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	<title>epilepsia |</title>
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	<title>epilepsia |</title>
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		<title>Projeto cria programa para atenção integral de pessoas com epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 12:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria, no Sistema Único de Saúde (SUS), um programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia. A iniciativa busca reduzir as manifestações e sequelas da doença, além de combater a estigmatização social, a partir de campanhas educativas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/ccj/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CCJ</a></strong>) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria, no Sistema Único de Saúde (SUS), um programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia.</p>



<p>A iniciativa busca reduzir as manifestações e sequelas da doença, além de combater a estigmatização social, a partir de campanhas educativas.</p>



<p>A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela ocorrência de crises que podem ser acompanhadas de convulsões, tremores ou perda de consciência, entre outros sintomas. A doença pode afetar pessoas de todas as idades.</p>



<p><strong>Texto aprovado</strong></p>



<p>Os parlamentares acolheram o&nbsp;<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3066676&amp;filename=PRL+1+CCJC+%3D%3E+PL+5538/2019" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parecer</a>&nbsp;da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), pela aprovação do Projeto de Lei 5538/19, do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), com as mudanças feitas anteriormente pelas comissões de Saúde; e de Finanças e Tributação.</p>



<p>Esses colegiados retiraram alguns pontos do texto original, como o que proibia a demissão de funcionários em função de crises. Também adequaram o texto às regras fiscais, a fim de evitar gastos extras para o SUS.</p>



<p>“É preciso uma ampla campanha de educação da população, a fim de fornecer informações corretas, de modo que as pessoas com epilepsia sejam tratadas dignamente”, afirmou Laura Carneiro.</p>



<p><strong>Medidas</strong></p>



<p>Pela proposta aprovada, o<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Ministério da Saúde</a></strong>&nbsp;deverá coordenar o programa de atenção integral às pessoas com epilepsia, desenvolver um sistema de informação para acompanhar os pacientes e organizar um cadastro específico, garantindo o sigilo das informações.</p>



<p>A atenção integral aos pacientes compreenderá, entre outros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>atendimento especializado;</li>



<li>fornecimento de medicação;</li>



<li>realização de procedimentos cirúrgicos;</li>



<li>disponibilização de exames; e</li>



<li>garantia de leitos para internação e vagas para atendimento em ambulatório.</li>
</ul>



<p>Profissionais da educação e trabalhadores do transporte público também serão treinados, conforme o programa, para reconhecer os sinais de crises epilépticas e prestar atendimento.</p>



<p>O texto garante ainda ao paciente horário especial de trabalho para permitir o tratamento.</p>



<p><strong>Próximos passos</strong></p>



<p>O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pelo presidente da República. </p>



<p><em>(Com informações da Agência Câmara de Notícias)</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ELEIÇÕES 2026: UM PANORAMA REAL NO CENÁRIO POLÍTICO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/AudYU1cuGaA?start=1778&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Lesões no cérebro ajudam a prever gravidade da epilepsia em doença rara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Lesões no cérebro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma imagem vale mais do que mil palavras — especialmente quando essa imagem mostra o cérebro com precisão jamais vista. Foi com o auxílio da ultra-avançada ressonância magnética de 7 Tesla (7T-MRI), que pesquisadores brasileiros conseguiram compreender mais sobre o funcionamento da esclerose tuberosa (TSC), uma doença genética rara que causa o desenvolvimento de tumores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma imagem vale mais do que mil palavras — especialmente quando essa imagem mostra o cérebro com precisão jamais vista. Foi com o auxílio da ultra-avançada ressonância magnética de 7 Tesla (7T-MRI), que pesquisadores brasileiros conseguiram compreender mais sobre o funcionamento da esclerose tuberosa (TSC), uma doença genética rara que causa o desenvolvimento de tumores benignos em várias partes do corpo, incluindo cérebro, pele, rins, coração e pulmões.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>O&nbsp;<a href="https://www.brainanddevelopment.com/article/S0387-7604(25)00068-3/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>, publicado na revista científica Brain and Development, investigou 30 pacientes acompanhados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/hcfmusp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">HCFMUSP</a></strong>) e revelou uma conexão direta entre a quantidade e localização de túberes cerebrais (pequenas lesões formadas por acúmulo de células anormais) e a gravidade da epilepsia nesses pacientes. A descoberta pode ajudar médicos a prever o curso da doença com mais precisão e até orientar tratamentos mais eficazes.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_141435"><a href="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Wagner-Antonio-da-Rosa-Baratela-1.jpg"><img decoding="async" src="https://medicinasa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Wagner-Antonio-da-Rosa-Baratela-1-300x209.jpg" alt="" class="wp-image-141435"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Wagner Baratela</figcaption></figure>



<p>Segundo os pesquisadores, pacientes com epilepsia ativa tinham mais túberes no lobo frontal do cérebro — região ligada a funções como planejamento, tomada de decisões e controle do comportamento. Já aqueles sem crises epilépticas apresentaram resultados significativamente melhores em testes de QI e menor incidência de TDAH, revelando o impacto da epilepsia sobre o desenvolvimento cognitivo.</p>



<p>Mas os túberes não contam essa história sozinhos. A genética também entra em cena com variantes no gene TSC2, associadas à esclerose tuberosa, que apareceram com mais frequência em pacientes com maior número de lesões — e, consequentemente, com epilepsia mais severa.</p>



<p>“Estamos falando de uma tríade, com a genética, imagem cerebral e comportamento. Combinadas, essas informações podem mudar a forma como entendemos e tratamos a Esclerose Tuberosa. A pesquisa abre caminho para o uso de biomarcadores de imagem como ferramenta preditiva, além de reforçar a importância de diagnósticos mais personalizados — especialmente em doenças raras, em que cada pista pode fazer a diferença.”, conclui o médico geneticista, Wagner Antonio da Rosa Baratela, coautor do estudo e head de genômica do&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/fleury/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grupo Fleury</a></strong>.</p>



<p>Fonte: Medicina SA / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="BATE PAPO COM JORNALISTA FRANK DE CASTRO - BAND BA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/b51NFSdIYT0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>IA detecta anormalidades cerebrais invisíveis em pessoas com epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 12:58:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Algoritmo disponível publicamente facilita a identificação de lesões e o planejamento cirúrgico de pacientes com displasia cortical focal, malformação associada a uma forma da doença refratária a medicamentos Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) que identifica lesões cerebrais associadas à displasia cortical focal, uma das principais causas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Algoritmo disponível publicamente facilita a identificação de lesões e o planejamento cirúrgico de pacientes com displasia cortical focal, malformação associada a uma forma da doença refratária a medicamentos</p>



