o espaço é considerado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, além de também ser o primeiro tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1984.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1629666&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1629666&amp;o=node"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Contamos a saga de uma mulher africana, membro da corte do Império de Oyó, que veio para o Brasil na condição de escravizada e que manteve a religiosidade, não se afastou da mãe África. Depois de muita luta contra preconceitos e perseguições, ela inaugura o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, a Casa Branca do Engenho Velho”, conta o carnavalesco Alexandre Louzada.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com 40 anos de trajetória no Carnaval carioca, Louzada&nbsp;estreia neste ano na Unidos de Padre Miguel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dizemos que ela plantou o primeiro axé aqui no Brasil, que ela fundou, na verdade, o modelo de candomblé ketu no país”, complementa o arquiteto Lucas Milato, que continua pelo seu segundo ano como carnavalesco da escola de samba. Responsável pelo culto a Xangô, um dos principais orixás das religiões afro-brasileiras, no palácio do Alafin de Oyó, Iyá Nassô teve a colaboração de outras duas ialorixás na construção da casa de candomblé na capital baiana: Iyá Adetá e Iyá Akalá, também celebradas no&nbsp;samba&nbsp;da Unidos de Padre Miguel.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/A1pV5izlYqIDxxprDTrM-zs1Ku0=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/02/10/_rbr3667.jpg?itok=jtwMNeHG" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/01/2025 - Lucas Milato e Alexandre Louzada, carnavalescos da Unidos de Padre Miguel, no barracão da escola, na Cidade do Samba, zona portuária. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Rio de Janeiro (RJ), 31/01/2025 &#8211; Lucas Milato e Alexandre Louzada, carnavalescos da Unidos de Padre Miguel, no barracão da escola &#8211;&nbsp;<strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong></h6>



<h2 class="wp-block-heading">Iyá Nassô</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“A Iyá Nassô era de Oyó e a Iyá Adetá&nbsp;de Ketu. Elas trazem com elas todas essas influências africanas desses dois reinos extremamente importantes para a África, mas que entraram num processo de declínio por conta de invasões, então elas precisaram vir para o Brasil, já na condição de escravizadas, e aqui precisaram buscar formas de manifestar a sua religião, a sua fé”, explica Lucas em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;no barracão da Unidos de Padre Miguel, na Cidade do Samba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Alexandre, o que aproxima o assunto da escola de samba nascida na Vila Vintém, no bairro de Padre Miguel, na zona oeste do Rio de Janeiro, e justifica a preferência da diretoria da agremiação pela história do surgimento do candomblé no território nacional é que, assim como o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, a Unidos de Padre Miguel se trata de um grande “egbé”, palavra em iorubá que significa “comunidade”. “O que escrevemos é que ‘egbé’ significa casa, uma grande comunidade, e a Unidos de Padre Miguel não é diferente. Ela vive e respira dentro de uma grande comunidade”, ressalta o carnavalesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, assim como o início da religião afro-brasileira no Brasil, a escola é liderada principalmente por mulheres. Como traz Lucas, muitos pilares da Unidos de Padre Miguel são femininos, enquanto a Casa Branca do Engenho Velho é um terreiro de candomblé conduzido, criado e fundado por mulheres. “Até hoje ela se sustenta por essa força feminina, então esse enredo conquistou o coração da nossa diretoria por isso, porque é um enredo que valoriza muito a figura feminina, não só nas religiões de matriz africana, mas também na comunidade como um todo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma história que a nossa história oficial não conta”, reflete Alexandre, ao lado de Lucas.&nbsp;“Trazemos à tona personagens esquecidos pela história, porque na época colonial houve esse apagamento cultural, não só dos que vieram da África para o Brasil, como da própria África, então hoje existe um movimento muito forte de resgate dessa cultura africana, porque somos um país de maioria com descendência africana”, acrescenta. Segundo o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),&nbsp;55,51% da população nacional se identifica como negra, sendo 45,34% como parda e 10,17% como preta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da Vila Vintém à Sapucaí</h2>



<p class="wp-block-paragraph">“A Unidos de Padre Miguel é uma escola muito esperada pelo grande público, porque ela teve o seu reinado, vamos dizer assim, na Série Ouro por vários anos. É diferente de muitas escolas que ascendem ao grupo especial, porque ela já tem uma torcida própria”, comenta Alexandre. “Ela sempre foi tão esperada a ser vencedora e várias vezes bateu na trave. Agora, isso se torna realidade, então ela é uma escola que chega ao grupo especial gozando de uma simpatia maior do que em outros casos que já aconteceram de escolas que ascenderam ao grupo especial”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No carnaval de 2023, a escola encerrou em segundo lugar na Série Ouro. O mesmo resultado se repetiu nos desfiles de 2020, 2018, 2016 e 2015. Apesar de a Unidos de Padre Miguel já ter desfilado antes na primeira divisão do carnaval do Rio de Janeiro, considerando o formato atual da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), essa é a primeira vez que a agremiação disputa no Grupo Especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa agora é “ser campeã, botar todas elas para trás”, diz Alexandre. “Esse tem que ser o pensamento certo de um carnavalesco. Sabemos da dificuldade, sabemos que estrear no Grupo Especial é uma coisa muito difícil, porque vamos enfrentar grandes feras do carnaval, mas a gente vai com fé, porque nos foi dado condições de fazer um carnaval para disputar de igual para igual”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Geralmente, cria-se um paradigma de que a escola que subiu tem que brigar para não descer. Na verdade, não queremos ter esse pensamento. Queremos brigar para ser&nbsp;campeões, para conquistar um lugar no G6, o grupo das seis escolas que retornam para o Desfile das Campeãs”, continua Lucas. “Esse desfile criamos com uma expectativa muito grande, porque obviamente marca esse grande retorno da escola ao grupo especial, mas, acima de tudo, acho que é um grande presente que estamos dando para a comunidade da Vila Vintém, que esteve conosco todos esses anos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Brasil / Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>



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