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	<title>Fertilidade |</title>
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	<title>Fertilidade |</title>
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		<title>Esporte de elite pode prejudicar fertilidade de atletas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2025 20:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>James Gallagher e Philippa RoxbyRole, Repórteres de Ciências e Saúde da BBC News &#8211; Domingo, 5 de janeiro de 2025 A medalhista de ouro olímpica Laura Kenny é a atleta feminina mais bem-sucedida da história do Reino Unido. Ela é mãe de dois meninos, mas também teve um aborto espontâneo e uma gravidez ectópica, e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>James Gallagher e Philippa RoxbyRole, Repórteres de Ciências e Saúde da BBC News &#8211; Domingo, 5 de janeiro de 2025</p>



<p>A <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cyx5kx40zjqt">medalhista de ouro olímpica</a> Laura Kenny é a atleta feminina mais bem-sucedida da história do Reino Unido.</p>



<p>Ela é mãe de dois meninos, mas também teve um <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/czpv7knmm2nt">aborto espontâneo e uma gravidez ectópica</a>, e sempre se perguntou se o custo físico do esporte de elite havia prejudicado sua fertilidade.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141505" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141505" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p>Laura tem 32 anos e dedicou seu corpo ao ciclismo por mais de uma década.</p>



<p>&#8220;Em todas as sessões de treinamento <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-48539770">eu dei 100%</a>, em todas as corridas eu dei 100%.&#8221;</p>



<p>&#8220;Eu levava isso ao limite: se eu não ficava doente depois de uma corrida, pensava: &#8216;será que eu me esforcei o suficiente? &#8216;&#8221;</p>



<p>Esse compromisso absoluto foi recompensado no velódromo. Duas medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 foram seguidas por mais duas na Rio 2016.</p>



<p>Ela se casou com Jason Kenny, outro fenômeno do ciclismo, no final daquele ano e o casal <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-36416314">teve seu primeiro bebê</a>, Albie, em 2017. Ela então garantiu outra medalha de ouro e prata nas Olimpíadas de Tóquio (realizadas em 2021).</p>



<p>Mas ela abortou em novembro de 2021 e cinco meses depois teve uma gravidez ectópica, na qual o embrião se implanta fora do <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9x8gx0jk7lo">útero</a>, necessitando de cirurgia de emergência.</p>



<p>&#8220;Tudo foi um choque — deixei de estar muito em controle do meu corpo para estar muito fora de controle&#8221;, disse ela à BBC.</p>



<p>Laura nunca havia se preocupado com sua própria fertilidade antes. Conceber Albie foi simples e a gravidez correu bem.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141508" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141508" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Mas desde que ela falou publicamente sobre a perda de seu bebê, outras atletas disseram a ela que haviam passado pela mesma coisa.</p>



<p>A pergunta que fica é: o esporte de elite pode ter um impacto prejudicial na fertilidade de atletas mulheres?</p>



<p>&#8220;Será que meu corpo estava esgotado e reagiu dizendo: &#8216;não tem mais como fazer isso&#8217;?&#8221;, ela pergunta.</p>



<p>O aborto espontâneo é comum. Cerca de uma em cada quatro gestações termina antes de 24 semanas e muitas ocorrem em um estágio muito precoce. A maioria dos casais nunca descobre o porquê.</p>



<p>Mas atletas de elite correm maior risco de ter algum tipo de problema de fertilidade?</p>



<p>Emma O&#8217;Donnell, fisiologista da Universidade de Loughborough, diz que o estilo de vida de uma atleta profissional exerce uma pressão diferente sobre o seu corpo.</p>



<p>O treinamento de elite queima uma quantidade extraordinária de calorias e, como resultado, os corpos das atletas costumam ser magros e musculosos, contendo muito pouca gordura corporal.</p>



<p>Se elas não se alimentarem o suficiente para acompanhar a queima de calorias, problemas com os ciclos menstruais, como interrupção por meses ou até anos, são &#8220;muito comuns&#8221;, diz O&#8217;Donnell.</p>



<p>Quase dois terços das atletas mulheres têm menstruações interrompidas, principalmente em esportes de resistência. Percentuais altos também são registrados entre praticantes de elite de ginástica, balé e patinação artística. Já entre a população geral de mulheres, o percentual de menstruações interrompidas é de 2% a 5%.</p>



<p>A ausência de menstruação pode ser um sinal de que a ovulação (ou liberação do óvulo) não está acontecendo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-isso-acontece-no-corpo">Como isso acontece no corpo?</h2>



