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	<title>Feto |</title>
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	<title>Feto |</title>
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		<title>Questão de saúde – Mais da metade das gestações incompatíveis com a vida chegam à DPE/BA com pelo menos 20 semanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2024 14:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>15/06/2024 &#124; Por Ailton Sena DRT 5417/BA A maioria dos atendimentos são de mulheres do interior do estado; a DPE/BA atua pelas vias judicial e extrajudicial para garantir o aborto de fetos incompatíveis com a vida não previstos em lei, quando é desejo da gestante Sandra* estava na 22ª semana de gestação quando foi encaminhada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">15/06/2024 | Por Ailton Sena DRT 5417/BA</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos atendimentos são de mulheres do interior do estado; a DPE/BA atua pelas vias judicial e extrajudicial para garantir o aborto de fetos incompatíveis com a vida não previstos em lei, quando é desejo da gestante</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sandra* estava na 22ª semana de gestação quando foi encaminhada à Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA). Moradora de um município do interior do estado, ela havia descoberto que o feto tinha agenesia renal bilateral, uma malformação genética que impossibilita a vida extrauterina. Através da atuação do Núcleo de Defesa das Mulheres (Nudem), foi protocolado um pedido de autorização judicial para realização do aborto, deferido com quatro dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil,&nbsp;<a href="https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/questao-de-saude-mesmo-previsto-em-lei-acesso-a-aborto-legal-enfrenta-diversos-entraves-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a interrupção da gestação é garantida em três hipóteses pelo ordenamento jurídico</a>. De acordo com o Código Penal, o aborto não pode ser penalizado quando se trata de gestação com risco de vida para a gestante ou é decorrente de estupro. E, desde 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela não criminalização em casos de anencefalia fetal, uma malformação genética que impossibilita a vida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://www.defensoria.ba.def.br/wp-content/uploads/2024/06/sanitize_120624-061603-300x205.png" alt="" class="wp-image-147904"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A história de Sandra representa o cenário de atendimento às mulheres com&nbsp;<a href="https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/questao-de-saude-aborto-legal-acima-de-20-semanas-e-raro-e-expoe-falhas-na-atencao-as-pessoas-que-gestam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diagnóstico de gestação incompatível com a vida não previsto no ordenamento jurídico</a>. Nesses casos, a ausência de permissivo legal demanda atuação judicial quando o aborto é uma escolha da gestante. Na DPE/BA, a maioria delas chegam com, pelo menos, 20 semanas de gravidez (57,5%) e residem em municípios do interior (56,1%). Entre 2022 e maio deste ano, o Nudem recepcionou 73 casos, com tempo médio entre o recebimento, ajuizamento e autorização judicial de uma semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são do observatório de atendimento para interrupção de gestações com malformação fetal incompatível com a vida extrauterina do Nudem. Por meio de relatórios, ele sistematiza as demandas recepcionadas na capital e no interior do estado e possibilita o acompanhamento das pacientes da chegada à instituição até após realização do procedimento cirúrgico. Na DPE/BA, o Nudem é referência para atuação nesses casos em todo o estado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://www.defensoria.ba.def.br/wp-content/uploads/2024/06/sanitize_120624-062101-300x205.png" alt="" class="wp-image-147907"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Estamos articuladas em rede para que os casos sejam judicializados apenas em última hipótese”, aponta a coordenadora de Direitos Humanos e do Nudem, Lívia Almeida. Para ela, a centralização dos atendimentos é importante para garantir acolhimento por equipe especializada e a construção de um banco de dados para pensar estrategicamente formas de ampliar os permissivos legais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da agenesia renal bilateral, diagnóstico do feto de Sandra, chegam à DPE/BA diversos outros casos de incompatibilidade com a vida extrauterina não previstos na legislação. Entre eles, estão displasia esquelética letal, hipoplasia pulmonar, holoprosencefalia alobar, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que o observatório iniciou os trabalhos, observou-se um crescimento das demandas. Em 2022, foram 21 casos, 27 no passado e 25 somente até maio deste ano. Na avaliação de Lívia, isso diz de uma maior integração com a rede de proteção à saúde da mulher proporcionada, inclusive, pela&nbsp;<a href="https://www.defensoria.ba.def.br/noticias/aborto-legal-defensoria-e-instituicoes-criam-forum-para-discutir-servico-e-fortalecer-rede-de-atuacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">criação do Fórum Aborto Legal</a>. “O número de atendimentos amplia porque os casos chegam até nós pela própria equipe médica, que envia por e-mail”, avalia a defensora pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atendimento com equipe especializada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do Nudem, as demandas são recepcionadas, preferencialmente, pela equipe do Núcleo de Atendimento Psicossocial (NAP), que acompanha as mulheres mesmo após realização do aborto, quando é o desejo da gestante. O atendimento realizado pela equipe psicossocial também possibilita a identificação de demandas socioassistenciais e garante a adoção de medidas extrajudiciais para garantir a realização do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gente desenvolve diversas articulações, uma delas é com as secretarias de saúde do interior para acionar o TFD [Tratamento Fora de Domicílio] quando é preciso fazer exames mais detalhados que, na maioria das vezes, o