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	<title>extradição |</title>
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	<title>extradição |</title>
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		<title>Como caso Allan dos Santos pode frear extradição de suposto espião russo aos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2023 11:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Alan dos Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suposta falta de cooperação dos Estados Unidos em processos de extradição como o do blogueiro Allan dos Santos faz com que a tendência hoje, no governo brasileiro, seja não enviar para os EUA o suposto espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov. A informação foi repassada à BBC News Brasil por fonte com conhecimento do caso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A suposta falta de cooperação dos Estados Unidos em processos de extradição como o do blogueiro Allan dos Santos faz com que a tendência hoje, no governo brasileiro, seja não enviar para os EUA o suposto espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informação foi repassada à BBC News Brasil por fonte com conhecimento do caso em condição de anonimato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril, os EUA pediram a extradição de Cherkasov, que está preso no Brasil e é apontado pelo FBI (a polícia federal norte-americana) como um agente de inteligência a serviço do governo russo que se passava por brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou uma nota afirmando que não se pronunciaria sobre o caso, argumentando que &#8220;não comenta casos concretos em andamento&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que não se manifestaria sobre o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Presidência da República e o Departamentos de Estado dos Estados Unidos também foram consultados pela BBC News Brasil, mas não enviaram resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O entrelaçamento dos dois casos acontece por conta de uma sequência de eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, os norte-americanos querem que Cherkasov seja extraditado para os Estados Unidos e não para a Rússia. Do outro, o governo brasileiro tenta, há quase dois anos e sem sucesso, que Allan dos Santos seja extraditado para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso envolvendo a extradição de Allan dos Santos vem colocando as autoridades brasileiras e norte-americanas em lados opostos desde 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele ano, o governo brasileiro solicitou a extradição de Allan dos Santos aos Estados Unidos. Em novembro de 2022, o governo brasileiro cancelou o passaporte de Allan dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a extradição de Santos, em 2021, por sua suposta participação em uma organização criminosa com objetivo de desestabilizar as instituições democráticas no Brasil. O blogueiro respondeu, na ocasião, que &#8220;as ações do Alexandre de Moraes configuram as ações de um psicopata e de um tirano&#8221;. (<em>Veja mais detalhes do caso abaixo</em>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após quase dois anos sem que o processo de extradição avançasse, o atual governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), retomou conversas com as autoridades norte-americanas sobre o caso de Allan dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entendimento de fontes do governo brasileiro, porém, os diálogos não foram satisfatórios e, até agora, Allan dos Santos não foi extraditado ou deportado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas familiarizadas com o caso de Allan dos Santos ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado argumentam que as autoridades norte-americanas têm dito aos seus colegas brasileiros que parte dos crimes atribuídos ao blogueiro pelas autoridades brasileiras não constam do tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos, firmado em 1965.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tratado seria uma espécie de &#8220;guia&#8221; para as extradições entre os dois países. Por isso, os norte-americanos não estariam dispostos a realizar a extradição do brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação não teria convencido as autoridades brasileiras uma vez que, caso os norte-americanos não quisessem extraditar Allan dos Santos, eles poderiam, em tese, deportá-lo. O argumento brasileiro é de que, como seu passaporte foi cancelado, Allan dos Santos estaria nos Estados Unidos na condição de imigrante ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre o assunto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse, por meio de nota, que não comentaria o episódio. O Departamento de Estado, equivalente a um ministério das Relações Exteriores, não enviou resposta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-87378" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20-1024x1024.jpeg 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20-300x300.jpeg 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20-150x150.jpeg 150w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20-768x768.jpeg 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-20.35.20.