<p>&#8220;Não temos 100% de certeza&#8221;, diz O&#8217;Donnell, mas a ideia principal é que conceber um bebê é uma tarefa que consome tanta energia do corpo que o cérebro interrompe todo o processo de reprodução se achar que o corpo não possui energia suficiente.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141519" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141519" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Isso começa no hipotálamo, uma pequena estrutura no centro do cérebro que detecta o estado nutricional do corpo.</p>



<p>Logo abaixo do hipotálamo está a fábrica de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62976251">hormônios</a> do corpo — a glândula pituitária.</p>



<p>Normalmente, a glândula libera hormônios que viajam até o útero e os ovários para controlar o ciclo menstrual mensal e a liberação de óvulo, o que torna a gravidez possível.</p>



<p>Mas se o hipotálamo não estiver feliz, esse processo é interrompido e a ovulação não acontece.</p>



<p>&#8220;Se você não está ovulando, não pode ter um <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51x062xkg9o">bebê</a>. Você não pode conceber porque não há nenhum óvulo sendo liberado&#8221;, diz O&#8217;Donnell.</p>



<p>O principal fator para isso parece ser o grande número de calorias queimadas durante os treinos físicos, o que pode fazer com que os atletas tenham dificuldade em comer comida suficiente para compensar.</p>



<p>Esse fenômeno é conhecido como deficiência relativa de energia no esporte (RED-S) e foi reconhecido pela primeira vez pelo Comitê Olímpico Internacional em 2014.</p>



<p>Mas é provável que outros fatores também estejam envolvidos, diz a professora Geeta Nargund, consultora do hospital St George&#8217;s e diretora médica da entidade Create Fertility.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141525" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141525" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>A gordura no corpo ajuda a produzir o hormônio sexual estrogênio.</p>



<p>&#8220;Se o esporte está afetando o nível de gordura corporal, é claro que há um efeito nos níveis de estrogênio&#8221;, diz ela.</p>



<p>O estresse psicológico — potencialmente causado pelas pressões do treino e da competição — também pode atrapalhar o <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g37l16941o">ciclo menstrual</a>.</p>



<p>&#8220;Nós vemos isso em mulheres com altos níveis de ansiedade&#8221;, disse O&#8217;Donnell.</p>



<p>A interrupção da menstruação e a liberação de óvulos são o impacto mais claramente reconhecido na fertilidade de uma atleta feminina, mas isso deve se resolver quando ela se aposenta do esporte, observa ela.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/aa6b/live/009d9720-be00-11ef-a2ca-e99d0c9a24e3.jpg.webp" alt="Laura Kenny em bicicleta"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto, Laura Kenny ganhou cinco ouros em três Olimpíadas</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Gravidez-ectópica-e-aborto-espontâneo">Gravidez ectópica e aborto espontâneo</h2>



<p>Para as atletas que conseguem engravidar, ainda há riscos. Depois que um óvulo é fertilizado, ele deve se implantar no revestimento do útero. No entanto, em uma gravidez ectópica, o óvulo se implanta em outro lugar, geralmente nas trompas de falópio que conectam os ovários ao útero.</p>



<p>Cerca de 11 mil gestações por ano no Reino Unido são ectópicas. Não está totalmente claro por que elas acontecem, embora a inflamação e o tecido cicatricial nas trompas de Falópio possam aumentar o risco.</p>



<p>&#8220;Mas, neste caso, não vejo uma ligação direta entre esportes e um aumento na incidência de gravidez ectópica&#8221;, diz Nargund, que tratou atletas com dificuldades de fertilidade.</p>



<p>No entanto, ela disse que pode haver uma ligação entre exercícios muito intensos nos primeiros três meses de gravidez e aborto espontâneo — embora sejam necessárias muito mais pesquisas para se ter certeza.</p>



<p>Ela cita um grande estudo dinamarquês que acompanhou mais de 90 mil mulheres e que sugere que quanto mais exercícios intensos as mulheres faziam, maior o risco. Isso acontece especialmente com exercícios de peso e alto impacto.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141526" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/8-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141526" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/8-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/8-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/8-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/8.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>&#8220;Se você estiver no nível de Laura Kenny, de atletas de elite, você está no topo&#8221;, diz Nargund.</p>



<p>Mas ela explicou que as descobertas do estudo precisam ser interpretadas &#8220;com cautela&#8221;, porque a forma como o estudo foi elaborado indica que podem haver outras explicações que não foram consideradas.</p>