<p>Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) que identifica lesões cerebrais associadas à displasia cortical focal, uma das principais causas de epilepsia refratária a medicamentos e muito difícil de ser diagnosticada. Os detalhes foram divulgados na revista <em>JAMA Neurology.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p></p>



<p><a href="https://t.teads.tv/track?action=hpl-register&amp;auctid=e80d1db8-3ab5-496d-a597-61a37c2d92f0"></a>A displasia cortical focal é uma malformação no córtex caracterizada por lesões em algumas regiões do cérebro. Pacientes com a condição tendem a apresentar resistência ao tratamento com anticonvulsivos e, desse modo, a cirurgia (para remoção das áreas lesionadas) resta como única alternativa para reduzir os sintomas da doença. No entanto, essas lesões cerebrais costumam ser muito sutis e de difícil detecção, o que torna o tratamento da displasia cortical focal ainda mais desafiador.</p>



<p>A partir de técnicas de aprendizado de máquina e da análise de dados de&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ressonancia-magnetica-entenda-riscos-efeitos-colaterais-e-contraindicacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ressonância magnética</a>&nbsp;de 1.185 participantes – incluindo 703 pessoas com displasia cortical focal e 482 controles – a ferramenta, denominada MELD Graph, conseguiu detectar as anormalidades a partir de varreduras nas imagens cerebrais.</p>



<p>A ferramenta, cujo algoritmo está disponível publicamente, detectou 64% das anormalidades cerebrais ligadas à epilepsia que os médicos radiologistas não haviam detectado. Com isso, a expectativa é que a MELD Graph possa atender a mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo que convivem com esta causa de epilepsia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Colaboração internacional</strong></h2>



<p>O <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/fullarticle/2830410?guestAccessKey=e833d51e-69c6-4a26-bee3-66b84e3e9b0c&amp;utm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho</a> foi conduzido no âmbito do Consórcio Enigma, rede internacional que reúne cientistas de áreas como genômica de imagem, neurologia e psiquiatria. O grupo busca compreender a estrutura e a função do cérebro com base em ressonância magnética de alta resolução, dados genéticos e outras informações de pacientes com epilepsia, <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/parkinson-pode-ter-tres-tipos-diferentes-mostra-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parkinson</a>, <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/alzheimer-precoce-veja-sinais-de-alerta-que-podem-surgir-ja-aos-50-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alzheimer</a>, autismo, esquizofrenia e outras doenças neurodegenerativas.</p>



<p>O desenvolvimento da ferramenta de IA ficou a cargo de pesquisadores do King’s College London e do University College London, ambos do Reino Unido. Já as imagens de ressonância magnética de alta qualidade foram fornecidas por 23 centros de pesquisa em epilepsia em todo o mundo que fazem parte do consórcio. O Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN) foi uma das instituições com alta capacidade de captação e análise de imagens a fornecer dados para o projeto.</p>



<p>“Nesse tipo de epilepsia, os pacientes – que podem ser adultos ou crianças – têm 30 ou até 50 crises epilépticas por dia. É grave e geralmente as crises não são controladas por medicamentos. Portanto, a cirurgia para a remoção das lesões cerebrais, embora muito difícil de ser feita, é a mais indicada para esses casos. A nova ferramenta pode auxiliar muito esses pacientes, dando mais celeridade ao tratamento e, sobretudo, melhoria na qualidade de vida dessas pessoas e das famílias”, conta à&nbsp;<strong>Agência FAPESP</strong>&nbsp;Clarissa Yasuda, professora do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e integrante do BRAINN, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.</p>



<p>De acordo com Luca Palma, da Bambino Gesù Children’s Hospital, na Itália, o MELD Graph identificou uma lesão sutil que muitos radiologistas não perceberam em um menino de 12 anos que tinha crises epilépticas diárias e havia tentado nove medicamentos anticonvulsivos sem nenhuma melhora em sua condição. “Esta ferramenta pode identificar pacientes com epilepsia que podem ser tratados cirurgicamente e ajudar no planejamento cirúrgico – reduzindo riscos, economizando dinheiro e melhorando os resultados”, disse o pesquisador em comunicado à imprensa.</p>



<p>Além de reduzir custos e dar qualidade de vida aos pacientes, outro benefício importante da nova ferramenta é a possibilidade de ampliar o entendimento sobre a displasia cortical focal. “É uma malformação cerebral sobre a qual ainda há muito a se descobrir. A partir da análise dessas imagens de alta qualidade e do uso da ferramenta poderemos identificar padrões, impossíveis de serem percebidos sem a inteligência artificial, e responder a perguntas como, por exemplo, a origem desse problema”, afirma Fernando Cendes, professor da FCM-Unicamp e coordenador do BRAINN.</p>



<p>Fonte: CNN Brasil / Imagem: Liudmila Chernetska/Shutterstock</p>



<p><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="FRAUDES BANCÁRIAS:O QUE FAZER?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pgO2KHzEUos?start=2255&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ia-detecta-anormalidades-cerebrais-invisiveis-em-pessoas-com-epilepsia/">IA detecta anormalidades cerebrais invisíveis em pessoas com epilepsia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Perturbações cerebrais na infância podem levar a transtornos psiquiátricos na vida adulta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 14:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores brasileiros realizaram uma extensa investigação sobre os impactos de crises convulsivas durante o desenvolvimento. Resultados podem orientar novas formas de tratamentos para autismo, transtorno de déficit de atenção, esquizofrenia e epilepsia Texto: José Tadeu Arantes* Arte: Olívia Rueda** &#8211; Quarta, 31 de julho de 2024 Os primeiros anos de vida são cruciais para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Pesquisadores brasileiros realizaram uma extensa investigação sobre os impactos de crises convulsivas durante o desenvolvimento. Resultados podem orientar novas formas de tratamentos para autismo, transtorno de déficit de atenção, esquizofrenia e epilepsia</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: José Tadeu Arantes*</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Olívia Rueda** &#8211; Quarta, 31 de julho de 2024</h2>



<p>Os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento adequado e a maturação do cérebro. Perturbações cerebrais nessa fase, como lesões, infecções, estresse ou desnutrição, podem afetar profundamente a função cerebral e o comportamento por toda a vida. Crises convulsivas são as ocorrências neurológicas mais comuns nessa idade e constituem fatores de risco significativos para a incidência de distúrbios do neurodesenvolvimento, como autismo, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual, bem como de esquizofrenia e epilepsia.</p>



<p>Estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP com apoio da Fapesp investigou a neurobiologia dos efeitos comportamentais decorrentes de crises convulsivas na infância, utilizando roedores como modelo animal.</p>