município de origem não disponibiliza”, exemplifica a assistente social Thagila Rodrigues acerca do trabalho realizado com os casos que chegam à DPE/BA com diagnósticos inconclusivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das mulheres que chegam à instituição estão extremamente fragilizadas, principalmente quando o diagnóstico de incompatibilidade com a vida do feto acontece em estágios avançados de gestações que eram desejadas. A equipe do NAP trabalha em conjunto com as unidades onde elas estarão referenciadas, principalmente, as maternidades, a fragilização socioemocional. Contudo, para a defensora Lívia Almeida, a judicialização prolonga o sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A demora nesses casos equivale à tortura. E, muitas vezes, são exigidos laudos complementares, o que atrasa o procedimento e causa nessas mulheres uma sensação de ansiedade. A maioria descobre essa incompatibilidade na metade da gestação, então o próprio procedimento médico muda conforme o tempo passa”, explica a defensora pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas que encontrarem dificuldades ou negativas para realizar o aborto legal podem buscar o Nudem da Defensoria da Bahia, presencialmente na Casa da Mulher Brasileira ou através do e-mail nudem@defensoria.ba.def.br, ou procurar as unidades da DPE/BA no interior do estado. A instituição também atua para garantir a interrupção de gestações de fetos incompatíveis com a vida não previstas no ordenamento jurídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Nome fictício para preservar a usuária da DPE/BA</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>A série de Reportagem “Questão de saúde” se propõe a estimular o debate sobre o direito ao aborto como uma questão de saúde das pessoas que gestam. O tabu e o viés ideológico com que a temática é abordada contribui para o desenvolvimento de danos físicos, emocionais e materiais que acometem, inclusive, as pessoas que possuem o direito legal. O lançamento da série coincide com a celebração do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. O principal objetivo da data é chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre diversos problemas de saúde causadores de mortalidade materna. No entanto, o aborto inseguro não é um tema que ganha destaques nas campanhas do mês da Saúde da Mulher. </strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: DPE-Bahia / Foto: Pexels</p>



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		<title>Feto sente dor? Especialistas explicam fases do desenvolvimento gestacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Oct 2023 14:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento gestacional]]></category>
		<category><![CDATA[Feto]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com voto favorável de Rosa Weber, julgamento de ação sobre descriminalização do aborto deve retornar em plenário físico, ainda sem data marcada Depois que a ministra do&#160;Supremo Tribunal Federal (STF),&#160;Rosa Weber, votou, no último dia 22,&#160;a favor da&#160;descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, um pedido de destaque do ministro&#160;Luís Roberto Barroso&#160;travou o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Com voto favorável de Rosa Weber, julgamento de ação sobre descriminalização do aborto deve retornar em plenário físico, ainda sem data marcada</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que a ministra do&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/supremo-tribunal-federal-stf/">Supremo Tribunal Federal (STF)</a>,&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/rosa-weber/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rosa Weber</a>, votou, no último dia 22,&nbsp;<strong>a favor da&nbsp;</strong>descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, um pedido de destaque do ministro&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/luis-roberto-barroso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luís Roberto Barroso</a>&nbsp;travou o julgamento no plenário virtual e o caso será levado para o plenário físico — ainda sem data estabelecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contrárias ao aborto, antes do início do julgamento, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Frente Parlamentar Mista contra o Aborto e em defesa da Vida, a União dos Juristas Católicos e o Instituto em Defesa da Vida e da Família <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/entidades-pedem-que-stf-adie-julgamento-da-descriminalizacao-do-aborto/">protocolaram uma petição pedindo o adiamento do julgamento</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os argumentos dos que criticam a legalização da interrupção da gravidez são vários: questões religiosas, inviolabilidade do direito à vida, além de pontos ligados diretamente ao ser que está sendo gerado, como sua capacidade de sentir dor, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do outro lado, os grupos que defendem o direito ao aborto costumam apontar para os direitos reprodutivos da mulher, as questões de saúde pública e críticas à ideia da vida desde a concepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como do ponto de vista social e moral, o lado científico ligado ao aborto também possui questões dúbias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o que dizem especialistas sobre alguns dos pontos que envolvem o desenvolvimento fetal:</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg" alt="" class="wp-image-86858" style="width:743px;height:93px" width="743" height="93" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/7-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Feto sente dor?