<p>Enquanto isso, um estudo muito pequeno com 34 atletas norueguesas não encontrou risco maior de problemas de fertilidade, incluindo aborto.</p>



<p>&#8220;Precisamos fazer muito mais pesquisas quando se trata de esportes, exercícios, equilíbrio hormonal e reprodução&#8221;, diz Nargund.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Atletas-congelando-óvulos">Atletas congelando óvulos</h2>



<p>Lauren Nicholls jogou netball de elite por 10 anos e depois teve dois filhos, antes de se tornar treinadora do Loughborough Lightning, uma equipe britânica. Ela diz que as conversas que as jogadoras atuais têm sobre <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx04jgjn0n2o#:~:text=Os%20autores%20de%20uma%20an%C3%A1lise,a%20fertilidade%20masculina%20e%20feminina%E2%80%9D.">fertilidade</a> são diferentes das que ela tinha com suas colegas de antigamente.</p>



<p>&#8220;Conheço algumas jogadoras um pouco mais velhas e elas congelaram óvulos e adiaram essas decisões sobre ter uma família&#8221;, diz ela. &#8220;Porque agora elas estão preocupadas com sua carreira.&#8221;</p>



<p>Conciliar o sonho de ser uma atleta de elite com o de começar uma família sempre foi um desafio complicado. Para as mulheres, os anos de pico de fertilidade coincidem com seu pico físico.</p>



<p>Atletas do sexo masculino também não estão imunes a problemas de fertilidade.</p>



<p>Queimar mais energia do que você consome pode afetar os níveis de testosterona, causar anormalidades no esperma e até mesmo disfunção erétil.</p>



<p>Mas para Emma Pullen, pesquisadora de exercícios esportivos em Loughborough, a falta de respostas definitivas sobre o impacto do esporte de elite é emblemática de quão mal as atletas têm sido pesquisadas — desde a fertilidade até o risco de lesões.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141527" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141527" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Ela disse que a pesquisa com mulheres está correndo atrás da atenção dada pela ciência no esporte masculino.</p>



<p>&#8220;Estamos vendo as repercussões disso com a crescente profissionalização dos esportes femininos e com mais atletas do sexo feminino do que nunca&#8221;, diz Pullen.</p>



<p>No geral, Nargund argumenta que as atletas provavelmente enfrentam mais desafios de fertilidade do que outras mulheres.</p>



<p>&#8220;Parece haver um problema de fertilidade devido ao efeito potencial [do esporte de elite] na ovulação, incluindo um risco potencialmente maior de aborto&#8221;, diz ela.</p>



<p>Mas uma resposta definitiva sobre exatamente quanto exercício de elite é demais não está clara. E isso é o suficiente para Dame Laura, por enquanto.</p>



<p>&#8220;Acho que a conversa em si é muito importante porque quero que as pessoas comecem a falar&#8221;, diz Laura. &#8220;Honestamente, eu adoraria se fosse muito mais aberto.&#8221;</p>



<p>No entanto, a relação entre exercícios e fertilidade afeta a todos nós, mesmo que estejamos muito longe da glória olímpica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-o-exercício-afeta-a-fertilidade-em-geral">Como o exercício afeta a fertilidade em geral?</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e264/live/2e3e43a0-be23-11ef-9ff0-271aa43754c9.jpg.webp" alt="Laura Kenny e James Gallagher"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto, Laura Kenny conversou com James Gallagher, da BBC</figcaption></figure>



<p>A maioria dos homens e mulheres se beneficia de se exercitar e perder excesso de peso antes de tentar engravidar — sabe-se que isso aumentar a fertilidade.</p>



<p>A atividade física regular reduz o estresse, melhora o sono e torna a menstruação mais regular em pessoas com a condição hormonal da síndrome dos ovários policísticos (SOP).</p>



<p>Mas atletas amadoras que treinam intensamente também podem acabar esgotando sua energia, interrompendo a menstruação ou a tornando irregular.</p>



<p>&#8220;Não exatamente na mesma medida, mas isso acontece&#8221;, diz O&#8217;Donnell.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141531" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/10-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141531" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/10-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/10-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/10-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/10.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Garantir que haja um equilíbrio entre a ingestão e a produção de energia é &#8220;muito importante para os ciclos ovulatórios&#8221; e a chave para manter a função reprodutiva, acrescenta ela.</p>



