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	<title>Exercicio |</title>
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	<title>Exercicio |</title>
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		<title>Aterosclerose pode ocorrer antes da menopausa em camundongos, mas exercícios previnem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 15:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Envelhecimento e estilo de vida tendem a potencializar o desenvolvimento da aterosclerose, mas estudo com camundongos mostrou o papel do sistema nervoso na doença, bem como o efeito protetivo do treinamento físico Texto: Gabriele Mello Arte: Simone Gomes &#8211; Segunda, 10 de junho de 2024 Em mulheres, existe um consenso de que o risco maior para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Envelhecimento e estilo de vida tendem a potencializar o desenvolvimento da aterosclerose, mas estudo com camundongos mostrou o papel do sistema nervoso na doença, bem como o efeito protetivo do treinamento físico</p>



<h2 class="wp-block-heading">Texto: Gabriele Mello</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Arte: Simone Gomes &#8211; Segunda, 10 de junho de 2024</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em mulheres, existe um consenso de que o risco maior para doenças do coração começa após a menopausa, quando o corpo para de produzir os hormônios sexuais, que tem função cardioprotetora. Mas, de acordo com pesquisa do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o risco já existe antes desse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores analisaram fêmeas de camundongos com aterosclerose – uma disfunção gerada pelo acúmulo de colesterol nas artérias e veias, formando placas de gordura que atrapalham a passagem do sangue – e descobriram que os efeitos da doença surgem antes da senescência reprodutiva, que compreende o período em que a produção dos hormônios sexuais em mulheres começa a cair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ao exporem um dos grupos com a doença à prática de atividade física, foi observada melhora nos efeitos que o envelhecimento provocava na aterosclerose, com aumento de quantidade de antioxidantes e anti-inflamatórios. “Demonstramos o importante papel do sistema nervoso na aterosclerose, bem como o efeito protetivo do treinamento físico na doença”, descreve Nascimento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/06/20240603_bruno-300x300.jpg" alt="" class="wp-image-763152" style="width:145px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruno Nanascimento Carvalho- Foto: ResearchGate</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Os animais e o protocolo de atividade física</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As fêmeas de camundongo usadas no estudo têm uma alteração genética que inativa a apoliproteína E, que tem grande importância na captação do colesterol na corrente sanguínea. Sem a ação da apoliproteína E, acontece o acúmulo do colesterol na parede das artérias e veias das camundongos fêmeas, mimetizando a aterosclerose nos animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para observar os efeitos da atividade física no envelhecimento e na aterosclerose, os camundongos foram divididos em grupos de meia-idade que praticavam ou não atividade física. Um terceiro grupo, usado para comparar os resultados, era composto por animais jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três grupos foram adaptados para um teste de esforço máximo, que consiste em treinamento físico em esteira. Os treinamentos do grupo ativo fisicamente eram de intensidade moderada, uma hora por dia, cinco dias na semana, por seis semanas. Todos os grupos eram submetidos a um teste de esforço, que avalia a capacidade cardíaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grupo meia-idade que permaneceu sedentário durante todo o protocolo apresentou efeitos negativos decorrentes do envelhecimento na aterosclerose, como piores desfechos cardiovasculares e menor atuação de mecanismos de controle. Em contraponto ao grupo meia-idade treinado”, conta Nascimento, que completa dizendo que os parâmetros vistos nas fêmeas de camundongo que praticavam o treinamento eram mais semelhantes aos dos animais jovens.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aterosclerose e envelhecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A prática de atividade física entre as fêmeas de camundongo manteve a atividade de proteínas antioxidantes e levou à produção de substâncias anti-inflamatórias.