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre a dor fetal é controversa, porque o conhecimento atual não é suficiente para ser preciso sobre o momento em que o feto começaria a sentir dor — ou algo semelhante a essa sensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para iniciar a discussão, porém, é necessário entender como funciona o mecanismo da dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando você recebe um estímulo na pele, ele é levado por fibras nervosas para uma região da medula, isso é reconhecido e sobe por fibras, que a gente chama espinhais, para o sistema nervoso lá em cima, nessa região central que é chamada de tálamo. E aí você tem a sensibilidade”, explica o médico Mario Burlacchini, presidente da comissão de Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que a sensação de dor está associada ao sistema nervoso. Apesar de a estrutura cerebral estar bastante desenvolvida por volta de 16 semanas, de acordo com o especialista, é necessário mais algum tempo até que o sistema nervoso amadureça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, o que sabemos de conclusivo é que, aos menos até 24-25 semanas, o feto não tem capacidade de sentir dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dor é um mecanismo, um processo multifatorial, que não depende só dos mecanismos neuronais biológicos. Então o fato de, por exemplo, um feto de 12 semanas reagir com movimento a um estímulo não significa que ele tem dor. Significa que ele tem terminação nervosa que transmite a informação daquele contato para o cérebro”, afirma a médica ginecologista e obstetra Helena Paro, coordenadora-geral do Núcleo de Atenção Integral a Vítimas de Agressão Sexual do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Helena, a partir de semanas mais avançadas da gestação, o que temos são teorias. “Mesmo porque fetos anencéfalos [que não têm cérebro] vão apresentar as mesmas reações de fetos com cérebro desenvolvido até o final da gravidez, em relação à pesquisa de estímulos dolorosos”, pondera a especialista.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que significam as datas limites para o aborto?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/aborto-e-legalizado-em-77-paises-mediante-apenas-solicitacao-confira-quais/">países que descriminalizaram o aborto</a>&nbsp;usam datas diferentes como limite para que o procedimento seja realizado. No caso do Brasil, a discussão atual é para que a interrupção da gestação seja legal até 12 semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a médica ginecologista, o prazo limite para a interrupção da gravidez não tem relação com os marcos de desenvolvimento, mas podem ter a ver com alguma “estratégia de negociação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um critério arbitrário, não tem embasamento nas ciências da saúde. É um critério jurídico”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Burlacchini elenca alguns dos pontos que podem ser levados em conta. Segundo o especialista, o procedimento é mais simples, no âmbito médico, quanto mais cedo for a gestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Você tem uma resposta à eliminação do produto do abortamento de forma mais fácil, então é menos traumático para mulher, do ponto de vista mais biológico. Ela vai ter uma resposta e uma recuperação mais rápida.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, também há a questão psicológica, na avaliação do médico. Quanto mais avançada for a gravidez, “provavelmente, deve ser muito pior. Talvez essa vivência da gestação ainda seja menor no início da gravidez do que quando você já está com uma gestação mais avançada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Helena ressalta, porém, que, quando o procedimento é realizado de maneira adequada, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) “em qualquer tempo gestacional, o aborto é um procedimento muito seguro para a vida da pessoa gestante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as tais 12 semanas de gestação, o ultrassonografista Carlos Reinaldo, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, afirma que se trata do “começo da maturidade neurológica. A gravidez é dividida em período embrionário, que é até dez semanas, e período fetal, que é de dez semanas e um dia para a frente. Então 12 semanas está muito perto do período embrionário, de formação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outros países, o médico afirma que o peso fetal também costuma ser um critério para estabelecer esse limite da interrupção. “Em torno de 500 a 600 gramas, que é em torno de 22 a 23 semanas”, diz Reinaldo sobre o que costuma ser adotado como prazo máximo para o aborto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando começa a vida?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que também suscita discussão é o momento em que a vida começa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor explica que diferentes critérios, além da fecundação, poderiam ser vistos como marcos importantes da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estar vivo envolve vários conceitos. Do ponto de vista jurídico, por exemplo, se você aborta até 19 semanas, você não teve filho [uma vez que não há indicação para emissão da Declaração de Óbito]. Agora, se o aborto ocorreu quando o feto tinha mais de 500 gramas e acima de 20 semanas de gestação, legalmente, você teve o nascimento de um filho morto”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro momento que poderia ser considerado um marco, segundo Burlacchini, é o início dos batimentos cardíacos. “A partir de seis semanas de gravidez você tem um coração batendo no embrião. Um bebê com 2 mm, em geral, você já vê um coração batendo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses, também há o começo da atividade cerebral. “Tem trabalho que mostra que já tem algum tipo de reflexo a partir do segundo mês da gestação”, explica o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Helena afirma que, embora do ponto de vista biológico a vida esteja relacionada à qualquer unidade celular que se reproduza, os direitos não devem ser associados a tal critério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se a gente pegar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, toda pessoa nasce igual em direitos e deveres. É preciso ter um nascimento com vida para ter direitos. E nunca um feto pode ter mais direitos do que uma pessoa com uma biografia e não só uma vida biológica”, defende a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Publicado por Renata Souza</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CNN Brasil</p>



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