<p>&#8220;[Atletas amadores] não estão cientes do fato de quantas calorias eles realmente precisam ingerir para atender a essa demanda de energia.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC / Getty ImagesLegenda da foto, A campeã olímpica Laura Kenny falou abertamente sobre os problemas de gravidez que teve</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/J3ha0I44itQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>Mês da Conscientização sobre a Fertilidade reforça importância de planejamento familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 15:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mulheres têm optando por &#8220;preservar a sua fertilidade congelando os seus óvulos para os utilizar mais tarde&#8221;, diz médica Graziele Reis, do IVI Salvador Uma em cada seis pessoas tem infertilidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além dos diversos problemas de saúde que podem levar a esse cenário, um dos motivos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres têm optando por &#8220;preservar a sua fertilidade congelando os seus óvulos para os utilizar mais tarde&#8221;, diz médica Graziele Reis, do IVI Salvador</p>



<p>Uma em cada seis pessoas tem infertilidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além dos diversos problemas de saúde que podem levar a esse cenário, um dos motivos é o inevitável atraso na maternidade por questões sociais. Só na última década, o número de bebês nascidos de mães com mais de 40 anos cresceu quase 20%, representando agora 11% dos nascimentos totais, como mostram os últimos dados provisórios recentemente publicados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística).</p>



<p>“Cada vez mais conscientes de que após os 35 anos, a fertilidade começa a despencar, muitas mulheres optam por preservar a sua fertilidade congelando os seus óvulos para os utilizar mais tarde, quando o seu período de vida for mais apropriado para o fazer”, explica a médica Graziele Reis, do IVI Salvador. Desta forma, poderão ter seus óvulos com a capacidade reprodutiva do momento em que foram congelados e com as mesmas chances de sucesso. Esta tendência já é uma realidade. Nos últimos 5 anos, o IVI registou um aumento de 63% no número de pacientes que decidiram vitrificar os seus óvulos por razões sociais.</p>



<p>“Além deste aumento, vale destacar a diminuição progressiva da idade média em que estas mulheres decidem preservar a sua fertilidade. Nos últimos cinco anos, esta tomada de decisão avançou meio ano, atingindo os 35,5 anos, enquanto em 2015, a idade média destes pacientes era bem superior aos 37 anos. Isto reflete a crescente consciência das mulheres sobre o declínio da sua fertilidade e a importância de tomar medidas como esta, para não desistirem de ser mães no futuro com os seus próprios óvulos”, comenta a Dra. Vanessa Vergara, diretora médica do IVI na Península Ibérica, América e República Tcheca, clínica que faz parte do Grupo IVI, ao qual está ligado o IVI Salvador.</p>



<p>O perfil mais comum de pacientes que decidem preservar a fertilidade seria o de mulheres com idade média de 35 anos, com profissões relacionadas à medicina, educação ou direito. Áreas de dedicação que costumam exigir muitos anos de estudo, seja para se especializar ou por meio de concursos que obrigam muitas delas a adiar a maternidade.</p>



<p><strong>Preservação da fertilidade</strong></p>



<p>Num processo de vitrificação, os ovos são preservados a 196º abaixo de zero em vapor de nitrogênio, o que garante a qualidade dos gametas por quantos anos quiserem permanecer vitrificados. A conclusão é clara: o tempo é fundamental quando se trata da fertilidade feminina em geral e da vitrificação de ovócitos em particular.</p>



<p>O IVI importou esta técnica de forma pioneira em 2007 (na Espanha) e desde então permitiu que cerca de 20.000 mulheres preservassem a sua fertilidade para se tornarem mães no futuro, seja por razões sociais ou médicas.</p>



<p>“São dados esclarecedores que refletem a nova realidade social que enfrentamos no que diz respeito ao planeamento familiar. E, sobretudo, o direito da mulher de escolher livremente quando e como ser mãe, pois, infelizmente, a realidade é que a fertilidade biológica diminui à medida que envelhecemos e alcançamos os nossos objetivos pessoais. Por todos estes motivos, recomendamos sempre que, caso não tenha certeza, considere a opção de vitrificar os ovócitos para ter um plano B no futuro. Tanto é que, no IVI, contamos com o apoio de milhares de pacientes que vitrificaram seus óvulos e tiveram a oportunidade de utilizá-los anos depois. As chances de sucesso dependem de 100% do controle rigoroso com que os óvulos são criopreservados”, finaliza o Dr. Vergara.Playvolume</p>



<p><strong>Sobre o IVI – RMANJ</strong></p>



<p>IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.</p>



<p>Fonte: Bahia.ba / Foto: Assessoria</p>



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