<p>Liderado pelo pesquisador&nbsp;Rafael Naime Ruggiero, sob supervisão do professor&nbsp;João Pereira Leite, o estudo contou com a colaboração de cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). E foi&nbsp;<a href="https://elifesciences.org/articles/90997" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a>&nbsp;no periódico&nbsp;<em>eLife</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/07/20240719_rafael_ruggiero.png" alt="" class="wp-image-783033" style="width:159px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><a href="https://x.com/rafaelruggiero" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Foto: Reprodução/ Twitter</a></figcaption></figure>
</div>


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Os efeitos das crises na infância não estão associados à morte de neurônios, mas sim a disfunções moleculares, celulares e de redes neurais. Descobrimos que ocorre um aumento persistente de inflamação no cérebro, associada a alterações comportamentais relevantes para autismo e esquizofrenia”, diz Ruggiero.</p>
</blockquote>



<p>Além da neuroinflamação, os pesquisadores observaram uma relação inesperada entre a neuroplasticidade (isto é, a capacidade de o cérebro se modificar) e a cognição. “Embora contássemos com essa relação, verificamos que o fortalecimento das conexões neurais decorrentes das crises na infância é ainda mais exagerado do que supúnhamos, sugerindo um nível alto de neuroplasticidade. Vale ressaltar que tanto pouca quanto muita plasticidade levam a prejuízos cognitivos. Além de déficits de atenção e memória, essa facilidade em fortalecer conexões neurais pode explicar o maior risco de que indivíduos que sofreram convulsões na infância desenvolvam epilepsia na idade adulta”, informa Ruggiero.</p>



<p>Outra descoberta bastante intrigante foi a de que, em indivíduos que sofreram crises na infância, a atividade cerebral em estado ativo de vigília apresenta uma semelhança acima da esperada com a atividade cerebral durante o sono REM [sigla decorrente da expressão em língua inglesa&nbsp;<em>rapid eye movement</em>, ou movimento rápido dos olhos]. “Como o sono REM é o estágio em que ocorrem os sonhos mais vívidos, essa semelhança poderia explicar processamentos sensoriais atípicos, que ocorrem especialmente na esquizofrenia”, afirma&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/723391/danilo-benette-marques/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Danilo Benette Marques</a>, coautor do artigo. Ele e colaboradores associam essa condição a um excesso de dopamina.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Na clínica, as epilepsias apresentam uma alta taxa de comorbidades psiquiátricas, ou seja, de transtornos mentais que ocorrem junto com a doença neurológica. Existe uma forte associação com autismo, deficiência intelectual e transtorno de déficit de atenção, bem como com condições psiquiátricas que se manifestam na idade adulta, como a esquizofrenia e outros transtornos psicóticos. Estima-se que 30% dos indivíduos com autismo também apresentem epilepsia. Esta interseção complexa entre neurologia e psiquiatria é um dos principais focos de nossas pesquisas nos últimos anos”, comenta Pereira Leite, coordenador do estudo em pauta e pesquisador responsável pelo Projeto Temático Fapesp “Epilepsias farmacorresistentes: desafios diagnósticos, estudo das comorbidades associadas e novas abordagens experimentais.”</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Por muitos anos, acreditou-se que as alterações cognitivas e comportamentais associadas à epilepsia fossem resultado da morte progressiva de neurônios nas regiões cerebrais afetadas pelas crises epilépticas. No entanto, verificamos que indivíduos que experimentaram crises convulsivas na infância, mesmo sem desenvolver epilepsia na vida adulta, apresentam maior incidência dessas mesmas condições psiquiátricas”, continua Pereira Leite.</p>
</blockquote>



<p>Ruggiero acrescenta que, similarmente ao que ocorre na clínica, roedores expostos a convulsões nos primeiros dias de vida apresentaram uma série de alterações comportamentais na vida adulta. “O que mais nos intrigou foi que, tanto em humanos quanto em roedores, as crises no início da infância não causam morte neuronal. Por isso, nossa hipótese foi a de que o funcionamento de redes neuronais poderia ter sido afetado. É importante destacar que, nos transtornos psiquiátricos, a perda neuronal não é uma característica proeminente. Acreditamos que alterações no funcionamento de redes neurais específicas possam ser identificadas em diferentes transtornos mentais e sejam responsáveis por um conjunto comum de sintomas”, diz.</p>



<p>Os pesquisadores examinaram as alterações comportamentais em roedores por meio de uma série de testes. Dentre as mudanças mais marcantes, descobriram que os animais afetados apresentavam hiperlocomoção, ou seja, uma agitação espontânea persistente, e dificuldades no filtro sensório-motor. Esse filtro é responsável pela capacidade de o cérebro filtrar informações sensoriais e respostas motoras de forma eficaz, distinguindo estímulos relevantes e irrelevantes em ambientes conturbados e regulando respostas exageradas. No tratamento da esquizofrenia, medicamentos antipsicóticos são utilizados para reduzir esses comportamentos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Verificamos que modelos animais que replicam aspectos biológicos do autismo também mostram alterações marcantes nesses mesmos testes. Este conjunto de alterações sensório-motoras está fortemente associado a mudanças perceptivas e comportamentais observadas na clínica, como hiperatividade no TDAH, alucinações na psicose e hipersensibilidade a ambientes estimulantes no transtorno do espectro autista [TEA]. Ao mesmo tempo, nosso estudo também revelou um prejuízo cognitivo na chamada ‘memória de trabalho’, aquela que usamos para guardar temporariamente informações, como um número de telefone, e depois esquecemos. Ela é essencial para atividades que exigem atenção, planejamento e raciocínio. Esse tipo de memória é severamente afetado na esquizofrenia e em transtornos do neurodesenvolvimento, o que se reflete em pensamento desorganizado, dificuldades de aprendizado e déficit de atenção”, conta Ruggiero.</p>
</blockquote>



<p>Diante da descoberta de que as convulsões na infância não causavam morte de neurônios, os pesquisadores se perguntaram onde ficariam localizadas as marcas cerebrais por trás dessas alterações comportamentais. “Em&nbsp;<a href="https://www.frontiersin.org/journals/cellular-neuroscience/articles/10.3389/fncel.2021.732360/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo anterior</a>, verificamos que muitos dos efeitos comportamentais das crises na infância correspondem a funções cognitivas e comportamentais que dependem do hipocampo [região do cérebro crucial para a formação da memória e integração sensório-motora], do córtex pré-frontal [responsável pelo planejamento, atenção e controle emocional], bem como da comunicação entre elas. Por isso, estabelecemos como hipótese que essas regiões poderiam ser boas candidatas para conter as disfunções neurais relacionadas às alterações comportamentais oriundas das perturbações cerebrais na infância”, responde Ruggiero.</p>