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Blogueiro-e-apoiador-de-Jair-Bolsonaro">Blogueiro e apoiador de Jair Bolsonaro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Allan dos Santos ficou conhecido nos últimos seis anos como uma das principais vozes da direita conservadora no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também ganhou notoriedade ao se tornar um dos principais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2020, ele passou a ser alvo de investigações em pelo menos dois inquéritos sobre sua suposta participação em milícias digitais e na disseminação de ataques a autoridades como o ministro do STF Alexandre de Moraes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os crimes atribuídos a ele, segundo as investigações, estariam a participação e promoção de uma organização criminosa cujos objetivos seriam: atacar integrantes de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral, reforçar a polarização, gerar animosidade na sociedade brasileira e promover o descrédito dos poderes da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com as investigações, Santos seria um dos líderes dessa organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O blogueiro vem negando as acusações feitas contra ele e, em manifestações em suas redes sociais, diz ser vítima de perseguição política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em meio ao avanço das investigações, em 2020, ele se mudou para os Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada pela BBC News Brasil, a defesa de Allan dos Santos enviou uma nota. O advogado dele, Renor Oliver Filho, diz que Santos é alvo de perseguição promovida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que determinou sua prisão e solicitou sua extradição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Diante da implacável perseguição do ministro Alexandre de Moraes, o jornalista Allan dos Santos se viu obrigado a enfrentar dificuldades para prover o sustento de sua família, composta por sua esposa e três filhos pequenos&#8221;, diz um trecho da nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa também afirma que Allan dos Santos não foi condenado por nenhum crime junto ao STF e que tenta, há mais de um ano, ter acesso aos autos dos processos em que ele figura como investigado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Russo-suspeito-de-espionagem">Russo suspeito de espionagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Do outro lado desse tabuleiro jurídico-diplomático, está Sergey Cherkasov.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele está preso no Brasil desde 2022, quando retornou ao país após ser impedido de entrar na Holanda. Lá, ele tentou entrar no país fazendo-se passar por brasileiro para atuar como estagiário no Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga crimes de guerra. A tentativa aconteceu dois meses depois de a Rússia invadir a Ucrânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cherkasov cumpre pena de 15 anos de prisão em uma penitenciária federal em Brasília pelo uso de documentos falsos e é investigado por lavagem de dinheiro. Documentos obtidos pela BBC News Brasil mostram que, para a Polícia Federal, há indícios de que Cherkasov atuava como um agente de inteligência russo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não há indícios de que ele teria espionado instituições, pessoas ou empresas no Brasil. No país, ele admitiu ter usado documentos falsos e se passar por um brasileiro chamado Victor Müller Ferreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cherkasov, no entanto, negou atuar como espião. Em uma audiência no STF, ele se recusou a responder quando foi perguntado sobre o tema. Ele ainda responde a um inquérito por lavagem de dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas levantadas pelos norte-americanos, até agora, são de que ele usava a sua personalidade falsa brasileira para se infiltrar em instituições de ensino norte-americanas e europeias para obter informações de interesse russo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, Cherkasov é acusado de ter atuado como agente de inteligência sem autorização em território norte-americano e ter coletado informações de forma ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a acusação, ele faria parte de um programa de espionagem russo chamado &#8220;Ilegais&#8221;, considerado a elite dos serviços de inteligência do país. O programa consiste no recrutamento e treinamento de jovens russos e no envio deles para diversos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para não despertar a atenção de possíveis inimigos, eles assumem uma personalidade totalmente diferente e vivem como se fossem nativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, a Rússia não admite o uso desse tipo de espião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Embaixada da Rússia no Brasil tem, reiteradamente, se negado a comentar o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto do ano passado, antes do pedido dos EUA, o governo brasileiro recebeu um pedido de extradição para Cherkasov enviado pelo governo da Rússia. No pedido, a Rússia não admitiu que ele era um espião. A alegação é de que Cherkasov é acusado de crimes como tráfico de drogas em seu país. Ao longo do processo, o russo declarou que quer ser entregue ao país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do caso no STF, Luiz Edson Fachin, autorizou a entrega de Cherkasov aos russos, mas condicionou o procedimento ao fim de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro possivelmente associadas às suas atividades de inteligência no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a decisão final sobre extraditar ou não uma pessoa é atribuição do Poder Executivo. Por isso, a definição sobre Cherkasov possivelmente recairá sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Extradição-e-política-internacional">Extradição e política internacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor de Direito Penal Internacional