- Foto: brgfx/ no&nbsp;<a href="https://www.freepik.com/free-vector/cholesteral-human-heart_5361144.htm">Freepik</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na aterosclerose, “o envelhecimento e o estilo de vida tendem a potencializar o desenvolvimento da disfunção”, diz Nascimento, completando que “é consenso que essa população [fêmeas após a menopausa] tende a apresentar maior adiposidade corporal e disfunções metabólicas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, “no início da senescência reprodutiva há um declínio de proteção de agentes antioxidantes na doença, o que pode ser um dos mecanismos envolvidos com os prejuízos de função cardíaca nessa população”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de envelhecimento também piora a atuação dos barorreceptores, sensores que regulam a pressão arterial. Localizados na principal artéria do corpo, a aorta, ao identificarem uma alteração, esses receptores geram uma resposta de controle para que a pressão aumente ou diminua. No entanto, “a aterosclerose gera aumento da espessura da aorta, e esta modificação pode estar associada a uma menor capacidade deste receptor se adaptar”, expõe o pesquisador, uma vez que o mecanismo dos barorreceptores se baseia em seu estiramento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atividade física como agente atenuante</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/06/20240603_info-1024x538.jpg" alt="" class="wp-image-763154"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Diagrama do Protocolo: O protocolo utilizou o kit ELISA para determinar a presença de&nbsp;TNFα, Interleucina-6 e Interleucina-10. O teste tem como base o princípio da ligação antígeno-anticorpo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa evidencia que “o treinamento físico conseguiu atenuar as disfunções cardiovasculares e a redução de atuação dos mecanismos de controle”. A prática de atividade física entre as fêmeas de camundongo levou uma proteína antioxidante, a superóxido desmutase, a manter sua atividade, e também à produção da interleucina 10, substância produzida pelo sistema imunológico e que tem ação anti-inflamatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a produção e a liberação desses componentes, a ação dos barorreceptores e a ação de outros componentes do sistema nervoso autônomo – aquele que funciona de forma independente à nossa vontade – que respondem à atividade física gerando respostas anti-inflamatórias, a resposta do organismo à aterosclerose pode melhorar. “O treinamento físico melhora a atuação de mecanismos de controle. Desta forma, acreditamos que as melhorias podem ter sido geradas por um aumento na capacidade de atuação destes sistemas em conjunto”, descreve.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais informações: Bruno Nascimento, e-mail brunonascimentoc@gmail.com</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / Foto:Canva</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pesquisas e Planejamentos de Campanha Eleitoral" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/50C-TvPwm78?start=68&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Exercícios de baixo impacto melhoram sono e reduzem os sintomas de pessoas com asma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Apr 2023 13:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Asma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atividades simples incorporadas à rotina podem melhorar qualidade de vida dos pacientes, que em geral têm medo de se exercitar Texto: Julia Custódio &#8211; Domingo, 30 de abril de 2023Arte: Carolina Borin Garcia Pensando em melhorar a qualidade do sono de pacientes com asma, uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) estudou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Atividades simples incorporadas à rotina podem melhorar qualidade de vida dos pacientes, que em geral têm medo de se exercitar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Texto: Julia Custódio &#8211; Domingo, 30 de abril de 2023<br>Arte: Carolina Borin Garcia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensando em melhorar a qualidade do sono de pacientes com asma, uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) estudou os efeitos de exercícios físicos de baixo impacto para pessoas nesta condição. Os resultados apontam para uma melhora na qualidade e eficiência do sono e na redução dos sintomas de asma nos participantes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="70022" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O medo de se exercitar e ficar com falta de ar, o sobrepeso, a respiração oral, alergias e sintomas noturnos explicam por que pessoas asmáticas possuem tendência para problemas do sono. Entre as maiores dificuldades nessa população estão o tempo prolongado para adormecer e o baixo aproveitamento do sono, com despertares durante a noite e sonolência durante o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta esses fatores, “a pergunta que a pesquisa fez foi: será que algum aspecto da rotina, mais leve e mais factível, como aumentar