<p>Um dos achados mais marcantes do estudo foi a presença de inflamação no cérebro dos animais que sofreram crises na infância. O processo de neuroinflamação é natural e fundamental para o cérebro no combate a infecções e na recuperação de lesões. No sistema nervoso, os principais responsáveis por esse papel são as células da glia, como os astrócitos, que, diante de injúrias cerebrais, aumentam sua atividade, expandindo-se, ramificando-se, multiplicando-se e tornando-se prontas para lidar com quaisquer danos cerebrais. Assim, uma maneira de investigar a neuroinflamação no cérebro é pela marcação de uma proteína chamada GFAP, que está presente no esqueleto dos astrócitos. Seus níveis são bons indicadores da ativação destas células.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Embora não ocorra lesão de fato de neurônios, as convulsões na infância resultam em um aumento do processo neuroinflamatório. Observamos esse aumento em todas as regiões cerebrais examinadas. Além disso, os níveis de inflamação estavam significativamente correlacionados com as alterações comportamentais, especialmente àquelas sensório-motoras, mais relevantes para o autismo e a esquizofrenia”, relata Matheus Teixeira Rossignoli, outro dos autores do estudo.</p>
</blockquote>



<p>Não é exatamente novidade que o TEA e a esquizofrenia estejam associados à neuroinflamação. Em 2005, uma análise&nbsp;<em>post-mortem</em>&nbsp;de cérebros de indivíduos com TEA apresentou vários indícios de neuroinflamação. No caso da esquizofrenia, a relação com a inflamação é ainda mais evidente. Em 2017, foi relatado o caso de um paciente com esquizofrenia que apresentou remissão completa dos sintomas após um transplante de medula óssea – processo que substitui completamente o sistema imunológico original do paciente. Também existem relatos de casos inversos, nos quais pacientes sem esquizofrenia desenvolveram o transtorno após transplante de medula óssea de um indivíduo que sofria de alucinações e delírios, como relatado em 2015.</p>



<p>Além desses transtornos, casos de doenças autoimunes cerebrais, nas quais o sistema imunológico ataca o próprio cérebro, levando à sua inflamação, comumente apresentam sintomas típicos de confusão mental, alucinações e delírios, muitas vezes sendo diagnosticados como transtornos psicóticos, mas não respondendo aos tratamentos convencionais.</p>



<p>O presente estudo liga esses pontos, mostrando como as convulsões na infância representam um importante gatilho para uma neuroinflamação desregulada que pode persistir até a vida adulta. Assim, intervenções para interromper esse processo poderiam possivelmente aliviar ou prevenir o desenvolvimento de alterações comportamentais a longo prazo. “Uma perspectiva otimista dos achados é que as alterações comportamentais não estão necessariamente ligadas à morte neuronal, que é irreversível, mas sim a disfunções neurais potencialmente reversíveis com tratamento. Isso sugere que, mesmo após perturbações cerebrais na infância, há oportunidades de intervenção que podem melhorar o funcionamento cerebral e comportamental ao longo da vida. Porém, quanto mais precoce a intervenção, maior a garantia de se promover um desenvolvimento saudável e de se prevenir complicações no futuro”, conclui Ruggiero.</p>



<p>A pesquisa também recebeu apoio da Fapesp por meio de bolsas de pós-doutorado concedidas a três integrantes da equipe de pesquisadores: o próprio&nbsp;Ruggiero,&nbsp;Matheus Teixeira Rossignoli&nbsp;e&nbsp;Danilo Benette Marques.</p>



<p>O artigo <em>Dysfunctional hippocampal-prefrontal network underlies a multidimensional neuropsychiatric phenotype following early-life seizure</em> pode ser encontrado em: <a href="https://elifesciences.org/articles/90997" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://elifesciences.org/articles/90997</a>.</p>



<p>Fonte: Jornal USP / Grupo da USP investigou a neurobiologia dos efeitos comportamentais decorrentes de crises convulsivas na infância, utilizando roedores como modelo animal – Imagem: <a href="https://agencia.fapesp.br/perturbacoes-cerebrais-na-infancia-podem-levar-a-transtornos-psiquiatricos-na-vida-adulta/52234">Rafael Naime Ruggiero et al./FMRP-USP</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ex- Ministro da Cidadania João Roma no Bate Papo na City" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/xP1B2joKZHk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/perturbacoes-cerebrais-na-infancia-podem-levar-a-transtornos-psiquiatricos-na-vida-adulta/">Perturbações cerebrais na infância podem levar a transtornos psiquiátricos na vida adulta</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 13:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
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		<category><![CDATA[USP]]></category>
		<category><![CDATA[vespas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Testes em camundongos liderados por equipe da USP em Ribeirão Preto obtiveram composto capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios Texto: Felipe Faustino* &#8211; Segunda,8 de abril de 2024 Venenos e peçonhas podem parecer assustadores à primeira vista. Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Testes em camundongos liderados por equipe da USP em Ribeirão Preto obtiveram composto capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios</p>



<h3 class="wp-block-heading">Texto: Felipe Faustino* &#8211; Segunda,8 de abril de 2024</h3>



<p>Venenos e peçonhas podem parecer assustadores à primeira vista. Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá-lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência. É o que ocorre com a peçonha da&nbsp;espécie de vespa social típica do Cerrado, conhecida popularmente como marimbondo-estrela. Cientistas brasileiros descobriram na peçonha do inseto uma substância com potencial para tratar epilepsia e, ao mesmo tempo, proteger o cérebro: a occidentalina-1202.&nbsp;</p>



<p>O estudo, realizado com experimentos em animais, foi conduzido pela pesquisadora Márcia Mortari nos laboratórios de biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) da USP, durante seu doutorado sob orientação do professor Wagner Ferreira dos Santos, do Departamento de Biologia da FFCLRP. Os&nbsp;resultados da pesquisa, publicados na&nbsp;<em><a href="https://academic.oup.com/braincomms/article/5/1/fcad016/7044697?login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Brain Communications</a></em>, mostram o composto isolado da peçonha da vespa como eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia, sem efeitos colaterais no comportamento motor e cognitivo dos animais testados. Ao lado desses benefícios, observaram também atividade protetora sobre as células nervosas do cérebro.&nbsp;</p>



<p>Segundo o professor Santos, a occidentalina-1202 consegue atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro de substâncias nocivas presentes no sangue), chegar ao cérebro e bloquear a ação do cainato, uma toxina que atinge os neurônios e é utilizada experimentalmente para induzir crises epilépticas em animais, através dos receptores específicos para o glutamato (ou ácido glutâmico). O composto atua nesse sistema de receptores e protege o cérebro da “excitotoxicidade” que resulta na morte dos neurônios.</p>