da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rui Dissenha, condicionar uma extradição a fatores políticos é uma prática comum em outros países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse tipo de consideração diplomática é bastante comum. Na maior parte dos países, a extradição tem duas fases. Uma jurídica e outra, política. Isso acontece porque as extradições são procedimentos que podem influenciar a política externa de um país e, por isso, em parte dos casos, quem tem a decisão final é o governo e não o Judiciário&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o advogado e também professor de Direito Internacional da UFPR Frederico Glitz, é pouco provável que o governo brasileiro deixaria explícito que uma eventual recusa em extraditar Cherkasov aos Estados Unidos teria como motivo a demora na extradição de Allan dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A legislação brasileira prevê esse grau de discricionariedade ao Poder Executivo. Dificilmente o governo daria essa justificativa aos Estados Unidos formalmente porque poderia ensejar algum questionamento judicial&#8221;, afirmou Glitz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele cita, no entanto, que esse tipo de disputa política pode ter consequências nas relações do Brasil com os Estados Unidos. Ele menciona como exemplo a extradição do militante italiano de esquerda Cesare Battisti, condenado por homicídio na Itália e que fugiu para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, o STF determinou que ele poderia ser extraditado para o país europeu, mas, após a decisão, o governo do então presidente Lula não autorizou sua entrega ao país. Battisti só foi entregue à Itália em 2019, após fugir do Brasil e ser localizado na Bolívia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A decisão de não entregá-lo à Itália teve repercussões nas relações com o país. Quando o Brasil pediu a extradição de Henrique Pizzolato, envolvido no caso do Mensalão, os italianos dificultaram o processo&#8221;, afirmou o advogado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Rui Dissenha rebate eventuais críticas de que condicionar a extradição de Cherkasov à de Allan dos Santos poderia ser interpretada como uma &#8220;chantagem&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu não classificaria como chantagem. Trata-se de um espaço de negociação entre os países. Não necessariamente essa negociação vai acontecer de forma aberta.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Contexto-conturbado">Contexto conturbado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A indefinição em torno das extradições de Cherkasov e Allan dos Santos acontece em um momento marcado por dúvidas quanto ao posicionamento do governo brasileiro em relação aos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal ponto de discordância vem sendo a guerra na Ucrânia, conflito em que os Estados Unidos dão suporte aos ucranianos contra a Rússia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula diz que sua posição é de neutralidade e que ele tenta convencer países não envolvidos no conflito para criar condições de debater o processo de paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos meses, no entanto, o presidente Lula tem dado declarações que chamaram atenção da comunidade internacional ao responsabilizar tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quanto o presidente Volodymyr Zelensky pela guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em visita à China, em abril, Lula chegou a dizer que os Estados Unidos deveriam parar de &#8220;incentivar&#8221; a guerra na Ucrânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, durante participação na reunião do G7 (grupo das sete economias mais industrializadas do mundo), no Japão, Lula alterou o tom do discurso, condenou a invasão russa, mas voltou a dizer que, no momento, nem Putin e nem Zelensky estariam interessados em discutir a paz na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sinto que nem Putin nem Zelensky estão falando em paz neste momento&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula também criticou o discurso do presidente dos EUA, Joe Biden, durante a cúpula do G7. Segundo o brasileiro, o líder dos Estados Unidos defendeu uma postura de confronto com a Rússia e que isso não &#8220;ajuda&#8221; na resolução da guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O discurso do Biden é de que tem que ir para cima do Putin até ele se render, pagar tudo o que estragou. Esse discurso não ajuda, na minha opinião&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda durante sua passagem pelo Japão, Lula chegou a receber um pedido de Zelensky para uma reunião bilateral. Segundo o governo brasileiro, teriam sido abertas três possibilidades de horário para o encontro com o líder ucraniano, mas Zelensky não foi à reunião com o presidente brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao falar sobre o assunto, Lula disse que não faltarão oportunidades para se encontrar com o presidente da Ucrânia, mas afirmou que ficou chateado com a situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu não fiquei decepcionado, eu fiquei chateado porque eu gostaria de encontrar com ele e discutir o assunto, por isso que eu marquei com ele aqui no hotel. Apenas isso. Veja, o Zelensky é maior de idade, ele sabe o que faz&#8221;, afirmou Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo ucraniano, por sua vez, afirmou que o encontro não foi possível devido a um &#8220;conflito de agendas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>BBC</strong></p>



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