a atividade física, poderia melhorar a qualidade do sono?”, diz Celso Carvalho, professor do Laboratório de Fisioterapia e Fisiologia do Exercício da FMUSP. Segundo o pesquisador, pessoas asmáticas evitam fazer exercícios físicos pois, feitos de forma inadequada, desencadeiam o fechamento da via aérea e falta de ar. No entanto&nbsp;<a href="https://erj.ersjournals.com/content/60/suppl_66/4207" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a pesquisa</a>, publicada na&nbsp;<em>European Respiratory Journal</em>, mostrou os benefícios de uma rotina de atividade física feita de forma adequada em pessoas asmáticas, sem obstruir as vias aéreas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/04/20230424_celsocarvalho.png?fit=250%2C250&amp;ssl=1" alt="Celso Carvalho – Foto: Arquivo Pessoal" width="-56" height="-56" title="20230424_celsocarvalho"/><figcaption class="wp-element-caption">Celso Carvalho – Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O estudo acompanhou por oito semanas dois grupos de pacientes asmáticos, com graus moderado e grave. Os pesquisadores deram uma aula sobre a patologia, a importância de exercícios físicos e controle de limpeza ambiental para todos os participantes e em seguida os separaram em grupo controle — aqueles que não fariam atividade física — e grupo intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarefas propostas para o grupo que passou por intervenção eram exercícios físicos simples, como caminhar mais, descer do ônibus um ponto antes, usar a escada ao invés do elevador. Os números de passos diários foram monitorados com um relógio distribuído aos pacientes, o que possibilitou a análise da evolução individual. Os voluntários também descreveram, semanalmente, os sintomas de asma que tiveram durante a pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Observamos que a qualidade de vida deles melhorou em relação, por exemplo, aos sintomas de ansiedade, houve a diminuição do tempo de latência desses pacientes, então eles conseguiram dormir mais rápido, e melhorou a qualidade do sono deles”, diz Natália Febrini, uma das autoras do estudo.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Todos eles melhoraram de alguma maneira. Quem dormia muito mal passou a ter alguns pequenos problemas, e quem tinha alguns pequenos problemas deixou de ter problemas para dormir.&#8221;Celso Carvalho</p>
</blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/04/20230424_nataliafebrini.png?fit=250%2C250&amp;ssl=1" alt="Natália Febrini - Foto: Arquivo Pessoal" width="-54" height="-54" title="20230424_nataliafebrini"/><figcaption class="wp-element-caption">Natália Febrini &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Também houve diminuição de todos os sintomas de asma dos pacientes. “Quando a pessoa asmática faz exercício físico, melhora a inflamação das vias aéreas e diminui a hiper-reatividade [<em>resposta exagerada a estímulos</em>], o que possibilita o melhor controle clínico da asma”, explica Carvalho. Mas os pesquisadores ressaltam que os resultados não significam que a atividade física cure a doença ou que substitua a medicação — o próprio estudo não cortou os remédios usados pelos pacientes —, e sim, funciona como um adicional para o tratamento e melhoria da qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do aumento da aptidão física, o exercício gasta energia e o organismo tende a compensar isso durante a noite; também o aquecimento do corpo produzido pela atividade embala um sono mais bem aproveitado. Até mesmo para pessoas não asmáticas, implementar exercícios físicos de baixo impacto já produz resultados positivos na saúde dos indivíduos. “Após exercício físico, o organismo sempre ativa o sistema nervoso parassimpático, envolvido na diminuição da frequência cardíaca, e isso provoca a tendência de dormir mais rápido.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parte educacional do estudo também fez diferença no dia a dia dos dois grupos. Segundo os pesquisadores, alguns dos participantes da pesquisa não entendiam direito o que era asma ou sobre as reações alérgicas a cheiros comuns, como cigarro ou produtos de limpeza, que eram derivados da patologia. Ao entender melhor sobre a doença e a importância de exercícios físicos, os pacientes podem melhorar a qualidade de vida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É uma doença sem cura, mas é possível ter uma vida completamente normal. É necessário entender que a doença é algo que vai te acompanhar, mas que não deve te limitar a viver.”Natália Febrini</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Mais informações:</strong> e-mail <a href="mailto:natalia.passos@fm.usp.br">natalia.passos@fm.usp.br</a>, com Natália Febrini.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



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