<p>“É isso que ocorre na epilepsia, como em outras doenças agudas e crônicas do tecido nervoso”, afirma o professor ao informar que a occidentalina-1202(s) então é capaz de “bloquear a ligação do cainato nos seus receptores, inibindo a continuação desta cascata lesiva, causando a neuroproteção.”&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/03/20240301_wagner_ferreira_santos.jpg?fit=250%2C250&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-729573" style="width:122px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Wagner Ferreira dos Santos &#8211; Foto: FFCLRP-USP</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Dos testes com vespas sociais à occidentalina-1202</h2>



<p>Tudo começa com a coleta das vespas fêmeas, que são cuidadosamente congeladas para preservar suas propriedades. Essa seleção não é fácil devido à violência dos insetos. “Para se fazer a coleta de vespas sociais temos que ter paciência e coragem; mesmo com roupa específica de coleta, sempre levei uma ou mais picadas desses insetos. Isso desestimula a continuar os trabalhos com esses himenópteros (grupo de insetos que inclui as vespas sociais)”, conta Santos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Após a captura, o veneno é então extraído e purificado. Técnicas de separação específicas dividem a substância em partes menores, buscando identificar as que possuem propriedades medicinais. Depois, “testamos novamente, e em seguida, purificamos completamente o composto capaz de ter o efeito antiepiléptico”, conta Márcia.&nbsp;</p>



<p>Definido o peptídeo promissor, a equipe de cientistas desenvolvem um análogo, uma cópia modificada quimicamente que resulta então na occidentalina-1202(s), produto sintético que é mantido em solução específica (Ph entre 6,8 e 7,0) a 5ºC de temperatura por 72 horas para garantir sua estabilidade e pureza.</p>



<p>Em uma segunda fase, analisam os efeitos dos dois peptídeos (o natural e o sintético) em dois modelos de epilepsia aguda, induzidos por ácido caínico (o cainato) e pentilenotetrazol, substâncias que provocam convulsões.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/03/20240301_marcia-mortari.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-729574" style="width:126px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Márcia Mortari &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p>A dose efetiva foi medida, tal como o índice terapêutico, os sinais elétricos do cérebro e a expressão de um gene chamado C-fos, que está relacionado à atividade neuronal.</p>



<p>Logo após, submetem a molécula sintética occidentalina-1202(s) a estudos mais específicos para avaliar sua eficácia na prevenção e controle de convulsões graves e prolongadas, além de obter informações detalhadas sobre os efeitos no tecido cerebral.&nbsp;</p>



<p>Já na quarta fase, verificam os possíveis efeitos adversos após a administração crônica, em testes que medem a capacidade de equilíbrio, memória e aprendizagem dos animais. Por fim, propõem um mecanismo de ação com a occidentalina-1202(s), usando modelos computacionais com receptores de cainato, demonstrando como a substância pode ajudar a controlar a atividade elétrica excessiva no cérebro, potencialmente reduzindo as convulsões epilépticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resumo gráfico</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/03/grafico_veneno-vespas.jpg?fit=1024%2C613&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-729721"/><figcaption class="wp-element-caption">Gráfico sobre etapas do estudo realizado &#8211; Imagem: Cedida pelos pesquisadores</figcaption></figure>



<p>A pesquisadora Márcia Mortari acrescenta que, para garantir a segurança em uso a longo prazo, testes seguem em andamento estudando o funcionamento e controle de neurotransmissores, como o glutamato, responsável por transmitir mensagens que estimulam a atividade dos neurônios e que, em níveis excessivos, pode causar crises epilépticas. “Estamos realizando todos os testes necessários para determinar a segurança do uso desse composto, utilizando uma série de ensaios de toxicidade e de determinação de efeitos adversos.”&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos adversos menores</h2>



<p>Caracterizada por convulsões causadas por descargas elétricas anormais no cérebro, a epilepsia atinge cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo (dados da Organização Mundial da Saúde, OMS) e o tratamento envolve a administração de fármacos antiepilépticos que, apesar de eficazes no controle das crises, podem provocar uma variedade de efeitos colaterais. Entre eles estão sedação, sonolência, tontura, problemas de memória e concentração, e até mesmo danos à medula óssea e ao fígado.&nbsp;</p>



<p>Para a agora professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) Márcia Mortari, a occidentalina-1202 deve se tornar o início de uma nova classe promissora de peptídeos, extraídos da peçonha de vespas, para o desenvolvimento de medicamentos que interagem com o sistema nervoso central. “São moléculas com grande atividade e seletividade, e, por isso, possuem efeitos adversos menores”, afirma.&nbsp;</p>



<p>A falha dos atuais tratamentos da epilepsia está na possibilidade de “causar problemas neurobiológicos, cognitivos, psicossociais e reduzir a qualidade de vida do paciente”, acrescenta o professor Santos, lembrando que, em alguns casos, esses medicamentos se tornam ineficazes, o que é chamado de farmacorresistência.</p>



<p>Mesmo comemorando o achado, os cientistas afirmam que testes clínicos são necessários para confirmar se a occidentalina-1202 não oferece efeitos adversos. “Ainda estamos na fase de testes em animais, fase pré-clínica. Não obstante ele não tenha causado efeito motor e cognitivo ruins aos animais de experimentação”, conclui o professor.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que utilizar venenos e peçonhas?</h2>



<p>No caso da peçonha das vespas&nbsp;<em>Polybia occidentalis</em>, Márcia lembra que o efeito produzido pelas picadas na defesa e captura de presas sempre intrigou a comunidade científica. “Elas são capazes de usar a peçonha para paralisar suas presas, no caso outros pequenos invertebrados”, explica. Esse efeito, segundo a pesquisadora, gerou a hipótese de que a substância poderia agir no nosso cérebro, reduzindo a atividade excessiva que caracteriza as crises epilépticas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/03/20240301_vespa_riscada_1200x630.jpg?fit=1024%2C538&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-729591"/><figcaption class="wp-element-caption">Peçonha da Polybia occidentalis pode ter efeitos em crise epiléptica &#8211; Foto: Carlos Eduardo Joos/Wikipedia/Creative Commons Attribution 2.0 Generic</figcaption></figure>



<p>Assim, o estudo desses compostos oferece “uma oportunidade de entendermos os mecanismos fisiológicos e bioquímicos que operam em diferentes organismos, inclusive em doenças, e assim desenvolver remédios”, afirma Santos, informando que existem inúmeros exemplos na ciência, como o captopril, um remédio para controle da pressão arterial que foi desenvolvido a partir de um peptídeo extraído da peçonha de uma serpente brasileira, a&nbsp;<em>Bothrops jararaca</em>. Outro exemplo, “o ziconotide, um analgésico para controle da dor causada por câncer e/ou AIDS, que não é usado no Brasil, mas foi desenvolvido a partir de um peptídeo de um caracol marinho das Filipinas”.&nbsp;</p>



<p>A pesquisa, conduzida por Márcia Mortari e Wagner dos Santos na USP em Ribeirão Preto, foi produzida em colaboração com outros pesquisadores da FFCLRP e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, além da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de Lorraine, França. Contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).&nbsp;</p>



<p><strong>Mais informações:</strong>&nbsp;e-mail&nbsp;<a href="mailto:wagnerf@usp.br">wagnerf@usp.br</a>, com Wagner Ferreira dos Santos, ou&nbsp;<a href="mailto:mamortari@gmail.com">mamortari@gmail.com</a>, com Márcia Mortari</p>



<p><em>*Estagiário sob supervisão de Rita Stella</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Pesquisa aponta composto de vespa capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios em casos de epilepsia – Fotomontagem: Jornal da USP – Imagens: juicy_fish/Freepik, rawpixel.com/Freepik e Megustanlasframbuesas/Wikimedia Commons/Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International / Arte : Jornal da USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eu, o axé, a Bahia e o Brasil: uma história contada através da música" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5bxnoeTvXyk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/molecula-extraida-da-peconha-de-vespas-e-promessa-para-controle-da-epilepsia/">Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>USP cria linhagem modificada de roedores para estudos em epilepsia e comorbidades neuropsiquiátricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2022 17:41:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seleção genética de ratos foi feita no Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e está disponível para pesquisadores e empresas no Rat Resource and Research Center, na Universidade do Missouri, associado aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos EUA   por Giovanna Grepi &#8211; Domingo, 3 de julho de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/usp-cria-linhagem-modificada-de-roedores-para-estudos-em-epilepsia-e-comorbidades-neuropsiquiatricas/">USP cria linhagem modificada de roedores para estudos em epilepsia e comorbidades neuropsiquiátricas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Seleção genética de ratos foi feita no Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e está disponível para pesquisadores e empresas no Rat Resource and Research Center, na Universidade do Missouri, associado aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos EUA</h3>



<p>  por Giovanna Grepi &#8211; Domingo, 3 de julho de 2022</p>



<p>Seja para o entendimento de uma doença ou testagem de medicamentos promissores, os pesquisadores precisam percorrer etapas de experimentos pré-clínicos, com modelos animais&nbsp;<em>in vitro</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>in vivo</em>, e clínicos, com seres humanos, para avaliar aspectos como: eficácia, toxicidade, segurança e efeitos colaterais. Na etapa pré-clínica, os pesquisadores buscam criar um ambiente semelhante às condições reais em seres humanos, por exemplo, com o uso de animais selecionados geneticamente, para terem uma resposta mais próxima à dos humanos.</p>



<p>Na busca por tratamentos para epilepsia e doenças neuropsiquiátricas, equipes de cientistas do Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental (LNNE) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP fizeram uma seleção genética de 65 gerações em roedores e criaram a linhagem de Ratos Wistar Audiogênicos (WAR), que foi oficialmente recebida em janeiro de 2022 no Rat, Resource and Research Center (RRCC) na Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, para ser disponibilizada para a comunidade científica internacional.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/06/20210615_norberto_garcia_cairasco.jpg?fit=239%2C239&amp;ssl=1" alt=""/><figcaption>Norberto Garcia Cairasco – Foto: Divulgação/UFMG</figcaption></figure></div>



<p>“A disponibilidade dos WAR internacionalmente significa que qualquer pesquisador que tenha interesse na linhagem possa ter acesso por solicitação com cadastro feito no próprio site do banco do&nbsp;RRCC<em>”</em>, conta Norberto Garcia Cairasco, professor, diretor do LNNE e chefe do Departamento de Fisiologia da FMRP.</p>



<p>A linhagem WAR é fruto de seleção genética (<em>inbreeding</em>) que gerou um fenótipo que pode ser avaliado do ponto de vista do comportamento, da atividade elétrica cerebral (EEG), das alterações nas células e em moléculas, tais como genes e proteínas relacionadas à epilepsia e doenças neuropsiquiátricas, entre elas ansiedade, depressão, alterações de memória/cognitivas, como na doença de Alzheimer, compulsão e autismo. Além disso, a pesquisa com a linhagem ainda possibilita a análise cardiovascular e respiratória, geralmente associada a morte súbita, além de alterações metabólicas e endócrinas, por exemplo.</p>



<p>“Embora no início tenhamos estudado apenas as respostas relacionadas ao fenótipo de epilepsia, com o passar do tempo começamos a observar alterações comportamentais de outros tipos, como estresse, ansiedade e depressão. Recentemente, observamos fenômenos mais complexos que exigem um olhar mais detalhado nos protocolos experimentais, por exemplo: compulsão ou perda de memória”, explica Garcia Cairasco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mais de 30 anos de história</h2>



<p>Após mais de 30 anos de estudos com a linhagem WAR, o professor afirma que a disponibilidade dos animais para pesquisadores de todo o mundo é resultado da união e esforço de diversos participantes. “Ficam os agradecimentos, que sempre serão insuficientes, para centenas de pessoas, fundações e centros do cenário nacional e internacional que nos auxiliaram para o sucesso na produção da linhagem”, afirma.</p>



<p>O trabalho começou na década de 1980 quando Garcia Cairasco era orientado pelo professor Renato Marcos Endrizzi Sabbatini, da FMRP, no mestrado e no doutorado com estudos sobre os aspectos do comportamento animal associado às manifestações das epilepsias. “Depois de um período de dois anos de pós-doutorado no Duke University Medical Center, nos Estados Unidos, iniciamos, em 1990, a seleção genética que geraria a linhagem WAR e a apresentamos no Congresso Americano de Genética no mesmo ano.”</p>



<p>A modificação genética aconteceu no Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental, que foi criado em 1988, e contou, ao longo dessas décadas, com trabalho para avaliação comportamental e de seleção genética do biólogo José Antonio Cortes de Oliveira e para a avaliação da atividade elétrica cerebral, do biólogo Flávio Del Vecchio, ambos do LNNE. “Já em 1992, foi realizada a primeira defesa de doutorado utilizando a linhagem, com Maria Carolina Doretto, doutoranda da FMRP na época. Ao longo das décadas, a linhagem foi usada em dezenas de estudos em teses de doutorado e dissertações de mestrado que contribuíram com a ciência, sendo apresentados em congressos nacionais e internacionais, palestras e artigos científicos”, recorda.</p>



<p>Em mais de três décadas, o grupo de pesquisadores produziu aproximadamente oito mil ratos da linhagem WAR, seguindo todas as exigências que envolvem a ética para o uso de animais em pesquisa. “Desde 2018, os WARs foram transferidos para ter a sua criação no Biotério para Linhagens Especiais de Ratos, no campus de Ribeirão Preto da USP, que é reconhecido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. O espaço funciona sob minha coordenação e com a execução das tarefas pelo técnico e biólogo José Antonio Cortes de Oliveira”, explica Garcia Cairasco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Internacionalização e disponibilidade da linhagem para a ciência</h2>



<p>O processo de transferência para o banco de animais americano foi iniciado em 2010 com suporte do Polo de Ribeirão Preto da Agência USP de Inovação (Auspin) e com acompanhamento e interlocução com o Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica na Área da Ciência de Animais de Laboratório (Cemib) da Universidade de Campinas (Unicamp). De acordo com Garcia Cairasco, os pesquisadores da Unicamp “realizaram com extrema competência a rederivação/higienização dos WAR, requisito fundamental para o transporte em condições de segurança sanitária para o RRRC”.</p>



<p>“Todos os protocolos nacionais e internacionais foram detalhadamente seguidos para serem processos éticos, legais, fluidos e eficientes. A história, desde o início do desenvolvimento da linhagem WAR, ultrapassa 30 anos e representa um icônico e árduo trabalho. Isso foi possível graças à retaguarda de múltiplos alunos, técnicos e colaboradores do LNNE, do Departamento de Fisiologia, dos Programas de Pós-Graduação em Fisiologia e Neurociências, da FMRP da USP e dos auxílios com bolsas e em pesquisas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo&nbsp;[Fapesp], do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico&nbsp;[CNPq], da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior&nbsp;[Capes]&nbsp;e Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da FMRP&nbsp;[Faepa]“, conta o docente.</p>



<p>Flávia Prado, do Polo de Ribeirão Preto da Auspin, explica que a transferência tecnológica da linhagem aumenta a visibilidade e favorece as relações internacionais. “A disponibilização desta linhagem é um importante passo ao grupo de pesquisa e à FMRP para parcerias internacionais. Além de possibilitar novas pesquisas e interações, empresas também poderão ter interesse em realizar o processo de licenciamento da linhagem, reconhecendo a sua origem”, reforça.</p>



<p>O professor Garcia Cairasco ainda salienta que as investigações com os animais WAR disponibilizados no RRRC, banco de animais americano, ainda podem contribuir na formação de recursos humanos em projetos multi e interdisciplinares institucionais e internacionais. “Como exemplo disso, colaborações já solidificadas têm sido feitas entre o LNNE a Georgetown University, sob coordenação do professor Patrick C. Forcelli, que utiliza os ratos geneticamente predispostos à epilepsia (GEPRs), e pesquisadores da Universidade de Salamanca (Usal)), sob a coordenação da professora Dolores E. López, que desenvolveu a linhagem de hâmsters geneticamente sensíveis a crises audiogênicas (GASH/Sal). Uma consequência natural deste conjunto de colaborações em estudos comparativos entre as linhagens WAR, GEPRs e GASH/Sal é a minha aprovação para receber, no dia 28 de junho, o&nbsp;Doutorado<em>&nbsp;Honoris Causa</em>&nbsp;pela Usal, certamente uma honraria pela trajetória científica e relevância internacional nos seus estudos das epilepsias e comorbidades neuropsiquiátricas”, finaliza.</p>



<p>Mais informações: e-mail ngcairas@usp.br, com o professor Garcia Cairasco</p>



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		<title>“Dia Roxo” – Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2022 18:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 26 de março de 2022 O “Dia Roxo”, Purple Day, é um esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo. Em 26 de março, anualmente, as pessoas em países de todo o mundo estão convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da consciência da epilepsia. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 26 de março de 2022</p>



<p>O “Dia Roxo”, Purple Day, é um esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo. Em 26 de março, anualmente, as pessoas em países de todo o mundo estão convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da consciência da epilepsia.</p>



<p>Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.</p>



<p><strong>Sintomas:</strong></p>



<p>Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.</p>



<p><strong>Causas:</strong></p>



<p>Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abuso de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.</p>



<p>Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/</p>



<p>=============================================================================</p>



<p><strong><a href="http://pesquisa.bvsalud.org/portal/?u_filter%5B%5D=fulltext&amp;u_filter%5B%5D=collection&amp;u_filter%5B%5D=db&amp;u_filter%5B%5D=mj_cluster&amp;u_filter%5B%5D=type_of_study&amp;u_filter%5B%5D=clinical_aspect&amp;u_filter%5B%5D=limit&amp;u_filter%5B%5D=pais_assunto&amp;u_filter%5B%5D=la&amp;u_filter%5B%5D=year_cluster&amp;u_filter%5B%5D=type&amp;u_filter%5B%5D=ta_cluster&amp;u_filter%5B%5D=jd&amp;u_filter%5B%5D=pais_afiliacao&amp;fb=&amp;lang=pt&amp;index=tw&amp;home_url=http%3A%2F%2Fbvsalud.org&amp;home_text=Portal+Regional+da+BVS&amp;q=epilepsia%2Fet+or+epilepsia%2Fpc+or+epilepsia%2Fth&amp;where=&amp;filter%5Bfulltext%5D%5B%5D=1&amp;filter%5Blimit%5D%5B%5D=humans&amp;filter%5Bla%5D%5B%5D=pt">Confira aqui, bibliografia selecionada!</a></strong></p>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p><a href="http://www.epilepsiabrasil.org.br/">Associação Brasileira de Epilepsia</a></p>



<p><a href="http://epilepsia.org.br/o-que-e-epilepsia/">Liga Brasileira para a Epilepsia</a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dia-roxo-dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-a-epilepsia/">“Dia Roxo” – Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Março Roxo quer conscientizar população sobre a epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 08:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Março Roxo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Campanha é promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia A campanha Março Roxo deste ano, promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), quer conscientizar a população sobre a doença que acomete 2% da população no Brasil e afeta em torno de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Campanha é promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia</p>



<p>A campanha Março Roxo deste ano, promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), quer conscientizar a população sobre a doença que acomete 2% da população no Brasil e afeta em torno de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1447519&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1447519&amp;o=node"></p>



<p>A iniciativa internacional começou no Canadá, em 2008, baseada no relato da menina Cassidy Megan, que compartilhou seu sentimento de solidão por ter epilepsia. A cor roxa foi escolhida em alusão à lavanda, flor ligada ao sentimento de isolamento descrito por Cassidy. No dia 26 de março, é comemorado o Dia Internacional de Conscientização sobre a Epilepsia, o&nbsp;<em>Purple Day</em>.</p>



<p>O objetivo da campanha é mostrar que a empatia é tão importante para a pessoa com epilepsia quanto o tratamento e que a falta de informação e o preconceito podem impactar fortemente a qualidade de vida das pessoas com epilepsia, disse, à Agência Brasil, o vice-presidente da ABE, neurologista Lecio Figueira. A estimativa é que até 70% das pessoas com epilepsia no mundo não recebem diagnóstico e tratamento adequados, segundo o neurologista.</p>



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</div></figure>



<p>“A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que são recorrentes e geram as crises epilépticas. Para considerar que uma pessoa tem epilepsia, ela deverá ter repetição de suas crises epilépticas. Portanto, a pessoa poderá ter uma crise epiléptica [convulsiva ou não] e não ter o diagnóstico de epilepsia”, explicou o neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira, orientador pleno do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e médico assistente da Divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Doenças neurológicas</h2>



<p>O vice-presidente da ABE, Lecio Figueira, disse que as doenças neurológicas mais frequentes são o acidente vascular cerebral (AVC), dores de cabeça e epilepsia. O estigma da epilepsia, segundo Figueira, é de uma pessoa retardada, que cai no chão, tem convulsão e baba. “O estigma da epilepsia é esse. Mas isso não é a realidade. A maior parte das pessoas com epilepsia não têm alteração cognitiva significativa ou deficiência mental, toma o medicamento apropriado para a doença que controla as crises e toca a sua vida. São pessoas produtivas, casam”. Figueira admitiu que existe uma parcela reduzida de pessoas que apresenta mais dificuldade, cujo controle é mais difícil. Por isso, a conscientização é importante para as pessoas entenderem a epilepsia, reforçou.</p>



<p>Não se trata de uma doença mental, no sentido da loucura, deixou claro Lecio Figueira. É uma doença ligada ao funcionamento do cérebro. A maneira melhor de traduzir a doença é dizer que se trata de um curto-circuito cerebral, explicou o especialista.</p>



<p>“Essa ativação anormal do cérebro leva aos sintomas, e dependendo como ocorre essa ativação, pode ter sintomas diferentes. A crise pode ser uma alteração da visão, uma sensação esquisita, uma saída fora do ar, só a mão da pessoa ficar tremendo”, explicoi. Quando a ativação é mais ampla e pega todo o cérebro, pode levar a uma crise, chamada de convulsão. A pessoa cai no chão, se debate, fica roxa, baba, pode morder a língua.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Controle</h2>



<p>A epilepsia não tem cura, mas a maior parte das epilepsias tem controle com medicação. “A maior parte vai ficar totalmente controlada com medicação, assim como a maior parte das doenças crônicas, como colesterol alto, diabetes, hipertensão. Você não cura essas doenças, mas consegue controlar e ter uma vida normal”, assegurou Lecio Figueira. “Tem um tratamento muito eficaz, que permite que a pessoa toque a vida normal, na maior parte dos casos”.</p>



<p>A epilepsia é definida por crises epilépticas. A pessoa deve ter, pelo menos, uma crise na vida e um risco alto de voltar a ter crise. “Você não precisa ter crise toda hora, convulsão toda hora, para dizer que tem epilepsia. Basta ter tido uma crise na vida, ter um risco alto de voltar a ter e precisar tomar remédio para controlar esse risco”, disse Figueira, acrescentando que há vários tipos de crise epiléptica. “O fato de você nunca ter tido uma convulsão não quer dizer que você não tem epilepsia”.</p>



<p>Dependendo da região do cérebro em que houver a ativação, uma criança pode ter uma pequena desligada e depois voltar ao normal, meio confusa; pode ficar com olhar meio perdido e não responder aos chamados; pode fazer movimentos sem propósito com as mãos. Como cada região do cérebro tem uma função, há diversas tipos de crises epilépticas. Lecio Figueira disse que a epilepsia pode começar em qualquer época da vida. Atualmente, com a maior quantidade de idosos na população, é mais comum a epilepsia iniciar na terceira idade, superando as crianças.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Medicação</h2>



<p>Pelo menos 70% das pessoas ficam totalmente controlados com medicação. Como as pessoas com epilepsia têm predisposição a voltar a ter crise, a recomendação é que o medicamento tenha uso contínuo, ou seja, seja tomado todo dia, para evitar que aconteçam as crises. “Isso é seguro e protege todas elas”. De qualquer modo, o vice-presidente da ABE disse que o uso dos remédios tem de ser discutido caso a caso com o médico, dependendo do tipo de crise e da atividade da pessoa.</p>



<p>A perda de controle de uma parte do corpo, que começa a se mexer sozinha, pode ser uma crise de epilepsia. O mesmo ocorre com episódios repetidos de alteração da consciência, em que a pessoa fica fora do ar. “O diagnóstico é clínico, mas não é tão simples assim”, disse Lacio Figueira. A sugestão do neurologista é que a pessoa procure um médico, de preferência um neurologista, para ter uma avaliação e um diagnóstico adequado.</p>



<p>O neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira lembra que a epilepsia não é uma doença contagiosa. Portanto, qualquer contato com alguém que tenha epilepsia não transmite a doença. Um único episódio de crise não indica também que a pessoa tenha epilepsia e a doença não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento. De acordo com Oliveira, existem situações que podem predispor ao aparecimento de uma crise convulsiva como, por exemplo, febre, estresse, uso de drogas, distúrbios metabólicos, privação de sono, estímulos visuais excessivos, entre outros. Um episódio único de crise convulsiva não pode ser considerado diagnóstico de epilepsia, explicou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Consequências</h2>



<p>Entre as consequências da falta da empatia para a pessoa com epilepsia está a desesperança, que pode gerar uma sensação de solidão e perspectivas negativas em quem tem a doença. A autoestima fica prejudicada. Segundo a ABE, esse é um dos principais problemas em qualquer fase.</p>



<p>Apesar dos tratamentos disponíveis e da possibilidade de desempenho normal de atividades no dia a dia, a forma negativa como a sociedade ainda trata a doença leva o paciente a se questionar ou a evitar situações. A associação da epilepsia à doença mental faz ainda com que o paciente seja considerado incapaz. Ele acaba não revelando que tem a doença, o que dificulta a luta por direitos.</p>



<p>Edição: Fernando Fraga</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/pa-1.jpeg" alt="Parceiros" class="wp-image-43792"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/marco-roxo-quer-conscientizar-populacao-sobre-a-epilepsia/">Março Roxo quer conscientizar população sobre a epilepsia</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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